quarta-feira, 15 de março de 2017

Em dia de manifestações, Congresso recua de Reformas

Centrais Sindicais e Movimentos Sociais
unidos contra os desmandos de Temer.
Após a onda de manifestações que tomou conta do país, nesta quarta-feira (15), no Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e pela saída de Michel Temer, deputados e senadores recuaram de medidas polêmicas.
 
Na Câmara, o tema principal das centenas de protestos que se estenderam por todo o dia no Brasil pressionou os deputados. Integrantes da Comissão Especial que analisa a PEC 287, da Reforma da Previdência, afirmaram que os números enviados pelo Ministério da Fazenda não eram suficientes.
 
Os parlamentares haviam pedido ainda em fevereiro o envio dos cálculos atuariais, com informações completas dos benefícios referentes ao período de 2000 a 2015. Encaminhado somente nesta terça-feira (14), o documento trazia resumos de informações. Como justificativa, o governo alegou que o pedido seria "uma extração onerosa tanto em termos financeiros como em tempo necessário para a execução".
 
Já na noite desta quarta (15), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu reabrir o prazo para a apresentação de emendas à PEC, estendendo para esta sexta-feira (17). Até ontem (14), haviam sido apresentadas 146 emendas sugerindo alterações.
 
Entre elas, a mudança de pontos decisivos da Reforma do governo Temer, como a idade mínima para a aposentadoria, a regra de transição, mudanças para aposentadoria rural, entre outros. Não apenas a oposição, como também membros da base aliada enviaram os pedidos, como o líder da maioria, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), que assina 25 das emendas.

Também diante da ampla adesão popular aos protestos e da reação dos parlamentares, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, criticou as medidas econômicas de Temer e afirmou que o governo "precipitadamente já inviabilizou a Reforma da Previdência".
 
O receio de Renan é de que, a exemplo do que fez com a Reforma da Previdência, ao não dar espaço e tempo para o debate dentro do Congresso, Temer inviabilize outras medidas econômicas consideradas importantes pelo governo peemedebista.
 
"Hoje nós seremos recebidos pelo presidente. Conversar não arranca pedaços. Eu temo que o governo equivocadamente continue a encaminhar as reformas. O governo já criou muita dificuldade para a Reforma da Previdência, já inviabilizou, não teve adesão absolutamente nenhuma e, se continuar dessa forma, com essa influência, o governo vai inviabilizar as outras reformas: Trabalhista, Tributária", disse.

O senador manifestou sua posição, enquanto criticava a possibilidade de colocar regime de urgência para o projeto de lei que trata sobre o direito de greve dos servidores públicos, em pleno dia de paralisações. Após uma discussão no Plenário, o presidente da Casa, Eunício Oliveira, decidiu retirar a pauta da agenda desta quarta, transferindo para a próxima terça-feira (21).

FONTE: Jornal GGN

Blog 'O Arretadinho' agora no Conversa de Feira!

Fotografo Joaquim Dantas e Jorge Antonio no DF (Foto: Robson)

Em um encontro bastante caloroso e solidário na manifestação hoje (15), contra as reformas da Previdência e Trabalhista na Esplanada dos Ministérios na Capital nacional. O oficial deste blog, Jorge Antonio Carvalho conheceu o ilustre fotógrafo Joaquim Dantas, oficial do blog O Arretadinho da cidade de Brasilia, onde foi oficializado parceria de seguir juntos, linkados nessa luta por melhores dias para o nosso povo, através da Blogosfera Progressista. Grande prazer e um forte abraço Joaquim Dantas, seja bem vindo!

sexta-feira, 10 de março de 2017

“Parece uma travesti” então tu és linda!

