segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Parabéns profissionais da saúde, Maranhão continua em baixa os casos de Covid


No Maranhão, segundo o último boletim oficial do dia 07/11, dos 197.056 de casos confirmados,188.137 já estão curadostemos que que se preocupar com o número de casos de pessoas suspeitas e novos casos com o COVID 19 que coincidem com a maior flexibilização dos serviços, liberados pelo governo estadual, como indicam os últimos boletins, fornecido pela SES. 

Repetindo um dado importante no nosso estado, hoje temos 197.056 curados contra 4.539 em tratamento em casa e nos hospitais.

Sobre os casos de suspeitos que haviam estabilizados, a média caiu mais um pouco nesses últimos 07 dias, agora é de 5.799 e os novos casos continua caindo, chegou a 267 de média na semana. Sobre o número de óbitos, já chegou a 4.380, sendo que nos últimos 07 dias, 36 pessoas perderam a vida, a média continua em 7 óbitos na semana, esses dados são referentes aos boletins, fornecidos pela SES de 07/12 a 14/12(não temos registros do dia 08/12)veja a relação abaixo:

Casos suspeitos:

Dia 07/12 - 6.484
Dia 08/12 - 
Dia 09/12 - 6.426
Dia 10/12 - 6.067
Dia 11/12 - 5.426
Dia 12/12 - 5.203
Dia 13/12 - 5.188

Média: 5.799

Novos casos:

Dia 07/12 - 135
Dia 08/12 - 
Dia 09/12 - 369
Dia 10/12 - 488
Dia 11/12 - 402
Dia 12/12 - 158
Dia 13/12 - 050

Média: 267

Casos de óbitos:

Dia 07/12 - 4.344 (05)
Dia 08/12 - 
Dia 09/12 - 4.355 (11)
Dia 10/12 - 4.362 (07)
Dia 11/12 - 4.368 (06)
Dia 12/12 - 4.375 (07)
Dia 13/12 - 4.380 (05)

Média: 7

Houve uma considerável flexibilização pelo governo do estado quanto a abertura de vários estabelecimentos comercias, devido a baixa incidência de casos com a pandemia e não é por isso que devemos relaxar com as recomendações estabelecidas pela autoridades da saúde e do governo, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa.

Até no final dessa semana, devemos passar dos 190.000 curados, segundo informações médicas nos hospitais. No total já contraíram a doença, 195.221 pessoas.

O Maranhão continua sendo uns dos primeiros estados da federação com mais testes realizados, já são 467.931 testes e o primeiro proporcionalmente.

Estamos no caminho certo nas medidas aplicadas pelos governos estadual e municipais , boa parte da população tem que voltar a fazer sua parte.

Não é por isso que devemos relaxar com as recomendações das autoridades da saúde e do governo estadual, repetimos, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa, ainda existem muitos doentes e suspeitos.

O blog agradece o governo do estado, comandado pelo Governador Flávio Dino e a todos os profissionais da saúde, na liderança do Secretário Carlos Lula pelo ótimo trabalho que vem sendo realizado.

Veja o boletim do dia 14/12 completo aqui

FONTE: SES

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Plataforma repudia articulações do Ministério da Saúde para desmonte da rede de cuidado a pessoas que usam drogas

Foto: Amanda Oliveira CC BY-NC-SA 2.0

NOTA DE REPÚDIO AO DESMONTE NA REDE DE CUIDADO A PESSOAS QUE USAM DROGAS

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas tem acompanhado, com muita preocupação, as articulações que vêm sendo feitas pelo governo federal, através do Ministério da Saúde em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP -, para revogar portarias importantes que implementam serviços de atenção e cuidado em saúde mental, álcool e outras drogas.

A proposta retrocede 30 anos de avanços da reforma psiquiátrica brasileira.

O governo brasileiro ataca conquistas históricas, frutos de um acúmulo da luta de usuários, profissionais e gestores em duas grandes conferências nacionais de saúde mental, além das conferências de saúde.

Ao optar por debater e deliberar em espaços sem participação política não alinhada ao governo e sem qualquer espécie de controle social, impediu-se o diálogo entre trabalhadores, usuários e diversos movimentos sociais que ajudaram a construir a política nacional de saúde mental, marco nacional e referência internacional no modelo de atenção assistencial.

Para além de acabar com os manicômios, o fechamento dos hospitais psiquiátricos, significou a garantia de cidadania a diversas pessoas que deveriam ser cuidadas, mas foram torturadas por esse modelo hospitalocêntrico.

“Manicômio não cura, manicômio tortura” foi um dos grandes motes de mobilizações diversas pelo fim de um modelo de cuidado que violentava a liberdade e o direito a construção cidadã.

