domingo, 31 de julho de 2011

Os hospitais de Roseana na UTI

Da Revista Isto É Independente 

Fraudes em licitações colocam sob suspeita programa de construção de unidades de saúde da governadora do Maranhão, em um negócio de quase meio bilhão de reais.

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ESCÂNDALO
Relatório da Procuradoria de Contas aponta irregularidades na
licitação e pede a devolução de repasses feitos a empreiteiras




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DENÚNCIA
Documento cita empresas envolvidas


Quem percorre o interior do Maranhão se surpreende com a quantidade de esqueletos de grandes obras abandonadas e expostas ao tempo. Várias delas estão em municípios humildes como Marajá do Sena, Matinha e São João do Paraíso. São hospitais públicos inacabados do programa Saúde é Vida, principal bandeira da campanha de reeleição de Roseana Sarney (PMDB). Com apenas 12% do cronograma cumprido desde que foi lançado há dois anos, o projeto já tem um custo superior a R$ 418 milhões e corre o risco de virar mais um imenso monumento à corrupção. Relatório da Procuradoria de Contas maranhense, obtido com exclusividade por ISTOÉ, acusa o governo de fraudar o processo licitatório, pede a devolução de parte dos repasses e a aplicação de multa ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado da governadora. A investigação dos procuradores Jairo Cavalcanti Vieira e Paulo Henrique Araújo, a partir de representação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão, revela um cipoal de irregularidades e mostra como o governo beneficiou empreiteiras que depois abasteceram o caixa de campanha do PMDB com mais de R$ 2 milhões.

Os problemas começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana resolveu lançar o Saúde é Vida. Mesmo sem previsão orçamentária, a governadora conseguiu incluir o programa no Plano Plurianual e entregou sua execução ao cunhado. Murad, alegando urgência, contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos básico e executivo. Os procuradores descobriram que, na verdade, o projeto básico já tinha sido elaborado por técnicos da própria Secretaria de Saúde. A mesma Proenge venceu, logo depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para a construção de 64 hospitais de 20 leitos. O edital da obra indicava que as empreiteiras vencedoras deveriam elaborar o projeto executivo dos hospitais. Ou seja, a empreiteira acabou recebendo duas vezes para prestar o mesmo serviço. No total, a Proenge recebeu R$ 14,5 milhões. Para os procuradores do TCE maranhense, que questionam o caráter emergencial da contratação, “os valores pagos à empresa Proenge constituem lesão ao erário e devem ser objeto de ressarcimento”. Eles calcularam em R$ 3,6 milhões o total que deve ser devolvido.

As ilegalidades não param aí. A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação. Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso. Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad. Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
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FAVORECIMENTO
Roseana e Ricardo Murad (à esq.), em inauguração
de hospital: eles beneficiaram empreiteiras
A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição. A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE. “Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se tem é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.

Para o deputado Domingos Dutra (PT), os problemas no programa Saúde é Vida vão além do anotado pelos procuradores. Um levantamento das ordens bancárias de 2010 mostra uma série de repasses redondos que, segundo Dutra, “indicariam a prática de caixa 2 para abastecer a campanha de Roseana.” A Dimensão Engenharia, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão em 19 de julho. Três dias antes, a empreiteira Console apresentou fatura de R$ 2 milhões. No mesmo dia, o governo pagou mais R$ 1 milhão à Geotec e R$ 1,5 milhão à Guterres, que no dia 22 recebeu mais R$ 500 mil. A JNS teve três repasses redondos: R$ 300 mil e R$ 50 mil em 16 de abril e R$ 1,5 milhão em 16 de julho. A Lastro teve um repasse de R$ 1,5 milhão; a Proenge, dois repasses de R$ 600 mil e R$ 300 mil; e a Ires Engenharia, um pagamento de R$ 1 milhão. “Nenhuma empresa emite nota fiscal pela prestação de serviços com números redondos”, afirma Dutra. “Geralmente são valores fracionados, até em centavos, como vemos nas dezenas de outras ordens de pagamento.” O parlamentar encaminhou petição ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.

Além dos indícios de corrupção e do uso das obras para angariar dividendos políticos, o deputado federal Ribamar Alves (PSB) ataca a concepção do Saúde é Vida, que, segundo ele, contraria determinações do próprio Ministério da Saúde sobre a construção de hospitais em cidades com menos de 30 mil habitantes. “Essas prefeituras não têm dinheiro para a manutenção desses hospitais nem médicos suficientes ou demanda”, afirma. Ele estima em R$ 500 mil o custo mensal para a manutenção dessas unidades, valor acima da soma dos repasses do Fundeb, do SUS e do Fundo de Participação dos Municípios. “Sem gente nem dinheiro, esses hospitais vão se transformar em imensos elefantes brancos”, diz Alves. O parlamentar lembra que a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou requerimento do deputado Osmar Terra (PMDB/RS) para convidar Murad a prestar esclarecimentos sobre o programa e outros problemas na área da saúde. “Ele tem muito o que explicar”, afirma. Procurado por ISTOÉ, o secretário de Saúde do Maranhão não se manifestou até o fechamento da edição.
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Racistas incendeiam moradia cigana na Alemanha

Por Manuel García Rondón* 
Acabamos de ler a notícia transmitida pela agência EFE e um choque de horror e preocupação nos invadiu. Quando ainda não acreditávamos no que havia acontecido em Oslo (Noruega), eis que outros criminosos racistas e covardes atearam fogo a um prédio inteiro habitado por famílias ciganas.
A agência de notícias divulgou a notícia dizendo que um prédio de apartamentos habitado por famílias ciganas ardeu em chamas na noite passada, na cidade de Leverkusen, de população jovem, às margens do Rio Reno e no meio do caminho entre Dusseldorf e Colônia. Leverkusen é famosa também pelo seu time de futebol, o Bayern-Leverkusen. A polícia alemã não teve dúvidas em afirmar que o incêndio teve intenção racista e xenófoba.

Os pobres ciganos, inquilinos dos apartamentos, conseguiram se salvar, mas o edifício foi completamente queimado e as chamas também afetaram imóveis vizinhos. De qualquer forma, neste momento não se sabe quantas pessoas estavam dentro do prédio quando o incêndio começou. Mas, graças à intervenção dos bombeiros, impediu-se que o fogo se espalhasse para as casas vizinhas, as quais foram ligeiramente afetadas pelas chamas.
Testemunhas presenciais afirmam ter visto até quatro pessoas que, depois de lançar objetos incendiários no andar térreo do prédio, fugiram em dois automóveis. Os suspeitos estavam vestidos de negro e tinham a cabeça raspada, segundo o que essas testemunhas relataram à polícia local. A polícia investiga sua possível origem ultra-direitista, e não descarta a intervenção de outros grupos nazistas e violentos. 
A União Romani iniciou contatos com os principais líderes e associações ciganas alemãs, assim como os responsáveis pelo "Forúm Europeu dos Ciganos", que tem sua sede no Conselho da Europa, em Strasburgo, com o objetivo de se oferecer para trabalhar conjuntamente no que for necessário. Igualmente, a União Romani se dirigiu à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, para que façam a maior pressão possível para a rápida prisão dos criminosos incendiários e tomem medidas para que se ponha freio à onda de atentados racistas que estamos padecendo ultimamente. 
Unimos a nossa dor à dor das famílias dos jovens assassinados de forma vil na Noruega. Hoje, tristemente, nos sentimos unidos na dor, porque a besta racista não conhece limites humanos nem fronteiras territoriais. 

Manuel Garcia Rondon
Secretário Geral da União Romani
Barcelona, 25 de julho de 2011.