Maria Clara de Sena. Foto de Wagner Silva.
Por Ana Flor Fernandes Rodrigues* 
Durante muito tempo as características e beleza de uma travesti foram atribuídas a partir de um olhar depreciativo. Neste caso, referir-se aos sujeitos como “travesti” significava – e em muitos lugares ainda se perpetua essa visão – afirmar que o outro é feio. Logo, escrevo com o intuito de desmistificar essa visão pejorativa que é posta sobre identidades e corpos desse determinado grupo, visando criar novas óticas que desconstruam uma visão una de beleza.
Antes de iniciar, é preciso que consigamos compreender como surge o histórico que coloca essas meninas nesse determinado local. Afinal, se identificamos alguém enquanto desprovida de beleza é porque existe uma construção que determinou o que seria o belo. Principalmente quando o fato de ser comparada com uma travesti vem com o intuito de nos pôr em uma situação vexatória.
Quando falamos no Brasil – país líder em assassinatos de travestis e mulheres trans – torna-se possível perceber que existe um processo histórico e social que proporcionou violências e equívocos no que tange o quesito beleza em relação às travestis. É notório o processo desumanizador fincado na experiência desta população. O que nos permite refletir sobre duas posições contraditórias: ou temos o direito de sermos agentes socializadores que irão contra esse processo; ou permaneceremos caladas e calados e seguiremos vivenciando as facetas da violência transfóbica.
O que nos mostra que não podemos ignorar a existência de uma origem para que travestis estejam, erroneamente, ligadas ao que para algumas pessoas acaba sendo um sentimento de vergonha.
Mesmo muitas dessas já tendo estrelado capas de revistas, editoriais de moda, sendo musas da periferia até o Miss Universo T, participado de novelas e grandes filmes, ainda estamos inseridas em um contexto que reforça, cotidianamente, que esses não são os nossos lugares.
Então, faz-se necessário questionar os padrões estabelecidos sobre os nossos corpos, visto que falar sobre travestilidade é penetrar as mais diversas formas de ser; compreendendo que não existe uma fórmula única sobre essa identidade. Ser bonita não é, nem de longe, ser igual. Bonita é ser diferente e, como muito bem pontua Tomaz Tadeu da Silva: ser diferente não significa ser desigual. Logo, é baseado nessa perspectiva que devemos nos guiar. Projetando a imagem das travestis a partir de outro contexto que fuja e destrua o que insiste nos interligar ao senso do ridículo.
Aproveito também para dizer que não devemos apenas questionar o que é lido enquanto deslumbrante e lindo, mas também o que historicamente vem sendo colocado enquanto feio.
Quando pensamos em corpos gordos, por exemplo, automaticamente ligamos ao bruto, de forma que venha a inferiorizar quem não é magro. Como se essas performances não pudessem ocupar o espaço de beleza que vem sendo construído desde décadas passadas. Não tão diferente, com pessoas negras. Não é possível esquecer quando mulheres negras eram apenas “as pretas do fogão”. Muito menos a exotificação que é jogada, desde o período escravocrata, sobre os homens negros. Gays afeminados estão sempre sendo lidos enquanto “engraçadas”, mas nunca enquanto bonitos. Mc Linn da Quebrada, artista que vem construindo uma carreira que trás consigo seu corpo enquanto ferramenta de luta que questiona a heteronorma, em uma das suas músicas, A Lenda, levanta essa questão de que se você não é branca, cisgênero e assimilada, você não é  bonita, mas sim apenas engraçada.  Percebam como todos esses eixos se interseccionam e nos possibilitam compreender qual seria a necessidade de existir os questionamentos. Afinal, existe por trás dessas definições, como citei no início do texto, uma estrutura que determina nossas leituras sobre os indivíduos.
Sendo assim, criar mecanismos para que consigamos construir narrativas e proporcionar que travestis não sejam associadas a algo ruim, é entender que para ser bonita não é preciso desejar o reflexo do que nos foi imposto, mas sim ter o direito de se construir sem que o outro interfira. Se existe hoje um padrão de beleza esse deve ser repensado e, sendo um pouca ousada, destruído. Pois, lindo é tudo aquilo que é diverso, variado. Não acredito que isso aconteça de uma hora para outra, é claro que existe uma demanda de tempo sobre as estruturas dos processos culturais, mas o alerta sobre essa urgência precisa estar sempre ligado. Ressignificar as terminologias é algo que deve ser colocado em pauta nesse futuro tão próximo. Então, se um dia alguém ousar te chamar de travesti acreditando que soará como ofensa, reaja: se pareço ou sou uma travesti, sou linda.
Autora
*Ana Flor Fernandes Rodrigues, 21 anos. Graduanda em Pedagogia na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Estagiária em Assistência Pedagógica na Organização Galera da Redação. Estuda e Pesquisa em temas relativos à gênero e sexualidade. Modéstia parte, uma travesti muito bonita! Militante por direitos para travestis e pessoas trans.

terça-feira, 7 de março de 2017

Pelo menos 110 pessoas morreram de fome no sul da Somália nos dois últimos dias, afirma governo

