O torcedor não é contra o futebol. O torcedor é contra a mentira. O que se vê hoje é um Sampaio Corrêa desmontado fora de campo e limitado dentro dele, enquanto a diretoria insiste em vender ilusões. A Bolívia Querida não é propriedade privada de ninguém. É patrimônio do povo maranhense e o povo não aceita ser enganado.
A demolição do CT, os milhões sem explicação, os documentos questionáveis e as contradições jurídicas não são “detalhes administrativos”. São sinais claros de uma gestão que perdeu qualquer compromisso com transparência. Onde estão as autoridades? Onde está o Ministério Público? Onde está a Justiça? O silêncio institucional é cúmplice da destruição de um clube histórico.
Dentro das quatro linhas, o cenário também não convence. O time masculino até respira com resultados pontuais, mas segue sem brilho, sem consistência e sem ambição. Empates em excesso, atuações apagadas e um elenco montado às pressas para tapar buracos. Isso não é projeto de futebol, é improviso para enganar arquibancada. E agora, o mesmo descaso se repete no futebol feminino.
No Campeonato Maranhense, o Sampaio Corrêa ocupa hoje a 5ª posição, com 6 pontos em 4 jogos. São 1 vitória e 3 empates, mantendo a invencibilidade, mas ainda fora da zona de classificação direta. O saldo de gols é positivo (+2), reflexo da vitória sobre o Maranhão, mas os empates em sequência mostram um elenco limitado e sem consistência. Esses números não escondem a realidade: o time respira, mas não convence.
No futebol feminino, a situação é ainda mais alarmante. O calendário nacional já está definido: o Brasileirão Feminino A3 começa em 21 de março e a Copa do Brasil Feminina em abril. São competições curtas e extremamente competitivas, que exigem preparação imediata. Mesmo assim, até agora não há elenco confirmado, comissão técnica definida ou local de treinos anunciado. O silêncio da diretoria diante de datas tão próximas é mais uma prova do descaso e da falta de planejamento.
O Sampaio é do povo. E o povo não vai se calar. A verdade vai aparecer, com ou sem a vontade dos “intocáveis”. O clube precisa voltar a ser da arquibancada, da emoção e da luta. Porque amar o Sampaio é também exigir respeito. E respeito não se pede se cobra. Seja no masculino ou no feminino, chega de enganação. É hora de mudança radical.
*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira
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