quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Intolerancia Religiosa: Pastores usam chefes do tráfico para acabar com terreiros

 
Recentemente, alguém jogou uma bomba dentro de um terreiro em Porto Alegre. Não foi um evento isolado. Ataques contra praticantes das religiões de matriz africana estão aumentando em todo país. Uma das situações mais graves acontece no Rio de Janeiro, onde, em muitas favelas, igrejas evangelizaram os chefes do tráfico e os pressionam a acabar com terreiros e outras manifestações da cultura afro-brasileira nessas comunidades. Um estudo da PUC-Rio e do Governo do Estado aponta a existência de 847 terreiros no Estado. Desse montante, 430 sofreram atos de discriminação e 132 já foram atacados por evangélicos.
 
Certa noite, eu estava em um baile funk, dentro de uma comunidade controlada pelo tráfico, cercado por pessoas bêbadas e chapadas. Em um determinado momento, a música parou para deixar um pastor evangélico subir no palco e liderar milhares de pessoas em uma oração. Eu pensei: se o candomblé é, como muitos evangélicos acreditam, “coisa do capeta”, por que eles deixam o funk rolar livremente nas comunidades controladas pelo tráfico evangelizado, com seus fuzis norte-americanos com os adesivos de “soldado do Cristo”? Por que o funk, com suas letras elogiando álcool e violações dos 10 mandamentos, com seu tamborzão, ritmo que traz elementos de candomblé, não só é tolerado como, às vezes, parece ser encorajado por certas figuras religiosas.
 
 
Procurando uma resposta para essa pergunta, parti para um terreiro que existe há mais de 50 anos na Baixada Fluminense a fim de falar com Adailto Moreira, antropólogo e um dos líderes do movimento contra a intolerância religiosa. Sentamos embaixo de uma árvore no quintal cercado de estátuas e imagens históricas da cultura ioruba, e ele começou falar.
 
“A intolerância tem uma base forte de racismo. A grande parte dos seguidores das religiões de matriz africana é de negros, mulheres, pobres, gays, lésbicas – ou seja, todo que a sociedade eugênica burguesa elitista neste país não gosta. E existem, de fato, pastores evangélicos convertendo atuais líderes do tráfico e os usando para expulsar os terreiros das comunidades. Tem muitos lugares hoje, como Maré e Jacarezinho, onde a pessoal nem pode usar um incensador. O Estado é completamente omisso. Eu trabalhei na pesquisa de PUC, e a maioria dos praticantes das religiões de matriz africana no Estado nos contou que passou por constrangimentos - a violência física, material e imaterial contra eles está aumentando. E não é só nos terreiros: o samba e o jongo também estão desaparecendo nas comunidades. Pouquíssimas comunidades ainda têm jongo. No interior do Estado, os quilombolas estão sendo todo evangelizados. Isso é tirar a alma deles, como fizeram com os índios no passado. É um projeto de colonização moderna.”

Leia também: Intolerância religiosa motiva ato de repúdio na Pedra de Xangô, em Cajazeiras X
 
“E o funk,” perguntei, “por que ele é tolerado? Será que, na cabeça dos pastores evangélicos, é mais fácil lidar com ele, porque ele pertence ao diabo enquanto o candomblé representa uma outra forma de interpretar o mundo, fora do conceito cristão do universo?”
 
 
“Funk não é uma religião, tem outro apelo cultural e político que as religiões de matriz africana não podem ter com o tráfico. E tem um grande projeto econômico atrás dessas ações de arrebanhar fiéis e de promover salvação. Milagres acontecem, mas tudo em uma organização econômica muito perversa.”
 
