sábado, 7 de fevereiro de 2026

Acessibilidade parada no Congresso: inclusão não pode esperar



Foto: Rede Sociais

Projeto que substitui símbolo da cadeira de rodas segue travado na Câmara, enquanto milhões de brasileiros continuam invisibilizados.

O Brasil convive diariamente com barreiras que limitam o direito de ir e vir de milhões de pessoas com deficiência. Nos estacionamentos, prédios públicos e privados, o símbolo da cadeira de rodas continua sendo usado como referência de acessibilidade. Mas esse ícone, criado há mais de 50 anos, já não representa a diversidade das necessidades atuais.

Em 2015, a ONU apresentou o Símbolo Internacional de Acessibilidade, mais inclusivo e moderno, que busca representar todas as dimensões da acessibilidade, não apenas a mobilidade reduzida. Em 2025, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2199/2022, que determina a substituição do símbolo em todo o país. No entanto, a proposta segue parada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, aguardando análise.

Enquanto isso, milhões de brasileiros continuam invisibilizados por uma sinalização que não traduz sua realidade. A demora na tramitação reforça a distância entre discurso e prática: fala-se em inclusão, mas a mudança concreta não acontece.

É preciso cobrar das autoridades celeridade. A substituição do símbolo não é apenas uma questão estética; é um gesto político e social que reafirma que acessibilidade é um direito universal. Cada dia de atraso significa perpetuar a exclusão em espaços que deveriam ser de todos.

Entenda o que muda

Símbolo antigo: cadeira de rodas azul, criado nos anos 1960.

Novo símbolo: figura estilizada dentro de um círculo, criado pela ONU em 2015.

Objetivo: representar acessibilidade de forma ampla, incluindo diferentes tipos de deficiência.

Situação atual: PL 2199/2022 aprovado no Senado, parado na CCJC da Câmara.

Próximo passo: análise pela comissão e sanção presidencial

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