quarta-feira, 29 de maio de 2019

Deputado Federal Marcio Jerry do PCdoB/MA, credenciado a disputar o 'Prêmio Congresso em Foco 2019'

Dep. Federal Marcio Jerry-PCdoB/Ma
O professor Marcio Jerry Saraiva Barroso, Presidente Estadual do PCdoB, eleito a Deputado Federal pelo Maranhão com 134.223 votos, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, foi selecionado como detentor de um dos mandatos mais bem avaliados no Congresso Nacional que o credencia a disputar o Prêmio Congresso em Foco 2019, juntamente com outros da bancada maranhense e de todos os estados.

O parlamentar dirigiu a Secretaria de Comunicação e Articulação Política do governo Flávio Dino e hoje é o Vice-Líder do PCdoB na Câmara Federal, titular das Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática - CCTC e da Comissão de Direitos humanos e Minorias - CDHM e membro titular do Conselho de Ética e Decoro parlamentar. 


SELEÇÃO DOS PREMIADOS

A seleção dos premiados será feita, nos termos descritos neste Regulamento, de três formas:
pela internet, em votação aberta a toda a sociedade;
por um júri formado por profissionais de diferentes áreas que acompanham, por dever de ofício ou voluntariamente, as atividades do Parlamento brasileiro; e
pela escolha direta dos jornalistas especializados na cobertura do Congresso Nacional.
Entenda melhor o prêmio, seu regulamento e veja lista completa dos credenciados ao prêmio, nos links abaixo:
Acompanhe todas as etapas aqui no blog.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Forbes e Financial Times detonam Bolsonaro



Por Altamiro Borges

Famoso por suas atitudes machistas, racistas e homofóbicas, típicas de um neofascista, Jair Bolsonaro já tem uma imagem bastante negativa no exterior – o que só deve piorar com o passar do tempo e com as besteiras que ele fala e posta nas redes sociais. Os recentes vexames nos EUA, como o rechaço à sua presença em Nova York e o fiasco da “homenagem” em Dallas, só confirmaram a péssima popularidade – e olha que o “capetão” gosta de bater continência para a bandeira ianque e adora bajular Donald Trump, o genocida do império. 

Agora, como presidente da República, a sua imagem também está sendo detonada pelo caos na economia e pela incompetência política. Na semana passada, a revista Forbes publicou um artigo afirmando que o atual governo é uma “decepção”. Segundo a publicação, dedicada à cloaca burguesa mundial, após cinco meses de gestão, o país assiste ao aumento do desemprego e a redução das expectativas sobre a retomada econômica. “Os investidores pensavam que o novo governo do Brasil estaria chegando a algum lugar até agora. Mas não está”. Para a Forbes, o país deixou de ser o “queridinho” entre os chamados mercados emergentes. 

Poucos dias antes, o jornal Financial Times, considerado uma bíblia do capital financeiro, já havia postado um petardo contra o “laranja” nativo. O veículo concentrou suas críticas ao clã familiar, afirmando que os filhos do presidente gerariam preocupação sobre a “influência política indevida e estariam consolidando uma nova dinastia política em um continente com longa e contenciosa história de política familiar... Um é conhecido como o 'pitbull'. Outro está envolvido em um escândalo de corrupção. O terceiro é um entusiasta da direita que busca difundir um movimento populista em todo o Brasil e na América Latina”. 

O veículo especializado em economia compara os mimados pimpolhos do “capetão” à influência da família de Donald Trump nos EUA, mas afirma que o caso brasileiro é mais exagerado e tem maior potencial de criar problemas. “Dado que os filhos não podem ser demitidos, os analistas preveem que sua influência continuará a crescer até a intervenção de outra facção dentro do governo, como a dos militares”, complementa o texto.

FONTE: Blog do Miro

terça-feira, 21 de maio de 2019

Rejeição de Bolsonaro é maior que aprovação, mostra pesquisa

Jair Bolsonaro. Foto do Portal DM

A desaprovação do Governo Jair Bolsonaro superou a aprovação pela primeira vez: 36,2% da população considera a gestão do presidente "ruim" ou "péssima", uma cifra que supera os 28,6% que avaliam como "ótima" ou "boa" em apenas cinco meses. Os números são da pesquisa exclusiva da consultoria Atlas Político, divulgada nesta terça-feira, e mostram que a percepção positiva continua em queda: desde abril, quando Bolsonaro completou 100 dias no poder, a desaprovação às decisões do Planalto subiu cinco pontos.

Para Andrei Roman, diretor do Atlas Político, o resultado, colhido entre os dias 19 e 21 de maio, não surpreende "dado o intenso noticiário negativo" a respeito do Governo nas últimas semanas, com repercussão dos cortes na Educação, que provocaram as primeiras manifestações nacionais contra Bolsonaro desde janeiro, a investigação sobre as finanças do filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (86,3% disseram ter tomado conhecimento do caso e 54,3% dizem ser a favor de que ele seja preso), e os resultados econômicos ruins. A pesquisa, feita com 2.000 pessoas recrutadas na Internet e com amostra balanceada por meio de algoritmo, tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

"O resultado mostra uma conversão de avaliação regular em ruim ou péssimo. Ou seja, uma intensificação da rejeição entre os que já não estavam gostando tanto assim do Governo. Por outro lado, se você olhar a aprovação, ela caiu menos. Mostra uma certa resiliência da base que ele tem e que parece estar segurando bastante bem", pondera Roman.


14 governadores assinam carta contra liberação de armas no Brasil

Governadores de 14 estados do país assinaram uma carta contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que libera porte de armas e a compra de munição no país.
Assinaram a carta os governadores do Maranhão, Pará, Amapá, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Piauí e Sergipe.
Os governadores pedem que o Executivo, Judiciário e Legislativo atuem pela “imediata revogação” do dispositivo. “Julgamos que as medidas previstas não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros”, afirmam.
O governador Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão compartilhou a carta em sua conta no Twitter:

Rejeitado pedido de impeachment do prefeito Edvaldo Holanda Jr.

A Câmara Municipal de São Luís rejeitou, na manhã de ontem (20), a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). A denúncia contra o pedetista foi formulada por um grupo de advogados que acusavam-no de manter, desde 2015, um contrato ilegal com a empresa São Luís Ambiental.
Dos 31 vereadores, 25 votaram pela rejeição do pedido de impeachment: Isaias Pereirinha, Silvinho Abreu, Fátima Araújo, Afonso Manoel, Concita Pinto, Astro de Ogum, Edson Gaguinho, Josué Pinheiro, Sá Marques, Dr. Gutemberg, Raimundo Penha, Paulo Victor, Marcelo Poeta, Antônio Garcez, Aldir Júnior, Ricardo Diniz, Bárbara Soeiro, Marquinhos, Nato Júnior, Pavão Filho, Genival Alves, Joãozinho Freitas, Umbelino Júnior, Chaguinhas e Beto Castro.
Votaram a favor do procedimento apenas os vereadores Marcial Lima, César Bombeiro e Estevão Aragão. Os vereadores Chico Carvalho e Honorato Fernandes, abstiveram-se de votar.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Aula pública em defesa das Ciências Humanas ocorre hoje, sexta-feira

Gravura Ilustração no Google
O Fórum Maranhense em Defesa da Filosofia, em parceria com a Fundação Maurício Grabois, promove nesta sexta-feira (10) evento intitulado “Aula pública unificada em defesa da Filosofia, da Sociologia e das Humanidades”. O evento, que ocorre no Centro Odylo Costa Filho a partir das 17:30h, reunirá importantes nomes das áreas de Ciências Humanas, todos eles acadêmicos das universidades Federal e Estadual do Maranhão.

A iniciativa do “aulão das Humanas”, como vem sendo chamado o evento, surgiu das críticas feitas aos cursos de Filosofia, Sociologia e Ciências Humanas pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na visão do presidente, é preciso redirecionar os investimentos feitos nessas áreas para cursos que deem “resultado imediato”. Segundo Fábio Palácio, presidente da Fundação Maurício Grabois e um dos palestrantes da aula, a fala do presidente revela grande desconhecimento sobre a importância dessas áreas. “Tornou-se necessário dialogar com a sociedade para explicar o impacto que possuem disciplinas como a Filosofia e a Sociologia para o desenvolvimento humano e a formação integral de cidadãos críticos e competentes.”

A fala mais aguardada do encontro é a do professor aposentado de Filosofia do Direito da UFMA Agostinho Ramalho Marques Neto. Além dele, também ministrarão a aula os professores Zilmara de Carvalho (Depto. Filosofia UFMA); Arleth Borges (Depto. Ciências Sociais UFMA); Fábio Palácio (Depto. Comunicação UFMA); Francisco Valdério (Depto. Filosofia UEMA); Henrique Borralho (Depto. História UEMA); Ilse Gomes (Depto. Ciências Sociais UFMA), e Zulene Barbosa (Depto. Ciências Sociais UEMA).

Pouco antes da aula pública, uma concentração estudantil está marcada para as 15h na Praça Joãozinho Trinta (antiga estação Refesa). Os estudantes sairão em passeata até o aulão, na Praia Grande.

Serviço

O quê: Aula pública unificada em defesa da Filosofia, da Sociologia e das Humanidades
Quando: 10/05 (sexta-feira), às 17:30h
Onde: Centro Odylo Costa Filho (Reviver) 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O Exército vai pagar um tour milionário de Coronéis pela Europa.

Ilustração: Rodrigo Bento/The Intercept BrasilIlustração:
 Rodrigo Bento/The Intercept Brasil

O roteiro começa por Paris. O dia é livre, mas há a opção de conhecer o Palácio de Versalhes. Depois, o grupo segue para a Galeria Lafayette, uma luxuosa loja de departamentos que impressiona pela arquitetura. O grupo passa mais um dia na Cidade Luz antes de seguir de ônibus para Bruxelas, na Bélgica. Lá, são dois dias de atividades para os homens, mas suas mulheres podem aproveitar um city tour. As noites são livres, perfeitas para experimentar a tradição cervejeira do país.

A próxima parada do roteiro é a Alemanha, começando pelas cidades de Munster e Hamburgo. De novo, há atividades apenas para os homens – as mulheres podem, se quiserem, conhecer a cidade em um passeio incluso no pacote. A última parada é Berlim, onde os casais podem visitar o imponente castelo de Charlottenburg. De volta ao Brasil, eles ganham uma folga para se recuperar do cansaço da viagem.
Esse é o roteiro da Viagem de Estudos Estratégicos ao Exterior promovida pelo Curso de Política Estratégica e Alta Administração do Exército, o CPEAEx, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a Eceme. Em 2017, uma viagem do curso custou pelo menos R$ 1 milhão.

Estadia em hoteis ‘4 ou 5 estrelas’

Intercept teve acesso à programação da viagem dos oficiais, prevista para próximo outubro. O roteiro descrito nos primeiros parágrafos dura 16 dias. A comitiva brasileira tem cerca de 78 pessoas – os nomes não foram divulgados pelo Exército – e todas ficarão hospedadas em hotéis de 4 ou 5 estrelas, a um custo total de hospedagem de 2 mil euros por pessoa (cerca de R$ 9,1 mil, na cotação da última semana de abril). Segundo os documentos, as mulheres dos oficiais estão incluídas na programação – há, inclusive, um roteiro específico para elas. O Intercept não irá publicar o material para preservar a segurança das fontes.
A viagem tem fins educativos, é claro. Enquanto as mulheres fazem city tours, os oficiais visitarão o Ministério da Defesa e a equivalente à Eceme da Alemanha, assistirão a apresentações de embaixadores e militares franceses e visitarão a OTAN. Na comunicação oficial do Exército, há destaque para as parcerias esperadas para a viagem, como a assinatura de um memorando de entendimento com o Defense Studies Department do Reino Unido.
O Curso de Política Estratégica e Alta Administração do Exército foi criado em 1986 pelo então presidente José Sarney. É voltado aos oficiais que já têm o Curso de Altos Estudos Militares e visa habilitar os militares aos cargos de generais de brigada, divisão, armas, quadros e serviços. Os coronéis que participam dele são selecionados “por mérito”.
O curso dura um ano – e, no final, a viagem de estudos já virou tradição. O objetivo é preparar os coronéis “para o assessoramento de alto nível aos altos escalões do Exército, do Ministério da Defesa e do Poder Executivo”, me explicou o Centro de Comunicação Social do Exército, em resposta a perguntas que eu fiz via Lei de Acesso à Informação. Neste contexto, a viagem serve para “ampliar a projeção” da instituição no cenário internacional e “fortalecer a dimensão humana”. Segundo o Exército, o roteiro da viagem inclui visitas a órgãos militares e civis “relacionados aos níveis político e estratégico”.

Museus, cervejas e selfies

Em 2016, a viagem durou 11 dias, e a comitiva percorreu Madri e Bruxelas antes de chegar a Paris. O coronel Anderson Clayton Francisco fazia parte do grupo e é um dos poucos que tem a despesa da viagem especificada no Portal da Transparência: foram R$ 10,2 mil em passagens aéreas. Não estão ali, no entanto, os gastos da viagem de sua mulher, Evelcy, que esteve nas mesmas cidades europeias nas mesmas datas descritas no programa.
A viagem dela, segundo suas postagens no Facebook, começou por Toledo, na Espanha, de onde há fotos de um passeio acompanhada de uma comitiva só de mulheres. De lá, seguiu para Bruxelas – também com o grupo. Por fim, em 9 de outubro, a comitiva feminina visitou o Palácio de Versalhes, na França. O Exército garante que custeia apenas as despesas dos oficiais.
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Lembrança de viagem: comitiva só de mulheres percorreu as mesmas cidades dos oficiais – mas teve uma programação exclusiva. 
Foto: Reprodução/Facebook

Em 2017, o Boletim do Exército publicou a lista dos oficiais designados para a viagem de estudos. O roteiro incluiu Paris, Londres, Irlanda do Norte e Bruxelas, entre os dias 6 e 18 de outubro de 2017. Para a viagem, foram designados 52 oficiais da Eceme. Segundo a nota, assinada pelo comandante, “a missão está enquadrada como eventual, militar, sem mudança de sede, sem dependentes e será realizada com ônus total para o Exército Brasileiro”.
Mas, mais uma vez, as lembranças de viagem no Facebook contam outra história. Em seus registros, publicados sem restrição de privacidade na rede social, o coronel Roger Herzer não economizou nas fotos em museus, restaurantes, bares e passeios, muitas vezes ao lado da mulher e de amigos também acompanhados das cônjuges. Segundo dados do Portal Transparência, Herzer recebeu R$ 14.092 do Exército – portanto, verba pública – para trocar por euros e gastar em diárias no exterior. A quantia foi paga a todos os oficiais que viajaram na comitiva brasileira.
Em muitas fotos, Herzer e a mulher estão acompanhados do coronel Mario Flávio Brayner e a esposa, Alyne. A viagem pela Europa, postada ostensivamente nas redes sociais, incluiu o Moulin Rouge e a Torre Eiffel, em Paris, bares em Bruxelas e museus na Alemanha.
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À frente, os coroneis Roger Herzer e Mario Flávio Brayner, acompanhados das esposas e outros coronéis, durante um passeio de barco por Paris.
Foto: Reprodução/Facebook

R$ 1 milhão do nosso bolso

É difícil estimar quanto exatamente a viagem custou ao bolso do contribuinte – no Portal da Transparência, os gastos estão espalhados, classificados sob diferentes rubricas e não foram classificados como “viagem”. Encontramos, no entanto, R$ 881 mil só para diárias para a “viagem de instrução do CPEAEX 2017″. Foram R$ 15 mil para cada um dos oficiais comprar 3,8 mil euros, na cotação da época. Cada militar teve à sua disposição o equivalente a R$ 1,7 mil para gastar por dia na Europa.
Ainda há os gastos de passagens. Em junho de 2017, o Exército comprou pelo menos 62 passagens internacionais – 40 de uma vez e depois mais 22, no valor de R$ 4,5 mil cada. Foram gastos R$ 289 mil de passagens – um valor que veio dos cofres do governo federal, ou seja, do seu bolso. No total, a viagem de estudos de cada um dos oficiais em 2017 custou quase R$ 21 mil, um valor total de pelo menos R$ 1,170 milhão.
Ainda não estão disponíveis no portal os gastos previstos para a viagem de 2019, tampouco a lista de participantes. O Intercept, porém, teve acesso a uma lista com 76 pessoas que, teoricamente, irão viajar em 2019. Ela inclui os oficiais e suas esposas. Os nomes coincidem com os alunos do curso de 2019, divulgados publicamente no Boletim do Exército. Se a média de gastos for a mesma de 2017, podemos prever que a viagem à Europa de cada casal custará R$ 30 mil entre ajuda de custo, passagens e hospedagem – em um total de, pelo menos, R$ 1,1 milhão.
Os documentos obtidos pelo Intercept incluem as esposas na compra de passagens, hotéis e programação de city tours. Mas, questionado via Lei de Acesso à Informação, o Exército diz que que os gastos da viagem “cobrem, unicamente, as despesas com os militares designados em Portaria do Comandante do Exército” e obedecem à Lei 5.809, de 1972. Sancionada pelo ditador militar Emílio Médici, a lei estabelece as regras para os servidores da União em serviço no exterior. Ela determina que, em missões eventuais – caso da viagem dos oficiais –, o estado deve arcar apenas com o transporte do servidor.
A previsão de gastos em ajuda de custo para esse ano, segundo o Exército, é a que está no decreto 6.576: US$ 390 por dia para um oficial superior em país europeu – R$ 15 mil por oficial. Para fins de comparação, uma viagem para a Europa, por duas semanas, sai por cerca de R$ 10 mil por pessoa já com as passagens. O Exército gastou o dobro disso para cada um dos coronéis. Os valores deste ano, no entanto, só serão divulgados depois da viagem.
Oficialmente, o Exército confirma que custeará a viagem de 61 militares em 2019 (quatro instrutores e 57 alunos). Apesar de as esposas estarem na lista de viagem, a instituição garante que vai bancar apenas os servidores. “A Eceme não se envolve em questões relacionadas aos acompanhantes”, disse o Exército, em resposta via Lei de Acesso à Informação. “A eventual presença de familiares juntos aos militares ocorre segundo critério pessoal, sem custos para a união e sem prejuízo das atividades de instrução.”
Correção: 2 de maio de 2019, 17h32
Este texto inicialmente afirmou que as diárias em países europeus eram de R$ 390. Na verdade, são de US$ 390. O texto também foi atualizado para dar mais clareza sobre o motivo pelo qual o documento no qual se baseia a reportagem não foi publicado.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Força e Autonomia, Profº Allan Kardec, candidato a vice-reitor da UFMA, divulga manifesto

Proº Allan Kardec - Ufma
Nós, da Universidade Federal do Maranhão, subscrevemos este manifesto para, uma vez mais, declarar nosso compromisso com esta instituição. Esse compromisso assume hoje a forma de um nome: o do professor Allan Kardec Duailibe Barros Filho, atual pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFMA. Sua précandidatura a vice-reitor brota das lutas por uma universidade forte, autônoma, democrática e socialmente comprometida. 

A UFMA é um dos mais importantes espaços onde o Maranhão constrói suas possibilidades de desenvolvimento, seus valores, seu conhecimento, sua cultura. No próximo quadriênio, nossa universidade será chamada, de forma ainda mais intensa, a dar sua contribuição ao desenvolvimento regional e nacional. A UFMA deve continuar seu caminho de integração com a sociedade, implementando ações e programas para o efetivo desenvolvimento econômico, social e intelectual de nosso estado. 

Para tanto, será necessário garantir à universidade condições adequadas para o desempenho de sua missão. É imprescindível descentralizar, desburocratizar e profissionalizar a gestão; defender os interesses de docentes, alunos, técnicos e terceirizados, pensando em toda a comunidade acadêmica; diversificar a oferta de serviços à sociedade, e fortalecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão, em consonância com as aspirações dos maranhenses. 

Quem é o professor Allan Kardec?

Allan Kardec tem uma história de valiosas contribuições para a UFMA e o Brasil. Quadro de visão estratégica e desenvolvimentista, é professor e grande pesquisador. Graduou-se na UFMA. Sua formação pós-graduada realizou-se no Japão, com passagens por RIKEN (Nagoya), Brain Science Institute (Tokyo) e Advanced Telecomunications Research (Kyoto). Originalmente especializou-se em neurociência, mas tem publicações em áreas como química, física e engenharia. Hoje trabalha na área interdisciplinar de “aprendizado de máquinas”. 

Allan Kardec já orientou e coorientou vinte e sete mestres e quinze doutores. Foi um dos fundadores da Rede Nordeste de Biotecnologia, um dos programas de doutorado em rede mais ousados da história da ciência no Brasil. Possui mais de duzentas publicações (média de onze por ano), inclusive em periódicos como Nature e IEEE, e em revistas com caráter interdisciplinar como Plos One. As pesquisas publicadas pelo professor Allan Kardec possuem um total de 2.176 citações com h-index igual a 23 no Google Scholar Citations. Já o ResearchGate registra 1.773 citações, com 6.994 leituras, RG-Score 34.04 e h-index 20. 

Allan Kardec foi diretor da Agência Nacional do Petroleo (ANP). Em sua gestão, foi feito o contrato de partilha de produção do pré-sal e assegurado 0,5% para a pesquisa. Allan Kardec ajudou a implementar o programa de diminuição da poluição causada por combustíveis; incentivou os programas de produção de etanol e biodiesel, aumentando o percentual de biodiesel no diesel e criando políticas de estabilidade para o etanol. Além disso, implementou programas para a diminuição do teor de enxofre na gasolina. Allan Kardec também trabalhou para que, no processo da cessão onerosa do pré sal, 1% ficasse com a pesquisa científica; ampliou e diversificou contratos com as universidades, e pugnou para que as pesquisas nessa área ficassem com o setor público. 

Na gestão atual, Allan Kardec trabalhou junto à bancada federal do Maranhão para a liberação de emenda impositiva no total de 22 milhões de reais para a área de engenharias e computação, visando à implantação do curso de Engenharia Aeroespacial. Essa articulação envolveu instituições como os ministérios da Educação e da Defesa, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Além disso, Allan Kardec foi o articulador principal da Rede Nordeste de Engenharia Aeroespacial (RNA). 

Em menos de dois anos à frente da PPPGI, Allan Kardec já deu grandes contribuições ao desenvolvimento de nossa universidade. Sua gestão nesse órgão tem as marcas da descentralização e da desburocratização. Allan Kardec também mostrou grande capacidade na captação de recursos. Graças a essa política foram aprovados, no total, dez mestrados e quatro doutorados. Quando Allan Kardec assumiu a PPPGI, existiam apenas duas pós-graduações nos campi do continente. Em sua gestão foram aprovadas mais seis, entre elas um doutorado em Imperatriz. 

Antes de ocupar a chefia da PPPGI, a atuação de Allan Kardec na Assessoria de Internacionalização da UFMA teve a mesma marca empreendedora. Vislumbrando o futuro, e sabendo que a China é hoje grande parceira comercial do Maranhão e do Brasil, Allan Kardec articulou junto aos governos Federal e Estadual a implantação do Instituto Confúcio no Maranhão, iniciativa que já vem rendendo frutos. Além disso, trabalhou, com resultados concretos, pela interiorização da UFMA. Em 2004, foi um dos principais articuladores da criação do campus de Grajaú, hoje uma realidade. 

Propostas para uma universidade forte e autônoma 

a) Desburocratização e transparência 

Muitas de nossas universidades ainda abrigam instituições e práticas anacrônicas. A UFMA precisa apostar na inovação institucional, adotando estruturas mais modernas e flexíveis. Nossa universidade precisa reformular e atualizar sua institucionalidade sempre respeitando os marcos da autonomia universitária. Para isso, partimos do pressuposto de que é preciso evitar superposições entre espaços institucionais, o que costuma acontecer quando se criam inutilmente novas estruturas burocráticas. É necessário, antes, fazer funcionar as que e tecnológico. É necessário, antes, fazer funcionar as que já existem e muitas vezes não são acionadas. 

Nesse sentido, acreditamos ser necessário reformar o estatuto e o regimento da Universidade, além de profissionalizar sua gestão. A busca da transparência também deve ser uma obsessão. É imprescindível conferir maior publicidade aos atos administrativos. Os processos de remoção de docentes precisam ganhar uma resolução específica, hoje ainda inexistente. Equipamentos como a TV UFMA precisam contribuir para o debate público e o relacionamento com a sociedade, promovendo para isso a efetiva participação da comunidade acadêmica.

b) Fortalecimento do ensino e da pesquisa 

Uma vez investido na vice-reitoria, o professor Allan Kardec ajudará a dar continuidade, em outro patamar, às ações que já vem conduzindo em prol do ensino e da pesquisa científica de qualidade. A capacitação de técnicos e docentes será incentivada, tal como foi feito em vários programas de pós-graduação, em que foram incluídas cotas específicas para servidores da UFMA. Projetos de ensino e práticas pedagógicas inovadoras serão estimulados. O colégio de aplicação (Colun/UFMA) será valorizado como lócus privilegiado do compromisso da Universidade com o ensino básico, técnico e tecnológico. Serão fortalecidas áreas estratégicas como saúde pública, engenharia aeroespacial, energia limpa, oceanografia, recursos naturais, políticas públicas e educação, entre muitas outras, buscando valorizar o planejamento estratégico de cursos e programas, além de propostas originais e pesquisas inovadoras. 

Na área de pesquisa, hoje está em desenvolvimento a criação de um comitê assessor da pós-graduação, de caráter consultivo. Será um mecanismo facilitador, para acompanhamento e orientação dos programas, com a finalidade de ajudá-los a diagnosticar pontos críticos e apontar caminhos de melhoria que resultem na evolução de seus conceitos junto à Capes. Com base nos parâmetros gerais da avaliação consignados nas normas DAV e CTC, o comitê fomentará workshops e debates sobre as tendências da avaliação, sem ferir a autonomia dos programas e de seus colegiados. Essa proposta contribui para evitar favoritismos, mesmo que involuntários, em relação a quaisquer áreas do conhecimento. O comitê assessor da pós-graduação ajudará na integração entre os coordenadores de programas, que poderão influenciar a política de pós-graduação pautando medidas nos fóruns ordinários – Câmara de Pós-Graduação e Consepe, que precisam ser fortalecidos. 

c) Descentralização interna 

A UFMA precisa de uma institucionalidade capaz de fortalecer cada departamento, centro e pró-reitoria, cada curso de graduação e programa de pósgraduação. É imprescindível o respeito à autonomia dos órgãos colegiados e o fortalecimento dos mecanismos de descentralização administrativa, de forma a intensificar o caráter multicampi de nossa universidade. Fortalecer a autonomia também passa por reconhecer a maturidade atingida por alguns campi, como é o caso de Imperatriz, que pode pleitear legitimamente a condição de nova universidade. Um estado das dimensões e da importância do Maranhão não pode ter apenas uma única universidade federal. Não à toa, também na Baixada já cresce o movimento pela criação da Universidade Federal da Baixada Maranhense (UFBAM).

d) Democracia 

Uma universidade efetivamente democrática é anseio legítimo da comunidade acadêmica. Para isso, a UFMA precisa de uma administração superior aberta às demandas pautadas nos órgãos colegiados. Além disso, é fundamental o respeito às entidades de representação dos três segmentos, que precisam ser ouvidas e valorizadas em suas reivindicações. Democracia também significa garantir condições adequadas de acesso e permanência, com políticas afirmativas e de combate à evasão. As ações de assistência estudantil precisam ser fortalecidas, com a participação ativa das lideranças estudantis. As políticas de reserva de vagas para segmentos carentes já se mostraram positivas e resultaram em mudanças significativas na composição social das universidades, tornando-as mais capazes de dialogar com os problemas enfrentados pela população.

Novo papel para a Vice-Reitoria 

É necessário pugnar pelo resgate institucional da figura do vice-reitor. Apagada nas últimas gestões, ela deve converter-se naturalmente em pilar de sustentação da futura administração superior, apoiando a Reitoria de maneira proativa, servindo na interlocução e na mediação entre as demandas da comunidade acadêmica e os órgãos gestores, ajudando a captar recursos e a representar dignamente a universidade perante a sociedade, com uma articulação sóbria, mas propositiva. Um vice-reitor forte contribui para uma universidade forte, autônoma e democrática. 

Estas serão as marcas da gestão do prof. Allan Kardec. Elas não surgem de tópicas aspirações eleitorais. Resultam, antes, de um envolvimento permanente nas lutas em defesa da educação e da ciência, das quais resulta uma liderança reconhecida pelos três segmentos da comunidade acadêmica. À frente da Vice-Reitoria da UFMA, Allan Kardec trabalhará para o desenvolvimento da instituição, por uma articulação mais estreita com a sociedade maranhense e para a formação de quadros capacitados e projetos de alta qualidade em ensino, pesquisa e extensão.