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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Tela Brasil: Cultura Brasileira ao Alcance de um Clique


O governo federal lançou oficialmente, no último sábado, o Tela Brasil, a primeira plataforma pública e gratuita de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), marca um novo capítulo na democratização do acesso à cultura e na valorização das produções nacionais. O projeto nasce com o propósito de tornar o cinema e as séries brasileiras acessíveis a todos os cidadãos, sem custos e com qualidade.

O catálogo inicial do Tela Brasil impressiona: são mais de 550 obras disponíveis logo na estreia, entre curtas, médias e longas-metragens, além de séries e documentários. A diversidade é o ponto forte, há produções de diferentes regiões do país, com destaque para o cinema negro, indígena e dirigido por mulheres. O acervo também contempla títulos premiados e clássicos que marcaram gerações, como Central do Brasil, Cidade de Deus e Deus e o Diabo na Terra do Sol.

A plataforma foi pensada para ser inclusiva e acessível. Todas as obras contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, garantindo que pessoas com deficiência possam desfrutar plenamente do conteúdo. Essa preocupação reforça o compromisso do governo com a inclusão cultural e o direito de todos ao acesso à arte e à informação.

Durante o lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Tela Brasil é uma “ferramenta de soberania cultural”, capaz de fortalecer a identidade nacional diante da avalanche de conteúdos estrangeiros que dominam o mercado. Segundo ele, investir em cultura é investir na alma do país e o streaming público é uma forma de devolver ao povo o protagonismo de suas próprias histórias.

O investimento total previsto para o projeto é de R$ 9 milhões, distribuídos entre 2024 e 2025. Os recursos serão aplicados em licenciamento de obras, tecnologia, acessibilidade e manutenção da plataforma. Além disso, o Tela Brasil se integra a outras políticas culturais do governo, como o MEC Livros e o programa de bibliotecas em conjuntos habitacionais, ampliando o alcance das ações voltadas à educação e à cultura.

Outro diferencial é o acesso simplificado. O Tela Brasil pode ser utilizado diretamente pelo navegador, em computadores e Smart TVs, e em breve estará disponível também em aplicativos para Android e iOS. O login é feito por meio do Gov.br, o que facilita o uso e garante segurança aos usuários. Há ainda perfis específicos para escolas, cineclubes e bibliotecas, incentivando o uso coletivo e educativo da plataforma.

Mais do que um serviço de entretenimento, o Tela Brasil é um convite à reflexão sobre o papel da cultura na construção da cidadania. Ao reunir obras que retratam o Brasil em suas múltiplas faces do sertão ao litoral, da periferia às grandes metrópoles, o streaming público reafirma o valor da produção nacional e o poder das narrativas que nascem do povo brasileiro.

Com o Tela Brasil, o país dá um passo importante rumo à democratização do audiovisual e à valorização da arte feita por brasileiros. É uma iniciativa que une tecnologia, inclusão e identidade cultural, mostrando que o Brasil pode e deve ser protagonista de sua própria história nas telas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Diretor da Funarte ofende Fernanda Montenegro após atriz criticar Bolsonaro

FOTO ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
O diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, o dramaturgo Roberto Alvim foi até suas redes sociais neste domingo 22 para se  pronunciar sobre a atriz Fernanda Montenegro, que recentemente foi capa da revista literária “Quatro cinco um”. Na edição de outubro da publicação, Fernanda é retratada como uma bruxa prestes a ser queimada em uma fogueira com livros, fazendo uma referência aos recentes casos de censura feitas pelo governo.
“A foto da sórdida Fernanda Montenegro como bruxa sendo queimada em fogueira de livros, publicada hoje na capa de uma revista esquerdista, mostra muito bem a canalhice abissal destas pessoas, assim como demonstra a separação entre eles e o povo brasileiro”, diz Alvim,
O dramaturgo classifica as atitude de Fernanda Montenegro como mentirosas e diz que pessoas como ela estão deturpando os valores mais nobres de nossa civilização. “Nada pode ser mais infantil, mentiroso e canalha do que essa senhora diz na referida matéria. Fernanda Montenegro já assistiu várias peças minhas no passado, e já nutri alguma admiração por ela. Hoje, só o que sinto por essa mulher é o mais absoluto desprezo. Triste fim de carreira”, argumenta o diretor.
Alvim, que é bolsonarista e foi cotado para o cargo após enaltecer o presidente nas redes sociais, defende que a classe teatral passe por uma renovação contra a “doutrinação da esquerda”, como ele classifica. “É o único jeito de criarmos um renascimento da Arte no Teatro nacional, porque a classe teatral que aí está é radicalmente podre”, afirmou.