Parti para a Maré, conjunto de 16 comunidades com 130 mil habitantes, onde ouvi dizer que só sobrara um terreiro. Procurei Carlos, ex-traficante evangélico e líder comunitário, para ouvir uma outra opinião sobre o assunto. Após encontrá-lo na Favela Nova Holanda, ele me deu uma carona para a Praça do Forró do Parque União, onde há vários bares e restaurantes excelentes. Paramos ao lado de um córrego, e eu perguntei por que não tem mais terreiros na Maré. “Não acontece em todos os lugares, mas eu sei que tem algumas comunidades onde o tráfico realmente expulsou os terreiros”, ele falou, “como no Morro do Dendê. Vinte anos atrás, você via muitos chefes de tráfico usando guia, seguindo orixás - eles gostavam muito do Zé Pelintra. Mas chegou um tempo em que parece que não estava dando resultado. É tudo o mesmo Deus, certo? Oxalá é o mesmo Deus dos cristãos, mas acho que ficou mais simples para muita gente só rezar para um. Acho que, para os pobres, negros nas favelas, seguir a religião evangélica tem mais sentido hoje em dia, e o candomblé virou outra tradição negra que se elitizou - hoje em dia, é mais a classe média que curte.”
 
“E os bailes,” perguntei, “por que um evangélico vai deixar um baile acontecer, com tantas músicas que falam sobre temas como promiscuidade e violência?”
 
“O baile é uma tradição que vem de muitos anos atrás, antes da chegada da religião. E ele traz lucro para o tráfico, claro. Às vezes, durante o baile, eles tocam louvores, ou vem uma fala de cinco minutos de um pastor. Às vezes, o baile, o tráfico e a religião viram uma coisa só. Ninguém tira o espaço do outro.”
 
Se ninguém tirar o espaço do outro, entra a parceria econômica de funk, drogas e religião. Não pode dizer a mesma coisa para manifestações afro-brasileiras, como o candomblé, que existem há bastante tempo neste país, quando comparadas às igrejas evangélicas. Se o processo de conversão é uma coisa natural, por que se precisa de violência? Por que o Jardim Vale do Sol, terreiro em Duque de Caxias, foi atacado por evangélicos oito vezes? Será que, por causa de algumas pessoas, isso também faz parte de um projeto econômico???

Fonte: Vice Média

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Médicos boicotam laboratórios que doaram recursos a Dilma.

Médicos porra-loucas
Após o lançamento do programa Mais Médicos e a consequente chegada de médicos cubanos ao Brasil, a classe médica brasileira vem promovendo um show de horrores. Há menos de um mês, o portal IG fez uma denúncia estarrecedora:
 
A denúncia do IG espalhou-se como fogo e por certo fez ver a boa parte dos formadores de opinião o movimento nazista que se aglutinou em torno da candidatura Aécio Neves. Para entendimento dos fatos que serão narrados mais adiante, vale rever trecho daquela matéria.
 
Sobre a comunidade do Facebook “Dignidade Médica”, que propôs “holocausto” e “castrações químicas” contra eleitores do PT, sobretudo nordestinos, para que “não se reproduzam” tem como uma das organizadoras a senhora Patricia Sicchar, que se declara médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus em perfil da rede social.
 
Confira, abaixo, trecho de outra matéria do IG sob o título “Médica de grupo anti-PT minimiza holocausto a nordestinos: ‘é revolução do agir’”.
 
Como se vê, uma das médicas organizadoras do tal “holocausto” médico contra nordestinos eleitores do PT é servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, sob responsabilidade do prefeito tucano Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), líder do PSDB no Senado de 2003 a 2010.
 
Agora, os médicos manuenses voltam à ribalta com um movimento que pretendem espalhar pelo país. Chegou ao Blog uma denúncia séria contra médicos daquela capital. E o pior: a denúncia sugere que abuso desses médicos contaria com a conivência dos hospitais em que trabalham.
 
O denunciante enviou ao Blog link de perfil no Facebook de um médico manuense chamado Lano Macedo, que se diz funcionário do Hospital Beneficente Português do Amazonas, que já se envolveu em polêmicas como desrespeitar a “Lei do acompanhante no parto”, conforme denúncia do médico psiquiatra Rogélio Casado.
 
O tal médico Lano Macedo lidera um movimento de médicos manauenses no Facebook que propõe que a classe médica – e, consequentemente, os hospitais onde aqueles médicos trabalham – boicotem os laboratórios que doaram recursos à campanha da presidente Dilma Rousseff.
 
A confissão dos médicos de que irão deixar de recomendar fabricantes de medicamentos sob razões político-partidárias e ideológicas é um escândalo. E se aquele laboratório tiver medicamento mais conveniente para os pacientes, seja em termos de preço, qualidade ou outro?
 
