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| Foto: Redes Sociais/Reprodução |
Por Jorge Antonio Carvalho*
As eleições de 2026 no Maranhão já mostram que não serão
apenas uma disputa de nomes, mas de projetos políticos. Entre alianças,
cartazes polêmicos e anotações de bastidores, fica evidente que Eduardo Braide
tenta se vender como “neutro”, mas na prática sua trajetória aponta para um
alinhamento claro com o bolsonarismo. Essa neutralidade é mais uma estratégia
de marketing do que uma posição real.
Matérias recentes revelam que Braide do PSD aparece em listas de
Flávio Bolsonaro do PL e é citado como nome alinhado ao ex-presidente(veja aqui). Cartazes e
articulações políticas reforçam essa ligação(veja aqui), mesmo quando ele insiste em se
apresentar como figura de centro. O jogo duplo é evidente: acena para setores
ligados ao presidente Lula, mas mantém proximidade com figuras bolsonaristas. Essa
postura oportunista não engana quem acompanha de perto a política maranhense.
Outro ponto que merece atenção é a investida contra a candidatura de Orleans Brandão candidato pelo PMDB. As forças que acusam Orleans afirmam agir em defesa da unidade, mas na prática não fortalecem Felipe Camarão, candidato do PT apoiado diretamente pelo presidente Lula. Pelo contrário: essa estratégia equivocada abre espaço para Braide, que posa de neutro mas representa o bolsonarismo no estado.
O mais grave para a esquerda no Maranhão é que, ao tentar sufocar Orleans Brandão, setores acabam minando a própria base de apoio de Lula. Em vez de consolidar a candidatura de Camarão, essas movimentações fragmentam o campo progressista e dão fôlego ao adversário. É como se, ao tentar apagar um fogo pequeno, estivessem alimentando o incêndio maior.
As últimas pesquisas já dão sinais claros: Braide aparece crescendo, Orleans cresce pouco e Camarão não sai do lugar. Esse cenário mostra que a estratégia equivocada de atacar Orleans não fortalece o campo progressista, mas sim o candidato que representa o bolsonarismo. As forças progressistas não podem cair na esparrela de achar que Braide é o melhor para o Maranhão. O que está em jogo não é continuar com as picuinhas políticas, mas o futuro do estado e a defesa de projetos que realmente beneficiam o povo.
É preciso lembrar que o fortalecimento da candidatura de Lula significa também a continuidade e ampliação de projetos sociais que já mudaram a vida de milhares de maranhenses: programas de combate à fome, investimentos em educação, saúde e infraestrutura, além de projetos de desenvolvimento que estão em andamento no estado. O bolsonarismo não combina com isso: suas propostas são de retirada de direitos, de um governo entreguista e que representa setores que historicamente desprezam o Nordeste.
O eleitor precisa estar atento. Neutralidade de fachada não constrói futuro. O que está em jogo é mais do que uma eleição: é a manutenção ou o enfraquecimento de setores que apoiam o projeto de Lula no estado. E se a esquerda não corrigir o rumo, quem sai fortalecido é Braide, o verdadeiro representante do bolsonarismo no Maranhão.
*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira
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