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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Sampaio Corrêa é do povo: sócios afastam Sérgio Frota e iniciam nova fase



Junta Gorvernativa: Klaus Lopes, Josué Neto e Vitor Santos

Por Jorge Antonio carvalho*

O Sampaio Corrêa vive um momento histórico. Os sócios plenos decidiram pelo afastamento de Sérgio Frota e de toda a diretoria, anulando a eleição que o manteria no poder até 2029. Uma junta governativa assumiu o comando e já anunciou que várias ações administrativas serão executadas, podendo se estender por mais tempo, mas sem se prolongar indefinidamente. O recado é claro: o clube precisa de mudança real e não de maquiagem política.

A força do povo tricolor

O movimento “Sampaio é do Povo” esteve presente e se manifestou pela unidade dos movimentos sociais e torcidas organizadas. Sua voz ecoou como símbolo de resistência e legitimidade, apoiando a junta governativa e reafirmando que a Bolívia Querida não pertence a um dirigente isolado, mas sim ao povo que a sustenta nas arquibancadas e na história.

Torcidas como Tubarões da Fiel, Brava Bolívia e Velha Guarda Tricolor reforçaram esse espírito de união, mostrando que a transição precisa ser transparente e participativa. O clube não pode mais ser conduzido como propriedade privada.

O enfraquecimento da velha gestão

A antiga gestão, já fragilizada por uma eleição com apenas 16 votantes, perde ainda mais força diante da mobilização popular. O afastamento expõe a falta de representatividade e a prática de exclusão que marcaram os últimos anos. Agora, com a união dos movimentos, o espaço para perseguições internas e decisões autoritárias se reduz drasticamente.

A responsabilidade dos poderes

Não é aceitável que apoiadores políticos e membros do Judiciário se mantenham coniventes com a crise que o Sampaio atravessa. Quem insiste em defender a continuidade de um modelo enfraquecido e pouco transparente será cúmplice da decadência do clube. O povo já se posicionou: não há mais espaço para a velha política dentro da Bolívia Querida.

Mobilização da torcida centenária

Cabe agora a todos os movimentos, torcidas organizadas e cada boliviano e boliviana divulgar e mobilizar a imensa torcida centenária do Sampaio Corrêa. É a força coletiva que garantirá que essa transição não seja apenas administrativa, mas sim um verdadeiro renascimento da Bolívia Querida, com participação popular e transparência.

O futuro em disputa

O Sampaio Corrêa entra em uma fase decisiva. O futuro do clube está em disputa e dependerá da capacidade de seus sócios, torcedores e movimentos de manterem a pressão por mudanças reais. A expectativa é que as novas medidas tragam maior participação, legitimidade e transparência. O destino da Bolívia Querida não será mais ditado por conchavos políticos ou gestões frágeis, mas pela força de sua torcida centenária que exige respeito e protagonismo.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Grito das Cores: Renovar é Honrar o Sampaio Corrêa


Por Jorge Antonio Carvalho*

A Bolívia Querida segue viva na Série D 2026. Mesmo com a derrota para o Iguatu, o Sampaio Corrêa garantiu classificação para a segunda fase. Em campo, o amor da torcida continua sendo o combustível que move o time e mantém acesa a chama do futebol maranhense.

Fora das quatro linhas, o clube atravessa uma das fases mais delicadas de sua história. Sérgio Frota, presidente há quase duas décadas, é alvo de críticas e denúncias sobre falta de transparência, venda do CT José Carlos Macieira e promessas não cumpridas da SAF. A gestão atual é marcada por centralização e ausência de diálogo com os torcedores. 

Nos últimos dias, surgiu uma dissidência dentro da própria diretoria, liderada pelo vice-presidente Perez Paz, que rompeu com Frota e iniciou diálogo com vários grupos de torcedores, organizadas e com o Movimento Sampaio é do Povo. A reunião entre o movimento e o grupo dissidente durou quase duas horas e trouxe avanços importantes para o futuro do clube.

Houve consenso sobre a necessidade de destituição da atual diretoria, criação de uma Junta Governativa, formação de uma Comissão Eleitoral Independente e realização de novas eleições. Também vieram à tona informações graves sobre o CT José Carlos Macieira e sobre a última eleição do clube, reforçando o que o movimento sempre denunciou: falta de transparência e manipulação para manter o mesmo grupo no poder.