Após o episódio “holocausto e castração química”, produzido a partir de organização de médicos de Manaus como o tal Lano Macedo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota condenando os autores daquela barbaridade.
 
Resta saber o que o CFM tem a dizer sobre essa atitude de médicos de Manaus. E, aliás, deveria investigar – talvez até com participação do Ministério Público – se médicos de outras regiões também estão adotando uma conduta profissional inadequada não só por se misturar com os interesses político-partidários deles, mas por prejudicar seus pacientes.
 
Por fim, resta saber, também, que atitude o prefeito tucano Arthur Virgílio tomou contra a servidora pública Patricia Sicchar, que se declarou médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus e organizou o movimento propondo “castração química” de eleitores do PT.










Fonte: Brasil 24/7

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Porras- Loucas em ação: Grupo musical que apoiou Dilma é agredido em show

 
Confira o relato do grupo Bixiga70 sobre a agressão que o conjunto musical sofreu por repudiar em seu show as manifestações que pediam intervenção militar
 
NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Recentemente passamos por uma situação lastimável, que colocou em risco nossa integridade física e moral.
 
Situação que simboliza bem o momento que o país vive e achamos importante esclarecer os fatos publicamente para evitar ruídos e reafirmar nosso posicionamento que vai muito além da polarização partidária simplista, da forma como se coloca hoje.
 
Quem nos conhece, pessoalmente ou através de nossa música, sabe que nós somos da paz. Somos artistas e cidadãos.
 
Prezamos pela liberdade de expressão, pela igualdade entre as pessoas, pelos Direitos Humanos e isso está presente tanto na nossa música como em nossa vida, em nossa atitude, enquanto grupo que funciona horizontalmente, na base da coletividade, da parceria e da liberdade criativa.
 
O Brasil vive um momento muito delicado. Os ânimos estão à flor da pele e o resultado disso tem sido a polarização, o crescimento do ódio e dos ataques entre as partes.
 
Nós sempre fizemos questão de nos manifestar publicamente, em shows ou nas redes sociais, a respeito de opiniões que discutimos muito entre nós.
 
Foi assim no caso do Pinheirinho, da ocupação do Estelita, nas Manifestações de Junho, contra a xenofobia, a homofobia, o machismo, o preconceito…
 
Os exemplos são inúmeros, qualquer pessoa que já foi a um show nosso sabe disso.
 
No dia do ocorrido, não foi diferente. Manifestamos nossa opinião contrária a um ato que defendia a intervenção militar no Brasil que acontecia perto dali, no mesmo instante em que nos apresentávamos.
 
A reação imediata de parte do público foi “xingar o PT’’, dirigindo-se a nós com dedos em riste. Até aí, sem problemas.
 
Respeitamos opiniões diferentes da nossa e enquanto artistas estamos preparados tanto para os aplausos, quanto para as vaias.
 
Tentamos, em vão, explicar que a banda não tem qualquer ligação com partido, que falávamos como artistas e que iríamos tocar nossa última música — de um nordestino que nos inspira e nos orgulha, chamado Luiz Gonzaga.
 
Entre vaias, xingamentos e alguns aplausos, tocamos nossa última música. Alto.
Logo após o fim do show, vimos um rapaz agredindo uma garota que foi para a frente do palco após nossa fala, nos apoiar com sua dança e sua alegria.
 
O rapaz estava fora de si, inconformado com a situação, com o dedo médio na cara dela, empurrando e a ofendendo, aos berros.
 
Para além de qualquer questão partidária, enquanto homens, parceiros, maridos, pais e filhos, não admitimos qualquer tipo de violência contra as mulheres ou qualquer indivíduo.
 
Ao vermos a cena, e na falta de quem a protegesse, descemos do palco para garantir a segurança da garota.
 
Nesse momento, parte do público que nos xingava partiu pra cima. O tumulto estava formado e, diante da agressividade dos muitos que nos rodearam, nos defendemos como qualquer outro o faria em situação semelhante.
 
Não queremos nos vitimizar, nem nos tornar mártires de uma disputa política vazia e reducionista.
 
Fomos tragados por uma violência que está cada vez mais presente em São Paulo e no Brasil.
 
Nos sentimos na obrigação de alertar sobre os perigos desse movimento pois a desinformação e o discurso de ódio têm sido utilizados como ferramentas para que as pessoas se desentendam e não percebam sua situação real.
 
Esperamos que o ocorrido, por pior que tenha sido, reflita positivamente e que isso ajude, não na polarização de um discurso politico simplista, pautado pelo ódio, mas na evolução do diálogo que é tão importante nesse momento.
 
Muito obrigado pelo apoio e pelo carinho que temos recebido dos amigos e fãs.
 
Agradecemos aos que puderem compartilhar essa mensagem.
 
Bixiga 70
 
Fonte: Viomundo

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Conheça o cúmulo da intolerancia: Pastor diz que a seca em São Paulo é culpa dos gays. Aff!!!

Meus amig@s essa é para espantar qualquer cidadão normal. Um pastor transloucado, tipo vários porras-loucas de plantão que estão feitos zumbis nas redes sociais contra pobres, nordestinos, homossexuais, negros, mulheres, enfim, pessoas de bem, pronunciou aos seus fies, numa intolerância profunda, que a culpa da seca em São Paulo é por causa da grande quantidade de moradores gays que vivem na nossa grande metrópole. 
 
É muita intolerância para uma pessoa só, pense em porra - louca de carteirinha!
 
Veja a matéria completa, "Seca paulista é castigo de Deus por causa dos gays, diz pastor", postada pelo blogueiro Paulo Lopes em seu blog:
 
O ex-gay Pastor Sargento Isidório disse
 que ninguém pode
ir contra a natureza 
Deus está castigando o Estado de São Paulo com a seca mais grave das últimas décadas por causa da realização da parada gay, disse o Pastor Sargento Isidório de Santana e deputado estadual baiano (PSC), na foto. Ele citou um trecho da Bíblia segundo o qual Deus castiga povo pecador promovendo escassez de chuvas.

Ele mencionou 1 Reis 8:35-36: “Quando os céus se fechar, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os tu afligido, Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva na tua terra que deste ao teu povo em herança”.

Em um vídeo, ele disse que há homossexuais em todos os lugares, mas a concentração deles em São Paulo é grande por ocasião da Parada Gay.

“A maior parada gay do mundo está ali em São Paulo”, disse “Todo paulista é gay? Claro que não! Ali tem homens mulheres de Deus, (...) que não praticam o mesmo pecado da homossexualidade. A Bíblia diz se esse povo se converter do seus pecados (…), Deus perdoará e abrirá a chuva na terra."

Ele pediu aos fiéis que orassem cinco dias seguidos para que chova e que as suas próprias orações começam a surtir efeito, com a mudança de tempo no dia 3 no Estado.

Para ele, os tremores de terra que têm ocorrido em Minas Gerais e em outros Estados também seriam indícios do castigo de Deus contra os gays.

Pastor Sargento, que se reelegeu com 120 mil votos, o segundo maior resultado na Bahia, afirmou que ninguém pode contrariar a natureza, como “essa coisa de homem querer virar mulher”.

“Homem nunca vai ser mulher! Nem mulher vai ser homem. A língua de homem é grossa, a da mulher é fina. O buraco do homem tem cocô, o da mulher tem gordura, coisa boa."

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, disse que não queria falar muito sobre o pastor para não promovê-lo.

"Ele [o pastor] é um sensacionalista, um oportunista que fica causando esse tipo de debate absurdo, falando coisas da idade média para semear o ódio e fazer propaganda contra homossexual.”

Em 2013, pastor Isidório admitiu que já praticou a homossexualidade e que passou a não gostar de ficar perto de homem por muito tempo porque temia uma recaída. “A carne é fraca.”

Ele é criador da Fundação Dr. Jesus, que trata de dependentes químicos. Como ajudante, na clínica, ele tem a “missionária Teresa”, responsável pela disciplina dos internos. “Teresa” é um porrete.
 
 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Caiu a ficha: Aécio Neves assume ser representante da elite e dos porras-loucas de plantão!

