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sábado, 24 de janeiro de 2026

CT no Chão, Verdades Escondidas


Foto: Redes Sociais

Por Jorge Antonio Carvalho*

O torcedor não é contra o futebol. O torcedor é contra a mentira. O que se vê hoje é um Sampaio Corrêa desmontado fora de campo e limitado dentro dele, enquanto a diretoria insiste em vender ilusões. A Bolívia Querida não é propriedade privada de ninguém. É patrimônio do povo maranhense e o povo não aceita ser enganado.

A demolição do CT, os milhões sem explicação, os documentos questionáveis e as contradições jurídicas não são “detalhes administrativos”. São sinais claros de uma gestão que perdeu qualquer compromisso com transparência. Onde estão as autoridades? Onde está o Ministério Público? Onde está a Justiça? O silêncio institucional é cúmplice da destruição de um clube histórico.

Dentro das quatro linhas, o cenário também não convence. O time masculino até respira com resultados pontuais, mas segue sem brilho, sem consistência e sem ambição. Empates em excesso, atuações apagadas e um elenco montado às pressas para tapar buracos. Isso não é projeto de futebol, é improviso para enganar arquibancada. E agora, o mesmo descaso se repete no futebol feminino.

No Campeonato Maranhense, o Sampaio Corrêa ocupa hoje a 5ª posição, com 6 pontos em 4 jogos. São 1 vitória e 3 empates, mantendo a invencibilidade, mas ainda fora da zona de classificação direta. O saldo de gols é positivo (+2), reflexo da vitória sobre o Maranhão, mas os empates em sequência mostram um elenco limitado e sem consistência. Esses números não escondem a realidade: o time respira, mas não convence.

No futebol feminino, a situação é ainda mais alarmante. O calendário nacional já está definido: o Brasileirão Feminino A3 começa em 21 de março e a Copa do Brasil Feminina em abril. São competições curtas e extremamente competitivas, que exigem preparação imediata. Mesmo assim, até agora não há elenco confirmado, comissão técnica definida ou local de treinos anunciado. O silêncio da diretoria diante de datas tão próximas é mais uma prova do descaso e da falta de planejamento.

O Sampaio é do povo. E o povo não vai se calar. A verdade vai aparecer, com ou sem a vontade dos “intocáveis”. O clube precisa voltar a ser da arquibancada, da emoção e da luta. Porque amar o Sampaio é também exigir respeito. E respeito não se pede se cobra. Seja no masculino ou no feminino, chega de enganação. É hora de mudança radical.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Exoneração de Heraldo Moreira: quando a crítica vira censura


Por Jorge Antonio Carvalho*

A exoneração do jornalista Heraldo Moreira da Rádio Timbira, veículo oficial do Governo do Estado do Maranhão, escancara um episódio que ultrapassa os limites da razoabilidade democrática. O motivo? Críticas contundentes à diretoria do Sampaio Corrêa, clube que atravessa uma crise institucional e esportiva já denunciada em diversas matérias do Conversa de Feira.

Segundo relatos, a diretoria do Sampaio levou ao secretário de Comunicação, Sérgio Macedo, a acusação de que Heraldo estaria divulgando “fake news”. A denúncia foi suficiente para que o governo decidisse pela exoneração do comunicador, mesmo diante do histórico de análises fundamentadas e provas apresentadas pelo jornalista em suas falas.

A influência do futebol no poder

O episódio ganha contornos ainda mais graves quando se observa a relação entre o clube e o governo estadual. O vice-presidente do Sampaio, Perez Paz, publicou em seu Instagram um vídeo afirmando:

“Novamente o @sampaiocorrea foi alvo de Fake News do comunicador Heraldo Moreira. Dessa vez ele quis culpar o clube de perseguição contra a imprensa em razão de sua exoneração da @radiotimbira – o que não é verdadeiro. Não tentamos silenciar ninguém. Apenas exercemos o direito de denunciar as fake news que estavam sendo divulgadas pelo comunicador. Após a apuração, o Secretário de Comunicação tomou a decisão com a finalidade de manter o padrão editorial comprometido com a verdade e com a ética.”

A fala soa como justificativa oficial de uma decisão política que, na prática, representa um silenciamento de vozes críticas. Mais do que isso: revela o quanto a atual direção do Sampaio Corrêa tenta esconder a real situação do clube, usando sua influência para transformar críticas legítimas em acusações convenientes de “fake news”.

O histórico de denúncias

O Conversa de Feira já vinha alertando para os problemas estruturais e administrativos do Sampaio Corrêa. 

Em “Sampaio Corrêa e a urgência de uma virada”, mostramos como a má gestão ameaça o futuro do clube.

Em “Sampaio Corrêa em xeque: a SAF que nunca veio”, denunciamos a ausência de transparência e a falta de soluções reais para a crise.

Essas análises não se tratam de invenções, mas de fatos documentados e debatidos publicamente. Heraldo Moreira, ao ecoar essas críticas, cumpria o papel essencial do jornalismo: questionar, investigar e expor.

Justiça em movimento

O caso não ficará apenas no campo da opinião pública. O Movimento “Sampaio é do Povo” já ingressou com ações em diversas instâncias jurídicas, buscando esclarecer os fatos e garantir que a verdade prevaleça. A expectativa é que a justiça confirme aquilo que Heraldo Moreira sempre defendeu com provas: que suas denúncias não eram fake news, mas sim retratos fiéis da crise que o clube atravessa.