Estava ali posto o desafio da construção de um cuidado pautado na garantia dos direitos humanos, na autonomia, na escuta das demandas de quem sofre, na pactuação de cuidados que atendam as diversidades.

É um ataque à democracia na medida em que exclui a participação social e ignora todas as conferências de saúde e saúde mental.

A desinstitucionalização e a queda dos manicômios procede a implementação de serviços substitutivos ao hospital, ordenando o cuidado do hospital para a comunidade.

Estes serviços são: Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS – AD, Serviços residenciais terapêuticos – SRT, Programa de volta pra Casa, Consultórios na Rua, Unidades de Acolhimento Transitório, serviços de urgência e emergência, leitos de saúde mental em hospitais gerais, Centros de Convivência Arte e Cultura, Iniciativas de Economia solidária e inserção produtiva no mercado de trabalho. Os serviços de base territorial, tem a função de ocupar a cidade, e dessa forma cuidar no espaço possível para o sujeito.

A PBPD vem a público repudiar as propostas de mudanças no modelo assistencial em saúde mental, com base nas “Diretrizes para um Modelo de Atenção Integral em Saúde Mental no Brasil”, apresentadas recentemente pelo Ministério da Saúde.

O documento representa um grave retrocesso, sustentado por um modelo biomédico psiquiátrico, proibicionista, centralizador e hospitalocêntrico.

A Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas vem sofrendo ataques constantes desde sua elaboração, aprofundados nos últimos cinco anos, por meio do desmonte da Rede de Atenção e do fortalecimento de políticas segregadoras, marcadas pela ascensão das comunidades terapêuticas e de financiamento público voltados à internação da população em situação de rua e de adolescentes.

Isso desconsidera o processo histórico e político-legislativo de avanços de uma Política desinstitucionalizante e antimanicomial, conquistada por ampla mobilização e participação social.

O contexto pandêmico deveria estimular o governo a adotar medidas ainda mais inclusivas e não privativas de liberdades e violadora de direitos.

O período estendido de isolamento e distanciamento social vivido por brasileiras e brasileiros inevitavelmente trará impactos à saúde mental e, mais do que nunca, precisamos de investimentos no cuidado em liberdade e de base comunitária.

Temos também o desafio de fortalecer os serviços de cuidado para pessoas que não têm domicílio nem recursos para manter as medidas preventivas de isolamento social e entendemos que serviços como o Consultório na Rua desempenham o papel crucial de produzir cuidado na rua durante a pandemia.

Coerção com compaixão é apenas um eufemismo para tortura.

Sem respeito aos direitos humanos, não pode haver política de saúde mental.

Liberdade é uma questão de saúde pública!

São Paulo, 10 dezembro de 2020

Plataforma Brasileira de Política de Drogas

FONTE: Viomundo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

No Maranhão a pandemia está estabilizada com queda no número de óbitos

Foto: Poder 360

No Maranhão, segundo o último boletim oficial do dia 07/11, dos 195.221 de casos confirmados,186.792 já estão curadostemos que que se preocupar com o número de casos de pessoas suspeitas e novos casos com o COVID 19 que coincidem com a maior flexibilização dos serviços, liberados pelo governo estadual, como indicam os últimos boletins, fornecido pela SES. 

Repetindo um dado importante no nosso estado, hoje temos 195.221 curados contra 4.085 em tratamento em casa e nos hospitais.

Sobre os casos de suspeitos que haviam estabilizados, a média caiu um pouco nesses últimos 07 dias, agora é de 7.488 e os novos casos caíram quase 50%, chegou a 294 de média na semana. Sobre o número de óbitos, já chegou a 4.344, sendo que nos últimos 07 dias, 48 pessoas perderam a vida, a média caiu para 7 óbitos na semana, esses dados são referentes aos boletins, fornecidos pela SES de 01/12 a 07/12, veja a relação abaixo:

Casos suspeitos:

Dia 01/12 - 7.903
Dia 02/12 - 7.861
Dia 03/12 - 7.824
Dia 04/12 - 7.780
Dia 05/12 - 7.759
Dia 06/12 - 6.806
Dia 07/12 - 6.484

Média: 7.488

Novos casos:

Dia 01/12 - 380
Dia 02/12 - 333
Dia 03/12 - 447
Dia 04/12 - 480
Dia 05/12 - 220
Dia 06/12 - 066
Dia 07/12 - 135

Média: 294

Casos de óbitos:

Dia 01/12 - 4.305 (09)
Dia 02/12 - 4.313 (08)
Dia 03/12 - 4.322 (09)
Dia 04/12 - 4.330 (08)
Dia 05/12 - 4.335 (05)
Dia 06/12 - 4.339 (04)
Dia 07/12 - 4.344 (05)

Média: 7

Houve uma considerável flexibilização pelo governo do estado quanto a abertura de vários estabelecimentos comercias, devido a baixa incidência de casos com a pandemia e não é por isso que devemos relaxar com as recomendações estabelecidas pela autoridades da saúde e do governo, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa.