Após a repercussão de sua fala, o dramaturgo voltou na manhã deste segunda-feira 23 em suas redes para continuar o ataque contra Fernanda. Alvim diz que está sendo criticado por sua declaração e que nçao volta atrás do que disse. ” Então acuso Fernanda de mentirosa ,além de expor meu desprezo por ela, oriundo de sua deliberada distorção abjeta dos fatos”, afirmou.
“Amiguinhos esquerdistas: sua velha chantagem não funciona mais”, conclui Alvim.
A fala foi criticada pela classe artística. Em comunicado, a Associação dos Produtores de Teatro (APTR) repudiou as declarações de Alvim. “É absolutamente inadmissível que uma atriz com a sua trajetória seja atacada em seu livre exercício de expressão”, diz a nota. 

“Como cidadão, o Sr. Roberto Alvim pode expressar opinião, independentemente do campo social, cultural e ideológico. Já como gestor público de relevância nacional – ou seja, representando o país como um todo – o mesmo deveria atentar-se à natureza do seu cargo, pautando-se pelo respeito à classe que representa e aos profissionais consagrados por sua atuação”, afirma a APTR. 

Leia a nota na íntegra

A APTR repudia veementemente as declarações do diretor de Artes Cênicas da Funarte, Sr. Roberto Alvim, em suas redes sociais, onde classifica o não diálogo com a classe artística como uma “guerra irrevogável”. 

Com a mesma intensidade, repudiamos a classificação da fala de dona Fernanda Montenegro como infantil, mentirosa e canalha. É absolutamente inadmissível que uma atriz com a sua trajetória seja atacada em seu livre exercício de expressão.

Desde que o mundo é mundo, as identidades de todos os povos são construídas através de símbolos, plenos de significados, originando histórias transmitidas de geração em geração. Por este motivo, quando o objetivo é destruir algo, o alvo é sempre o sagrado, o simbólico ou aquilo de maior valor afetivo.

Como cidadão, o Sr. Roberto Alvim pode expressar opinião, independentemente do campo social, cultural e ideológico. Já como gestor público de relevância nacional – ou seja, representando o país como um todo – o mesmo deveria atentar-se à natureza do seu cargo, pautando-se pelo respeito à classe que representa e aos profissionais consagrados por sua atuação.

Cuidar da cultura como um importante setor para a economia e a formação de um país trata-se de um exercício diário, ético e respeitoso. O mesmo se aplica ao cuidado que deveria ser adotado ao se referir a uma atriz como Fernanda Montenegro, um símbolo da identidade nacional, com reconhecimento em todo o mundo.

Persistiremos  na busca pelo diálogo, pela liberdade de expressão, pelo afeto ao fazer artístico e cultural  de nosso país. Tudo isso de forma civilizada e com total respeito à diversidade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Marighella tem lançamento cancelado no Brasil e não há previsão de estreia

Seu Jorge interpreta o personagem-título de Marighella
(Divulgação/Divulgação)
Os produtores de Marighella enviaram à imprensa uma nota sobre o cancelamento da estreia do filme, que estava previsto para chegar aos cinemas no dia 20 de novembro. Dirigido pelo ator Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge no papel-título, o o filme vem enfrentando a burocracia da Ancine na liberação de verbas, que já tinham sido usadas na produção e precisam ser ressarcidas. Confira abaixo a nota.
“Nós, produtores do longa-metragem Marighella, dirigido por Wagner Moura, anunciamos que a data de lançamento do filme nos cinemas brasileiros, divulgada anteriormente para 20 de novembro de 2019, está cancelada. Os produtores haviam escolhido o mês de novembro, que marca os 50 anos de morte de Carlos Marighella, e o dia 20, da Consciência Negra, para a estreia. No entanto, a O2 Filmes não conseguiu cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine (Agência Nacional do Cinema). Marighella segue sendo apresentado com muitos sucesso em vários festivais de cinema no mundo. Nosso objetivo principal sempre foi a estreia no Brasil. Os produtores e a distribuidora Paris Filmes vão seguir trabalhando para que isso aconteça”.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Biblioteca Pública Benedito Leite inicia sessão de cinema nas férias

Biblioteca Pública Benedito Leite 
Atentos a uma das histórias mais marcantes da crônica policial do Brasil, ocorrida em 12 de junho de 2000, no Rio de Janeiro, o público prestigiou o filme “O Sequestro do ônibus 174”, durante a abertura da programação de férias ofertada pela Biblioteca Pública Benedito Leite. O evento é aberto ao público. A ação é mais uma promoção do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur).