Essa mobilização mostra que a sociedade não aceitará passivamente o silenciamento de vozes críticas e que a tentativa de esconder a realidade do Sampaio será desmascarada nos tribunais.

O que está em jogo

A exoneração de Heraldo Moreira não é apenas um ato administrativo. É um ataque à liberdade de imprensa e um sinal preocupante da influência de grupos privados sobre decisões governamentais. Quando um jornalista é punido por exercer seu ofício com rigor e provas, abre-se um precedente perigoso: o de que críticas fundamentadas podem ser sufocadas sob o rótulo conveniente de “fake news”.

E mais: fica evidente que a atual direção do Sampaio Corrêa prefere calar quem denuncia a enfrentar a crise que consome o clube. O silêncio imposto é a prova de que a prioridade não é resolver os problemas, mas maquiar a realidade.

Indignação necessária

Este caso exige indignação. Não apenas pela injustiça contra um profissional da comunicação, mas pelo alerta que traz à sociedade maranhense: quem controla a narrativa, controla o poder. Se o governo se curva à pressão de dirigentes esportivos, o que mais pode ser silenciado amanhã?

O Conversa de Feira reafirma seu compromisso com a verdade, com a crítica responsável e com a defesa da liberdade de expressão. Porque calar jornalistas é calar a própria democracia e esconder a crise do Sampaio não vai fazê-la desaparecer.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

“Literatura, cidade e futebol: Humberto de Campos e o Sampaio Corrêa”

Foto: Blog Roteirando Slz

Por Jorge Antonio Carvalho*

O Sampaio Corrêa parte em viagem para Humberto de Campos, e não é apenas o ônibus que corta estradas e poeiras: é a própria história que se desloca, carregando consigo o peso de derrotas recentes, a sombra de gestões sem credibilidade, e a esperança tênue de que, ao chegar à cidade que leva o nome de um dos maiores escritores maranhenses, possa encontrar no espírito modernista de Humberto de Campos um espelho, uma advertência, talvez até um sopro de renovação.

Mas Humberto de Campos não é apenas o nome de um poeta. É também uma cidade costeira, de mar aberto e dunas que se movem com o vento, localizada a pouco mais de 150 quilômetros de São Luís. Com cerca de 26 mil habitantes, o município guarda uma paisagem de mangues, praias e rios que se confundem com a memória de seus moradores. Ali, o cotidiano é marcado pela pesca, pela simplicidade das feiras e pelo ritmo lento das marés, um contraste com a urgência do futebol, que exige resultados imediatos e vitórias rápidas.

Humberto de Campos

Em A Mulher Dormida, Humberto desenhou a imagem da estagnação, do corpo imóvel diante da vida que passa. O clube, atolado em gestões que não despertam confiança, lembra essa mulher adormecida, incapaz de abrir os olhos para o novo dia. Mas Humberto também escreveu O Amor Volta, lembrando que a paixão, mesmo ferida, pode renascer; que o vínculo, mesmo esgarçado, pode ser reconstruído. É nesse ponto que repousa a esperança da Bolívia Querida: acordar do torpor, reinventar-se, devolver à torcida o orgulho que se perdeu nas madrugadas de derrotas e nas tardes de apatia.

O futebol, como a literatura, é mais do que espetáculo: é expressão da cultura popular, é voz coletiva, é memória viva. Humberto de Campos, a cidade, com suas praias e mangues, lembra que o Maranhão é feito de resistência e beleza. Humberto de Campos, o escritor, lembra que é preciso romper barreiras para dar voz ao povo. O Sampaio precisa fazer o mesmo: abandonar a apatia, abrir-se ao povo, recuperar sua identidade. Só assim deixará de ser figurante e voltará a protagonizar sua própria narrativa.

Foto: Redes Sociais

Viajar para Humberto de Campos é, portanto, mais do que  uma pré-temporada: é um chamado à memória, um convite à reinvenção. Que o clube, ao pisar naquela terra, se lembre do escritor que ousou desafiar o tempo e que, como ele, encontre coragem para virar a página. Porque, no fundo, o futebol é também literatura: cada jogo é um capítulo, cada gol é uma metáfora, cada derrota é uma vírgula que prepara o renascimento da frase seguinte.

*Crônica literária jornalística de Jorge Antonio Carvalho, oficial do blogue.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Sampaio Corrêa em xeque: a SAF que nunca existiu e a luta por democracia no clube

Foto: Rede Sociais

Por Jorge Antonio Carvalho*

A SAF do Sampaio Corrêa ainda não existe e a gestão atual tenta reescrever os fatos para manter o controle do clube, enquanto o Movimento Sampaio é do Povo avança com ações judiciais por transparência e democracia.

O Sampaio Corrêa vive uma crise institucional que vai muito além dos gramados. A promessa de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), supostamente liderada por empresários ligados a Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo, revelou-se uma narrativa frágil e contraditória. A verdade veio à tona: o grupo LG2, de Landim, está negociando com o Confiança de Sergipe, não com o Sampaio.