Domingo, dia de recordar: O teleférico do Tamancão

Postada em 13/07/2012

O teleférico do Tamancão


Teleférico: Solução de transporte 
Numa conversa um dia desses na feira, eu e os amigos Profº Joaquim Kicil e o Geógrafo Urbano Roberto César Cunha, discutíamos sobre transportes alternativos na nossa atualmente sofrida capital. O papo estava gostoso estávamos  tomando umas loiras geladas com salada de coisa nenhuma, quando  de repente o Profº Kicil acende uma lâmpada: " Que tal um projeto de um teleférico do alto do reviver, precisamente da D.PedroII ao Tamancão ou Ana Jansem, desafogaria por muito tempo o trânsito e beneficiaria milhares de trabalhadores do complexo Itaqui-bacanga."

Eu e o amigo geógrafo Roberto simultaneamente sentimos um grande flash de lucidez do Profº Kicil e começamos a discutir as grandes vantagens dessa luminosa idéia, as dificuldades técnicas e políticas. Técnicas sobre as condições da distância, da altura e que boa parte do trajeto passaria sobre a bahia, mas isso fica pra engenharia calcular não somos da área, mas já embolsávamos preocupações. Nos problemas políticos era com a vontade da mesma, através desse nosso governo municipal atual e até figuras progressistas que como de costumes acham justificativas para não apoiar idéias que vem do povo, como: "isso é muito caro",  "não é prioridade" ou "existem muito mais problemas para resolver do que este".
Praça D.PedroII: Parte alta do Reviver

Lembrando que na postagem deste blog do dia 08/07 " O Teleférico do Complexo do Alemão" tem vários objetivos sociais além de ser o meio de transporte alternativo de massa, servirá pra resgate a cidadania e a dignidade dos moradores, atenderá mais de 30 mil pessoa diariamente, destinará espaços para equipamentos de inserção social como nas suas imediações, bibliotecas, áreas de lazer, postos do vários órgãos públicos.

Agora eu pergunto se as comunidades da área do Itaqui-Bacanga não necessitam desses benefícios? A nossa cidade como todos os seus bairros não merecem ser mais tratada como uma grande capital do nordeste onde se detém o título de "Patrimônio Histórico da Humanidade"?
Tamancão: ligaria com vários bairros da Itaqui-bacanga

Acho que tanto os gestores atuais e futuros pretensos comandantes numa verdadeira concepção de pertencimento da cidade que vive e mora,  devem reeducar seus olhares e desenvolverem projetos cruciais para melhoria da qualidade de vida da nossa São Luís.

Nesse final de semana se dé tudo certo, estaremos na feira novamente perguntando para os outros frequentadores o que eles acham da idéia. E você o que acha?

Domingo, dia de recordar!

Postada em 15/07/2011

Os Otavinhos - aqui tem muitos!

Por Emir Sader:

“Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo.
Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo. Precisam do desencanto da esquerda, para tentar impor a ideia do tango Cambalache: Nada é melhor tudo é igual.

Os otavinhos são jovens de idade, mas envelhecem rapidamente. Passam do ceticismo – todo projeto de transformação deu errado, tudo é ruim, todo tempo passado foi melhor, a política é por natureza corrupta - ao cinismo – quanto menos Estado, melhor, quanto mais mercado, melhor.

São tucanos, seu ídolo é o FHC, seu sonho era fazer chegar o Serra – a quem não respeitam, mas que lhes seria muito funcional – à presidência. Vivem agora a ressaca de outra derrota, em barzinhos da Vila Madalena.

Tem ódio ao povo e a tudo o que cheira povo – popular, sindicatos, Lula, trabalhadores, PT, MST, CUT, esquerda, samba, carnaval.

Se consideram a elite iluminada de um país que não os compreende. Os otavinhos são medíocres e ignorantes, mas se consideram gênios. Uns otavinhos acham isso de si e dos outros otavinhos.

Só leem banalidades – Veja, Caras, etc. -, mas citam muito. Tem inveja dos intelectuais, da vida universitária, do mundo teórico, que sempre tratam de denegrir. Tem sentimento de inferioridade em relação aos intelectuais, que fazem a carreira que eles não conseguiram.

São financiados por bancos da família ou outras entidades afins, para ter jornais, revistas, editoras, fazer cinema, organizar festivais literários elitistas.

Fingem que gostam da França, mas são chegados a Miami.

Ficaram para trás com a internet, então abominam, como conservadores, reacionários idosos que é sua cabeça.

Se reúnem para reclamar do mundo e da sua decadência precoce.

Os otavinhos não tem caráter e por isso se dedicam a tentar denegrir a reputações dos que mantem valores e coerência, para tentar demonstrar que todo mundo é sem caráter, como eles.

Os otavinhos assumem o movimento de 1932, acham que São Paulo é a “locomotiva da nação”, que é uma ilha de civilização cercada de bárbaros por todos os lados. Os otavinhos detestam o Brasil, odeiam o Rio, a Bahia, o Nordeste. Odeiam o povo de São Paulo, querem se apropriar de São Paulo com seu espírito de elite.

Os otavinhos moram ou ambicionam morar nos Jardins e acham que o Brasil seria civilizado quando tudo fosse como nos Jardins.

Os otavinhos nunca leram FHC, não entendem nada do que ele fala, mas o consideram o maior intelectual brasileiro.

Os otavinhos são órfãos da guerra fria, da ditadura e do FHC. Andam olhando pra baixo, tristes, depressivos, infelizes.

Os otavinhos compram todas as revistas culturais, colocam no banco detrás do carro e não lêem nenhuma. Lêem a Veja e Caras.

Os otavinhos acham que a ditadura foi um mal momento, uma ditabranda.

Os otavinhos são deprimidos, depressivos, derrotados, desmoralizados, rancoroso, escrevem com o fígado. Os otavinhos têm úlcera na alma.

Os otavinhos odeiam o Brasil, mas pretendem falar em nome do Brasil, para denegri-lo, promover a baixa estima. Os otavinhos pertencem ao passado, mas insistem em sobreviver.

Flávio Dino, jogando bem na Embratur, promessa de muitos gols.

Dino, Orlando e Pelé, batendo bola em encontro dia 29/07
O Rio de Janeiro foi palco do primeiro evento oficial da Copa do Mundo FIFA 2014. O sorteio das chaves das eliminatórias do mundial aconteceu na Marina da Glória, nessa sexta-feira, dia 30. O presidente do Instituto, Flávio Dino, esteve presente, essa foi a primeira grande oportunidade para divulgar o país e mostrar à mídia global como o Brasil vem se preparando para a Copa.
No Centro de Mídia do evento houve um espaço do Governo Federal destinado ao atendimento e relacionamento com a imprensa nacional e internacional e exibição de filmes sobre o Brasil. Para a Embratur, foi uma oportunidade para que os jornalistas e delegações estrangeiras conhecessem os destinos turísticos brasileiros. Cerca de 600 jornalistas brasileiros e estrangeiros estavão presentes no sorteio, que foi transmitido ao vivo para o mundo.
Durante o evento, foram definidos os grupos dos jogos qualificatórios de cinco regiões: África, Ásia, Europa, Oceania e Américas do Norte, Central e Caribe. A fase classificatória da América do Sul é disputada em formato de turno e returno, com todas as seleções se enfrentando, o que dispensa o sorteio.
O Sorteio Preliminar, do qual 166 seleções participam, contou com a presença de representantes do futebol brasileiro como Zico, Zagallo, Ronaldo, Cafu e Neymar. A cerimônia foi encerrada com shows de artistas brasileiros entre eles Ivan Lins, Ana Carolina e Ivete Sangalo.
A expectativa é que, durante a Copa do Mundo, 600 mil estrangeiros visitem o Brasil e 3 milhões de brasileiros circulem pelo país. Segundo estudo encomendado pelo Ministério do Esporte, os impactos econômicos potenciais resultantes da realização da Copa 2014 podem chegar a R$ 183,2 bilhões. A previsão é que 330 mil empregos permanentes e 380 mil temporários sejam gerados em função do evento.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um banho de desobediência civil em Israel

