segunda-feira, 16 de abril de 2012

Veja de Novo: Professores Municipais a postos, cadê as escolas Castelo?

A Prefeitura de nossa sofrida cidade, comandada pelo “inspiriente” prefeito Castelo continua desrespeitando a população, principalmente com os nossos estudantes. O Secretário de Educação Oton Bastos, que fez seu nome como reitor em vários mandatos na UFMA, ainda não disse e nada faz para resolver a falência do ensino público municipal. Durante as férias do término do ano letivo de 2011 as escolas deveriam passar por reformas para iniciar 2012 com o mínimo de condições de começarem as aulas, porém nada foi feito pela prefeitura.

O prefeito Castelo informou nos órgãos de comunicação, que as aulas iriam iniciar no dia 15 de março, mentiu novamente. Justificou que os professores estavam em greve e até agrediu sindicalista. Aproveitou o impasse e após mentir, informou que devido problemas burocráticos, as obras iriam começar com urgência, logo que os professores terminassem a movimento paredista. Os professores na semana passada em assembléia, resolveram dar mais um voto de confiança ao prefeito, voltando ao trabalho nessa segunda feira(16/04) em “estado de greve”.

Veja também: Castelo mente mais uma vez e destrói a educação em São Luís  

Portanto o nosso “inspiriente” prefeito não conseguiu cumprir novamente sua promessa, mentiu novamente para a população, principalmente aos pais dos estudantes, não colocando a disposição os estabelecimentos para os professores darem aula para os alunos assistirem. A maioria das escolas está sem serem enfiadas “um prego na barra de sabão”, quase todas estão com placas de obras que ainda se quer começaram.

O prefeito Castelo é o retrato da incompetência, fica gastando uma fortuna em propaganda tentando ludibriar a população para votar nele novamente agora em 2012, como por exemplo: “São Raimundo que virou céu” e “Com peixe não tem tempo ruim”, na realidade vive de maneira traiçoeira fazendo a pior gestão que São Luís nos seus 400 anos já conheceu.

Nossos estudantes estão ociosos nos bairros e em suas casas, perdendo o tempo de conhecimento e vulneráveis a marginalização.

Os nossos professores estão a postos para o trabalho, batendo o ponto e indo pra casa.

Aonde nós chegamos! É um caos!

sábado, 14 de abril de 2012

Médica que atendeu Marcelo Dino é indiciada por homicídio culposo

A Polícia Civil indiciou por homicídio culposo a médica Izaura Costa Rodrigues por suposta imperícia no atendimento de Marcelo Dino, que morreu no último dia 14 de fevereiro no Hospital Santa Lúcia, após sofrer uma crise de asma. O garoto de 13 anos era filho do presidente da Embratur, Flávio Dino.

A conclusão do inquérito conduzido pelo delegado-chefe da 1ª DP de Brasília, Anderson Espíndola, aponta que Marcelo morreu de asfixia, em consequência da demora do socorro da médica que estava realizando um parto no momento em que ele entrou em crise. Segundo a investigação, a médica errou ao tentar reestabelecer a respiração do garoto por meio de massagem cardiopulmonar ao invés de usar respiradores artificiais.

A polícia vai encaminhar o caso para o CRM (Conselho Regional de Medicina) para que seja feito o processo administrativo.  

O garoto deu entrada no hospital após passar mal de falta de ar na escola, durante uma aula de educação física. Internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Marcelo teria passado passou a noite consciente, mas queixou-se de desconforto e dificuldade para respirar por volta das 6h, quando teve a segundo crise, seguida de uma parada cardíaca que o vitimou.

Um dia após a morte do garoto, o procurador de República e tio de Marcelo, Nicolau Dino, registrou a ocorrência na 1ª DP para apurar o caso.

O Lado Negro do Chocolate

O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos.

Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim. A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, Barry Callebaut e Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no setor até 2008. Será que o seu chocolate tem um gosto amargo? Acompanhe Miki até a África para expor "O Lado Negro do Chocolate".



Fonte: Diário da Liberdade

Os encantos de Manuela

 

Pesquisas mostram que mais de 70% dos eleitores de Porto Alegre aprovam a gestão do prefeito atual, mas quem lidera a disputa municipal é a comunista Manuela d'Ávila

Alan Rodrigues, na IstoÉ

Ao despontar para a política nacional em 2006, a jovem gaúcha Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) provocou arrepios no Congresso em razão de seus atributos físicos. Hoje, em seu segundo mandato, os encantos de Manu transcendem a beleza e o sorriso fácil que lhe renderam o título de musa do Congresso. A performance no Legislativo a credenciou para o lançamento de sua candidatura a prefeita de Porto Alegre. E, a seis meses das eleições, as pesquisas eleitorais comprovam: ela é muito competente em angariar votos e tem chances de derrotar um dos prefeitos mais populares do País. 

Segundo consulta do Ibope, a pré-candidata do PCdoB está à frente na disputa com 37%, seguida pelo atual prefeito e candidato à reeleição, José Fortunati (PDT), que aparece em segundo, com 28% ou 29%, dependendo do cenário. Se a parlamentar do PCdoB confirmar seu favoritismo nas urnas, ela alcançará um feito inédito. Será a primeira mulher a administrar a capital do Estado. Manuela tenta explicar a receita do sucesso: “Não sou uma oposição radicaloide”, afirma a comunista, que, em 2010, foi a campeã nacional de votos para a Câmara Federal. 

O excelente desempenho na pesquisa do Ibope não decorre apenas do fato de Manuela aparecer bem à frente de seus concorrentes. O que também chama a atenção é que o prefeito Fortunati possui uma administração aprovada por 72% da população e classificada de ótima/boa por 55% dos entrevistados. Ou seja, a comunista não só derrota o atual prefeito, como abre larga vantagem sobre um adversário muito bem avaliado pela população. 

Para o cientista político André Marrenco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, outra curiosidade da pré-campanha em Porto Alegre, que confirma tendências anteriores, é o declínio eleitoral do PT na capital gaúcha. A legenda de Lula, que já administrou a cidade por 16 anos consecutivos e governa atualmente o Estado com Tarso Genro, aparece na enquete com apenas 2% das intenções de voto. “Depois de quatro administrações, o PT ficou sem uma nova agenda”, avalia Marrenco. Nos bastidores da campanha petista, a sangria tem explicação: o sectarismo político. Em quase três décadas de eleições, o PT de Porto Alegre nunca abriu espaço em suas chapas majoritárias para outras legendas. Na direção nacional do PT, espera-se ainda que Lula convença seus correligionários a desistir da aventura da candidatura própria em Porto Alegre. Os petistas locais resistem a isso. Manuela, que hoje personifica os anseios de setores da esquerda da cidade, e seria a destinatária da maior parte desses votos, torce para esse desfecho. Assim, ela ficaria ainda mais perto de outra grande conquista eleitoral.

Fonte: Blog O Outro Lado Da Notícia

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Trabalhadores esclarecem em nota, a farsa de crise da Alumar

Diante de boatos espalhados pelo braço maranhense do PIG (Partido da Imprensa Golpista) sobre que a multinacional norte-americana Alumar iria fechar, na tentativa de promover de forma irresponsável terrorismo aos trabalhadores e a sociedade maranhense e diga-se de passagem no periodo de negociação salarial, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos soltou nota esclarecendo a farsa da empresa e de um representante de uma central sindical que está aproveitando o terror com a intenção de disputar na próxima eleição do sindicato a presidência. Segue abaixo a nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO



O Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal), que representa a categoria metalúrgica de São Luís, vem a público, prestar esclarecimentos sobre as recentes notícias de fechamento da empresa Alumar:

- O presidente da Alcoa, Franklin Feder, em entrevista ao Valor Econômico, argumentou prejuízos no Brasil, principalmente em razão do alto custo de energia, que seria “a mais cara do mundo”. Em São Luís, Feder usou um pseudo-sindicalista para divulgar na imprensa o fechamento da Alumar, o que também é um boato. O presidente da Força Sindical, Frazão Oliveira, não é metalúrgico, não tem qualquer ligação com o Sindmetal e não possui legitimidade ou autorização para falar em nome da categoria;

-Os argumentos de Franklin Feder são contraditórios e já foram contestados pelo próprio diretor de RH (América Latina), Luis Burgardh, que em reunião com o Sindmetal, no último dia 4, afirmou que a empresa é um investimento saudável de grande porte, e seu fechamento seria uma “catástrofe”. Nilson Ferraz (diretor operacional da Alumar), em comunicação interna, disse que a empresa não irá fechar nem está à venda. Em entrevista nesta terça-feira (9), à rádio Jovem Pan, o diretor da usina de Itaipu, Jorge Samek, negou que a energia no Brasil seja a mais cara do mundo. “Isso não se sustenta. É uma mentira. A energia do Brasil é mais barata. Se compararmos uma conta de luz de uma residência do mesmo nível de consumo nos Estados Unidos, você vai ver que lá, é bem mais caro”, afirmou.

-O grupo Alcoa está presente em 44 países, sendo um dos líderes mundiais na produção de alumina e alumínio primário, tendo faturado em 2011 um lucro líquido de 611 milhões de dólares. No Maranhão, chegou em 1980 com promessas fabulosas de geração de emprego e receita para o Estado. A composição acionária é formada pelas empresas Alcoa, BHP Biliton, Rio Tinto Alcan e AWA.

- Em 2011, a empresa produziu 432.763,966 toneladas de alumínio, bem acima do estimado. A capacidade de produção da refinaria aumentou para 3,5 milhões toneladas/ano de alumina. O complexo expandiu nos últimos anos, contando hoje com mina própria de extração de bauxita; portos; navio; e termoelétrica, além de ações em hidrelétricas como a de Estreito, que já lhe fornece energia. Assim, caminha para a auto-suficiência com menor custo de produção.

-Foram investidos pelo BNDES bilhões na empresa, para garantia da manutenção e geração de empregos em contrapartida. No entanto, a Alumar, unilateralmente, aumentou a jornada de trabalho, enviando cartas aos trabalhadores com o slogan “Mudar para Crescer”, prometendo melhorias e garantia do emprego, o que não foi cumprido; além disso, implantou terceirização fraudulenta e paga um dos piores salários do setor. 

-Nos últimos anos, de forma sistemática, a Alumar tem negado o aumento real na data-base da categoria (1º de março). Agora está criando a atmosfera de uma crise irreal, a fim de amedrontar os trabalhadores e a sociedade maranhense, na tentativa de evitar a paralisação da produção. “Não existe risco econômico ou crise política, mas incapacidade administrativa. A empresa está especulando, para diminuir ainda mais os custos de energia e mão de obra”, alerta o presidente do Sindmetal e funcionário há 25 anos na produção-Alumar, José Maria Araújo.

A DIRETORIA

Fonte: Sindmetal

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Por que despenalizar o aborto?

Por Thomaz Rafael Gollop*
Nas últimas décadas há, entre outras, algumas maneiras comuns de se discutir o aborto decorrente de gravidez indesejada: ser contra ou a favor, polêmica, portanto, sem solução. Essa forma maniqueísta de discurso não nos conduz a lugar algum. Além disso, há que se reconhecer que sua prática ocorre em todas as sociedades humanas, quer ela seja amparada pela lei ou não. Talvez um dos mais importantes ensinamentos que obtivemos das discussões patrocinadas pela área jurídica que participou da Comissão Tripartite para a Revisão da Lei Punitiva Relativa ao Aborto, convocada pela Secretaria Especial para as Políticas para as Mulheres (agora Ministério), da Presidência da República, em 2005, foi justamente reconhecer que a criminalização do aborto no Brasil é uma lei ineficaz. Ocorreram entre 750 mil a 1,4 milhão de abortos clandestinos no país naquele ano, de acordo com o dossiê "Aborto Inseguro" realizado pela Rede Feminista de Saúde, e estes concorrem com a 3ª causa de mortalidade materna em alguns estados (é a 2ª na Bahia). Há que considerar ainda a morbidade relacionada ao aborto inseguro representada por hemorragias, infecções, lesões traumáticas genitais, intestinais, esterilidade e agravos psíquicos entre outros. Dados no Ministério da Saúde reportam 250 mil internações anuais com custo de R$ 30 milhões relacionados ao atendimento a curetagens pós-abortamentos (Datasus, 2005). 

Portanto, o abortamento é um grave problema de saúde pública que deve ser enfrentado na esfera dos direitos sexuais e reprodutivos. É forçoso reconhecer que penalizar as mulheres que recorrem ao abortamento com a cadeia, como determina nosso Código Penal anacrônico, de 1940, é absurdo, além de irreal. Ninguém tem filhos por força de lei, tê-los é um projeto afetivo e de responsabilidade de homens e mulheres. Criminalizar o aborto significa penalizar as mulheres de classes sociais menos favorecidas, que são as que precisam solucionar sua gestação não desejada de maneira insegura. 

As desigualdades regionais e sociais tornam-se bem evidentes quando observamos as distribuições dos riscos de mortalidade materna em consequência de complicações de aborto: na região Norte o risco de mortalidade materna em consequência de gravidez que termina em aborto é 1,6 vezes maior que na região Sudeste. Esse risco para mulheres negras, analfabetas ou semi-analfabetas é 2,5 vezes maior que para mulheres brancas. Nessas primeiras também a mortalidade materna em consequência de aborto é 5,5 vezes maior do que na categoria de mulheres com 12 ou mais anos de escolaridade.

Não resta dúvida que é um tema sem consenso; cada um de nós tem a sua forma de pensá-lo levando em consideração valores culturais, éticos e religiosos. É uma questão de direito individual e não de maioria, por isso mesmo ela não deve ser plebiscitária. Um dos desafios contemporâneos é justamente aceitarmos que questões de direito dizem respeito à esfera pública enquanto que as de fé, direitos individuais, sexuais e reprodutivos dizem respeito à esfera privada. 

Em 1994, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, no Cairo, 184 Estados reconheceram os direitos reprodutivos como direitos humanos e reforçaram o exercício dos direitos sexuais, reconhecidos em 1995, na IV Conferência Mundial da Mulher em Beijing. Os direitos sexuais e os direitos reprodutivos além de serem reconhecidos, a partir de então, passaram a ser tratados na ótica dos direitos humanos, pressupondo o respeito à liberdade e à autodeterminação, sem coerção ou violência, e o dever dos Estados-parte (Brasil incluído) de garantirem condições concretas para o exercício desses direitos através de leis e de políticas públicas. 

Recomendações foram dirigidas aos Estados-parte para que avaliem a possibilidade de reformar suas legislações punitivas contra as mulheres que fazem abortos ilegais, garantindo-lhes, além disso, em todos os casos, o acesso a serviços de qualidade para tratar as complicações derivadas de abortos. 

Houve avanços nos últimos anos na discussão sobre o aborto? Como sabemos, o Código Penal permite o aborto em duas situações: gravidez com risco de morte da gestante e resultante de estupro. Nas situações de risco à vida da gestante há um entendimento claro na classe médica no sentido de não haver dúvida em proteger a mãe e dar-lhe plena assistência. Em relação aos casos de gestação decorrente de violência há muitas considerações a serem feitas. Desde o início de funcionamento do primeiro Serviço de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual, em 1988, no Hospital Artur Saboya de Medeiros (no bairro paulistano do Jabaquara) foram fundados cerca de 55 outros serviços no SUS. Eles estão nas grandes cidades, na maioria, capitais de estados. É evidente que essa rede é insuficiente para um país das dimensões do Brasil. Há, entretanto, um empenho do Ministério da Saúde em ampliar essa rede e capacitar equipes de saúde. 

Fato meritório foi a modificação, em 2005, da Norma Técnica do Ministério da Saúde, relativa ao atendimento a vítimas de violência sexual, em que se autoriza os médicos da rede pública a fazer o aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro, mesmo que não haja boletim de ocorrência policial ou outro documento comprovando a violência sexual.

ESTADO LAICO A experiência recente do atendimento à criança de 9 anos, grávida de gêmeos, vitimada de violência pelo padrasto desde os 6 anos de idade, mostrou ao Brasil uma série de facetas que merecem destaque. Médicos, instituições e familiares das vítimas são submetidos a uma série de intensas pressões quando envolvidas em atendimentos mais expostos à mídia. Um dos aspectos que assinalamos, do caso citado, foi a postura da Igreja Católica excomungando a mãe da criança e os médicos, sendo relativamente condescendente com o estuprador (padrasto da vítima). Essa foi uma "experiência de laboratório" mostrando como informação e debate são fundamentais para o esclarecimento da opinião pública. Por outro lado é reconhecido que o Brasil é um país majoritariamente católico. Nesse contexto, deveria o direito curvar-se diante da religião, impondo coercitivamente, inclusive aos não crentes, as posições de determinada confissão religiosa, ainda que majoritária? O fato de o catolicismo predominar no Brasil constituiria justificativa legítima para o Estado adotar medidas legislativas que simplesmente endossassem as concepções morais católicas? A resposta só pode ser negativa. A Constituição de 1988 não se limitou a proclamar, como direito fundamental, a liberdade de religião (art 5, inciso VI). Ela foi além, consagrando no seu artigo 19, inciso I, o princípio da laicidade do Estado, que impõe aos poderes públicos uma posição de absoluta neutralidade em relação às diversas concepções religiosas. 

Em 1989, na cidade de Ariquemes (RO), foi concedido o primeiro alvará judicial permitindo a interrupção de uma gravidez com feto portador de anencefalia. Em 1992, autorização semelhante foi dada pelo juiz Miguel Kfoury Neto em Londrina (PR) e ele nos estimulou a fazer solicitação semelhante em São Paulo, transitada em julgado, em 1993, pelo juiz católico Geraldo Pinheiro Franco que a deferiu. O fato de ser o juiz católico e contrário ao aborto, de acordo com o constante na sentença, tem a maior importância, pois, além de ser um ode à laicidade do Estado, assinalava que a decisão era tomada respeitando os mais legítimos interesses do casal que solicitava o direito à interrupção da gravidez. Alvará obtido significa atendimento digno, público ou privado. 

Em 2004, foi impetrada, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Saúde. Em 1º de junho de 2004 foi autorizada, em caráter liminar, pelo ministro Marco Aurélio Mello, a interrupção de gestações de fetos anencefálicos, quando era esse o desejo da mulher, sem necessidade de recurso à alvará judicial. Essa liminar foi cassada pelo plenário do STF em 20 de outubro de 2004. Em agosto e setembro de 2008 foram realizadas uma série de audiências públicas no STF, debatendo o tema anencefalia, envolvendo a SBPC, entidades médicas, sociedade civil, movimento de mulheres, parlamentares e entidades religiosas. Aguarda-se a decisão da mais elevada corte de nosso país. Mudanças na legislação do aborto são necessárias, é preciso despenalizá-lo e é fundamental uma discussão com a sociedade civil.

*Thomaz Rafael Gollop é médico, professor adjunto de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí e coordenador do Grupo de Estudos do Abordo (GEA), que se reúne mensalmente na sede da SBPC, em São Paulo.

Fonte: Ciência e Cultura
Colaboração: Cido Araújo

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ATENÇÃO ANISTIADOS DO COLLOR: PLS 372 reativado.

O PLS 372(Senado) ou PL 5030(Câmara) que reabria o prazo para os que foram demitidos no famigerado governo Collor entrarem com requerimento pedindo o retorno ao trabalho foi reativado dia 09/04/2012. Ele já se encontra na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal e agora tomou o número de PL 082/2012, portanto os trabalhadores anistiados que perderam o prazo em 2004, incluindo os das empresas que foram liquidadas e extintas, devem arregaçar as mangas e partirem para uma nova batalha.

 Vale lembrar que o PLS 372/5030 que foi aprovado em todas as comissões do Senado e na Câmara foi vetado na sua íntegra pela então Presidenta Dilma.

A luta dos anistiados da Lei 8.878/94 já dura quase 20 anos, vários já conseguiram retornar ao serviço público, durante os Governos de Lula e agora de Dilma, porém cerca de 15 mil beneficiados com a lei, a maioria por falta de comunicação, perderam o prazo dado pelo Governo Lula em 2004.

O PL 082/2012 de autoria do Senador Edson Lobão Filho, visa reofertar um prazo mais longo a todos os anistiados beneficiados com lei de anistia no Governo Collor a entrarem com seus requerimentos, para serem analisados caso a caso pela CEI (Comissão Especial Interministerial) que foi criada e funciona no Ministério do Planejamento e Gestão localizado na capital federal.

Entre em contato com o blog para mais informações.
 
O oficial deste blog é beneficiado da lei.
 
Fonte: Carlão - Sindsep/DF

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Abertas as inscrições para o III BlogProg

Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.

Para viabilizar a estrutura do evento, a comissão organizadora ficou responsável pelo contato com cerca de 40 entidades populares, sítios e publicações – os chamados “Amigos da Blogosfera”. A exemplo dos dois encontros anteriores, eles deverão contribuir financeiramente. Também estão sendo feitas articulações junto a instituições públicas e empresas para bancar o III BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.

Quanto à programação, ela foi definida na reunião da comissão nacional no dia 24 de março. Os contatos já foram feitos, mas nem todos os convidados confirmaram a presença. O III BlogProg dará maior espaço para as oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa. Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera. Abaixo, a proposta de programação:
I
Programação
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Início do credenciamento;
17 horas – Palestra inaugural: A luta de ideias no mundo contemporâneo
– Convidado: Michel Moore (diretor de cinema e escritor dos Estados Unidos)
19 horas – Ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão – Praça Castro Alves
- Convidados: Artistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais;
26 de maio – sábado
9 horas – Nas redes e nas ruas pela liberdade de expressão e pela regulação da mídia
Convidados:
- Franklin Martins – ex-secretário da Secretária de Comunicação da Presidência da República;
- Emiliano José – integrante da Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e pela Liberdade de Expressão;
- Gilberto Gil – ex-ministro da Cultura;
- Barbara Lopes – do movimento blogueiras feministas;
11 horas – A força das redes sociais no mundo
Convidados:
- Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;
- Amy Goodman – fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street;
- Osvaldo Leon – Diretor da Agência Latino-Americana de Informação (Alai);
15 horas – Oficinas autogestionadas
(Os temas e conferencistas deverão ser propostos até 4 de maio; a organização das oficinas caberá exclusivamente aos seus proponentes);
17 horas – Apresentação e debate da proposta sobre a Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera – Rodrigo Vianna e Rodrigo Sérvulo da Cunha;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero, Plataforma Livre e Segura para blogosfera e redes sociais
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs
27 de maio – domingo
9 horas – Reuniões em grupo: balanço, troca de experiências e próximos passos da blogosfera;
12 horas – Plenária final: aprovação da Carta de Salvador, definição da sede do IV BlogProg e eleição da nova comissão nacional.

sábado, 7 de abril de 2012

Campanha da CUT divide e enfraquece o movimento sindical

Por Wagner Gomes*

É difícil imaginar iniciativa mais inoportuna para o movimento sindical que a campanha contra a contribuição sindical lançada pela CUT na segunda-feira, 26, em Campinas (SP). A proposta, dotada de inegável viés liberal, é polêmica e exclusivista. As outras centrais com maior representatividade entre os trabalhadores e reconhecidas pelo Ministério do Trabalho (Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGTB) defendem a contribuição, que corresponde ao desconto anual de um dia de trabalho dos assalariados, e repudiam a atitude cutista.

Não pretendo neste espaço entrar no mérito da concepção da CUT sobre o tema. Comungo, com ampla maioria dos sindicalistas brasileiros, a convicção de que o fim da contribuição compulsória vai enfraquecer os sindicatos e, por consequência, o movimento social. O problema maior é a (in)oportunidade política da campanha, que evidentemente divide as centrais e, com isto, reduz a força e o protagonismo da classe trabalhadora na vida nacional.

O Brasil e a crise mundial

Vivemos um momento singular da história humana, no mundo e no Brasil, marcado pela maior crise do sistema capitalista desde a Grande Depressão em 1929 e a franca decomposição da ordem imperialista fundada após a 2ª Grande Guerra sob a hegemonia dos Estados Unidos. O Brasil não está à margem da crise, que contribui para a desaceleração da nossa economia, comprometendo o emprego e os salários dos que trabalham, e impulsiona a desindustrialização.  

A nação se defronta com o desafio e quem sabe a oportunidade de promover transformações sociais mais profundas para sanar males estruturais da nossa sociedade e contornar as ameaças decorrentes da crise mundial do capitalismo. Ganha força a necessidade de realizar mudanças na política macroeconômica, ainda hoje ancorada no tripé conservador da austeridade fiscal, juros altos e câmbio flutuante, uma herança da controvertida Carta aos Brasileiros de junho de 2002.

Grito de Alerta

A mobilização popular que as centrais realizam através do Grito de Alerta contra a desindustrialização, em aliança pontual com empresários do setor produtivo, vai nesta direção e merece todo nosso apoio. Através dela também podemos e devemos abrir caminho para objetivos maiores, resgatando a agenda da 2ª Conclat por um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização de Trabalho e Soberania.

É nosso dever realçar as bandeiras imediatas e históricas da classe trabalhadora no bojo do novo projeto nacional, associando-as ao fortalecimento do mercado interno e à melhor distribuição da renda nacional. É o caso, entre outras, da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar, coibição da demissão sem justa causa, fim do fator previdenciário, reforma tributária progressiva e integração solidária dos povos e nações latino-americanos.

Desenvolvimento com valorização do trabalho

Transparece na crise a necessidade de aprofundar o processo de mudanças e transitar para um novo projeto de nação. A história nos ensina que não é possível alcançar tal objetivo sem grandes mobilizações e lutas. Por isto, é indispensável elevar a consciência e o protagonismo da classe trabalhadora na vida política nacional. Porém é muito difícil senão impossível conseguir isto sem uma sólida unidade do movimento sindical.

Na atual conjuntura, a campanha da CUT é um grave erro histórico, pois desvia a atenção dos trabalhadores das questões principais da pauta nacional e elege como prioritário um tema que, além de secundário, divide e enfraquece os sindicatos. Objetivamente, independentemente das vontades individuais e dos discursos, isto faz o jogo das forças conservadoras e de direita.

Nossa expectativa é que os dirigentes cutistas façam uma reflexão crítica e autocrítica sobre o assunto e tenham a sensatez de compreender os prejuízos políticos que a ênfase na ação diversionista causa ao sindicalismo nacional e à classe trabalhadora, pois queremos a CUT ao lado das outras centrais na árdua batalha para concretizar a agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).

*Wagner Gomes é  presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cada Km da duplicação da BR-135 vai custar R$ 14,2 milhões

Do Blog Controle Social
Todos os blogs estão divulgando a alvissareira notícia de que o secretário de estado das cidades e deputado federal licenciado, Pedro Fernandes, acaba de confirmar que o edital para duplicação da BR-135 será publicado no Diário Oficial de amanhã, quinta-feira.
E agora, caros leitores, preparem para um choque: o valor total da obra é da ordem de R$ 370 milhões. De acordo com Fernandes, os serviços devem ser iniciados até meados de julho, caso não haja nenhum recurso de contestação.

Duplicação: uma sucessão de problemas
A preocupação do secretário tem fundamento, na última vez em que foi publicado o edital, o Tribunal de Contas da União solicitou o imediato cancelamento da licitação devido a "falhas" que provocariam um enorme prejuízo aos cofres públicos.

E agora, novamente, o TCU está de olho e deve fiscalizar cada etapa da obra para garantir que os custos sejam tão reais quanto os riscos que se corre ao se percorrer os pouco mais de 26 km do trecho São Luís à Bacabeira.

O valor assusta.

Quem já ouviu falar do custo total da duplicação orçado em R$ 370 milhões ficou de cabelo em pé. Como um trecho tão curto que vai da Ponte da Estiva à Perizes de Baixo (Bacabeira) pode custar tão alto?

Com a palavra os órgãos de controle?

O Vendedor de rapadura

Por Carlos Henrique Machado Freitas*

O Ministério da Cultura do Brasil está entregue à pior face da direita, a do cinismo sistêmico. Bastaram quinze meses para os poderosos da Lei Rouanet minarem as reformas e as raposas do Ecad tomarem conta do galinheiro, enforcando a reforma da Lei do Direito Autoral, além de esquartejar politicamente o ministério.

O trânsito da sociedade no MinC está proibido. Aos críticos, a censura em seu site oficial e, agora, também na mídia, com uma tropa que reúne, entre outros nomes, Ancelmo Gois (O Globo), João Bosco Rabelo (Estadão), Wanderley Guilherme (Casa de Ruy Barbosa) e Cacá Diegues. Todos procurando uma sombra pensionista no véu da noiva.

Evidentemente será o PT e seu setorial de cultura que pagarão o pato dessa polícia administrativa em que se transformou o MinC. Mas o destaque especial fica mesmo para Dilma que, por “razões de Estado” sustenta a veneta de manter Ana de Hollanda.

O Ministério da Cultura, com uma crise inédita, é a própria literatura náufraga. No entanto, quem dispuser de um tempo para avaliar a maior crise da história da Funarte, entre 2007 e 2008, entenderá perfeitamente que a suprema corte, Ana de Hollanda e Antonio Grassi, teve todo o mérito suplicante que levou à bancarrota a Funarte, quando os dois lá estiveram, a ponto da presidência da Funarte ser transferida do Rio para Brasília, deixando apenas vestígios do que foi este órgão antes da era Grassi.

Seja como for, esta é a caricatura eleita por Dilma e sustentada na surdina por vozes misteriosas balbuciadas dentro do PT em consonância com a palavra de ordem da extrema direita. Nisto há uma coisa suprema que vibra como uma harpa em todas as auras que têm interesse direto na tripa que está à mostra hoje no Ministério da Cultura. Todas as tonalidades de interesses privados hoje habitam o MinC povoando as suas sombras. Ninguém, contudo, pode tirar o mérito do gênio por promover o quebra-quebra dentro e fora do ministério, no PT e no governo Dilma, e manter sua corte frustrando milhões de brasileiros.

Antonio Grassi é um grande vendedor de rapadura.

*Carlos Henrique Machado Freitas - Músico, Bandolinista, Violonista, Compositor.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quando um bode é o guardião das couves.

No vídeo abaixo, levado ao ar na propaganda eleitoral de 2010, o então candidato à reeleição Demóstenes Torres, que após eleito, foi o relator (pasmem) da Lei Ficha Limpa na Comissão de Justiça do Senado, como vocês viram, ele "cacarejava" - que além dele próprio, todos os que estavam ali, eram ficha limpa.


Vou de bate pronto, tentar listar quem até agora eu não vi babar, espumar, esbravejar contra Demóstenes, e gostaria de saber onde anda a turba de "paladinos" da moralidade (alheia é claro), vamos lá, onde estão: Boris Casoy, Miriam Leitão, Luciana Hippolito, Arnaldo Jabor, Gilberto Dimenstein, Reinaldo Azevedo, Mainardi, Willian Wack, José Nêumane Pinto, Josias de Souza, e tantos outros sabujos, que são tantos que não caberia aqui nesta página de blog.  E a Folha de S. Paulo, que não criou um caderno específico sobre o assunto, assim como fez na época do mensalão em 2005?

Vocês ainda não viram nenhum deles, resgatando a memória do povo, sobre a história da Lei Ficha Limpa, numa paralelo com o Senador Demóstenes Torres, que agora muda de nome, após ser expulso do DEM, talvez adote o nome "Óstenes"

História:

Ficha Limpa ou Lei Complementar nº. 135/2010 é uma legislação brasileira originada de um projeto de lei de iniciativa popular que reuniu cerca de 1,3 milhões de assinaturas.

A lei torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.

O Projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 5 de maio de 2010 e também foi aprovado no Senado Federal no dia 19 de maio de 2010 por votação unânime. Foi sancionado pelo Presidente da República, transformando-se na Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010. Esta lei proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar. Em fevereiro de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a lei constitucional e válida para as próximas eleições que forem realizadas no Brasil.

Demóstenes por incrível que possa parecer, foi o relator da referida lei, não satisfeito, pois estava tão convencido como arauto da moralidade tapuia, ainda prefaciou o livro "Ficha Limpa a vitória da sociedade" - publicado pela OAB - leia aqui.

Como sempre diz o Zé Simão, o Brasil é o país da piada pronta, o Democratas (DEM), partido de Demóstenes, criou uma página na internet, cujo nome é "CPI da Corrupção, eu assinei" - clique aqui - e veja lá a assinatura do próprio. Quero saber agora, como ele irá administrar isso, junto com o DEM.  E aqui em terras tapuias, tudo tem precedentes, até um político do calibre de Demóstenes, que se acha acima de tudo, inclusive da lei e com direito a duvidar da inteligência do povo e em especial de seus eleitores, com suas demagogias de boteco, fazendo as alegações vistas no vídeo acima.

Conclusão:  Isso só é possível no Brasil, pois os meios de comunicação, mancomunados com essa laia de gente ruim, patrocinados por um elite tacanha e burra, vende uma honestidade inexistente, alardeada e maquiada por marqueteiros que ganham fortunas  para fazer um belo embrulho de presente, e o povo incauto compra como líquido e certo, apertando a teclinha "confirme".

O time de jornalistas sabujos que citei, estão todos caladinhos, cada um no seu canto, como se nada fosse com eles, pois quando trata-se de seus apaniguados, melhor se comportar como se nada fosse comigo.

A democracia plena, ainda está longe de acontecer no Brasil, pois agora que se começou mexer em certos vespeiros antes proibidos, como o judiciário por exemplo.

As concessões de rádio é Tvs, são temas proibidos hoje nas casas de leis brasileiras, eles usam uma concessão pública, e se recusam serem fiscalizados pelo poder público.  Isso só tem precedentes aqui, em terras tapuias.

E o povo ó....tof....tof....tof....






Fonte: Blog do Paulinho

Continua a matança dos Sem Terra

O trabalhador rural Sem Terra Pedro Bruno, conhecido como irmão Pedrinho,  foi encontrado morto com três tiros por volta das 7h da manhã desta segunda-feira (2), próximo ao engenho Pereira Grande, no município de Gameleira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. Segundo relatos de coordenadores locais, tudo leva a crer que ele foi assassinado por ter sido confundido com uma liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
 
 MST avalia que a morte de Pedro Bruno seja uma retaliação à reocupação do engenho Pereira Grande, que ocorreu na madrugada de domingo (1º) ontem. A área pertence à Usina Estreliana, e é uma das regiões emblemáticas de conflitos de terra no estado de Pernambuco.

"A gente acredita que por ele estar em uma moto parecida com as que são usadas pelas lideranças do movimento, ele deve ter sido confundido. Porém, temos fortes indícios para acreditar que se trata mesmo de uma retaliação à ocupação que fizemos na madrugada passada", afirmou ao Vermelho o membro da divisão estadual do MST, José Valentim, 28 anos. Valentim acrescentou que a vítima já havia sido presidennte de seu assentamento há alguns anos. Mas que, atualmente, não exercia nenhum papel na coordenação da entidade.

Segundo Valentim, Pedro Bruno tinha acabado de deixar uma dos filhos na escola e voltava para buscar outro de moto. Ele deixou três filhos pequenos e uma esposa, que moravam junto com ele no Assentamento Margarida Alves, conhecido como Dona.

A polícia chegou por volta das 10h e constatou que três tiros atingiram o agricultor de maneira fatal. O caso será investigado pela polícia de Gameleira, juntamente com a polícia civil de Palmares, na região.

Histórico

O engenho Pereira Grande foi declarado de interesse social para fins de reforma agrária em novembro de 2003. Depois de uma série de recursos impetrados, a Usina conseguiu barrar o processo de desapropriação. Segundo o MST, a Ministra Ellen Gracie, que presidia o Supremo Tribunal Federal (STF), que, uma semana antes, havia dado posse da área ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), voltou atrás na decisão e determinou que a imissão de posse e o seguimento da ação de desapropriação só poderão se dar após o julgamento final do processo. O caso está, desde então, pendente na justiça.

Ainda recai sobre a Usina Estreliana vários crimes trabalhistas. Em janeiro de 2010, o proprietário da Usina, Gustavo Costa de Albuquerque Maranhão, que havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), foi condenado, a quatro anos e meio de reclusão, por deixar de repassar ao INSS, durante 18 meses, as contribuições previdenciárias recolhidas no valor de mais de R$ 600 mil de seus empregados.

No Dia Internacional da Mulher (8 de março), cerca de 200 mulheres do MST realizaram um ato na engenho Pereira Grande para exigir a desapropriação da área e condenar as consequências econômicas e sociais do monocultivo de cana na região. Na ocasião, elas chegaram a ser cercadas por pistoleiros do engenho que disparara vários tiros contra as camponesas.

"Ocupamos aquela área há 16 anos. Nos últimos quatro anos, decidimos sair e aguardar a decisão sobre as terras na Justiça. Como nada acontece, voltamos atrás e novamente estamos ocupando para pressionar", explicou Valentim. Na madrugada, durante a ocupação, eram 70 famílias. Hoje, ele disse que já são 80 famílias no local.
 
Impunidade

No dia 23 de março de 2012, o trabalhador Rural Sem Terra Antônio Tiningo foi assassinado em uma emboscada quando se dirigia para o acampamento da fazenda Açucena, no município de Jataúba, agreste de Pernambuco. Tiningo era um dos coordenadores do MST na região.

No mesmo dia, pistoleiros atiraram contra famílias Sem Terra acampadas próximo à fazenda Serro Azul, no município de Altinho, também no agreste de Pernambuco. Duas mulheres e uma criança foram atingidas.

Outro trabalhador, José Amaro da Silva, também foi vítima dos conflitos. Em outubro de 2011 ele desapareceu na zona da mata daquele estado quando saía do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, município de Joaquim Nabuco, área de conflito agrário.

O MST e organizações de direitos humanos como a Terra de Direitos vem denunciando há muito tempo a violência no campo em Pernambuco. Segundo as entidades, pistoleiros recebem R$ 50,00, por dia, para atirarem contra trabalhadores rurais pertencentes ao movimento. Fazendeiros andam armados e ameaçam agricultores até mesmo em suas próprias casa.

Ainda de acordo com as denúncias: a polícia atua como segurança privada de fazendas, intimidando e ameaçando famílias sem terra; delegados, juízes e promotores legitimam o uso de violência e de milícias armadas por parte de proprietários de terra.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Macedo versus Valdomiro e os novos ricos da fé alheia!

A briga entre dois falsos profetas não deve ser preocupação nossa. O sujo falando do mal lavado só mostra a falência moral daqueles líderes religiosos que ficam ricos com dinheiro de dízimos e ofertas. Agora, a forma escusa como o dinheiro é tratado, mesmo em denominações mais antigas, deve ser objeto de preocupação e zelo. Infelizmente, a riqueza com dinheiro de igrejas não é exclusividade dos neopentecostais.

Quantas rádios e emissoras evangélicas foram construídas com dinheiro de ofertas e hoje, como grandes empresas, geram lucros para uma diminuta diretoria? As emissoras evangélicas não deveriam ser como empresas tradicionais, pois o capital inicial não foi fruto de um único empreendedor. O sujeito vira dono de uma empresa que ele levantou com o dinheiro alheio sem pagar dividendos. Isso é no mínimo imoral.

Portanto, é triste saber que os Macedos e Valdomiros não são os únicos a lucrarem com um pseudoevangelho. Há muitos líderes denominacionais que vivem uma vida com grandes regalias. De onde vem o dinheiro?

Um pastor pode ser rico? É claro que sim. Mas ele deve ser rico apesar do ministério, mas não por causa do ministério. Se o pastor é um advogado de sucesso ou vem de uma família empresarial, logo não há imoralidade. O grande problema é um pastor ficar rico com dinheiro da igreja. E há muitos.

Fonte: Um Blog Para Quem Enxerga

Justiça determina interdição matadouro municipal de Vitorino Freire.


Diante de várias denúncias feitas pela Rede de Defesa dos Direitos da Cidadania de Vitorino Freire, o Poder Judiciário determinou a interdição do matadouro municipal Vitorino Freire. Desde o ano de 2009 o movimento organizado da cidade de Vitorino Freire, vem realizando um trabalho de organização popular em defesa dos direitos da população. Dentre estas ações destaca-se a questão das péssimas condições em que se encontra o matadouro publico municipal.

Ainda no ano de 2009, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), realizou vistoria no matadouro publico a requerimento do Ministério Publico Estadual.

No relatório da referida vistoria, constatou-se que o matadouro não estava dentro das normas higiênicas estabelecidas por lei.

Dentre as várias irregularidades, cita-se: 
1) estrutura física inadequada; 
2) falta de aparelhos para o abate dos animais; 
3) falta de capacitação técnica e sanitária; 
4) adoção de medidas de higiene pessoal e dos instrumentos de proteção, regras necessárias para que a população possa consumir um produto de boa qualidade.

Mesmo sabendo de tudo isso, o poder público municipal nunca solucionou esta grave violação de direito, expondo toda a população a contrair doenças, já que a presença de urubus, ratos, baratas e outros insetos é constante no matadouro.

Com essa medida a população através dos movimentos populares da cidade de Vitorino Feire, espera que o poder municipal solucione imediatamente este problema de saúde pública que prejudica ha muito tempo a maioria da população.

Fonte: Boletim da Rede de Defesa dos Direitos da Cidadania de Vitorino Freire