A contradição exposta

Em vídeo publicado pelo portal Imirante, o próprio Landim confirma que foi apenas procurado por representantes do Sampaio, mas não há qualquer contrato ou compromisso firmado. Isso desmonta a versão sustentada pela gestão de Sérgio Frota, que vinha usando a suposta parceria como justificativa para manter-se no poder e acalmar a torcida.

Narrativas e ataques à oposição

Diante da revelação, a diretoria passou a construir novas narrativas, tentando convencer torcedores desavisados de que nunca houve mentira, apenas “equívocos e recortes”. Ao mesmo tempo, intensificou ataques ao Movimento Sampaio é do Povo, que cobra transparência, mudança estatutária e eleições livres. O movimento já ingressou com ações judiciais pedindo intervenção no clube.

Futebol sem rumo, gestão sem projeto

Enquanto isso, o clube enfrenta dificuldades para montar elenco para o Campeonato Maranhense e a Série D de 2026. A gestão atual segue sem projeto de base, sem planejamento técnico e com contratações que não empolgam. A entrevista recente de Frota à Mirante News FM, longe de esclarecer, revelou ataques à torcida organizada e autopromoção baseada em glórias passadas.

O povo quer o Sampaio de volta

A torcida, especialmente os jovens, mulheres e organizadas, está cada vez mais distante do clube. Mas há uma reação em curso. O Movimento Sampaio é do Povo defende uma virada popular, com gestão participativa, inclusão social e reconexão com a identidade boliviana.

A SAF do Sampaio Corrêa é uma promessa sem lastro. A gestão atual tenta se manter no poder com versões contraditórias e ataques à oposição. Mas a torcida organizada e os movimentos populares estão atentos e exigem um clube transparente, democrático e verdadeiramente do povo.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog

sábado, 1 de novembro de 2025

Sampaio Corrêa e a Urgência de uma Virada Popular

Torcida do Sampaio em momento de amor com o time (Foto: Lucas Almeida)

Por Jorge Antonio Carvalho*

O futebol brasileiro sempre foi mais do que um jogo. É expressão cultural, identidade coletiva e espaço de resistência. Nasceu elitista, sim, negando acesso a negros, pobres e mulheres, mas foi transformado pelo povo. Com o tempo, os campos de várzea, as arquibancadas improvisadas e os gritos das periferias quebraram as barreiras do racismo e do machismo. Hoje, o futebol é, por natureza, um território de inclusão.

No Maranhão, essa essência pulsa forte. O Sampaio Corrêa, a Bolívia Querida, é símbolo dessa paixão. Mas vive um momento crítico. A distância entre o clube e sua torcida cresceu. A gestão atual, marcada por práticas autoritárias e falta de transparência, tem afastado os torcedores, especialmente os mais jovens, as mulheres e as torcidas organizadas.

Enquanto isso, parte da população se resigna. Torce em silêncio, espera por milagres em campo, ou transfere sua paixão para clubes do eixo sul-sudeste. Mas o Sampaio é do Maranhão. É do povo. E precisa voltar a ser tratado como tal.

O Que Está em Jogo

Não se trata apenas de resultados esportivos. O que está em jogo é o papel social do clube. O Sampaio pode e deve ser um espaço de lazer, cultura, pertencimento e orgulho maranhense. Mas para isso, é preciso romper com a lógica de exclusão e autoritarismo.

A democratização do clube é urgente. Isso significa: 

Gestão transparente e participativa.
Inclusão ativa de mulheres, jovens e torcidas organizadas.
Projetos sociais que conectem o clube às comunidades.
Ações culturais que resgatem a identidade boliviana.

Futebol é Cultura Popular E o Sampaio Precisa Representar Isso

O futebol não é racista. Não é machista. Não é elitista. Ele foi apropriado por essas estruturas, mas sempre resistiu. E hoje, mais do que nunca, precisa ser defendido como espaço de inclusão.

O Sampaio Corrêa tem história, tem torcida, tem alma. Mas precisa de uma virada de chave. Precisa se reconectar com o povo que o fez grande. E essa mudança não virá de cima, virá da base, da sociedade maranhense que não aceita mais ser espectadora passiva.

A Hora é Agora

O Sampaio é do povo. E o povo precisa assumir esse protagonismo. Não como oposição, mas como construção. Não como crítica vazia, mas como proposta concreta. O futebol é nosso e o Sampaio também.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

sábado, 25 de outubro de 2025

Frota em Resenha: ataque à torcida e elogio a si mesmo

Foto: Redes Sociais

Por Jorge Antonio Carvalho*

Nesta semana, o presidente do Sampaio Corrêa, Sérgio Frota, concedeu uma longa entrevista ao programa Resenha, da Mirante News FM, com duração de quase uma hora. A intenção era esclarecer pontos sobre a transição para SAF e acalmar os ânimos da torcida. O resultado, no entanto, foi o oposto: a entrevista reacendeu críticas e expôs contradições que colocam mais em xeque a atual gestão.

Memórias seletivas e ataques pessoais

Logo nos primeiros 30 minutos, Frota se apoia em glórias passadas para justificar sua permanência no comando do clube. Entre os minutos 28:30 e 30:00, o presidente faz comentários sobre a vida pessoal de ex-jogadores, inclusive ídolos das conquistas do Sampaio com uma falta de respeito que já se tornou marca registrada. A tentativa de desqualificar figuras históricas do clube soa como estratégia para blindar sua própria imagem, ignorando o papel coletivo nas vitórias da Bolívia Querida.

