quarta-feira, 7 de maio de 2014

Valeu! Obrigado pelas 300 mil visitas no terceiro ano de idade do blog!


Nesse próximo dia 10 de maio, o nosso blog estará completando 03 anos de vida e exatamente hoje, dia 07/05 conseguimos ultrapassar 300 mil visitas.
O blog Conversa de Feira foi colocado nas redes sociais com o principal objetivo, divulgar noticias que não são divulgadas na mídia velha, onde estas escondem, como de costume, a verdade. Colocar essa verdade para o (a) internauta ter na mão mais um instrumento de discussão política e um fasto conteúdo de pesquisa de temas, como: direitos humanos, esporte, curiosidade, saúde, humor, etc.
Nesse seu terceiro ano de vida e resistência, o blog ainda não atingiu um patamar [mas persegue para conseguir] mais avançado em ferramentas que possa atingir mais leitores no mundo. Por falta ainda de recursos financeiros e por falta de incompreensões de alguns agentes da comunicação em não considerar o nosso trabalho, considerando apenas blogueiros tradicionais que costumam mostrar serviço e definir lados, somente por causa de muita grana.
 
Hoje o blog atinge 300 mil visitas, como dizia nosso saudoso sambista popular Valdinar, “são poucas, mas são sinceras”. Com 72 seguidores diretos, já publicou 1824 postagens. É mais lido por internautas das regiões sul e sudeste (veja no roda pé do blog, o mapa global de visitas).
O Conversa de Feira é um blog democrático e popular, de esquerda e pertence ao movimento ‘Blogueiros Progressistas’ dirigido pela Organização Barão de Itararé.
O blog sempre colocará para você, de qualquer classe social, temas políticos nacionais e regionais. Divulgará postagens de outros blogueiros progressistas que estão nos quatro cantos do nosso país. Essa é a nossa concepção!
Abaixo, estamos divulgando as postagens mais visitadas até agora e onde se origina a maioria do público que acessa o nosso blog:

Saúde da Mulher: Corrimento marrom escuro o que é?...
22/12/2012

24843



20/05/2012, 6 comentários

6866



04/12/2011, 3 comentários

4782



28/12/2012, 1 comentário

2973



21/11/2013

2239



14/11/2011, 2 comentários

2226



07/08/2012, 16 comentários

2218



10/11/2011, 9 comentários

1766



31/10/2013, 2 comentários

1643



11/04/2012, 28 comentários

1612


Brasil

204836

Estados Unidos

48703

Alemanha

9495

Rússia

4838

China

4187

Portugal

4029

Malásia

1806

França

1405

Reino Unido

680

Espanha

519
Parabéns equipe, pelo aniversário de 03 anos, onde cada um de vocês, contribuiu, contribui e contribuirá para o grande sucesso desse blog que está próximo, com humildade, inteligência, independência  e ousadia.
Toda a equipe agradece de coração a todos que visitaram, comentaram, compartilharam e que divulgaram de uma forma ou de outra o nosso trabalho.
Parabéns e obrigado a todos e continue visitando!
Jorge Antonio – Oficial do blog

Eduardo Campos confirma guinada à direita e atinge socialistas históricos do PSB

Eduardo Campos (PSB) é mais um integrante da direita
 e tomou o poder na legenda que um dia foi socialista
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) definiu, por orientação do presidenciável Eduardo Campos, que de socialista mesmo restará apenas o nome da legenda. O conteúdo, que identificava a agremiação com a esquerda brasileira será extraído, em parte ou na íntegra, durante a próxima convenção partidária. Na prática, o interesse público e a socialização dos meios de produção desaparecem para deixar livre o compromisso “com a ordem econômica que está aí”, como afirmou Campos, nesta segunda-feira.
 