Do Blog de Maria Frô

Mulheres israelenses e palestinas se refrescam em praia de Tel-Aviv
Com ajuda de mulheres israelenses, palestinas ”driblam” fiscalização para frequentar praias
Apreensivas no início, depois arregalando os olhos de satisfação, as mulheres e meninas entraram no mar sorrindo. De mãos dadas, atiravam as cabeças para trás e riam. A maioria jamais tinha visto o mar. Elas eram palestinas da parte sul da Cisjordânia. O território não tem saída marítima e Israel não lhes permite entrar no país. Elas se arriscaram a um processo criminal, com dezenas de mulheres israelenses que as levaram à praia. E isso, aliás, era parte da questão: protestar contra o que elas e suas anfitriãs consideram leis injustas.
Nas relações palestino-israelenses – sem negociações, com recriminações mútuas, distância crescente e desumanização -, a viagem ilícita foi um raro evento que uniu o mais simples dos prazeres à mais complexa das políticas. Ela mostrou que a coexistência é dura, mas há quem se recuse a desistir dela.
“O que estamos fazendo aqui não mudará a situação”, disse Hanna Rubinstein, que viajou de Haifa a Tel-Aviv para participar. “Mas é mais uma atividade contra a ocupação. Um dia, no futuro, as pessoas perguntarão “Vocês sabiam?” E eu poderei dizer, “Eu sabia. E eu agi”.”
Essas visitas começaram há um ano por ideia de uma israelense. Prosperaram e se transformaram em um pequeno, mas determinado, movimento de desobediência civil. A jornalista Ilana Hammerman vivia na Cisjordânia, onde aprendia árabe, quando uma menina lhe disse que estava desesperada para sair, mesmo por um dia. Aos 66 anos, viúva e mãe de um filho adulto, ela decidiu “contrabandeá-la” para a praia.
Disfarce. Na viagem da semana passada, as mulheres palestinas foram disfarçadas: tiraram as roupas em vez de se cobrir. Elas se sentaram nos bancos traseiros de carros israelenses guiados por mulheres judias de meia-idade, e não usavam os tradicionais lenços de cabeça e vestidos compridos. Quando os carros cruzavam por um posto de inspeção do Exército, apenas acenaram.
As visitantes palestinas têm histórias complicadas. Na maioria de suas famílias, os homens foram presos em algum momento. Por exemplo, Manal, que nunca viu o mar, tem 36 anos, é mãe de três filhos e está grávida; cinco de seus irmãos estão em prisões israelenses, e outro foi morto quando entrou numa escola religiosa de um assentamento armado com uma faca.
As viagens à praia – sete até agora – produziram alguns momentos tensos: um esforço para provocar interesse numa biblioteca universitária fracassou. Além disso, um convite para passar a noite sofreu rejeição dos maridos palestinos. Um policial deixou todos nervosos em uma praia frequentada por judeus.
O jantar da última visita foi uma surpresa. O evento foi organizado por Hagit Aharoni, uma psicoterapeuta e mulher do chef celebridade Yisrael Aharoni. As convidadas amaram a comida de Aharoni.
“Por 44 anos nós ocupamos outro país. Estou com 53, o que significa que a maior parte de minha vida fui uma ocupante”, disse a anfitriã. “Não sou Rosa Parks, mas a admiro, pois ela teve a coragem de violar uma lei que não era justa.”

Associação Comercial de Parauapebas denuncia ‘Calote’ da Vale no PA e MA

Nos últimos 12 meses, quase 20 empresas apresentaram problemas de quebra, fechamento e atrasos nos pagamentos, gerando preocupações de toda a ordem, pois muitos empresários necessitando vender ou prestar serviços, se submetem às pressões dos tomadores que não querem dar nenhuma garantia, mas como prestam serviços para a mineradora Vale, e o empresário, embora temeroso, acabam cedendo à pressão e depois são surpreendidos com algumas empresas que atrasam, outras que não pagam e outras que desaparecem, quebram ou falem, deixando os empresários do comércio e serviços, com os prejuízos e não sabendo a quem recorrer para se defender.
A Acip vem mantendo uma parceria com a Vale, que se comprometeu a priorizar os fornecedores locais e a reunir-se mensalmente com a diretoria da entidade, para discutir os problemas pontuais e tentar, junto às gerências específicas e gestores de contratos, solucionar os problemas trazidos à Acip, porém desde o inicio do segundo semestre de 2010, as reuniões mensais não mais aconteceram, não tendo a Vale informado os motivos dessa suspensão, mas o certo é que essas reuniões mensais eram e são importantes, necessitando assim sejam retomadas para que os problemas eventualmente surgidos entre fornecedores locais, Vale e terceirizadas, possam ser solucionados ou minorados seus impactos, como são os casos de rescisões abruptas de contratos, fechamento de empresas, demissões de trabalhadores e outros.
Por outro lado, não se pode esquecer do papel exercido pela Acip dentro do contexto sócio-econômico, desenvolvendo ações que visam o desenvolvimento sustentável e mediando interesses da classe empresarial, pois como sabido a Acip congrega todos os setores da economia, seja do comércio, indústria e serviços, como do agronegócio  e tem legitimidade para representar a classe empresarial, bem como tem sido, ao longo da história, caixa de ressonância da sociedade, estando na vanguarda das grandes lutas pelo desenvolvimento sócio-econômico sustentável de Parauapebas e Região e, por ser procurada pelos empresários e pessoas do povo, precisa levar a quem de direito as reivindicações recebidas, especialmente dos fornecedores locais quando precisam resolver algum problema contratual com a Vale, cabendo à Acip, intermediar esse conflito de interesses para tentar uma solução e evitar um litígio judicial.
A Acip intermediou, com sucesso, conflitos envolvendo empresários locais e a Avis, depois intermediou o caso Hidelma, com 90% dos credores tendo recebido seus créditos. Depois teve o caso Doppler, que esperava tivesse um desfecho mais rápido. Na negociação ficou acordado entre a Acip, Vale e Dopler, que a Vale faria o repasse à Tenova do que fosse devido pela Dopler aos fornecedores locais e a Tenova efetuaria o pagamento, mas passado quase 01(um) ano das negociações, ainda faltam 07(sete) credores que esperam receber seus créditos, pois falta a Vale repassar um complemento de pouco mais de 150 mil reais, que a Vale, em reunião de 23.11.10, em Belo Horizonte-MG, havia se comprometido a efetuar o depósito antes do dia 10.12.10, para que a Tenova efetuasse o pagamento do restante dos credores, impreterivelmente, até 10.12.10. Contudo, por motivos desconhecidos, o financeiro da Vale, até o momento, não efetuou o repasse e nem informou quando vai efetuar, mas a verdade é que a Tenova já deveria ter efetuado o pagamento de 06(seis) credores, cujo total é um pouco mais de 60 mil reais, quando ficaria apenas 01(um) no valor de 470 mil reais, mas que a Vale embora tenha autorizado a Tenova a efetuar esses pagamentos aos seis credores e efetuar pagamento parcial ao credor maior, para que quando o financeiro da Vale efetuasse o repasse dos 150 mil reais restantes, a Tenova efetuaria o pagamento do restante do crédito a esse credor, mas a Tenova nem paga e nem diz o motivo que não o faz, mas no final quem perde são os credores, que esperam receber seus créditos há quase dois anos e aceitaram receber sem juros e sem correção, mas a Acip espera que a Vale e Tenova cheguem num acordo urgente e isso se resolva ainda na primeira quinzena de fevereiro.
Empresas pedem rescisão de contratos com a Vale
Vale, falsidade com empresas da região
Empresas locais e de fora, batem às portas da Acip, umas pedindo a intermediação da entidade para intermediar com a Vale alguns problemas existentes no que diz respeito a contratos mantidos com a mineradora Vale, especialmente os chamados  contratos “Guarda Chuva Civil”, como foi o caso da Covap, que rescindiu o contrato com a VALE, pois conforme consta de um dossiê e relatório entregue na Acip e repassado à Vale, se sentia impossibilitada de continuar com o contrato, pois estaria tendo prejuízos que superariam os 05 milhões de reais, e que não lhe restava outra alternativa senão fechar a filial local e demitir seus 170 trabalhadores, pois para cumprir suas obrigações contratuais, teria deixado trabalhadores e equipamentos aguardando ordens de serviços da Vale, que não vieram e teve que recorrer a bancos para pagar folhas de pagamentos e fornecedores, mas como não recebia ordens de serviço, suas medições foram diminuindo, até chegar no limite da exaustão, não lhe restando outra alternativa senão propor à Vale a rescisão amigável do contrato.
A Covap ingressou junto à Vale, com um pedido de ressarcimento pelos prejuízos sofridos, descritos naquele dossiê e relatório e esperava pagar as rescisões trabalhistas e fornecedores locais, com o que recebesse de ressarcimento da Vale, e que com o distrato amigável esperava solução até meados de fevereiro, mas segundo informou à Acip, o valor reconhecido pela Vale está aquém do que seria seu direito e insuficiente para pagar os compromissos com rescisões e fornecedores. A Acip enviou ofício à Vale pedindo uma reunião para tentar uma solução que possibilite a continuidade das atividades empresariais da Covap em nosso município e a manutenção do emprego de todos os trabalhadores.
Agora surgiu a MAQUIPESA, que informou à ACIP que está rescindindo todos os contratos mantidos com a mineradora Vale, e que essa decisão estaria fundada em prejuízos que teria sofrido na execução de contratos com a Vale, especialmente pela demora no aditamento de contratos, demora na assinatura e devolução de contratos, decisões sobre pleitos e não pagamento em dia de medições de vários contratos, e que tudo isso teria resultado diretamente no seu impedimento para continuar o regular cumprimento de suas obrigações contratuais e acessórias, vindo a MAQUIPESA, por conseguinte, a solicitar da Vale um ressarcimento, cujo pleito foi indeferido, o que resultou no pedido de rescisão de todos os seus contratos com a mineradora Vale, vindo o Sr. Marx, da MAQUIPESA informar à ACIP que vai demitir todos os seus 350 empregados.
A ACIP, tentando evitar que tal aconteça, enviou ofício à VALE, solicitando uma reunião entre sua diretoria, a VALE e a MAQUIPESA, estando aguardando confirmação dessa reunião, onde espera intermediar um acordo para que, não só a MAQUIPESA como a COVAP, possam continuar desenvolvendo suas atividades no Município, gerando emprego e renda, como fazem há mais de 20 anos.
Empresas devedoras negociam o pagamento
Os credores da W.O Engenharia, estão negociando seus créditos, estando a W O Engenharia dando como pagamento, bens móveis e imóveis, mas os credores que quiserem negociar terão que ir até São Luis do Maranhão. O Advogado, Dr. Manoel Chaves, assessor jurídico da ACIP, está agendando sua ida, na companhia do presidente eleito Oriovaldo Mateus, na próxima semana, quando irá negociar o recebimento dos créditos de alguns fornecedores locais, que ainda não foram ou não puderam ir à São Luiz e, segundo informou à reportagem, em contato com o advogado e diretores da W O, foi-lhe solicitado o envio da relação de credores e seus respectivos créditos, para após analisados e conferidos, ser confirmado a data para negociação e pagamento, que espera seja na próxima semana.
A outra empresa foi a Santa Bárbara, que atrasou seus compromissos com credores locais, mas conforme contato da ACIP mantido com o Sr. Walter Paolino, a Santa Bárbara estaria programando pagar todos os seus débitos atrasados na praça de Parauapebas, do dia 15 até o final do mês de fevereiro, estando a ACIP confiante que a empresa Santa Bárbara Engenharia S/A., conseguirá cumprir tal compromisso, e continuará mantendo boas relações comerciais com os fornecedores locais, pois além de ser uma empresa sólida, tem procurado honrar seus compromissos, até porque crise financeira qualquer um passa, inclusive uma gigante como a Santa Bárbara. (Ascom/Acip)
Fotos postadas pelo Blog

VALE cresce 55%, paga acionistas privados, não paga o governo, prestadores de serviços e explora seus operários da produção

A Vale sempre lucrando

A forte demanda da Ásia por minério de ferro e os preços mais elevados da maior parte dos produtos fizeram a Vale ter lucro recorde para um segundo trimestre do ano, atingindo 10,27 bilhões de reais, alta de 54,9 por cento em relação a igual período do ano passado.
A valorização do real frente ao dólar proporcionou um ganho cambial para a exportadora de 848 milhões de reais, contra ganho de apenas 52 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, informou a companhia em comunicado ao mercado.
Em relação ao primeiro trimestre do ano, no entanto, quando obteve lucro de 11,3 bilhões de reais, houve queda de 9 por cento, por conta de uma venda de ativos de alumínio no primeiro período do ano.
A empresa também vem encontrando dificuldades de investir o total programado para o ano, por atrasos no licenciamento ambiental, desenvolvimento de projetos e obras de engenharia civil, e informou que investiu no primeiro semestre apenas 28 por cento do total de 24 bilhões de dólares previstos para 2011, ou 6,77 bilhões de dólares.
Carajás - reserva de minérios pra 200 anos
O preço de realização do minério de ferro vendido pela Vale no segundo trimestre ficou na média em 145,30 dólares a tonelada, contra 126,19 dólares do trimestre anterior e 91,93 dólares há um ano.
As pelotas, minério de ferro enriquecido, tiveram o preço elevado para 206,07 dólares a tonelada na média do segundo trimestre, contra 181,33 dólares a tonelada no trimestre anterior e 153,66 um ano antes.

RECEITA RECORDE

A receita operacional da companhia totalizou 15,3 bilhões de dólares, a maior da história da Vale e uma alta de 54,5 por cento em relação há um ano.
O volume de vendas de minério de ferro pulou de 57,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano para 62,6 milhões de toneladas no segundo. Já as vendas de pelotas ficaram praticamente estáveis, em 10,2 milhões de toneladas.
Grande produção de pelotas fazparte do "bulk materials"
A receita com níquel mais do que dobrou em um ano, atingindo 1,46 bilhão de dólares contra 820 milhões de dólares no segundo trimestre de 2010.
"A performance operacional e financeira registrada no 2T11 evidencia melhoria significativa quando comparada ao trimestre anterior e gera momento positivo para o futuro", afirmou a empresa em relatório enviado ao mercado.
O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) no segundo trimestre foi de 14,8 bilhões de reais, contra 10,43 bilhões de reais há um ano.
Este é o primeiro balanço sob a gestão de Murilo Ferreira, que assumiu a mineradora no final de maio em substituição a Roger Agnelli. O mercado teme que com a entrada de Ferreira, ex-funcionário da Vale e escolhido pelo governo Dilma, a empresa sofra pressão para investir em áreas do interesse do governo.
Pelas normas contábeis norte-americanas, o resultado da Vale no segundo trimestre foi de 6,4 bilhões de dólares, abaixo da estimativa de cinco analistas ouvidos pela Reuters.