A atividade está sendo realizadas todas as quartas-feiras, a partir das 17h, no auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite. Todas as temáticas que serão apresentadas em películas, durante as férias de janeiro, trazem questões sociais do cotidiano. “Hoje a gente inicia essa programação que seguirá diversificada, trazendo conteúdos sociais. Assuntos que a gente possa abrir para um debate no final de cada exibição e discutir, evidenciando o fortalecimento das ideias”, comentou a diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Nascimento.

Com a revitalização da Praça do Pantheon, no Centro de São Luís, a Biblioteca Pública Benedito Leite se tornou mais atrativa e com acesso de volta pela entrada principal, o que cativou o estudante Luís Anselmo Fernandes, de 20 anos. “Muito interessante esta programação. Antigamente era muito oculto, quando tinha [programação] as pessoas não sabiam. Agora está sendo muito mais divulgado e isso é muito bom, porque as pessoas têm acesso para se envolver culturalmente”, avalia.

Ator Thallison Moreira elogiou o aproveitamento
do espaço público para promoção da arte e cultura.
Quem também contemplou o filme foi o ator Thallison Moreira, que falou da importância sobre o aproveitamento dos espaços públicos para a realização de eventos que incentivam a arte e a cultura. “Eu acho importante porque não fica refém dessa educação cultural que as pessoas acreditam que deva existir somente na época de escola. A gente vive um processo de falta de cultura da população o que acarreta em escolhas erradas, como dos nossos governantes, e até mesmo escolhas profissionais não muito acertadas. Muito disso é devido a falta de cultura na escola. Iniciativas, como a que acontece hoje aqui, são importantes para divulgar informações e deter conhecimentos”, afirma.

Pedagoga e especialista em produção cultural
 e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama 
A pedagoga e especialista em produção cultural e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama, um dos nomes de referência na militância em prol da pessoa com deficiência, esteve na sessão e pontou sobre o acesso à cultura. “Mais um importante de passo da Sectur e Biblioteca que vem desenvolvendo várias ações no campo não só da cultura, mas da cultura acessível e inclusiva. É a gente conseguir discutir temas relevantes de direitos humanos, sem esquecer da acessibilidade. Com isso, a gente tem uma transversalidade, conseguindo falar com os mais diversos setores”, comenta.

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca está oferecendo duas sessões diárias de contação de histórias, e a semanal de cinema com recursos de acessibilidade.

Sobre o Filme

O sequestro do ônibus 174 foi um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro, no Brasil. No dia 12 de junho de 2000, às 14h20, o ônibus da linha 174 (atual 158) (Central–Gávea) da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária. A infância de Sandro Barbosa do Nascimento é retratada em filme documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, e conta como foi determinante para a concepção de uma personalidade criminosa. Um dos relatos é o de Sandro Barbosa do Nascimento ter presenciado o assassinato de sua própria mãe aos 8 anos de idade

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca vai oferecer duas sessões diárias de contação de histórias (uma às 10h e outra às 16h) e uma semanal de cinema com recursos de acessibilidade. A sessão de cinema será realizada no auditório da Biblioteca, sempre às quartas-feiras, às 17h, tendo na grade de exibição filmes como Ônibus, Sinhá Moça, Encontros e Desencontros de Amor, curtas infantis, todos com recursos de audiodescrição.

Mais atividades em janeiro

Outras atividades também estão previstas para este mês de janeiro. Mais uma edição do Lendo as Férias na Biblioteca e uma atração cultural com ocupação dos jardins onde serão realizados bate-papos com autores maranhenses.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba abre inscrições para seleção de estudantes brasileiros

A Coordenação dos Exames de seleção para a Escola Internacional de Cinema de TV de Cuba no Brasil (EICTV) comunica que estão abertas, até o dia 7 de março, as inscrições para o Processo Seletivo 2015 / 2018. As provas serão aplicadas nos dias 13 e 14 de março, em cinco cidades: Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Florianópolis (SC), Belém (PA) e Brasília (DF).
 
Serão oferecidas oito especializações – Direção, Produção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário, Edição e TV e Novas Mídias.  Cada candidato deverá optar por apenas uma destas especializações. A Coordenação dos Exames de seleção para a EICTV no Brasil comunica que estão abertas até o dia 7 de março, as inscrições para o Processo Seletivo 2015 / 2018. As provas serão aplicadas nos dias 13 e 14 de março, em cinco cidades: Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Florianópolis (SC), Belém (PA) e Brasília (DF).
 
 
Do Brasil, serão selecionados de quatro a seis candidatos que irão fazer parte de um grupo de 40 estudantes de todo o mundo, principalmente da América Latina. O curso tem duração de três anos. O início está previsto para setembro de 2015 e término em julho de 2018.
Condições e documentos exigidos no dia 13/03, antes dos exames escritos:
  • Ter Idade entre 22 e 29 anos (nascidos entre 1985 e 1993).
  • Preencher e enviar por e-mail a ficha de inscrição indicando o local onde fará os exames. O candidato deve levar uma cópia impressa, no dia da prova.
  • Pagar a taxa de inscrição de 50 reais (deve ser pago em dinheiro, no dia da prova).
  • Apresentar currículo impresso.
  • Apresentar carta de motivação, com no máximo 5 laudas, que justifique seu interesse em estudar cinema. No caso de esta carta estar em português, o candidato deve apresentar uma cópia em espanhol.
  • Apresentar um autorretrato do candidato, em qualquer suporte, técnica ou formato.
  • Arquivo pessoal (portfólio), com materiais em cine, vídeo, foto fixa, música, artes gráficas, literatura, teatro, imprensa, e outros, em cuja elaboração haja participado ou desempenhado um papel significativo e criativo.
​Os documentos e materiais abaixo deverão ser entregues apenas pelos classificados para a entrevista no dia 15/03:
  • Certificados de estudos que demonstrem que concluiu dois anos de estudos sistemáticos, técnicos ou universitários em qualquer carreira.
  • Certificado médico de aptidão física e mental.
  • Seis fotos, tamanho 10x10cm. Uma das fotos deverá ser afixada na ficha de inscrição.

Processo de seleção

Cada candidato responderá duas provas escritas: uma prova de conhecimentos gerais e uma prova correspondente à especialização que escolheu. Os candidatos aprovados nas provas escritas passarão por entrevista oral no dia seguinte (14 de março). A comissão julgadora, então, realiza uma pré-seleção indicando os melhores candidatos em cada especialização. Caso haja necessidade, algumas entrevistas serão realizadas no domingo, dia 15 de março. Os candidatos que tenham vindo de outras cidades terão prioridade, na ordem das entrevistas. Todo o processo é realizado em português. O material e a documentação dos selecionados são enviados, em seguida, para Cuba, para a EICTV. O Conselho Docente da EICTV faz a seleção final. Os nomes dos candidatos selecionados devem ser anunciados na segunda quinzena de junho.
 
A Prova Específica acontece entre 8h e 11h30 e a Prova de Conhecimentos Gerais, entre 13h30 e 16h, no dia 13 de março.

Matrícula

O curso tem duração de três anos, e cada ano tem uma matrícula no valor de cinco mil euros, pagos à vista (em setembro) ou em duas parcelas (setembro e janeiro). O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual subsidia parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros sendo o restante pago pelo aluno. Este subsídio cobre integralmente a matrícula do segundo e terceiro anos e parte do primeiro ano do curso.
 
Os estudantes que ingressam no curso regular têm direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Baños, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo.

Sobre a Escuela Internacional de Cine y TV

A EICTV, localizada em San Antonio de los Baños (Cuba), é considerado um dos melhores centros de formação audiovisual em todo o mundo. Foi fundada em 15 de dezembro de 1986, pela Fundação Novo Cinema Latino-Americano (FNCL). Seus fundadores foram o jornalista e escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, o poeta e realizador argentino Fernando Birri e o teórico e realizador cubano Julio García Espinosa, entre outros. Na época, a intenção foi criar uma escola que atendesse povos de língua latina, África a Ásia. Desde então, já formou milhares de estudantes e profissionais de mais de 50 países, que fizeram desta escola um espaço para a diversidade cultural de grande envergadura, hoje referência mundial.

Inscrições

As fichas de inscrição serão disponibilizadas pela internet através nos blogs www.eictvbrasil.blogspot.com.br e www.eictvpara.blogspot.com.br , na Fanpage do Laboratório de Imagem e Registro de Interações Sociais – IRIS, do Departamento de Antropologia da UnB, nos sites da Associação Curta Minas / ABD-MG, do Canne / Fundação Joaquim Nabuco, do SINTRACINE / SC, da Cinemateca Catarinense e do Ministério da Cultura.
 
Após o preenchimento, a ficha de inscrição deve ser enviada por e-mail para eictvbrasil@gmail.com.
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Tava esquecendo: Mais 10 filmes das 50 obras-primas política e social

Cena do filme Trainspotting - Sem limites
31. Trainspotting - Sem limites (Trainspotting, Direção: Danny Boyle, 1996)

País: Reino Unido

Sinopse: Para escaparem da moderna vida tediosa e do dia-a-dia frustrante de sua cidade, um grupo de jovens resolve se entregar à heroína. As consequências chegam em pouco tempo, e a ruína para eles não será pequena.
32. Terra de Ninguém (No Man's Land, Direção: Danis Tanovic, 2001)

País: Bósnia-Herzegovina/Eslovênia/França/Itália/Reino Unido



Sinopse: Durante a Guerra da Bósnia, dois soldados, um sérvio e outro bósnio, acabam isolados em uma pequena trincheira, junto com um terceiro soldado, que está caído sobre uma mina - sendo que ninguém pode matar ninguém ali. Todas as partes do conflito ficam completas com a chegada de mais duas pessoas: um representante da ONU, para tentar resolver o impasse, e uma jornalista, para jogar lenha na fogueira.

33. This Is England (Direção: Shane Meadows, 2006)

País: Reino Unido

Sinopse: Shaun tem 12 anos e vive com a mãe em uma pequena cidade costeira na Inglaterra, em 1983. Solitário, sofre com a ausência do pai, morto na Guerra das Malvinas. No começo das férias escolares, conhece uma gangue de skinheads, na qual encontra a amizade e os modelos de comportamento que procurava. Numa festa, é apresentado a Combo, skinhead mais velho que acabou de sair da prisão e o adota como protegido. A postura racista do homem impressiona os jovens, mas todos o admiram, e logo a gangue começa a aterrorizar as minorias étnicas da vizinhança.
34. Zeitgeist: Moving Forward (Direção: Peter Joseph, 2011)

País: EUA

Sinopse: Zeitgeist: Moving Forward, do diretor Peter Joseph, é um documentário em longa metragem que vai propor uma necessária saída do paradigma monetário sócio-econômico que rege a sociedade em todo o mundo. Este assunto transcende as questões do relativismo cultural e da ideologia tradicional e chega ao âmago dos atributos empíricos da sobrevivência humana e social na terra, extrapolando as leis naturais imutáveis em um novo paradigma de sustentabilidade social chamada "Economia Baseada em Recursos".
35. Feios, Sujos e Malvados (Brutti sporchi e cattivi, Direção: Ettore Scola, 1976)

País: Itália

Sinopse: Giacinto (Nino Manfredi) mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes num barraco de uma favela de Roma. Todos querem roubar o dinheiro que ele ganhou do seguro, por ter perdido um olho quando trabalhava. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para dentro de casa. Vencedor do Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes
36. Paradise Now (Direção: Hany Abu-Assad, 2005)

País: Palestina

Sinopse: Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.
37. Macunaíma (Direção: Joaquim Pedro de Andrade, 1969)

País: Brasil

Sinopse: Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos.
38. Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, Direção: Michael Moore, 2002)

País: EUA

Sinopse: Documentário que investiga a fascinação dos americanos pelas armas de fogo. Michael Moore, diretor e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine. Lá os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram as armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Michael Moore também faz uma visita ao ator Charlton Heston, presidente da Associação Americana do Rifle.
39. Clube da Luta (Fight Club, Direção: David Fincher, 1999)

País: EUA

Sinopse: Um explosivo sofredor de insônia (Edward Norton) e um carismático vendedor de sabonete (Brad Pitt) canalizam agressão primitiva masculina transformando-a em uma nova e chocante forma de terapia. Seu conceito pega, e formam-se diversos clubes da luta clandestinos em cada cidade, até que uma mulher sensual e excêntrica (Helena Bonham Carter) entra na jogada e desencadeia uma situação fora de controle rumo ao caos.
40. Educadores (Die Fetten Jahre Sind Vorbei, Direção: Hans Weingartner, 2004)

