terça-feira, 30 de junho de 2020

Lei Aldir Blanc é sancionada; veja como obter o auxílio para a Cultura

A Lei 1.075/2020, já consagrada com o título de Lei Aldir Blanc, foi sancionado nesta segunda-feira (29). De autoria da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e de outros 23 parlamentares, com relatoria da também deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a medida destina R$ 3 bilhões para o setor cultural durante a quarentena imposta pelo coronavírus.
A principal proposta da Lei Aldir Blanc é garantir um auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores autônomos da Cultura – que foram injustamente excluídos pelo governo Jair Bolsonaro da renda mínima garantida pelo PCdoB e pela oposição. Para a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, trata-se de “uma grande vitória da cultura brasileira! Parabéns a todos os envolvidos nessa grande mobilização em prol da cultura e de seus trabalhadores. Abraço especial em @jandirafeghali, relatora do projeto tão justo e necessário!”.
Por mais de cem dias, a economia da cultura sofreu tanto com os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre suas atividades quanto com a demora do setor público na resposta à erosão de recursos – que já eram escassos antes da quarentena. Em alguns casos, estados e municípios saíram à frente, com a criação de editais e lançamento de linhas de créditos, mas que não abrangiam a totalidade de trabalhadores do setor, que ficou à própria sorte com o fechamento de teatros, cinemas, casas de shows e centros culturais.
O governo federal teria até 15 dias para enviar a verba para os estados e municípios – mas esse item do prazo foi o único vetado do texto final. “A Lei Aldir Blanc foi sancionada, mas a luta para garantir o pagamento dos recursos continua!”, resumiu, no Twitter, Benedita da Silva. Após a liberação da verba, as prefeituras têm até 60 dias para determinar o uso. Passado esse prazo, precisam devolver o que não utilizaram aos governos estaduais.
Veja abaixo como obter o auxílio emergencial da Cultura e tire outras dúvidas.
Quem pode receber o auxílio emergencial? Qual o valor?
Pessoas físicas que comprovem atuação no setor cultural nos últimos dois anos podem receber até três parcelas de R$ 600 cada uma. A ajuda não é permitida, porém, para quem tem emprego formal ativo, recebe um benefício previdenciário ou assistencial (com exceção do Bolsa Família) ou está recebendo seguro-desemprego. Também não é possível ganhar se já recebeu o auxílio emergencial geral previsto na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020. É preciso ainda ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135), o que for maior. Outra regra é que o interessado deve ter tido rendimentos de até R$ 28.559,70 no ano de 2018. Os R$ 600 podem ser pagos para até duas pessoas de uma mesma família. Mães solteiras recebem o dobro do benefício, R$ 1.200.

Espaços culturais também podem receber? Quanto?
Sim, para esses locais o auxílio ficará entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês. Podem pleitear a verba espaços culturais e artísticos, microempresas e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias e cooperativas. Essas pessoas jurídicas precisam comprovar cadastro municipal, estadual ou de pontos de cultura. Para elas, diferentemente das pessoas físicas, haverá uma contrapartida. Após a reabertura desses locais, precisarão realizar de graça atividades para alunos de escolas públicas ou promover atividades em espaços públicos, também gratuitamente. Também deverão prestar contas de como usaram os valores recebidos em até 120 dias após a última parcela paga.

Além do auxílio para artistas e espaços culturais, o que a lei prevê?
A verba também é destinada para custear editais, chamadas públicas, cursos, prêmios e aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural (um estado pode, por exemplo, comprar antecipadamente ingressos de uma instituição), entre outras atividades. A lei exige que, no mínimo, 20% dos recursos sejam usados em ações como essas. O texto cria ainda linhas de crédito para fomento de atividades culturais, compra de equipamentos e renegociação de dívidas. Os empréstimos terão que ser pagos em até 36 meses, reajustados pela taxa Selic, a partir de 180 dias depois do final do estado de calamidade pública. As empresas que quiserem as linhas de crédito precisam se comprometer a manter os empregados que tinham em 18 de março, dia em que o estado de calamidade pública foi decretado.

De onde vem a verba federal de R$ 3 bilhões?
Ela vem do Fundo Nacional de Cultura, que tem recursos federais já aprovados e não usados. Ou seja, esse dinheiro já existia no Tesouro e deveria ser destinado ao incentivo de atividades culturais.

Como a verba é dividida e administrada?
O crédito de R$ 3 bilhões é dividido em R$ 1,5 bilhão para os estados e em R$ 1,5 bilhão para os municípios. A divisão entre os estados segue esta fórmula: 20% de acordo com os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e 80% proporcionalmente à população de cada lugar. Para os municípios é semelhante: 80% em proporção à população da cidade e os outros 20% seguindo os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ou seja, os pagamentos dos benefícios e a organização de editais e outras ações dependem de estados e municípios, e não do governo federal. São eles que precisam explicar como vão usar os recursos em cada lugar e como vão cadastrar e avaliar quem quer receber.

Se tenho interesse, devo procurar as secretarias estadual e municipal de cultura de onde moro?
Sim, elas que precisam informar e atender aos interessados sobre como a distribuição vai funcionar em cada local.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Irã emite mandado de prisão contra Trump por morte de Soleimani

(Foto: mídias.agazeta.com.br)
O anúncio foi feito pelo procurador-geral de Teerã, Ali Alqasi Mehr. "36 indivíduos envolvidos ou que ordenaram o assassinato de Qassem, incluindo políticos e militares dos EUA e de outros governos, foram identificados, e oficiais judiciários emitiram mandados de prisão contra eles", disse Mehr à agência iraniana Fars.

Segundo o procurador, o Irã também lançou alertas vermelhos via Interpol. As acusações são de assassinato e terrorismo, e Mehr acrescentou que Trump está "no topo da lista" e será processado "assim que deixar a Presidência".

Soleimani foi morto em um bombardeio americano no aeroporto internacional de Bagdá, capital do Iraque, e comandava a Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica.

A morte do militar mais poderoso do Irã e possível sucessor de Hassan Rohani como presidente provocou revolta entre os iranianos e uma série de protestos contra os Estados Unidos.

O país persa reagiu ao ataque contra Soleimani com um bombardeio a bases americanas no Iraque, mas derrubou por engano um avião da Ukraine International Airlines com 176 pessoas a bordo. Todas morreram.

Fonte: Terra

Governo Bolsonaro só gastou 29,3% dos recursos para combater a Covid-19

(Foto 1: Marcos Corrêa/PR - Foto 2: Alan Santos/PR)
O Painel do Orçamento Federal, elaborado com base nos dados mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), de 22/VI, aponta que o Ministério da Saúde só gastou R$ 11,5 bilhões dos R$ 39,3 bilhões liberados pelo governo, o que equivale a 29,3% do total. Outros R$ 2,1 bilhões (5,3%) já estão comprometidos com o pagamento de contas, mas ainda não saíram do caixa.
Além disso, segundo reportagem do Estadão, dos R$ 404 bilhões liberados pelo governo em verbas adicionais para combate à pandemia, incluindo recursos para aliviar seu impacto econômico e social, R$ 177,4 bilhões (43,9%) foram gastos.
Segundo o economista Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), “está faltando gestão” na Saúde. Sem contar o fato de que a pasta é ocupada atualmente por um general, após as demissões de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.
“Você precisa de um ministro da Saúde de peso, que tenha capacidade administrativa para fazer as coisas funcionarem. Se isso já vale nos períodos normais, imagine numa crise como essa”, diz. “Agora se você fica trocando de ministro como quem troca de roupa e não tem uma referência clara no comando, fica difícil. O Pazuello pode ter as qualidades dele, mas não tem retrospecto nisso aí", completa Salto.

domingo, 28 de junho de 2020

Revolta de Stonewall: tudo sobre o levante que deu início ao movimento LGBT+

Fachada do bar Stonewall Inn em 2008 (Foto: Johannes Jordan/Wikimedia Commons)
Há 50 anos, os frequentadores do bar Stonewall Inn, nos EUA, resolveram dar um basta nas frequentes batidas policiais que aconteciam no local, e acabaram virando um marco de resistência

Em um vídeo que viralizou na internet, em 2018, o apresentador Ratinho faz uma crítica ao que ele considera anacronismo nas novelas da TV Globo. “A Globo colocou viado até em filme de cangaceiro, gente? Naquele tempo não tinha viado não. Você acha que tinha viado naquele tempo?”, questiona ele, referindo-se à minissérie de época Entre Irmãs, ambientada no cangaço nordestino. A resposta é: sim.

O fato de não aparecerem nos livros de história ou de não serem representados com frequência na dramaturgia não significa que gays, lésbicas, travestis, pessoas trans e intersexuais sejam uma invenção da Globo. O desconhecimento do apresentador só ilustra um dos pontos mais dramáticos da cultura LGBT+: a marginalização.

Em 1969, no entanto, isso começou a mudar. Apesar de já existirem movimentações nesse sentido, a Revolta de Stonewall se tornou o marco mais representativo das lutas pelos direitos LGBT+. Naquele ano, há cinco décadas, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova York, decidiram se rebelar contra a opressão policial que frequentemente assolava o público do lugar. 

Naquele tempo, não ser heterossexual era crime nos Estados Unidos. Nas ruas de Nova York, quem não vestisse pelo menos três peças de roupa “apropriadas ao seu gênero” poderia ser preso. E meias não contavam. Não à toa, muitas drag queens aboliram o uso de saltos altos para poder correr melhor da polícia quando necessário. Devido à “conduta indecente”, a State Liquor Authority (SLA) também proibia a venda de álcool para estabelecimentos considerados gays.

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Quem viu nisso uma oportunidade de negócio foi a máfia italiana. Em 1966, Tony Lauria, conhecido como Fat Tony, comprou o então restaurante localizado no bairro de Greenwich Village e o transformou no bar Stonewall Inn. O poderoso chefão pagava até 1200 dólares por mês para evitar a fiscalização e vendia bebidas aguadas a um preço exorbitante.

O bar não era um paraíso. Mas era o paraíso possível para muitas pessoas. “Era um lugar seguro para nós”, afirmou ao The New York Times Mark Segal, um frequentador daquela época. “Quando as pessoas entravam no Stonewall, elas podiam andar de mãos dadas, se beijar e, o mais importante, era possível dançar." 

Se antes, viver em guetos era uma forma de proteção, depois do dia 28 de junho de 1969, mostrar-se passou a ser a forma mais eficaz de se defender. Diferente de outros dias em que apareciam mais cedo, quando o bar estava menos cheio, naquele dia, os policiais surgiram num horário de maior movimento — desrespeitando o acordo com os mafiosos. Segundo os frequentadores, a polícia entrou ameaçando prender os empregados por vender bebidas ilegais e prendendo vários clientes por conta das vestimentas “inapropriadas”. O público (incluindo o do lado de fora do bar) reagiu violentamente, fazendo provocações e atirando qualquer objeto que estivesse à mão. 

Fachada do bar Stonewall Inn em 1969
(Foto: Diana Davies/ New York Public Library/Wikimedia Commons)


"A dor, a raiva, a frustração, a humilhação, a constante insistência, a constante agitação que causaram em nossas vidas: agora era a hora de se livrar disso tudo", disse o frequentador Martin Boyce ao The New York Times. "Não precisava machucar um policial, não precisava machucar ninguém, só precisava gritar.” Nenhuma morte foi registrada, e ninguém sabe o número de feridos durante o ato.

A revolta não foi um caso isolado. A revolução sexual promovida pelo movimento hippie encontrou seu ápice justamente em 1969, quando, em agosto daquele ano, o festival de Woodstock reuniu um público cada vez mais descontente com os excessos do Estado e a violenta Guerra do Vietnã. Além disso, em 1968, o pastor Martin Luther King Jr., um dos maiores nomes na luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos, foi assassinado. Os Estados Unidos eram um barril de pólvora.

Em 1970, dez mil pessoas se reuniram para comemorar um ano da revolta, dando início às modernas paradas LGBT+ que acontecem em vários lugares do planeta, com destaque para a de São Paulo, que é considerada a maior do mundo e, em 2019, reuniu três milhões de pessoas. “As paradas do orgulho LGBT, que nós temos no Brasil hoje, me parecem que são a grande expressão daquilo que Stonewall pretendia do ponto de vista de liberação homossexual”, explicou o escritor João Silvério Trevisan, em depoimento ao programa Fantástico, da Globo. “As paradas LGBT são grande demonstração de amor.”

Fachada do bar Stonewall Inn em 1969
 (Foto: Diana Davies/ New York Public Library/Wikimedia Commons)

Entre os vários participantes da revolta, dois nomes vêm recebendo um reconhecimento tardio: Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera. Lendas e boatos cercam a participação das duas no dia da revolta: alguns dizem que elas teriam sido as primeiras a jogar pedras nos policiais, outros afirmam que elas sequer estavam no bar. Em um ensaio escrito para a revista Them, a poeta e ativista trans Chrysanthemum Tran escreveu que a discussão é irrelevante, visto que o ativismo (tanto trans quanto o racial) delas não começou, nem terminou, naquele dia. A revolta foi um levante coletivo. E ambas tiveram um papel chave nisso.

