quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Banco Master: entenda quem realmente está atolado até o pescoço

Foto: Portal O Vermelho

O escândalo do Banco Master expõe uma complexa rede de relações entre o bolsonarismo, o Centrão e interesses financeiros que atuam para proteger figuras influentes e garantir vantagens econômicas, conforme apontam análises recentes. Essa articulação política é essencial para compreender a profundidade do caso e suas consequências para o sistema financeiro brasileiro.

De acordo com o economista Paulo Kliass(veja aqui), o Banco Master não representa um episódio isolado, mas sim um padrão em que instituições financeiras são utilizadas para práticas ilícitas que se entrelaçam com o jogo político. Ele destaca que a fraude financeira é apenas a superfície de um problema maior, que envolve a captura do sistema por interesses políticos e policiais.

A influência do Centrão e do bolsonarismo se manifesta claramente nas tentativas de blindagem do banqueiro Daniel Vorcaro. Parlamentares como Antonio Rueda, Ciro Nogueira e Ibaneis Rocha desempenharam papéis decisivos para proteger o banco, pressionando para enfraquecer investigações e manipular processos judiciais, evidenciando o poder dessas forças dentro do Congresso.

Além disso, a Operação Abafa (veja aqui) revela uma estratégia deliberada para desviar a atenção da opinião pública e da mídia, que tenta associar o caso ao STF e a Lula. Essa narrativa, segundo especialistas, funciona como uma cortina de fumaça para ocultar o verdadeiro núcleo do escândalo, que reside nas conexões entre o bolsonarismo, o Centrão e o sistema financeiro.

As conversas entre Vorcaro e Ibaneis Rocha sobre a venda do Banco Master ao BRB, assim como propostas legislativas como a ampliação da cobertura do FGC para R$ 1 milhão, de autoria de Ciro Nogueira, demonstram o uso do dinheiro público para garantir respaldo político e expansão do banco. Esses fatos revelam uma preocupante simbiose entre interesses privados e públicos.

Por fim, o escândalo do Banco Master serve como um alerta para a sociedade sobre a importância da vigilância e da cobrança por transparência e responsabilização. Conforme a análise de Paulo Kliass e os fatos revelados pela Operação Abafa, o bolsonarismo e o Centrão são protagonistas dessa trama, e cabe à população exigir justiça e mudanças profundas para evitar a repetição de casos semelhantes.



sábado, 24 de janeiro de 2026

CT no Chão, Verdades Escondidas


Foto: Redes Sociais

Por Jorge Antonio Carvalho*

O torcedor não é contra o futebol. O torcedor é contra a mentira. O que se vê hoje é um Sampaio Corrêa desmontado fora de campo e limitado dentro dele, enquanto a diretoria insiste em vender ilusões. A Bolívia Querida não é propriedade privada de ninguém. É patrimônio do povo maranhense e o povo não aceita ser enganado.

A demolição do CT, os milhões sem explicação, os documentos questionáveis e as contradições jurídicas não são “detalhes administrativos”. São sinais claros de uma gestão que perdeu qualquer compromisso com transparência. Onde estão as autoridades? Onde está o Ministério Público? Onde está a Justiça? O silêncio institucional é cúmplice da destruição de um clube histórico.

Dentro das quatro linhas, o cenário também não convence. O time masculino até respira com resultados pontuais, mas segue sem brilho, sem consistência e sem ambição. Empates em excesso, atuações apagadas e um elenco montado às pressas para tapar buracos. Isso não é projeto de futebol, é improviso para enganar arquibancada. E agora, o mesmo descaso se repete no futebol feminino.

No Campeonato Maranhense, o Sampaio Corrêa ocupa hoje a 5ª posição, com 6 pontos em 4 jogos. São 1 vitória e 3 empates, mantendo a invencibilidade, mas ainda fora da zona de classificação direta. O saldo de gols é positivo (+2), reflexo da vitória sobre o Maranhão, mas os empates em sequência mostram um elenco limitado e sem consistência. Esses números não escondem a realidade: o time respira, mas não convence.

