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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Transporte Público: São Luís precisa romper com esse modelo falido

Foto: Redes Sociais

Greves, subsídios milionários e silêncio sobre licitação mostram que o sistema atual não funciona. A hora é de discutir seriamente a municipalização.

O problema não é novo

Há mais de uma década denunciamos aqui no Conversa de Feira que o transporte público de São Luís estava em colapso. Empresários pressionavam por aumentos de tarifa, recebiam subsídios e isenções, mas entregavam ônibus sucateados e serviços precários.

Hoje, em 2025, a situação não apenas continua, ela se agravou. Greves sucessivas, atrasos salariais e paralisações prolongadas escancaram um sistema que não consegue se sustentar sem dinheiro público.

Subsídios sem transparência

A Prefeitura transfere mensalmente milhões em subsídios para manter o sistema funcionando. Os empresários alegam que só conseguem pagar salários e manter a frota rodando com esse repasse.

Mas a pergunta que não quer calar: se o sistema só existe graças ao dinheiro público, por que continuar entregando sua gestão a empresas privadas?

O silêncio da gestão

Enquanto a população sofre nos pontos de ônibus, a Prefeitura se cala sobre a licitação das linhas. A Câmara convoca audiências públicas, mas não apresenta soluções concretas.

O resultado é um círculo vicioso: crise → greve → subsídio → silêncio → nova crise.

Municipalização: solução ou utopia?

O arquiteto e urbanista Ronei Costa Martins Silva defende que a saída é clara: municipalizar o transporte público.

Se o sistema já depende de recursos públicos, por que não assumir de vez sua gestão como empresa municipal? Assim, o dinheiro do erário seria aplicado diretamente na melhoria do serviço, em vez de sustentar lucros privados.

É claro que há riscos: corrupção, aparelhamento político, má gestão. Mas esses problemas também existem na iniciativa privada. A diferença é que, com uma empresa pública, a sociedade teria mais instrumentos de controle e transparência.

O que está em jogo

Não estamos falando apenas de ônibus. Estamos falando de direito à cidade.

Sem transporte público eficiente, trabalhadores não chegam ao emprego, estudantes não chegam à escola, pacientes não chegam ao hospital.

A crise do transporte é uma crise de cidadania.

São Luís precisa decidir: Continuar alimentando um modelo privado falido, dependente de subsídios milionários.

Ou dar um passo ousado e discutir seriamente a municipalização do transporte público

Perguntas para estimular o debate

Se o transporte público de São Luís já depende de subsídios milionários, faz sentido continuar nas mãos de empresários privados?

A municipalização seria uma solução real ou apenas mais uma promessa difícil de cumprir?

Você acredita que uma empresa pública conseguiria administrar melhor o sistema ou cairíamos nos mesmos problemas de corrupção e má gestão?

Quem deve ter prioridade: o lucro dos empresários ou o direito da população a um transporte digno?

O que seria mais transparente: repassar milhões mensalmente a empresas privadas ou investir diretamente em uma frota pública administrada pela Prefeitura?

Como garantir que, em caso de municipalização, o sistema não vire cabide de empregos políticos?

O transporte alternativo (vans, moto táxis) deve ser integrado ao sistema oficial ou continuar funcionando de forma paralela?

O debate está aberto. E talvez seja hora de a população exigir que o dinheiro público deixe de ser repasse automático para empresários e passe a ser investimento direto em um sistema que funcione para quem mais precisa dele: o povo.

Fontes:


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Lideranças do Bairro Coroadinho, Bom Jesus e Primavera conseguem nova linha do coletivo.


Uma grande conquista das comunidades dos bairros do Coroadinho, Bom Jesus e Primavera junto a Prefeitura de São Luís, através da SMTT. 

A nova linha, irá iniciar no próximo dia 05, a linha de ônibus sairá desses bairros até a Praia grande e retorna pelo mesmo percurso.


O blog procurou e falou com as lideres do Polo do Coroadinho, Tatiana Pereira e Josélia, "após demanda apresentada em novembro do ano passado, apresentada por nós e demais lideranças dos bairros ao secretário Canindé Barros, conseguimos essa grande conquista para nossa comunidade." disse a  Tatiana.

Lideranças com o Secretário da SMTT

A nova linha contará com 02 ônibus nos dias úteis da semana das 05:00 às 23:30 horas, nos sábados com 02 ônibus, das 05:00 às 23:00 horas e aos domingos, 01 ônibus, das 05 e 23:00 horas.  

Veja no link abaixo o roteiro da nova linha.


Fonte: Sportbus

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Obra do trecho da MA-336 entre Joselândia e Miranorte está 60% concluída

Trecho da MA-336 entre Joselândia e povoado Miranorte.
(Foto: Divulgação)
Os serviços de melhoramento da MA-336, no trecho entre Joselândia e povoado Miranorte, seguem para a sua conclusão. Com 60% da obra finalizada, o Governo do Maranhão deve entregar até final de junho a rodovia. Recuperada, a nova MA-336 ajuda a escoar a produção local, além de melhorar o acesso dos moradores da região. São mais de 30 mil beneficiados como investimento.

A restauração da rodovia é uma reivindicação antiga dos moradores. A obra se iniciou em duas frentes de serviços: uma saindo de São José dos Basílios e a outra próxima à Mirador. Dos 38 quilômetros de extensão, 20 já estão asfaltados e com sinalização horizontal. O trecho concluído se inicia no acesso a São José dos Basílios e vai sentido Joselândia. Os outros 18 quilômetros restantes da rodovia seguem em tratamento de base, para posteriormente receber o asfalto. São 120 colaboradores executando a obra administrada pela secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra).

“São vários investimentos do Governo Flávio Dino nessa região, em especial essa estrada que também dá acesso a São José dos Basílios. Uma estrada esperada há muito tempo e com o avanço das obras se reforça o compromisso do governador em todas as regiões. Mais um compromisso assumido e honrado”, destaca o secretário da Infraestrutura, Clayton Noleto.

Mais mobilidade


O Governo Flávio Dino tem investido progressivamente nos serviços do Programa Mais Asfalto. Desde o início de sua gestão, Dino entregou 14 trechos rodoviários totalmente novos, como a lendária Estrada do Arroz, na Região Tocantina, a MA-006, entre Pedro do Rosário e Cocalinho, e os trechos da MA-034 passando por Buriti Bravo, Café Buriti e Brejo de São Félix.

Dando sequência aos investimentos na melhoria da malha viária do Estado, o Governo está com obras em mais 20 trechos, desses a MA-320 no trecho Sangue a Santo Amaro, a MA-307 no trecho Presidente Médici a Centro dos Guilherme e a MA-140 entre Balsas ao entroncamento da MA-007, no povoado Ouro.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Prefeitura elimina rotatória no São Cristóvão para desafogar tráfego na região


Mais mobilidade urbana e solução para os problemas de engarrafamento no trânsito entre as avenidas Guajajaras e Lourenço Vieira da Silva, no bairro São Cristóvão. A alteração geométrica está em execução pela Prefeitura de São Luís e vai desafogar o tráfego no trecho. No local operários trabalham na concretagem da área, preparando para o recebimento do asfalto.
As intervenções no trânsito da capital seguem a determinação do prefeito Edivaldo e têm como objetivo garantir mais segurança para motoristas e pedestres e mobilidade urbana. "O trecho tem um grande congestionamento e estamos transformando em um cruzamento semafórico com pista de mão única, com quatro faixas de rolamento que darão acesso à Forquilha, Santos Dumont e São Cristóvão. Com essa modificação, vai melhorar bastante o fluxo de veículos e diminuir os congestionamentos, que nessa área eram bem problemáticos. O objetivo da alteração na geometria do trecho é justamente proporcionar mais fluidez ao trânsito", explica o secretário municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros.
No trecho foi retirada a antiga rotatória para colocação do concreto. No lugar será aberta uma passagem que dará continuidade à Avenida Guajajaras, ficando a pista de dois sentidos, sem o retorno.
Com a obra, quem fazia retorno da Avenida Lourenço Vieira da Silva, passará direto, mantendo o fluxo constante e fará a volta na Avenida 2, sentido Avenida Santos Dumont. Será construído um retorno de quadra na Avenida 2, por trás do Banco do Brasil, que dará acesso a esta via.
SINALIZAÇÃO
Seguida da pavimentação asfáltica, haverá a instalação de sinalização horizontal com faixas de pedestres e rolamento; e construção das chamadas 'ilhas', que incluem rampas de acessibilidade e passarelas. A área nas proximidades do supermercado Mateus, parte da Avenida Lourenço Vieira da Silva, recebe serviços de limpeza e manutenção do sistema de drenagem.
Segundo o projeto, será retirada a rotatória que fica no cruzamento das avenidas Guajajaras com a Lourenço Vieira da Silva e será instalado um conjunto semafórico de dois tempos.
O projeto inclui a construção de um retorno de quadra, nas proximidades do Banco do Brasil. A alteração do traçado nesse local vai transformar em mão única o trecho que vai do Terminal de Integração do São Cristóvão até a Avenida Guajajaras.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Saiba como obter 30% de desconto na compra do carro zero

30 doenças garantem 30% de desconto na compra do
 carro zero – Lei pouco conhecida!

Uma lei pouco conhecida pelos brasileiros pode te dar direito a comprar carro com desconto e nunca mais pagar IPVA. Não é novidade que deficientes físicos tem direito a comprar carro com desconto. O que você não sabe é que talvez a Receita Federal te considere deficiente e você também tenha direito ao benefício.

Tal benefício está previsto na Lei nº 10.690 de 16 de junho de 2003, que expandiu o número de patologias, as quais os portadores podem requerer o direito.

Todos achamos terrível pagar o preço cobrado nos carros aqui no Brasil, ainda mais quando sabemos que grande parte disso é imposto.

Uma saída é lutar pelo direito de isenção fiscal, onde metade da população pode finalmente se livrar dos impostos cobrados nos carros.

Existe uma lista de doenças extremamente comuns que dão direito a esse maravilhoso benefício, como Hérnia de disco, escoliose, LER, Linfomas, Câncer de Mama. Você mesmo pode ser um dos beneficiados e está gastando dinheiro a toa, podendo nunca mais pagar IPVA.

Algumas empresas oferecem a realização do processo, cobrando valores enormes e reduzindo a vantagem do seu benefício. Em alguns casos chegam a R$6.000,00.

Mas existe uma forma mais barata de conseguir o desconto? SIM! E o melhor, por um valor até 5x menor.

Testamos o Guia da Isenção (download) um passo-a-passo rico em detalhes de como realizar todo o processo sem depender de nenhuma empresa ou despachante.

É um verdadeiro passo-a-passo a prova de falhas capaz de auxiliar na luta por esse direito tão valioso e escondido de você por anos.

Nele nós encontramos dicas essenciais para evitar as armadilhas da burocracia nacional.

COMO FIZEMOS
Para ter certeza de que realmente funciona, convidamos nosso editor para realizar todo o processo, sem pedir ajuda de ninguém.

CNH Especial – Em cerca de 40 dias ele já estava com a CNH Especial.

Laudos – Com a sequência apresentada no guia, não foi difícil conseguir os laudos.

A escolha do carro – Além de como conseguir as isenções, o guia também trouxe dicas fundamentais na negociação do carro PCD.

Nosso editor escolheu um Corolla Automático, que saiu por menos de 50 mil reais… Mais barato que muito carro popular manual.

COMO POSSO SABER SE TENHO DIREITO?
Listamos mais de 30 patologias que dão direito ao benefício. Veja abaixo as mais comuns:

Amputações

Artrite Reumatóide

Artrodese

Artrose

AVC

AVE (Acidente Vascular Encefálico)

Autismo

Alguns tipos de câncer

Doenças Degenerativas

Deficiência Visual

Deficiência Mental

Doenças Neurológicas

Encurtamento de membros e más formações

Esclerose Múltipla

Escoliose Acentuada

LER (Lesão por esforço repetitivo)

Linfomas

Lesões com sequelas físicas

Manguito rotador

Mastectomia (retirada de mama)

Nanismo (baixa estatura)

Neuropatias diabéticas

Paralisia Cerebral

Paraplegia

Parkinson

Poliomielite

Próteses internas e externas, exemplo: joelho, quadril, coluna, etc.

Problemas na coluna

Quadrantomia (Relacionada a câncer de mama)

Renal Crônico com uso de (fístula)

Síndrome do Túnel do Carpo

Talidomida

Tendinite Crônica

Tetraparesia

Tetraplegia

Obs.: Doenças como Síndrome de Down e Autismo também dão direito como Não condutor.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Governador Flávio Dino lança linha Expressa Metropolitana nesta quarta-feira (19)

Uma nova linha de ônibus, que interligará São José de Ribamar a São Luís, será lançada na manhã desta quarta-feira (19), pelo governador Flávio Dino. Com a tarifa a R$ 2,80 e reduzindo em mais de 30 minutos o tempo de percurso, a Linha de Ônibus Expressa Metropolitana deverá transportar os passageiros com mais conforto e comodidade.
“Esta é a primeira de muitas ações que serão realizadas pela Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB) no sentindo de melhorar o transporte intermunicipal, levando mais conforto, segurança e rapidez para os passageiros”, destacou o presidente da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, Artur Cabral.
Serão 10 ônibus semiurbanos – com a previsão da entrega de mais 20, em breve, – todos climatizados, com assentos acolchoados, letreiro digital e elevadores, que vão garantir acessibilidade para pessoas com deficiência. Para garantir agilidade, a rota dessa linha trabalhará com 20 pontos de parada fixas, atendendo 70 passageiros por viagem. O tempo total estimado entre São José de Ribamar e o centro de São Luís será um hora e meia, 30 minutos a menos do que o tempo que se leva atualmente.
Uma das grandes novidades da Linha Expressa Metropolitana é monitoramento remoto, via GPS. É uma tecnologia que permitirá ao usuário saber, a partir de aplicativo de celular, em qual horário o ônibus irá passar pelos pontos de parada.
Tarifa
Ao lançar o projeto da Linha de Ônibus Expressa Metropolitana, o valor proposto pela tarifa foi de R$ 3,00. Após a aprovação e execução dos projetos, o Governo do Estado iniciou as negociações com várias empresas concessionárias de transporte e optou pela que ofertou a menor tarifa. Os usuários da Linha Metropolitana poderão usar os serviços com o valor da passagem a R$ 2,80.
MOB
A Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB) foi criada pelo governador Flávio Dino, com o intuito de gerir o transporte coletivo intermunicipal e semiurbano de passageiros. Uma das principais missões da MOB é a articulação do transporte público urbano entre os quatro municípios da região metropolitana de São Luís.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Prefeitura realiza passeio náutico para promoção do turismo

Representantes das agências de turismo participaram do passeio contemplativo
A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), promoveu, na tarde desta sexta-feira (25), um passeio náutico contemplativo pela Baía de São Marcos, do qual participaram representantes de agências de receptivos locais e técnicos do órgão. A iniciativa é parte do projeto elaborado pela Setur para apresentar ao trade turístico uma nova alternativa de passeio e incluí-lo no roteiro de city tour da capital maranhense. O passeio foi feito em parceria com a Agência Ponto a Ponto Tur.

Segundo o titular da Setur, Lula Fylho, o passeio náutico contemplativo em catamarãs integra o portfólio de ações do Programa Turismo Participativo, realizado com o objetivo de estimular o turismo local, aumentar o tempo de permanência do turista na cidade, diversificar o leque de opções turísticas na capital Patrimônio da Humanidade e ampliar o tempo do city tour em São Luís. Atualmente, o city tour dura em média quatro horas.

A ideia é apresentar uma nova modalidade de lazer aos visitantes e criar rotas nas quais as embarcações saiam da Ponta Da Areia, passando pelo balneário do Portinho, podendo seguir até a Praia da Guia. “O que pretendemos é oferecer uma nova perspectiva de vista do Centro Histórico de São Luís, a partir do mar, acrescentando, inclusive, o nosso belo pôr-do-sol”, disse Lula Fylho.

O passeio náutico em catamarãs pela Baía de São Marcos está sendo realizado pela segunda vez e tem como finalidade identificar os melhores roteiros por mar e colher sugestões dos representantes das agências de receptivos que participarão do passeio. O secretário acrescentou que modelos de passeios como este já são realizados com sucesso em outras cidades litorâneas, a exemplo de Ilha Bela, no litoral paulista.

Para elaborar o roteiro como ação de política pública de valorização do turismo local e apresentar o produto também às agências de viagens de outros estados, a Setur já realizou uma série de reuniões envolvendo desde órgãos de representação do trade turístico à Capitania dos Portos, para verificação de normas e leis que regem os procedimentos em mar.

De acordo com o secretário, a Prefeitura busca viabilizar um píer de acesso para facilitar o embarque dos turistas nesses passeios. O assunto está sendo discutido junto ao Ministério dos Transportes e à iniciativa privada. O diálogo com os entes públicos e iniciativa privada para parcerias que beneficiem à cidade é uma orientação do prefeito Edivaldo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Pau de Arara" do transporte também assassina pobres!

O nosso blog preza em não postar matérias na linha sensacionalistas, porém temos o dever de divulgar uma tragédia ocorrida no nosso sofrido Maranhão, tragédia essa anunciada.

Na noite de terça-feira, no município de Bacuri/Ma, uma caminhonete D20, estilo "pau de arara", com 21 pessoas, numa ultrapassagem precipitada,  bateu com a lateral, descontrolou, desceu o barranco. Faleceram na hora oito estudantes e ficaram os 13 restantes feridos, agora pasmem, segundo informações, o condutor era de menor de idade.

Mas porque anunciada?

Bem amig@s, vamos lembrar e resgatar vários episódios de acidentes e iniciativas contra essa irresponsabilidade e omissão do poder público do uso de carros de “pau de arara” no país, inclusive no nosso estado.

O uso desse tipo de transporte é comum no norte/nordeste do nosso país. Os usuários são trabalhadores (as), estudantes, mulheres, idosos (as), turistas que enfrentam estradas vicinais e até mesmo MA’s e BR’s da sede de municípios para os povoados longínquos. São caminhões, caminhonetes, Toyotas, rodando direto nas rodovias, esta é a realidade.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), não existe uma estimativa do número de acidentes com caminhões pau de arara nas estradas brasileiras, porém a ocorrência de sinistros é comum no Nordeste.

Veja alguns exemplos de acidentes e a prática com esse tipo de transporte:







 
Então caros amig@s, essa prática é constatnte, especialmente nosso estado, como aconteceu na noite de 29/04 em Bacuri. O poder público tanto municipal como estadual são omissos na solução e fiscalização deste tipo de transporte, o próprio FNDE, através das Resoluções nº 10/2008 e 14/2009, fazem exigências de segurança estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro para que terceiros sejam contratados a prestar serviços no programa nacional de transporte escolar, ambas em seu art. 15, inciso II, conforme transcrito a seguir:
 

“(…) II – a pagamento de serviços contratados junto a terceiros, observados os seguintes aspectos:a) o veículo ou embarcação a ser contratado deverá obedecer as disposições do Código de Trânsito Brasileiro ou às Normas da Autoridade Marítima, bem como as eventuais legislações complementares no âmbito municipal, do Distrito Federal ou estadual;b) o condutor do veículo destinado à condução de escolares deverá atender aos requisitos estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro; (…)”
Por sua vez, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) explicita em seu art. 136 os requisitos para autorização de tráfego de veículos especialmente destinados à condução coletiva de veículos:

“Art. 136. Os veículos especialmente destinados à condução coletiva de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-se, para tanto:a) registro como veículos de passageiros;b) inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança;c) pintura de faixa horizontal na cor amarela, com 40 centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroceria, com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo que, em caso de veículo com carroceria pintada na cor amarela;d) equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo;e) lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas na luz vermelha dispostas na extremidade superior da parte traseira;f) cintos de segurança em número igual à lotação”.
Na Assembleia Legislativa do Maranhão, em 2008, por iniciativa e autoria do o ex-deputado Alberto Franco, foi aprovada uma Lei proibindo o uso do transporte pau de arara (reveja aqui). Essa Lei, infelizmente, não foi divulgada amplamente, cabe hoje o ex-deputado como membro do governo atual, se manifestar.

No Congresso Nacional, movimentos sobre essa matéria aconteceram na Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados (veja aqui) e na CCJ da mesma casa (veja aqui) e no Senado Federal tramita o Projeto de Lei nº 069/2013 (veja aqui).
Portanto, vária iniciativas como Lei, Resoluções e Projetos de Lei já aconteceram, cabe o Ministério Público resgatar a matéria e iniciar um trabalho de respeitabilidade, responsabilidade tanto na aquisição de ônibus escolares adequados e culpabilidade dos acidentes que ocorreram e que podem ainda ocorrerem, usando a legislação ora estabelecidas.
 
Esclarecimentos:
As fontes são antigas, os municípios citados atualmente podem terem regularizados essa situação, infelizmente nos municípios da região que aconteceu o acidente na noite do dia 29/04 ainda não.

O nº da Lei estadual de autoria do ex-deputado estadual Alberto Franco, o nosso blog não conseguiu encontrar.  
 
Fonte: Vários links postados

 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Pedágios de SP fariam 12 arenas da Copa

As concessionárias que administram os pedágios nas estradas estaduais arrecadaram, em 2013, cerca de R$ 6,891 bilhões, de acordo com o Pedagiômetro– que utiliza os relatórios de arrecadação das concessionárias para estimar o faturamento das praças de pedágio paulistas. Segundo nota da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, o valor é apenas R$ 733 milhões mais baixo que os R$ 7,6 bilhões previstos no documento Matriz de Responsabilidades, do Portal Transparência, do governo federal, para a reforma e ou construção dos 12 estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo de futebol.

Os cálculos, diz a nota, são de diferentes fontes, incluindo BNDES, Caixa Econômica Federal, além de governos estaduais e municipais, dentre outros, e explicam por que a construção das praças de pedágios no estado saltaram de 40, em 1997, para 246, em 2013.

Em seu site, a bancada lembra que as estradas que foram repassadas à iniciativa privada, principalmente na primeira fase, em 1998, apresentavam boa qualidade, construídas com recursos dos impostos pagos pelos contribuintes estaduais.

“Os tucanos entregaram para a iniciativa privada o melhor, as rodovias duplicadas e com maior fluxo de tráfego”, diz o texto.

Ainda segundo a bancada do PT, 67% das concessões de rodovias paulistas usam o IGP-M como indexador para corrigir o valor das tarifas de pedágios anualmente e o restante usa o IPCA. De junho de 1998 até maio de 2013, a variação do IGP-M foi de 248%, enquanto para o IPCA foi de 152%.

Os valores das tarifas de pedágios cobradas no estado de São Paulo serão alvo de investigação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. O pedido de instalação da comissão foi protocolado em março de 2011, mas só agora passará a ser tema de apuração.

A bancada petista na Assembleia Legislativa – que já indicou os deputados Antonio Mentor e Gerson Bittencourt como membros titulares da CPI – aguarda a indicação dos representantes das demais bancadas, num total de nove parlamentares. Depois disso, deverá ser convocada a primeira reunião da comissão, que elegerá presidente e vice. É de praxe que a presidência ou a relatoria fiquem com o autor do pedido, que foi o deputado Mentor.
 
Fonte: Blog do Miro

sábado, 17 de agosto de 2013

Conheça: Todos os homens do propinoduto tucano


Quem são e como operam as autoridades ligadas aos tucanos investigadas pela participação no esquema que trafegou por governos do PSDB em São Paulo

Dos jornalistas Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

Na última semana, as investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público mostraram a abrangência nacional do cartel na área de transporte sobre trilhos. A tramoia, concluíram as apurações, reproduziu em diversas regiões do País a sistemática observada em São Paulo, de conluio nas licitações, combinação de preços superfaturados e subcontratação de empresas derrotadas. As fraudes que atravessaram incólumes 20 anos de governos do PSDB em São Paulo carregam, no entanto, peculiaridades que as diferem substancialmente das demais que estão sendo investigadas pelas autoridades. O esquema paulista distingue-se pelo pioneirismo (começou a funcionar em 1998, em meio ao governo do tucano Mário Covas), duração, tamanho e valores envolvidos – quase meio bilhão de reais drenados durante as administrações tucanas. Porém, ainda mais importante, o escândalo do Metrô em São Paulo já tem identificada a participação de agentes públicos ligados ao partido instalado no poder. Em troca do aval para deixar as falcatruas correrem soltas e multiplicarem os lucros do cartel, quadros importantes do PSDB levaram propina e azeitaram um propinoduto que desviou recursos públicos para alimentar campanhas eleitorais.

Ao contrário do que afirmaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra na quinta-feira 15, servidores de primeiro e segundo escalões da administração paulista envolvidos no escândalo são ligados aos principais líderes tucanos no Estado. Isso já está claro nas investigações. Usando a velha e surrada tática política de despiste, Serra e FHC afirmaram que o esquema não contou com a participação de servidores do Estado nem beneficiou governos comandados pelo PSDB. Não é o que mostram as apurações do Ministério Público e do Cade. Pelo menos cinco autoridades envolvidas na engrenagem criminosa, hoje sob investigação por terem firmado contratos irregulares ou intermediado o recebimento de suborno, atuaram sob o comando de dois homens de confiança de José Serra e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin: seus secretários de Transportes Metropolitanos. José Luiz Portella, secretário de Serra, e Jurandir Fernandes, secretário de Alckmin, chefiaram de perto e coordenaram as atividades dos altos executivos enrolados na investigação. O grupo é composto pelos técnicos Décio Tambelli, ex-diretor de operação do Metrô e atualmente coordenador da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões da Secretaria de Transportes Metropolitanos, José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Ademir Venâncio, ex- diretor de engenharia da estatal de trens, e os ex-presidentes do metrô e da CPTM, José Jorge Fagali e Sérgio Avelleda.

Segundo documentos em poder do CADE e Ministério Público, estes cinco personagens, afamados como bons quadros tucanos, se valeram de seus cargos nas estatais paulistas para atender, ao mesmo tempo, aos interesses das empresas do cartel na área de transporte sobre trilhos e às conveniências políticas de seus chefes. Em troca de benefícios para si ou para os governos tucanos, forneciam informações privilegiadas, direcionavam licitações ou faziam vista grossa para prejuízos milionários ao erário paulista em contratos superfaturados firmados pelo metrô. As investigações mostram que estes técnicos do Metrô e da CPTM transitaram pelos governos de Serra e Alckmin operando em maior ou menor grau, mas sempre a favor do esquema.

Um dos destaques do quinteto é José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Em um documento analisado pelo CADE, datado de 2008, Lavorente é descrito como o encarregado de receber em mãos a propina das empresas do cartel e distribuí-las aos políticos do PSDB e partidos aliados. O diretor da CPTM é pessoa da estrita confiança de Alckmin. Foi o governador de São Paulo que o promoveu ao cargo de direção na estatal de trens, em 2003. Durante o governo Serra (2007-2008), Lavorente deixou a CPTM, mas permaneceu em cargos de comando da estrutura administrativa do governo como cota de Alckmin. Com o regresso de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes, em 2011, Lavorente reassume o posto de direção na CPTM. Além de ser apontado como o distribuidor da propina aos políticos, Lavorente responde uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que aponta superfaturamento e desrespeito à lei de licitações. O processo refere-se a um acordo fechado por meio de um aditivo, em 2005, que possibilitou a compra de 12 trens a mais do que os 30 licitados, em 1995 e só seria valido até 2000.

O ex-diretor de Operação do Metrô e atualmente coordenador da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões da secretaria de Transportes Metropolitanos, Décio Tambelli, é outro personagem bastante ativo no esquema paulista. Segundo depoimentos feitos por ex-funcionários da Siemens ao Ministério Público de São Paulo, Tambelli está na lista dos servidores que receberam propina das companhias que firmaram contratos superfaturados com o metrô e a CPTM. Tambelli é muito próximo do secretário de Transportes, Jurandir Fernandes. Foi Fernandes que o alçou ao cargo que ocupa atualmente na administração tucana. Cabe a Tambelli, apesar de estar na mira das investigações, acompanhar e fiscalizar o andamento da linha quatro do metrô paulista, a primeira obra do setor realizada em formato de parceria público-privada. Emails obtidos por ISTOÉ mostram que, desde 2006, Tambelli já agia para defender e intermediar os interesses das empresas integrantes do cartel. Na correspondência eletrônica, em que Tambelli é mencionado, executivos da Siemens narram os acertos entre as companhias do cartel no Distrito Federal e sugerem que o acordo lá na capital seria atrelado “à subcontratação da Siemens nos lotes 1+2 da linha 4” em São Paulo. “O Ramos (funcionário do conglomerado francês Alstom) andou dizendo ao Décio Tambelli do metrô SP, que não pode mais subcontratar a Siemens depois do caso Taulois/Ben-hur (episódio em que a Siemens tirou técnicos da Alstom para se beneficiar na pontuação técnica e vencer a licitação de manutenção do metrô de Brasília)”, dizia o e-mail trocado entre os funcionários da Siemens.

Outro homem do propinoduto tucano que goza da confiança de Jurandir Fernandes e de Alckmin é Sérgio Avelleda. Ele foi nomeado presidente do Metrô em 2011, mas seu mandato durou menos de um ano e meio. Avelleda foi afastado após a Justiça atender acusação do Ministério Público de improbidade administrativa. Ele era suspeito de colaborar em uma fraude na concorrência da Linha 5 do Metrô, ao não suspender os contratos e aditamentos da concorrência suspeita de formação de cartel. “Sua permanência no cargo, neste atual momento, apenas iria demonstrar a conivência do Poder Judiciário com as ilegalidades praticadas por administradores que não respeitam as leis, a moral e os demais princípios que devem nortear a atuação de todo agente público”, decretou a juíza Simone Gomes Casorretti, ao determinar sua demissão. Após a saída, Avelleda obteve uma liminar para ser reconduzido ao cargo e pediu demissão. Hoje é consultor na área de transporte sobre trilhos e presta serviços para empresas interessadas em fazer negócios com o governo estadual.

De acordo com as investigações, quem também ocupou papel estratégico no esquema foi Ademir Venâncio, ex-diretor da CPTM. Enquanto trabalhou na estatal, Venâncio cultivou o hábito de se reunir em casas noturnas de São Paulo com os executivos das companhias do cartel para fornecer informações internas e acertar como elas iriam participar de contratos com as empresas públicas. Ao deixar a CPTM, em meados dos anos 2000, ele resolveu investir na carreira de empresário no setor de engenharia. Mas nunca se afastou muito dos governos do PSDB de São Paulo. A Focco Engenharia, uma das empresas em que Venâncio mantém participação, amealhou, em consórcios, pelo menos 17 consultorias orçadas em R$ 131 milhões com as estatais paulistas para fiscalizar parcerias público-privadas e andamento de contratos do governo de Geraldo Alckmin. Outra companhia em nome de Venâncio que também mantém contratos com o governo de São Paulo, o Consórcio Supervisor EPBF, causa estranheza aos investigadores por possuir capital social de apenas R$ 0,01. O Ministério Público suspeita que a contratação das empresas de Venâncio pela administração tucana seja apenas uma cortina de fumaça para garantir vista grossa na execução dos serviços prestados por empresas do cartel. As mesmas que Venâncio mantinha relação quando era servidor público.

A importância da secretaria Transportes Metropolitanos e suas estatais subordinadas, Metrô e CPTM, para o esquema fica evidente quando se observa a lógica das mudanças de suas diretorias nas transições entre as gestões de Serra e Alckmin. Ao assumir o governo em 2007, José Serra fez questão de remover os aliados de Alckmin e colocar pessoas ligadas ao seu grupo político. Um movimento que seria revertido com a volta de Alckmin em 2011. Apesar dessa dança de cadeiras, todos os integrantes do esquema permaneceram em postos importantes das duas administrações tucanas. Quem sempre operou essas movimentações e trocas de cargos, de modo a assegurar a continuidade do funcionamento do cartel, foram os secretários de Transportes Metropolitanos de Serra e Alckmin, José Luiz Portella e Jurandir Fernandes.

Homem forte do governador Geraldo Alckmin, Fernandes começou sua trajetória política no PT de Campinas, interior de São Paulo. Chegou a ocupar o cargo de secretário municipal dos Transportes na gestão petista, mas acabou expulso do partido em 1993 e ingressou no PSDB. Por transitar com desenvoltura pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jurandir foi guindado a diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) em 2000. No ano seguinte, aproximou-se do então governador Alckmin, quando assumiu pela primeira vez o cargo de secretário estadual de Transportes Metropolitanos. Neste primeiro período à frente da pasta, tanto a CPTM quanto o Metrô firmaram contratos superfaturados com empresas do cartel. Quando Serra assume o governo paulista em 2007, Jurandir é transferido para a presidência da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), responsável pela formulação de políticas públicas para a região metropolitana de São Paulo. Com o retorno de Alckmin ao governo estadual em 2011, Jurandir Fernandes também volta ao comando da disputada pasta. Nos últimos dias, o secretário de Transportes tem se esforçado para se desvincular dos personagens investigados no esquema do propinoduto. Fotos obtidas por ISTOÉ, no entanto, mostram Jurandir Fernandes em companhia de Lavorente e de lobistas do cartel durante encontro nas instalações da MGE Transporte em Hortolândia, interior de São Paulo. Um dos fotografados com Fernandes é Arthur Teixeira que, segundo a investigação, integra o esquema de lavagem do dinheiro da propina. Teixeira, que acompanhou a solenidade do lado do secretário Fernandes, nunca produziu um parafuso de trem, mas é o responsável pela abertura de offshores no Uruguai usadas pelo esquema. Outro companheiro de solenidades flagrado com Fernandes é Ronaldo Moriyama ex-diretor da MGE, empresa que servia de intermediária para o pagamento das comissões às autoridades e políticos. Moriyama é conhecido no mercado ferroviário por sua agressividade ao subornar diretores do Metrô e CPTM, segundo depoimentos obtidos pelo Ministério Público.

No governo Serra, quem exercia papel político idêntico ao de Jurandir Fernandes no governo Alckmin era o então secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Serrista de primeira hora, ele ingressou na vida pública como secretário na gestão Mário Covas. Portelinha, como é conhecido dentro do partido, é citado em uma série de e-mails trocados por executivos da Siemens. Num deles, Portella, assim como Serra, sugeriram ao conglomerado alemão Siemens que se associasse com a espanhola CAF em uma licitação para compra de 40 novos trens. O encontro teria ocorrido em um congresso internacional sobre ferrovias realizado, em 2008, na cidade de Amsterdã, capital da Holanda. Os dois temiam que eventuais disputas judiciais entre as companhias atrasassem o cronograma do projeto. Apesar de o negócio não ter se concretizado nestas condições, chama atenção que o secretário sugerisse uma prática que resulta, na maioria das vezes, em prejuízos aos cofres públicos e que já ocorria em outros contratos vencidos pelas empresas do cartel. Quem assinava os contratos do Metrô durante a gestão de Portella era José Jorge Fagali, então presidente do órgão. Ex-gerente de controle da estatal, ele teve de conviver com questionamentos sobre o fato de o seu irmão ser acusado de ter recebido cerca de US$ 10 milhões da empresa francesa Alstom. A companhia, hoje envolvida nas investigações do cartel, é uma das principais vencedoras de contratos e licitações da empresa pública.