Em maio de 2019, a prefeitura de Nova York anunciou a construção de um monumento em comemoração aos 50 anos do conflito. Trata-se do primeiro monumento público permanente em homenagem a mulheres trans no mundo. “As comunidades transgênera e não-binária estão se recuperando de ataques violentos e discriminatórios em todo o país. Aqui, em Nova York, estamos mandando uma mensagem clara: nós as vemos por quem vocês são, nós celebramos com vocês e vamos protegê-las”, afirmou o prefeito Bill de Blasio, durante o anúncio. “Esse monumento a Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera vai honrar seus papéis pioneiros na luta pelos direitos humanos em nossa cidade e por todo mundo.”

O próprio bar Stonewall Inn — que funciona até hoje no mesmo lugar, mas sem as bebidas adulteradas — foi tombado como patrimônio nacional. Além dos shows de drag queens, música pop em alto volume e aparições ocasionais de estrelas como Madonna e Taylor Swift, quem entra pela portinha estreita, encontra nos dois andares do lugar, a mesma atmosfera diversa dos anos 1960. Mas, desta vez, com uma infinidade de turistas que veem na dança, na música e na diversão uma forma de homenagear todos aqueles que lutaram antes deles.

Ritalina: Saiba os efeitos do uso abusivo dessa droga.

(Foto: cmd.cm.faro.pt)
O nosso blog reservou um espaço para divulgar matérias sobre o uso, sua composição, seus benefícios e seus efeitos colaterais nas nossas crianças do medicamento Ritalina. O Brasil já é o segundo país a consumir essa droga, perdendo apenas para os Estados Unidos. 

Hoje vamos divulgar matéria da Carta Capital: 


A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevou o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e sua consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CartaCapital: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?
Wagner Ranña: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária — o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta a quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se a ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é de tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim têm muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Maranhão: Diminuem muito os casos de Covid na Ilha e Imperatriz, curados já passam dos 53 mil


No Maranhão, as cidades mais populosas e que eram epicentros da pandemia no estado, São Luís e Imperatriz, reduziram muito nessa semana, o número de casos de pessoas com o COVID 19.
, como indicam os últimos boletins, fornecido pela SES. 

Os últimos boletins, fornecidos pela SES de 22 a 25/06 comprovam isso.

Enquanto a média dos dias 17 a 20/06 era de 179 casos, agora nos últimos 04 dias, 98 casos em média.

Não é por isso que devemos relaxar com as recomendações das autoridades da saúde e do governo estadual, usem máscaras e quem tiver no tratamento, permaneçam em casa, ainda existem muitos doentes e suspeitos.

Observamos também um dado importante no nosso estado, o número de curados, não vai demorar muito, vai  triplicar dos números de doentes, hoje temos 53.791 curados contra 19.263 em tratamento em casa e nos hospitais.

Os números de casos positivos em todo o estado, ainda é grande, 1.472 e o número óbitos já chegou a 1.871, sendo 35 de 24 a 25/06, segundo o último boletim.

Até final da semana que vem, devemos passar dos 60.000 curados, segundo informações médicas nos hospitais.

O Maranhão continua sendo uns dos primeiros estados da federação com mais testes realizados, já são 147.057 testes e o primeiro proporcionalmente.

Estamos no caminho certo nas medidas aplicadas pelos governos estadual e municipais , boa parte da população tem que voltar a fazer sua parte.

O blog agradece o governo do estado, comandado pelo Governador Flávio Dino e a todos os profissionais da saúde, na liderança do Secretário Carlos Lula.

Veja o boletim do dia 25/06 completo aqui

FONTE: SES

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Arte Inusitada: Artesã Borda Aves Brasileiras Em Folha Secas


A arte muitas vezes nos surpreende, é incrível a criatividade de algumas pessoas, o que para muitos passaria desapercebido, para um artista se torna algo esplêndido.
A artesã Laura Dalla Vechia, viu nas folhas secas um elemento para sua arte, e ousou em bordar pássaros típicos do nosso país, e encantou a todos com tamanha beleza.
“Eu sempre tive muito envolvimento com a natureza. Minha mãe é artesã e trabalhava com biojoias, joias feitas de sementes, fibras e conchas”, revelou em entrevista ao G1. Laura aprendeu desde criança a colher os materiais na mata e observar o tempo de desenvolvimento das espécies.
A inspiração para inovar a sua arte, veio de um presente que sua mãe recebeu, uma folha bordada com flores, foi então que ela buscou maneiras de dar o seu toque ao estilo, e estudando o melhor jeito de produzir o material.
Veja algumas dessas peças publicadas em seu Instagram:

Pouco tempo depois de sua primeira publicação as encomendas não pararam de chegar, e com a maior razão, que obras lindas não é mesmo?
Veja mais fotos no instagram da artista.
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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Funcionários do Banco Mundial pedem suspensão da nomeação de Weintraub

A associação dos funcionários do Banco Mundial (Bird) enviou uma carta nesta quarta-feira ao comitê de ética da instituição contrária à nomeação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub para o cargo de diretor-executivo do banco. A entidade representativa pede que a indicação seja suspensa até que acusações contra o economista brasileiro sejam analisadas pelo comitê.

No documento, a associação diz que "muitos funcionários estão profundamente perturbados" com algumas atitudes do ex-ministro, entre elas o tweet em que culpa a China pela pandemia do novo coronavírus. A carta também menciona o fato de Weintraub ter sugerido a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de ter feito pronunciamentos públicos contrários aos direitos de minorias e a promoção da equidade racial.

A associação ressalta que, "apesar de essa nomeação ter sido condenada por múltiplos países clientes", os funcionários do banco entendem que a indicação é uma prerrogativa do governo brasileiro. Mas fazem uma ressalva, afirmando que os membros da diretoria do banco precisam seguir o Código de Ética da instituição tanto em sua vida privada quanto em sua vida profissional.

"Nós, por isso, pedimos formalmente que o Comitê de Ética analise os fatos por trás das múltiplas alegações, com vista a (a) suspender sua nomeação até que as alegações possam ser analisadas, e (b) assegurar que o Sr. Weintraub seja informado que o tipo de comportamento que ele é acusado é completamente inaceitável nessa instituição", afirma a associação.

Os funcionários do banco ressaltam ainda que o Banco Mundial tomou medidas recentes para eliminar o racismo na instituição. "Isso quer dizer um comprometimento de todos os funcionários e membros da diretoria a denunciar o racismo quando presenciá-lo". "Nós acreditamos que o Comitê de Ética compartilha essa visão e fará o possível para cumpri-la", completa.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Desdobro: Wassef "abrigou" Queiroz por uma boa causa

(Foto: Agencia Brasil)
O ex-advogado do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Frederick Wassef, afirmou em entrevista ao telejornal SBT Brasil, que abrigou Fabrício Queiroz na sua casa, em Atibaia no interior de São Paulo, por “questões humanitárias”.
Em sua versão sobre o paradeiro de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Wassef disse: “O que eu tenho para dizer é o seguinte: jamais escondi Fabrício Queiroz. Ele estar lá (no imóvel de Atibaia) não é nenhum crime, nenhum ilícito, não é obstrução de justiça. Não há nenhuma irregularidade”.
“(Foi) também uma questão humanitária. Porque (é) uma pessoa que está abandonada, uma pessoa sem recursos financeiros, com problemas de saúde e que o local era perto”, completou Wassef.
Queiroz foi preso na última quinta-feira, 18, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” – quando funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao parlamentar – na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  O ex-assessor é uma das peças chaves do esquema e apontado como operador do esquema que desviou milhões dos cofres públicos.

domingo, 21 de junho de 2020

Squirt - 7 passos para ter uma ejaculação feminina

(Foto: Isto É)
Essa sensação não é impossível – ao menos para algumas mulheres, aparentemente!

Você sabe como as pessoas culpam os filmes da Disney por darem expectativas irrealistas sobre o amor? Bem, então podemos culpar a pornografia por dar expectativas irrealistas sobre sexo! Se ela fosse uma indicação da vida sexual cotidiana das pessoas, estaríamos todas disparando “squirt” a cada clímax. 

Lamento, mas não.

Dito isso, essa sensação de sexo indescritível não é totalmente impossível – ao menos para algumas mulheres, aparentemente. Sim, é possível aprender a ter uma ejaculação feminina.

Primeiro, um pouco sobre o que o squirt realmente é.

Enquanto ainda há um monte de debate acerca desse tema, Madeleine Castellanos, médica e terapeuta sexual (EUA) observa que “ele parece ser um fluido retido na bexiga, que é liberado quando uma mulher tem orgasmo.” Acredita-se que isso envolva as glândulas do skene. Trata-se de duas estruturas localizadas perto do fim da uretra, que podem produzir fluido com estimulação no ponto G.

Castellanos observa que isso pode parecer fantástico. De fato, um estudo mostrou que quase 80% das mulheres que experimentaram a ejaculação disseram que melhoraram sua vida sexual.

“A uretra tem todas essas terminações nervosas, como qualquer uma que já teve uma infecção urinária pode atestar”, explica ela. “É muito sensível. Então, quando você faz esse fluxo de fluido, ao mesmo tempo em que você está tendo um orgasmo ou está recebendo estímulo sexual, pode ter uma experiência muito prazerosa.”

Dito isso, muitas pessoas acham que esse é o auge do prazer e se você não chegou nisso, seus orgasmos são menores. “Eu não concordo com isso”, diz Castellanos. “Para algumas pessoas, a ejaculação aumenta o orgasmo. Já para outras, ele não faz diferença, nem diminui a importância dele. Não é o mesmo para todas.”

Claro, você nunca saberá até tentar. Então, se está curiosa para se divertir, aqui está um guia com um passo-a-passo para tentar sua primeira vez.

7 passos para a ejaculação feminina

1. Coloque algumas toalhas embaixo – só por precaução

Se você conseguir ejacular, as coisas podem ficar um pouco molhadas. Portanto, Castellanos recomenda tomar precauções se você estiver preocupada com uma possível bagunça em excesso.

2. Tente relaxar e tenha bastante tempo para se dedicar

Tenha paciência consigo mesma e com seu corpo. “Pode levar um tempo para se ter alguma ideia disso”, diz Antonia Hall, psicóloga e autora de The Ultimate Guide to a Multi-Orgasmic Life (“O Guia Final Para uma Vida Multi-Orgástica”, em tradução livre).

3. Comece pelo clitóris

“Concentre-se primeiro em estimular o clitóris. Isso ajudará a trazer sangue para a área e deixar a região do ponto G pronta para brincar”, orienta Hall.

4. Em seguida, coloque bastante pressão no ponto G

Quando já estiver bastante excitada, insira o dedo médio e anelar alguns centímetros dentro da vagina e esfregue o ponto G. “Ele parece uma pequena área esponjosa ao longo da parede vaginal”, indica a profissional.

E perceba que você vai precisar fazer isso por um longo período. “O que você está empurrando é realmente o tecido erétil que envolve a uretra”, explica Castellanos. “Como você está acariciando isso, o que você está fazendo é mudando o ângulo da uretra para a bexiga. Com isso, é muito mais fácil o fluído ser expelido.”

Para melhorar suas chances de esguichar, relaxe os músculos do assoalho pélvico enquanto estimula o ponto G.

5. Conte com a ajuda de um brinquedo

A quantidade de pressão necessária para ejacular é “geralmente maior do que você pode fazer sozinha ou um parceiro pode fazer por você, especialmente por bastante tempo. Normalmente leva um tempo para aprender isso”, diz Marin.

Ela recomenda opções com ângulos curvados. “Você pode colocar a ponta contra o seu ponto G e usar um movimento de balanço para estimulá-lo.”

6. Não se preocupe se fizer xixi

Muitas mulheres sentem que vão fazer xixi quando estão perto de atingir o orgasmo. “Mas essa sensação muitas vezes é provocada por aquele fluido vindo das glândulas de Skene atrás do ponto G (também conhecido como squirt)”, explica Hall.

“E mesmo que saia xixi, não se preocupe”, diz Vanessa Marin, terapeuta sexual e criadora da Finishing School. “O sexo é confuso e já há muitos fluidos envolvidos. Portanto, mesmo que fosse urina, quem se importa?”

Mas se isso te fizer sentir melhor, você pode usar o banheiro antes de começar.

7. Não seja muito dura consigo mesma se não der certo

Acima de tudo, Castellanos diz: “seja compassiva consigo mesma se você não se conseguir ejacular”.

Se você não tiver sucesso na primeira vez – ou mesmo depois de várias tentativas – significa apenas que o impulso natural do seu corpo é impedir que qualquer coisa saia da uretra enquanto você está ocupada. Apenas relaxe, aproveite as sensações e, se for para acontecer, acontecerá.

FONTE: Isto É