País: Alemanha

Sinopse: Três jovens idealistas realizam protestos pacíficos, invadindo a casa de pessoas ricas para trocar os móveis de lugar e deixar mensagens de protestos. Numa de suas ações um deles esquece um celular, o que faz com que tenham que retornar ao local no dia seguinte. Porém o que eles não contavam era em encontrar presente o dono da casa.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Filme português Repare Bem vence Festival em Gramado

O documentário "Repare Bem", que neste sábado passado (17) foi eleito o melhor longa estrangeiro do Festival de Cinema de Gramado, que foi exibido nesta segunda-feira (19) no lançamento do projeto Cine Direitos Humanos – uma parceria da prefeitura de São Paulo com o Espaço Itaú do shopping Frei Caneta, na região central da cidade. A exibição será às 21h. Na sexta-feira (23) é a estreia nacional do filme no circuito comercial.

Dirigido pela portuguesa Maria de Medeiros e produzido pela brasileira Ana Petta com apoio da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, dentro do projeto Marcas da Memória, “Repare Bem” narra o impacto da ditadura brasileira sobre três gerações de mulheres ligadas ao guerrilheiro Eduardo Leite, conhecido como Bacuri, que foi preso e assassinado pelo regime após dois meses de torturas, em 1970.

As sessões do Cine Direitos Humanos serão aos sábados pela manhã, com entrada gratuita, e começam em 7 de setembro. Uma vez por mês, a sessão será precedida de palestra com algum especialista ou autoridade na área de direitos humanos.

A curadoria do Cine Direitos Humanos será feita pelo cineasta e produtor cultural Francisco César Filho, que tem em seu currículo a Mostra Internacional de Cinema e a Mostra Cinema e Direitos Humanos, organizada pelo governo federal.

Entre os já filmes escolhidos, que incluem longas nacionais e estrangeiros, está também “Descalço sobre a terra vermelha”, produção catalã e brasileira rodada no Araguaia que conta a vida do Dom Pedro Casaldáliga.

Repare Bem

O filme, de noventa e cinco minutos, foi gravado no Brasil, Itália e Holanda, entre janeiro e outubro de 2011, resgatando a trajetória da família de Denise Crispim, sua filha Eduarda Ditta Crispim Leite e seu ex-companheiro Eduardo Leite, o “Bacuri”, torturado por 109 dias e assassinado pelos militares. Os relatos e personagens da trama desvelam os aspectos mais cruéis desse período da história brasileira, em um documentário que contribui para os crescentes debates sobre o resgate da memória no Brasil e a reparação das famílias brutalizadas pelo Estado.

Realizado pelo Instituto Via BR com recursos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil, o documentário também expõe a atuação dessa Comissão, seus desafios e prioridades no processo de reparação das famílias das vítimas da ditadura.

“Repare Bem” integra o projeto “Marcas da Memória” da Comissão de Anistia, tem parceria da Cinemateca Brasileira e apoios da Fadepe-JF (Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino da Pesquisa e Extensão de Juiz de Fora), CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Fitee (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino), Sindicomerciários Caxias do Sul (Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul) e Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.

Sinopse


Tratou-se de postar as câmaras diante de Denise Crispim e de sua filha, Eduarda Ditta Crispim Leite, e de receber com enorme emoção os seus extraordinários testemunhos. Foi em Roma e em Joure, no norte da Holanda, bem longe do Brasil. No entanto, as suas palavras, que falam de exílio e de memória, levam-nos a um mergulho profundo na história brasileira, dos anos 70 até a atualidade.

Denise Crispim já nasce clandestina em 1949. Seus pais, extremamente politizados, toda a vida lutaram por uma sociedade mais justa e são por isso perseguidos por sucessivas ditaduras. Aos 20 anos, Denise conhece o jovem guerrilheiro Eduardo Leite, “Bacuri”, famoso por sua valentia e audácia, e com ele entra em uma militância mais arriscada. Denise está grávida de seis meses quando cai nas mãos do aparelho repressivo. Seu irmão Joelson acaba de ser assassinado aos 22 anos pela polícia, sua mãe, Encarnación, está presa.

Pouco antes do nascimento da pequena Eduarda num hospital militar, rodeada de policiais, Eduardo Leite, seu pai, é também preso, torturado barbaramente durante 109 dias e assassinado. Com a sua criança recém nascida nos braços, Denise consegue asilo político na embaixada chilena e de lá viaja para Santiago, onde reencontra seus pais, ambos exilados nesse momento. Porém, a família é de novo apanhada por um golpe de Estado militar, o de Augusto Pinochet. Cada um se refugia como pode em diversas embaixadas e Denise e Eduarda acabam por fugir para a Itália.

Denise, sobrepondo-se a muito sofrimento, reconstrói sua vida em Roma onde Eduarda cresce como uma jovem italiana. Hoje, ambas foram anistiadas pela Comissão de Anistia e Reparação no Brasil. Eduarda, mãe de duas meninas e residente na Holanda, recebe o valor simbólico desta “Reparação” como o dom de uma nova vida. O relato de suas histórias convida-nos a uma reflexão sobre os movimentos ideológicos e a luta pela justiça entre a “Velha Europa” e as Américas.

Festival de Gramado


Os outros filmes estrangeiros agraciados no festival, cuja 41ª edição terminou neste sábado (17) à noite na cidade gaúcha, foram o brasileiro-argentino A Oeste do Fim do Mundo (melhor filme para o júri popular e melhor ator, o uruguaio César Troncoso), e o argentino Venimos de Muy Lejos (prêmio especial do júri).

O filme estrangeiro que mais conquistou prêmios nesta edição foi Cazando Luciérnagas, nas categorias melhor diretor (Roberto Flores Prieto), melhor atriz (Valentina Abril), melhor roteiro (César Franco Esguerra) e melhor fotografia (Eduardo Ramírez González).

A produção colombiana, protagonizada pelo já consagrado ator Marlon Moreno, narra a história do vigilante de uma mina de sal abandonada, que aproveita seu trabalho para se esconder do mundo. A vida dele, no entanto, muda quando aparecem uma filha desconhecida de 13 anos e uma cadela que gosta de caçar vagalumes na escuridão.

Entre os longas-metragens brasileiros, o mais premiado foi Tatuagem, de Hilton Lacerda, que faturou o Kikito de melhor filme, melhor ator (Irandhir Santos) e melhor trilha musical (Dj Dolores).

Tatuagem aborda um romance homossexual ambientado na Recife de 1978, em pleno regime militar. Entre os brasileiros, também foram premiados A Bruta Flor do Querer (melhor diretor, com Andradina Azevedo e Dida Andrade, e fotografia, com Gallo Rivas), Éden (melhor atriz, com Leandra Leal), Primeiro Dia de Um Ânus Qualquer (melhor roteiro, com Domingos Oliveira), Os Amigos (montagem, com Karim Harley), e A Coleção Invisível (melhores ator e atriz coadjuvante, com Walmor Chagas e Clarisse Abujamra).

Nos curtas brasileiros, a atração foi "Acalanto", do diretor Arturo Sabóia, que obteve cinco prêmios: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Léa Garcia) melhor trilha musical (Luis Olivieri) e melhor direção de arte (Rogério Tavares).

Saiba mais sobre o filme Repare Bem aqui.


Fonte: Diário da Liberdade

domingo, 4 de agosto de 2013

Domingo de Cultura: Escolha! Mais 10 dos 50 filmes geniais políticos e sociais do cinema mundial

Foto do filme O Ódio - 1995
21. O Som ao Redor (Direção: Kleber Mendonça Filho, 2012)
País: Brazil
Sinopse: A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho.
22. Valsa com Bashir (Vals Im Bashir, Direção: Ari Folman)

País: Israel

Sinopse: Numa noite num bar, um homem conta ao velho amigo Ari sobre um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães alucinados. Toda noite é o mesmo número de bestas. Ambos concluem que o pesadelo tem a ver com a missão deles no exército israelense contra o Líbano, décadas atrás. Ari, no entanto, fica surpreso ao perceber que não consegue mais se lembrar de nada sobre aquele período da sua vida. Intrigado com o enígma, Ari decide se encontrar e entrevistar velhos camaradas pelo mundo. Ele tem necessidade de descobrir toda a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. E quanto mais ele se aprofunda no mistério, mais suas lembranças se tornam aterrorizantes e surreais.
23. Memórias do Subdesenvolvimento (Memórias del Subdesarrollo, Direção: Tomás Gutiérrez Alea, 1968)

País: Cuba

Sinopse: Retrato lúcido e poético de Cuba no começo dos anos 60, Memórias do Subdesenvolvimento é considerado um clássico do cinema latino-americano. O mestre Tomás Gutiérrez Alea oferece um olhar ao mesmo tempo carinhoso e crítico sobre os rumos da revolução de Fidel Castro, narrado pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se vê subitamente sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem migrar para os Estados Unidos. Ao acompanhar Sérgio, o espectador é convidado a passear pelas ruas da capital cubana e a encontrar personagens reais, num filme que mistura com habilidade recursos da ficção e do documentário.
24. Lições da Escuridão (Lektionen in Finsternis - Lessons of Darkness, Direção: Werner Herzog, 1992)

País: Alemanha

Sinopse: Documentário narrado por Herzog, que mostra os campos petrolíferos do Kuwait em chamas, emanando altas colunas de fumaça. Através da narração, o enredo em si aborda um país desconhecido que sofreu com uma feroz guerra e arca com as conseqüências. Em contraste com o documentários comums, são poucas as entrevistas e poucos comentários. O que deve ter sido o próprio inferno é apresentado ao espectador com belas imagens pós-apocalípticas e com uma ótima trilha sonora. Herzog considera esse filme uma produção de ficção científica, ao invés de um documentário, pois a impressão que nos passa é de que estamos assistindo a um filme de outro planeta, por parecer tudo tão longe de nossa realidade.
25. O Ódio (La Haine, Direção: Mathieu Kassovitz, 1995)

País: França

Sinopse: Filmado no estilo cinema-verdade, O Ódio acompanha um dia na vida de três jovens alienados, propensos a violência , que moram no mesmo conjunto habitacional de Paris.
26. Fahrenheit 9/11 (Direção: Michael Moore, 2004)

País: EUA

Sinopse: Um filme assumidamente feito para tentar evitar a reeleição de Bush na presidência dos Estados Unidos, Fahrenheit tenta, a todo momento, ridicularizar o presidente. Mostra a fraude que foi sua eleição, as atitudes idiotas quanto ao atentado do 11 de Setembro, a preocupante Guerra do Iraque e sua suspeita ligação com a família Bin Laden. Palma de Ouro em Cannes.
27. Terráqueos (Earthlings, Direção: Shaun Monson, 2007)

País: EUA

Sinopse: Provocante documentário que relata a dependência e a exploração cruel e desrespeitosa da humanidade com relação aos animais, tanto para companhia (pet-shops, fábricas de filhotes e abrigos), alimentação (criação, abate), vestimentas (comércio de peles e couros), entretenimento (circos, rodeios, touradas), e pesquisa científica (experimentos científicos, testes de cosméticos). O filme é narrado pelo indicado ao Oscar Joaquin Phoenix e apresenta músicas criadas pelo artista de platina renomado pela crítica Moby. Em 2005 ganhou 3 prêmios em 3 festivais diferentes Boston, San Diego e Artivist.
28. Adeus, Lenin! (Good Bye, Lenin! Direção: Wolfgang Becker, 2003)

País: Alemanha

Sinopse: A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país.
29. Febre do Rato (Direção: Cláudio Assis, 2012)

País: Brasil


Sinopse: Febre do rato é uma expressão popular típica da cidade de Recife (localizada na Região Nordeste do Brasil), que designa alguém que está fora de controle, alguém que está danado. E é assim que Zizo, um poeta inconformado e de atititude anarquista, chama um pequeno tablóide que publica às próprias custas.O personagem está sempre às voltas com o universo que criou ao seu redor. Um mundo todo particular, onde saciar os desafortunados é uma mistura de benefício com altas doses de maldade.Um dia todas as convicções de Zizo parecem ruir ao se deparar com Eneida, a consciência contemporânea e completamente periférica. As relações de Zizo entram em conflito e todos que fazem parte do jogo festivo do anarquista se manifestam de forma egoísta. O conflito entre o indivíduo e a coletividade se instaura.
30. Persépolis (Persepolis, Direção: Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi, 2007)

País: EUA/França

Sinopse: Marjane, de oito anos, sonha em ser uma profetisa do futuro, para assim salvar o mundo. Querida pelos pais cultos e modernos e adorada pela avó, ela acompanha avidamente os acontecimentos que conduziram à queda do xá e de seu regime brutal. A entrada da nova República Islâmica inaugura a era dos “Guardiões da Revolução”, que controlam como as pessoas devem agir e se vestir. Marjane, que agora deve usar véu, sonha em se transformar numa revolucionária. Para tentar protegê-las seus pais a enviam para a Áustria.