Até no final dessa semana, devemos passar dos 190.000 curados, segundo informações médicas nos hospitais. No total já contraíram a doença, 195.221 pessoas.

O Maranhão continua sendo uns dos primeiros estados da federação com mais testes realizados, já são 461.590 testes e o primeiro proporcionalmente.

Estamos no caminho certo nas medidas aplicadas pelos governos estadual e municipais , boa parte da população tem que voltar a fazer sua parte.

Não é por isso que devemos relaxar com as recomendações das autoridades da saúde e do governo estadual, repetimos, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa, ainda existem muitos doentes e suspeitos.

O blog agradece o governo do estado, comandado pelo Governador Flávio Dino e a todos os profissionais da saúde, na liderança do Secretário Carlos Lula pelo ótimo trabalho que vem sendo realizado.

Veja o boletim do dia 07/12 completo aqui

FONTE: SES

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Candidata que fez campanha sob proteção é assassinada.

Leila Arruda (Reprodução/Facebook)

Candidata pelo PT à Prefeitura de Curralinho, interior do Pará, a pedagoga Leila Arruda, 49, andou dezenas de comunidades ribeirinhas em busca de apoio para as causas que defendia durante os 45 dias de campanha. O que os eleitores e demais apoiadores não imaginavam é que a candidata percorria os rios em estado de alerta, com uma medida protetiva que a deveria manter a salvo do ex-marido, Boaventura Dias.

Ele não aceitava o fim da relação. E, por isso, ao longo de um mês e meio, a pedagoga buscou não andar sozinha em nenhum momento. Apesar de o ex-marido não morar em Curralinho, era um sinal de prevenção.

Leila ficou em terceiro lugar na disputa pelo comando da cidade, com pouco mais de 3.000 votos. Cleber Edson dos Santos Rodrigues (PSD), 67, venceu com 7.236. Quatro dias depois do resultado, Leila foi assassinada em Belém.

De acordo com a família, Leila e Boaventura terminaram o casamento em 2017, depois de 26 anos de união. Eles moravam em Belém, mas se conheceram ainda jovens em Curralinho, pequena cidade de 26 mil habitantes do Arquipélago de Marajó, no Pará.

Ribeirinha, Leila queria usar política para ajudar mulheres

Leila era filha de uma professora com um agricultor de Curralinho. Ela nasceu às margens do rio Paramirim e se criou à beira do Mutuacá. De acordo com o irmão, a vítima saiu aos 10 anos da região para morar sozinha com a irmã mais velha, em Belém, em busca de estudos, depois de ser alfabetizada em casa pela mãe.

“Nossa mãe era professora da comunidade, e sempre trabalhamos com a agricultura, principalmente com a produção de farinha de mandioca”, lembra o irmão.

Arruda conta que Leila estudou em conventos até o fim da adolescência. Aos 20, ingressou no PT e se formou em pedagogia na Universidade Federal do Pará (UFPA), se especializando em educação de crianças especiais.
Antes de morrer, a vítima trabalhava no Hospital de Clínicas Gaspar Viana, na capital paraense, e coordenava o Movimento de Mulheres Empreendedoras da Amazônia (Moema). A intenção de Leila, frisa o irmão, era tornar as mulheres independentes financeiramente dos maridos.

“Ela veio para Belém buscar uma vida melhor para si e para os filhos. Com isso, se envolveu em movimentos sociais e fundou a Moema, que ajudava as mulheres a terem renda própria. Ela conseguiu isso através de outras amigas e da nossa irmã mais velha”, ressalta.

De acordo com Arruda, uma das bandeiras de Leila durante a campanha era proporcionar mais políticas públicas às mulheres de Curralinho, município que tem 5.503 famílias cadastradas no Bolsa Família, sendo que desses, 94,3% dos responsáveis familiares são do sexo feminino.

“Depois que graduou os filhos, um em engenharia elétrica e outro em engenharia mecânica, estava animada com a campanha para vereadora, mas o partido acabou decidindo pelo nome dela para prefeita. Isso a fez percorrer o município todo defendo as suas bandeiras, que era a melhoria da saúde, educação inclusiva, ampliação do serviço social, agricultura familiar como geradora de renda e criação de programas específicos de políticas para as mulheres”, diz o irmão.

Veja matéria completa aqui

Fonte: Pragmatismo Político

domingo, 6 de dezembro de 2020

Governo Bolsonaro revogará portarias e encerrará programas de saúde mental no SUS

Foto: Carolina Antunes/PR
Por Eduardo Barretto

Em meio à pandemia, o Ministério da Saúde prepara um revogaço de cerca de cem portarias sobre saúde mental, editadas entre 1991 a 2014, ameaçando diversos programas e serviços do setor.

