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segunda-feira, 31 de março de 2025

Em Gaza, 15 médicos e enfermeiros são executados a sangue frio por tropa de Israel

Corpos dos médicos e enfermeiros só foram localizados uma semana depois de desaparecidos (Foto:The New Arab)

O Crescente Vermelho Palestino informa que foram localizados os corpos de 14 dos funcionários de saúde seus e da Defesa Civil palestina que foram executados por tropa de Israel que cercou as suas ambulâncias que buscavam feridos na região bombardeada de Rafah. O 15º dos desaparecidos ainda não foi localizado.

A denúncia palestina é de que oito médicos e seis enfermeiros foram mortos com tiro na testa. Triste destino similar deve ter tido o 15º cujo corpo ainda não foi localizado.

A organização palestina de socorro médico havia relatado que, no dia 22 de março, tropas israelenses cercaram diversas de suas ambulâncias que atuavam no bairro Tel Sultan, em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, logo após a região ter sofrido ataque por mísseis do agressor.

Após ser notificado de que funcionários de saúde haviam se ferido, o Crescente Vermelho perdeu contado com a equipe cercada e a entrada na área foi bloqueada, inclusive para ambulâncias.

Desde o corte no contato com seu pessoal, o Crescente Vermelho passou a informar amplamente do cerco e passou a responsabilizar Israel pelos danos a seu pessoal médico. Fez apelos a entidades internacionais para que pressionassem Israel no intuito de permitir o acesso de suas equipes a Tel Sultan, mas foi tudo em vão, as organizações informavam que não conseguiam acesso ao local cercado.

Somente na quinta-feira, dia 27 de março, um grupo coordenado pela Cruz Vermelha conseguiu chegar ao local para descobrir que as tropas israelenses haviam executado os profissionais de saúde e os enterrado próximo às tendas militares dos invasores. A Cruz Vermelha verificou que todas as ambulâncias do Crescente Vermelho e da Defesa Civil, que haviam sido cercadas no dia 22, estavam destruídas.

As vítimas do Crescente Vermelho são Ezz Al-Din Shaath, Mustafa Khafaja, Saleh Ma’mar, Mohammed Bahloul, Ashraf Abu Labda, Mohammed Al-Hayla, Rifat Radwan, Asaad Al-Nasasra e Raed Al-Sharif

As vítimas da Defesa Civil são Fouad Al-Jamal, Youssef Khalifa, Anwar Al-Attar, Zuhair Al-Farra, Sameer Al-Bahabsa e Ibrahim Al-Maghari.

A descoberta do assassinato de médicos e enfermeiros só aconteceu, portanto, nove dias depois de Israel haver rompido o cessar-fogo em Gaza, com os primeiros ataques na noite do dia 18 de março. Naquela primeira noite de bombardeio foram mortos 400 palestinos, sendo 200 crianças e 1.900 ficaram feridos. Desde então o cessar-fogo foi suspenso, o morticínio voltou a ser diário e a troca de prisioneiros israelenses e palestinos, que estava acontecendo desde janeiro, está suspensa.

Mais de 400 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros motoristas de ambulâncias e professores, foram assassinados desde o 7 de outurbro de 2023, diz informe da Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, emitido esta semana. Os mortos incluem 289 integrantes de equipes da ONU, 34 do Crescente Vermelho Palestino e ainda 76 de outras organizações humanitárias.


quarta-feira, 29 de março de 2023

Pelo 14º ano, o Brasil é o país com mais assassinatos de pessoas trans


Há quatorze anos, o Brasil se mantém em primeiro lugar no ranking dos países que mais assassinou Trans do mundo. No ano de 2022 foram registrados 131 assassinatos de pessoas Trans. Conforme a Rede Trans Brasil, 22 assassinatos foram registrados só no primeiro bimestre do ano de 2023. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA, 2022) denuncia que enquanto a expectativa de vida da população geral é de 74,9 anos, a das pessoas Trans é de 35 anos de idade. Importa lembrar o alto índice de subnotificação decorrente da omissão do Estado, da ausência de registros específicos e bancos de dados nacionais, da transfobia institucional, do não respeito às identidades de gênero das travestilidades e transexualidades nas ocorrências, etc.

Quem não lembra dos gritos, risos e do assassinato violento contra Dandara do Santos em 2017? Não basta uma pedrada, uma facada, um tiro, o transfeminicídio é a expressão mais potente das relações cis-heteropatriarcais de gênero. Nos assassinados de pessoas Trans, os corpos são violentamente deformados, as mortes ocorrem recorrentemente com requintes de crueldade.

Segundo a ANTRA (2022), além dos assassinatos, as principais formas de violação de direitos humanos contra Trans são: ameaça online e presencial, violência física, violência doméstica/no ambiente doméstico, transfobia direta em atendimento de saúde, violência contra profissional do sexo, negativa de acesso a espaços públicos, negativa de emissão de identidade com nome social e de uso do nome social, violações por agentes de segurança pública, negligência médica ou omissão de socorro, demissão motivada pela identidade de gênero e/ou transfobia, transfobia em processo seletivo, dentre outros.

Segundo a Rede Trans Brasil, atualmente, no primeiro bimestre de 2023, o Ceará é o estado brasileiro que registrou maior número de assassinatos de pessoas Trans (3 mortes de mulheres Trans e 1 morte de um homem Trans). O que se percebe é um acirramento histórico das vulnerabilidades para as/os Trans, da dificuldade para a sua sobrevivência material e subjetiva.

Soma-se a isto a violência estatal no Brasil que expressa: 

a) a censura conservadora das discussões sobre gênero, sexualidade e diversidade nas escolas; 

b) a ausência de campanhas de educação/prevenção da violência transfóbica; 

c) a ausência de projetos, ações e campanhas governamentais sobre educação, empregabilidade, renda, cidadania e segurança para a população trans; 

d) as dificuldades no acesso ou negação de atendimento de pessoas travestis e mulheres transexuais nas Delegacias da Mulher e demais aparelhos de proteção às vítimas de violência doméstica; 

e) a transfobia institucional no acesso à saúde, especialmente no que se refere ao acesso aos procedimentos previstos no processo transexualizador e os cuidados com a saúde mental; 

f) a ausência de casas abrigo para LGBTI que são expulsos de casa, em retorno de migração forçada ou tráfico de pessoas, perseguidos politicamente, e em situação de rua ou por algum outro motivo, não tenha acesso a moradia/local para viver; 

g) a ausência de campos ou informações sobre nome social e identidade de gênero das vítimas no registro das ocorrências; h) a dificuldade no entendimento e na correta aplicação da decisão do STF que reconheceu a LGBTIfobia como crime de racismo; 

i) o não reconhecimento e garantia da proteção através da Lei Maria da Penha ou a tipificação das mortes como Feminicídio (ANTRA, 2020).

Todas essas violações de direitos mostram que o Brasil não é um lugar seguro para as/os Trans. “O Estado não tem sido apenas omisso, mas, também, é agente direto de diversas violações e violências contra pessoas trans” (ANTRA, 2023. p. 41).

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO BRASIL. Dossiê dos assassinatos e da violência contra Travestis e Transexuais no Brasil em 2022. Benevides, Bruna. (Org.). Brasil, 2023.

______. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO BRASIL. Dossiê dos assassinatos e da violência contra Travestis e Transexuais no Brasil em 2021. Benevides, Bruna. (Orgs.). Brasil, 2022.

______. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO BRASIL. Dossiê dos assassinatos e da violência contra Travestis e Transexuais no Brasil em 2019. Benevides, Bruna.; Nogueira, Sayonara (Orgs.). Brasil, 2020.

*Poliana Machado

Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante do Coletivo Camaradas

domingo, 2 de maio de 2021

Corpo de ativista LGBT ligado ao MST é encontrado carbonizado no Paraná

 (Foto: Rafael Stedile/Divulgação)

O corpo de Lindolfo Kosmaski, ativista LGBT e que atuava junto ao Movimento dos  Trabalhadores Sem Terra (MST), foi encontrado carbonizado na noite do último sábado (1), no município de São João do Triunfo, no Paraná. O movimento acredita que o homicídio tenha sido motivado por homofobia. 

Lindolfo tinha 25 anos e foi candidato a vereador de São João do Triunfo em 2020, pelo PT. Ativo nas atividades do movimento, principalmente do Coletivo LGBT Sem Terra e das Jornadas da Agroecologia, o militante frequentava o assentamento Contestado, na Lapa, também no Paraná. Lá, participou da turma em Licenciatura em Educação no Campo na Escola Latino Americana de Agroecologia (ELAA).