A decisão já causa um mal estar entre os socialistas históricos abrigados na ideologia prestes a ser sacrificada em nome do capitalismo. Entre eles, o advogado e articulista Roberto Amaral, histórico e combativo militante contra o regime ditatorial e fundador do PSB, após sua passagem no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). No campo econômico, Amaral bate firme no establishment:
 
“O Estado é, sempre, servidor da classe dominante, assim identificada como detentora dos meios de produção’. Esta sentença encerra uma verdade, mas não encerra a verdade toda, pois o Estado capitalista, democrático ou não, é permeado de classes e contradições entre classes e mesmo no interior da classe que exerce o poder de Estado, e nesses espaços podem atuar as mais diversas forças, inclusive as que lhe são antagônicas. Ainda bem. Pois, se tomada a sentença marxista (Manifesto comunista e A ideologia alemã) no seu sentido tout court nada mais teríamos por fazer, a revolução seria impossível, a política estaria morta e, aí sim, a História não teria mais caminho a percorrer”, afirmou, em recente artigo publicado na revista semanal de esquerda Carta Capital.
 
Em linha com Amaral, ministro da Ciência e Tecnologia durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros militantes históricos também se afastaram do PSB. A inspiração marxista, que prega a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada, agora faz parte do passado. A início da queda teve início no ano passado, desde a comunhão entre Campos e a ex-ministra do Meio Ambiente, também no governo Lula, Marina Silva, que tem entre seus principais patrocinadores os donos do Banco Itaú e propaga um ideário recheado de opiniões homofóbicas e fundamentalistas.
 
– Como um partido que se diz socialista rasga seu programa de defesa histórica dos direitos das mulheres e se posiciona contra mudanças na lei do aborto? este é apenas um de inúmeros outros pontos centrais da agenda socialista que vem sendo esvaziada – afirmou à reportagem do Correio do Brasil um dos fundadores da legenda que, por motivos pessoais, prefere manter o anonimato.
 
A política de alianças do ex-governador pernambucano na campanha ao Palácio do Planalto, cada vez mais à direita, ficou demonstrada na troca de correspondência entre o coordenador de comunicação da pré-campanha, Alon Feuerwerker, ao próprio Campos, flagrada por repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo e publicada na edição desta segunda-feira. Na mensagem, Feuerwerker encaminha a Campos o fragmento de um texto, no qual um colaborador descreve o ataque ao partido que circula na internet. O coordenador questiona Campos, presidente nacional do PSB, se é possível alterar o manifesto do partido na convenção em junho.
 
“Tem como mexer nisso na convenção de junho?”, questiona o e-mail do coordenador ao chefe.
 
Nesta manhã, Campos tornou público o seu ponto de vista. Ele disse que o debate sobre o manifesto do partido foi feito a seu pedido e que a mudança deverá ocorrer até 10 de junho, quando ocorrerá a convenção partidária.
 
– Estamos preparando programa de governo que tem claros compromissos com a ordem econômica que está aí, com a estabilização da economia. E, nesses encontros, nós temos interesse de fazer esse debate para mudar o nosso programa – afirmou Campos, presidente nacional do PSB durante visita a Belo Horizonte.
 
Trechos do manifesto, de 1947, que definem os princípios do Partido Socialista Brasileiro preocupam os setores da legenda mais ligados à direita. Campos quer desfazer qualquer ligação com o documento.
 
– Estamos falando de um manifesto de 1947, um documento histórico do partido, em outras circunstâncias. Ali em 1947 nosso partido já se colocava contra a polarização dos que viviam a chamada Guerra Fria – conclui Campos.
 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Flávio Dino reafirma combate a “luxos, ostentações e privilégios” no governo!

O pré-candidato Flávio Dino (PCdoB) disse neste domingo, por meio do Twitter, que, caso seja eleito governador do Maranhão, vai acabar “com luxos, ostentações e privilégios que são uma afronta em um Estado com os piores indicadores sociais do Brasil”.
Flávio percorreu mais 1.000 quilômetros no fim de semana, com os seus Diálogos Pelo Maranhão. Ele visitou os municípios de Turiaçu, Maracaçumé, Centro Novo, Luís Domingues, Godofredo Viana, Cândido Mendes e Boa Vista do Gurupi.
“Por onde andei muito abandono, total ausência do governo do Maranhão e muita mobilização para virar a página do passado. Vi escolas caindo, hospitais fechados, estradas destruídas, falta de saneamento”, escreveu o pré-candidato.
Durante os Diálogos, Flávio Dino anunciou a proposta de vender a mansão de veraneio do governo do Maranhão na praia de São Marcos e investir o valor obtido em hospital para crianças com câncer. Segundo ele, o esforço para reconstruir o Maranhão “será similar à da Europa no pós-guerra”.
Para o pré-candidato, o povo maranhense sofre com o descalabro administrativo “enquanto milhões são desviados em “operações” como as realizadas pelo governo do Maranhão com a mediação do doleiro Alberto Youssef”.
A Polícia Federal e o Ministério Público investigam a participação do doleiro e de agentes do governo em uma negociata que pode ter gerado um prejuízo de cerca de R$ 160 milhões ao contribuinte maranhense. O governo pagou R$ 100 milhões por um precatório (dívida antiga) de R$ 49 milhões e ainda ficou devendo R$ 110 milhões.
Apesar da situação de abandono que ele constatou na viagem, o ex-presidente da Embratur disse que retornava a São Luís trazendo “no coração as esperanças e sonhos de milhões de maranhenses. E muita fé no futuro.”
flavio

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Visita de Edinho Trinta a Barra do Corda foi um tremendo fiasco

Foto montada para enganar o povo
Por mais que a assessoria de imprensa do senador sem voto, Edinho Trinta, procure mostrar uma imagem de sucesso da sua presença no aniversário de Barra do Corda, a realidade é bem diferente.

Mesmo em suas rápidas palavras, ele não conseguiu impressionar o público que acabou ficando eufórico quando a cantora gospel Damares apareceu no palco.

Na imagem que vem sendo explorada por sua assessoria (acima), simplesmente nenhum dos 17 vereadores cordinos aparece na foto montagem. Na casa de aliados que defendem o continuísmo do fracasso, Edinho Trinta, disse que não precisa de apoio da estrutura do governo para  ganhar a eleição. Na casa desses mesmos aliados era pouco a presença de populares.

Nem o grupo Nenzin quis saber de Edinho Trinta

O ex-prefeito de Barra do Corda, Nenzin que é aliado do governadora, acabou não fazendo nenhum esforço para receber o filho do Ministro Lobão. O ex-gestor municipal foi passar o aniversário da cidade em sua propriedade na zona rural do município. Outro que preferiu não aparecer na visita de Edinho Trinta a Barra, foi o deputado Rigo Teles, que optou por ir para  Barreirinhas. 

Portanto, a realidade é realmente bem diferente que sua equipe vem mostrando para enganar o povo. 
 

Trabalhadores da Alumar realizam paralisação na BR 135

Cerca de 1200 trabalhadores operacionais e administrativos da Alumar/Alcoa cruzaram os braços e realizaram uma paralisação na manhã desta segunda-feira (5), em frente a uma fábrica de cerveja na BR 135, em São Luís. A manifestação foi contra as 500 demissões que a empresa anunciou para os próximos dias. O movimento de paralisar as atividades foi convocado pelo sindicato da categoria, que reivindica ainda outras melhorias.

O Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal) alega que o anúncio de desligamento de 250 cubas e demissão em massa, ocorrido em 28 de março, aconteceu durante a data-base da categoria, sem o repasse de qualquer reajuste e sem qualquer negociação com a entidade. “Em três audiências de mediação realizadas a pedido do Sindmetal no Ministério Público do Trabalho (MPT), a empresa recusou todas as propostas de reversão das demissões e pedidos de esclarecimento apresentados”, informou o presidente da entidade, José Maria Araújo.

Ainda segundo o presidente, em 28 de abril a empresa deu prazo de dois dias para que os trabalhadores aderissem ao programa de desligamento proposto, que estaria oferecendo indenizações irrisórias em relação ao prejuízo econômico e social das demissões. “Os empregados pressionados que assinaram o documento não podem ser responsabilizados, como se houvessem pedido demissão, pois a iniciativa partira da própria empresa 30 dias antes”, avalia.

Para ele, a medida de desligamento temporário de fornos e diminuição da produção de alumínio decorre de uma opção estratégica da empresa, cujo objetivo exclusivo é tentar alterar o preço do alumínio no mercado mundial mediante a redução de estoques, ou seja, não decorre de falência ou inviabilidade financeira da planta de São Luís. “As cubas desligadas empregavam uma média de 90 pessoas, número bem inferior às 500 demissões que foram anunciadas, sendo que a empresa recebeu incentivos fiscais e contraiu empréstimos no BNDES”, alegou.
 
Fonte: O Imparcial

Flávio Dino faz forte defesa do Bolsa Família e Políticas Sociais

Um dos grandes objetivos do programa apresentado pelo pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), é retirar milhares de famílias maranhenses da situação de extrema pobreza. “Hoje, o Maranhão é o estado com maior percentual de famílias abaixo da linha da pobreza. Isso tem que mudar. Faremos isso com mais bolsa família e mais programas sociais”.

Para o Maranhão, Flávio Dino propõe em seu Programa de Governo que os recursos do FUMACOP (Fundo de Combate à Pobreza) sejam utilizados para melhorar a infraestrutura da casa de cada maranhense.
 
Segundo os dados de Desenvolvimento Humano, 22,47% da população maranhense é extremamente pobre e, para essas pessoas, as Políticas Sociais são fundamentais. Com a real dimensão da necessidade de acabar com a desigualdade social, Dino é defensor das políticas de redistribuição de renda, como é o caso do Bolsa Família.
 
Para Dino, é fundamental inverter a lógica da concentração de renda que foi estimulada ao longo dos anos no Maranhão devido ao modelo político defendido pelo grupo Sarney – em que as riquezas não são distribuídas, ficando nas mãos de poucos. Na análise do pré-candidato, essa é a raiz da desigualdade social que impera no Maranhão. “Enquanto poucos possuem grandes fortunas, a maior parte da população não consegue se desenvolver, pois lhe falta oportunidade,” enfatizou.
 
Percorrendo o estado debatendo com os maranhenses formas de melhorar a vida das pessoas, Dino defende fortemente as políticas que promovam a distribuição de renda no estado. Hoje, o Maranhão possui a menor renda per capita, segundo dados do Atlas do Desenvolvimento divulgado pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A média da renda do cidadão maranhense é de R$ 360,34.
 
Reverter esse quadro é a prioridade para o pré-candidato, que faz questão de ressaltar que em seu Programa de Governo apresentado há pouco mais de uma semana possui diversos pontos relacionados ao combate à pobreza e à promoção de políticas sociais que valorizem a distribuição de renda e a melhoria das condições de vida da população maranhense.
 
O Programa Água para Todos, por exemplo, quer acabar com o problema da falta d’água em todos os municípios. Já o Pacto Pela Vida, projeto que diminuiu a violência em Pernambuco, poderá ser implantado no Maranhão, com aumento de número de policiais, combate ao tráfico e políticas de prevenção.
 
Outra ideia é ampliar o acesso à Saúde através do Programa Mais Médicos Maranhão para que mais maranhenses tenham atendimento digno, médicos sejam valorizados e que existam mais cursos de Medicina disponíveis para a formação de maranhenses.
 
A forma de conduzir o Governo Estadual, segundo Dino, é fundamental para evitar a perpetuação da desigualdade no Maranhão promovida por anos de um modelo político excludente. “O governo do Estado tem que ser mais ativo e somar forças com o governo federal”.
 
E completou: “Administrar R$ 14 bilhões é tarefa para quem tem compromisso com as políticas sociais. É essa a função de um governador: transformar as riquezas do nosso estado em mais qualidade de vida para quem mais precisa”, é o que Flávio Dino tem defendido. Roberto Rocha (pré-candidato a senador pela oposição) acrescentou que as propostas apresentadas pelo Programa de Governo significam a reafirmação de compromissos com o desenvolvimento social.
 

sábado, 3 de maio de 2014

Ricos perdem exclusividade e reclamam da classe emergente


Segundo Renato Meirelles, do Data Popular, serviços mais caros e enriquecimento das classes C e D geram desconforto entre os endinheirados

Bárbara Ladeia

Na última semana, o lançamento do iPhone 5C levantou uma polêmica entre usuários nas redes sociais. Com a Apple dedicando esforços à popularização de seus produtos, houve quem reclamasse que os smartphones da marca, antes restritos a uma minoria privilegiada, virariam "coisa de pobre".


O aparelho não tem nada de "pobre" – as versões desbloqueadas do aparelho custarão no mínimo US$ 549 (cerca de R$ 1,3 mil), um preço suficientemente impeditivo frente aos principais concorrentes. No entanto, o movimento nas redes fez lembrar o lançamento do Instagram para Android, quando um coro de usuários dizia temer pelas fotos que "infestariam" a rede.