Estão em risco o programa anual de reestruturação da assistência psiquiátrica hospitalar no SUS; as equipes de Consultório na Rua; o Serviço Residencial Terapêutico; e a Comissão de Acompanhamento do Programa De Volta para Casa.

Leia: Ministério da Saúde contrariou técnicos ao barrar ajuda de Médicos Sem Fronteiras a indígenas

Também corre risco a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.

O Consultório na Rua busca ampliar o acesso da população em situação de rua ao serviços de saúde.

Já o programa De Volta para Casa e o Serviço Residencial Terapêutico visam a reabilitar psicossocialmente pacientes submetidos a longas internações psiquiátricas.

Autoridades de Saúde estaduais estão receosas com a possibilidade de um desmonte de políticas públicas de saúde mental durante uma crise histórica na saúde brasileira. 

Outra preocupação é o calendário: se o revogaço for executado nas próximas semanas, STF e o Congresso Nacional estão em recesso, o que dificultaria eventuais reações e questionamentos.

Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu.

Fonte: Revista Época

sábado, 5 de dezembro de 2020

Nosso blog volta a acompanhar quadro da Pandemia no Maranhão


No
Maranhão, segundo o último boletim oficial, dos 194.800 de casos confirmados,186.542 já estão curadostemos que que se preocupar com o número de casos de pessoas suspeitas e novos casos com o COVID 19 que coincidem com a maior flexibilização dos serviços, liberados pelo governo estadual, como indicam os últimos boletins, fornecido pela SES. 

Repetindo um dado importante no nosso estado, hoje temos 194.800 curados contra 3.928 em tratamento em casa e nos hospitais.

Sobre os casos de suspeitos que haviam diminuído, a média estabilizou nesses últimos 04 dias, agora é de 7.842 e os casos novos, chegam a 410 de média diária. Sobre o número de óbitos, já chegou a 4.330, sendo que nos últimos 04 dias, 34 pessoas perderam a vida, a média é de 8,5 óbitos diários, esses dados são referentes aos boletins, fornecidos pela SES de 01/12 a 04/12, veja a relação abaixo:

Casos suspeitos:

Dia 01/12 - 7.903
Dia 02/12 - 7.861
Dia 03/12 - 7.824
Dia 04/12 - 7.780

Média: 7.842

Novos casos:

Dia 01/12 - 380
Dia 02/12 - 333
Dia 03/12 - 447
Dia 04/12 - 480

Média: 410

Casos de óbitos:

Dia 01/12 - 4.305 (09)
Dia 02/12 - 4.313 (08)
Dia 03/12 - 4.322 (09)
Dia 04/12 - 4.330 (08)

Média: 8,5


Houve uma considerável flexibilização pelo governo do estado quanto a abertura de vários estabelecimentos comercias, devido a baixa incidência de casos com a pandemia e não é por isso que devemos relaxar com as recomendações estabelecidas pela autoridades da saúde e do governo, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa.

Até no início da semana que vem, devemos passar dos 190.000 curados, segundo informações médicas nos hospitais. No total já contraíram a doença, 194.800 pessoas.

O Maranhão continua sendo uns dos primeiros estados da federação com mais testes realizados, já são 459.440 testes e o primeiro proporcionalmente.

Estamos no caminho certo nas medidas aplicadas pelos governos estadual e municipais , boa parte da população tem que voltar a fazer sua parte.

Não é por isso que devemos relaxar com as recomendações das autoridades da saúde e do governo estadual, repetimos, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa, ainda existem muitos doentes e suspeitos.

O blog agradece o governo do estado, comandado pelo Governador Flávio Dino e a todos os profissionais da saúde, na liderança do Secretário Carlos Lula pelo ótimo trabalho que vem sendo realizado.

Veja o boletim do dia 04/12 completo aqui

FONTE: SES

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Obesos e desnutridos: 56% dos bebês tomam refrigerante até em mamadeira

Foto: Portal Raízes

A fome é o maior problema solucionável do mundo, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos, da ONU. As Nações Unidas publicaram, no início deste ano uma lista sobre as 10 coisas que todos devem saber a respeito da fome.

A fome é gorda: nossas crianças são obesas e desnutridas

“No Brasil, a fome é gorda. Não se encontra, pelo interior, crianças esquálidas, magérrimas, como as fotos que se vê da África. E, sim, crianças barrigudas, cheias de vermes, com distúrbios glandulares, devido à falta de nutrientes essenciais.

Assim, há crianças e adultos obesos e famintos, pois comem apenas um ou dois alimentos, como a mandioca, o que caracteriza o estado de desnutrição.