Aécio Neves, o Capriles do Brasil.
Nos brasileiros, ontem, dia 05/11/2014, fomos informados com clareza pela mídia tradicional e redes sociais quem verdadeiramente e assumido é, o representante da elite brasileira e dos porras-loucas de plantão. Essa pessoa se declarou ontem. O dito cujo é o senador da República, presidente do PSDB nacional, ex-governador do estado de Minas Gerais e candidato derrotado na última eleição para presidente do Brasil, Aécio Neves.
 
O senador Aécio Neves, numa forma bastante diferente dos que lhe antecederam nas disputas pelo comando do País, podemos lembrar, Fernando Henrique, Alckmin e José Serra, bateu na mesa e se definiu como comandante do exército de oposição e dos “51 milhões” de eleitores que não querem mais o PT e seus aliados na frente do governo federal.
 
O “General tucano” salientou ainda, que o diálogo proposto pela presidente reeleita Dilma Rousseff, tem que ser condicionado às apurações de corrupção na Petrobrás, esquecendo que o seu partido, o PSDB, foi citado nos depoimentos dos delatores. Coloco isso por causa dele não citar a frase “doa a quem doer” [frase usada sempre pela presidente Dilma, sobre o caso].
 
Ou será que o “grande comandante”, como presidente dos tucanos, não tem culpa no cartório?
Líder dos Porras-Loucas
 
Pois bem. Durante a campanha, aliás, desde 2008, é preciso observar que essas transformações de Aécio, seus aliados da mídia tradicional e dos porras-loucas, tenderam de maneira radical para o lado da divisão de classes, representando diretamente a ultradireita política [existem setores da direita que não comunga com esse tipo de comportamento], o PIG (Partido da Imprensa Golpista), setores da classe alta e média alta e os assumidos xenófobos, racistas, homofóbicos, machistas, latifundiários e dos canibais do mercado. E contra a classe pobre, representada pela classe trabalhadora, população das regiões Norte e Nordeste, o pessoal progressistas das mídias sociais, movimento sociais, centrais sindicais, negros, mulheres, UNE e UBES, etc.
 
Devemos lembrar que os tucanos que antecederam o senador Aécio, sempre em seus discursos, nunca deixaram de incluir todas as classes da população brasileira durante todas as suas campanhas. Temos como melhor exemplo, o senador José Serra que sempre citou na sua trajetória política, ter participado do movimento pela democratização do país e de representando a UNE como presidente. Desde segunda-feira (03/11) agora, o que vemos sobre o comando de Aécio é a “militância” do PSDB, indo de encontro aos próprios lideres históricos do próprio partido como Geraldo Alckmin que está discordando com essa forma de protesto fascista, com arma na cintura, prega o impeachment de Dilma, intervenção militar, contra homossexuais, mulheres emancipadas, etc.
Lideres do PIG
 
Contudo, o vacilante "comandante" no seu discurso raivoso, afirma com bom e alto tom que é agora o “grande representante de um exercito a favor do Brasil”. Na sua primeira aparição, ao chegar à entrada principal do Congresso, cerca de 200 pessoas aguardavam sua chegada, formadas por sua maioria de militantes e servidores do legislativo,  eleitores da sua candidatura, onde o PIG usou todo o seu arsenal midiático, ou seja, dando inveja aos conhecidos comandantes golpistas Capriles da Venezuela, Medina da Bolívia, Micheletti de Honduras e vários do mesmo estilo.
 
Portanto, é preciso que toda a população brasileira fique alerta e reflita sobre esse movimento político de ultradireita, começando a se manifestar com coerência e altivez e com o espírito de pertencimento. O Brasil pertence a todos e todas e não pode retroceder das suas conquistas populares e nem abrir mão da sua soberania e participação popular de pobres e ricos no processo de um novo ciclo de desenvolvimento.
 
Abaixo os golpistas!
 
