sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Entre Justiça Social, Carnaval e Páscoa: Reflexões sobre o Brasil de 2026


Foto: Freepik.com

Por Jorge Antonio Carvalho*

O Brasil inicia 2026 em meio a grandes desafios sociais, culturais e políticos. O Dia Mundial da Justiça Social, celebrado em 20 de fevereiro, reforça a urgência de combater desigualdades que ainda marcam profundamente o país. A data, instituída pela ONU, não é apenas simbólica: ela nos lembra que a democracia só se fortalece quando há dignidade e oportunidades para todos.

O Carnaval, maior festa popular brasileira, mostrou novamente sua força cultural e econômica, movimentando bilhões e reunindo milhões de foliões. Mas também revelou tensões políticas, como no caso da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e acabou rebaixada. A reação da escola, ao afirmar que “não é para os covardes" enfrentar pressões, expõe como a arte continua sendo espaço de disputa simbólica e resistência (veja aqui).

Esses episódios revelam um Brasil que vive entre a celebração e o conflito, entre a alegria coletiva e a crítica social. O samba, como expressão popular, não se limita ao entretenimento: ele denuncia, provoca e dá voz a quem muitas vezes é silenciado. O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, mais do que uma questão carnavalesca, é reflexo das tensões políticas que atravessam o país às vésperas de eleições decisivas.

A proximidade da Páscoa, marcada para 5 de abril, traz consigo um período de reflexão. A Quaresma convida à introspecção e à busca por renovação espiritual, mas também pode ser entendida como metáfora para o momento político: um tempo de preparação, de escolhas conscientes e de esperança em dias melhores. Assim como a Páscoa simboliza renascimento, as eleições representam a possibilidade de reconstrução democrática.

Neste ano, o povo brasileiro terá novamente a oportunidade de escolher seus representantes no Parlamento, no Palácio do Planalto e nos governos estaduais. O Parlamento precisa ser entendido como um exercício de soberania que exige responsabilidade e consciência crítica. A democracia não é perfeita, mas é o caminho que garante uma maioria parlamentar comprometida com a promoção da justiça social e a preservação dos direitos conquistados. Ao mesmo tempo, o Executivo, tanto na esfera federal quanto nos estados, deve ser fortalecido para que os menos favorecidos estejam no centro das políticas públicas e para que conquistas sociais sejam mantidas em benefício da maioria da população brasileira.

Entre justiça social, carnaval e fé, o Brasil se encontra diante de um desafio histórico. Cabe ao povo, de forma democrática, decidir os rumos do país. Que a esperança não seja apenas um sentimento, mas uma prática cotidiana, capaz de inspirar mudanças reais. O futuro não está dado: será construído nas urnas, nas ruas e nos gestos de solidariedade que mantêm viva a essência de uma nação que, apesar das crises, insiste em acreditar na força da democracia.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

Nenhum comentário:

Postar um comentário