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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Carluxo no Rolls-Royce já era prenúncio de crise. Só Freud explicaria. No desfile, Mourão foi o vice mais desprestigiado da democracia

Carlos Bolsonaro, de azul, no Rolls-Royce: sua inexplicável
presença não estava no roteiro ensaiado pelo cerimonial
Do Blog do Reinaldo Azevedo
Ninguém entendeu quando Carlos Bolsonaro, o “Carrrluxo”, dividiu o Rolls-Royce da posse com Jair Bolsonaro, seu pai, e Michelle Bolsonaro, sua madrasta. Freud à parte, continua sem explicação técnica. Nota: o roteiro do cerimonial não previa o guardião de azul. No ensaio realizado, inexistia tal personagem. E daí? A família não liga para certos formalismos…
Quando foi a vez de FHC, ele preferiu ter no veículo apenas o vice, Marco Maciel. Não! A professora Ruth Cardoso, avessa a solenidades balofas e a rapapés, não desfilou com o marido. Conforme relato da Folha de 2 de janeiro de 1995:
Só na catedral, quando FHC e seu vice, Marco Maciel, passaram para o Rolls Royce da Presidência, é que Ruth Cardoso ficou separada do marido, seguindo com Anna Maria Maciel para o Congresso. Fernando Henrique e Ruth e Marco e Anna Maciel subiram lado a lado a rampa do Congresso. Acompanhando os dois casais, estavam os presidentes da Câmara, Inocêncio Oliveira (PFL-PE) e do Senado, Humberto Lucena (PMDB-PB).
Destaque-se: antes de FHC, Fernando Collor levou Itamar Franco, o vice, a seu lado.
Collor faz com os dedos o sinal da vitória durante
desfile de posse, ao lado de Itamar Franco, o vice
FHC faz saudação durante desfile de posse ao lado de
 Marco Maciel, o vice discreto, mas sempre presente.
Dona Ruth preferiu ficar longe do Rolls-Royce
Lula, na posse do primeiro mandato, levou José Alencar, o vice, a seu lado. Ao assumir o segundo, seguiu com a mulher, Marisa Letícia, no Rolls-Royce. Praticamente colado a esse carro, em outro veículo, vinha Alencar e sua Mariza, com “z”. Dilma já foi menos reverente ao vice. Preferiu levar Paula, a filha, a seu lado, no carro de destaque. Atrás, em outro veículo, um Cadillac, estavam Michel Temer, o vice, acompanhado de Marcela, sua mulher. De toda sorte, nada havia entre o primeiro e o segundo veículos.
Lula desfila ao lado de José Alencar, o vice,
na posse de seu primeiro mandato
Dilma desfila na posse de seu primeiro mandato ao lado de
 Paula, a filha; no carro logo atrás, o então vice,
Michel Temer, e sua mulher, Marcela
Com Bolsonaro, as coisas se deram de outro modo. O vice, Hamilton Mourão, e sua mulher, Paula, também desfilaram em carro aberto, mas bem longe do titular. Nas fotos e vídeos que têm o presidente como protagonista, os dois não aparecem. O titular vai à frente, acompanhado da mulher; atrás, veículos de segurança; em seguida, o destacamento dos Dragões da Independência e só depois, lá longe, o vice. Vejam:
Não há leitura alternativa: Carlos se colocava, com a anuência do pai, como o segundo homem da República — em certas questões que não são exatamente do domínio de Jair — as redes sociais, por exemplo —, é, na verdade, o primeiro. E, como se nota, ele tem ambições que vão além de promover guerrilhas na Internet. Quer ser também um pensador e um estrategista. À sua maneira, foi bem-sucedido: ele tenta derrubar Bebianno, nunca se soube bem por quê, desde a campanha. Conseguiu fazê-lo com um mês e meio de governo, sob o risco de que uma crise política crie dificuldades adicionais para a reforma da Previdência.
Ao se colocar naquela posição no Rolls-Royce, Carlos anunciava, do alto de sua inexperiência arrogante: “Sou o guardião dessa coisa toda; aquele outro, que foi eleito com meu pai, o vice, o general, não manda nada.” Não por acaso, a maior fonte de fofocas desabonadoras a Mourão parte justamente da Internet, onde “Carrrrluxo” reina absoluto. Seus admiradores, não raro, são detratores de Mourão.
E Carlos não tem papas na língua. No dia 28 de novembro, mandou ver:
A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de (sic) sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam todo o enredo diário!”
Só um tolo não entendeu que o recado absurdo tinha Mourão como alvo. Indagado a respeito, o vice eleito respondeu então ao Globo: “Se eu quisesse ser presidente, teria concorrido a presidente”. Na interinidade, o general foi alvo de outra diatribe disparada pelos filhos: ele faria questão de se mostrar mais preparado do que o titular. Bem, não precisa fazer grande esforço para isso. É mais preparado até porque estudou muito mais e avançou para o topo da carreira militar. Se os dois posarem lado a lado para uma fotografia, vestindo roupas idênticas, dá para saber quem chegou mais longe nos dons do pensamento, como diria o poeta, pela acuidade do olhar. As coisas são o que são.
Mourão, justiça se faça, nunca chutou a bola para o mato depois da posse. Ao contrário. Todas as vezes em que esta lhe chegou quadrada, ele matou a pelota no peito e pôs no chão. Também no que diz respeito aos valores da democracia, não cometeu deslizes, corrigindo, inclusive, bobagens que disse durante a campanha.
Na crise que envolve Gustavo Bebianno, com potencial danoso para o governo e para a reforma da Previdência — e não adiante fingir que não —, o general atuou como bombeiro do incêndio provocado por Carrrluxo, com o patrocínio do pai.
É preciso fazer o rapaz apear daquele Rolls-Royce para que esse governo consiga chegar a bom termo. Não será fácil.
No dia da posse, Eduardo Bolsonaro explicou por que seu irmão estava no Rolls-Royce: “Porque ele é o pitbull da família”.
Bem, os que compõem o núcleo pensante do governo terão de decidir se há lugar para um pitbull na reforma da Previdência. Esses bichos, fora do controle, mordem para matar. Ocorre que Jair parece se sentir especialmente protegido pelo filho. No dia 7 de dezembro passado, quando o vereador fez 36 anos, recebeu a seguinte mensagem do pai: “Meu pitbull, obrigado por sempre estar por perto”.
Carinhoso.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

'Não vou te visitar na cadeia': A misteriosa mensagem de Bolsonaro para o filho

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi clicado em uma misteriosa troca de mensagens com o filho também parlamentar, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).
O fotógrafo Lula Marques, respeitado fotojornalista da capital federal, registrou a imagem no Plenário no dia da eleição na Presidência da Câmara, na quinta-feira (2).
Na mensagem para o filho, o deputado critica justamente a ausência de Eduardo na sessão para votar nele.
A conversa indica circunstâncias misteriosas para a falta de Eduardo ao Plenário.
"Papel de filha da puta que está fazendo comigo", queixa-se o pai. "Mais ainda, compre merdas por aí; não vou te visitar na Papuda [prisão do Distrito Federal]."
A mensagem termina com uma incógnita, sugerindo que Eduardo está envolvido com algo suspeito: "Se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente".
Veja o flagrante de Lula Marques:
LULA MARQUES
O post em que o fotojornalista compartilhava a íntegra da conversa não está mais disponível no Facebook.
Fonte:  HuffPost Brasil

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Revista de negócios aponta Malafaia como exemplo a seguir

Revista listou "oito lições empresariais" do pastor

A versão em app da Exame, revista de negócios e economia, publicou uma reportagem apresentando o pastor Silas Malafaia como um exemplo a ser seguido por empresários.

A revista, que chama o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de “CEO da fé”, informou que Malafaia tem plano de abrir mil novos templos nos próximos anos em todo o país, dando prioridade ao Estado de São Paulo.

O primeiro desses templos acaba de ser aberto na cidade de São Paulo, onde Malafaia ainda não tinha nenhuma representação. Trata-se de um local para acomodar milhares de fiéis.