Viva a força e a sabedoria popular brasileira!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A volta dos que não foram

 
Você aguenta mais um post sobre política partidária? Ainda estou no clima.
O choro dos maus perdedores continua forte. Semana passada o PSDB entrou com pedido de recontagem dos votos, baseando-se em boatos da internet (sabe, os mesmos que juraram que Dilma havia derrubado o avião de Eduardo Campos no dia 13 de agosto). 
Amanhã, Aécio volta ao senado, "evento" que vem sendo saudado pelos reaças como discurso do grande líder da oposição no Brasil (pelo jeito, o fato do senador Aécio comparecer ao Senado -- ele foi um dos mais faltosos -- é por si só um grande evento).
No sábado, eleitores inconformados de Aécio foram às ruas pedir um terceiro turno. A maior manifestação, como não poderia deixar de ser, foi na Av. Paulista, em SP. Reuniu cerca de 2.5 mil pessoas, segundo a PM, e 40 mil, segundo os organizadores, que não existem, já que o "movimento" insiste em se dizer "apartidário" e "espontâneo". Não sei se o PSDB já entrou com pedido de recontagem de quantas pessoas estavam na manifestação. 
Alguns gritos de ordem na protesto foram "Um dois três, Lula no xadrez", "Vai pra Cuba! Vai pra Cuba!", e "Fora PT". Os cartazes falavam em fraudes nas urnas, exigiam o impeachment de Dilma, chamavam o PT de corruPTo, clamavam por liberdade (porque parece que realmente estamos vivendo numa ditadura comunista/gayzista/feminazi em que a imprensa não tem nem mais o direito de apoiar seu candidato). 
Em cima do carro de som, que também deve ter aparecido lá espontaneamente (tava passando, alguém chamou, e ele foi parar bem ali, em frente ao Masp), Lobão -- aquele que voltou atrás e não se mudou pra Miami -- discursava que o Brasil não é Venezuela, Argentina (outra ditadura, segundo a direita), ou, sempre ela, Cuba.  
Alguns cartazes pediam também "intervenção militar", tucanês pro velho golpe de estado. Os jornais que cobriram as manifestações repararam nesse "detalhe", que, óbvio, está longe de ser um detalhe. 
É só acompanhar alguns reaças nas redes sociais que palavras-chave como intervenção sempre aparecem, disputando lugar de igual pra igual com impeachment e Bolsa Esmola (como eles odeiam os beneficiários do Bolsa Família!). 
Porém, o PSDB, ao ver esses cartazes golpistas, que desprezam a democracia, que têm nostalgia por um período da nossa história que nunca deveria voltar, fez o de sempre: culpou os outros. O senador Álvaro Dias afirmou que as faixas pedindo golpe militar haviam sido "plantadas" pelo governo pra tumultuar. 
Petistas infiltrados seguram faixa
Eram petistas infiltrados, assim como o eram todos aqueles reaças no Twitter que xingaram nordestinos desde o primeiro turno. Em vez do PSDB dar uma dura em seus eleitores, inventou que aqueles perfis eram de militantes petistas fingindo ser tucanos preconceituosos. 
O Secretariado Nacional da Mulher do PSDB lançou uma nota oficial repudiando não exatamente o pedido de intervenção militar, mas que a imprensa tenha destacado um único cartaz, "caso isolado", para resumir o movimento (ironicamente, a nota nunca explica que movimento é esse: movimento pelo quê? Contra quem? De quem?). Ahn, quantos cartazes o PSDB precisa ver para se convencer de que não se trata de um caso isolado?
O caso isolado da manifestação em
Balneário Camboriú
Rodrigo Constrangido (colunista da Veja, apelidado de "Constrangido" após pedir perdão -- sério! -- ao Beto Carrero World, que ele comparou com a Disney, ironizando o parque brasileiro; ele se desculpou ao ser comunicado que o prefeito de Penha, cidade que hospeda o parque, é do PSDB) se posicionou contra os pedidos de "SOS Forças Armadas". 


Pedido de SOS também a Casa Branca
Porém, emendou que, se o impeachment de Dilma não for aprovado, ele será o primeiro a pedir intervenção militar. Por enquanto, segundo ele, é muito cedo. Só por enquanto.
 
Fora isso, eleitores indignados continuaram dando exemplos de como respeitam a democracia:


Porteiros não votaram no meu candidato, vou me vingar
 

A empregada pagou o pato

Comentário hoje num blog de direita
Eu ia escrever sobre os presidenciáveis para 2018, mas este post já está longo e eu preciso correr pra faculdade. Você vai precisar aturar mais um post sobre política partidária.
 