O governo da Somália afirmou que pelo menos 110 pessoas morreram de fome na região de Bay, ao sul do país, nos últimos dias em decorrência da seca que atinge milhões de somalis. O balanço de mortos foi anunciado no último sábado pelo primeiro-ministro Hassan Ali Khaire durante uma reunião do Comitê Nacional da Seca.
“Presidi uma reunião muito produtiva e informativa com o Comitê Nacional da Seca. Respostas urgentes são fundamentais para salvar vidas”, declarou o premiê no Twitter.
O presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed, declarou o estado de “desastre nacional” na última terça-feira (28/02) devido à situação humanitária provocada pela grave seca que grande parte do país está sofrendo. “A seca é um desastre nacional e precisa de ajuda internacional de emergência”, escreveu o presidente. Ele também pediu que a comunidade empresarial do país e a população somali no exílio participem das operações de recuperação nas zonas afetadas.
De acordo com as Nações Unidas, cerca de cinco milhões de pessoas necessitam de socorro por conta da seca no país. Segundo a ONU, a seca já deslocou mais de 135 mil pessoas no país desde novembro, conforme dados recolhidos pela Acnur (Agência da ONU para Refugiados) e pelo NRC (Conselho Norueguês para Refugiados). Organismos internacionais temem que esta grave situação desencadeie uma crise de fome no país como a de 2011, quando 250 mil pessoas morreram, sendo mais da metade delas crianças com menos de cinco anos.
Mais de 360 mil crianças com desnutrição aguda “necessitam tratamento urgente e apoio internacional, incluindo 71 mil que sofrem de desnutrição grave”, segundo a Agência de Sistemas de Alerta Precoce contra a Fome, da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. A capital da Somália, Mogadício, tem recebido milhares de pessoas nos últimos dias em busca de socorro alimentar, sobrecarregando agências de ajuda locais e internacionais.
Os países da região também advertiram que uma nova crise de fome poderia piorar a questão da segurança em um lugar onde a ameaça jihadista e os enfrentamentos entre etnias pelos recursos causam vários conflitos. Segundo o governo do país, a fome generalizada “torna as pessoas vulneráveis à exploração, aos abusos dos direitos humanos e a redes criminosas e terroristas”. Além disso, a falta de água limpa em muitas áreas agrava a ameaça adicional de cólera e outras doenças, dizem especialistas da ONU.
A Somália é uma das quatro regiões selecionadas pelo secretário-geral da ONU no mês passado ao pedir uma ajuda de US$ 4,4 bilhões para evitar uma situação catastrófica de fome. As outras são o nordeste da Nigéria, o Sudão do Sul e o Iêmen. Em comum, todos esses locais enfrentam conflitos violentos, afirmou o chefe da ONU. O apelo humanitário da ONU para 2017 para a Somália é de US$ 864 milhões para prestar assistência a 3,9 milhões de pessoas. No entanto, o Programa Mundial de Alimentos da ONU recentemente solicitou um plano adicional de US$ 26 milhões para responder à seca.
FONTE: Sul 21

A violência contra as mulheres é aplaudida

Essa semana teremos textos para pensar o dia internacional das mulheres, nossa própria militância e o feminismo. Para abrir essa semana o texto de Raíssa é fundamental para refletir: quem se importa com a morte das mulheres? Quem aplaude essa violência? O texto fala sobre Dandara (vítima de transfobia, além da misoginia) e Eliza Samúdio. Mas, o texto também trata de tantas mulheres sem nomes que são mortas diariamente por serem mulheres. Vítimas do machismo que nos assombra, da misoginia que nos mata e nos impede de viver plenamente.
Texto de Raíssa Éris Grimm.*
Diante da história de Eliza Samúdio, bem como a de Dandara dos Santos a única coisa que eu consigo pensar: a gente subestima o quanto a nossa sociedade glorifica assassinos de mulheres. Nove times de futebol ofereceram contratação a Bruno, não foi “apesar” do que ele fez, foi por causa do que ele fez: diante dos homens gestores desses times de futebol, diante dos homens que torcem para tais times de futebol.
Bruno não é um vilão, mas um espelho do que estes mesmos homens poderiam ter feito do que estes mesmos homens gostariam de ter feito. E então, dessa forma, constróem em torno a Bruno a mesma solidariedade masculina que esperariam receber se cometessem esse tipo de crime.
Noutro crime (supostamente sem relação com os de Bruno): Dandara dos Santos foi assassinada, por homens, que filmaram o crime e subiram o vídeo na internet. Ação inclusive insensata, se a gente entende isso como a confissão de crime, mas a nossa sociedade não vê assassinos de mulheres (especialmente de travestis e mulheres trans) como criminosos e sim como heróis: o vídeo da sua morte foi subido à internet porque estes homens esperavam aplausos. Porque a gente vive numa sociedade que aplaude a violência contra mulheres, uma sociedade na qual isso não é visto como algo “hediondo”, mas simplesmente como um ato extremo que forma parte do que condiz a pessoas “dignas”, aos “cidadãos de bem”.
Dandara era uma travesti, Eliza Samúdio mãe solteira – a sociedade em que a gente vive não tolera tamanhos desvios vindo de mulheres, por mais que existam leis supostamente destinadas à nossa proteção – no silêncio da intimidade, em quem tais “cidadãos de bem” realmente se reconhecem estarão sempre torcendo por nossos assassinos.
E isso não se constrói ao acaso, não se constrói da noite por dia, se constrói cotidianamente, em todas as pequenas marcas, discursos, que marcam travestis e mulheres como vidas indignas como vidas à beira do abismo frágeis diante do mero arbítrio “passional” dos nossos assassinos.
Autora
*Raissa Éris Grimm é graduada em Gêmeos, com mestrado em Aquário, doutoranda em Peixes, pelo Programa de Sobrevivência ao Saturno em Escorpião. Lésbixa trrransmutante, pornoterrorista em potencial. Aprendiz de dançarina e massoterapia na escola da auto-gestão. Publicado originalmente em seu perfil do Facebook no dia 05/03/2017

Comunicação do Senado proíbe uso do termo "Feminismo"

Fiquei sabendo hoje, em off (não posso divulgar a fonte porque a pessoa poderia ser processada) que a palavra "feminismo" foi proibida nas mídias sociais do senado.

A diretora da Secom (Secretaria de Comunicação do Senado) passou a determinação pro novo chefe, que a repassou para a equipe. A peça acima, da ativista Malala Yousafzai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz,  mundialmente conhecida, foi usada como exemplo do que não pode mais ser divulgado.

A alegação foi que o Senado "não pode obrigar ninguém a ser feminista".

A equipe da Secom estava preparando um post sobre o Dia Internacional da Mulher (depois de amanhã, 8 de março) quando recebeu esta informação. Ou seja, terá que falar de uma data internacional de luta das mulheres sem poder citar o movimento feminista. 

É um absurdo esta proibição, já que a Secom presta um serviço público. São 2,7 milhões de assinantes no Facebook e 500 mil no Twitter. A palavra "feminismo" foi excluída como se fosse um palavrão. 

Um artigo do ano passado publicado na Folha de S. Paulo, assinado pela diretora da Secom, dizia: "A comunicação do Senado reúne veículos de distribuição de informação primária e oficial. Não há disputa por audiência com a mídia privada. Ao contrário. Parte do nosso trabalho é alimentar os jornais, portais e emissoras de rádio e televisão, que escolhem livremente o que e como desejam divulgar". 

Pois bem, decidiu-se (quem decidiu? Por quê?) que essa "alimentação" não pode incluir a palavra "feminismo" ou "feminista". 

Não tenho confirmação se esta proibição se estende até a TV Senado, ou fica "apenas" nas mídias sociais. Mas é mais um exemplo do retrocesso que vivemos. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Política externa, Alcântara, e a ideologia do complexo de vira-latas


Por Rubens Diniz*

Sem projeto estratégico claro, a política externa brasileira sofre com o resgate de antigas propostas, como a retomada das negociações para o uso da base de Alcântara pelos EUA. Além de ultraliberal, o governo tucano de Temer guarda traços da conhecida ideologia do “complexo de vira-latas”, que insiste em negar o papel do Brasil e de sua gente no mundo.

A política externa, longe de ser tratada como assunto de Estado, é vista como moeda de troca de apoio político. O Itamaraty é cota do PSDB, seu feudo. Após a saída do breve chanceler José Serra, entra em seu lugar, o Senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), também identificado com as tratativas de desnacionalizar o pré-sal a partir do fim do regime de partilha.

Sob a batuta de Serra, o Brasil se orientou por uma visão anacrônica do mundo, um liberalismo fora de época, por critérios ideológicos e atitude hostil no relacionamento com os países da América do Sul. Confundem política de relação permanente com os EUA com ação de subordinação. O único feito, até então, da diplomacia tucana no governo Temer foi suspender a Venezuela do Mercosul, atitude pouco inteligente que ocorre justamente quando os blocos regionais realizam todo tipo de esforço para manter seus membros.

Ao Brasil falta uma orientação clara para sua política externa. A busca por prover resultados rápidos e visíveis, que possam ser capitalizados eleitoralmente, reforça o perfil voluntarista e entreguista de setores nacionais estratégicos. Dentro desta chave, podemos analisar a tentativa de retomada do acordo com os EUA em torno do uso da base de Alcântara.

Alcântara: projeto próprio ou desnacionalização?

Em busca de uma agenda que conseguisse atrair a atenção do governo Trump, o governo Temer, na curta e inócua gestão de José Serra no Itamaraty, vinha tentando discutir com os EUA um novo Acordo de Salvaguardas Tecnológico para usar o Centro de Lançamentos de Alcântara.

A Base de Alcântara, com 620 km2, localiza-se no Maranhão, é o sonho de consumo do setor aeroespacial. Com sua posição equatorial (dois minutos e 18 segundos de latitude sul), oferecendo-lhe vantagem em relação ao movimento de rotação da Terra – facilitando o impulso dos foguetes, menor uso de combustível, o tempo estável torna plausível a realização de lançamentos durante o ano.

O mercado de lançamento de satélites comerciais move bilhões de dólares ao ano. De acordo com a CNI, em 2016, com o lançamento de 21 satélites comerciais se movimentou US$ 2,5 bilhões. A grande maioria deles utiliza órbitas paralelas à linha do Equador. Hoje o principal concorrente do Brasil é o Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, um dos últimos resquícios de colonialismo no continente.

As bases da negociação retomada no governo Temer são desconhecidas, mas se tomarmos como referência a antiga proposta de cooperação, podemos afirmar serem profundamente assimétricas, afetando o Programa Espacial Brasileiro, a soberania e os interesses nacionais. Nela o Brasil deveria assumir compromissos que proibissem a entrada de brasileiros nas áreas de lançamento; a proibição de financiar seu programa espacial com recursos adquiridos com os lançamentos; além de estabelecer restrições para cooperação com outros países.

Os EUA sempre adotaram uma postura obstrucionista frente o desejo do Brasil de desenvolver autonomamente seu programa espacial. Exemplo explícito disto é o telegrama diplomático do embaixador dos EUA no Brasil, tornado público pelo Wikileaks onde afirma categoricamente que “os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”.

É muito difícil que, no governo Trump, os EUA aceitem uma proposta com menor grau de restrições e concessões por parte do Brasil e sua soberania. No entanto ela é ilustrativa da agenda de desnacionalização do governo tucano de Temer; hoje é pré-sal, satélites, amanhã, programa nuclear. O Brasil fica diante da possibilidade de ganhar uns trocados e transformar Alcântara em um enclave neocolonial, uma espécie de Kourou; ou aproveitar a vantagem comparativa que possui e fazer avançar seu Programa Espacial.

Limites e incompreensões em torno dos projetos mobilizadores

Claro, nem todos os problemas referentes ao nosso programa espacial se devem ao acordo com os EUA. Ao longo dos anos o programa espacial brasileiro sofreu grandes embates externos e internos. Sofreu com: a descontinuidade e a falta de recursos financeiros; a espionagem por parte de outros governos (noticiados na FSP em 2013); um acidente nunca esclarecido que ceivou a vida de 21 técnicos e engenheiros; e até mesmo demandas de comunidades quilombolas que reivindicavam a localidade do Centro de Lançamentos.

Não podemos depender de dados de outros países para estabelecer o controle sobre nossas fronteiras, segurança cibernética, ou mesmo de dados sobre o clima para nossa agricultura. O programa espacial é um daqueles projetos mobilizadores, nos quais o país produz grandes saltos, científicos e tecnológicos, com grandes repercussões na economia e na vida das pessoas.

A ideologia do complexo de vira-latas

A reflexão seja sobre nossa atual política externa como no caso em específico do acordo em torno do uso da base de Alcântara nos remetem a uma máxima do escritor Nelson Rodrigues – o complexo de vira-latas –, síntese com a qual o também jornalista descrevia a insistência de certos setores em falar da baixa auto-estima do brasileiro.

Em certa medida tal complexo de vira-latas pode ser interpretado como uma ideologia difusa que permeia parcela de certa elite brasileira, rentista, que, maravilhada com as luzes do cosmopolitismo, só vê aspectos negativos no Brasil, menosprezando a capacidade de realização de sua gente.

Essa ideologia insiste por diversos meios em afirmar que não há possibilidade de desenvolvimento autônomo para uma nação tropical como a nossa. Não há lugar ao sol para a realização nacional, para uma posição proativa do Brasil no mundo. Ela fica explicita na síntese do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral: “o Brasil precisa ter uma política externa de resultados modestos”.

Levar um objeto ao espaço, colocar o homem em órbita, estudar o universo é um sonho que persegue o homem. O Brasil tem possibilidades de contribuir para os avanços desta conquista da humanidade. Do mesmo modo tem o que dizer sobre os grandes temas do cenário internacional. No entanto, dois velhos conhecidos, a agenda neoliberal e o complexo de vira-latas, insistem em afirmar que isto é delírio de grandeza. Cabe ao povo fazer valer seus interesses e aspirações, criar meios e materializar suas potencialidades.



*Rubens Diniz é mestre em Relações Internacionais e Integração Regional pela Universidade de São Paulo, diretor da Fundação Mauricio Grabois, e membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/ GR-RI.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

'Não vou te visitar na cadeia': A misteriosa mensagem de Bolsonaro para o filho

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi clicado em uma misteriosa troca de mensagens com o filho também parlamentar, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).
O fotógrafo Lula Marques, respeitado fotojornalista da capital federal, registrou a imagem no Plenário no dia da eleição na Presidência da Câmara, na quinta-feira (2).
Na mensagem para o filho, o deputado critica justamente a ausência de Eduardo na sessão para votar nele.
A conversa indica circunstâncias misteriosas para a falta de Eduardo ao Plenário.
"Papel de filha da puta que está fazendo comigo", queixa-se o pai. "Mais ainda, compre merdas por aí; não vou te visitar na Papuda [prisão do Distrito Federal]."
A mensagem termina com uma incógnita, sugerindo que Eduardo está envolvido com algo suspeito: "Se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente".
Veja o flagrante de Lula Marques:
LULA MARQUES
O post em que o fotojornalista compartilhava a íntegra da conversa não está mais disponível no Facebook.
Fonte:  HuffPost Brasil

Itaqui é líder no escoamento de soja e milho entre os portos do Arco Norte


Dados de um estudo inédito realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam crescimento das exportações de grãos pelos portos do Arco Norte, região que compreende os estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão. Nesse estudo, o Porto do Itaqui aparece como líder no escoamento de soja e milho produzidos no Matopiba, região considerada como grande fronteira agrícola nacional da atualidade que reúne espaços dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. De acordo com a pesquisa, o Itaqui deve embarcar 8,6 milhões de toneladas, neste ano, 75% a mais em relação ao ano passado. Os dados foram divulgados esta semana pelo Jornal Valor Econômico.

O Governo do Maranhão está trabalhando para desenvolver as potencialidades logísticas e econômicas do estado por meio de investimentos em infraestrutura logística e portuária. Segundo o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, os dados do estudo confirmam o acerto de foco do planejamento estratégico para o Porto do Itaqui. “Desde o início dos trabalhos, em 2015, elaboramos um plano de ação voltado para o avanço nos investimentos, com a integração de cargas ligando pontos para que o Itaqui se torne, em médio prazo, um hub regional e se consolide como porto preferencial do Corredor Centro Norte do país”, comentou.

A área operacional do Porto do Itaqui, também, se preparou especialmente para a safra 2017, com melhorias estruturais nos berços e a gestão de entrada e saída de navios. O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) iniciou, em janeiro, a preparação, com manutenções programadas para movimentar um volume superior ao que foi registrado em 2015 e 2016, devendo ultrapassar a marca de 4 milhões de toneladas. No pico da safra, o Tegram deve chegar às 50 mil toneladas de grãos/dia, recebidas pelos modais rodoviário e ferroviário.

Em 2015 foram movimentadas 21,8 milhões de toneladas de cargas no Porto do Itaqui, recorde histórico com aumento de 21% em relação ao ano anterior. Foi o primeiro ano de atividades do Tegram e só em grãos foram 7 milhões de toneladas operadas (4,9 de soja e 2,1 de milho). Em 2016 esse volume caiu em função de questões climáticas, ficando em 4,5 milhões de toneladas (3,8 de soja e 640 mil de milho).

Em números

O estudo da Conab confirma a esperada supersafra e estima um recorde de 215 milhões de toneladas de grãos, o que resultará em aumento na participação dos portos do Arco Norte no total de soja e milho exportados neste ano. A fatia dos portos do Norte deve chegar a 23,8% das 96,9 milhões de toneladas de soja e milho que sairão do país rumo aos mercados externos. A redução da produção do Matopiba em 2016 em razão da quebra de safra ocasionou a queda dessa participação, que ficou em 19% (em 2015 chegou a 21%, maior marca alcançada).

As exportações de soja produzida na região do Matobipa, segundo dados da Conab, terão crescimento de 75% e devem chegar a 11,9 milhões de toneladas ao final deste ano. Atrás do Porto do Itaqui aparecem nesse ranking dos portos do Arco Norte que terão crescimento em movimentação de grãos neste ano: os de Barcarena (PA), Itacoatiara (AM) e Santarém (PA).



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mãe, você sabe o que o seu filho escreve na internet?


A Luana, que assina o blog A Feminista Vaidosa, quer criar uma campanha para conscientizar as mães que têm filhos machistas.

Vejo muitos comentários de garotos de 10 a 16 anos atacando páginas feministas no Facebook. Eles usam discursos de estuprador, fazem apologia ao feminicídio e à violência contra a mulher, e eu fico pensando: esses caras têm mãe?

Imagina a tristeza que deve sentir uma mãe que carregou o filho durante nove meses, educou, tratou bem, deu ótimos conselhos, sustentou ou ajuda a sustentar, e agora vê um filho homem passando a vergonha de fazer discursos misóginos online.

Fico pensando também: qual é o motivo do ódio que esses meninos têm das mulheres?

Será que jogos violentos como GTA influenciam o menino a fazer discurso de ódio contra as mulheres?

Um dia desses eu vi alguns comentários de pura misoginia. 

Por que estou falando isso? Porque, querendo ou não, as mães continuam sendo grandes responsáveis pelos filhos. Há pais que praticamente não ligam pros filhos. E há pais que são machistas mesmo, que querem apenas que o filho "seja homem" pegando mulheres e sendo rudes, enquanto querem que a filha mulher seja recatada, frágil e do lar. A culpa não é da mãe, mas sim do pai machista que cria os seus filhos homens muito machistas e demostra que pra "virar homem" é preciso ser misógino.

O Brasil é um dos piores países para ser menina porque a cada hora uma mulher é morta pelo seu companheiro, a cada minuto uma mulher é agredida, a cada segundo uma mulher é xingada e humilhada por um desconhecido. Os meninos não ligam para essa realidade. As mães devem mostrar a realidade para os seus filhos.

Os meninos deveriam saber que vieram do útero de uma mulher, não de alguém que (dizem) veio da costela de Adão.

As mães devem ensinar para os filhos homens que mulher não é empregada doméstica à disposição do pequeno amo. Meninos precisam aprender desde cedo a limpar a própria sujeira. Devem saber que tarefas domésticas não são exclusividade feminina. Afinal, a imensa maioria dos meninos também têm mãos e essas mãos devem servir pra alguma outra coisa além de bater punheta a toda hora e digitar merda nas redes sociais.

E as mães deveriam ver de vez em quando o que os seus filhos menores de idade escrevem nos comentários de blogs e páginas de Facebook, principalmente nas páginas feministas. Provavelmente essas mães não sabem que o machismo e a misoginia estão bem ao seu lado, dormindo sob o mesmo teto.

Pode ser perigoso. Meninos que fazem esses tipos de comentários podem se tornar assassinos, agressores de mulheres, ou estupradores amanhã. O discurso não vem descolado de todo um padrão de comportamento. E cabe (também) à mãe, que tem ou deveria ter alguma posição de autoridade sobre o filho, e que ainda o está educando, saber o que o garoto diz e escreve sobre mulheres.




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Estudantes de todo o país podem se inscrever para o 46º Concurso Internacional de Redação de Cartas

Disputa é organizada no Brasil pelos Correios. Cada escola pode submeter até dois textos e o vencedor da etapa nacional vai representar o país na competição que reúne 192 nações. Inscrições ficam abertas até o dia 15 de março.

Ficam abertas até 15 de março as inscrições para o 46º Concurso Internacional de Redação de Cartas, realizado no Brasil pelos Correios. O tema deste ano é: “Imagine que você é um(a) assessor(a) do novo secretário-geral da ONU – Qual é o problema mundial que você o ajudaria a resolver em primeiro lugar e de que forma você o aconselharia a fazer isso?”.
O certame é promovido mundialmente pela União Postal Universal (UPU), entidade que reúne os operadores postais de 192 países, com o objetivo de incentivar crianças e adolescentes a expressarem a criatividade e aprimorarem seus conhecimentos linguísticos.
Para escrever as redações, os estudantes podem buscar inspiração nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – disponíveis aqui. Os textos devem ser em formato de carta, escritos a mão usando caneta esferográfica preta ou azul e conter, no máximo, 900 palavras. O jovem interessado em participar deve passar por uma seleção prévia em sua escola – cada unidade de ensino pode inscrever até duas produções.
O regulamento completo pode ser acessado nesta página.
Premiação
Os três primeiros colocados na fase estadual e as respectivas escolas recebem prêmios em dinheiro. O vencedor da fase nacional, além de ganhar um troféu e R$ 5 mil, vai representar o Brasil na disputa internacional. A escola levará R$ 10 mil.
Em 2016, mais de quatro mil escolas públicas e particulares de todo o país participaram do concurso. A vencedora da etapa nacional foi Laryssa da Silva Pinto, moradora de Porto de Trombetas (PA). Ela ficou com a menção honrosa na fase internacional da disputa.
Publicidade

O Brasil é a segunda nação em número de vitórias no Concurso Internacional de Redação de Cartas, com três medalhas de ouro. Está atrás apenas da China, que tem cinco triunfos.
Fonte: Topgyn

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Restaurantes Populares são alternativa saudável e econômica para famílias maranhenses.


Pelo menos três vezes por semana, o casal de autônomos Gracielma Fernandes e Luis Carlos Fernandes vai ao Restaurante Popular do bairro Sol e Mar, em São Luís, para realizar uma das principais refeições do dia, o almoço. A qualidade da comida, a proximidade de casa e a economia que fazem ao almoçar no local são os principais atrativos para o casal, que agora cuida da pequena Luisa, de 10 meses. O almoço no Restaurante Popular custa apenas R$ 2.
“É uma comida balanceada, tem nutricionista, é muito gostosa e também é barata e isso faz muita diferença para a gente que é autônomo, que não tem um salário certo ao final do mês e que tem uma criança para criar. É tudo muito caro e a economia que a gente faz aqui ajuda a comprarmos as fraldas durante o mês”, relatou Gracielma Fernandes.
Além deles, aproximadamente 1.000 pessoas almoçam diariamente no Restaurante Popular do Sol e Mar. Assim como nas outras 12 unidades mantidas pelo Governo do Maranhão, na capital e no interior, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), o objetivo é promover a segurança alimentar de maranhenses em todas as regiões do estado.
“Os Restaurantes Populares atendem mais de 13 mil pessoas diariamente e são parte da estratégia do Governo do Maranhão para promover a segurança alimentar. Assim como as Cozinhas Comunitárias, eles são os chamados equipamentos públicos de alimentação e nutrição e integram a Rede Operacional do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan)”, explicou a secretária adjunta de Segurança Alimentar da Sedes, Lourvídia Caldas.
Desde o início de 2015, a rede de restaurantes tem sido reestruturada e ampliada. Além do Sol e Mar, na Região Metropolitana de São Luís, os Restaurantes Populares também estão presentes nos bairros da Cidade Olímpica, Coroado, Liberdade, Anjo da Guarda, São Francisco, Maiobão e em outras regiões do estado como Chapadinha, Zé Doca, Lago da Pedra, Pedreiras, e os recém-inaugurados em Grajaú e Açailândia.
Saúde e economia
Beneficiado com a ampliação da rede de Restaurantes Populares, o pedreiro Raul Denis Serra Araújo, de 29 anos, almoça e janta no restaurante do Sol e Mar de segunda a sexta-feira há dois anos. Ele também frequenta a unidade em família, com o tio e o irmão. Paciente renal crônico que necessita realizar hemodiálise regularmente, Raul possui muitas restrições alimentares e encontrou no restaurante a oportunidade de comer uma alimentação adequada e com economia.
“Aqui é uma facilidade para eu me alimentar. Tenho muitas restrições alimentares por causa do tratamento e não posso comer comida pesada e aqui a comida não pesa no sal, tem os nutrientes que a gente precisa e é por isso que eu almoço e janto aqui está com dois anos”, contou.
Quando questionado sobre o preço do prato, Raul não esconde a satisfação. “O preço é bom demais, um PF (prato feito) aqui perto custa R$12,00 e aqui a gente só paga R$ 2,00. Em casa a gente gasta com gás, na feira está tudo caro e aqui só pago R$ 2,00 numa refeição que não me faz mal”, destacou.
A auxiliar de serviços gerais e de cozinha industrial Marise Farias, desempregada há 8 meses, nos dias em que não está distribuindo currículos, leva os filhos Letícia, de 12 anos, e José Wilson, de 11 anos, para almoçar no restaurante. Além dela, família inteira gostar da comida. Marise afirma que o restaurante ameniza a situação vivenciada por conta da crise econômica.
“Se não tivesse estaria tudo mais difícil, seria muito mais caro fazer a comida em casa. A gente economiza no gás e na comida que precisaria comprar. Ainda bem que nós temos esse restaurante aqui”, contou.
Os Restaurantes Populares funcionam regularmente de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h30 para o almoço e às 19h30 para o jantar. O preço da refeição custa apenas R$ 2,00, podendo qualquer pessoa frequentar a unidade, com prioridade para grupos sociais em situação de insegurança alimentar e nutricional.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A batalha de Jenipapo e o Tesouro de Fidié, retratados em livro!


O nosso Maranhão, berço de grandes escritores e escritoras, poetas e poetisas, vai ganhar nas suas galerias da boa leitura, um novo escritor de estilo da literatura moderna, trata-se do Engenheiro Agrônomo, Administrador Público e Economista Milton Campelo, nascido em Campo Maior no Piauí. 

Na sua primeira obra literária, O Tesouro de Fidié,  o escritor retrata revelações e questionamentos, ocorridos no processo revolucionário que culminou com a Batalha do Jenipapo, 13 de março de 1823.

Esta batalha foi decisiva para independência do Brasil, onde maranhenses e cearenses se juntaram ao povo Piauiense em resistência as tropas portuguesas lideradas pelo Major João José da Cunha Fidié.

Bem amig@s, basta agora adquiri-lo quando for lançado, abaixo vai um resumo da obra feita pelo próprio escritor e que faz parte da capa do seu livro.

Por Milton Campelo*

O que é o Tesouro de Fidié? Quem foi Fidié?

O tesouro e o personagem se encontram e desencontram, antes, durante e após a histórica Batalha de Jenipapo, que ocorreu no dia 13 de março de 1823 no leito seco do rio Jenipapo, em Campo Maior  no Piauí, quando soldados  da tropa portuguesa enfrentaram a resistência de homens e mulheres daqueles sertões, no mais sangrento episódio entre lusitanos e nativos pela posse do território brasileiro.

Por que a bandeira piauiense é o único pavilhão das unidades federativas que ostenta uma data em seu corpo, exatamente essa da Batalha do Jenipapo?
A narrativa retrata a força que resulta do sentimento de unidade do povo quando o poder estabelecido extrapola seus limites de dominação e de resiliência. A Batalha foi um exemplo autêntico da saga humana de resistência e sobrevivência altiva, típica daqueles que vivem nos rincões do mundo.
O sentimento de luta presente no confronto persiste até nossos dias, notadamente pelo pouco reconhecimento do episódio pela narrativa histórica oficial.
O conhecimento dos fatos envolvidos naquele 13 de março de 1823, pode levar o leitor a questionar as veracidades de um outro episódio, o do dia 07 de setembro de 1822, consagrado  pelos historiadores como marco central da independência do Brasil.
Quem são os principais personagens envolvidos na Batalha do Jenipapo?
Especula-se que cerca de 1.500 homens e mulheres armados com foices, espadas, chuços, facões e espingardas de caça enfrentaram as tropas portuguesas comandadas pelo Major João José da Cunha Fidié.
O comandante Fidié venceu a batalha, mas perdeu a valiosa carga que asseguraria a manutenção de sua campanha de guerra. Isso é lenda ou verdade?
Desvelar esse mistério é fundamental para compreender parte de nossa rica história e a bravura épica dos heróis anônimos do Jenipapo.
Se o “Tesouro de Fidié” foi apreendido e isto foi a causa principal do insucesso da missão portuguesa, onde foi parar esse tesouro? Afinal, o que é o tesouro de Fidié?

INFORMAÇÕES DO EVENTO:

Quando?

O lançamento da obra acontecerá, justamente no próximo dia 13 de março, onde a batalha do Jenipapo completará 194 anos. 

Onde?

Na Livraria Sofia, no Shopping Rio Anil




*Milton Campelo é Engenheiro Agrônomo pela UEMA, com especialização em Administração na UFBA e Economia na USP, Gestor do Banco do Brasil por 25 anos, nasceu em Campo Maior/PI.