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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Dono do helicóptero do pó ganhou 3 contratos sem licitação de Aécio Neves


Miguel do Rosário, via Tijolaço
Escrevo há uns quinze anos sobre política, de maneira quase ininterrupta, e tendo ideais progressistas, sempre fui crítico à grande imprensa brasileira. No entanto, nunca me deparei com um grau de degradação tão avassalador como vejo nos últimos dias. O Globo insiste nos “privilégios” dos presos petistas, sem refletir que, ao fazer esse tipo de campanha, contradiz a si mesmo. Afinal, que raio de privilégio é esse em ser achincalhado diariamente nos jornais, mesmo após estar preso injustamente?
Através do Globo, agora já sabemos os negócios de todos os familiares dos proprietários do hotel que empregará José Dirceu.
Enquanto isso,  a imprensa trata com inexplicável discrição aquele que pode ser o maior escândalo das últimas décadas, rivalizando até mesmo com o trensalão paulista.
O Ministério Público de Minas Gerais vai propor, nos próximos dias, uma Ação Civil Pública, para investigar repasses do governo do estado, na gestão de Aécio Neves, para a empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda, proprietária do helicóptero apreendido com meia tonelada de pó. Os repasses aconteceram em 2009, 2010 e 2011.
Achei reportagens do ano passado com informações sobre suspeitas do Ministério Público contra a Limeira, empresa dos Perrela. O MP apurava possível contratação irregular, sem licitação, pelo governo do estado, além de superfaturamento. A compra da fazenda Guará (a mesma onde o helicóptero foi apreendido), avaliada em R$ 60 milhões, também estava sob a mira dos procuradores, visto que o bem havia sido ocultado pelo senador Zezé Perrela.
Hoje há uma matéria no Globo sobre o tema, mencionando as suspeitas do Ministério Público, mas sem chamada na primeira página e sem qualquer citação ao partido do governo do estado, e às relações quase íntimas entre os Perrela e o provável candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves. A reportagem informa que o senador Zezé Perrela (PDT-MG) também pagou com sua verba de gabinete o combustível usado no famoso helicóptero. Zezé e Gustavo, pai e filho, estão cada vez mais enredados no caso.
O assunto não é interessante? Um possível presidente da república ser tão próximo de políticos suspeitos de serem grandes traficantes de cocaína não é do interesse da nossa imprensa “livre”, “independente”, “profissional”? Será que mais uma vez, os blogueiros terão que assumir a dianteira dessa investigação, com grande risco pessoal?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nossa Little Havana: Mais de 100 mil brasileiros querem Washington contra regime comuno-bolivariano

 
 
A notícia que segue deveria ser levada a sério.
 
Ela nos fez constatar que o Brasil já dispõe de sua própria Little Havana. É o bairro de Miami que a certa altura reuniu os saudosistas do regime de Fulgêncio Batista, o ditador pró-americano derrubado por Fidel Castro em 1959.
 
O bairro é hoje apenas para inglês ver, já que os cubanos fugitivos de Fidel que se deram bem nos Estados Unidos fugiram uma segunda vez. Rumaram para os subúrbios endinheirados da Flórida, deixando para trás os patrícios pobretões. Classe, afinal, é classe.
 
Os cubanos que debandaram da ilha de Fidel formavam em Cuba a elite local generosamente alimentada por Washington.
 
Eram os herdeiros da Emenda Platt, imposta pelos Estados Unidos como condição para desocupar Cuba depois da guerra Hispano-Americana.
 
A Emenda Platt, de 1901, é ainda mais vexaminosa que aquele acordo pelo qual Fernando Henrique Cardoso pretendia ceder a base de Alcântara para uso pelos Estados Unidos, obrigando brasileiros a usar crachá emitido pelos estadunidenses em seu próprio território.
 
A Emenda Platt proibia o governo cubano de fechar qualquer tratado internacional que ameaçasse a independência cubana ou permitisse que poderes estrangeiros usassem a ilha com objetivos militares. Os Estados Unidos se reservavam o direito de intervir em assuntos cubanos para defender a independência cubana e para manter “um governo adequado à proteção da vida, da propriedade e da liberdade individual”. Outras condições da Emenda exigiam que o governo cubano implementasse planos para melhorar as condições sanitárias na ilha, abrisse mão da ilha dos Pinhos (agora conhecida como ilha da Juventude) e concordasse em vender ou alugar território para estações naval e de abastecimento de carvão dos Estados Unidos. (Esta cláusula levou ao aluguel perpétuo da base naval da baía de Guantánamo). Finalmente, a emenda exigia que o governo cubano concluisse uma tratado com os Estados Unidos para tornar o cumprimento da Emenda Platt uma exigência legal — os EUA também pressionaram os cubanos para incorporar os termos da Emenda em sua própria Constituição. 
Dispensando o linguajar pomposo do Departamento de Estado, tratou-se de uma anexação de Direito, com consequências futuras trágicas para os próprios Estados Unidos.
 
A Emenda Platt foi o carvão em brasas que incendiou o nacionalismo cubano e, lá adiante, resultou na correnteza que levou Fidel Castro ao poder.
 
Se a Little Havana de Miami foi consequência trágica deste processo, a brasileira não existe de fato.
 
Existe tão somente na imaginação de uma quantidade razoável de brasileiros: 112.832 deles, na contagem mais recente.
 
 
É pouco provável que ela faça mais que assinar a petição, já que — como escreveu Gustavo Castañon – dificilmente a elite brasileira conseguirá, fora do Brasil, condições para se reproduzir em cativeiro como se reproduz aqui.
 
Em nossa modesta opinião, estes 112.832 brasileiros refletem uma sociopatia milenarista: formam uma seita equivalente à do Jim Jones, com a diferença de que pretendem suicidar o Brasil.
 
Nossa atenção para a sua existência foi chamada pelo Conversa Afiada.
 

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Peticionamos ao governo Obama para: 
Posicionar-se contra a expansão comuno-bolivariana no Brasil promovida pelo governo Dilma Rousseff 
No dia 26 de outubro Dilma Rousseff foi reeleita e vai continuar os planos de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil (sic) — em moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo.
Nós sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi inteiramente democrática, mas as urnas não são confiáveis, além do fato de que os cabeças do Judiciário são em sua maior parte integrantes do partido vencedor (sic). 
Políticas sociais são influenciadas pela escolha do presidente e as pessoas foram ameaçadas com a perda de sua ajuda alimentar se não reelegessem Dilma (sic).
Pedimos à Casa Branca que se posicione em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer ser uma nova Venezuela (sic) e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil.
Como se vê, a vida para o professor Hariovaldo não anda nada fácil.
 
Fonte: Viomundo

Atualização ás 13:15 horas de 04/11/2014:

O governo americano já respondeu a turma que promoveu a petição anti-Dilma, veja a matéria da UOL notícias internacionais:

Petição anti-Dilma não reflete opinião americana, dizem EUA  

A ideia é transformar Moro em Barbosa e Gurgel: o novo herói do “petrolão”.

 
O ansioso blogueiro vestiu aquela roupa dos que tratam de vítimas do Ebola e folheou o detrito sólido de maré baixa da semana seguinte ao Golpe que surrupiou oito pontos da Dilma em São Paulo.

A primeira observação é animadora: o exemplar tem 134 páginas e 35% de publicidade aparentemente paga.

Para uma edição do mês de novembro, perto do Natal, isso não paga as contas da Editora Abril.

Porque, como se sabe, o detrito sólido sustenta a empresa, assim como a TV Globo sustenta toda a “Organização” (sic).

A Abril está à venda.

Não tem é quem compre.

A edição mantém a mentira desmentida repetidamente,
até pelo Globo.

O doleiro-herói não citou Lula nem Dilma.

O detrito sólido diz que não procurou “criar efeitos eleitorais” – como se o próprio leitor fosse um idiota.

Um de seus ignotos colonistas (no
ABC do C Af) assegura que o Brasil “foi mantido sob o comando de pessoas moralmente primitivas, que acabam de ser premiadas por levar a atividade política à fronteira do crime”.

Mas isso é perfumaria.

A substância da edição é transformar o Juiz Sergio Fernando Moro, por quem vazam as delações seletivas, num Joaquim Barbosa, ou num Roberto Gurgel – heróis da caça  aos “mensaleiros”.

A mesma missão higiênica cabe agora, segundo detrito sólido, a Moro, que “comanda hoje o maior navio a singrar os mares da Justiça brasileira”.

Segue o detrito: “Lula teve o mensalão, Dilma agora tem o petrolão”.

O detrito reconhece alguns rombos no casco do brigue: ele teria obrigado um diretor da Petrobras a “cuspir os feijões”.

Se não abrisse o bico, o transatlântico mandava prender parentes do investigado.

Não é só o detrito que menciona esse pequeno deslize na rota de quem singra os mares da Justiça: Mauricio Dias, na
Carta Capital dessa semana, suspeita de algo parecido:
 
“Delação torturada


Importante criminalista que atuou no caso Petrobras ten dito a interlocutores que a delação premiada feita por Paulo Roberto Costa foi obtida sob tortura.


Após a primeira audiência, ao ser conduzido de camburão de volta ao cárcere, o ex-diretor da estatal foi submetido a forte pressão moral e psicológica. Os policiais “comunicaram” a ele que, no dia seguinte, seriam presas suas filhas e genros, além da mulher. Avisaram também que a residência e os escritórios dele e dos familiares seriam vasculhados. Após isso, ofereceram a Costa a delação.


Ele não resistiu aos ‘argumentos’.”


(Pergunta desinteressada: que juiz ia mandar prender e vasculhar a casa? Policial não sai por aí a prender e a vasculhar sem ordem judicial …)

Na investigação do Banestado, informa o detrito sólido, o vaso-de-guerra passou a ser investigado pelo Conselho Nacional de Justiça, por determinação do STF, por decretar cinco ordens de prisão a quem já tinha recebido habeas-corpus.

Um transatlântico que dispara mísseis…

O próprio delito informa que o Tribunal Federal da 4ª Região  proibiu o transatlântico de intimar investigado POR TELEFONE !

Criativo, não ?

Pois é esse servidor público, pago para administrar a Lei e a Justiça que o detrito sólido transforma na Invencível Armada que vai torpedear a Dilma.

Uma semana depois do Golpe terrorista,
como disse a Dilma, a revista à venda escolheu seu instrumento.

Um almirante de discutíveis escrúpulos.

Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada
O vaso-de-guerra e seu canhão. Ou o contrário: o canhão e seu vaso-de-guerra


Fonte: Reproduzido do Blog do Saraiva

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Petrobras desmonta a “fraude da Veja”


Por Altamiro Borges
Amestrados pela revista Veja, que obrou a capa “A fraude da CPI da Petrobras”, os demotucanos seguem batendo bumbo. Eles exigem a apuração da “grave denúncia” sobre a ingerência no governo nos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito. Desta forma, tentam sair da defensiva imposta pela descoberta do “aecioporto” – o aeroporto de R$ 14 milhões construído na fazenda do titio de Aécio Neves quando ele era governador de Minas Gerais. Neste jogo de cena, de puro diversionismo, a oposição conta com a ajuda do restante da mídia, que repercute e amplifica o novo factoide da Veja. A TV Globo, que escondeu ao máximo o “aecioporto”, agora volta à ofensiva contra a presidenta Dilma Rousseff.
 
Como já apontou o jornalista Janio de Freitas, uma das poucas vozes críticas da Folha, “as lideranças do PSDB e do DEM ficam à espera do que a imprensa publique, para então quatro ou cinco oposicionistas palavrosos saírem com suas declarações de sempre e com os processos judiciais imaginados pelo deputado-promotor Carlos Sampaio... Não pesquisam nada, não estudam, apenas ciscam pedações de publicações para fazer escândalo”. Nesta terça-feira (5), a própria direção da Petrobras divulgou uma nota que desmonta a “fraude da Veja”. Reproduzo-a na integra:Esclarecimento sobre matéria publicada na revista Veja

Leia nosso esclarecimento a respeito de matéria publicada pela última edição da revista Veja:

Sobre a matéria intitulada "A Grande Farsa", publicada pela revista Veja, esta semana, a Petrobras esclarece que tomou conhecimento das perguntas centrais que norteiam os trabalhos das CPI e CPMI da Petrobras, através do site do Senado Federal, nos dias 14 de maio e 02 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.

Convém ressaltar que tais informações, tornadas públicas pelas comissões de inquérito, por ocasião do início de seus trabalhos, possibilitam a elaboração de centenas de outras perguntas, propiciando à Petrobras a organização das informações necessárias para o melhor esclarecimento dos fatos pertinentes a cada eixo das investigações, quais sejam: Eixo 1 - Refinaria de Pasadena; Eixo 2 - SBM Offshore; Eixo 3 - Segurança nas plataformas; Eixo 4 – Superfaturamento RNEST.

A Petrobras informa que, após cada depoimento, as dezenas de perguntas feitas pelos Parlamentares são desdobradas em novas perguntas pela equipe da Petrobras de forma a subsidiar os depoimentos subsequentes.

Assim como toda grande corporação, a Petrobras garante apoio a seus executivos, e ex-executivos, preparando-os , quando necessário, com simulações de perguntas e respostas, para melhor atender aos diferentes públicos, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa, e, no caso em questão, as CPI e CPMI. Tais simulações envolvem profissionais de várias áreas, inclusive consultorias externas, de modo a contribuir para uma melhor compreensão dos fatos e elucidação das dúvidas.

A Petrobras reafirma que continuará disponibilizando todas as informações referentes as suas atividades e reafirma seu compromisso com a transparência e ética que sempre nortearam suas ações.

Fonte: Reproduzido do Blog do Miro

sábado, 26 de julho de 2014

Saiba a verdade: Constantino e Reinaldo apoiam Israel e veem Brasil como anão.

 
Para o Menino Maluquinho de Veja, Rodrigo Constantino, "o Itamaraty virou um braço ideológico" do PT, "sempre do lado errado nas disputas internacionais"; Reinaldo Azevedo, que também defende a tese do governo israelense de que o Brasil é um "anão diplomático", afirma que nota emitida ontem pelo governo brasileiro, que declarou "inaceitável" a escalada de violência entre Israel e Palestina, foi uma afronta ao governo israelense

O Menino Maluquinho de Veja, Rodrigo Constantino, concorda com o governo israelense na tese de que o Brasil é um "anão diplomático". A opinião foi emitida por meio da chancelaria israelense após nota do Itamaraty que declarou como "inaceitável" a escalada de violência entre Israel e Palestina e "desproporcional" a força do exército israelense (leia mais).
 
"O ministério israelense está certo! O Brasil, sob o comando do PT, virou mesmo um 'anão diplomático'. O Itamaraty virou um braço ideológico do partido, sempre do lado errado nas disputas internacionais. Os exemplos são infindáveis e preencheriam um livro todo (que, aliás, deveria ser escrito por algum diplomata corajoso)", escreveu o colunista.
 
Constantino diz ainda que, quando se trata de questões externas, o governo brasileiro é tão "incompetente e ideológico" como nas questões internas. "O estrago tem sido enorme. Ninguém sério nos leva mais a sério. O Brasil virou piada de salão, um país que emite opinião apenas para defender a escória internacional", atacou.
 
Sobre o conflito que já deixou 700 mortos do lado palestino e cerca de 40 do lado de Israel, ele condena o termo "desproporcional" usado pelo governo brasileiro e diz que o Brasil não cita, em sua nota, os mísseis lançados pelos terroristas do Hamas. "O tom é totalmente contra Israel, como se fosse um país invasor e colonizador, sem motivo algum para entrar em Gaza e perseguir os membros do Hamas".
 
Reinaldo Azevedo, também do lado do governo de Benjamin Netanyahu, diz que, "de A a Z, a política externa brasileira percorreu todos os verbetes da indignidade", mas que "o auge da estupidez" está na nota emitida nesta quarta-feira pelo Itamaraty, segundo ele, "um verdadeiro repto contra Israel". O colunista também chama o comunicado do governo brasileiro de "vergonha da história".
 
"Os israelenses reagiram com dureza e fizeram muito bem. Um país que luta contra inimigos poderosos não tem tempo para palhaçadas", defende Reinaldo Azevedo, sobre forças armadas que hoje atacaram pela segunda vez uma escola da ONU deixando 15 mortos, inclusive crianças e funcionários das Nações Unidas, além de um hospital nessa semana.
 
A resposta de Israel, de que o Brasil "escolheu ser parte do problema em vez de parte da solução", para Azevedo, "é uma reação à altura da indignidade da nota emitida pelo Brasil".
 
Na ofensiva em Gaza, Israel bombardeou um hospital, uma escola da ONU e será alvo de investigação das Nações Unidas em razão dos crimes de guerra cometidos por Benjamin Netanyahu.
 
Fonte: Brasil 24/7