O Movimento Sampaio é do Povo reafirma que não busca protagonismo, mas unidade entre os torcedores. A luta é contra o continuísmo e pela democratização real do clube. O objetivo é claro: devolver o Sampaio Corrêa ao seu verdadeiro dono, o povo maranhense.

A principal divergência entre o movimento e a dissidência está na abertura imediata do cadastro de novos sócios. Para o movimento, democratizar o Sampaio significa permitir que sua torcida participe das decisões e tenha voz ativa na reconstrução do clube.

As matérias do blog Conversa de Feira já alertavam para essa realidade: a SAF que nunca existiu, o CT vendido sem clareza e o desgaste político que ameaça o futuro da Bolívia Querida. Agora, com a dissidência interna e o diálogo aberto, o movimento reforça sua vigilância e compromisso com a transparência, a memória e a democracia.

Veja nos links abaixo, algumas matérias divulgadas pelo blog:




O Sampaio é do povo! Unidos, podemos virar esse jogo e devolver à Bolívia Querida o que ela sempre foi: paixão, cultura e orgulho do Maranhão. Seguimos firmes na defesa da verdade, da justiça e da reconstrução do nosso clube.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira e membro do Movimento Sampaio é do Povo

terça-feira, 2 de setembro de 2025

"Entre o Céu e a Terra: a Travessia de Pinto Martins e a Paixão de um Povo"

Foto: Fornecida pelo autor

Por Raimundo Castro*

Em 1922, quando o Brasil celebrava seu Centenário da Independência, os céus ainda eram território de poucos. Voar era arriscar a vida, apostar contra a gravidade, desafiar os limites do impossível. Foi nesse cenário que um cearense de Camocim, Euclides Pinto Martins, ousou inscrever seu nome na história.

Engenheiro, mecânico, aviador — homem de coragem e de técnica — Pinto Martins uniu-se ao piloto norte-americano Walter Hinton para dar vida a uma travessia épica: ligar Nova Iorque ao Rio de Janeiro, costurando continentes e mares a bordo de um hidroavião batizado com um nome que atravessaria os séculos: Sampaio Corrêa II.

A cada pouso forçado em águas turbulentas, a cada reparo feito com as próprias mãos, Martins não apenas consertava máquinas — ele reafirmava a esperança de que a ciência e a ousadia poderiam unir povos e nações. Quando, em dezembro de 1922, o hidroavião pousou triunfante na Baía de Guanabara, o Brasil inteiro compreendeu que um novo tempo havia começado: tempo em que a independência também se faria pelos ares.

Mas a epopeia não terminou no Rio. Daquele voo nasceu um símbolo. Quando, no ano seguinte, um grupo de maranhenses apaixonados pelo futebol decidiu fundar um clube, escolheram homenagear o feito que incendiava a imaginação nacional. Assim nasceu o Sampaio Corrêa Futebol Clube, carregando no nome a marca da ousadia e da coragem. Desde então, o “Tubarão” não é apenas um time: é herança de um gesto de grandeza, memória de que o povo também pode voar.

O destino, no entanto, foi cruel com Pinto Martins. Dois anos depois, em 1924, morreu em Nova Iorque em circunstâncias trágicas. Partiu jovem, sem ver plenamente reconhecida a dimensão de sua façanha. Mas se a vida se apagou cedo, sua chama permanece acesa — no aeroporto de Fortaleza que leva seu nome, na história da aviação brasileira e, sobretudo, na identidade de um clube que nasceu para ser do povo.

Hoje, quando o Movimento “Sampaio Corrêa é do Povo” reivindica democracia, transparência e participação, há um elo invisível que o conecta àquela travessia de 1922. Se Pinto Martins atravessou mares e tempestades para aproximar continentes, cabe agora aos torcedores atravessar as nuvens da opacidade e da má gestão para reconquistar o clube que sempre lhes pertenceu.

A memória do Sampaio Corrêa II não é apenas um capítulo esquecido da aviação: é metáfora viva de resistência. Lembra-nos que nenhuma tempestade é capaz de deter um povo que decide voar. E que, como naquele hidroavião singrando os céus, o Sampaio Corrêa Futebol Clube só cumprirá seu destino se for conduzido pelas mãos firmes e pelos sonhos coletivos de quem realmente lhe dá sentido: a sua torcida, o seu povo, o seu universo tricolor.

*Raimundo Castro - Mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão. Professor Titular do Departamento de Matemática do IFMA, Campus São Luís-Monte Castelo. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação Profissional e Tecnológica, Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino, Doutorando em Ensino, da Rede Nordeste de Ensino - RENOEN, Instituição Associada Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Torcedor do Sampaio Corrêa Futebol Clube 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

ATENÇÃO: Frota já sente movimento forte contra sua gestão


O nosso blog divulga nota à imprensa do Professor Doutor Raimundo Castro em repúdio a manifestação do atual e ainda presidente da Bolívia Querida, Sergio Frota.

Veja abaixo a nota completa:

NOTA À IMPRENSA, AO UNIVERSO TRICOLOR E A SOCIEDADE MARANHENSE

A denúncia apresentada contra mim, pelo atual gestor do Sampaio Corrêa Futebol Clube, que pretende imputar crimes de difamação a partir da veiculação de outdoors críticos à atual gestão do Sampaio Corrêa Futebol Clube, não se sustenta juridicamente nem resiste ao mais básico exame de constitucionalidade.

Em primeiro lugar, a peça acusatória confunde crítica institucional — protegida pela Constituição Federal (arts. 5º, IV, IX e XIV; art. 220) — com ataque pessoal. O Supremo Tribunal Federal, na ADPF 130, fixou entendimento firme que, embora não seja absoluta, a liberdade de expressão é um direito: não existe “meia liberdade de expressão”, e críticas duras a dirigentes ou gestores integram o núcleo essencial desse direito fundamental. Portanto, tentar criminalizar manifestações de torcedores que questionam transparência e gestão de um clube de utilidade pública equivale a instaurar censura prévia, prática incompatível com o Estado Democrático de Direito.

Em segundo lugar, não há subsunção típica aos arts. 138 a 140 do Código Penal. As mensagens questionadas — “queremos explicações”, “devolva o nosso Sampaio”, “Fora Fota” ou críticas sobre o estatuto e a alienação do CT José Carlos Macieira — não imputam crimes, não atribuem qualificações injuriosas e não se dirigem à vida privada de ninguém. O que se verifica é animus criticandi, jamais animus injuriandi ou caluniandi. O Superior Tribunal de Justiça já pacificou que a divulgação de fatos verídicos ou notórios, ainda que em tom contundente, não caracteriza difamação quando há inequívoco interesse público.

Em terceiro lugar, o direito de crítica não nasce do nada: há base fática real e notória. A alienação do CT em 2009 foi amplamente noticiada e investigada pelo Ministério Público; as fragilidades de governança e transparência do clube são reconhecidas em documentos e relatórios oficiais; em quase duas décadas, somente duas prestações de contas foram integralmente publicizadas. Logo, exigir explicações não é crime, mas exercício regular de cidadania. A Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023, arts. 4º e 17) obrigam entidades desportivas a atuarem com transparência e responsabilidade social. Cobrar isso é dever de qualquer torcedor.

Por fim, é preciso enfatizar: usar o processo penal para intimidar críticos é abuso do direito de ação. O STF (ARE 713.478/DF, rel. Min. Roberto Barroso) já assentou que a crítica a dirigentes é parte do jogo democrático e não pode ser judicialmente reprimida. Também a Corte Interamericana de Direitos Humanos, em casos como Kimel vs. Argentina e Herrera Ulloa vs. Costa Rica, condenou práticas de criminalização da crítica pública, qualificando-as como violações graves da liberdade de expressão.

Não aceitaremos que o Judiciário seja instrumentalizado para calar a voz da torcida. O Sampaio Corrêa é mais do que uma diretoria: é um patrimônio cultural, social e esportivo do Maranhão, sustentado pela paixão de seu povo. E é essa paixão que exige governança responsável, prestação de contas e respeito aos direitos da coletividade.

Pelo Sampaio Corrêa, iremos até o fim. Devolva nosso Sampaio Corrêa.

Dr. Raimundo Castro
Professor Titular do Departamento de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Campus São Luís - Monte Castelo.

Torcedor apaixonado do Sampaio Corrêa Futebol Clube.