Vídeo como cortina de fumaça

Durante a entrevista, a gestão atual solicitou a exibição de um vídeo antigo que mostra melhorias na estrutura do CT do clube. A intenção era clara: convencer a torcida e a imprensa de que há competência e compromisso com o futuro. Mas o conteúdo do vídeo revela apenas o mínimo de obrigação, longe de representar um projeto sólido de evolução. A tentativa de autopromoção escancarou ainda mais o distanciamento entre discurso e realidade.

Torcida organizada como alvo

O ponto mais controverso surge entre os minutos 45:30 e 47:00, quando Frota afirma que “as torcidas organizadas são o mal do futebol” por não gerarem receita. A declaração foi motivada, segundo ele, por episódios recentes envolvendo torcedores, incluindo relatos de comportamentos inadequados durante jogos, como cenas de teor sexual nas arquibancadas. Em seguida, tenta se retratar dizendo que “não são todas”, mas já havia feito uma acusação pública e virulenta contra uma das torcidas do Sampaio.

Essa visão é não apenas equivocada, mas perigosa. Torcida organizada é parte essencial da cultura de arquibancada, e sua presença é um dos motores de engajamento, identidade e até monetização do clube. Elas atraem jovens, criam atmosfera nos jogos e, em clubes democráticos, têm direito legítimo à voz, voto e até participação na gestão.

O papel da torcida na reconstrução

O Sampaio nasceu do povo e deve continuar sendo do povo. A torcida organizada não é inimiga da transparência, pelo contrário, é aliada na fiscalização, na cobrança e na construção de um clube mais justo. Em tempos de uma suposta transição para SAF, é fundamental que o torcedor não seja tratado como obstáculo, mas como protagonista.

A entrevista, longe de pacificar, escancarou o isolamento da gestão e reforçou a urgência de mudanças profundas no modelo de governança do clube. Como bem pontua o blog Conversa de Feira, “o que está em jogo não é apenas um mandato, mas o futuro de um clube centenário”.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

sábado, 11 de outubro de 2025

Sampaio Corrêa em 2026: Maranhense e Série D, futuro indefinido


Por Jorge Antonio Carvalho*

O Sampaio Corrêa não ficou fora do Campeonato Brasileiro, segundo o sistema da CBF, a Série D é o limite de rebaixamento. O que aconteceu foi que o clube ia ficar sem calendário nacional em 2025 por não ter se classificado em campo. Com a reformulação anunciada pela CBF (veja aqui), o Sampaio voltará a disputar a Série D em 2026, além de permanecer na Série A do Campeonato Maranhense. 

A Bolívia Querida, que é símbolo de resistência e paixão, hoje enfrenta um cenário de apagão técnico e institucional, resultado direto de uma gestão que perdeu o rumo e se afastou da torcida.

SAF e empresários: promessa sem clareza

A atual gestão do Sampaio, liderada por Sérgio Frota, promete montar um elenco competitivo com apoio de empresários ligados ao ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim (veja aqui). Fala-se em transformar o clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas não há definição concreta sobre modelo, prazos ou garantias de investimento. A torcida escuta, mas não vê.

Enquanto isso, o clube segue sem projeto de base, sem planejamento técnico e com contratações que não empolgam. Jogadores sem histórico, sem qualidade e sem identidade com o clube são anunciados como reforços. O resultado é previsível: campanhas pífias e um futebol que não representa a camisa que carrega.

E a CBF, ajuda além das cotas?

Sim. A CBF ampliou o investimento em competições para R$ 1,3 bilhão e criou 82 novas vagas em torneios nacionais. Além das cotas por participação e classificação, oferece:

Programas de infraestrutura e capacitação, como o Licenciamento de Clubes e cursos da CBF Academy.

Apoio técnico e institucional, para clubes que cumprem requisitos de governança.

Projetos de base e desenvolvimento regional, que podem beneficiar clubes como o Sampaio desde que haja articulação com a Federação Maranhense e organização interna.

Mas para acessar esses recursos, é preciso competência, articulação e vontade política. Não basta esperar ajuda, é preciso se preparar para recebê-la.

A cultura do “tem que ter dinheiro”

A frase “tem que ter dinheiro” virou bordão entre torcedores e dirigentes. Mas ela serve mais para afastar do que para construir. Gestão de futebol exige formação, visão estratégica e compromisso com o torcedor, não necessariamente riqueza pessoal. Muitos clubes são dirigidos por pessoas comuns, com paixão e qualificação.

O Sampaio é do povo

O Sampaio Corrêa é patrimônio cultural de São Luís. Não pode ser refém de um ciclo viciado. A torcida precisa acordar, cobrar, participar. O clube precisa de renovação, de ideias novas, de gente que ame o Sampaio mais do que ama o cargo. O momento é de ruptura e de reconstrução verdadeira.

Esta é uma opinião editorial do Blog Conversa de Feira.