A questão não é a qualidade do produto ou do serviço, mas o status que o uso dessas ferramentas agrega. O fato é que as classes mais altas andam muito incomodadas com o enriquecimento dos chamados emergentes, principalmente porque sentem o peso da perda da "exclusividade".

Essa é uma das percepções de Renato Meirelles, presidente do Data Popular, consultoria de pesquisas especializada nas classes emergentes. "Não tenho dúvidas que é a perda da exclusividade que está incomodando esses consumidores", afirma.

Entre 2010 e 2011, segundo dados da pesquisa O Observador , a renda média disponível para as classes C e D aumentou 50%. A renda dos mais pobres cresceu três vezes mais que a renda dos mais ricos nos últimos dez anos. Naturalmente, a maior parte do que era acessível apenas a alguns privilegiados já está ao alcance dos emergentes. "Hoje é comum, por exemplo, empregada e patroa usarem o mesmo perfume. O exclusivo está cada vez mais democrático", explica.

Para completar, esse crescimento desproporcional da renda coloca os mais ricos em situação ainda mais desfavorável: diante da inflação de serviços, o dinheiro da classes A e B já não comporta grandes gastos. "Agora para o mais rico adquirir o produto ou serviço 'exclusivo', vai precisar desembolsar um dinheiro que não tem", diz Meirelles. "Os mais ricos têm a sensação de que saíram perdendo."

Erro de avaliação

Na última semana, no C4 (Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor), a consultoria de pesquisas Data Popular exibiu um vídeo em que apresentava entrevistas de cidadãos comuns – de classes A e B – falando sobre o "incômodo" que a popularização dos serviços provocava no seu dia a dia. "Incomoda ver como as pessoas entram nos aviões carregando coisas absurdas", diz uma senhora. "Empresas como a CVC acabaram como a nossa boa vida. Viajar de avião não é mais classe A", afirmou outro rapaz.

Esse grupo, no entanto, muitas vezes ignora que boa parte desses emergentes de fato já são mais ricos que eles. Meirelles destaca que 44% das pessoas que compõe as classes A e B são os primeiros ricos da família.

"São pessoas com histórico de classe C, com jeito de pensar de classe C, mas que têm renda muitas vezes até maior que o 'rico' que reclama", diz."Um dono de padaria ou mercadinho de bairro, por exemplo, fatura R$ 100 mil por mês. 

O engenheiro ou advogado quase nunca tira tudo isso."

É no histórico que mora a principal diferença. Enquanto no passado o novo rico costumava esconder sua origem, hoje ele se orgulha de sua trajetória e já não tem mais as classes A e B como referência inconteste.

"Quem acha que a aspiração da classe C é ser classe A está enganado", afirma Meirelles ressaltando que a lógica social das duas classes são inversas. "Enquanto a classe C trabalha na lóge-le-d-é-sica da inclusão, a elite trabalha na lógica exclusividade. Os mais ricos esperavam que esse novo público os tivesse como exemplo de comportamento, mas isso não aconteceu."

Do aspiracional para o inspiracional

Há um processo de acomodação em curso. Segundo os prognósticos do Data Popular, na próxima década, as classe A e B vão crescer duas vezes mais que a classe C. Com isso, empresas de todo o País estão em busca de novos modelos de operação, de forma a atender eficientemente os novos clientes.
Nesse novo contexto, as aspirações perdem espaço para as inspirações.

"O indivíduo deixa de usar o consumo para mostrar algo que não é, preferindo ferramentas que o façam uma pessoa melhor", afirma. Mesmo que já estejam significativamente mais próximas dessa nova realidade, as empresas ainda não entenderam completamente quem é esse novo rico – e seus principais comportamentos de consumo.

Para Meirelles, o perfil do novo rico brasileiro está mais alinhado com o que se vê nos Estados Unidos – onde a pauta central é do consumo e da cultura do espetáculo. Esse formato é oposto ao modelo europeu, por exemplo, que valoriza o capital cultural, social e acadêmico.

Por aqui, Meirelles aposta na terceira via.

"Temos esse traço na nossa cultura, de aproveitar todas as experiências e mostrar um caminho com a nossa cara", diz. "Vejo dois componentes a mais no nosso contexto: a flexibilidade do brasileiro e a vontade de reduzir os pontos de conflito."