 
 
Em Vitória, protesto reuniu cerca de 50 pessoas. Mais que as Marchas com Deus 
pela Liberdade, em março
 
Fonte: Reproduzido do Blog Escreva Lola Escreva

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nossa Little Havana: Mais de 100 mil brasileiros querem Washington contra regime comuno-bolivariano

 
 
A notícia que segue deveria ser levada a sério.
 
Ela nos fez constatar que o Brasil já dispõe de sua própria Little Havana. É o bairro de Miami que a certa altura reuniu os saudosistas do regime de Fulgêncio Batista, o ditador pró-americano derrubado por Fidel Castro em 1959.
 
O bairro é hoje apenas para inglês ver, já que os cubanos fugitivos de Fidel que se deram bem nos Estados Unidos fugiram uma segunda vez. Rumaram para os subúrbios endinheirados da Flórida, deixando para trás os patrícios pobretões. Classe, afinal, é classe.
 
Os cubanos que debandaram da ilha de Fidel formavam em Cuba a elite local generosamente alimentada por Washington.
 
Eram os herdeiros da Emenda Platt, imposta pelos Estados Unidos como condição para desocupar Cuba depois da guerra Hispano-Americana.
 
A Emenda Platt, de 1901, é ainda mais vexaminosa que aquele acordo pelo qual Fernando Henrique Cardoso pretendia ceder a base de Alcântara para uso pelos Estados Unidos, obrigando brasileiros a usar crachá emitido pelos estadunidenses em seu próprio território.
 
A Emenda Platt proibia o governo cubano de fechar qualquer tratado internacional que ameaçasse a independência cubana ou permitisse que poderes estrangeiros usassem a ilha com objetivos militares. Os Estados Unidos se reservavam o direito de intervir em assuntos cubanos para defender a independência cubana e para manter “um governo adequado à proteção da vida, da propriedade e da liberdade individual”. Outras condições da Emenda exigiam que o governo cubano implementasse planos para melhorar as condições sanitárias na ilha, abrisse mão da ilha dos Pinhos (agora conhecida como ilha da Juventude) e concordasse em vender ou alugar território para estações naval e de abastecimento de carvão dos Estados Unidos. (Esta cláusula levou ao aluguel perpétuo da base naval da baía de Guantánamo). Finalmente, a emenda exigia que o governo cubano concluisse uma tratado com os Estados Unidos para tornar o cumprimento da Emenda Platt uma exigência legal — os EUA também pressionaram os cubanos para incorporar os termos da Emenda em sua própria Constituição. 
Dispensando o linguajar pomposo do Departamento de Estado, tratou-se de uma anexação de Direito, com consequências futuras trágicas para os próprios Estados Unidos.
 
A Emenda Platt foi o carvão em brasas que incendiou o nacionalismo cubano e, lá adiante, resultou na correnteza que levou Fidel Castro ao poder.
 
Se a Little Havana de Miami foi consequência trágica deste processo, a brasileira não existe de fato.
 
Existe tão somente na imaginação de uma quantidade razoável de brasileiros: 112.832 deles, na contagem mais recente.
 
 
É pouco provável que ela faça mais que assinar a petição, já que — como escreveu Gustavo Castañon – dificilmente a elite brasileira conseguirá, fora do Brasil, condições para se reproduzir em cativeiro como se reproduz aqui.
 
Em nossa modesta opinião, estes 112.832 brasileiros refletem uma sociopatia milenarista: formam uma seita equivalente à do Jim Jones, com a diferença de que pretendem suicidar o Brasil.
 
Nossa atenção para a sua existência foi chamada pelo Conversa Afiada.
 

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Peticionamos ao governo Obama para: 
Posicionar-se contra a expansão comuno-bolivariana no Brasil promovida pelo governo Dilma Rousseff 
No dia 26 de outubro Dilma Rousseff foi reeleita e vai continuar os planos de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil (sic) — em moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo.
Nós sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi inteiramente democrática, mas as urnas não são confiáveis, além do fato de que os cabeças do Judiciário são em sua maior parte integrantes do partido vencedor (sic). 
Políticas sociais são influenciadas pela escolha do presidente e as pessoas foram ameaçadas com a perda de sua ajuda alimentar se não reelegessem Dilma (sic).
Pedimos à Casa Branca que se posicione em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer ser uma nova Venezuela (sic) e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil.
Como se vê, a vida para o professor Hariovaldo não anda nada fácil.
 
Fonte: Viomundo

Atualização ás 13:15 horas de 04/11/2014:

O governo americano já respondeu a turma que promoveu a petição anti-Dilma, veja a matéria da UOL notícias internacionais:

Petição anti-Dilma não reflete opinião americana, dizem EUA  

A ideia é transformar Moro em Barbosa e Gurgel: o novo herói do “petrolão”.

 
O ansioso blogueiro vestiu aquela roupa dos que tratam de vítimas do Ebola e folheou o detrito sólido de maré baixa da semana seguinte ao Golpe que surrupiou oito pontos da Dilma em São Paulo.

A primeira observação é animadora: o exemplar tem 134 páginas e 35% de publicidade aparentemente paga.

Para uma edição do mês de novembro, perto do Natal, isso não paga as contas da Editora Abril.

Porque, como se sabe, o detrito sólido sustenta a empresa, assim como a TV Globo sustenta toda a “Organização” (sic).

A Abril está à venda.

Não tem é quem compre.

A edição mantém a mentira desmentida repetidamente,
até pelo Globo.

O doleiro-herói não citou Lula nem Dilma.

O detrito sólido diz que não procurou “criar efeitos eleitorais” – como se o próprio leitor fosse um idiota.

Um de seus ignotos colonistas (no
ABC do C Af) assegura que o Brasil “foi mantido sob o comando de pessoas moralmente primitivas, que acabam de ser premiadas por levar a atividade política à fronteira do crime”.

Mas isso é perfumaria.

A substância da edição é transformar o Juiz Sergio Fernando Moro, por quem vazam as delações seletivas, num Joaquim Barbosa, ou num Roberto Gurgel – heróis da caça  aos “mensaleiros”.

A mesma missão higiênica cabe agora, segundo detrito sólido, a Moro, que “comanda hoje o maior navio a singrar os mares da Justiça brasileira”.

Segue o detrito: “Lula teve o mensalão, Dilma agora tem o petrolão”.

O detrito reconhece alguns rombos no casco do brigue: ele teria obrigado um diretor da Petrobras a “cuspir os feijões”.

Se não abrisse o bico, o transatlântico mandava prender parentes do investigado.

Não é só o detrito que menciona esse pequeno deslize na rota de quem singra os mares da Justiça: Mauricio Dias, na
Carta Capital dessa semana, suspeita de algo parecido:
 
“Delação torturada


Importante criminalista que atuou no caso Petrobras ten dito a interlocutores que a delação premiada feita por Paulo Roberto Costa foi obtida sob tortura.


Após a primeira audiência, ao ser conduzido de camburão de volta ao cárcere, o ex-diretor da estatal foi submetido a forte pressão moral e psicológica. Os policiais “comunicaram” a ele que, no dia seguinte, seriam presas suas filhas e genros, além da mulher. Avisaram também que a residência e os escritórios dele e dos familiares seriam vasculhados. Após isso, ofereceram a Costa a delação.


Ele não resistiu aos ‘argumentos’.”


(Pergunta desinteressada: que juiz ia mandar prender e vasculhar a casa? Policial não sai por aí a prender e a vasculhar sem ordem judicial …)

Na investigação do Banestado, informa o detrito sólido, o vaso-de-guerra passou a ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça, por determinação do STF, por decretar cinco ordens de prisão a quem já tinha recebido habeas-corpus.

Um transatlântico que dispara mísseis…

O próprio delito informa que o Tribunal Federal da 4ª Região  proibiu o transatlântico de intimar investigado POR TELEFONE !

Criativo, não ?

Pois é esse servidor público, pago para administrar a Lei e a Justiça que o detrito sólido transforma na Invencível Armada que vai torpedear a Dilma.

Uma semana depois do Golpe terrorista,
como disse a Dilma, a revista à venda escolheu seu instrumento.

Um almirante de discutíveis escrúpulos.

Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada
O vaso-de-guerra e seu canhão. Ou o contrário: o canhão e seu vaso-de-guerra


Fonte: Reproduzido do Blog do Saraiva