No futebol feminino, a situação é ainda mais alarmante. O calendário nacional já está definido: o Brasileirão Feminino A3 começa em 21 de março e a Copa do Brasil Feminina em abril. São competições curtas e extremamente competitivas, que exigem preparação imediata. Mesmo assim, até agora não há elenco confirmado, comissão técnica definida ou local de treinos anunciado. O silêncio da diretoria diante de datas tão próximas é mais uma prova do descaso e da falta de planejamento.

O Sampaio é do povo. E o povo não vai se calar. A verdade vai aparecer, com ou sem a vontade dos “intocáveis”. O clube precisa voltar a ser da arquibancada, da emoção e da luta. Porque amar o Sampaio é também exigir respeito. E respeito não se pede se cobra. Seja no masculino ou no feminino, chega de enganação. É hora de mudança radical.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Exclusão Institucional: A Discriminação Contra os Anistiados da Lei 8.878/94

Foto: Sindsemp/MG

Por Jorge Antonio Carvalho*

A Lei nº 8.878/94 foi promulgada para reparar uma das maiores injustiças do governo Collor: a demissão em massa de servidores públicos. No entanto, mais de duas décadas depois, os anistiados continuam a enfrentar um sistema que os marginaliza e os mantém em um limbo funcional.

Contradições flagrantes nas normas

A Instrução Normativa nº 22/2022, emitida pelo Ministério da Economia, proíbe explicitamente que os anistiados ocupem Funções Gratificadas e cargos de chefia (Art. 37), mas permite que substituam chefes (Art. 34) sem qualquer reconhecimento ou benefício. Essa contradição não é apenas burocrática, é uma forma clara de assédio institucional que mantém os anistiados em posições subalternas, negando-lhes o direito ao mérito e à progressão.

Além disso, a Nota Técnica nº 563/2010 e a Nota Informativa nº 850/2015 reforçam essa exclusão ao vedar a atribuição de Função Gratificada a celetistas anistiados, reservando esses cargos apenas a servidores estatutários. Ou seja, mesmo que o anistiado desempenhe as mesmas funções, ele é sistematicamente excluído dos benefícios e reconhecimentos.

Outro ponto crítico é a Nota Técnica nº 395/2011, que impede a mudança de referência salarial para anistiados que completam interstícios ou obtêm nova formação acadêmica. Um empregado que conclui uma graduação, por exemplo, permanece preso à tabela salarial do ensino médio, congelando sua carreira e seus ganhos.

Impactos reais e injustos

Essa discriminação institucional tem efeitos devastadores na vida dos anistiados. O bloqueio da progressão funcional e salarial gera perdas acumuladas que comprometem a dignidade e a estabilidade financeira desses trabalhadores. O assédio institucional, manifestado pela negação do reconhecimento acadêmico e profissional, cria um ambiente tóxico e excludente.

Enquanto servidores estatutários avançam em suas carreiras por mérito e escolaridade, os anistiados ficam presos em quadros em extinção, sem perspectivas reais de crescimento. Essa situação configura uma violação dos princípios básicos de justiça e igualdade previstos na própria lei que deveria protegê-los.

A luta por reparação plena

Diante desse cenário, a mobilização sindical e política tem ganhado força. A Condsef - Confederação dos Trabalhadores no serviço Público, em sua pauta de 2026, reivindica a reestruturação das tabelas salariais, a garantia da progressão funcional, o combate ao assédio institucional e a revisão das normas discriminatórias.

Parlamentares também têm debatido a necessidade de computar o tempo fora do serviço para aposentadoria e reabrir os prazos de readmissão, buscando corrigir as distorções que ainda persistem.

A reparação prevista na Lei nº 8.878/94 permanece incompleta e simbólica. As normas atuais, especialmente a IN nº 22/2022 e as notas técnicas correlatas, funcionam como instrumentos de exclusão e assédio institucional, negando direitos básicos aos anistiados.

É urgente que o Estado reconheça essas contradições e revise as normas para garantir que a reparação seja plena, efetiva e respeitosa, devolvendo a dignidade e os direitos que foram negados por tanto tempo.

O que deveria ser um resgate de dignidade transformou-se em nova forma de exclusão. É urgente rever normas que institucionalizam o assédio contra os anistiados e garantir que a reparação seja plena, não apenas simbólica.