ÁSIA

Acionistas privados fazem a festa
A China aumentou sua participação na receita da Vale para 31,3 por cento, ante 29,5 pro cento no trimestre imediatamente anterior. Com isso, a contribuição da Ásia na receita da Vale subiu para 50,9 por cento, contra 49,1 por cento no primeiro trimestre.
Considerando as vendas por país, a China foi a responsável pela maior parte da receita, seguida pelo Brasil, com 18 por cento; Japão, com 11,4 por cento; Alemanha, com 6,3 pro cento; Estados Unidos, 3,8 por cento; e Itália, com 3,4 por cento.
Segundo a Vale, as vendas de "bulk materials" --classificação que inclui o minério de ferro, pelotas, minério de manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico-- significaram 75,1 por cento da receita operacional da companhia no segundo trimestre, comparado aos 69,5 por cento registrados no trimestre anterior.
O aumento de vendas também representou ligeira elevação nos custos da companhia, de 9 para 9,4 bilhões de reais.
"No 2T11, o CPV (Custo de produtos Vendidos) subiu 381 milhões de reais numa comparação trimestre a trimestre. O aumento foi primeiramente devido a maiores vendas", informou.
A Vale trata com descaso a coisa pública


A empresa, que anunciou nesta quinta-feira o pagamento de remuneração adicional a acionistas no valor de 3 bilhões de dólares, informou que pagará na sexta-feira 5,83 bilhões de reais referentes a imposto devido, após decisão da Justiça brasileira em processo relacionado à inclusão de receitas de exportação na base de cálculo para incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
A Vale informou, no entanto, que o pagamento já estava provisionado e não afetará o lucro líquido da companhia.





Operários e prestadoras de serviço: pobres e fali

Enquanto isso não paga cerca  de 4 bilhões em royalties ao governo federal, os fornecedores de insumos e prestadores de serviços como a MAQUIPESA, WO, COVASP e a Logus levadas à banca rota devido calote da mineradora, promove extinção de empregos e paga baixos salários aos seus trabalhadores da produção. Indo de encontro a toda política priorizada do Governo na agenda social e econômica do País: crescimento, geração de emprego e de desenvolvimento.

Mais de 5 milhões de lares perderam toda a riqueza desde 2005 nos EUA

Por Andre Damon  da Revista Fórum 
O lar típico dos EUA perdeu 28% de sua riqueza durante a crise econômica, com um terço tendo sido completamente destruído, de acordo com uma recente análise de números do Census Bureau realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, intitulada “A diferença de riqueza entre brancos, negros e hispânicos sobe a um nível recorde”.
O estudo focaliza as disparidades raciais, mas as descobertas mais assustadoras dizem respeito ao empobrecimento geral de todos os setores da população. A porcentagem de lares dos EUA que tem ativos de zero dólares ou abaixo—ou seja, que têm mais dívidas que posses—subiu de 15% em 2005 para 20% em 2009. Isso significa que 5,6 milhões de lares, ou 15 milhões de pessoas, tiveram toda sua riqueza completamente destruída durante a primeira parte da queda econômica. Estes números vêm de uma pesquisa do Census Bureau para 2005 e 2009.
O estudo mostrou que, depois de ajustes de inflação, a riqueza média dos lares dos EUA caiu de US$96.894 em 2005 para US$70.000 em 2009, uma queda de 28%. A maior parte disso é atribuível à queda vertiginosa no valor dos imóveis, que foi da ordem de 30% entre 2006 e 2009 e até maior desde então.
A queda no valor das casas se combinou com a queda nos salários. Entre 2005 e 2009, a média recebida pelos trabalhadores por hora caiu 5%, depois de ajustada a inflação, de acordo com o Ministério do Trabalho.
O endividamento tem crescido de forma tão rápida como a riqueza tem caído. Entre 2005 e 2009, as dívidas não asseguradas cresceram 33% para a população como um todo, mostrou o estudo.
Enquanto isso, a parcela da riqueza em mãos dos 10% mais ricos cresceu de 49% em 2005 para 56% em 2009.
As minorias raciais receberam um golpe particularmente duro, incluindo-se aí a queda no valor das casas. A riqueza líquida do lar hispânico caiu 56%, de US$12.124 em 2005 a US$5.677 em 2009. O valor líquido dos lares negros também desabou, 53%. Entre os hispânicos, as dívidas não asseguradas subiram 47%.
O nível de desigualdade entre brancos, negros e hispânicos é hoje o maior dos últimos 25 anos, e sem dúvida é mais alto do que antes desses 25 anos. A diferenciação racial é parcialmente atribuível à geografia. Enquanto que os brancos viram o valor de suas casas cair 18% e os negros, 23%, o valor das casas dos hispânicos caiu em mais de 50%.
Como nota o relatório, “em 2005, mais de dois em cada cinco lares hispânicos ou asiáticos se encontrava no Arizona, Califórnia, Flórida, Michigan ou Nevada, os cinco estados com declínios mais agudos nos preços das casas”. Para os hispânicos que moram nesses estados, nota o relatório, os ativos médios caíram de US$51.464 em 2005 para US$6.375 em 2009, uma queda de 88%.
Essas divergências raciais, no entanto, mascaram o aumento mais fundamental da desigualdade entre as classes trabalhadoras e os ricos de todas as raças. O relatório nota que os 10% dos negros mais ricos controlam 67% de toda a riqueza daquele grupo, comparado com 59% antes da crise. Para os hispânicos, da mesma forma, os 10% mais ricos controlam 72% da riqueza em 2009, por oposição a 59% em 2005.
O número de desempregados, enquanto isso, subiu de 7,9 milhões para 15,2 milhões entre 2005 e 2009. O crescimento do desemprego também afetou as minorias desproporcionalmente. O desemprego tem afetado negros e hispânicos de forma desproporcional, com a taxa atualmente em 16,5% para os negros e 11,6% para os hispânicos.
A tremenda queda na riqueza tem tido um efeito transformador na sociedade estadunidense, contribuindo para milhões de execuções de hipotecas e falências pessoais. De acordo com os números da Realtytrac.com, houve 10 milhões de execuções de hipotecas entre 2005 e 2009. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Licitações: Um pra mim e um pra eu.


Há dois anos as maiores empreiteiras do País foram alvo de investigação pela Polícia Federal, empresas como a OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, Guatama e Nielsen, suspeitas de executarem obras sem que os serviços fossem concluídos e superfaturamentos das mesmas, esta operação visava atingir fraudadores de licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva desde o início da década de 80 (Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, 2009).

Passado-se quase dois anos, perguntamos: O que deu essa investigação? Hoje no Governo Roseana as empresas citadas executam alguma obra? Esse esquema investigado de tráfego de influência, superfaturamento, fraude nas licitações acontece nesse governo?

Empreiteiras de amigos 

No início desta semana foi divulgado pela rede social, que a empreiteira do ramo da construção civil, precisamente especializada em pavimentação asfáltica a Edeconsil Construções e Locações LTDA de propriedade de Fernando Cavalcante, conhecido como Fernandão, amigo de longas datas do presidente do senador José Sarney, do empresário Fernando Sarney e do secretário Ricardo Murad, já conseguiu nesse governo várias obras como as:

1 – 03 lotes para a construção da Via Expressa, que ligará a Avenida Colares Moreira – passando pela Avenida Carlos Cunha.
2 - Agraciada com outro contrato com o governo do Estado, através da concorrência nº 015/2010, SINFRA, no valor de R$ 10.883.484,72 (dez milhões, oitocentos e oitenta e três mil, quatrocentos e oitenta e quatro reais e setenta e dois centavos).
3 - Leva boa parte dos serviços de pavimentação e recuperação de rodovias,
4 - Executa a maioria de obras relacionadas com a Caema.

A empreiteira Ducol Engenharia (dos irmãos Miguel e Henry Duailibi, primo do casal Roseana Sarney e Jorge Murad), venceu a licitação no valor de R$ 12 milhões para a construção do espigão da Ponta D´Areia.
Novamente eu pergunto qual o interesse do DNIT ainda não ter contratado construtoras locais para nenhuma de suas obras no Maranhão? Essa situação aconteceu nas licitações da duplicação da BR 135 que prevê investimentos de R$ 1,1 bilhão em recuperação e construção de rodovias no Estado – R$ 300 milhões só no primeiro trecho e as maranhenses estão fora.

Volto a perguntar de novo: Em um governo que prega “moralismo” e que será “o melhor governo da minha vida” não é de estranhar que fatos estejam acontecendo embaixo das barbas do Sr. Secretário de infra-estrutura? O que a C.S.L. (Comissão Setorial de Licitações) está levando em conta? A proposta mais vantajosa para administração pública? Ou a que tem maior cacique? Quem fica com o prejuízo? 

Vale citar o Artigo 3º da Lei 8.666/93, para que os órgãos fiscalizadores (MP, TCE, PF, CREA, etc.), a classe política e a própria população fiquem atentos:

“Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos."

Serra Pelada: Parlamentares vão apurar acordo de lavra

No dia 11 de agosto, uma comissão temporária extrema formada por seis parlamentares e três suplentes da Assembleia Legislativa do Pará vai à Serra Pelada acompanhar de perto as negociações entre a empresa canadense Colossus Mineração e a Cooperativa de Mineração de Garimpeiros da Serra Pelada (Coomigasp).
A comissão foi formada após a casa parlamentar receber denúncias de várias entidades representantes dos garimpeiros sobre irregularidades no contrato de lavra. O presidente do Instituto Sócio Ambiental dos garimpeiros do Brasil (ISGB), Fernando Marculino Guimarães, questiona a redução do percentual de participação dos garimpeiros na produção de extração de minério da Colossus de 45% para 25%.
Ele conta que a Colossus fez um acordo no dia 8 de julho de 2007 e na semana seguinte mudou os percentuais, passando 75% do lucro da produção para si e apenas 25% para a cooperativa. “Eles não comunicaram ninguém. Esse contrato é ilegal e vamos lutar para desfazer esse contrato”. O DIÁRIO tentou contato com a Colossus, sem sucesso.
Fonte: Diário do Pará

Árabe é terrorista, europeu é louco.

Do Blog O Esquerdopata
Eles Venceram - Walter Hupsel

Há algum tempo muitos analistas vêm falando do crescimento da extrema-direita na Europa e no mundo. Eu mesmo já escrevi aqui neste espaço algumas vezes sobre o tema.

Como em todo discurso de ódio, que a caracteriza, a nova extrema-direita precisa encontrar seu inimigo. Se antes este era encarnado nos judeus apátridas, que “vagavam” pela Europa prontos a “pilhar” os recursos dos cristãos, hoje o inimigo atende pelo nome de muçulmano. São seres esquisitos, que às vezes usam uma espécie de turbante, que não acreditam no verdadeiro filho de deus, e que, algumas vezes, interpretam literalmente o que seu deus teria dito através do profeta Maomé.

Este crescimento não é nem tão novidade assim, e tem sua origem no fim do Bloco Soviético. Por um lado, os europeus “ocidentais” se viram ameaçados com aquela massa de pessoas procurando empregos, ansiosos em entrar no modo de vida capitalista. Isso levou a uma depreciação do valor do trabalho. Os novos bárbaros vinham do leste para destruir o sonho da Europa Cristã capitalista.

Por outro lado, os que viviam dentro da cortina de ferro se viram órfãos, jogados num mundo que desconheciam, e por isso temiam. Muito do movimento de completar o círculo e se voltar à extrema-direita foi feita por estes europeus do leste, numa curiosa contradição. Os ocidentais se sentiam invadidos e queriam proteção contra os invasores. Os orientais, novatos no mundo da competição, queriam o mesmo.

Em comum apenas o ódio contra aquele passageiro que chega no ônibus já cheio, cuja presença vai encher ainda mais o veículo, e que, por isso, é visto com desconfiança pelos “nativos”. Estes, os mais recentes, são aqueles que não conseguem ser abarcados pela definição de Europa, os muçulmanos. Os ódios se juntam contra o terceiro.

Mas isso não interessa tanto. Interessa como a mídia repercutiu os atentados na Noruega na semana passada. Todos os veículos “ocidentais”, sem nenhuma exceção, correram para dizer que seriam obras de…. muçulmanos. As razões beiravam a esquizofrenia coletiva: desde a Líbia (com Kadafi relembrando os tempos da PanAm), até mesmo o Acordo de Paz de Oslo, que deveria por fim ao conflito Israel-Palestina, assinado por Yitzhak Rabin (Israel) e Yasser Arafat (OLP), mediado pelo então presidente dos EUA, Bill Clinton.

Os “especialistas”, atônitos com o ocorrido, tentaram, de toda e qualquer maneira, encaixar uma explicação qualquer que remetesse aos muçulmanos. Qualquer coisa, naquele momento, servia a eles, nos seus delírios, nas suas elucubrações. Diria eu que estavam estado de êxtase hipnótico, apontando o dedo rua afora e vendo fantasmas em todos os lugares.

Desde os primeiros momentos já estava claro, pra qualquer pessoa que tentasse entender o que se passava, que o alvo dos atentados não era a Noruega, ou mesmo o governo, mas sim um partido, uma posição política. Era claro, logo, que o atentado fora levado a cabo por razões internas.

O alvo, o modus operandi, tudo indicava solidamente pra nacionalistas noruegueses, para extrema-direita. Mas a mídia olhou, e não viu. Não quis ver.

Quando finalmente enxergou, as características “religiosas” do assassino, do terrorista norueguês, foram esquecidas. Ele tornou-se uma radical louco, um homem perturbado aos olhos dos jornais. Afinal era um de nós.

A mídia, seus intérpretes, seus analistas com doutorado em grandes universidades, especialistas em Relações Internacionais, em terrorismo, compraram acriticamente o discursos da extrema-direita do inimigo da Europa.

Neste quesito, tristemente posso falar: ela venceu. Pautou a mídia, espalhou o medo do outro e, como demonstrou, conquistou mentes.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O nazista norueguês e os racistas nativos

Por Altamiro Borges

O neonazista Anders Behring Breivik, que já confessou à polícia ter recebido a ajuda de “outras células” terroristas nos atentados na Noruega, pode virar um herói dos racistas brasileiros. No manifesto publicado na internet poucas horas antes da ação criminosa, o direitista cita o Brasil, fazendo duras críticas à miscigenação racial existente no país.

A miscigenação no Brasil

No texto “Declaração Européia de Independência”, com 1.500 páginas, ele condena a pretensa “revolução marxista” no Brasil, que teria resultado na mistura de povos europeus, africanos e asiáticos. Na sua visão racista, esta mistura seria culpada pelos “altos níveis de corrupção, falta de produtividade e em um conflito eterno entre várias culturas”.

Neonazistas condena "mulatos e mastiços"
O neonazista também condena a existência de “mulatos e mestiços” no Brasil, afirmando que eles são “subtribos”. Os bárbaros atentados em Oslo e na ilha de Utoeya, que causaram 76 mortes (número oficial), objetivariam evitar esta miscigenação na Noruega. “É evidente que um modelo semelhante na Europa seria devastador”, concluiu o direitista.

A força do preconceito

Movimento Tea Part do Partido Republicano
Apesar de a mídia relativizar a ação criminosa do extremista, tratando-o como um maluco – como insinua a Folha no seu editorial de hoje –, as suas idéias têm força em vários países. Na Noruega, o Partido do Progresso, organização de extrema direita da qual o assassino foi militante, obteve 614 mil votos (23% do total) nas eleições de 2009. Nos EUA, os racistas estão presentes no Tea Party, a extrema-direita do Partido Republicano, que prega o ódio aos imigrantes.

Seguidores da seita Opus Dei


Mesmo no Brasil, Anders Breivik tem os seus adeptos. Há grupos fascistas históricos, como a TFP e a seita Opus Dei, e também setores mais recentes, que ficaram indignados com as políticas distributivas do governo Lula. A campanha presidencial do ano passado confirmou a existência destes segmentos preconceituosos, racistas e homofóbicos.

                     
                
 Serra, a mídia e o ódio

Na campanha de 2010, Serra incentivou o preconceito
Incentivados pelo discurso direitista do tucano José Serra, eles vieram à tona. Na internet, jovens da chamada classe média pregaram o ódio racial. “Mate um nordestino”, foi uma das mensagens mais difundidas pelas redes sociais. No período da eleição, várias agressões homofóbicas ocorreram na Avenida Paulista e outras partes da capital.

O preconceito também está presente na mídia burguesa. É só lembrar as declarações racistas de Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, contra os garis; ou as bravatas elitistas do ex-comentarista da RBS, filial da TV Globo, contra o consumo de carros pelos “pobres”. Nos jornalões, nas rádios e TVs, as visões direitistas são totalmente hegemônicas.

"O terrorismo de cada dia"

Anders Behring Breivik - Terror cristão também é terror
Como aponta Luciano Martins Costa, no comentário “A mídia e o terrorismo de cada dia”, postado no Observatório da Imprensa, as sandices do direitista norueguês infelizmente “freqüentam o ambiente midiático” no Brasil. “Não são raros os articulistas e até mesmo editorialistas que acreditam em teses de supremacia racial”.

“Na mídia do sul do Brasil proliferam apresentadores de rádio e TV, colunistas e outros jornalistas que costumam debitar as históricas carências nacionais ao que consideram como o ‘peso’ do Nordeste. Mesmo com os altos índices de desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, registrados nos últimos anos, o mote preconceituoso ainda acompanha, explicitamente ou de maneira velada, comentários sobre corrupção, violência e deficiência educacional”.

Como atento observador da mídia nativa, Luciano se mostra preocupado com o avanço das idéias racistas no país:

“Com a conivência da imprensa – que continua cedendo espaço ao que há de mais conservador por aí – a reiteração de raciocínios tortos contribui para desvalorizar a diversidade cultural e racial e estimular o preconceito... Um ato terrorista como o que atingiu a Noruega sempre produz reações de choque, mas o noticiário e o opiniário do dia a dia dissimulam o fato de que a intolerância amadurece até o ponto da explosão por meio da repetição de conceitos anti-humanitários através da mídia”.

Milhões de somalis e quenianos perto de morrer de fome

Miriam Gathigah - IPS da Carta Maior
Nairobi – Para escapar da seca que assola seu país, cada somali deve percorrer 80 quilômetros de deserto arenoso entre a fronteira e o acampamento de Dadaab no Norte do Quênia, suportando um calor de 50 graus. A travessia demora nove dias.

A viagem a Dadaab é traiçoeira, e fica ainda mais perigosa quando cruza territórios caóticos com bandoleiros armados e inclusive policiais que investem contra os refugiados. E quando os que sobrevivem à viagem finalmente chegam a Dadaab, dão-se conta de que o acampamento está longe de ser o refúgio que esperavam. Estima-se que em todo o Quênia há cinco milhões de pessoas que sofrem fome severa devido à seca, segundo Abbas Gullet, secretário-geral da Cruz Vermelha queniana.

No Norte do país, a comunidade de Turkana está tão desnutrida quanto os refugiados em Dadaab. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que das quase 850 mil pessoas que vivem em Turkana mais de 385 mil crianças e 90 mil mulheres grávidas e em período de amamentação sofrem de desnutrição aguda. Isto aumentou para 78% a proporção de novas admissões de crianças desnutridas.

“Esta é uma situação muito séria. Em toda a região (o Corno de África) há mais de dez milhões de pessoas afetadas. Deste total, dois milhões de crianças estão severamente afetadas, metade delas sofre desnutrição aguda e muitos estão à beira da morte”, disse o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake. Isto ocorre menos de dois meses após o presidente do Quénia, Mwai Kibaki, declarar a seca como desastre nacional, já que as vidas dos habitantes de Moyale, Turkana, Wajir, Marsabi e Mandera estão por um fio devido à falta de comida e água.

“Quando estive em Turkana, uma das regiões mais afetadas pela seca, vi uma mãe umedecer os frutos de palmeira em pó na sua boca antes de colocar na boca do seu bebê, por falta de água. Isto é uma crise”, disse Lake em entrevista coletiva no dia 17, em Nairobi. O Ministério de Programas Especiais e a Cruz Vermelha do Quénia dão assistência alimentar aos mais afetados pela seca, mas, com a chegada de uma grande quantidade de refugiados, a população local diz que agora essa ajuda se destina a Dadaab.

“Estes são tempos difíceis tanto para os refugiados como para as comunidades que os recebem, que enfrentam penúrias semelhantes, e as coisas vão piorar porque continua sem chover”, disse Fatima Billow, trabalhadora social na localidade de Mandera, no Norte, perto de Dadaab. Os solicitantes de asilo, que no caminho para Dadaab sucumbem ao calor e à falta de água, são enterrados a curta distância do acampamento, num cemitério improvisado. O lugar serve para recordar aos vivos que, a menos que a situação melhore, eles também poderão morrer logo.

“Dadaab foi construído para receber no máximo 90 mil refugiados, mas agora são 423 mil, com 50 mil mais a construir acampamentos improvisados ao redor do complexo principal”, explicou uma fonte da Cruz Vermelha do Quênia. E isso não é tudo. “Há mais refugiados a caminho. Já estamos lotados, e os números continuam a crescer. Esta situação é uma emergência humanitária”, disse a enfermeira Nenna Arnold, da organização Médicos Sem Fronteiras. Como cada vez há mais pessoas a chegar aos três acampamentos que formam o complexo de Dadaab, a disponibilidade de serviços essenciais, como água, comida e saneamento básico fica inadequada para atendê-las.

Após uma viagem pelas áreas do Quênia devastadas pela seca, o secretário britânico de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, disse que milhões de pessoas correm o risco de morrer enquanto o Corno de África enfrenta a crise humanitária mais severa do mundo. A Unicef confirmou que um em cada três somalis sofre uma catástrofe humanitária. Os somalis suportaram uma crise socio-política durante cerca de 20 anos, o que só aumentou a pobreza, a insegurança alimentar e a instabilidade.

A situação na Somália propagou-se para os países vizinhos, particularmente para Quênia e Etiópia, onde também há milhões de pessoas que precisam de alimentos e água com urgência. Isto gerou animosidade nas comunidades anfitriãs, que sentem que os refugiados competem com elas pela escassa ajuda alimentar. “Agora, a comunidade anfitriã expressa frustração pelo que considera negligência, enquanto o governo e as agências de ajuda apressam-se a ir ao resgate dos refugiados”, disse Lake.

“Os moradores locais perguntam-nos por que se dá tanta atenção aos refugiados enquanto a nossa gente em Turkana, Wajir, Mandera, Marsabit e outras regiões sofrem o mesmo destino”, disse Mohammad Abdi, comerciante de gado que teve sérios prejuízos com a seca. “Compreendemos que os refugiados precisam de ajuda. Mas nós não estamos melhores. Sentimo-nos muito abandonados. Quem alimenta as visitas que chegam à sua casa enquanto os seus próprios filhos morrem de fome?”, perguntou Abdi.

Vídeo do nazista norueguês homicida, pregando o anti-marxismo, anti-islamismo e racismo

É tanta imbecilidade que a divulgação apenas denigre esse tipo de posição.
Direita brasileira, vamos com calma.

Aposentados e Pensionistas já podem se informar se tem direito ao retroativo

Os beneficiários da Previdência Social que começaram a receber aposentadorias e pensões entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004 poderão já saber se terão corrigidos os valores mensais que recebem do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). A informação estar disponível, desde ás 14h de ontem(25/07)pelo telefone 135 e, no final da tarde do mesmo dia, pelo site do Ministério da Previdência.

Para isso, eles deverão informar o número do benefício e outros dados de ordem pessoal, como CPF.
São 131.161 os beneficiários que terão direito à revisão dos valores, cuja soma chega a quase R$ 1,7 bilhão, a serem pagos com correção para quem teve o cálculo da mensalidade feito abaixo do teto da Previdência Social vigente na época da concessão. Além da correção do valor do benefício mensal, será pago também montante retroativo, conforme determinou o Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado. Nem todos os beneficiários que tiveram aposentadorias ou pensões concedidos  na época em questão  têm direito à revisão pelo teto.

Foram identificados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 601.553 benefícios limitados ao teto da época. Destes, 193.276 estão cessados há mais de cinco anos e, portanto, não vão produzir impacto financeiro; 277.116 não terão diferenças a receber. O reajuste será incluído na folha de agosto, que será paga nos primeiros cinco dias de setembro.

O valor médio dos atrasados, que serão pagos retroativamente, é R$ 11.586,00. Haverá quatro datas diferentes de pagamento: 31 de outubro deste ano, para quem tem direito a até R$ 6 mil; 31 de maio de 2012, para quem receberá de R$ 6.000,01 a R$ 15 mil; 30 de novembro, para valores entre R$ 15.000,01 e R$ 19 mil; e 31 de janeiro de 2013 para créditos superiores a R$ 19 mil.

A correção e o pagamento de retroativos serão feitos automáticamente só para quem não recorreu. Quem pediu a revisão por via administrativa receberá os valores devidos até cinco anos antes de protocolado seu pedido. Quem não fez pedido administrativo e ingressou na Justiça tem direito aos valores devidos até cinco anos antes do ajuizamento da ação.

Uma homenagem ao 26 de Julho - Dia de Rebeldia Cubana

Nas paredes de Moncada
os olhos da memória
testemunho vivo
no esplendor dos nossos dias

Em Uvero
não se calou ainda
o eco do 1º tiro na emboscada

A linguagem das armas contra a Ditadura
falava o mesmo idioma de José Marti
contra o inimigo colonizador

Quem entender a felicidade nos seus mortos
saberá como é difícil a arte da alegria
e como de fascínios
o Povo Cubano sabe pintar a sua Pátria

Epopeia de luto pelos seus Heróis
Epopeia, Epopeia contra o bloqueio
na solidariedade que incendeia
o rastilho da raiva em todo o Mundo

Quente e azul-limpo o céu
De luz de música e de prodígios
Que todos os dias celebra a eternidade

Cuba
meu amor!
Peso da Régua, Julho de 2008 de Luís Barbosa




segunda-feira, 25 de julho de 2011

ANP solta nota repudiando denuncia da Época/Globo.

Denuncia da revista Época tem objetivo claro de atingir dirigentes do PCdoB que administram a Agência e onde estão realizando umas das melhores gestões desde o governo Lula.

O PSDB/PPS nacionais juntamente com o PIG, querem criar onda de denuncismo, na tentativa de desestabilizar o governo Dilma, de acordo com as informações na nota da ANP, os precursores dessas denunciais vão pegar em fio pelado.

O Presidente da ANP, Haroldo Lima comentou hoje sobre a matéria:

"Recentemente, a ANP resolveu festejar a enorme vitória que obtivemos, rebaixando o grau de adulteração de combustíveis do país, de 10% a 2% nos últimos oito anos. Revistas, redes de TV e rádios receberam o material da campanha. Houve revista em que o material ocupou página inteira. Recomendei para que Época não participasse de nada. A revista reclamou, com insistência, para a Secretaria de Comunicação do Governo, a Secom, em Brasília. Esta nos pediu explicação, que foi dada. A orientação não foi mudada. Época não recebeu nada. Quinze dias depois, lança essa campanha difamatória contra a ANP."

Veja abaixo a íntegra do texto da nota:

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) repele, energicamente, as acusações feitas pela revista Época em reportagem de capa da edição de 23/7/2011. A revista veiculou falsidades e desconsiderou dados verdadeiros que já lhe tinham sido informados há dois anos. Generaliza suas aleivosias irresponsáveis e agride toda a comunidade que trabalha na Agência. Em respeito a seus servidores e à sociedade, a ANP presta os seguintes esclarecimentos:

Os Srs. Antonio José Moreira e Daniel Carvalho, que aparecem na gravação e foto divulgadas e foram apresentados, repetidas vezes, na reportagem como “assessores da ANP”, nunca foram assessores desta Agência. Nunca foram sequer do quadro de servidores permanentes da Agência. Antonio José Moreira é servidor da Procuradoria da Fazenda Federal e foi destacado para o acompanhamento de processos da ANP, atuando em dependência da Agência, como ocorre com os demais órgãos públicos. Daniel Carvalho foi apenas estagiário na ANP. Além disso, a revista maldosamente os apresenta como se estivessem hoje na ANP, sendo que ambos já estão fora dessa Instituição há mais de dois anos.

A reportagem também não informa que, tendo tomado conhecimento em 2009 da gravação referida na matéria, um funcionário da Assessoria de Inteligência da própria ANP acompanhou a advogada Vanuza Sampaio, ao Ministério Público para a apresentação da denúncia, ficando claro que a ANP estaria, como permanece até agora, à disposição do Ministério Público para os esclarecimentos necessários.

Essas informações, que a reportagem ignora, tinham sido fornecidas pela ANP à Revista Época há mais de dois anos.

O ex-superintendente de Abastecimento da ANP Edson Silva interpelou judicialmente a advogada Vanuza Sampaio, através de seccional da OAB/RS, para que confirmasse em juízo as acusações agora veiculadas pela revista Época. Em sua resposta, a advogada negou que tivesse conhecimento de qualquer irregularidade por ele praticada.

Edson Silva afirma que jamais autorizou quem quer que seja a falar em seu nome ou fazer tratativas do tipo que a revista lhe atribui e nega que tenha havido qualquer encontro em um "café nas cercanias da sede da ANP, no centro do Rio", como consta na reportagem.

A ANP nunca teve conhecimento de qualquer irregularidade praticada pelo ex-superintendente de Abastecimento Roberto Ardenghy.

As insinuações feitas por Época contra o ex-diretor Victor Martins, merecem também nossa repulsa e o nosso protesto, vez que a revista Época volta a se apoiar em denúncias levantadas há anos e que foram consideradas falsas, depois de ampla investigação, pela já referida CPI do Senado Federal.

Ao contrário do que afirma a revista, a ANP não se exime de fiscalizar nem tolera irregularidades no mercado de combustíveis. A prova maior disso é a qualidade dos combustíveis brasileiros, que estão de acordo com os melhores padrões mundiais, resultado do rígido controle exercido pela ANP, que envolve operações regulares de fiscalização realizadas em coordenação com o Ministério Público, órgãos estaduais e municipais.

Quanto à acusação de aparelhamento político, a revista Época desconsidera que o quadro permanente de servidores da ANP só foi constituído na atual administração, por meio de dois concursos públicos que permitiram a contratação de mais de 650 servidores, repita-se, todos concursados. São profissionais capacitados, que servem à sociedade com dedicação e correção, não sendo merecedores do tratamento ofensivo que lhes foi dispensado pela revista.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP