Por Jorge Antonio Carvalho*
Lixo urbano
A cidade convive com problemas graves de limpeza. Como mostra a matéria São Luís e o lixo urbano: quando o asfalto cobre a sujeira (Conversa de Feira, 2025), o asfaltamento foi feito sem resolver a coleta de lixo, resultando em ruas novas com lixões por cima. Falta investimento em educação ambiental e fiscalização.
Educação precária
Segundo denúncia do portal G7MA em 2023, centenas de crianças ficaram fora da sala de aula por falta de vagas e estrutura adequada. Escolas seguem sem reformas, com telhados que gotejam e equipamentos obsoletos, comprometendo o aprendizado.
Crise na saúde
| Foto: Rede Sociais |
A Defensoria Pública alertou sobre falhas em contratos das UTIs pediátricas antes das denúncias no Hospital da Criança (G1, 2026). O resultado foram mortes de crianças, fato que gerou comoção. Em resposta, Braide classificou as denúncias como “canalhice” (Gilberto Léda, 2026), minimizando a gravidade da crise.
Mercados abandonados
Feirantes do Mercado Central denunciaram abandono e falta de apoio. Em vez de dialogar, Braide preferiu criticar os trabalhadores (Gilberto Léda, 2026), revelando o distanciamento da gestão em relação às necessidades da população.
Cultura negligenciada
A classe artística ficou sem investimentos e apoio, acumulando dívidas e frustrações. O descaso enfraquece não apenas os artistas, mas também a memória e a diversidade da cidade.
Cultura desvalorizada (caso Mirante da Cidade)
Em 2026, a Prefeitura lançou edital convocando músicos para se apresentarem no Mirante da Cidade sem cachê nem ajuda de custo, obrigando-os a bancar toda a produção (veja aqui). O produtor cultural Emilio Sagaz ironizou: “Eu já fiquei na dúvida se os chicotes já estavam lá ou se a gente tinha que levar.” Enquanto isso, o Portal da Transparência mostra que a prefeitura pagou R$ 1 milhão em dois contratos recentes com a cantora Joelma, somando quase R$ 3 milhões desde 2023. O contraste é evidente: artistas locais chamados a tocar de graça, enquanto cifras milionárias são destinadas a atrações de fora.
Acusações de corrupção
Pairam denúncias envolvendo a família Braide, como o chamado “Clio do Milhão” (G7MA, 2025). A Polícia Civil silenciou sobre as investigações, reforçando a percepção de problemas éticos e de transparência na gestão.
Contraste gritante
Enquanto o candidato exibe o asfalto como símbolo de progresso, a população enfrenta escolas precárias, hospitais em crise, mercados abandonados e lixo acumulado. O brilho das obras não consegue esconder a sombra das mazelas sociais.
O asfaltamento tem importância, mas não pode ser a única política pública. Quando se cobre o chão e se esquece das pessoas, o resultado é uma cidade que parece moderna na superfície, mas continua sofrendo nas suas bases.
Um projeto para além da maquiagem urbana
O Maranhão precisa de políticas que enfrentem os problemas sociais de frente: educação, saúde, cultura e economia popular. O povo não quer apenas ruas asfaltadas; quer dignidade, respeito e qualidade de vida.
*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira
Fontes: Linkadas no conteúdo da matéria.
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