Nossas crianças estão sendo envenenadas, e ainda há escolas que abrem suas portas à redes de lanchonetes, o que é o mesmo que abri-las a um assassino portando armas.

Os dados oficiais demonstram que, em nosso país, pelo menos 30% das crianças apresentam sobrepeso, e 15% são obesas – um crescimento em progressão geométrica.

O plano que o governo precisa estabelecer é proibir a publicidade de alimentos nocivos à saúde da população, principalmente das crianças, como refrigerantes, achocolatados, frituras e outras guloseimas em geral.

Países como o Chile, a França e a Inglaterra já restringem a veiculação de propaganda dos alimentos nocivos. No Brasil, o que a Vigilância Sanitária libera o Ministério da Saúde assume, gastando recursos altíssimos com doenças evitáveis.

Especialistas e instituições creditam à indústria alimentícia a explosão da obesidade nacional e mundial. Portanto, o caminho necessário é controlar a elaboração dos alimentos desde a fonte.

O primeiro passo é proibir a fabricação de alimentos com alto teor de sódio, excesso de açúcar e gorduras saturadas. O segundo, obrigar as escolas a fazerem educação nutricional.

Na escola aprendemos muito, mas nem todo dia utilizamos o que aprendemos de matemática, de geografia, de química. No entanto, nos alimentamos várias vezes ao dia, sem noção da qualidade do que ingerimos e muito menos da reação do organismo ao alimento ingerido.

A publicidade – infantil e adulta – tem muita participação e responsabilidade na epidemia de obesidade porque cria hábitos de consumo desde os primeiros anos de vida.

Está provado que um alimento promovido maciçamente na televisão e na internet tem aumento de consumo de até 134%. O massacre publicitário induz as pessoas a comerem pelos olhos, e não pela barriga”. (Fonte)

56% das crianças com menos de 1 ano bebem Coca-Cola até em mamadeira

Os dados são mesmo alarmantes: 56% das crianças brasileiras com menos de um ano bebem refrigerante – até mesmo em mamadeira. Um pacote de biscoito recheado equivale a oito pães franceses. Em cada cinco crianças obesas, quatro serão obesas no futuro. A maior parte das crianças brasileiras passa mais tempo em frente à televisão do que na escola. Redes de fast-food, em suas informações nutricionais, trocam a palavra “açúcar” por “carboidrato”.

Confira abaixo os tópicos compilados pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA:

As informações são de Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU, em Nova York.

1. O mundo tem cerca de 870 milhões de pessoas que não têm o necessário para comer para levar uma vida saudável. Isto significa que um em cada oito habitantes do globo vai para a cama, todos os dias, passando fome.

2. O número de pessoas vivendo com fome crônica baixou para 130 milhões nas últimas duas décadas. Nos países em desenvolvimento, a prevalência da má nutrição caiu de 23,2% para 14,9% no período de 1990-2010.

3. A maioria do progresso contra a fome foi alcançado antes de 2007/2008, quando ocorreu a crise econômica global. Desde então, os avanços na redução do problema foram desacelerados e estagnados.

4. A fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos de saúde. Ela mata mais pessoas todos os anos que doenças como Aids, malária e tuberculose combinadas.

5. A má nutrição está ligada a um terço das mortes de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento.

6. Os primeiros 1.000 dias da vida de uma criança, da gravidez aos dois anos de idade, são fundamentais para o combate à má nutrição. Uma dieta apropriada, nesta época da vida, protege os menores de nanismo físico e mental, que podem resultar da má nutrição.

7. Custa apenas 50 centavos de real, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável.

8. Se mulheres, nas áreas rurais, tiverem o mesmo acesso à terra, à tecnologia, à educação, ao mercado e aos serviços financeiros que os homens têm, o número de pessoas com fome poderia diminuir entre 100 e 150 milhões.

9. Até 2050, as mudanças climáticas e os padrões irregulares da temperatura terão colocado mais 24 milhões de pessoas em situação de fome. Quase metade destas crianças estarão vivendo na África Subsaariana.

10. A fome é o maior problema solucionável do mundo.

Obesidade e sobrepeso carregam outras doenças

O filme Muito Além do Peso escrito e dirigido por Estela Renner,  fala justamente não só sobre o problema da obesidade infantil, mas do sobrepeso – 30% das crianças brasileiras estão acima do peso. E de como isso pode interferir na saúde e no futuro desta geração.

“Obesidade e sobrepeso carregam com eles outras doenças muito graves, que só víamos em adultos até então: diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, doenças do coração, pulmão, entre outros. É preciso sacudir as pessoas em relação a esse assunto. Os pais sabem que seu filho está com colesterol alto, mas acreditam que vai passar, que sempre vai acontecer a fase do estirão”,  diz a diretora do filme.

Um dos maiores problemas é que muitos acreditam – erroneamente – que a genética é a grande vilã e que seus esforços de alimentar seus filhos serão em vão.

“Poucos sabem que o fator genético ocupa somente 10% dos casos e que a obesidade e o sobrepeso podem também ser domados com uma reeducação alimentar”, defende Estela, que, também ao lado de Marcos Nisti, dirigiu Criança, a Alma do Negócio.

O documentário ainda chama a atenção para hábitos rotineiros que ajudam a piorar o quadro geral: horas em frente à televisão e computadores, maus hábitos alimentares e a negociação do afeto ou da obediência por meio da comida.

Algumas cenas são emblemáticas, como a da birra em que uma criança só se acalma e para de chorar compulsivamente quando recebe a guloseima que tanto deseja – obviamente, recheada de calorias.

O filme, que levou dois anos para ser concluído, fez a equipe entrevistar famílias de norte a sul, leste a oeste do Brasil: de grandes cidades a pequenos municípios, comunidades rurais e até aldeias indígenas.

Há várias situações inusitadas, entre elas a de um cacique que é adepto do macarrão instantâneo e de crianças que não identificam uma batata ou uma cebola.

“O Brasil é um país enorme, mas os problemas alimentares das crianças, em geral, são os mesmos, independentemente de onde ou como vivem”, ressalta a cineasta.

“Tanto a criança do Amazonas quanto a do Rio Grande do Sul não sabe o que é um mamão e não lembra quando foi a última vez que comeu uma manga. E todas adoram e consomem salgadinhos e refrigerantes“, conta Estela.

Além das entrevistas com as famílias e dos dados pesquisados, o filme ouviu uma série de especialistas nacionais e internacionais da medicina, da nutrição, do direito, da psicologia, da publicidade, entre outros.

Entre eles, Frei Betto; Enrique Jacoby, médico da Organização Mundial de Saúde; o chef Jamie Oliver e Amélio Fernando de Godoy Matos, do Instituto de Diabetes e Endocrinologia.

“As pesquisas, segundo Jamie Oliver, indicam que a criança de hoje viverá 10 anos a menos que seus pais por causa do ambiente alimentar que criamos em volta dela”, alerta a diretora. E defende, como prevenção, uma campanha para a TV aberta nacional.

Os especialistas defendem a regulamentação da composição do produto por parte do governo, como também sobretaxar alimentos que vão gerar custo para a saúde pública depois – como fazem com o cigarro, no caso de produtos muito ricos em açúcares, gordura e sal.

A educação alimentar nas escolas deve entrar como parte do currículo escolar das crianças. Eles também apontam como fundamental as campanhas de mídia alertando para o que se deve e o que não se deve oferecer para o seu filho no cotidiano.

Além disso, não se pode esquecer de aparelhar pais e mães para que eles possam ter e também dar uma educação alimentar no ambiente doméstico.

“É preciso regulamentar a publicidade dirigida às crianças urgentemente. Não podemos mais deixar que os pais sozinhos enfrentem esta batalha só porque eles são os pais das crianças. Os pais precisam de ajuda porque as crianças precisam de ajuda”, defende Estela.

Em sua opinião, as cenas dos bebês tomando refrigerante antes do primeiro ano de vida são as mais chocantes.

“Um dos nossos primeiros contatos com o mundo é por meio do aleitamento materno, e é um momento fundamental de reconhecimento e formação da relação mãe e filho. Além de chocante do ponto de vista da saúde, acho muito simbólico, do ponto de vista das relações que estamos criando, ter um produto tão cheio de químicos já intrometido entre mãe e filho”.

Depois do filme, até a equipe de produção mudou os hábitos alimentares. “Você convive com isso por quase dois anos, e naturalmente não tem mais coragem de colocar na boca uma coisa que tem um corante proibido na Europa porque provoca câncer”, conclui a cineasta. Quem assistir ao filme Muito Além do Peso, com certeza, vai mudar.

FONTE: Portal Raizes

sábado, 28 de novembro de 2020

É hoje "Você decide" votar entre dois candidatos: Um Ficha limpa ou em um Investigado

Braide Investigado  x  Duarte Jr. Ficha Limpa 
(Foto: G1)

Amig@s, se decide hoje dia 29, quem vai ser o prefeito de nossa linda São Luís entre 2021 a 2024.

Os dois que disputam o eleitorado ludovicense, serão os candidatos Duarte Jr que representa todos os segmentos sociais, classe política ficha limpa fiel ao governo estadual, o próprio governador e o outro é o Braide, investigado pela PF, representa diretamente o presidente Bolsonaro, a família Sarney, os fichas sujas Ricardo Murad e Roberto Rocha, sanguessugas do PDT, oportunistas de plantão e alguns deputados aliados de ultima hora do governo do Estado.

Esse é, podemos dizer, o cardápio para vc ainda olhar, observar seus ingredientes políticos e acertar com sucesso quem irá fazer vc saborear uma cidade com amor e satisfação.

Alternativas com informações robustas, onde durante toda a campanha, desde o primeiro turno, foi mostrado quem é quem no jogo do poder da capital, do nosso estado e do nosso país.

Essa nossa eleição, como em outras grandes cidades do país, irão dá o tom, como será a disputa política e eleitoral em 2022.

Portanto, os eleitores da nossa cidade devem ter a clareza e acertar em quem votar hoje, domingo.

Vai a dica: Votar numa gestão de trabalho latente ou votar em uma gestão de divisão aos velhos famintos.

Vote em paz e consciente.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Mural da artista Criola pode ser apagado por decisão judicial em Belo Horizonte

Mural de Criola na empena do edifício Chiquito Lopes foi promovido 
pelo Circuito Urbano de Arte (CURA) em 2018. Foto: Área de Serviço

Ao sair do aeroporto e se dirigir ao centro da cidade de Belo Horizonte, pela Av. Presidente Antônio Carlos, um prédio ao longe chama a atenção. As cores vibrantes de um mural de 1365 m², na empena do edifício Chiquito Lopes, são visíveis em grande distância, e de vários pontos do centro o grafite pode ser visto perfeitamente. Trata-se de Híbrida Astral – Guardiã Brasileira, obra produzida por Criola em 2018, durante uma das edições do Circuito Urbano de Arte de Belo Horizonte (CURA). 

Hoje, uma disputa judicial decide se o mural deve ou não permanecer no prédio. Um dos moradores é contrário à manutenção da pintura e, desde sua produção, exige o apagamento da mesma. Nesta semana, o processo se tornou de conhecimento público, gerando discussões para além do edifício. 

Desde o abaixo-assinado, criado pelo CURA em defesa da obra, até comentários preconceituosos sobre a temática e iconografia do mural, o caso suscita discussões sobre os limites entre o interesse público e o privado e nos mostra, mais uma vez, demonstrações explícitas de racismo nas redes sociais. 

Entre andaimes e tinta

Em 2018, Criola participava do CURA. À artista mineira – hoje responsável por murais em várias cidades do Brasil e em Paris –, foi destinada a empena do edifício Chiquito Lopes, na Rua São Paulo, centro de Belo Horizonte. 

Neivaldo Ramos, síndico do prédio, conta que a proposta do festival surgiu em setembro de 2018. “Tivemos dúvidas no primeiro momento, porque a empena estava bastante degradada, em razão de eventos climáticos. A preservação e conservação demandavam obras necessárias, cujos recursos eram elevados”, explica. Porém, o festival comprometeu-se a fazer a recuperação da fachada cega do prédio, isentando os moradores do valor da reforma. Com isso, a proposta foi levada ao Conselho Consultivo do Condomínio e aprovada de forma unânime. Então, foi comunicada aos demais moradores. “À princípio, o nosso maior interesse era a recuperação física da empena; mas a ideia de participar do projeto – já conhecido na cidade pelas versões anteriores – empolgava a todos, tanto pela visibilidade e valorização, quanto por participar de um evento de natureza cultural”, conta Neivaldo. 

Em outubro de 2018, a obra teve início, e foi então que um morador se opôs à continuidade do mural. Frente à situação, o síndico solicitou uma Assembleia, na qual 55 dos 56 moradores se manifestaram em favor da continuidade do mural. Ainda em 2018, o condômino insatisfeito moveu um processo contra o edifício, para que a obra fosse interrompida. Atualmente, o mesmo processo diz respeito ao apagamento do mural.

O festival de arte urbana, bem como a Criola, se opõe ao apagamento da obra. “É um mural público, voltado pra rua, não está dentro do prédio, ou dentro do apartamento do morador. São tempos estranhíssimos nos quais podemos ser surpreendidas por uma decisão desfavorável à obra e achamos que não cabia mais o silêncio. Por isso, tomamos a decisão de publicizar esse processo”, explica Juliana Flores, uma das idealizadoras do CURA.

Em 2018, a artista Criola foi uma das participantes do CURA BH 
e dedicou-se à produção de um mural na empena do edifício Chiquito Lopes. Foto: Área de Serviço

Assim, apesar de o processo existir há quase dois anos, foi na última semana que ele se tornou amplamente conhecido. O Circuito Urbano de Arte divulgou um abaixo-assinado  em defesa do mural (acompanhe aqui) e explicitou o caso nas redes sociais. “Nossa ideia é anexar o abaixo-assinado aos autos do processo, porque nosso argumento é que se trata de uma obra de arte pública. Essa obra agora é da cidade de Belo Horizonte. Então, o que queremos mostrar para o juiz é que o interesse público deve prevalecer ao privado”, defende Juliana Flores.

