Donald Trump não disfarça. Não mascara sua ambição sob o véu da “defesa da democracia”. Ele escancara: quer administrar a Venezuela, ocupar a Groenlândia, o México, a Colômbia e até o Canadá. É o império em decadência tentando sobreviver pela força bruta, pela rapina, pela barbárie.
O sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama não é apenas um ataque à Venezuela. É um recado ao continente inteiro: ninguém está seguro. Washington reafirma que trata a América Latina como quintal, e Trump, em sua arrogância, pisa sobre tratados, leis e soberanias como quem esmaga formigas.
Agora, a escalada chega a Cuba. Depois de décadas de embargo, Trump ameaça endurecer ainda mais, exigindo submissão imediata. O recado é claro: ou Havana se curva, ou será esmagada. Mas Cuba reage com altivez, declarando que está pronta para resistir até o fim. Essa postura ecoa como símbolo de dignidade e coragem diante da prepotência imperial.
E aqui, no Brasil, a extrema direita aplaude. Parlamentares e lideranças que se dizem “patriotas” reverenciam Trump como o suprassumo de sua ideologia. Querem importar o modelo autoritário, querem ver nossa nação submetida ao mesmo jugo. É a política da servidão, travestida de nacionalismo.
Trump anuncia que abandona a ONU, que despreza regras internacionais. O que vale agora é a lei do mais forte. É o retrocesso civilizatório, a volta à barbárie. O objetivo é claro: recuperar a economia americana em declínio e sufocar a China, impedindo que nossos países fortaleçam laços comerciais com o Oriente.
Mas há uma resposta. O povo venezuelano já mostrou: mesmo cercado, ameaçado, bombardeado, resiste nas ruas, exige a libertação de seu presidente. Cuba reafirma sua disposição de lutar até a última gota de sangue. Essa é a lição: só a unidade popular e latino-americana pode deter o império.
Não há saída isolada. O Brasil não se defenderá sozinho. A América Latina não sobreviverá fragmentada. É hora de transformar indignação em ação, preocupação em unidade, resistência em projeto político.
Trump é o ditador em marcha. Se não estivermos juntos, seremos subjugados.
*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

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