*Jorge Antonio Carvalho – Oficial do Blog

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

A culpa é sempre dos outros: o presidente que foge da responsabilidade enquanto o Sampaio afunda


Por Jorge Antonio Carvalho*

Enquanto o Sampaio Corrêa vive uma das fases mais delicadas de sua história, dentro e fora de campo. o atual presidente parece ter encontrado uma fórmula para se manter no cargo: culpar os outros.

Se o time não avança nas competições, a culpa é da Federação. Se o elenco não rende, a culpa é do técnico. Se a arquibancada protesta, a culpa é da torcida. E assim segue o roteiro de uma gestão que se recusa a assumir seus próprios erros, mesmo diante de uma Bolívia Querida em frangalhos.

Recentemente, o presidente afirmou que o clube perdeu vagas na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste por conta da intervenção da FMF (Veja aqui). A declaração, publicada no GE Maranhão, causou revolta entre torcedores que acompanham de perto os bastidores do clube. Afinal, a crise no Sampaio não começou com a Federação — começou com decisões internas, falta de planejamento e uma gestão que se afastou da base popular.

Antes disso, o mesmo presidente já havia responsabilizado o ex-técnico Zé Augusto pela má fase do time, dizendo que ele “não estava tendo sorte”. Uma tentativa de transformar problemas estruturais em questões de azar, como se o futebol fosse loteria e não resultado de trabalho sério (Veja aqui).

E quando a torcida se manifesta, como fez em diversas postagens e entrevistas no Conversa de Feira, o discurso oficial é de que os protestos atrapalham o clube (reveja aqui). Mas o que realmente atrapalha é a falta de transparência, o desmonte do patrimônio, como a venda do CT José Carlos Macieira e a ausência de diálogo com quem sustenta o Sampaio há décadas: o povo boliviano.

A gestão atual parece viver num espelho invertido, onde toda crítica é vista como ameaça e toda responsabilidade é terceirizada. Enquanto isso, o clube perde espaço, perde identidade e corre o risco de perder sua alma.

Mas a torcida está acordada. O Movimento Sampaio é do Povo criado por vários torcedores para lutar pela Bolívia Querida, cresce, se organiza e exige respostas. Porque não dá mais para aceitar que a mentira fale em nome da tradição, que o fracasso seja disfarçado de perseguição, e que o presidente continue fugindo daquilo que é dele: a responsabilidade pela gestão.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira.



quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Sampaio Corrêa sob cerco: entrevista de Frota vira palco de desinformação e ataque à torcida

Momento da entrevista

Por Jorge Antonio Carvalho*

Nesta semana, o Movimento Sampaio é do Povo foi convocado para audiência na 6ª Promotoria de Justiça de São José de Ribamar, em meio às denúncias que envolvem a gestão do presidente Sérgio Frota. Incomodado com a mobilização crescente da torcida, Frota reagiu com uma entrevista de quase duas horas transmitida pela TV Sampaio, numa tentativa de conter a pressão popular, mas que acabou revelando ainda mais contradições e omissões.

A encenação da transparência

Na entrevista, Frota e seu vice tentaram abordar temas como a campanha de 2025, mudanças na CBF, expectativas para 2026, elenco renovado e a possível entrada de investidores via SAF. No entanto, o que se viu foi uma aula de desinformação: nenhuma explicação concreta sobre a venda do CT José Carlos Macieira, nenhum esclarecimento sobre os recursos recebidos nas competições nacionais, e um verdadeiro malabarismo sobre os termos da SAF. Pior: a torcida foi desqualificada, o movimento foi tratado como ameaça e chamado de "corja" e os questionamentos levados ao Ministério Público foram distorcidos.

Veja a entrevista completa no YouTub no link abaixo: 


Um clube sequestrado por um projeto pessoal

Como já denunciado no blog Conversa de Feira, o Sampaio Corrêa vive sob uma gestão personalista, marcada por reformas estatutárias que blindam o poder e excluem a torcida das decisões. O estatuto atual permite ao presidente controlar quem pode votar, aprovar chapas eleitorais e até reconsiderar seus próprios atos — um modelo que transforma o clube em feudo privado.

A venda nebulosa do CT

A venda do Centro de Treinamento José Carlos Macieira é o símbolo máximo da dilapidação patrimonial. Segundo o professor Raimundo Castro, há indícios de que Frota atuou como procurador de um particular na negociação do terreno, e não como defensor dos interesses do clube. O Sampaio ainda pagou R$ 200 mil em 2022 como “ressarcimento” por um bem que deveria ser seu. Até hoje, não há escritura pública, atas de assembleia, contrato formal ou prestação de contas sobre os mais de R$ 6 milhões arrecadados.

O povo exige justiça

O movimento já protocolou denúncia no Ministério Público sob o número SIMP nº 007169-509/2025, e não descarta ação popular com pedido de afastamento e intervenção judicial. Há precedentes: a Justiça maranhense já afastou a diretoria da Federação Maranhense de Futebol em agosto de 2025.

A torcida como protagonista

O Sampaio nasceu do povo e será devolvido ao povo. A arquibancada não é cenário decorativo é instância legítima de deliberação. O Movimento Sampaio é do Povo exige auditoria completa, reforma estatutária, eleições livres e transparência radical. Porque o que está em jogo não é apenas um mandato, mas o futuro de um clube centenário.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

terça-feira, 2 de setembro de 2025

"Entre o Céu e a Terra: a Travessia de Pinto Martins e a Paixão de um Povo"

Foto: Fornecida pelo autor

Por Raimundo Castro*

Em 1922, quando o Brasil celebrava seu Centenário da Independência, os céus ainda eram território de poucos. Voar era arriscar a vida, apostar contra a gravidade, desafiar os limites do impossível. Foi nesse cenário que um cearense de Camocim, Euclides Pinto Martins, ousou inscrever seu nome na história.

Engenheiro, mecânico, aviador — homem de coragem e de técnica — Pinto Martins uniu-se ao piloto norte-americano Walter Hinton para dar vida a uma travessia épica: ligar Nova Iorque ao Rio de Janeiro, costurando continentes e mares a bordo de um hidroavião batizado com um nome que atravessaria os séculos: Sampaio Corrêa II.

A cada pouso forçado em águas turbulentas, a cada reparo feito com as próprias mãos, Martins não apenas consertava máquinas — ele reafirmava a esperança de que a ciência e a ousadia poderiam unir povos e nações. Quando, em dezembro de 1922, o hidroavião pousou triunfante na Baía de Guanabara, o Brasil inteiro compreendeu que um novo tempo havia começado: tempo em que a independência também se faria pelos ares.

Mas a epopeia não terminou no Rio. Daquele voo nasceu um símbolo. Quando, no ano seguinte, um grupo de maranhenses apaixonados pelo futebol decidiu fundar um clube, escolheram homenagear o feito que incendiava a imaginação nacional. Assim nasceu o Sampaio Corrêa Futebol Clube, carregando no nome a marca da ousadia e da coragem. Desde então, o “Tubarão” não é apenas um time: é herança de um gesto de grandeza, memória de que o povo também pode voar.

O destino, no entanto, foi cruel com Pinto Martins. Dois anos depois, em 1924, morreu em Nova Iorque em circunstâncias trágicas. Partiu jovem, sem ver plenamente reconhecida a dimensão de sua façanha. Mas se a vida se apagou cedo, sua chama permanece acesa — no aeroporto de Fortaleza que leva seu nome, na história da aviação brasileira e, sobretudo, na identidade de um clube que nasceu para ser do povo.

Hoje, quando o Movimento “Sampaio Corrêa é do Povo” reivindica democracia, transparência e participação, há um elo invisível que o conecta àquela travessia de 1922. Se Pinto Martins atravessou mares e tempestades para aproximar continentes, cabe agora aos torcedores atravessar as nuvens da opacidade e da má gestão para reconquistar o clube que sempre lhes pertenceu.

A memória do Sampaio Corrêa II não é apenas um capítulo esquecido da aviação: é metáfora viva de resistência. Lembra-nos que nenhuma tempestade é capaz de deter um povo que decide voar. E que, como naquele hidroavião singrando os céus, o Sampaio Corrêa Futebol Clube só cumprirá seu destino se for conduzido pelas mãos firmes e pelos sonhos coletivos de quem realmente lhe dá sentido: a sua torcida, o seu povo, o seu universo tricolor.

*Raimundo Castro - Mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão. Professor Titular do Departamento de Matemática do IFMA, Campus São Luís-Monte Castelo. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Profissional e Tecnológica, Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino, Doutorando em Ensino, da Rede Nordeste de Ensino - RENOEN, Instituição Associada Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Torcedor do Sampaio Corrêa Futebol Clube 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

ATENÇÃO: Frota já sente movimento forte contra sua gestão


O nosso blog divulga nota à imprensa do Professor Doutor Raimundo Castro em repúdio a manifestação do atual e ainda presidente da Bolívia Querida, Sergio Frota.

Veja abaixo a nota completa:

NOTA À IMPRENSA, AO UNIVERSO TRICOLOR E A SOCIEDADE MARANHENSE

A denúncia apresentada contra mim, pelo atual gestor do Sampaio Corrêa Futebol Clube, que pretende imputar crimes de difamação a partir da veiculação de outdoors críticos à atual gestão do Sampaio Corrêa Futebol Clube, não se sustenta juridicamente nem resiste ao mais básico exame de constitucionalidade.

Em primeiro lugar, a peça acusatória confunde crítica institucional — protegida pela Constituição Federal (arts. 5º, IV, IX e XIV; art. 220) — com ataque pessoal. O Supremo Tribunal Federal, na ADPF 130, fixou entendimento firme que, embora não seja absoluta, a liberdade de expressão é um direito: não existe “meia liberdade de expressão”, e críticas duras a dirigentes ou gestores integram o núcleo essencial desse direito fundamental. Portanto, tentar criminalizar manifestações de torcedores que questionam transparência e gestão de um clube de utilidade pública equivale a instaurar censura prévia, prática incompatível com o Estado Democrático de Direito.

Em segundo lugar, não há subsunção típica aos arts. 138 a 140 do Código Penal. As mensagens questionadas — “queremos explicações”, “devolva o nosso Sampaio”, “Fora Fota” ou críticas sobre o estatuto e a alienação do CT José Carlos Macieira — não imputam crimes, não atribuem qualificações injuriosas e não se dirigem à vida privada de ninguém. O que se verifica é animus criticandi, jamais animus injuriandi ou caluniandi. O Superior Tribunal de Justiça já pacificou que a divulgação de fatos verídicos ou notórios, ainda que em tom contundente, não caracteriza difamação quando há inequívoco interesse público.