Em conversa com o síndico, o morador que moveu o processo afirma que a obra é uma “decoração de gosto duvidoso” e parte da Lei nº 4591/1964, na defesa de que a mudança na fachada deveria ser um consenso unânime entre os moradores. Do outro lado, a defesa da obra baseia-se no Código Civil de 2002 e na votação majoritária sobre a manutenção do mural (prevista no art. 1341). Porém, para Criola, artista responsável pela obra, o resultado vai além de uma simples volta à pintura cinza da parede. Em consonância com o restante de sua produção, a obra traz referências à cultura afro-brasileira e indígena e, por isso, para a muralista, seu apagamento tem um fator simbólico: “Nos matam fisicamente e nos matam simbolicamente através do apagamento da nossa cultura e de tudo que gira em torno dela. O gosto estético é uma construção cultural e social e que é moldada massivamente pelo imaginário do colonizador”.

Quem é Híbrida Astral – Guardiã Brasileira?

“Esse mural busca fincar no meio da cidade a lembrança das nossas raízes afro-indígenas. Estamos imersos numa crise enquanto sociedade que é externa e interna. Os hábitos que nos fizeram chegar até aqui não nos levarão mais muito longe, estamos indo em direção ao auto-extermínio”, defende a artista. O trabalho é parte da série de grafites Híbrida Astral, na qual Criola se dedica a retratar as “híbridas”, personagens multidimensionais que ao honrarem a natureza e os animais, os mimetizam, e que fazem parte de mundo simbólico, onde a disputa por superioridade (entre humanos e natureza, entre gêneros e etnias) já foi superada.  

Com os atuais ocorridos relacionados à degradação do meio ambiente e à violência (moral e física) contra minorias, a obra se mostra cada vez mais atual e a temática de extrema importância. “Os povos ancestrais tem uma sabedoria totalmente enraizada na comunhão com a natureza, sentindo-se parte dela e não sugando tudo que ela nos oferece. Para além disso, esse mural [do edifício Chiquito Lopes] aborda o resgate do feminino, da honra às mulheres como fiéis detentoras do portal que nos possibilita chegar no planeta Terra. Não é à toa que tanto às mulheres como os povos afro-indígenas tem sido massacrados, a sociedade precisa se curar desse egoísmo colonizador em achar que tudo que difere de si precisa ser dominado”, conclui Criola.   

O CURA é o maior festival de arte pública de Minas Gerais. Foto: Área de Serviço

Em meio às redes sociais

Foram essas simbologias e reflexões que geraram alvoroço nas redes sociais ao que o caso tornou-se público. Enquanto no perfil de Instagram da artista podem ser lidos comentários de apoio a ela e de defesa do mural, nos comentários das notícias e nas redes sociais dos veículos jornalísticos, outro tipo de manifestação também é comum: “O morador tem razão em não querer uma pintura com energia pesada desse jeito”, “Tem que apagar sim, essa obra demoníaca!!!!”, “Desenho do DEMÔNIO”, “Esse desenho é horrível, nada a ver com cultura”, “Realmente parece imagem de centro de macumba. Horroroso”. 

Para Juliana Flores e Criola, essas opiniões têm um fundamento racista perceptível, partem de um preconceito com religiões de matriz africana. “É a opinião de uma minoria e, infelizmente, acho que está muito ligada ao racismo. Dentro de algumas religiões, há pessoas que entendem elementos religiosos de matriz africana como coisas do diabo, por isso não conseguem entender a manifestação artística como uma manifestação cultural”, diz a idealizadora do CURA. 

“Nós vivemos momentos de muita intolerância, que eu acho que vão passar, porque isso é ignorância, desconhecimento e desvalorização da cultura brasileira. A nossa cultura é diversa, quanto mais a gente abraçar essa diversidade, mais ricos seremos culturalmente”, complementa Juliana Flores. 

Ao lado disso, aparecem comentários sobre o corpo nu representado em Híbrida Astral – Guardiã Brasileira e o útero desenhado ao lado da figura. As demonstrações de nojo e ojeriza frente ao corpo feminino, para a Criola, são uma reflexo da misoginia corrente na sociedade. 

Ela compartilha que essa não é a primeira vez que se vê diante de casos de racismo em decorrência de sua obra, mas que segue tranquila pelo apoio que tem recebido daqueles que admiram seu trabalho e entendem o papel da arte no combate as preconceitos. A organização do CURA vê da mesma forma, e reafirma seu compromisso em ter artistas indígenas e negros em suas edições, para que esses possam se expressar e levar ainda mais representatividade às ruas.

Fonte: Arte Brasileira