quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Corrupção: endemia política

Do Sul 21
Por Frei Beto*
A política brasileira sempre se alimentou do dinheiro da corrupção. Não todos os políticos. Muitos são íntegros, têm vergonha na cara e lisura no bolso. Porém, as campanhas são caras, o candidato não dispõe de recursos ou evita reduzir sua poupança, e os interesses privados no investimento público são vorazes.
Arma-se, assim, a maracutaia. O candidato promete, por baixo dos panos, facilitar negócios privados junto à administração pública. Como por encanto, aparecem os recursos de campanha.
Eleito, aprova concorrências sem licitações, nomeia indicados pelo lobby da iniciativa privada, dá sinal verde a projetos superfaturados e embolsa o seu quinhão, ou melhor, o milhão.
Para uma empresa que se propõe a fazer uma obra no valor de R$ 30 milhões – e na qual, de fato, não gastará mais de 20, sobretudo em tempos de terceirização – é excelente negócio embolsar 10 e ainda repassar 3 ou 4 ao político que facilitou a negociata.
Conhecemos todos a qualidade dos serviços públicos. Basta recorrer ao SUS ou confiar os filhos à escola pública. (Todo político deveria ser obrigado, por lei, a tratar-se pelo SUS e matricular, como propõe o senador Cristovam Buarque, os filhos em escolas públicas). Vejam ruas e estradas: o asfalto cede com chuva um pouco mais intensa, os buracos exibem enormes bocas, os reparos são frequentes. Obras intermináveis…
Isso me lembra o conselho de um preso comum, durante o regime militar, a meu confrade Fernando de Brito, preso político: “Padre, ao sair da cadeia trate de ficar rico. Comece a construir uma igreja. Promova quermesses, bingos, sorteios. Arrecade muito dinheiro dos fiéis. Mas não seja bobo de terminar a obra. Não termine nunca. Assim o senhor poderá comprar fazendas e viver numa boa.”
Com o perdão da rima, a ideia que se tem é que o dinheiro público não é de ninguém. É de quem meter a mão primeiro. E como são raros os governantes que, como a presidente Dilma, vão atrás dos ladrões, a turma do Ali Babá se farta.
Meu pai contava a história de um político mineiro que enriqueceu à base de propinas. Como tinha apenas dois filhos, confiou boa parcela de seus recursos (ou melhor, nossos) à conta de um genro, meio pobretão. Um dia, o beneficiário decidiu se separar da mulher. O ex-sogro foi atrás: “Cadê meu dinheiro?” O ex-genro fez aquela cara de indignado: “Que dinheiro? Prova que há dinheiro seu comigo.” Ladrão que rouba ladrão… Hoje, o ex-genro mora com a nova mulher num condomínio de alto luxo.
Sou cético quanto à ética dos políticos ou de qualquer outro grupo social, incluídos frades e padres. Acredito, sim, na ética da política, e não na política. Ou seja, criar instituições e mecanismos que coíbam quem se sente tentado a corromper ou ser corrompido, A carne é fraca, diz o Evangelho. Mas as instituições devem ser suficientemente fortes, as investigações rigorosas e as punições severas. A impunidade faz o bandido. E, no caso de políticos, ela se soma à imunidade. Haja ladroeira!
Daí a urgência da reforma política – tema que anda esquecido – e de profunda reforma do nosso sistema judiciário. Adianta a Polícia Federal prender se, no dia seguinte, todos voltam à rua ansiosos por destruir provas? E ainda se gasta saliva quanto ao uso de algemas, olvidando os milhões surrupiados… e jamais devolvidos aos cofres públicos.
Ainda que o suspeito fique em liberdade, por que a Justiça não lhe congela os bens e o impede de movimentar contas bancárias? A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Os corruptos sabem muito bem o quanto ele pode ser agraciado ou prejudicado.
As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema vergonha de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de pecado deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a autoestima de ser honesto e de preservar o patrimônio publico.
*Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro”, que a editora Rocco faz chegar às livrarias esta semana. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.

1º Encontro Mundial de Blogueiros

Por Altamiro Borges
As novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais, adquirem um papel cada vez mais relevante no mundo contemporâneo. As informações circulam online, contribuindo para democratizar a comunicação – seja nas revoltas do mundo árabe, na “revolução dos indignados” da Espanha, nos vazamentos do Wikileaks ou nas eleições que agitam vários países. A produção cultural e o entretenimento ganham maior difusão na web. A internet passa a fazer parte do cotidiano de bilhões de pessoas.

Num curto espaço de tempo, esta nova ferramenta tecnológica mostra todo o seu potencial para o desenvolvimento – econômico, social e político. Ela coloca em xeque a chamada “velha mídia” – com a queda das tiragens dos jornais e a migração da audiência das TVs e rádios. O impacto já se dá inclusive no terreno da publicidade. Pesquisa divulgada em março mostra que nos EUA os anúncios na internet já superaram os investidos na mídia impressa.

Mais do que nunca é preciso valorizar as novas mídias. É urgente entender melhor este fenômeno e suas tendências; investir mais no seu florescimento e aperfeiçoamento. Há consenso de que elas contribuem para o avanço da democracia. Com este objetivo, a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e o Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, com o apoio institucional da Itaipu Binacional, promovem o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, com o tema “O papel das novas mídias na construção da democracia”, de 27 a 29 de outubro de 2011, em Foz do Iguaçu, Paraná (BR).

Programação:

27 de outubro – quinta-feira:

17 horas - Início do credenciamento;

19 horas – abertura oficial com a presença de autoridades e promotores do evento;

28 de outubro – sexta-feira:

9 horas – Debate: “O papel das novas mídias”

- Ignácio Ramonet - criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;

- Kristinn Hrafnsson – porta-voz do WikiLeaks [*];

- Dênis de Moraes - organizador do livro “Mutações do visível: da comunicação de massa à comunicação em rede”;

* Mesa dirigida por Natalia Vianna (Agência Pública) e Tatiane Pires (blogueira do RS);

14 horas – Painel: “Experiências nos EUA e Europa”

- Amy Gooldman (EUA) – responsável pela rede Democracy Now;

- Pascual Serrano (Espanha) - blogueiro e fundador do sítio Rebelion;

- Richard Barbrooke – jornalista da Rússia [*];

* Mesa dirigida por Renata Mielli e Maria Inês Nassif.

16 horas – Painel: “Experiências na Ásia e África”.

- Ahmed Bahgat – blogueiro do Egito;

- Nadine Mo’wwad – blogueira do Líbano [*];

- Pepe Escobar – jornalista e colunista do sítio Ásia Times Online;

* Mesa dirigida por Sérgio Telles (blogueiro RJ) e Leandro Fortes (CartaCapital);

Dia 29 de outubro – sábado:

9 horas – Painel: “Experiências na América Latina”.

- Iroel Sanchez – blogueiro cubano da página La Pupila Insomne:

- Blanca Josales – secretária de redes sociais do governo do Peru;

- Martin Becerra – blogueiro da Argentina;

* Mesa dirigida por Sérgio Bertoni (blogueiro PR) e Cido Araújo (blogueiro SP);

14 horas – Painel: “As experiências no Brasil”

- Emir Sader – blogueiro e articulista do sítio Carta Maior;

- Luis Nassif – criador do blog do Nassif;

- Esmael Moraes – criador do blog do Esmael.

- Conceição Oliveira – criadora do blog Maria Frô e tuiteira.

* Mesa dirigida por Daniel Bezerra (blogueiro CE) e Altino Machado (blogueiro AC).

16 horas – Debate: A luta pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação.

– Paulo Bernardo – ministro das Comunicações do Brasil [*];

- Jesse Chacón - ex-ministro das Comunicações da Venezuela;

- Damian Loreti – integrante da comissão que elaborou a Ley de Medios na Argentina;

* Mesa dirigida por Joaquim Palhares e Altamiro Borges.

18 horas – Ato de encerramento.

- Aprovação da Carta de Foz do Iguaçu (propostas e organização).

[*] Os nomes com asterisco ainda não foram confirmados.

Público alvo

- Internautas dos EUA, Europa, Ásia e África – 20 participantes;

- Internautas da América Latina – 50 participantes;

- Ativistas digitais, jornalistas e estudantes brasileiros – 200 participantes;

Inscrições e estrutura do evento

As inscrições e acertos de viagem e hospedagem devem ser feitos no sítio do Encontro Mundial de Blogueiros. As vagas são limitadas e o prazo de inscrição se encerra em 20 de outubro.

Veja mais 02 videoclipes que concorrem a melhor do ano no VMB

Por Guilherme Bryan
Do Yahoo notíciais
Esqueça Restart, Luan Santana, Sandy, Wanessa e companhia. Entre os dez indicados ao Video Music Brasil, prêmio concedido pela MTV Brasil, de melhor videoclipe do ano, não aparece nenhum desses artistas mais populares. Sinal de que a premiação está se levando mais a sério e valorizando produções de qualidade.
Os internautas poderão votar (vmb.mtv.uol.com.br)em apenas quatro categorias, incluindo a de melhor videoclipe, e os vencedores serão anunciados em 20 de outubro, numa festa nos Estúdios Quanta, em São Paulo, que terá transmissão ao vivo pela emissora. Um bom exercício é comparar esses indicados com os do VMA e descobrir como os realizadores de videoclipes brasileiros são talentosos e criativos.

Veja a seguir a lista desses dez indicados e o que possui de especial e vamos divulgar mais 02 (dois) vídeos da sequência, prometendo em divulgar os 06 (seis) restantes em breve:
1 — Subirusdoistiozin — Criolo — Direção: Tom Stringhini e Alexandre Casagrande
Videoclipe que mostra a história de dois garotos e de dois homens, com ótimos efeitos sonoros, que modificam totalmente a canção com a inserção de ruídos e falas; a incrível passagem de tempo por meio de dois diferentes tipos de rádio; e a atuação sempre magistral do veterano Abrahão Farc. O final é surpreendente.
2 — Então Toma — Emicida. Direção: Fred Ouro Preto
Com referências evidentes aos seriados policiais dos anos 70 e os videoclipes dirigidos por Spike Jonze, essa produção muito bem-humorada e denominada "o maior filme de todos os tempos" merece atenção pela edição esperta, a utilização de efeitos gráficos, imagens filmadas em ângulos inusitados e a narrativa policial.
3 — Banho de Bucha — Garotas Suecas. Direção: Arthur Warren e Suza
A presença do ex-dançarino do É O Tchan, Jacaré, e a grande utilização de efeitos visuais, principalmente de chroma-key e bastante retrô, garantem a diversão. A variação imensa de cores e a multiplicação do dançarino na tela também são destaques.
4 — É Preciso (A Próxima Parada) — Jota Quest. Direção: Conrado Almada
Conrado Almada aposta na técnica do "stop motion", como já havia feito com Sandy e Skank, e divide a tela em várias janelas, que se completam a partir de fotos das antigas polaróides. Não tem nada de tão original, mas é bem atraente pela inserção de vários ruídos visuais e pelos desenhos em imagens de diferentes origens e cromaticidades.
5 — Andei — Lurdez da Luz. Direção: João Solda
A banda caminha, cantando, e vai atraindo novos amigos por onde passa. Você já viu isso em algum outro lugar, não? Mas desta vez não se trata de plano sequência e foi registrado pelas ruas do centro de São Paulo. É quase uma versão mais moderninha de "Mama África".
6 — Nem Fé Nem Santo — Mallu Magalhães. Direção: Fabricio Pires Bittar de Carvalho
Mallu Magalhães canta o tempo todo olhando para a câmera, de vestido bege e enfeites no cabelo. Interagindo com ela, na frente ou ao fundo, aparecem diversos desenhos, como maquetes ou cenários teatrais. Mais uma vez não há nada de muito original. Não dá para não rir da sequência em que um varal cheio de roupas passa na frente dela.
7 — O Tempo — Móveis Coloniais de Acaju. Direção: Steve ePonto
Videoclipe muito divertido que se vale de outra mania nos videoclipes — as dancinhas bizarras. Com a maior parte das imagens bem aceleradas, os integrantes da banda dançam, cantam, gesticulam e movimentam os braços diante do que parece ser um estacionamento coberto e atrás de um vidro sendo grafitado. Há aqui um meticuloso trabalho de pós-produção.
8 — Só Agora — Pitty. Direção: Ricardo Spencer
O videoclipe se passa em 1976, um ano antes de Pitty nascer. Para transmitir veracidade, o diretor Ricardo Spencer resolveu filmar tudo em Super-8, numa chácara em São Paulo, reunindo amigos e filhos de amigos da artista. Também houve grande cuidado com cenários e figurinos, e até mesmo os carros são os da época.
9 — Nightwalker — Thiago Pethit. Direção: Vera Egito e Renata Chebel
Estrelado por Alice Braga, esse videoclipe foi filmado nas ruas de São Paulo e faz referência à personagem de Sônia Braga, tia da atriz, no filme "Eu Te Amo", dirigido por Arnaldo Jabor, em 1981, com direito a maquiagem preta carregada e o vestido prata de lantejoulas. Interessante é o efeito produzido pela dublagem que a atriz faz do cantor.
10 — Antimonotonia — Mombojó. Direção. Fernando Sanches
Esse videoclipe ainda não estreou e nem está disponível. Certamente, só a direção da MTV Brasil já teve acesso a ele. Pelo trailer, dá para imaginar que se trata de uma brincadeira com os filmes de ficção científica, com pessoas fantasiadas e um cenário que simula planeta perdido.





Nesta 5ª, PAPOÉTICO, no Sebo do Chiquinho.

Olá, galera do PAPOÉTICO. Completamos no dia 25 de agosto 9 (nove) meses de debates (desde 25 de novembro de 2010), no Sebo do Chiquinho (CHICO DISCOS).  RUA DE SÃO JOÃO (ESQUINA COM RUA DOS AFOGADOS, ONDE TEM UM SEMÁFORO), 389 – A, ALTOS DO BANCO BOMSUCESSO, ENTRADA PELA RUA DE SÃO JOÃO.
 
Além de vender livros, Chiquinho vende CD'S. Funciona um barzinho com som de primeira. Papos sobre arte e cultura. Espaço para leituras de poesia, performances, leituras de trechos de contos e canjas musicais.
 
Nesta quinta-feira, 1º de setembro, às 19h30, no Papoético, Bate Papo
 sobre Sebo Cultural, uma ideia, com: Joãozinho Ribeiro (compositor,
 produtor cultural, poeta)
 
 
Divulguem nos seus blogs e levem convidados.
Coordenação: Paulo Melo Sousa.
Fone: 88245662

2ª Feira do Livro no Shopping Rio Anil será aberta nesta quinta.

Do Jornalismopw
Neste mês de aniversário, a cidade de São Luís ganha de presente uma programação cultural especial para comemorar os seus 399 anos de fundação. A Associação de Livreiros do Estado do Maranhão promoverá a 2ª Feira do Livro no Shopping Rio Anil (Turu) de 01 a 18 de setembro. São 15 estandes e mais de 20 mil títulos de 54 editoras. A feira será aberta nesta quinta, às 10hs, na Galeria de Eventos do Rio Anil Shopping, no espaço de acesso às lojas pelo estacionamento coberto.

A programação cultural e artística da 2ª Feira do Livro no Shopping Rio Anil: “Comunidade Lendo, São Luís Crescendo”, terá sorteios diários de livros, CDs e DVDs para o público de todas as idades, lançamentos literários, tardes/noites de autógrafos com autores maranhenses e convidados, teatro infantis que estimula o hábito da leitura nas crianças e adolescentes. O público poderá manusear e adquirir os livros de ficção, não-ficção, religiosos, literários e técnico-científicos de todas as áreas do conhecimento.
A irmã Maria da Glória, da Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão, destaca a importância da feira para resgatar, valorizar e estimular a tradição literária local. “Queremos recuperar essa valiosa tradição de São Luís, Athenas Maranhense. Terra abençoada pela produção de conhecimentos literários e pensamentos iluminados de várias gerações de escritores”, disse Maria da Glória. O livreiro Milton Lira também enfatizou o compromisso da Feira com a formação de novos leitores.

“Por meio da realização desta 2º Feira do Livro no Shopping, a Associação dos Livreiros do Maranhão e o Rio Anil estimulam o hábito da leitura no público de todas as idades. A feira é estratégica para incentivar crianças, jovens e adultos lerem”, disse Lima. As 15 livrarias participantes são Paulinas, Saci-Pererê, Paulus, Vozes, Banca dos Concursos, Distelma, Socorro, Nobel, Mundo de Sofia, Prazer de Ler, CPAD, DML, Federação Espírita (Femar), Perfomance e Tambores. Participe e leve a família.

CONTATOS
Irmã Maria da Glória - 3232 3068
Milton Lira - 8116 0120
Gislane Frazão - 8844 6077

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Como se vinga Israel das crianças que atiram pedras

Do diárioLiberdade
O menino, pequeno e frágil, está lutando para ficar acordado. Sua cabeça pende para o lado, a certa altura caindo sobre o peito. “Levanta a cabeça! Levanta!”, grita um dos interrogadores, estapeando o menino. Mas ele a essa altura não parece mais se importar, porque está acordado por pelo menos doze horas desde que foi tirado de casa e separado dos pais às duas da manhã, sob a mira de uma arma. “Eu gostaria que vocês me soltassem”, ele choraminga, “assim eu poderia dormir um pouco”.
Durante o vídeo, de quase seis horas, o palestino Islam Tamimi, de 14 anos de idade, exausto e amedrontado, é continuamente pressionado, a ponto de começar a incriminar homens de sua vila e a tecer lendas fantásticas que, acredita, seus tormentadores querem ouvir.
Estas imagens raras, vistas pelo Independent, oferecem uma janela num interrogatório israelense, quase um rito de passagem que centenas de crianças palestinas acusadas de atirar pedras enfrentam todo ano.
Israel tem defendido fortemente seu comportamento, argumentando que o tratamento dados aos menores melhorou vastamente com a criação de uma corte militar juvenil dois anos atrás. Mas as crianças que enfrentaram a dura justiça da ocupação contam uma história bem diferente.
“Os problemas começam muito antes de as crianças serem trazidas para o tribunal, começam com a prisão delas”, diz Naomi Lalo, uma ativista do No Legal Frontiers, um grupo israelense que monitora os tribunais militares. É durante os interrogatórios que o destino da criança  “é decidido”, ela diz.
Sameer Shilu, de 12 anos, estava dormindo quando soldados derrubaram a porta da frente da casa dele uma noite. Ele e o irmão mais velho sairam do quarto com os olhos embaçados para encontrar seis soldados destruindo a sala-de-estar.
Checando o nome do menino na carteira de identidade do pai, o oficial israelense parecia “chocado” quando viu que precisava prender uma criança, disse o pai de Sameer, Saher. “Eu disse, ‘ele é muito jovem: por que você o quer?’ ‘Eu não sei’, ele respondeu”. Vendado e com as mãos dolorosamente atadas por algemas plásticas nas costas, Sameer foi colocado em um Jeep, com o pai gritando que não tivesse medo. “Nós choramos, todos nós”, o pai diz. “Eu conheço meus filhos; eles não atiram pedras”.
Nas horas que antecederam o interrogatório, Sameer foi mantido vendado e algemado, sem poder dormir. Eventualmente levado para um interrogatório sem um advogado ou parente presente, um homem o acusou de participar de uma demonstração e mostrou imagens de um menino atirando pedras, dizendo que era ele.
“Ele disse, ‘este é você’ e eu disse que não era eu. Então ele me perguntou, ‘quem são eles?’ e eu disse que não sabia”, Sammer conta. “A certa altura, o homem começou a gritar comigo, me agarrou pelo colarinho e disse ‘eu vou jogar você pela janela e te bater com um pau, se você não confessar’”.
Sameer, que se disse inocente, teve sorte; ele foi solto algumas horas depois. Mas a maior parte das crianças é amedrontada a ponto de assinar uma confissão, sob ameaça de violência física ou contra as famílias, como a da retirada das permissões de trabalho.
Quando uma confissão é assinada, os advogados geralmente orientam as crianças a aceitar um acordo e a servir uma sentença de prisão, mesmo que não sejam culpadas. Alegar inocência quase sempre representa longas ações no tribunal, durante as quais a criança quase sempre fica presa. Sentenças em favor das crianças são raras. “Numa corte militar, você deve saber que não deve procurar por justiça”, diz Gabi Lasky, uma advogada israelense que representou crianças.
Existem muitas crianças palestinas em vilas da Cisjordânia sob a sombra do Muro israelense da separação ou de assentamentos judaicos em terras palestinas. Onde grandes protestos não-violentos se deram como forma de resistência, existem crianças que atiraram pedras e patrulhas de Israel nessas vilas são comuns. Mas advogados e grupos de defesa dos Direitos Humanos protestam contra a política de Israel de tornar alvo as crianças de vilas que resistem à ocupação.
Na maioria dos casos, crianças de até 12 anos de idade são arrancadas da cama à noite, algemadas e vendadas, ficam sem dormir ou sem comida, são submetidas a longos interrogatórios e então forçadas a assinar confissões em hebreu, um idioma que poucas tem capacidade de ler.
O grupo de Direitos Humanos B’Tselem concluiu que “os direitos dos menores são severamente violados, que a lei quase sempre fracassa na proteção de seus direitos, e que os poucos direitos dados a eles sob a lei não são implementados”.
Israel alega que trata os menores palestinos no espírito de sua própria lei para jovens mas, na prática, este é raramente o caso. Por exemplo, crianças não deveriam ser presas à noite, advogados e parentes deveriam estar presentes durante os interrogatórios e é preciso ler os direitos para as crianças presas. Mas Israel trata isso como comportamento recomendando, não como exigência legal, e os direitos das crianças são frequentemente violados. Israel considera jovens israelenses como crianças até 18 anos, enquanto palestinos são vistos como adultos a partir dos 16 anos de idade.
Advogados e ativistas dizem que mais de 200 crianças palestinas estão em prisões israelenses. “Se você quer prender estas crianças, se quer julgá-las”, diz a srta. Lalo, “tudo bem, mas faça isso de acordo com a lei de Israel. Dê a elas os seus direitos”.
No caso de Islam, o menino do vídeo, a advogada dele, srta. Lasky, acredita que o vídeo é prova de sérias irregularidades no interrogatório.
Em particular, o interrogador não disse a Islam que ele tinha direito de ficar calado, e o menino foi ouvido sem a advogada, que tentou vê-lo mas não conseguiu. Em vez disso, o interrogador pediu a Islam que contasse tudo a ele e aos colegas, sugerindo que se fizesse isso ele seria solto. Um interrogador sugestivamente socou uma das mãos, fechada, na palma da outra.
Ao final do interrogatório Islam, chorando entre soluços, sucumbiu aos interrogadores, aparentemente dando a eles o que queriam ouvir. Numa página de fotografias, a mão do menino se moveu sobre as imagens, identificando moradores da vila que mais tarde seriam presos por protestar.
A srta. Lasky espera que a divulgação do vídeo mude o tratamento das crianças presas nos territórios ocupados, em particular na forma como são usadas para incriminar outros, o que advogados alegam é o principal objetivo dos interrogadores. O vídeo ajudou a conseguir a soltura de Islam, do presídio para prisão domiciliar, e pode levá-lo a ser inocentado das acusações de atirar pedras. Mas, neste momento, um Islam silencioso não acredita em sua sorte. A metros de sua casa em Nabi Saleh fica a casa de uma prima, cujo marido está preso à espera de julgamento junto com uma dúzia de outros com base na confissão do menino.
A prima é magnânima. “Ele é uma vítima, ele é apenas uma criança”, diz Nariman Tamimi, de 35 anos, cujo marido, Bassem, de 45 anos, está na prisão. “Não devemos culpá-lo pelo que aconteceu. Ele estava sob enorme pressão”.
A política de Israel tem sido bem sucedida num sentido: criar medo entre as crianças e evitar que elas participem de futuras manifestações. Mas as crianças ficam traumatizadas, sujeitas a pesadelos e a molhar a cama à noite. A maioria acaba perdendo o ano escolar, ou abandona a escola.
Os críticos de Israel dizem que a política em relação às crianças palestinas está criando uma nova geração de ativistas com os corações cheios de ódio contra Israel. Outros dizem que ela mancha o caráter do país. “Israel não tem nada que prender estas crianças, julgá-las ou oprimí-las”, a srta. Lalo diz, com os olhos marejados. “Elas não são nossas crianças. Meu país está fazendo muitas coisas erradas e as justificando. Nós deveríamos servir de exemplo, mas nos tornamos um estado opressor”.

Números de crianças detidas
7000. O número estimado de crianças palestinas detidas e processadas pelos tribunais militares israelenses desde 2000, de acordo com relatório do Defesa Internacional de Crianças Palestinas (DCIP)
87% -  Porcentagem de crianças submetidas a alguma forma de violência física durante a custódia. Cerca de 91% tiveram os olhos vendados em algum momento da detenção.
12 anos - A idade mínima de responsabilidade criminal, conforme estipulado pela Ordem Militar 1651.
62% -  Porcentagem das crianças presas entre meia-noite e 5 da manhã.
Tradução de Viomundo
Através de Esculca

Dez videoclipes concorrem a melhor do ano no VMB

Por Guilherme Bryan
Do Yahoo notíciais
Esqueça Restart, Luan Santana, Sandy, Wanessa e companhia. Entre os dez indicados ao Video Music Brasil, prêmio concedido pela MTV Brasil, de melhor videoclipe do ano, não aparece nenhum desses artistas mais populares. Sinal de que a premiação está se levando mais a sério e valorizando produções de qualidade.
Os internautas poderão votar (vmb.mtv.uol.com.br)em apenas quatro categorias, incluindo a de melhor videoclipe, e os vencedores serão anunciados em 20 de outubro, numa festa nos Estúdios Quanta, em São Paulo, que terá transmissão ao vivo pela emissora. Um bom exercício é comparar esses indicados com os do VMA e descobrir como os realizadores de videoclipes brasileiros são talentosos e criativos.

Veja a seguir a lista desses dez indicados e o que possui de especial e vamos divulgar logo 02 (dois) vídeos da sequência, prometendo em divulgar os 08 (oito) restantes em breve:
1 — Subirusdoistiozin — Criolo — Direção: Tom Stringhini e Alexandre Casagrande
Videoclipe que mostra a história de dois garotos e de dois homens, com ótimos efeitos sonoros, que modificam totalmente a canção com a inserção de ruídos e falas; a incrível passagem de tempo por meio de dois diferentes tipos de rádio; e a atuação sempre magistral do veterano Abrahão Farc. O final é surpreendente.
2 — Então Toma — Emicida. Direção: Fred Ouro Preto
Com referências evidentes aos seriados policiais dos anos 70 e os videoclipes dirigidos por Spike Jonze, essa produção muito bem-humorada e denominada "o maior filme de todos os tempos" merece atenção pela edição esperta, a utilização de efeitos gráficos, imagens filmadas em ângulos inusitados e a narrativa policial.
3 — Banho de Bucha — Garotas Suecas. Direção: Arthur Warren e Suza
A presença do ex-dançarino do É O Tchan, Jacaré, e a grande utilização de efeitos visuais, principalmente de chroma-key e bastante retrô, garantem a diversão. A variação imensa de cores e a multiplicação do dançarino na tela também são destaques.
4 — É Preciso (A Próxima Parada) — Jota Quest. Direção: Conrado Almada
Conrado Almada aposta na técnica do "stop motion", como já havia feito com Sandy e Skank, e divide a tela em várias janelas, que se completam a partir de fotos das antigas polaróides. Não tem nada de tão original, mas é bem atraente pela inserção de vários ruídos visuais e pelos desenhos em imagens de diferentes origens e cromaticidades.

5 — Andei — Lurdez da Luz. Direção: João Solda
A banda caminha, cantando, e vai atraindo novos amigos por onde passa. Você já viu isso em algum outro lugar, não? Mas desta vez não se trata de plano sequência e foi registrado pelas ruas do centro de São Paulo. É quase uma versão mais moderninha de "Mama África".

6 — Nem Fé Nem Santo — Mallu Magalhães. Direção: Fabricio Pires Bittar de Carvalho
Mallu Magalhães canta o tempo todo olhando para a câmera, de vestido bege e enfeites no cabelo. Interagindo com ela, na frente ou ao fundo, aparecem diversos desenhos, como maquetes ou cenários teatrais. Mais uma vez não há nada de muito original. Não dá para não rir da sequência em que um varal cheio de roupas passa na frente dela.

7 — O Tempo — Móveis Coloniais de Acaju. Direção: Steve ePonto
Videoclipe muito divertido que se vale de outra mania nos videoclipes — as dancinhas bizarras. Com a maior parte das imagens bem aceleradas, os integrantes da banda dançam, cantam, gesticulam e movimentam os braços diante do que parece ser um estacionamento coberto e atrás de um vidro sendo grafitado. Há aqui um meticuloso trabalho de pós-produção.

8 — Só Agora — Pitty. Direção: Ricardo Spencer
O videoclipe se passa em 1976, um ano antes de Pitty nascer. Para transmitir veracidade, o diretor Ricardo Spencer resolveu filmar tudo em Super-8, numa chácara em São Paulo, reunindo amigos e filhos de amigos da artista. Também houve grande cuidado com cenários e figurinos, e até mesmo os carros são os da época.

9 — Nightwalker — Thiago Pethit. Direção: Vera Egito e Renata Chebel
Estrelado por Alice Braga, esse videoclipe foi filmado nas ruas de São Paulo e faz referência à personagem de Sônia Braga, tia da atriz, no filme "Eu Te Amo", dirigido por Arnaldo Jabor, em 1981, com direito a maquiagem preta carregada e o vestido prata de lantejoulas. Interessante é o efeito produzido pela dublagem que a atriz faz do cantor.

10 — Antimonotonia — Mombojó. Direção. Fernando Sanches
Esse videoclipe ainda não estreou e nem está disponível. Certamente, só a direção da MTV Brasil já teve acesso a ele. Pelo trailer, dá para imaginar que se trata de uma brincadeira com os filmes de ficção científica, com pessoas fantasiadas e um cenário que simula planeta perdido.




sábado, 27 de agosto de 2011

Olimpíadas: Maracanã será o palco da abertura e encerramento

O futuro Complexo Maracanã
Do Correio do Brasil
O estádio do Maracanã será o palco da cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, anunciou a secretária estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Márcia Lins, nesta sexta-feira.
É a primeira vez na história do evento que um estádio não-olímpico sediará as duas cerimônias, disse ela. Márcia lembrou que na China o evento foi realizado no estádio olímpico conhecido como “Ninho de Pássaro” e que em Londres, no ano que vem, também ocorrerá no estádio olímpico da capital inglesa.
– Sempre acontece no estádio olímpico. O Maracanã não é um estádio olímpico, mas pelo simbolismo, glamour e história, será no Maracanã –, disse ela.
– O nosso estádio olímpico é o João Havelange (Engenhão). Nós decidimos que quem vai abrir e encerrar é o Maracanã pela representatividade no imaginário mundial e internacional que o Maracanã tem.
Segundo ela, o estádio também sediará os jogos da etapa final das Olimpíadas de 2016.
O estádio passa por obras de modernização e adaptação para a Copa do Mundo de 2014. Os investimentos são de quase R$ 1 bilhão.
Na semana passada, operários da obra iniciaram uma greve que durou cinco dias e entre as reivindicações dos trabalhadores estavam melhorias na condição de segurança e trabalho.
– Não será uma paralização de cinco dias que vai prejudicar o nosso cronograma. Estamos com o cronograma mantido. A obra ficará pronta no fim do ano que vem e no início de 2013 faremos adaptações de estruturas provisórias para a Copa das Confederações –, disse a secretária.  
De acordo com ela, a fase de demolições no estádio deverá ser finalizada em um mês e, a partir de outubro, deve começar a fase de construção de estruturas novas.
– O efetivo de trabalhadores deve dobrar dos atuais de 2 mil para 4 mil empregados até o final do ano –, disse ela.
O Maracanã vai sediar jogos da Copa das Confederações e será palco da final da Copa de 2014.

Educação / Cultura Popular

Da ANF*
Há muito a escola é mera reprodutora da ideologia burguesa e não contempla às necessidades populares. Vem aí uma reforma com o viés de profissionalização – para nos transformar em mão de obra barata, agora qualificada – mas será no mesmo estilo à que está aí, apenas para tentar salvar a ideologia burguesa, para nos incluir no sistema com medo de nossa revolução.
É óbvio que temos que frequentar a escola. Isso não se discute, pois é só a partir do diploma que teremos um espaço na sociedade. Aprenderemos algumas coisas boas também, se tivermos sorte e pegarmos docentes que ainda não tenham desistido. Esse lance de ter o diploma, a meritocracia, a cada ano se intensifica. Antes era necessário ter faculdade para uma boa qualificação. Agora, como estamos chegando à ela, é necessário pós, mestrado, etc…É um dos instrumentos mais poderosos de distinção social, para separar ricos e pobres no mundo de trabalho capitalista.
Mas, como somos criativ@s, temos encontrado modos de viver bem e com dignidade, sem nos rebaixar ao que o sistema quer. Sem entrarmos no tráfico, na criminalidade…E sem dependermos só do pagode, futebol…Estamos produzindo arte, cultura e conhecimento. Hoje quando conseguimos chegar na faculdade não precisamos mais repetir a ideologia capitalista, pois temos teorias que partem de nossa realidade e a partir delas podemos produzir conhecimento. Quando aprendemos uma profissão, pensamos formas alternativas de usá-las para o nosso bem e não precisamos mais nos submeter a um salário de miséria imundo que o sistema quer nos dar para que não ganhemos o necessário para uma vida boa….O caminho é esse! Somos pouc@s ainda, mas estamos crescendo, nossas redes estão aumentando e junt@s vamos mudar essa parada.
Vai dois vídeos para pensarmos no assunto:
*ANF - Agência de Notíciaisl das Favelas

Pelo fim dos fumódromos

Do Sul 21
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado realiza reunião extraordinária na terça-feira (30) para votar projeto de lei que proíbe do uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e assemelhados em recinto coletivo, privado ou público. O projeto, de autoria do ex-senador Tião Viana (PT-AC), tem como objetivo eliminar os chamados “fumódromos” em todo o território nacional, o que gera polêmica entre entidades favoráveis e contrárias à proibição. De acordo com o autor do projeto, a proibição dos fumódromos é o único meio de proteger os não-fumantes da ação dos poluentes que decorrem da queima do tabaco. O relator do projeto, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), votou pela aprovação e pela rejeição de outros dois projetos que tramitam conjuntamente, tratando de matéria semelhante.

Lavradores sem terra, quilombolas e índios seguem acampados no INCRA do Maranhão

Do Jornal Vias de Fato
A sede do INCRA no Maranhão seguirá, por tempo indeterminado, ocupada por lavradores sem terra, quilombolas e índios. Desde o dia 25/08 (quinta-feira), o acampamento que estava na Praça Pedro II, se mudou com mochilas e colchonetes para a sede do órgão. Junto com o acampamento estão faixas com críticas aos governos Roseana e Dilma Roussef. A decisão de ficar foi tomada na tarde de ontem (sexta/26/08), por uma plenária que reuniu algo em torno de 300 acampados.
 
Nos dois primeiros dias de ocupação do INCRA eles se reuniram com o atual superintendente do órgão, José Inácio, um burocrata que representa os interesses da oligarquia latifundiária, recentemente nomeado para o cargo. A conversa se deu na base da pressão e nela não foi dito nada de concreto aos acampados. Entre os que ocuparam o INCRA, ninguém está ali para ouvir embromação, ser cooptado pelo governo ou aparecer como personagem de propagandas enganosa. 
 
Os acampados denunciam todo o fracasso da política de reforma agrária do governo federal e estadual, onde se inclui problemas relativos à titulação de terras, educação, saúde e moradia. Entre questões levantadas pelo atual movimento está novamente a segurança de dezenas de liderança rurais ameaçadas. Segundo Elias Araújo, do MST, “o grande problema é que o policiamento é ruim e o governo do Estado pior ainda”. Segundo ele “até agora nada foi feito”.
 
Ontem (sexta, 26/08), enquanto seguiu a pressão via acampamento, um dos advogados ligado a Comissão de Direitos Humanos da OAB acompanhou Catarino dos Santos, o Santinho, para prestar depoimento na Corregedoria Adjunta da polícia militar e na secretária de segurança do Estado. A ameaça contra ele foi feita por um Policial Militar e aconteceu no dia 16 de julho. Segundo Santinho, “as ameaças continuam, as pessoas têm medo de andar comigo, até os mototaxistas não querem fazer corrida comigo com medo de serem mortos também”.
 
A partir de segunda-feira vai ser retomada a pressão em cima do comando do INCRA, que tem como principal “argumento” sua limitação orçamentária. A pressão também se estenderá ao governo Roseana, responsável por uma parte significativa dos problemas.
 
Um dos grandes avanços deste atual acampamento é a realização de um movimento camponês reunindo índios, quilombolas e lavradores sem terra, articulados por organizações como MST, Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Quilombolas da Baixada (MOQUIBOM) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), alem do apoio da CONLUTAS, da União por Moradia Popular, de organizações estudantis, de professores universitários e do jornal Vias de Fato.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Leitura é problema para 40% dos alunos que concluem o 3º ano do fundamental

A média em leitura dos alunos foi 185,5 pontos
Do Correio do Brasil
Mais de 40% dos alunos que concluíram o 3° ano do ensino fundamental não têm o aprendizado em leitura esperado para essa etapa. Isso significa que não dominam bem atividades como localizar informações em um texto ou o tema de uma narrativa. É o que aponta o resultado de uma avaliação aplicada no primeiro semestre deste ano a 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e privadas de todas as capitais do país. O objetivo era aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo que aponta o resultado de uma avaliação aplicada no primeiro semestre deste ano a 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e privadas de todas as capitais do país. O objetivo era aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo.
A Prova ABC é uma parceria do movimento Todos Pela Educação, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, da Fundação Cesgranrio e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A avaliação utilizou a mesma escala da desempenho adotada pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), exame aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) aos alunos do 5° e 9° do ensino fundamental. Por esse modelo, o aluno tem o aprendizado considerado adequado quando atinge 175 pontos. O desempenho médio em leitura dos alunos participantes da Prova ABC foi 185,5 pontos, mas há grande variação nas notas de escolas públicas e privadas e entre estudantes do Norte e Nordeste em relação ao restante do país.
Enquanto os alunos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram desempenho acima da média nacional – chegando a 197 pontos no Sul – os do Norte e Nordeste atingiram, respectivamente, 172 e 167 pontos. Os resultados também variam entre as escolas públicas e particulares: a média dos estudantes da rede pública foi 175,8 pontos, contra 216,7 entre os da rede privada.
Os alunos que participaram da prova também fizeram uma redação para avaliar competências como coesão, coerência e adequação do texto ao tema proposto, além da observação das normas ortográficas e de pontuação. O desempenho esperado, em uma escala de 0 a 100, era pelo menos 75 pontos. Mas a média nacional foi 68,1, sendo a nota dos alunos das escolas públicas seis pontos inferior a essa média e a dos estudantes da rede privada, 18 pontos superior.
Também foi avaliado o conhecimento dos participantes em matemática, cuja média nacional foi 171,1 pontos – abaixo do nível determinado como aprendizado adequado. O aluno precisaria atingir 175 para ser considerado apto a resolver problemas envolvendo notas e moedas, além de dominar a adição e a subtração. Apenas 42% do total dos avaliados atingiram esse patamar.
As habilidades dos estudantes com os números também foi superior na rede privada, cuja média foi 211,2 pontos contra 158 na pública. Os alunos do Norte e Nordeste também tiveram resultados inferiores – 152,6 e 158, 2 pontos respectivamente  em relação aos participantes do Sul (185 pontos), Sudeste (179 pontos) e Centro-Oeste (176 pontos).

Para que existem os artistas? Para morrer à míngua?

Fonte: Blog Viva babel
Nada é impossível de mudar
Bertold Brecht
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
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“Dêem-me um anestésico. A vida dói e arde”
Roberto Piva (25 de setembro de 1937 –3 de julho de 2010)
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Não é a primeira vez que amigos de artistas doentes e desamparados pedem contribuições. Agora, trata-se do grande violonista Helio Delmiro.
Só da memória recente, o grande poeta Roberto Piva, que não morreu jogado num leito de enfermaria pública porque seus muitos amigos se mobilizaram.Passou por uma via crúcis idêntica à de milhões de brasileiros sem plano de saúde e sem aposentadoria. Ou com ambos, mas para que migalhas servem?
Artistas, jogadores de futebol são descartáveis, me disse um amigo. O povo? O povo também é descartável.Nos hospitais, eles chamam os aparelhos que mantém as pessoas respirando de “investimento”. A jovem médica residente, que em 2003 me deu notícias de minha mãe agonizante -- que não conseguiu vaga no PS do Incor de São Paulo, e ficou num “puxadinho”-- me disse essas palavras. Investimento. Pacientes são clientes. O mundo é uma roda financeira.
E nesse mundo estamos nós, calados, quietos, achando tudo “normal”. Aqui, falamos da situação dos artistas.
Os artistas, quantos, centenas deles, talvez milhares ao longo da história do Brasil, quantos não morreram desamparados? Depois de nos fazerem rir, chorar, refletir-- cantores, palhaços, atores, dramaturgos, cineastas, músicos, bailarinos, pintores, e tantos?
Que país é este que, depois de evoluir no caminho democrático, de avançar um pouco na questão social, à custa de muita luta dos brasileiros —continua deixando ao léo, sem aposentadoria decente, sem amparo, sem assistência medica decente, seus artistas? E, de resto, a maior parte do povo brasileiro?
Ao que conste, existe um e apenas um lugar dedicado a ampará-los, no Rio de Janeiro, o Retiro dos Artistas (http://www.casadosartistas.org.br/historia.html)
Sim, continuaremos contribuindo com os artistas que necessitam. Faremos eventos, shows em benefício.Porque nós os amamos, respeitamos e agradecemos o que fizeram por nós com sua arte.
Mas e as instâncias que nos governam, respeitam esses artistas ou apenas, quando eles morrem- e se são famosos-- enviam mensagens consternadas de condolências?




















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Vaticano contra governos esquerdistas na América Latina

Do Blog OpenSante
A eleição de presidentes esquerdistas na América Latina preocupou o Vaticano, conforme mostrou um documento diplomático escrito em 2007 e divulgado pelo Wikileaks. Em conversas entre o ex-embaixador norte-americano Francis Rooney no país e o cardeal argentino Leonardo Sandri, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi definido como "um perigo para os governos da América Latina".
Segundo o despacho, Rooney e Sandri compartilhavam a ideia de que a Venezuela exerce um "influência nefasta" na região e ambos demonstraram "preocupação com Chávez e os outros esquerdistas".
Para o Vaticano, os presidentes de esquerda que governam países da América Latina, como Chávez e os irmãos Fidel e Raúl Castro, em Cuba, estão "conectados entre si". De acordo com Sandri, que também era prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais no Vaticano, o assunto despertou a preocupação do próprio Bento XVI, que na mesma época visitou o Brasil.
Para o embaixador norte-americano, as opiniões de Sandri sobre a América Latina e especificamente sobre a Venezuela têm "grande influência" no Vaticano, já que o cardeal foi núncio apostólico no país.
Já Sandri afirmou que se convenceu do perigo que Chávez representa no momento em chegou em Caracas. Para ele, o presidente venezuelano adotou uma linha "mais dura" do que a embaixada norte-americana na época.
O Vaticano, por sua vez, concorda com a "periculosidade" do presidente venezuelano e de seus aliados esquerdistas, mas considera "extremamente complicado" lidar com a situação.
Em razão disso, a Santa Sé não mudou seu posicionamento diante da Venezuela, pois segundo o cardeal, a melhor estratégia é não contrariar Chávez. Mesmo assim, Sandri elogiou a iniciativa dos EUA de ajudar diretamente a Igreja Católica venezuelana como forma de neutralizar a influência do presidente venezuelano.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Zona de Guerra": O Novo Filme de João Castelo em parceria com Roseana Sarney.

San san san São luís do Mara, só é bonito na música...
 
 
Isso é só o "centro", imaginem os bairros...
 
Zona de Guerra: o novo filme de João Castelo e Roseana Sarney
 
 São Luís... AGORA VAI...
 
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Mais um líder de ocupação, trabalhador rural é assassinado no Pará

Trabalhadores rurais na mira da bala
Da Revista Sul 21
Um trabalhador rural foi assassinado nesta quinta-feira (25) em Marabá, no Pará. É o quarto agricultor assassinado nos últimos tempos no Estado, o mesmo onde moram mortos os extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Informações preliminares dão conta de que Valdemar Oliveira Barbosa, assassinado nesta quinta, vinha recendo ameaças de um fazendeiro.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) informou que o assassinato ocorreu nesta quinta, por volta das 10 horas, quando dois pistoleiros que trafegavam em uma moto assassinaram a tiros Valdemar Oliveira Barbosa, conhecido como Piauí. Ele trafegava de bicicleta pelo bairro de São Félix, no município de Marabá, no Pará.
Integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, Valdemar coordenou por vários anos um grupo de famílias que ocupava a fazenda Estrela da Manhã. Como a fazenda não foi desapropriada, ele voltou a morar em Marabá, onde ajudou a organizar uma ocupação urbana na Folha 06, bairro Nova Marabá, onde estava residindo.
Há mais de um ano, Valdemar passou a coordenar um grupo de famílias que ocupava a Fazenda Califórnia no município de Jacundá. No final do ano passado, as famílias foram despejadas da fazenda pela Polícia Militar do Pará. Piauí não perdeu o contato com as famílias e ameaçava voltar a ocupar novamente a Fazenda.
De acordo com informações obtidas pela CPT, a Fazenda Califórnia está localizada a 15 km de Jacundá e, além de pecuária é envolvida com a atividade de carvoaria. Pistoleiros teriam sido contratados pelo fazendeiro para impedir uma nova ocupação do imóvel. O assassinato de Piauí pode ter ligação com a tentativa de reocupação da fazenda.
Após três meses, apenas os assassinatos dos extrativistas de Nova Ipixuna foi parcialmente investigado. Dos 6 homicídios, ninguém foi preso até o momento.
Com informações da Comissão Pastoral da Terra e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá

Charge - Frase







O morris profetandi do Malafaia

Do Blog exemplobereano
Pedindo antecipadamente desculpas pela autocitação, no mês de julho e no último dia 9, no texto "Malafaia quer liberdade de expressão só pra ele", este blog - sem precisar consultar nenhum oráculo - previa:

Entretanto, vez ou outra, ele volta à baila por causa de seus comentários que, ocasionalmente, vemos nos seus programas, como foi o caso de hoje cedinho (vídeos abaixo), em que Malafaia desfilou mais um xororô dizendo-se vítima de uma série de agruras e perseguições para - em seguida - pedir dinheiro. Nada de novo no front. Não será surpresa se, nas próximas semanas, Morris Cerullo ou Mike Murdoch aparecerem por lá com mais uma de suas campanhas mágicas de prosperidade. O esquema é sempre esse: xororô-Cerullo ou xororô-Murdoch. Acredita quem quer. Afinal, vivemos num país democrático e livre, e cada um cuida de si e – tanto quanto pode – dos outros. Se for engodado pela própria concupiscência (Tiago 1:14) e cair no conto do bilhete premiado, aí já é problema dele com Deus.

Pois é... este blog não tem bola de cristal, não joga búzios, não consulta espíritos, não lê mãos ou cartas, nem leva o nome de Deus em vão, mas hoje cedo apareceu o pândego "profetólogo" Morris Cerullo no programa do Malafaia, com uma nova "promoção" de unção financeira não mais a 900 paus, como em 2009, mas a 911 reais. O esquisito é que este povo nunca DÁ bênçãos e unções de graça, por amor e liberalidade, né? Sempre tem que ter algum dinheiro em troca da "unção". Agora, porque R$ 911? Teria sido a inflação? Alguma referência ao 11 de setembro (9/11 na datação inglesa)? Estaríamos diante de mais uma hecatombe malafaiana? Não sabemos... só sabemos que este blog não precisou de revelação ou profecia para antever que dentro de alguns dias os espectros mal-assombrados de Morris Cerullo ou Mike Murdoch (os Nâzgul do Malafaia) iriam aparecer vendendo unção no programa dele. É que já é bastante conhecido o modus operandi do camarada em questão. Se bem que no caso do Cerullo, seria "morris profetandi"? De qualquer maneira, aproveitando os eflúvios místicos e premonitórios baianos, já que os três gostam tanto de "vitória financeira", se eles montassem um trio elétrico de axé, sairiam no Corredor da Vitória em Salvador cantando "chorei, chorei, até ficar com dó de mim + me dá um dinheiro aí", emendando uma na outra sem fim, e não vai faltar folião rasgando dinheiro atrás deste bloco da insensatez...