Em terceiro lugar, o direito de crítica não nasce do nada: há base fática real e notória. A alienação do CT em 2009 foi amplamente noticiada e investigada pelo Ministério Público; as fragilidades de governança e transparência do clube são reconhecidas em documentos e relatórios oficiais; em quase duas décadas, somente duas prestações de contas foram integralmente publicizadas. Logo, exigir explicações não é crime, mas exercício regular de cidadania. A Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023, arts. 4º e 17) obrigam entidades desportivas a atuarem com transparência e responsabilidade social. Cobrar isso é dever de qualquer torcedor.

Por fim, é preciso enfatizar: usar o processo penal para intimidar críticos é abuso do direito de ação. O STF (ARE 713.478/DF, rel. Min. Roberto Barroso) já assentou que a crítica a dirigentes é parte do jogo democrático e não pode ser judicialmente reprimida. Também a Corte Interamericana de Direitos Humanos, em casos como Kimel vs. Argentina e Herrera Ulloa vs. Costa Rica, condenou práticas de criminalização da crítica pública, qualificando-as como violações graves da liberdade de expressão.

Não aceitaremos que o Judiciário seja instrumentalizado para calar a voz da torcida. O Sampaio Corrêa é mais do que uma diretoria: é um patrimônio cultural, social e esportivo do Maranhão, sustentado pela paixão de seu povo. E é essa paixão que exige governança responsável, prestação de contas e respeito aos direitos da coletividade.

Pelo Sampaio Corrêa, iremos até o fim. Devolva nosso Sampaio Corrêa.

Dr. Raimundo Castro
Professor Titular do Departamento de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Campus São Luís - Monte Castelo.

Torcedor apaixonado do Sampaio Corrêa Futebol Clube.


quinta-feira, 26 de junho de 2025

Meia-entrada sem Acessibilidade: quando o descaso transforma direito em constrangimento

Guichê para idosos fechado

Sou torcedor, sou maranhense, sou cidadão e tenho 61 anos. No dia 15 de março de 2025, fui ao Castelão acompanhar a partida entre MAC e Sampaio Corrêa pelo Campeonato Maranhense. Queria ver futebol. Saí de lá indignado.

Guichês abertos

Não estou aqui apenas como testemunha. Fui vítima direta da desorganização: apesar da promessa de guichês exclusivos para idosos e estudantes, eles estavam fechados. O que restou foi uma fila única, longa e desrespeitosa, sem nenhum atendimento prioritário, como manda a lei.

Aos 61 anos, tenho direito, garantido pelo artigo 26 do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), ao atendimento preferencial. Mas naquela tarde, minha idade foi ignorada pela estrutura do evento. E o mais grave: essa falha pode se repetir.

No próximo sábado, 28 de junho, o MAC volta a ser mandante em outro confronto com o Sampaio Corrêa, desta vez pela Série D do Campeonato Brasileiro. Ou seja, a organização da bilheteria estará, mais uma vez, sob responsabilidade do clube que falhou anteriormente. Estaremos atentos.

Não basta oferecer meia-entrada se o acesso a ela é minado por obstáculos desnecessários. Direito só é direito quando pode ser exercido com dignidade. E a estrutura oferecida pelo MAC, naquele jogo, falhou com a lei, com o torcedor e com os valores do esporte.

O futebol é coletivo, é inclusão, é respeito. Espero e vou observar que neste sábado os erros não se repitam. Porque se nada mudar, a negligência deixará de ser episódio isolado e passará a ser política recorrente. Aí, meu amigo, o jogo muda de figura.

domingo, 9 de agosto de 2020

Sampaio sofre gol de pênalti, luta muito, mas sai do Barradão sem pontuar

 (Foto: Pietro Carpi)
Um gol de pênalti marcado ainda no primeiro tempo decretou a derrota do Sampaio Corrêa em Salvador, diante do Vitória, na noite deste sábado.
Na etapa final, a equipe Tricolor tomou conta do jogo, buscou a igualdade, mas não conseguiu balançar a rede do Vitória, que marcou os três primeiros pontos na competição.
O Jogo
Os donos da casa tomaram a iniciativa do confronto, tinham mais a posse de bola, no entanto, sem criar maiores perigos, até uma batida de falta da entrada da área, que passou por cima do travessão.
Aos 16 minutos, o Vitória conseguiu abrir o marcador após a marcação de uma penalidade, convertida pelo batedor baiano.
A equipe do Sampaio tentou se organizar em campo para buscar a igualdade, e criou a melhor oportunidade com Diego Tavares, que acertou um chute forte do bico da grande área, obrigando o goleiro adversário a espalmar para escanteio.
As equipes seguiram para o vestiário com o time rubro-negro em vantagem no placar.
Disposto a empatar a partida, o Sampaio assustou logo no início da etapa final. Jackson arriscou de longe e a bola passou rente à trave. O goleiro do Vitória só observou.
A Bolívia adiantou a marcação e tentou pressionar, enquanto o Vitória preferiu administrar o resultado. Em chute de fora da área, André Luis quase empata, mas o goleiro rubro-negro foi catar e mandou para escanteio.  
O Sampaio continuou em cima, arriscava, e lutou até o último minuto, mas o placar não se adulterou.
A equipe Tricolor volta a campo já na próxima terça-feira para enfrentar o Juventude, em confronto no Estádio Castelão, às 19h15, válido pela segunda rodada da Série B.
Ficha Tricolor
Gustavo, Joazi (Luis Gustavo), Paulo Sergio, Daniel Felipe e João Victor; André Luis, Eloir e Daniel Penha (Gustavo Ramos); Roney, Diego Tavares (Caio Dantas) e Jackson (Marcinho)

