sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A oligarquia Sarney quer voltar ao poder, elegendo Eduardo Braide em São Luís!!

Foto: clodoaldoferreira.com.br

Com a filiação de Eduardo Braide no Partido Podemos o Consórcio Sarney, Murad e Roberto Rocha ganha mais um reforço na briga eleitoral de várias cidades no nosso estado, incluída a Capital que devem centrar apoio na pré-candidatura de Eduardo Braide a prefeito de São Luís.

O Pré-candidato Eduardo Braide que pousa de "bom moço", ex-PMN, cada vez mais vai parecendo com os representantes da velha política oligárquica, essa reinou por quase 50 anos no nosso estado.

Foto: maranhãodagente.com
De discurso fácil, reciclado da família Braide, tal o Adriano do Sarney, agora assume de vez ser a melhor opção dos sarneyzistas, grupo esse que vislumbra voltar ao poder pela capital, tendo no comando "um jovem" aventureiro que faz questão de se mostrar igual ao Bolsonaro, apolítico, homem de bem e o baluarte do moralismo.

Na oposição ao Governo Flávio Dino, dissemina sua insensatez e ódio, nas lacunas de mazelas ainda existente, herdadas pelo grupo que lhe apoia, numa forma de rebaixar o governo Dino, na tentativa de manter-se bem nas pesquisas, se colocando como "salvador da pátria" e que resolverá tudo e que todos os nossos problema serão resolvidos.

Qual a fórmula mágica desse "bom moço"?

Enfrentando os desmandos do Governo Bolsonaro ou se aliando a ele?

Foto: imirante.com
Ser representante fiel dos Sarneys, Murads e Roberto Rocha?

Ser o representante no Maranhão do Senador Álvaro Dias, acusado de vários crimes, poupado pela Lava Jato por ser amigo do Moro?

Qual será mesmo o futuro da nossa cidade, tendo como prefeito, um político marionete da derrotada oligarquia e oriundo de família latifundiária da região do Pindaré?

Ou basta ser oposição ao Governo Flávio Dino e as forças progressistas?

As eleições estão chegando, vamos refletir e debater para entender quem representa quem nesse processo.

Brasil tem 11 milhões de jovens que não estudam nem trabalham

No Brasil, quase 11 milhões de jovens de 15 a 29 anos não estão ocupados no mercado de trabalho e nem estudando ou se qualificando, de acordo com a Pnad Contínua, suplemento Educação, realizada pelo IBGE. Esse grupo, que representa 23% da população do país nessa faixa etária, ficou conhecido como “nem-nem” – um termo que se tornou controverso e, por isso, seu uso vem sendo evitado.

Segundo Joana Costa, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o termo “nem-nem” é a variação da sigla Neet (Not in Education, Employment, or Training – algo como “fora da educação, do emprego e da qualificação profissional”). A expressão surgiu na Inglaterra, nos anos 1990, durante as primeiras discussões sobre os jovens que não trabalhavam nem estudavam.

Mas, para a economista, diferentemente da sigla inglesa – que usa termos técnicos e mais formais –, a expressão em português acabou ganhando um tom pejorativo, por passar a ideia de que esses jovens são ociosos e que estão nessa situação, simplesmente, por vontade própria. “O termo tanto em português (nem-nem) quanto em espanhol (nini) são ruins porque dão a ideia de que o problema é do jovem, como se ele não quisesse trabalhar ou estudar”, afirma.

“É como se você estivesse culpando o jovem pela situação, sem olhar para as barreiras que ele está encontrando”, destaca a economista. Joana é uma das autoras do capítulo brasileiro da pesquisa internacional Millennials na América Latina e no Caribe: Trabalhar ou Estudar?.

Barreiras

Confirme a analista da pesquisa do IBGE Marina Águas, afazeres domésticos e cuidados de pessoas estão entre as principais barreiras enfrentadas pelos jovens para continuar os estudos ou arrumar um trabalho remunerado. Essa questão atinge principalmente as mulheres, que são maioria nessa situação. “Ainda existe todo o estigma do que é o afazer doméstico. Como ele não é valorado como trabalho, parece que a pessoa fica em casa sem fazer nada. Mas isso pode ser muito custoso para a vida dela”, comenta.

A analista cita um exemplo para ilustrar o dilema dessa juventude sem oportunidades. “Imagina: a pessoa tem que arrumar a casa, fazer comida para a família, botar a marmita do marido, cuidar dos filhos... Bota tudo isso no papel. Imagina o salário que ela precisaria ter para colocar outra pessoa fazendo as mesmas tarefas e, ainda, valer a pena ir para o mercado de trabalho”.

É o caso da carioca Luiza Perminio, de 27 anos. Em 2017, uma gravidez não planejada fez a jovem largar a faculdade. Desde que seu filho nasceu, ela passou a se dedicar integralmente à criança e à casa. Luiza explica que, para conseguir trabalhar ou estudar, precisaria matricular o filho em uma creche e ainda contratar alguém para ficar com ele no restante do tempo. “Seria só para dizer que eu estou trabalhando, pois basicamente pagaria para trabalhar. E ainda seria um serviço que a pessoa não faria da mesma forma que eu faço”, destaca.

Expectativas para o futuro

Joana Costa afirma que tanto o desejo de voltar aos estudos e ao mercado de trabalho quanto a descrença de que vai conseguir estão presentes na maioria desses jovens. E nnão só no Brasil, como nos demais países analisados na pesquisa de que participou. “Eles têm expectativas baixas em relação aos outros jovens, pois acreditam que exercem menos poder sobre os acontecimentos da vida deles e que têm menor capacidade em resolver problemas, em alcançar objetivos de longo prazo”, explica.

De acordo com Joana, não é possível definir se a situação que esses jovens vivem é causa ou consequência da baixa expectativa. Mas, para a economista, essa não é a questão mais importante para ser resolvida. “Seja um, seja outro, isso pode ser uma barreira para esses jovens saírem dessa condição. Então as políticas educacionais têm que ser pensadas para ajudá-los a superá-las”, aponta.
Com informações da Revista Retratos (IBGE)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

“Negro de esquerda é escravo”, diz novo presidente da Fundação Palmares


Sergio Camargo, presidente da Fundação Palmares
Por Erick Mota*

O secretário especial de Cultura, Roberto Alvin, está promovendo mudanças nas principais pastas sob sua coordenação. Entre elas está a troca da direção da Fundação Palmares, responsável por resguardar e fomentar a cultura afro-brasileira. Saiu o presidente Vanderlei Lourenço, e foi nomeado para o lugar Sérgio Nascimento de Camargo. O novo mandatário da pasta tem um extenso histórico de embates com negros nas redes sociais. Dentre as polêmicas ditas por ele está uma publicação que afirma que "negro de esquerda é burro, é escravo".

O novo presidente da Fundação criada para resguardar a cultura negra no país, já criticou rap, funk, capoeira e seus adeptos.

Com uma postura semelhante à do ministro da Educação, Abraham Weintraub, Sérgio promete bloquear os "esquerdistas" do seu Facebook. "Reitero: todo esquerdista será bloqueado; todo comentário de esquerdista será excluído. Não perca seu tempo aqui. Não sirvo capim!", disse o novo presidente da Fundação Palmares.

Recentemente, dezenas de marcas de móveis lançaram uma campanha para não se usar mais o nome "criado-mudo" em seus móveis, pois, segundo historiadores, este nome remete aos negros que deveriam ficar ao lado de seus patrões, segurando seus objetos, sempre mudos. Mas para Sérgio isto é o cerceamento da liberdade de expressão. "Nossa liberdade de expressão não pode ser ditada pelos que enfiam crucifixos no ânus, cagam na rua e fazem criança tocar em peladão no museu.

Ignorem listas de palavras vetadas pela esquerda", disse o novo presidente da entidade criada, também, para combater o racismo.

Para Sergio, quem escravizou os negros, foram os próprios negros e por isso, não deve haver reparação histórica. "Negros sempre ESCRAVIZARAM negros. Escravizam até hoje na África. Quer reparação histórica? Vá cobrar no Congo! Boa sorte!", disse.




*Erick Mota - Jornalista formado pelo Centro Universitário UniOpet. Trabalhou na Gazeta do Povo, Em Cartaz, filadas da TV Band e Record no Paraná, além da TV Evangelizar. Foi freelancer no Correio Braziliense







quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Moradora de rua é morta a tiros após pedir R$ 1 a homem no Rio

Extra.globo.com
Um crime bárbaro foi registrado no Centro de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Uma moradora de rua foi assassinada com ao menos dois tiros, no fim da madrugada de sábado (16/11/2019). A Polícia Militar afirmou ao G1 que o crime teria ocorrido depois de ela pedir R$ 1 a um homem na rua.
No vídeo, Néia, como era conhecida na região, aparece falando e gesticulando. Ela vai em direção a um homem – identificado pela Polícia Civil como Aderbal Ramos de Castro -, que passa pelo local.
O homem se desvia dela, que então o acompanha. Em seguida, ele saca a arma e dá ao menos dois disparos. Uma mulher ainda tentou socorrê-la, acenando para um carro que passava pelo local, mas o motorista não parou.
Após o crime, o suspeito sai andando com a arma na mão, enquanto a vítima fica caída no meio da rua. De acordo com a Secretaria de Segurança do Rio, o homem está preso na Delegacia de Homicídios de Niterói.
Jornais locais informaram que Néia chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
FONTE: Metrópoles

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Na França, governadores do Nordeste apresentam oportunidades de negócios a 40 empresas



Os governadores do Nordeste iniciaram, nesta segunda-feira (18), a missão na Europa. Durante evento em Paris, o grupo apresentou a 40 empresários franceses um mapa de oportunidades de investimentos no Nordeste. Os empresários também puderam esclarecer dúvidas com os governadores e alguns apresentaram atuações que já possuem no Brasil. 

Essa é a primeira articulação internacional do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste). Para ampliar o fluxo de negócios com investidores europeus e fortalecer as relações de cooperação, o consórcio destaca o potencial de consumo e de desenvolvimento da região nordestina, que reúne 57,1 milhões de habitantes e tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 898,1 bilhões, equivalente a 14% do PIB brasileiro. ​

Na viagem à Europa, o objetivo dos governadores é atrair recursos para áreas integradoras, como sustentabilidade, infraestrutura, turismo, saúde, segurança pública, saneamento e energias limpas, inclusive com a perspectiva de abertura de parcerias público-privadas (PPP).​ O governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, mostrou aos franceses as oportunidades em segmentos como energia, conectividade, segurança, além da preservação de rios e nascentes. 

“Queremos com essa visita aumentar os números de nossa relação comercial com a Europa. O Nordeste é a região do Brasil que tem crescido acima da média. Temos 33 projetos para licitar em PPPs, representando R$ 27 bilhões em investimentos”. O diretor geral do tesouro francês, Cristophe Bories, disse que “ a França investe mais no Brasil do que na China. O Nordeste é uma região que tem três vezes a superfície da França e tem desafios e oportunidades para nossas empresas. As autoridades francesas estão mobilizadas para apoiar projetos no Brasil através de financiamentos. Podemos fazer vários tipos de cooperação entre a França e os estados do Nordeste”. 

Para Luis Cesar Gasser, representante do Itamaraty presente na reunião, o Governo Federal vê muito potencial nessa parceria do Nordeste com a Europa e está interessado em aprimorar o que for preciso para atrair mais investimentos estrangeiros. 

O membro do Movimento das Empresas da França (Medef), Gérard Wolf, se mostrou interessado em dar andamento às negociações e sugeriu uma reunião nos próximos meses em Salvador para aprofundar as discussões com as empresas francesas. 

“Essa missão mostra a importância da união dos estados do Nordeste, que enfrentam desafios semelhantes, e que atuam juntos para avançar nas soluções. Estamos mostrando as potencialidades do Nordeste para o mundo em busca de novas parcerias e novas oportunidades de negócios”, comentou o governador do Ceará, Camilo Santana. 

​Organizado pelo Medef, o evento ocorreu na sede do Ministério da Economia e Finanças da França. Após a apresentação e conversa com os empresários, os governadores se reuniram com o ministro francês Bruno Le Maire. ​ ​

Além de Paris, o grupo estará em Roma, na quarta-feira (20), e em Berlim, na quinta (21) e sexta-feira (22). Participam da missão os governadores Rui Costa (Bahia),Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), assim como o vice-governador Carlos Brandão (Maranhão). O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, não viajou por motivos de saúde e está representado na missão pelo superintendente de Parcerias Público Privadas, Oliveira Junior.

FONTE: Brasil 247

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Lula precisa ser solto imediatamente após decisão do STF, diz jurista

Apoio a Vigília de Lula Livre - Sinasefe

O ex-presidente Lula deve ser solto a qualquer momento após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária a prisão em segunda instância. Na visão do advogado Gustavo Polido, especialista em Direito Penal e Processo Penal, a decisão do STF tem efeito imediato. "Mas provavelmente, por ser o caso que é, vão mandar para publicação no diário oficial e após a publicação terá validade", avalia o advogado.

O ex-presidente foi preso após receber condenação em segundo grau pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no caso do triplex do Guarujá. Como o julgamento do STF foi de repercussão geral, todos os processos em que tiverem presos nesta situação do ex-presidente Lula, o juiz deveria soltar de ofício, ou seja, sem a necessidade da defesa entrar com pedido.

"Na prática o que deveria acontecer: todos os juízes de primeiro grau que tem presos em primeiro recurso ou tribunal, deveriam sozinhos mandar soltar os presos sem que a defesa se manifeste.
Mas como tem muitos presos, os advogados precisarão entrar em contato com o juiz ou tribunal", relata Gustavo.

De maneira geral, o magistrado tem até cinco dias para analisar petições, porém, por se tratar de um réu preso, a análise do pedido deve ser imediata.

Para Gustavo Polido não há argumentos jurídicos para manter o ex-presidente Lula preso após a decisão do STF desta quinta-feira (7). "Não haveria argumento jurídico para manter a prisão dele e nem a de ninguém que está preso em segundo grau", afirmou.

Condenados em segunda instância

Além do ex-presidente Lula, outros 37 condenados pela operação também sofreriam impactos positivos com uma mudança de entendimento, de acordo com nota da força-tarefa, que se pronunciou a favor da prisão em segunda instância.

Além dos procuradores da Lava Jato, movimentos sociais e políticos também reagiram ao julgamento no Supremo. Quando foi divulgado que o assunto seria analisado, a Comissão de Constituição de Justiça da Câmara colocou em pauta um projeto de lei que prevê a prisão em segunda instância. Já um grupo de 41 senadores entregou nesta semana uma carta ao presidente da Corte pedindo que ele vote a favor da prisão em segunda instância.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bolsonaro diz ter afinidade com príncipe saudita envolvido em assassinato de jornalista


(Foto: PR | Reprodução)

Após uma reunião com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, Jair Bolsonaro afirmou ter  “certa afinidade com o príncipe”, que é suspeito de mandar assassinar o jornalista Jamal Khashoggi, morto no interior das dependências da embaixada da Arábia Saudita na Turquia. 

Nesta segunda-feira (28), Bolsonaro participou de um jantar com o príncipe saudita e nesta terça-feira (29) deverá voltar a se encontrar com Salman para uma reunião de negócios. "Tenho uma certa afinidade com o príncipe. Em especial depois do encontro em Osaka”, disse Bolsonaro após o encontro. 

Em um relatório datado de junho, a ONU diz existirem "provas confiáveis" da participação de Mohammed bin Salman na morte do jornalista. 
Confira o Twitter da BBC sobre o assunto. 
Foi assim que @JairBolsonaro respondeu à pergunta de uma repórter sobre a pauta dos encontros dele com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, logo mais em Riade, Arábia Saudita. Leia:
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FONTE: Brasil 247

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Eduardo Bolsonaro sai correndo para fugir da imprensa na Câmara; veja o vídeo

Eduardo Bolsonaro correu feito um maluco em pleno congresso (Foto: Erick Mota)

Após lutar e conseguir destituir o líder do PSL na Câmara e assumir seu lugar, Eduardo Bolsonaro (SP) saiu correndo para fugir da imprensa. Ele apareceu no Plenário da Câmara de surpresa e fez uma fala breve contra o Foro de São Paulo. Quando a imprensa foi abordá-lo, ele correu, e muito, por três anexos do Congresso Nacional. O deputado esbarrou em pessoas. Seu segurança deixou um celular cair pelo caminho.

Antes de o filho do presidente da República deixar o Plenário, a deputada Caroline De Toni (PSL-SC) tentou despistar a imprensa e saiu pela entrada principal. Ao chegar no Salão Verde, ela também tentou correr. Ao perceber que a imprensa não estava atrás dela, parou e perguntou: "De quem vocês estão atrás?". Logo na frente estava Eduardo Bolsonaro, que começou a correr.


Os jornalistas foram atrás do deputado. Começou então uma correria na Câmara. No vídeo, é possível ver que o deputado só parou de correr ao descer as escadas que dão acesso ao Anexo 4.

Eduardo, assumiu a liderança do PSL na última segunda (21), após uma guerra de listas dos deputados da legenda para decidir quem ficaria com o cargo na Câmara.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Líder bolsonarista é condenado à prisão por abusar de menina de dez anos


De acordo com a sentença: “o réu praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, menor de 14 anos de idade, consistentes em retirar a roupa desta e esfregar o pênis na menina e em agarrá-la por trás e passar a mão em sua vagina”

O músico bolsonarista Fred Pontes, que também é presidente da Associação Nacional dos Conservadores (Acons), acaba de ser condenado em definitivo a 6 anos de reclusão por atentado violento ao pudor (hoje crime análogo à estupro de vulnerável).

A vítima, aluna do Colégio da Polícia Militar e que na época tinha dez anos, acusou Fred Pontes, que tinha 30 anos, de tê-la abordado com o intuito de que ela pegasse no seu órgão sexual. O crime aconteceu na casa de Fred. A menina era aluna de sua mãe.

Fred Pontes já havia recebido a sentença em outubro do ano passado. Recorreu, mas o Tribunal de Justiça da Bahia – por unanimidade – acaba de negar a apelação e manteve a decisão do juiz Paulo Ney de Araújo:

“Condenação confirmada porque a prova carreada aos autos demonstra, de forma segura e conclusiva, que o réu praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, menor de 14 anos de idade, consistentes em retirar a roupa desta e esfregar o pênis na menina e em agarrá-la por trás e passar a mão em sua vagina, condutas que caracterizaram os delitos de atentado violento contra o pudor com violência presumida pelos quais foi corretamente condenado.”

Encrenqueiro conhecido

Fred Pontes é um conhecido encrenqueiro em Juazeiro do Norte. Já foi acusado, entre outros casos, de agredir uma jovem pelas redes sociais. Alertado sobre o risco de responder a processo judicial, ele respondeu: “Vc sabe a qts eu respondo?” Uma jovem estudante de 18 anos, que mora em Juazeiro e estuda Artes Visuais na Univasf, manifestou sua opinião sobre aborto no Facebook, quando ele fez ataques, com termos chulos e agressivos.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Dinheiro, poder e intrigas: o que está por trás da crise do PSL

Declarações de Bolsonaro sinalizam possível rompimento com Bivar e o PSL

A tentativa do presidente Jair Bolsonaro de se descolar do PSL se espalhou como um rastilho de pólvora dentro da bancada do partido, uma das mais belicosas do Congresso. A declaração dada nesta terça-feira (8) por Bolsonaro – de que o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), está “queimado pra caramba” e que é melhor esquecer o PSL – deflagrou uma lista de apoio ao presidente, outra de solidariedade a Bivar, troca de acusações entre diferentes alas, briga por dinheiro e racha entre calouros e veteranos.
Em sua quinta legenda, Bolsonaro tem histórico de relações complexas com partidos políticos. Como vereador e deputado federal, construiu sua trajetória ignorando a orientação partidária em votações e atacando as agremiações em seus discursos. Nas vezes anteriores, porém, era mero coadjuvante.
Bolsonaro está cercado de um grupo de parlamentares que reivindica que Bivar abra mão da presidência do partido que criou há mais de duas décadas e a ceda a um homem de confiança do presidente, a exemplo do que ocorreu na campanha presidencial, quando Gustavo Bebbiano comandou o partido apenas no período eleitoral.
Aliados de Bolsonaro alegam que Bivar não está preocupado com o presidente, mas com o destino dos milionários fundos partidário e eleitoral a que o PSL terá acesso em função do número de vagas conquistadas na Câmara, ocupadas – lembram eles – graças à onda bolsonarista. Estima-se que o partido receberá, apenas em 2020, mais de R$ 300 milhões somados os recursos dos dois fundos.
Já a ala que defende Bivar vê o movimento de Bolsonaro como uma traição. Para eles, não há como admitir que o deputado pernambucano, que abriu as portas da legenda para Bolsonaro disputar as eleições, seja deposto por pessoas que ingressaram recentemente no partido.
Bivar queimado? Ala do PSL questiona decisão de Bolsonaro de manter ministro
denunciado por candidatas laranjas
O grupo também não aceita perder o controle sobre recursos públicos para campanhas eleitorais. Alegam que os dois casos de corrupção que mais deixaram o partido “queimado” – palavra usada pelo presidente para se referir a Bivar – estão no quintal dele: as suspeitas de corrupção em torno do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ambas tratadas com indiferença pelo presidente.
Confira, no vídeo, a declaração de Bolsonaro que causou toda a polêmica:
O deputado Junior Bozzella (PSL-SP) é o porta-voz do grupo que apoia Bivar. Ele diz que não há por que a legenda se opor a uma eventual saída de Bolsonaro da sigla. “Não consigo encontrar outro entendimento para Bolsonaro querer deixar o PSL que não seja essa questão que envolve o dinheiro do partido. O PSL defende 100% o governo nas votações, faz gestos financeiros e políticos através do Bivar. Essa questão de ter o controle do partido não vai levar a lugar algum. O presidente tem quatro anos pela frente, o PSL tem uma vida”, afirmou.
Bozzella: "Não consigo encontrar outro entendimento para Bolsonaro querer deixar o
PSL que não seja essa questão que envolve o dinheiro do partido"
Bozzella diz que Bivar fez concessões aos diretórios paulista e fluminense do PSL, contrariando até mesmo o estatuto partidário, para atender a interesses paroquiais dos filhos do presidente, Flávio e o deputado Eduardo Bolsonaro (SP). “Bivar entregou a chave do PSL, do fundo e do controle partidário, e a segurança jurídica [da legenda] ao presidente. Fatalmente ele seria sabotado em outro partido”, defendeu o parlamentar, que ressalta que entrou no PSL quase dois anos antes do presidente.
Para o deputado paulista, Bolsonaro corre o risco de repetir um erro que o PT e os ex-presidentes Lula e Dilma cometeram. “Eles erraram quando confundiram o Palácio com o partido. O presidente não pode misturar as pautas. Ele tem de tocar o país”, disse.
“Ou entrega ou saímos”
O deputado Bibo Nunes (RS), que há meses expressa publicamente seu descontentamento com Bivar e o PSL, considera que só há duas alternativas em jogo. “Ou o Bivar entrega o partido para o Bolsonaro ou sairemos do PSL”, disse ao Congresso em Foco. “Não é Bolsonaro que está preso ao partido. É o partido que está preso a Bolsonaro. Trocar de partido não é coisa de outro mundo”, acrescentou.
Bibo, que flerta com o Patriota, afirma que, se resolver deixar o PSL, Bolsonaro será acompanhado por mais de 35 dos 53 deputados. Para o gaúcho, falta respeito por parte do comando da sigla em relação ao presidente. “Quem é do PSL e cobra o presidente tem é que se declarar oposição”, protestou. O Patriota é apontado por ele como um possível destino do presidente caso decida deixar o PSL. “Ele deu nome ao partido, antigo PEN, quando quase se filiou”, contou.
Ele acusa o grupo de Bivar de ter olhos apenas para os fundos partidário e eleitoral. “Eles abriram o partido para o Bolsonaro prometendo que agiriam diferente. Mas deram sala e cargos comissionados para o Alexandre Frota [que se filiou ao PSDB após ser expulso do PSL] atacar o presidente em plenário e em entrevistas. Isso é ser parceiro? Estão preocupados com dinheiro. Bolsonaro não é ‘dinheirista’”, atacou.
Deputados do PSL insatisfeitos com a atual direção ainda discutem uma estratégia em comum. Pela legislação eleitoral, o mandato deles pertence ao partido. Para não serem cassado por infidelidade partidária,  eles precisam apresentar uma justa causa, como comprovar que são perseguidos politicamente ou que estão indo para uma nova legenda. Para muitos deles, esse é o caminho mais seguro para a manutenção de seus mandatos.

Veja a festa de filiação de Bolsonaro ao PSL:
“Mais sozinho”
Gustavo Bebbiano, que presidiu o PSL durante a campanha eleitoral, disse ao Congresso em Foco que não vê motivo para a ameaça de debandada de Bolsonaro. "Até onde sei, o Bivar cumpriu tudo o que combinou. O PSL acolheu o Jair e viabilizou a sua eleição. Não acho correto falar assim de um aliado. Não mesmo!", declarou. "O Jair parece fazer questão de ficar cada vez mais sozinho. Não é assim que se faz política", emendou o advogado, demitido da Secretaria-Geral da Presidência após se desentender com o presidente e um de seus filhos.
Os líderes do PSL na Câmara e no Senado também manifestara incredulidade com as declarações do presidente. O senador Major Olimpio (SP) disse ter ficado “perplexo” com os comentários de Bolsonaro. “Eu não vejo motivos, se tiver qualquer circunstância é mais fácil resolver qualquer circunstância ou desacordo do que ele sair”, declarou. “Pegou a todos de calças curtas”, acrescentou.
Líder da bancada na Câmara, Delegado Waldir (GO) foi duro ao rebater o comentário do presidente. “Como você fala do quintal alheio se o seu quintal está sujo? As candidaturas em Minas Gerais e Pernambuco estão sendo investigadas. Mas o filho do presidente também", declarou ao site da revista Época. "Bolsonaro não está algemado no PSL, não. Aqui não tem ninguém amarrado. Candidatos majoritários, como o presidente, governadores e senadores, têm liberdade para trocar de partido quando quiserem", destacou.
FONTE E CRÉDITOS DE FOTOS: Congresso em Foco