*Jorge Antonio Carvalho - Titular do Blog Conversa de Feira 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O suprassumo da extrema direita: Trump exporta autoritarismo e ameaça nosso continente

Foto: Ilustração

Por Jorge Antonio Carvalho*

Donald Trump não disfarça. Não mascara sua ambição sob o véu da “defesa da democracia”. Ele escancara: quer administrar a Venezuela, ocupar a Groenlândia, o México, a Colômbia e até o Canadá. É o império em decadência tentando sobreviver pela força bruta, pela rapina, pela barbárie.

O sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama não é apenas um ataque à Venezuela. É um recado ao continente inteiro: ninguém está seguro. Washington reafirma que trata a América Latina como quintal, e Trump, em sua arrogância, pisa sobre tratados, leis e soberanias como quem esmaga formigas.

Agora, a escalada chega a Cuba. Depois de décadas de embargo, Trump ameaça endurecer ainda mais, exigindo submissão imediata. O recado é claro: ou Havana se curva, ou será esmagada. Mas Cuba reage com altivez, declarando que está pronta para resistir até o fim. Essa postura ecoa como símbolo de dignidade e coragem diante da prepotência imperial.

E aqui, no Brasil, a extrema direita aplaude. Parlamentares e lideranças que se dizem “patriotas” reverenciam Trump como o suprassumo de sua ideologia. Querem importar o modelo autoritário, querem ver nossa nação submetida ao mesmo jugo. É a política da servidão, travestida de nacionalismo.

Trump anuncia que abandona a ONU, que despreza regras internacionais. O que vale agora é a lei do mais forte. É o retrocesso civilizatório, a volta à barbárie. O objetivo é claro: recuperar a economia americana em declínio e sufocar a China, impedindo que nossos países fortaleçam laços comerciais com o Oriente.

Mas há uma resposta. O povo venezuelano já mostrou: mesmo cercado, ameaçado, bombardeado, resiste nas ruas, exige a libertação de seu presidente. Cuba reafirma sua disposição de lutar até a última gota de sangue. Essa é a lição: só a unidade popular e latino-americana pode deter o império.

Não há saída isolada. O Brasil não se defenderá sozinho. A América Latina não sobreviverá fragmentada. É hora de transformar indignação em ação, preocupação em unidade, resistência em projeto político.

Trump é o ditador em marcha. Se não estivermos juntos, seremos subjugados.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Exoneração de Heraldo Moreira: quando a crítica vira censura


Por Jorge Antonio Carvalho*

A exoneração do jornalista Heraldo Moreira da Rádio Timbira, veículo oficial do Governo do Estado do Maranhão, escancara um episódio que ultrapassa os limites da razoabilidade democrática. O motivo? Críticas contundentes à diretoria do Sampaio Corrêa, clube que atravessa uma crise institucional e esportiva já denunciada em diversas matérias do Conversa de Feira.

Segundo relatos, a diretoria do Sampaio levou ao secretário de Comunicação, Sérgio Macedo, a acusação de que Heraldo estaria divulgando “fake news”. A denúncia foi suficiente para que o governo decidisse pela exoneração do comunicador, mesmo diante do histórico de análises fundamentadas e provas apresentadas pelo jornalista em suas falas.

A influência do futebol no poder

O episódio ganha contornos ainda mais graves quando se observa a relação entre o clube e o governo estadual. O vice-presidente do Sampaio, Perez Paz, publicou em seu Instagram um vídeo afirmando:

“Novamente o @sampaiocorrea foi alvo de Fake News do comunicador Heraldo Moreira. Dessa vez ele quis culpar o clube de perseguição contra a imprensa em razão de sua exoneração da @radiotimbira – o que não é verdadeiro. Não tentamos silenciar ninguém. Apenas exercemos o direito de denunciar as fake news que estavam sendo divulgadas pelo comunicador. Após a apuração, o Secretário de Comunicação tomou a decisão com a finalidade de manter o padrão editorial comprometido com a verdade e com a ética.”

A fala soa como justificativa oficial de uma decisão política que, na prática, representa um silenciamento de vozes críticas. Mais do que isso: revela o quanto a atual direção do Sampaio Corrêa tenta esconder a real situação do clube, usando sua influência para transformar críticas legítimas em acusações convenientes de “fake news”.

O histórico de denúncias

O Conversa de Feira já vinha alertando para os problemas estruturais e administrativos do Sampaio Corrêa. 