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Sampaio é semifinalista, após triturar o Juventude em São Mateus

(Foto: Lucas Almeida)
O Sampaio Corrêa não tomou conhecimento do Juventude e aplicou uma goleada de 5×1 na cidade de São Mateus, no Estádio Pinheirão, na tarde desta terça-feira.
Com o resultado, a Bolívia Querida foi aos 16 pontos e se garantiu na semifinal do Campeonato Maranhense.
O Jogo
Após um começo de partida de muito equilíbrio, o Sampaio começou a ter mais volume de jogo e dominar às ações. A inauguração do placar era questão de tempo. 
Aos 25 minutos, a superioridade boliviana se configurou em gol. Daniel Penha armou a jogada e passou para Jackson, que não desperdiçou e abriu o marcador.
A vantagem Tricolor durou menos de cinco minutos, pois o Juventude conseguiu chegar ao empate aos 29 minutos.
O calor castigava, mas o Sampaio não se intimidou e foi buscar o segundo gol. Roney arriscou de longe, a bola bateu na trave e entrou. Bolivão na frente mais uma vez.
A equipe boliviana apenas administrou o restante do primeiro tempo e foi para o intervalo em vantagem.
Na etapa final, o Sampaio voltou a campo disposto não só a garantir a classificação, mas mostrar a sua força. O domínio era amplo e os gols começaram a brotar como avalanche.
Após jogada entre Gustavo Ramos e Roney, Daniel Penha, que já tinha realizado duas assistências, bateu de canhota e marcou o terceiro.
Sem ter como reagir, o Juventude tentava segurar o ímpeto Tricolor, que não tirou o pé do acelerador. Por cobertura, Gustavo Ramos anotou o quarto gol boliviano no Estádio Pinheirão.
A vaga para as semifinais estava garantida, mas o lateral Luis Gustavo ainda arranjou tempo de ampliar o marcador, fechando o placar com um sonoro 5×1.
Com a classificação garantida, o Sampaio Corrêa agora direciona suas energias para a estreia na Série B, sábado, em Salvador diante do Vitória.
Ficha Tricolor
João Gabriel, Joazi, Paulo Sérgio (Marcão), Daniel Felipe, João Victor; André Luís, Eloir e Daniel Penha (Léo Costa); Roney, Jackson e Diego Tavares (Gustavo Ramos)

FONTE: Site do Sampaio Correa 

domingo, 2 de agosto de 2020

Na volta, Tubarão vence o Cavalo de Aço no Frei Epifânio

(Foto: Lucas Almeida)
O Sampaio Corrêa retomou o Campeonato Maranhense de forma positiva, após a pausa forçada devido à pandemia do novo coronavírus. A Bolívia Querida foi até o Estádio Frei Epifânio da Abadia e desbancou o Imperatriz, vencendo por 1×0.
O gol de Roney, aos sete minutos do segundo tempo, deixou a Bolívia Querida a um empate da classificação para as semifinais do Estadual.
O Jogo
O ritmo de jogo foi um adversário a mais no início do confronto. Partida pautada no estudo entre as duas equipes, que tentavam encontrar espaços para criar situações de gol, mas sem sucesso.
Aos 23 minutos, a Bolívia criou uma oportunidade, após a zaga adversária afastar mal e Joazi pegar a sobra, mas a bola foi para fora. O Imperatriz respondeu na sequência, e João Gabriel fez a defesa.
Os donos da casa tentaram dominar o jogo, mas o Sampaio se defendia bem e criou uma sequência de boas jogas no fim do primeiro tempo. No entanto, as equipes foram para o vestiário sem alterar o placar.  
Após um início de etapa final equilibrado, o Sampaio conseguiu abrir o marcador aos sete minutos. João Victor desarrumou a defesa do Imperatriz e rolou para Roney, que se livrou da marcação e arrematou para as redes. Bolívia na frente.
O gol proporcionou tranquilidade ao time Tricolor, que invadiu a área adversária em busca do segundo gol, mas o goleiro do Imperatriz salvou o lance.
Roney teve a chance de marcar o segundo, mas errou a passada e deixou passar a oportunidade. O Imperatriz arriscou com um chute frontal, João Gabriel salvou.
Aos 38 minutos, nova oportunidade para o Tricolor. Cruzamento de Joazi na cabeça de Matheus Lima, que cabeceou renta à trave.  
O cronômetro acelerou, e o Sampaio conseguiu segurar o resultado até o apito final. Na última rodada, a Bolívia Querida vai enfrentar o Juventude/Samas, em confronto direto pela classificação às semifinais do Campeonato Maranhense.