quinta-feira, 25 de abril de 2019

"Nova política": Primo de "Carluxo" ganha cargo no senado para "xeretar" no Planalto


"Leo Índio", primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, ganhou um cargo de confiança no Senado. Leonardo Rodrigues de Jesus foi nomeado no posto de assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Pela nomeação, vai receber R$ 14.802,41.


O novo comissionado do Senado ficou conhecido pelo livre trânsito que tem no Palácio do Planalto. Muito próximo ao "02", o vereador Carlos Bolsonaro, com quem morou no Rio, "Leo Índio" esteve no Planalto 58 vezes só nos primeiros 45 dias de governo.

O sobrinho do presidente nunca assumiu cargo no Planalto, mas mesmo assim era comum vê-lo em reuniões internas e agendas externas de Bolsonaro. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que ele teria participado de pelo menos uma reunião reservada com autoridades envolvidas na reforma da Previdência. Oficialmente, foi a três órgãos internos do Planalto, fora salas e gabinetes por que passou sem anúncio nem registro.
"Léo Índio" também viajou na comitiva da Presidência que foi ao local da tragédia de Brumadinho. Procurado pela reportagem, o assessor não quis se pronunciar.
FONTE: Terra

quarta-feira, 24 de abril de 2019

R$ 40 milhões, é quanto custa um deputado para votar na reforma da Previdência de Bolsonaro!


Reportagem na edição desta quarta-feira (24) da Folha de S.Paulo revela que, em reunião na casa do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) ofereceu um extra de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 a cada deputado federal que votar a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara.
A informação foi confirmada por líderes de cinco partidos, além de deputados do DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade, que não quiseram ser identificados.
O valor representa um acréscimo de 65% nos R$ 15 milhões em emendas parlamentares a que cada deputado tem direito por ano para obras e investimentos de infraestrutura em seus redutos eleitorais. Com os R$ 10 milhões extras por ano, esse valor pularia para R$ 25 milhões.
O ministro de Bolsonaro, no entanto, não especificou de onde viriam os recursos.
CCJ

Após mais de oito horas de sessão e intenso bate-boca entre parlamentares, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (23), por 48 votos a favor e 18 contra, a admissibilidade da proposta de reforma da Previdência. O texto, agora, seguirá para análise de uma comissão especial que pode ser instalada na quinta-feira próxima.

O acordo entre Governo e Centrão contrariou integrantes da Oposição, que exigiam a liberação de dados que embasaram a Previdência.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) comparou a aprovação na CCJ, sem acesso às informações completas, “como assinar um contrato sem ler”.
Já o líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), cobrou a divulgação dos dados. Para ele Paulo Guedes age de má fé ao não apresentar os dados ao parlamento. “Se tudo isso é verdade, porque o governo insiste em esconder as informações?”, questionou.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Extrema-direita intensifica ataque ao STF



Intensificou-se, nesta semana, o choque entre instituições e poderes da República. Nesta terça-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu arquivar o inquérito aberto em março pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para apurar fake news contendo ameaças e ofensas a ministros da Corte e ao próprio STF como instituição. Prontamente, o ministro Alexandre de Moraes repeliu a decisão da procuradora, por considerar o arquivamento ilegal e inconstitucional. Toffoli decidiu prorrogar por 90 dias as investigações.

O presidente Bolsonaro, que hostiliza a imprensa e os profissionais que nela atuam, e que diz que na ditadura militar não houve censura, tomou posição nesta contenda. “...Minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável”, tuitou. Depois dessa fala do trono, com certeza seguirá volumosa a onda de mentiras contra o inimigo da vez: o STF, em especial alguns de seus ministros.

Houve, também, a determinação do ministro Alexandre Moraes para retirar uma reportagem da revista Crusoé e o site O Antagonista que associam o ministro Toffoli à Odebrecht, a partir de hipotético vazamento de conteúdo de inquérito da Lava Jato. A revista protestou e acusou a decisão do ministro como censura. Um elenco de parlamentares, a absoluta maioria da direita e da extrema direita, aproveitou o episódio para recrudescer o ataque ao STF. Voltou-se a falar da CPI Lava Toga.

Campanha corrosiva

A liberdade de imprensa é, de fato, uma conquista cara da democracia brasileira, um valor inquestionável. Ela foi um dos pontos principais das forças progressistas no processo de luta contra a ditadura militar, assegurada na Constituição de 1988. As forças democráticas seguem coerentemente na sua defesa. 

Dito isto, vamos ao principal no assunto em pauta: o pano de fundo desse acirramento, desse confronto entre Poderes, deriva da luta que se trava entre a restauração do Estado Democrático de Direito ou a continuidade de reiteradas práticas típicas de Estado de exceção por parte da Operação Lava Jato.

No mérito, é fato, é verdade sim que o STF vem sendo alvo de campanha corrosiva, mentirosa, tanto pelas matilhas do submundo das redes quanto por expoentes da extrema-direita em suas contas oficiais. 

Por que o STF se tornou a bola da vez da ira bolsonariana? De um período para cá, há uma tomada de posição relevante de um conjunto de ministros do STF, num momento crítico para a vida democrática do país. Uma parte da Corte se posiciona contra a escalada de desmandos da Operação Lava Jato, que desarticulou a independência entre os Poderes da República. Isto é um fato de grande relevância.


Pedido de Habeas Corpus

Por certo, não se olvida que em boa parte de sua atuação a Lava Jato contou com a complacência do STF, para dizer o mínimo. Com isso, setores do Judiciário e do Ministério Público Federal (MPF) ganharam protagonismo e passaram a atuar de forma partidarizada, constituindo parte importante dos agentes que formaram o clima favorável à vitória eleitoral da extrema direta nas eleições presidenciais de 2018.

A comprovação mais evidente desse envolvimento foi a nomeação do principal ator da Operação Laja Jato, o ex-juiz Sérgio Moro, para o posto de ministro da Justiça e de Segurança Pública do governo do presidente Jair Bolsonaro. Nesse processo, a Lava Jato atuou progressivamente e de maneira sequenciada na prática de ações típicas de um Estado de exceção, sem que o STF tomasse atitudes para a defesa e restauração do Estado Democrático de Direito. 

Essa tendência, contraditoriamente, começou a ser revertida em abril de 2018 com a decisão do plenário do STF, por seis votos a cinco, de dar outra interpretação à Constituição sobre a formulação de que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”. A Corte fora acionada por um pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirmou, por um voto de diferença, a decisão casuísta de fevereiro de 2016, no auge da ofensiva da Lava Jato, que alterou a jurisprudência de 2009, quando o STF interpretou a questão conforme a letra e o espírito da Constituição — ninguém poderia ser preso, salvo as determinações constitucionais, antes da fase final do julgamento. 

Prisão de Lula

A prisão do ex-presidente Lula se deu nesse contexto. Mas a seção de abril de 2018 possibilitou um debate memorável sobre o mérito das garantias constitucionais. Um episódio emblemático naquele momento foi a reação do então comandante das Forças Armadas, general Eduardo Villas Bôas, que deu a entender, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e em sua conta no Twitter, que algo poderia acontecer caso o Supremo concedesse Habeas Corpus ao ex-presidente Lula. 

Desde então, um setor significativo do STF tem atuado com um claro viés de defesa do Estado Democrático de Direito. A decisão sobre a competência da Justiça Eleitoral para agir em casos eleitorais, conforme estipula a Constituição, foi a mais emblemática. Contudo, a extrema direita reagiu, acionando o submundo das redes sociais para atacar a instituição e os ministros que enfrentaram os abusos da Lava Jato — prática que incluiu até membros do MPF. Em resposta, um manifesto assinado por 161 entidades representativas da sociedade civil repudiou “os ataques contra o guardião da Constituição da República”.

Portanto, para que se queira compreender o real motivo do agravamento das relações entre os Poderes, bem como as razões que levam expoentes da extrema-direita, casuisticamente, a defenderem a liberdade de expressão, é preciso entender que a raiz da cena em tela é a necessária luta em defesa do Estado Democrático de Direito, hoje encurralado pelo autoritarismo. E o STF é um importante campo de batalha dessa causa democrática. Por isto, é atacado.


terça-feira, 16 de abril de 2019

Parece que em Cuba as coisas não estão boas.


O exército da ditadura cubana matou um músico com 80 tiros, ao lado da sua família, dentro do seu carro.

Nas principais favelas cubanas, rocinha e maré, moram aproximadamente 230 mil habitantes.

Uma enxurrada foi o suficiente para deixar milhares de desabrigados em havana, capital de um do estado chamado rio de janeiro, sem contar mortos, prejuízos imensos e muita tristeza. 

O prefeito de havana, que é um pastor evangélico, dizem, deixou de investir em uma estrutura que poderia evitar tal tragédia. Parece que ele é aliado de fé do ditador cubano.

A ditadura cubana é aliada de um sub-exército de mercenários, lá eles chamam de milícia, que cobram dos moradores para que tenham segurança e gás de cozinha.

Algum destes milicianos cubanos mataram uma vereadora moradora da favela, e o ditador cubano mora, vejam só, ao lado de um dos suspeitos.

Em cuba, o ditador odeia professores, artistas, intelectuais e qualquer um que pense em política. Lá, a orientação do ditador é para que parem de falar em política nas escolas.

O ditador cubano nunca ouviu falar em aristóteles, que disse ser o homem um animal político.

O ditador cubano orienta para que meninas usem rosa e os meninos usem azul. típico de uma ditadura, onde todos devem se vestir iguais.

O ditador cubano, diante de tanta tragédia em seu país, sequer se manifestou sobre tudo isto. Porém, ficou tristinho (ditadores também têm sentimentos) com a notícia de que um desumorista foi condenado a seis meses de prisão apenas porque enfiou no saco uma intimação do congresso nacional para que se explicasse sobre a agressão verbal a uma deputada. Alegou ele que é próprio da liberdade de expressão.

E você, seu socialista de merda, tá fazendo o quê aqui no brasil?

vai pra cuba, porra!

por   Fábio Brüggen

sábado, 13 de abril de 2019

Deputado "filhote da família sarney", declara que não gosta de pobre.

Deputado Edlázio Junior, filhote da oligarquia Sarney
O deputado Federal Edilázio Junior -PSD/MA, numa reunião com moradores do bairro Península na Praia da Ponta D'areia em São Luís, declarou ser contra ao projeto de um novo cais nas imediações daquele bairro, justificando que no seu funcionamento, haverão trânsitos de táxi, mototáxi, carrinhos, vans, transporte coletivos, para deixar e apanhar os passageiros que embarcarão e desembarcarão nesse novo porto, oriundos da baixada maranhense, dando a clara demostração de não querer pessoas de baixa renda transitando por perto do bairro nobre.

Deputado Edilázio na hora do voto abraça a "Classe C"
O deputado Edilázio Junior é filho da Desembargadora Nelma Sarney, portanto justifica o título da manchete, "filhote da família sarney", da carcomida oligarquia Sarney que tenta a todo custo voltar ao poder com várias acusações infundadas e montadas pelo seu órgão de comunicação diariamente contra o atual governo.

Veja abaixo vídeo da reunião, onde esse deputado ficou a vontade para destilar ódio contra o governo e a toda "Classe C" do povo maranhense  que com certeza ele faz questão de não pertencer e querer longe, porém na hora do voto, ele e sua turma sarneyzista se maquiam de humildes e defensores do povo pobre para viverem no bem bom.


ERRATA: O deputado Edilázio não é filho da desembargadora Nelma Sarney e sim genro.

FONTE DO VÍDEO: Youtube

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Renato Rabelo defende frente ampla em defesa da democracia

 Renato Rabelo durante sua fala na reunião do Observatório da Democracia

Por Iram Alfaia


“Esse é o grande perigo que nós vivemos, portanto, é necessário unir em nosso país todas as forças democráticas numa ampla frente em defesa da democracia e da nossa soberania para isolar um regime como esse”, defendeu Renato Rabelo durante a abertura nesta quarta-feira (10) da reunião do Observatório da Democracia, que apresentou o “Relatório sobre Governo Bolsonaro: 100 dias”.

Rabelo associou a situação brasileira ao crescimento da extrema direita no Ocidente. Segundo ele, a crise atual do capitalismo com a quarta revolução industrial, a desvalorização e destruição do trabalho tem levado às classes dominantes a apoiarem regimes de extrema direita.

“Boa parte da classe dominante capitalistas começa a apoiar regime de extrema direita para tentar sustentar essa fase do capitalismo”, argumentou.

O bolsonarimos, segundo sua avaliação, gira a roda da história para trás, destrói a política no seu estágio superior para retomar sua fase primária que é a violência. 

“O Brasil já vem sacrificando a democracia com o golpe parlamentar que destitui Dilma (Rousseff) e com a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva”, pontuou.

Observatório da Democracia

O encontro do Observatório, que reúne as sete fundações dos partidos de oposição, foi prestigiado por diversas entidades e parlamentares das mais diferentes agremiações. O evento ocupou três plenários das comissões da Câmara dos Deputados.

O relatório de seis páginas fez um diagnóstico dos cem dias do governo Bolsonaro com informações técnicas sobre as políticas públicas que deixaram de ser implementadas nesse período. São informações que vão subsidiar as ações políticas de parlamentares e partidos.

O presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT, Marcio Pochmann, diz que o trabalho do Observatório valoriza a democracia no enfrentamento e resoluções de problemas que atingem o conjunto do povo brasileiro, especialmente os mais pobres.

“Isso no momento que vivemos um período mais longevo de declínio da economia nacional, sem paralelos na história, em relação ao desemprego, a subutilização da força do trabalho e o retorno problemas que já haviam sido superados como a pobreza, sobretudo o aumento das desigualdades”, disse.

O presidente da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco, do Psol, Francisvaldo Mendes, classificou o governo Bolsonaro como confuso, sem programa e estratégia. “Ele é um governo que na verdade vem para jogar confusão e beneficiar o capital financeiro como falou aqui o Renato (Rabelo)”, afirmou.

O líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Daniel Almeida (BA), diz que é um fundamental os parlamentares e partidos contarem com a estrutura do Observatório. “Simboliza a necessidade de formação de um amplo movimento em defesa da democracia. Vai municiar a sociedade e os movimentos sociais com dados e análises para a construção de um caminho necessário ao enfrentamento aos ataques a democracia e soberania”, afirmou o líder.

Lei aqui o relatório na íntegra

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Manuela D'Ávila lança novo livro em São Luís

Considerada uma das maiores lideranças feministas no país na atualidade, a ex-candidata a vice-presidente da república em 2018, Manuela D’Ávila, estará em São Luís na próxima terça-feira (09) para o lançamento de seu livro “Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência”, lançado pela editora gaúcha Belas Letras.

O evento será realizado a partir das 18h, na Casa do Maranhão, com venda de exemplares, sessão de autógrafos e um bate-papo que contará com a presença do governador Flávio Dino. As incrições para participação estão sendo feitas gratuitamente através da plataforma Sympla, no endereço: https://www.sympla.com.br/lancamento-do-livro-revolucao-laura---sao-luis-ma__492655

O livro, que teve a primeira edição esgotada em apenas 15 dias, retrata o desafio de uma mulher que aceitou o desafio de concorrer à presidência do Brasil e chegou ao segundo turno como candidata a vice-presidente sem abrir mão da maternidade. E mostra como ser mãe não somente revolucionou a vida de Manuela,mas intensificou a luta para que privilégios não existam mais.
“Quando a gente mudar a nossa cultura vai achar estranho pais que nunca estão com seus filhos. Alguém está. Esse alguém é a mãe. Isso tem relação com mulheres não ocuparem espaço público. É fácil, fácil pra um homem. Quando desfila com o filho, vira mito.”, diz a autora.

Já lançada em diversas capitais brasileiras, a obra se apresenta como um recorrido mental de impressões que parecem bilhetes, crônicas ou anotações simples. Foi escrito aos pedaços, durante uma longa trajetória em que Manuela percorreu 19 estados amamentando Laura em campanha presidencial e foi construindo uma nova forma de ocupação do espaço político.

A publicação é também é uma jornada de aprendizado e acolhimento sobre privilégios; sobre as lutas para que privilégios não existam mais. É sobre direitos. É sobre feminismo e liberdade. É sobre afeto, carreira e amor, porque não tem sentido ser pela metade. É sobre estar e não estar; presença e ausência. Sobre acolher, sonhar um outro mundo e ser o outro mundo sonhado. Profundamente, é sobre uma revolução chamada Laura. Uma revolução de amor, de amor próprio, de potência.

INFORMAÇÕES DO LIVRO:
REVOLUÇÃO LAURA: reflexões sobre maternidade e resistência.
Editora Belas Artes,2019. 192p.
Preço de capa: R$ 44,90.

SERVIÇO:
O QUE: Lançamento do Livro “REVOLUÇÃO LAURA: reflexões sobre maternidade e resistência”.
ONDE? Casa do Maranhão, Rua do Trapiche, Praia Grande.
QUANDO: Dia 09 de abril, a partir das 18h
CONTATO PARA PAUTA: Samir Aranha. (98) 9.9135-2308 – aranha.sam@gmail.com

Fonte: UBM/MA

quarta-feira, 27 de março de 2019

Por que devemos culpar Cuba pelos fracassos dos Estados Unidos? na Venezuela?

De Iroel Sánchez*
Durante a Guerra Fria, o governo dos EUA brandiu a ameaça soviética para justificar a sua intervenção na América Latina, e mesmo alguma lógica era que, embora as intervenções dos EUA ao sul de suas fronteiras são muito antes da existência da URSS. Em recursos energéticos, território, população e poder militar, a União Soviética era uma rival cujas magnitudes facilitavam a tarefa de transformá-la no "grande inimigo da democracia nas Américas".
Nos Estados Unidos, o mesmo pretexto servia para o mais feroz anti - comunismo, que atingiu as suas maiores probabilidades nos anos cinquenta do século XX, com a perseguição McCarthyist tão bem atestada pelo dramaturgo Lillian Hellman em seu livro Scoundrel Tempo .
A União Soviética desapareceu, e dos Estados Unidos para a história, o triunfo Longed do capitalismo tinha atingido proclamada. Na América Latina, foi anunciado que a Revolução Cubana tinha suas horas contadas, mas não o suficiente, teve que intensificar o bloqueio econômico, impôs novas sanções como as contidas nas leis Helms Burton e Torricelli e ainda não alcançar o seu colapso. Pior ainda, o novo século trouxe de volta a palavra socialismo em vários países da América Latina e uma aliança entre eles-ALBA cujo centro aprovada pelo petróleo venezuelano e saúde cubana e educação. Milhões de latino-americanos e caribenhos abandonado humilde analfabetismo, cegueira e energia insegurança por causa disso.
Desde que se tornou visível na orientação socialista do século XXI no início do governo bolivariano na Venezuela, tenta recuperar o controle de grandes recursos energéticos venezuelanos continuaram, tanto os EUA e da oligarquia local, que é subordinado. Em primeiro lugar, tentar derrubar o governo de Hugo Chávez, incluindo um golpe militar, e após sua morte, com o aumento da guerra econômica contra a continuação de seu projeto político encarnada por Nicolas Maduro e a união civil-militar Chávez construído. A união militar cívica venezuelana marca a diferença com o fracasso de outros processos em que golpes militares ou parlamentos incentivados de Washington tiveram bons resultados.
Pesquisar isolamento internacional da Venezuela com os governos latino-americanos e europeus seguidores Estados Unidos o reconhecimento de um "presidente interino" por Washington, não teve os resultados esperados, e tentativa de provocar uma insurreição a partir da introdução de um politizada " ajuda humanitária "e um media fronteira concerto, voltou-se contra os seus promotores para revelar aos hegemônicos mentiras imprensa capitalista que a acompanhavam.
O que eles deixaram em seu arsenal para aqueles dos Estados Unidos que insistem na derrubada do governo venezuelano? Seguindo a mesma rota usada com Cuba após o fracasso da invasão de Girón, aumentando a aberta sabotagem tem como aconteceu com o ciberataque ao sistema elétrico que não tinha água e eletricidade para mais de Venezuela por cinco dias, e propaganda de guerra que se transforma em causa do efeito das agressões econômicas norte-americanas na qualidade de vida da cidade norte-americana.
Nesta guerra de propaganda América precisa de um culpado para explicar para o mundo o fracasso de tantos e continuados esforços, embora começou em sua última fase, quando Barack Obama declarou Venezuela "ameaça incomum e extraordinária" a segurança nacional dos EUA, eles abandonaram todas as máscaras e tornaram-se absolutamente explícitas após a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Aparentemente, os falcões da guerra fria como Elliot Abrams - a quem Washington invocou sua estratégia antivenezolana- não encontraram mais uma idéia original para ressuscitar a "interferência comunista" que alcançou mais de trinta anos atrás, para isolar a revolução Cuba e justificar o papel da CIA e do Departamento de Estadodepois das ditaduras militares e da onda de assassinos e torturadores que, treinados na tristemente lembrada Escola das Américas, devastaram a região. Assim, eles estão apoiando o discurso anti-socialista com Donald Trump -elogioso visitante ao Vietnã e parceiro amigável Kim Jong-Un tenta desacreditar a ascensão de políticos socialistas sucesso definidos no Congresso dos EUA, como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio Cortéz.
É onde os peregrinos da "interferência cubana" na Venezuela, entram em ação, pois de acordo com a imprensa hegemônica é Cuba, não o dos Estados Unidos, que tem interesses econômicos por trás de sua posição no país sul-americano, são "mais de vinte mil agentes cubanos "que detêm Maduro, mas não foi capaz de mostrar uma única prova eo número corresponde ao número de trabalhadores de saúde que há mais de uma década tem melhorado a vida de milhões de venezuelanos, muitos dos quais um médico nunca tinha visto antes. A última contribuição dessa guerra de propaganda é a "investigação" sem evidência do The New York Times.De acordo com a qual os médicos cubanos na Venezuela estaria fazendo o que o "sargentos políticos" feito em Cuba que Washington apoiou antes de 1959: olhar para votos em troca de serviços de saúde, a prática banido para sempre pela Revolução e bem conhecido de muitos daqueles em Miami que tentaram derrubá-lo por sessenta anos.
Cuba não é a URSS, e nem militarmente nem economicamente pode significar qualquer ameaça para alguém. Nem o governo cubano como os Estados Unidos, que tem uma longa história de guerras baseadas em mentiras para aproveitar os recursos energéticos em todo o mundo, e muito menos as suas embaixadas, como acontece com os americanos-estar por trás de golpes em algum país da América Latina. Mas com esta estratégia mentiroso Washington fornece uma folha de figueira para aqueles que vivem atacantes igualando e atacou, bloqueou bloqueadores, vítimas e algozes ... ideal para falsa corajosa que lhes permite ficar de um lado ou outro, como se desenrolam os acontecimentos pretexto. De Talleyrand a Lenin (Gorbachov) Moreno aqueles que começam dizendo "nem com isto nem com aquilo", acabam alinhados e sabemos com quem,O New York Times representa tão bem: os poderosos que não têm interesse em ter médicos para os pobres ou dinheiro em outros bolsos além dos seus próprios.
*Iroel SánchezEngenheiro e jornalista cubano. Ele trabalha no Escritório de Informatização da Sociedade Cubana. Ele foi presidente do Instituto do Livro Cubano.

terça-feira, 26 de março de 2019

Reflexões sobre as fake news

Por Ramon T. Piretti Brandão*
O advento das fake news – notícias falsas que circulam expressivamente na internet – é central no debate público contemporâneo. Um tema antigo, mas ainda pouco esclarecido e explorado. Sabemos, no entanto, que elas sempre existiram. Quando, em 20 de julho de 1969, Armstrong pisou na lua, houve uma forte onda de boatos (os boatos são os antepassados diretos das fake news) espalhando a “notícia” de que as imagens haviam sido forjadas em algum estúdio secreto localizado nos EUA.
No Brasil, a morte de Tancredo Neves (vítima de uma septicemia fruto de provável falha médica) também foi associada a algumas justificativas escusas – dentre as quais a que dizia que o mesmo havia sido vítima de um atentado. Durante o regime Vargas, Carlos Lacerda (jornalista e político ligado à direita) forjou um atentando contra si mesmo para poder acusar o então presidente de perseguição. Durante o regime militar, dois militares foram descobertos após tentarem explodir uma bomba em evento público para, depois, acusarem de terrorismo movimentos ligados à esquerda (evento que ficou conhecido como “Rio Centro”). Mesma esquerda que seria responsabilizada, em 1989, pelo sequestro do empresário Abílio Diniz (especialistas em processo eleitoral dizem que o fato foi estratégico para a derrota do então candidato Lula e consequente vitória do candidato Fernando Collornas eleições presidenciais) quando, na realidade, o atentado teria sido orquestrado por integrantes do PCC.
Poderíamos citar infinitos casos para concluir que, de um lado, historicamente, a manipulação da informação sempre foi usada para interesses políticos de viés eticamente desprezíveis. De outro lado, grande parte das pessoas têm vivido e explorado um conhecimento precário, incipiente, alimentado com preconceitos, crendices e superstições. É certo que o iluminismo ajudou a formar sujeitos que, sob influência de um certo racionalismo, tendem a se posicionar mais criteriosamente frente às informações disponíveis. No entanto, infelizmente, eles são uma minoria cada vez maior.
Dito isso, podemos afirmar com alguma razão que as fake news não são uma novidade histórica. O seu problema, tal como afirma Evgeny Morozov no livro Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política (publicado pela Editora Ubu), “é a velocidade e a facilidade de sua disseminação”. Basta um click. Segundo Morozov, “isso acontece principalmente porque o capitalismo digital de hoje faz com que seja altamente rentável produzir e compartilhar narrativas falsas que atraem cliques”. A novidade, portanto, não está nas fake news, mas na aparição desse instrumento que as reproduz e as dissemina com amplitude e velocidade jamais vistas.
Um segundo ponto que merece atenção é aquele que se refere ao próprio significado de fake news. Não é raro ver o termo sendo utilizado com efeitos retóricos, ou seja, para desqualificar um discurso que se coloque em oposição ao daquele que o emprega. Nesse sentido, o termo passa de simples informação mentirosa a tudo aquilo que desagrada – não apenas aos fatos que desagrada, mas também as interpretações das quais se discorda com veemência. Em outras palavras, o que é fake news para um fanático, é verdade absoluta e inquestionável para o fanático da vertente oposta.

A questão é: podem as fake news colocar em risco a democracia ou a liberdade de expressão?

As ideias e ideologias formam um tecido contínuo, de modo que fica difícil estabelecer uma linha separadora entre o que se coloca como legítimo e o que se coloca como indevido, proibido de ser expressado. A livre manifestação e circulação dessas ideias permite à sociedade dispor de uma ampla gama de opções cuja utilização – as vezes seletiva, as vezes não – compõe a própria linha de evolução dos costumes e da história. Assim, o que hoje nos parece inaceitável, amanhã poderá se tornar status quo.
Ora, quanto mais vigorosa é a prática da liberdade de expressão, quanto mais densa e variada, mais livres e conscientes serão as decisões que a sociedade deverá tomar… em tese. Na prática, além da diversidade de ideias razoáveis, a internet e a suposta liberdade que traz consigo deu espaço (mais do que isso, deu visibilidade) para teorias conspiratórias, opiniões detestáveis, versões distorcidas e sentimentos odiosos. Por alguma razão, elas dão mais ibope. Assim, cabe a necessidade de tipificar o termo. Fake news deveria compreender toda informação que, comprovadamente falsa, prejudique terceiros, tendo sido forjada e/ou posta em circulação por má fé ou simplesmente por negligência.
Um último aspecto que merece nota. O monopólio que exerce a Google na internet não significa que ela seja – ou deva ser – a responsável pela delicada tarefa de selecionar e/ou censurar informações. Ela não tem qualquer interesse em fazê-lo. Ela sequer se interessa em sustentar a liberdade de expressão. Essa ideia de terceirizar a responsabilidade é bastante comum por aqui. A Google, o Facebook e seus anexos estão interessados em você por duas razões: primeiro como consumidor e, segundo, pela informação que você gera a partir de suas buscas pessoais que, por sua vez, geram os dados necessários para te transformar em consumidor, pouco importando quem você é ou o que você pensa. Seus anúncios estão tanto em páginas que disseminam fake news quanto em páginas que combatem as fake news. Elas buscam, mais do que qualquer outra coisa, os focos de audiência. Nada mais.
Diz Morozov: “as eleições brasileiras de 2018 mostraram o alto custo a ser cobrado de sociedades que, dependentes de plataformas digitais e pouco cientes do poder que elas exercem, relutam em pensar as redes como agentes políticos. O modelo de negócios da Big Tech funciona de tal maneira que deixa de ser relevante se as mensagens disseminadas são verdadeiras ou falsas. Tudo o que importa é se elas viralizam, uma vez que é pela análise de nossos cliques e curtidas, depurados em retratos sintéticos de nossa personalidade, que essas empresas produzem seus enormes lucros. Verdade [para elas] é o que gera mais visualizações. Sob a ótica das plataformas digitais, as fake news são apenas as notícias mais lucrativas”.
Mas isso traz consigo um preço:
Caso não encontremos formas de controlar essa infraestrutura, as democracias se afogarão em um tsunami de demagogia digital; esta, a fonte mais provável de conteúdos virais: o ódio, infelizmente, vende bem mais do que a solidariedade. É difícil, portanto, que exista uma tarefa mais urgente do que a de imaginar um mundo altamente tecnológico, mas, ao mesmo tempo, livre da influência perniciosa da Big Tech. Uma tarefa intimidadora que, se deixada de lado, ainda causará muitos danos à cultura democrática”.
O que fazer, portanto? Faria sentido exigir que os monopólios tecnológicos fossem compelidos a adotar uma política radical de transparência que permitisse, por sua vez, a absoluta supervisão sobre suas atividades – hoje totalmente inexistente? Faria sentido que a Justiça buscasse mecanismos que possibilitassem punir os responsáveis por divulgações mal-intencionadas, mesmo que para tanto houvesse monitoramento das atividades individuais? Em que medida nos seria garantido que tal monitoramento apenas não deslocaria o foco do problema – hoje na geração de dados para fins comerciais e, depois, nas mãos do Estado, como instrumento político?
Em última análise – e antes mesmo que possamos elaborar qualquer resposta aos questionamentos acima –, o mais eficiente instrumento contra as fake news, sua maior barreira, continua sendo a educação. Uma educação que esteja apta a estimular o discernimento nas escolhas, o questionamento permanente e o saudável ceticismo na forma de absorver informações. É o caminho mais longo, sem dúvidas, mas o único possível.
*Ramon T. Piretti Brandão é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e colabora para Pragmatismo Político

domingo, 24 de março de 2019

Saiba como é morar em Cuba e o custo de vida de lá

Esse é certamente um dos países que mais desperta a curiosidade dos estrangeiros. No entanto, apesar do acesso gratuito à educação e saúde de qualidade aos seus mais 11 milhões de habitantes serem diferenciais, o fato de o país ainda contar com poucos recursos tecnológicos e financeiros faz com que muitos apenas pensem em visitar e não morar em Cuba. Afinal, são mais de 200 baías e 280 praias a serem aproveitadas ao longo de seus 5,7 mil quilômetros de extensão.
Desde 2016,  as relações com Estados Unidos vêm se estreitando, indicando possíveis parcerias e melhorias em seus serviços. Inclusive, a embaixada norte-americana foi reaberta no país. Cuba também está investindo mais na distribuição da internet para a população. Há cerca de três anos, foram instalados os primeiros pontos de Wi-Fi públicos na cidade de Santiago de Cuba, por exemplo.
Apesar de ser pago, US$ 1 por hora ou US$ 10 por um cartão com direito a 5 horas de navegação, o acesso à internet fora dos terrenos de universidades e hotéis demonstra um avanço para quem achava que não existia distribuição nenhuma de informação no país.
Atualmente, a ilha é muito procurada por estudantes interessados em estudar espanhol e em conseguir um diploma de medicina. Muitos pesquisadores e educadores também acabam passando longas estadias no país a estudo.

Como morar em Cuba

Em Cuba, salvo raríssimos casos, não existe processo de naturalização: apenas quem nasceu no país tem a cidadania cubana. Parentes de cubanos podem solicitar o visto A-2, também conhecido como visto familiar.
No entanto, quem deseja morar no país pode pedir um visto de residência ao governo. De acordo com o site das Representações Diplomáticas de Cuba no Exterior, é preciso comparecer em uma das representações cubanas no Brasil e apresentar os seguintes documentos:
  • Resultados de exames de radiografia de tórax, sangue e teste da AIDS (os exames não podem ter sido feitos há mais de seis meses e podem ser feitos em Cuba);
  • Certificação de antecedentes criminais do Brasil;
  • Carta explicando os motivos pelo qual o estrangeiro deseja morar em Cuba;
  • Duas fotos 3×4;
  • Cópia do passaporte e passaporte original;
  • Certidão de casamento, nascimento dos filhos ou outra prova que fundamente a solicitação de acordo com as leis cubanas;
  • Comprovante de pagamento da taxa consular paga em dinheiro, cheque ou transferência bancária.Os documentos requeridos precisam estar traduzidos e devidamente legalizados pelo consulado.
Quem vai para lá apenas para conhecer ou visitar um familiar pode tirar a Tarjeta de Turista, válida por 30 dias e com opção de extensão para mais 30 dias. O visto é concedido na hora durante uma visita consular. Para essa permissão basta levar o passaporte, cópia do bilhete aéreo, formulário de pedido de visto preenchido, e pagamento da taxa de cerca de R$57. O pedido também pode ser feito por correio.
Também é possível tirar um visto especial para jornalistas (D-6) e para quem vai a negócios ou para vender produtos. No primeiro caso, uma solicitação deve ser enviada primeiro para o e-mail imprensacuba@uol.com.br antes de ir ao consulado. Para a permissão de negócios, o pedido deve ser feito ao Gabinete Econômico e Comercial da Embaixada de Cuba. Independentemente do tipo de visto, a regra do governo determina que os estrangeiros que entram no país precisam ter um seguro saúde.
 
Custo de vida
O custo de vida em Cuba é um tanto complicado de se mensurar, apesar de começarem a circular mais informações sobre valores nos últimos anos. De acordo com o Numbeo, por exemplo, viver em São Paulo custa quase duas vezes mais do que em Havana.  É preciso considerar ainda que alguns itens necessários para se viver durante o mês no país são concedidos pelo governo – como a cesta básica, a educação (da básica até a universitária) e a saúde. Também não há cobrança de impostos sobre a remuneração como acontece em outros países.
De acordo com Oficina Nacional de Estadística e Información, o salário médio nacional é de 767 CUP, cerca de US$ 30,68.
A ilha possui dois tipos de moeda: o peso cubano comum (CUP) e o peso conversível (CUC) – para evitar que outras moedas circulem no país. O CUC equivale a US$1 dólar e é a moeda utilizada pelos visitantes. Com cerca de US$60, um turista consegue se alimentar bem, usar táxi e ainda fazer passeios.
A hospedagem pode ser a maior despesa da viagem, tudo depende das escolhas do viajante. As opções vão desde hostels e casas de habitantes locais que custam a partir de US$ 10 por noite até hotéis de 5 estrelas, onde a diária pode facilmente chegar a US$ 300.
Em Cuba existe racionamento há mais de 50 anos para certos serviços e artigos, como o papel higiênico, dificilmente encontrado em banheiros públicos de museus, restaurantes e bares. Nos hotéis o item é oferecido normalmente. Para os próximos anos, espera-se que a política vá aos poucos ficando mais flexível para os habitantes locais.
E, se for para destacar os serviços mais caros do país, é preciso sempre voltar as atenções para a internet. Os pacotes para ter acesso em casa vão de US$ 65 a US$ 180, sendo que o preço médio é de US$ 98, uma bela despesa no fim do mês. Sendo assim, vale mais investir em uma ida ao cinema, onde o valor máximo do bilhete é de US$ 1.

Trabalhar em Cuba

Em Cuba, a maioria dos habitantes são funcionários do governo. Para os que vão desenvolver atividades em sucursais de agências de viagem ou de companhias aéreas é possível solicitar uma autorização de trabalho ao Ministério do Trabalho e de Segurança Social de Cuba.
Para outros casos, o estrangeiro também deve procurar o ministério para obter permissão, que deverá ser compatível com a categoria migratória do residente.
Estudar em Cuba
Cuba é considerada pela World Bank (instituição financeira internacional) como o país com a melhor educação da América Latina e Caribe. Ali o analfabetismo praticamente não existe e 70% da população possui ensino superior, com destaque para áreas como medicina, artes, esportes e agroindústria.
Isso porque seu sistema educacional é 100% subsidiado pelo governo desde 1961, quando as instituições de ensino privadas também passaram a ser públicas. São 60 opções de universidades totalmente gratuitasespalhadas pela ilha, com cursos em níveis de bacharelado, mestrado e doutorado.
Então, além dos cursos de intercâmbio para aprender o espanhol, o país é procurado por muitos estrangeiros que querem se formar em medicina. Para se ter uma ideia, Cuba é o lar de 22,5 mil estudantes internacionais. Uma parceria com o Brasil ainda ajuda alunos de baixa renda a conseguir a tão sonhada formação.
É o caso da Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que forma estrangeiros de baixa renda e de tribos indígenas para que eles atendam às suas comunidades quando voltarem ao país de origem. Atualmente, a escola recebe alunos de 120 países e já formou mais de 27.800 mil médicos desde sua fundação, em 1998.
Para estudar nessa instituição é preciso ter no máximo 25 anos e passar por um processo seletivo. Os candidatos brasileiros podem concorrer a bolsas de estudo na instituição, sendo indicados por movimentos sociais ou partidos políticos. Depois, uma entrevista deve ser feita na Embaixada de Cuba, onde é feito um teste psicotécnico e uma redação deve ser escrita. Depois de aprovado, o aluno ganha bolsa integral para estudar, incluindo alimentação, hospedagem, e 30% do valor de um salário mínimo na cidade. Quem não fala espanhol pode ter aulas do idioma para acompanhar os estudos. É importante lembrar que no Brasil o diploma de médico adquirido no exterior deve ser revalidado.
Mesmo sendo um país com boas relações diplomáticas no Brasil, é preciso solicitar um visto para entrar como estudante em Cuba, e isso só é possível depois que a universidade o aceitar. Para conseguir essa permissão é preciso ir até a embaixada cubana e os documentos normalmente pedidos são:
  • Passaporte original com validade mínima de seis meses
  • Formulário de pedido de visto preenchido e assinado
  • Reserva da passagem aérea
  • Carta de aceitação da universidade convidando o aluno ao país

Vale a pena ir para Cuba?

Apesar do clima tropical e do idioma latino (o espanhol), Cuba é um país difícil para um estrangeiro brasileiro se adaptar. O acesso a meios de comunicação e à internet são mais limitados e têm um alto custo se comparados ao de outros países, chegando a custar uma boa parte do salário de um cubano para uma utilização limitada.
Então, se morar ali vale a pena ou não depende muito do objetivo de quem vai: se for a estudo, as bolsas oferecidas em universidades muito boas compensam. Se for a trabalho, talvez seja preciso avaliar com as empresas que possuem sucursais instaladas ali e se a permissão de trabalho é viável.
Quem pretende passar uma boa temporada no país deve abrir mão do consumo e das redes de fast-food, pois trata-se de um país cujo governo é socialista.

Curiosidades

A área de biotecnologia em Cuba é uma das mais avançadas do mundo, com mais de 600 patentes para drogas, vacinas e sistemas de diagnóstico. Tanto é que a vacina contra a hepatite B, vendida em mais de 30 países, foi criada ali.
A saúde é um aspecto que chama a atenção: a qualidade da água de Cuba é uma das melhores do mundo, muitas doenças como tétano, hepatite, coqueluche, poliomielite, sarampo e difteria foram praticamente extintas da ilha. 
A expectativa de vida no país é uma das maiores, de 78 anos.
O esporte nacional da ilha é o beisebol. Boxe, vôlei e atletismo também são populares – o número de medalhas de ouros conquistadas por atletas cubanos em Olimpíadas fala por si só.
Cuba Libre, a famosa bebida que remete ao país, é feita com Rum, outra iguaria típica produzida a partir do melaço de cana de açúcar. A cozinha cubana combina tradições indígenas, africanas e espanholas.