Em “Sampaio Corrêa e a urgência de uma virada”, mostramos como a má gestão ameaça o futuro do clube.

Em “Sampaio Corrêa em xeque: a SAF que nunca veio”, denunciamos a ausência de transparência e a falta de soluções reais para a crise.

Essas análises não se tratam de invenções, mas de fatos documentados e debatidos publicamente. Heraldo Moreira, ao ecoar essas críticas, cumpria o papel essencial do jornalismo: questionar, investigar e expor.

Justiça em movimento

O caso não ficará apenas no campo da opinião pública. O Movimento “Sampaio é do Povo” já ingressou com ações em diversas instâncias jurídicas, buscando esclarecer os fatos e garantir que a verdade prevaleça. A expectativa é que a justiça confirme aquilo que Heraldo Moreira sempre defendeu com provas: que suas denúncias não eram fake news, mas sim retratos fiéis da crise que o clube atravessa.

Essa mobilização mostra que a sociedade não aceitará passivamente o silenciamento de vozes críticas e que a tentativa de esconder a realidade do Sampaio será desmascarada nos tribunais.

O que está em jogo

A exoneração de Heraldo Moreira não é apenas um ato administrativo. É um ataque à liberdade de imprensa e um sinal preocupante da influência de grupos privados sobre decisões governamentais. Quando um jornalista é punido por exercer seu ofício com rigor e provas, abre-se um precedente perigoso: o de que críticas fundamentadas podem ser sufocadas sob o rótulo conveniente de “fake news”.

E mais: fica evidente que a atual direção do Sampaio Corrêa prefere calar quem denuncia a enfrentar a crise que consome o clube. O silêncio imposto é a prova de que a prioridade não é resolver os problemas, mas maquiar a realidade.

Indignação necessária

Este caso exige indignação. Não apenas pela injustiça contra um profissional da comunicação, mas pelo alerta que traz à sociedade maranhense: quem controla a narrativa, controla o poder. Se o governo se curva à pressão de dirigentes esportivos, o que mais pode ser silenciado amanhã?

O Conversa de Feira reafirma seu compromisso com a verdade, com a crítica responsável e com a defesa da liberdade de expressão. Porque calar jornalistas é calar a própria democracia e esconder a crise do Sampaio não vai fazê-la desaparecer.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

domingo, 4 de janeiro de 2026

Hoje é Caracas, amanhã pode ser qualquer de nós


Jorge Antonio Carvalho*

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e levaram preso o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A desculpa oficial foi o combate ao narcotráfico e ao tráfico internacional de cocaína. Mas quem acredita nessa conversa fiada? Esse discurso é só fachada. O verdadeiro objetivo é controlar o petróleo e as riquezas naturais, impondo sua vontade sobre os povos da América Latina.

O alerta que ecoa

O que aconteceu em Caracas não é um caso isolado. É um recado. Hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer de nós: Brasil, Bolívia, Nicarágua, Cuba, ou qualquer país que ouse seguir um caminho independente.

A história mostra que os EUA sempre trataram a região como quintal. O embargo contra Cuba é prova disso. Agora, repetem a fórmula na Venezuela, tentando sufocar a soberania de um povo inteiro.

Em Brasília, ativistas protestaram em frente à embaixada norte-americana, gritando: “Tire suas patas da Venezuela!” (Metropoles).

A China exigiu a libertação imediata de Maduro e Cilia, denunciando a ação como sequestro e violação do direito internacional (TeleSUR).

E dentro da própria Venezuela, movimentos sociais chamaram o povo à unidade e resistência contra a ofensiva imperialista (Vermelho).

E agora?

O Tribunal Supremo de Justiça determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o comando do país (TeleSUR). Mas fica a dúvida: será que os EUA vão tentar sequestrar também a vice? Se a desculpa é narcotráfico, podem inventar qualquer acusação contra qualquer liderança. O objetivo é claro: desestabilizar governos e impor sua dominação.

Nossa resposta

Não podemos assistir calados. A América Latina precisa se unir, denunciar e resistir. Hoje é Caracas, amanhã pode ser qualquer de nós. Se permitirmos que os ianques avancem, estaremos abrindo caminho para que eles ditem o futuro de toda a região.

"Ianques, tirem suas patas da Venezuela e da América Latina!"

* Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira