sexta-feira, 4 de abril de 2025

Lula anuncia Minha Casa, Minha Vida para classe média

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A ampliação do Minha Casa, Minha Vida vai atender famílias com renda de até R$ 12 mil, com financiamentos em até 420 meses, taxa de juros competitiva e voltada para imóveis de até R$ 500 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um breve balanço dos dois anos de governo e anunciou novas ações durante o evento “O Brasil Dando a Volta por Cima”, nesta quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Foram dois decretos assinados regulamentando o repasse de R$ 18 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para o programa Minha Casa, Minha Vida e outro antecipando o pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas (abril e maio).

A ampliação do Minha Casa, Minha Vida vai atender famílias com renda de até R$ 12 mil, com financiamentos em até 420 meses, taxa de juros competitiva e voltada para imóveis de até R$ 500 mil.


Já a antecipação do calendário do 13º prevê repasses R$ 73 bilhões na economia e beneficia mais de 34,2 milhões de pessoas.

Além disso, o presidente anunciou a implantação da TV 3.0, que prevê a transição para o sistema de transmissão digital de última geração. E o lançamento de uma campanha publicitária com o mote “O Brasil é dos Brasileiros”.

No balanço, o presidente diz que recebeu um País em ruínas pelo governo anterior. “O Brasil é um país que volta a sonhar e ter esperança. Um Brasil que dá a volta por cima e deixa de ser o eterno país do futuro para construir hoje o seu futuro com mais desenvolvimento e inclusão social, mais tecnologia e mais humanismo”, disse.

Na prestação de contas, o governo inovou com depoimentos de beneficiados e a exibição de vários filmes que demonstraram como os recursos chegavam na ponta. É o caso da média de 60 mil pessoas por dia que deixa o mapa da fome (suficiente para encher um estádio de futebol).

Na área econômica, o governo destacou que o país voltou ao top 10 da economia mundial; o crescimento do PIB foi de 3,2% em 2023 e de 3,4% em 2024; o País registrou em 2024 a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos; desde 2023, mais de 3,2 milhões de empregos formais foram gerados; e o salário mínimo voltou a ter crescimento acima da inflação.

Destacam-se investimentos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para este ano de R$ 14,7 bilhões e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltado para promoção do acesso à alimentação e, ao mesmo tempo, incentivo à agricultura familiar.

Frisou-se ainda que o país voltou ao protagonismo internacional com a abertura de 340 mercados após reuniões com líderes de 67 países. Acordos foram fechados com China, União Europeia e Oriente Médio. Em 2025, o país sediou a Cúpula do BRICS, a COP30 e assumiu a presidência do Mercosul.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Margem Equatorial: Saiba quais cidades que ficarão ricas com a exploração de petróleo na região

Foto: Reprodução Portos e Navios

Por Paulo Nogueira*

A Margem Equatorial desponta como a grande aposta para o futuro da produção de petróleo no Brasil. Localizada ao longo do litoral do Norte e Nordeste, essa região abriga cinco importantes bacias sedimentares que vão do Amapá até o Rio Grande do Norte. Com isso, a expectativa é que, à medida que a exploração avance, diversas cidades litorâneas recebam investimentos, infraestrutura e milhares de empregos, elevando-se ao status de novos polos de riqueza — assim como ocorreu com Macaé (RJ) no auge do pré-sal.

A promessa da Margem Equatorial: nova potência energética do país

A chamada Margem Equatorial brasileira reúne cinco bacias estratégicas para a Petrobras e outras empresas do setor:

Foz do Amazonas
Pará-Maranhão
Barreirinhas
Ceará
Potiguar

Essas áreas apresentam condições geológicas muito semelhantes às das regiões marítimas da Guiana e do Suriname, onde recentemente surgiram descobertas expressivas de petróleo. Por isso, a Petrobras enxerga um potencial imenso na Margem Equatorial, capaz de garantir a segurança energética do país por várias décadas. Além disso, o interesse de gigantes internacionais também reforça essa projeção otimista.

Cidades que podem enriquecer com o petróleo da Margem Equatorial

Com as novas operações, poços e bases de apoio previstas, várias cidades próximas às bacias devem se beneficiar diretamente. Veja a seguir quais municípios têm potencial para enriquecer com essa nova fase da economia do petróleo:

📍 Oiapoque (AP)
Localizada na fronteira com a Guiana Francesa, Oiapoque está estrategicamente posicionada diante da Bacia da Foz do Amazonas. A cidade pode atrair investimentos logísticos, infraestrutura e empregos, servindo como porta de entrada para as operações mais ao norte.

📍 Macapá (AP)
Macapá está próxima da Bacia da Foz do Amazonas, a mais debatida do país devido às suas questões ambientais. Entretanto, se a liberação para exploração ocorrer, a cidade pode virar o principal ponto logístico de apoio no extremo norte do Brasil.

📍 Belém (PA)
Belém já possui um porto estruturado e posição estratégica. Dessa forma, pode fornecer suporte à Bacia do Pará-Maranhão, movimentando embarcações, suprimentos, empresas de apoio e técnicos especializados.

📍 São Luís (MA)
A capital maranhense está posicionada para liderar o suporte à Bacia de Barreirinhas. Além disso, o Porto do Itaqui fortalece o seu papel como base logística essencial, podendo atrair investimentos nacionais e internacionais.

📍 Parnaíba (PI)
Embora Parnaíba seja uma cidade de menor porte, ela pode ganhar relevância regional ao servir de apoio à Bacia do Ceará. Assim, empresas de logística, hotelaria e transporte podem se multiplicar rapidamente na região.

📍 Fortaleza (CE)
Com economia forte e infraestrutura consolidada, Fortaleza já desponta como o principal centro de suporte à Bacia do Ceará. Dessa forma, a geração de empregos diretos e indiretos tende a se intensificar com o avanço da exploração.

📍 Mossoró (RN) e Natal (RN)
Essas duas cidades têm tradição na produção terrestre de petróleo. Por isso, elas estão bem preparadas para apoiar as atividades na Bacia Potiguar offshore, aproveitando a experiência acumulada e a base de fornecedores já existente.

Veja também:


Mapa das cidades, estados e Bacias que serão impactadas pela exploração
da Margem Equatorial do Brasil. Fonte: Petrobras

Petrobras lidera os investimentos e aposta na Margem Equatorial

A Petrobras está à frente dos projetos de exploração da Margem Equatorial. A estatal já anunciou investimentos superiores a R$ 24 bilhões entre 2024 e 2028. Esse valor será direcionado para campanhas sísmicas, perfuração de poços e construção de infraestrutura. Portanto, a movimentação de recursos promete aquecer a economia dos estados envolvidos.

Apesar disso, o processo esbarra em licenças ambientais. Em 2023, o Ibama negou a autorização para a perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas, sob a justificativa de risco à biodiversidade marinha. Mesmo assim, a Petrobras segue firme nos estudos complementares e promete respeitar todos os requisitos ambientais exigidos.

Se os investimentos planejados saírem do papel, os efeitos serão imediatos. A exploração de petróleo na Margem Equatorial pode:

Gerar milhares de empregos em diversas frentes
Aumentar a arrecadação dos municípios com royalties
Impulsionar cursos técnicos e centros de capacitação
Fortalecer o comércio, os serviços e o transporte local

Além disso, empresas de pequeno e médio porte devem surgir em resposta à demanda por logística, alimentação, hospedagem, transporte marítimo e manutenção industrial. Com isso, o ciclo de desenvolvimento regional tende a ser contínuo e duradouro.

Oportunidade de ouro para o Norte e o Nordeste

A Margem Equatorial representa uma chance concreta de descentralizar o crescimento gerado pelo petróleo no Brasil. Ao contrário do modelo concentrado no Sudeste, essa nova fronteira pode beneficiar amplamente o Norte e o Nordeste. Assim, o país avança em direção à equidade regional, com mais empregos, mais receita pública e maior protagonismo para estados antes esquecidos.

Contudo, essa transformação depende de decisões técnicas, jurídicas e políticas. Afinal, o Brasil terá que equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental. Ainda assim, é possível avançar com responsabilidade e garantir um futuro promissor para milhares de brasileiros.

Você acha que cidades como Macapá, São Luís e Mossoró estão prontas para viver um novo ciclo de prosperidade com a exploração de petróleo na Margem Equatorial? Ou será que os obstáculos ambientais e políticos ainda vão atrasar essa revolução?

*Paulo Nogueira - 
Eletrotécnico formado em umas das instituições de ensino técnico do país, o Instituto Federal Fluminense - IFF ( Antigo CEFET)