Atualmente, o militante era professor da rede estadual do Paraná. Também estava cursando o mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no programa Educação em Ciências e em Matemática.

Em nota, o movimento lamentou a morte de Lindolfo. “Neste momento de dor, o MST estende toda solidariedade à família, amigos e exige que os órgãos competentes possam acelerar as investigações e encontrar os culpados desse crime hediondo.”

Ainda no documento, o movimento afirma que o ativista “era um jovem humilde, solidário e cheio de sonhos”. Afirma ainda que exigirá justiça e punição aos assassinos do jovem. “O MST destaca o seu compromisso de lutar por uma sociedade sem LGBTfobia e na construção de um mundo onde a vida e todas as formas de ser e amar sejam garantidas plenamente. O Sangue LGBT também é sangue Sem Terra.”

FONTE: Brasil 247 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Candidata que fez campanha sob proteção é assassinada.

Leila Arruda (Reprodução/Facebook)

Candidata pelo PT à Prefeitura de Curralinho, interior do Pará, a pedagoga Leila Arruda, 49, andou dezenas de comunidades ribeirinhas em busca de apoio para as causas que defendia durante os 45 dias de campanha. O que os eleitores e demais apoiadores não imaginavam é que a candidata percorria os rios em estado de alerta, com uma medida protetiva que a deveria manter a salvo do ex-marido, Boaventura Dias.

Ele não aceitava o fim da relação. E, por isso, ao longo de um mês e meio, a pedagoga buscou não andar sozinha em nenhum momento. Apesar de o ex-marido não morar em Curralinho, era um sinal de prevenção.

Leila ficou em terceiro lugar na disputa pelo comando da cidade, com pouco mais de 3.000 votos. Cleber Edson dos Santos Rodrigues (PSD), 67, venceu com 7.236. Quatro dias depois do resultado, Leila foi assassinada em Belém.

De acordo com a família, Leila e Boaventura terminaram o casamento em 2017, depois de 26 anos de união. Eles moravam em Belém, mas se conheceram ainda jovens em Curralinho, pequena cidade de 26 mil habitantes do Arquipélago de Marajó, no Pará.

Ribeirinha, Leila queria usar política para ajudar mulheres

Leila era filha de uma professora com um agricultor de Curralinho. Ela nasceu às margens do rio Paramirim e se criou à beira do Mutuacá. De acordo com o irmão, a vítima saiu aos 10 anos da região para morar sozinha com a irmã mais velha, em Belém, em busca de estudos, depois de ser alfabetizada em casa pela mãe.

“Nossa mãe era professora da comunidade, e sempre trabalhamos com a agricultura, principalmente com a produção de farinha de mandioca”, lembra o irmão.

Arruda conta que Leila estudou em conventos até o fim da adolescência. Aos 20, ingressou no PT e se formou em pedagogia na Universidade Federal do Pará (UFPA), se especializando em educação de crianças especiais.
Antes de morrer, a vítima trabalhava no Hospital de Clínicas Gaspar Viana, na capital paraense, e coordenava o Movimento de Mulheres Empreendedoras da Amazônia (Moema). A intenção de Leila, frisa o irmão, era tornar as mulheres independentes financeiramente dos maridos.

“Ela veio para Belém buscar uma vida melhor para si e para os filhos. Com isso, se envolveu em movimentos sociais e fundou a Moema, que ajudava as mulheres a terem renda própria. Ela conseguiu isso através de outras amigas e da nossa irmã mais velha”, ressalta.

De acordo com Arruda, uma das bandeiras de Leila durante a campanha era proporcionar mais políticas públicas às mulheres de Curralinho, município que tem 5.503 famílias cadastradas no Bolsa Família, sendo que desses, 94,3% dos responsáveis familiares são do sexo feminino.

“Depois que graduou os filhos, um em engenharia elétrica e outro em engenharia mecânica, estava animada com a campanha para vereadora, mas o partido acabou decidindo pelo nome dela para prefeita. Isso a fez percorrer o município todo defendo as suas bandeiras, que era a melhoria da saúde, educação inclusiva, ampliação do serviço social, agricultura familiar como geradora de renda e criação de programas específicos de políticas para as mulheres”, diz o irmão.

Veja matéria completa aqui

Fonte: Pragmatismo Político

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Irã emite mandado de prisão contra Trump por morte de Soleimani

(Foto: mídias.agazeta.com.br)
O anúncio foi feito pelo procurador-geral de Teerã, Ali Alqasi Mehr. "36 indivíduos envolvidos ou que ordenaram o assassinato de Qassem, incluindo políticos e militares dos EUA e de outros governos, foram identificados, e oficiais judiciários emitiram mandados de prisão contra eles", disse Mehr à agência iraniana Fars.

Segundo o procurador, o Irã também lançou alertas vermelhos via Interpol. As acusações são de assassinato e terrorismo, e Mehr acrescentou que Trump está "no topo da lista" e será processado "assim que deixar a Presidência".

Soleimani foi morto em um bombardeio americano no aeroporto internacional de Bagdá, capital do Iraque, e comandava a Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica.

A morte do militar mais poderoso do Irã e possível sucessor de Hassan Rohani como presidente provocou revolta entre os iranianos e uma série de protestos contra os Estados Unidos.

O país persa reagiu ao ataque contra Soleimani com um bombardeio a bases americanas no Iraque, mas derrubou por engano um avião da Ukraine International Airlines com 176 pessoas a bordo. Todas morreram.

Fonte: Terra

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bolsonaro diz ter afinidade com príncipe saudita envolvido em assassinato de jornalista


(Foto: PR | Reprodução)

Após uma reunião com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, Jair Bolsonaro afirmou ter  “certa afinidade com o príncipe”, que é suspeito de mandar assassinar o jornalista Jamal Khashoggi, morto no interior das dependências da embaixada da Arábia Saudita na Turquia. 

Nesta segunda-feira (28), Bolsonaro participou de um jantar com o príncipe saudita e nesta terça-feira (29) deverá voltar a se encontrar com Salman para uma reunião de negócios. "Tenho uma certa afinidade com o príncipe. Em especial depois do encontro em Osaka”, disse Bolsonaro após o encontro. 

Em um relatório datado de junho, a ONU diz existirem "provas confiáveis" da participação de Mohammed bin Salman na morte do jornalista. 
Confira o Twitter da BBC sobre o assunto. 
Foi assim que @JairBolsonaro respondeu à pergunta de uma repórter sobre a pauta dos encontros dele com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, logo mais em Riade, Arábia Saudita. Leia:
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FONTE: Brasil 247

quinta-feira, 14 de março de 2019

Atiradores de Suzano viram heróis em fórum brasileiro de extremistas


Os atiradores Luiz Henrique de Castro, de 25 anos e Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos ganharam status de heróis nos fóruns brasileiros disseminadores de ódio. Os chamados ‘Chans’.

Nesta quarta-feira (13), os dois mataram 7 pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). Um comerciante que trabalhava perto do local e era tio de um dos atiradores também foi assassinado. Luiz e Guilherme eram ex-alunos da escola.
Reportagem do portal R7 informou que Luiz Henrique e Guilherme integravam o Dogolachan, fórum que só é acessível na darknet. A matéria revela que os jovens recorreram ao fórum para pedir dicas de como executar o atentado na escola.
No dia 7 de março, um dos atiradores teria publicado um agradecimento ao administrador do fórum, conhecido como DPR. “Muito obrigado pelos conselhos e orientações, DPR. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer esse ato em vão”, diz trecho da mensagem.

Luiz Henrique era conhecido no fórum como “luhkrcher666” e Guilherme como “1guY-55chaN”. Todas as conversas entre os atiradores foram deletadas previamente ao atentado.
O fórum 55chan também celebrou o massacre em Suzano (SP). Assim como o Dogolachan, o espaço costuma criar conteúdo de ódio contra mulheres, negros, pobres e homossexuais.
Alguns membros dos chans chegaram a lamentar o fato de Luiz Henrique e Guilherme não terem conseguido assassinar mais pessoas que o autor do Massacre de Realengo, em 2011. Na época, Wellington Menezes de Oliveira matou 12 crianças e depois cometeu suicídio.

Operação da Polícia Federal

Em maio de 2018, a Operação Bravata da Polícia Federal tentou desmantelar o Dogolachan. Na ocasião, os policiais prenderam Marcelo Valle Silveira Mello, apontado como fundador do Chan (relembre aqui).
Em dezembro de 2018, Marcelo foi condenado a 41 anos de prisão. O analista de sistemas pregava há vários anos a morte de mulheres, negros, gays e comunistas. Além disso, o extremista defendia abertamente a pedofilia e chegou a gerenciar páginas que traziam manuais sobre como “aplicar estupros corretivos em lésbicas” e violentar menores de idade.
Na ocasião, a professora universitária e militante feminista Lola Aranovich, uma das principais vítimas de Marcelo, comemorou a decisão: “Vitória e grande alívio! Marcelo Valle Silveira Mello, líder de quadrilha neonazista e misógina que me atacou durante 7 anos, foi condenado a 41 anos de prisão! Estou muito feliz”.
A prisão de Marcelo só foi possível porque Lola Aranovich passou quase uma década denunciando todas as ações de ódio e ameaças cometidas pelos membros dos fóruns contra ela.
Foi do Dogolachan que partiram algumas das ameaças de morte que motivaram o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL) a desistir do mandato de parlamentar e sair do Brasil. Membros do Chan são denunciados no Pragmatismo Político desde 2012.

1 ano e meio

Um policial que investiga o atentado afirmou no início da noite desta quarta-feira que o atentado contra a escola em Suzano foi planejado durante 1 ano e meio. Segundo o policial, os atiradores conversaram sobre o ataque por meio de mensagens de texto. O teor das conversas não foi informado.
Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é a de que o tio de Guilherme tenha descoberto o plano da dupla e, por isso, os criminosos teriam feito uma “queima de arquivo”.
O carro usado pela dupla, um Onyx branco, foi alugado por Luiz Henrique, segundo nota da Localiza, em 21 de fevereiro, com devolução para o dia 15 deste mês. A polícia apreendeu dois cadernos escolares encontrados no carro, nos quais há desenhos. O material será analisado por investigadores.

terça-feira, 12 de março de 2019

Caso Marielle: suspeitos do crime são presos no RJ

RENAN OLAZ/CÂMARA DO RIO

Numa operação que começou por volta das 4h30, tendo um dos endereços o mesmo condomínio onde mora o presidente Bolsonaro, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 46 anos, ambos acusado da morte da vereadora Marielle e do motorista Aderson.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiror revelaram que Ronnie Lessa fazia pesquisa na internet sobre os locais por onde andava a vereadora. Ele também monitorava e pesquisava sobre a vida do deputado estadual Marcelo Frexo (PSOL).


Segundo reportagem do jornal O Globo destaca: "temido pelos próprios colegas, mesmo depois de aposentar a farda, e exímio atirador, principalmente no manejo de fuzis, Lessa foi vítima de uma tocaia em 28 de abril, um mês depois da morte de Marielle. Há a suspeita de que alguém tentou matá-lo como queima de arquivo. O sargento é o principal alvo da primeira operação conjunta da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e do Gaeco para prender os envolvidos na morte da vereadora. As circunstâncias do crime ainda não foram apuradas, assim como ainda não se sabe quem foi o mandante da execução."

Segundo o jornal, "na manhã desta terça-feira, os investigadores foram à casa de Lessa, no condomínio de Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Não há, porém, nenhuma ligação, a não ser o fato de serem vizinhos. O PM mora num condomínio em frente ao mar, com seguranças na portaria. Boa parte das casas tem piscina e quintal."s, o sargento Lessa, que foi preso no condomínio onde mora Bolsonaro, teria feito os disparos e Élcio Vieira dirigia o carro. Agora, a investigação quer esclarecer os mandantes dos crimes.

Da redação com informações de agências

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Presos executores do prefeito Moisés Gumieri/PCdoB

Três jovens suspeitos de executar o prefeito de Chiador Moisés da Silva Gumieri, de 36 anos, nessa segunda-feira (9), foram presos nesta quarta (10). Após serem encontrados escondidos dentro de uma fazenda do município, os suspeitos afirmaram que foram contratados para assassinar o chefe do executivo e receberam R$ 4 mil pelo crime. A motivação da execução ainda é um mistério.

Agora, a polícia trabalha para localizar o mandante do crime, que já foi identificado, mas não teve o nome revelado para não atrapalhar as investigações. A prisão dos suspeitos foi possível após uma força-tarefa, que envolveu as Polícias Militar e Civil de Minas, e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Dois jovens de 18 e 19 anos foram presos e apresentados em Juiz de Fora, já o terceiro criminoso, de 24 anos, foi preso em Três Rios.  De acordo com a Polícia Civil, ele é o proprietário da motocicleta utilizada pelos executores de 18 e 19 anos na fuga do crime. A dupla, de acordo com a Polícia Civil foi encontrada em uma fazenda em Chiador.
“As investigações se iniciaram quando fiz o pedido de dados do chassi da moto usada no crime. Mesmo apesar de estar raspado, após conferência no sistema, conseguimos identificar o nome do proprietário do veículo e o endereço dele. Então, ele foi preso e informou que havia emprestado a moto para os dois autores”, disse o delegado Saed Divan, chefe da Delegacia Geral de Juiz de Fora, por meio da assessoria de imprensa.
A arma utilizada no crime e a motocicleta foram apreendidas. A dupla está sendo ouvida, nesta noite, na 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora e será autuada em flagrante por homicídio qualificado. Já o dono da motocicleta também está sendo ouvido, ele disse que não sabia que a moto seria usada para o crime. 
Depoimento

"Após serem encontrados, os suspeitos informaram ter sido contratados para executar Gumieri. O mandante trouxe os dois para a cidade, mostrou a casa do prefeito e o mercado, onde ele também trabalhava", explicou o sargento Luiz Claudio Ramos, lotado na  33ª Companhia do 27º Batalhão da Polícia Militar (PM).

Aos militares, os suspeitos não quiseram informar o valor recebido pela execução. No entanto, informaram a identificação do mandante. A polícia procura por ele, que já é considerado foragido.

"Eles disseram que foram até a casa da vítima e bateram no portão procurando por ela. A cunhada do prefeito explicou que ele não estava em casa e que tinha ido até um campo de futebol, que fica do outro lado da rua", explicou o sargento.
A dupla foi até lá e, enquanto um dos suspeitos permaneceu na motocicleta, o outro procurou pelo prefeito. "Gumieri foi chamado. Como ele é político, deixou o campo e foi atender quem estava procurando por ele. Depois de atirar várias vezes, os suspeitos fugiram", disse o policial, relembrando a fala da dupla durante a prisão.
O prefeito foi socorrido e levado até um hospital de Três Rios - sua cidade natal -, no Estado do Rio de Janeiro, que fica a 12 km de Chiador. Ele morreu durante o trajeto.
Fuga
Depois do crime, os dois suspeito fugiram na motocicleta, mas se envolveram em um acidente. Para tentar despistar a polícia, a dupla se escondeu em uma fazenda. "Como já era noite, eles se esconderam no pátio da fazenda Baronesa. A intenção era tentar fugir pela manhã, mas devem ter ficado perdidos", afirmou o sargento Ramos.
A dupla, que ainda não teve a identidade e a idade revelada, é moradora da cidade de Três Rios,  município localizado na região Centro-Sul do Estado do Rio de Janeiro. "Eles já são bem conhecidos na cidade por envolvimento com o tráfico de drogas", explicou o militar.
Os suspeitos foram levados para a Delegacia de Juiz de Fora, também na Zona da Mata, onde serão ouvidos. 
Executivo
Com a morte de Moisés da Silva Gumieri (PCdoB), o vice-prefeito, Maurício Barbosa Monteiro, de 34 anos, filiado ao Partido Republicano (PR), assumirá o cargo de chefe do executivo da cidade, que tem 2.785 habitantes.
Os moradores do município estão em choque com a notícia da morte do prefeito. "A cidade está em luto. Ninguém esperava essa covardia. A mãe dele, então, está perturbada com esse crime", contou o aposentado Antônio Sales, que é vizinho da família de Gumieri.
O político era o filho mais velho dos cinco irmão, sendo três homens e duas mulheres. "Ele vinha almoçar todos os dias com a mãe dele. Ele nunca teve nenhum desentendimento com ninguém. Era uma pessoa muito boa. Filho enterrar pai ainda vai, mas pai enterrar filho é uma tristeza danada", desabafou o aposentado.
Gumieri, que iria fazer 37 anos no dia 13 de março, deixa a mulher e o filho de 9 anos, que presenciou o crime.