A revista informa que a Vitória em Cristo tem 120 templos em seis Estados e 1.200 funcionários, incluindo pastores, engenheiros e pessoal de administração. 

Os pastores de Malafaia ganham por mês até R$ 22 mil, além de benefícios.

A revista listou “oito lições empresariais” do pastor Malafaia, conforme segue.

1 — Modernize-se sem abandonar as tradições

2 — Seja sempre mais ambicioso

3 — Saiba esperar as oportunidades

4 — Conheça e cuide de seus comandados

5 — Diferencie-se pela qualidade

6 — Não fale em dinheiro

7 — Deixe claro que é o cargo que precisa de você, e não o contrário

8 — Cause impacto

Pelo menos na versão da reportagem publicada na web, a revista não mencionou dois fatores que explicam em grande parte o sucesso dos negócios de Malafaia e que são privilégios das igrejas: isenção de impostos e obtenção de recursos a um custo baixo, o dízimo.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aécio convocou manifestação golpista patrocinada pelas maiores fortunas do país

Manifestação convocada por Aécio Neves pede o
golpe de Estado com intervenção militar
A possível participação dos homens mais ricos do país em uma manobra golpista foi alvo de denúncia, neste sábado, há apenas algumas horas das manifestações realizadas pelas forças de ultradireita, na tarde deste sábado (06/12), nas principais capitais do país, após convocação do senador tucano e candidato derrotado nas eleições presidenciais deste ano Aécio Neves. Os manifestantes pediam a volta da ditadura militar e a cassação do mandato da presidenta reeleita, Dilma Rousseff.
 
Na véspera, Neves divulgou um vídeo convocando seus eleitores para uma ‘manifestação’ contra o resultado das urnas e o sistema democrático brasileiro. A produção da peça publicitária coube à Fundação Estudar, proprietária da página na internet que sustenta o Movimento Vem Pra Rua, de tendência fascista, inscrita no organismo de cadastro da internet brasileira, o Registro.BR, sob o CNPJ 040.287.005/0001-61. A Fundação Estudar é de propriedade dos empresários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, donos das maiores fortunas do país, segundo levantamento do jornalista e blogueiro Gustavo Alves, de Brasília.
 
O responsável pela página eletrônica, que abriga o movimento golpista é Fabio Tran, que assina como Diretor Executivo da Fundação Estudar.
 
Registro da Fundação Educar no site Vem Pra Rua
Registro da Fundação Educar no site Vem Pra Rua
 
“Impressionante que o neto de Tancredo se preste à cumprir a função de marionete de luxo dos donos da Ambev, do Burguer King e outras franquias. Será que os revoltados manipulados por Aécio e sua trupe sabe que a cada queda da Bolsa ou das ações da Petrobras, eles enriquecem ainda mais esses três alegres senhores?”, questiona Alves.
 
E prossegue: “A tentativa desesperada de prolongar a guerra eleitoral depois do fechamento das urnas não é novidade. Aécio tenta desesperadamente se firmar como líder da oposição antes que seu arquirrival José Serra tome posse como senador e deixe-o em segundo plano”.
 
Vai apurar
 
Após a denúncia, Lemann negou a jornalistas o envolvimento dele e de seus sócios na trama contra o processo democrático brasileiro e tentou excluir a Fundação de propriedade deles do patrocínio à tentativa de golpe de Estado no país, apesar das evidências.
 
– (A participação da Fundação Educar no patrocínio a um movimento neonazista é) novidade total para mim. Eu não me meto em politica e a Fundação Estudar também tem que ser totalmente apolítica – diz Lemann.
 
Após admitir o vínculo trabalhista com o responsável pelo site do movimento golpista, Lemann prometeu que vai pedir uma apuração mais detalhada sobre o caso.
 
– Estou perguntando ao comitê executivo e ao Presidente do Conselho da Fundação, Marcelo Barbosa, o que se passa. Suspeito que eles não saibam de nada – disse.
 
A objetivo, na fachada da Fundação Estudar, “fundada em 1991 por 3 dos mais importantes empreendedores do mundo, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles”, segundo o site da instituição, “potencializar jovens talentos para que possam agir grande e transformar o Brasil”.
 
Derrotado
 
Após gravar o vídeo, no qual convoca a participação nas manifestações golpistas, Aécio Neves se vê diante de uma nova derrota. Em São Paulo, capital que reuniu o maior número de manifestantes, cerca de 600 pessoas carregavam cartazes contra a democracia e a pela derrubada da presidenta eleita. Nas demais capitais, esse número não passou de 100 manifestantes, em um novo fracasso da ultradireita, liderada por Neves que, segundo o cientista político Antonio Lassance, teme a ação da Polícia Federal na Operação Lava Jato. “Neves terá que engolir sua afirmação de que foi derrotado por uma organização criminosa. Grande parte dos políticos corruptos que receberam propina do esquema que saqueou a Petrobrás, citados por um dos delatores, apoiou sua campanha, desde o primeiro turno”, afirma Lassance.
 
“Ainda conforme os próprios delatores, o envolvimento de cada um deles com essa organização criminosa data do governo do presidente Fernando Henrique. Já basta desse lenga-lenga de Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Roberto Duque. Os brasileiros querem saber os nomes dos políticos que receberam dinheiro de propina do esquema que assaltou a Petrobrás”, acrescentou.
 
Segundo Lassance, “o que se espera agora é que as informações já vazadas sejam confirmadas no inquérito da Polícia Federal, se os delegados fizerem o trabalho de delegados e não de cabos eleitorais de distintivo.O que se quer é que todos sejam imediatamente julgados pelo STF ou fujam logo de seus mandatos para serem processados em primeira instância, como fizeram os acusados Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, mensaleiros amigos de Aécio Neves”, conclui.
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quem são os bandidos que batem em jornalistas e pedem o impeachment de Dilma

 
Acostumados a se esgueirar pela noite, sempre em bandos, em busca de homossexuais e negros andando desacompanhados (para cobrir de porradas, quem sabe matar), predadores neonazistas agora deram para exibir sua truculência à luz do dia.
 
Como participantes das manifestações que a direita paulistana vem promovendo para disseminar seus ideais golpistas, esses órfãos de Hitler parecem ter encontrado uma turma disposta a acolhê-los e legitimá-los, como se fossem apenas mais alguns entre os opositores do governo da presidente Dilma Rousseff, do PT, recém-eleita.
 
Seria apenas uma moçada jovem, careca e muitas vezes musculosa exercendo o sagrado direito democrático de manifestação e expressão.
 
Só que não.
 
Nas redes sociais, essa gente reúne-se em comunidades com nomes carregados de simbolismos de violência explícita, como Carecas do ABC, CCC (uma homenagem ao velho Comando de Caça aos Comunistas, organização paramilitar de direita que teve seu apogeu nos anos 1970), Frente Integralista Brasileira (uma contrafação de organização nazista), Confronto 72 (anti-semita e skinhead), além do Combate RAC (Rock Contra o Comunismo) e do Front 88 (a oitava letra do alfabeto é o H; HH dá “Heil, Hitler”, a saudação dos nazistas).
 
Trata-se de grupos que cultivam o ódio como definição existencial, como se viu no ato público realizado no sábado (15/11) pelo impeachment de Dilma.
 
Pois bastou a tais lobos encontrarem a repórter-fotográfica Marlene Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, que registrava a manifestação tendo ao lado Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais-SP, para começarem a salivar.
 
Armados de socos ingleses, muitos carecas, vestidos com camisetas ilustradas com a bandeira de São Paulo, ou com os dizeres “Fora Dilma”, ou “Hate” (Ódio), ou “Proud” (Orgulho), acharam-se no direito de urrar nos ouvidos de quem desconfiavam ser “petralha”: “Comunistaaaaa!”, “Vai pra Cubaaaaaa!”
 
Como hienas excitadas, e sempre em bando, prometiam “limpar a rua desses malditos”. Logo um deles desferiu cusparada no rosto de Zelic. Outro estapeou Marlene quando viu que ela filmava a agressão.
 
Covardes.
 
É claro que a direita “fina” quer parecer distante dessa turma. Não pega bem aparecer ao lado de facínoras tatuados com o número 88, ou exibindo a Cruz de Ferro com a suástica, com que se condecoravam os militares alemães, durante o Terceiro Reich.
 
O candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), totalmente sem eixo, perspectiva e nem noção, achou de comparecer ao ato, mas sem subir nos carros de som.
 
Sua adesão, entretanto, foi comemorada pela malta. Que o tucano, agora, não alegue desconhecimento sobre quem seriam seus companheiros de passeata.
A última que essa gente patrocinou,no dia 1º de novembro, acabou nas portas do Comando Militar do Sudeste, o antigo Segundo Exército, no bairro do Paraíso, em São Paulo, implorando pela “Intervenção Militar Já”.
 
Foi, aliás, nas tristes instalações do Segundo Exército, em seu anexo mais soturno, o DOI-Codi, que o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado em 1975, por bandidos anti-comunistas como esses que cuspiram no rosto do ativista e bateram na fotógrafa.
 
E o que dizer da paralisia da Polícia Militar diante das ameaças dos fascistas? Estaria inebriada com os gritos de “Viva a PM!”, entoados pela turba?
 
Todos se lembram quando, nas manifestações contra a Copa, a PM revistava mochilas e confiscava qualquer apetrecho “suspeito”, levando preso o seu proprietário.
 
Foi assim que um frasco contendo líquido amarronzado e cheirando chocolate, que depois a perícia provou ser Toddynho mesmo, custou quase dois meses de prisão a um manifestante.
 
No ato pelo impeachment da presidente Dilma, contudo, a polícia fez-se se de morta, enquanto rapazes com socos ingleses, canivetes e nunchakus (arma usada por praticantes de artes marciais) desfilavam impunemente, arrostando sua violência e arreganhando os dentes.
 
Na hora em que essa gente matar alguém, que pelo menos o senador Aloysio e o comando da PM não digam que foram pegos de surpresa. Seu silêncio e inação são cúmplices.
 
Fonte: Reproduzido do Blog da Laura Capriglione

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Médicos boicotam laboratórios que doaram recursos a Dilma.

Médicos porra-loucas
Após o lançamento do programa Mais Médicos e a consequente chegada de médicos cubanos ao Brasil, a classe médica brasileira vem promovendo um show de horrores. Há menos de um mês, o portal IG fez uma denúncia estarrecedora:
 
A denúncia do IG espalhou-se como fogo e por certo fez ver a boa parte dos formadores de opinião o movimento nazista que se aglutinou em torno da candidatura Aécio Neves. Para entendimento dos fatos que serão narrados mais adiante, vale rever trecho daquela matéria.
 
Sobre a comunidade do Facebook “Dignidade Médica”, que propôs “holocausto” e “castrações químicas” contra eleitores do PT, sobretudo nordestinos, para que “não se reproduzam” tem como uma das organizadoras a senhora Patricia Sicchar, que se declara médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus em perfil da rede social.
 
Confira, abaixo, trecho de outra matéria do IG sob o título “Médica de grupo anti-PT minimiza holocausto a nordestinos: ‘é revolução do agir’”.
 
Como se vê, uma das médicas organizadoras do tal “holocausto” médico contra nordestinos eleitores do PT é servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, sob responsabilidade do prefeito tucano Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), líder do PSDB no Senado de 2003 a 2010.
 
Agora, os médicos manuenses voltam à ribalta com um movimento que pretendem espalhar pelo país. Chegou ao Blog uma denúncia séria contra médicos daquela capital. E o pior: a denúncia sugere que abuso desses médicos contaria com a conivência dos hospitais em que trabalham.
 
O denunciante enviou ao Blog link de perfil no Facebook de um médico manuense chamado Lano Macedo, que se diz funcionário do Hospital Beneficente Português do Amazonas, que já se envolveu em polêmicas como desrespeitar a “Lei do acompanhante no parto”, conforme denúncia do médico psiquiatra Rogélio Casado.
 
O tal médico Lano Macedo lidera um movimento de médicos manauenses no Facebook que propõe que a classe médica – e, consequentemente, os hospitais onde aqueles médicos trabalham – boicotem os laboratórios que doaram recursos à campanha da presidente Dilma Rousseff.
 
A confissão dos médicos de que irão deixar de recomendar fabricantes de medicamentos sob razões político-partidárias e ideológicas é um escândalo. E se aquele laboratório tiver medicamento mais conveniente para os pacientes, seja em termos de preço, qualidade ou outro?
 
Após o episódio “holocausto e castração química”, produzido a partir de organização de médicos de Manaus como o tal Lano Macedo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota condenando os autores daquela barbaridade.
 
Resta saber o que o CFM tem a dizer sobre essa atitude de médicos de Manaus. E, aliás, deveria investigar – talvez até com participação do Ministério Público – se médicos de outras regiões também estão adotando uma conduta profissional inadequada não só por se misturar com os interesses político-partidários deles, mas por prejudicar seus pacientes.
 
Por fim, resta saber, também, que atitude o prefeito tucano Arthur Virgílio tomou contra a servidora pública Patricia Sicchar, que se declarou médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus e organizou o movimento propondo “castração química” de eleitores do PT.










Fonte: Brasil 24/7

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Porras- Loucas em ação: Grupo musical que apoiou Dilma é agredido em show

 
Confira o relato do grupo Bixiga70 sobre a agressão que o conjunto musical sofreu por repudiar em seu show as manifestações que pediam intervenção militar
 
NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Recentemente passamos por uma situação lastimável, que colocou em risco nossa integridade física e moral.
 
Situação que simboliza bem o momento que o país vive e achamos importante esclarecer os fatos publicamente para evitar ruídos e reafirmar nosso posicionamento que vai muito além da polarização partidária simplista, da forma como se coloca hoje.
 
Quem nos conhece, pessoalmente ou através de nossa música, sabe que nós somos da paz. Somos artistas e cidadãos.
 
Prezamos pela liberdade de expressão, pela igualdade entre as pessoas, pelos Direitos Humanos e isso está presente tanto na nossa música como em nossa vida, em nossa atitude, enquanto grupo que funciona horizontalmente, na base da coletividade, da parceria e da liberdade criativa.
 
O Brasil vive um momento muito delicado. Os ânimos estão à flor da pele e o resultado disso tem sido a polarização, o crescimento do ódio e dos ataques entre as partes.
 
Nós sempre fizemos questão de nos manifestar publicamente, em shows ou nas redes sociais, a respeito de opiniões que discutimos muito entre nós.
 
Foi assim no caso do Pinheirinho, da ocupação do Estelita, nas Manifestações de Junho, contra a xenofobia, a homofobia, o machismo, o preconceito…
 
Os exemplos são inúmeros, qualquer pessoa que já foi a um show nosso sabe disso.
 
No dia do ocorrido, não foi diferente. Manifestamos nossa opinião contrária a um ato que defendia a intervenção militar no Brasil que acontecia perto dali, no mesmo instante em que nos apresentávamos.
 
A reação imediata de parte do público foi “xingar o PT’’, dirigindo-se a nós com dedos em riste. Até aí, sem problemas.
 
Respeitamos opiniões diferentes da nossa e enquanto artistas estamos preparados tanto para os aplausos, quanto para as vaias.
 
Tentamos, em vão, explicar que a banda não tem qualquer ligação com partido, que falávamos como artistas e que iríamos tocar nossa última música — de um nordestino que nos inspira e nos orgulha, chamado Luiz Gonzaga.
 
Entre vaias, xingamentos e alguns aplausos, tocamos nossa última música. Alto.
Logo após o fim do show, vimos um rapaz agredindo uma garota que foi para a frente do palco após nossa fala, nos apoiar com sua dança e sua alegria.
 
O rapaz estava fora de si, inconformado com a situação, com o dedo médio na cara dela, empurrando e a ofendendo, aos berros.
 
Para além de qualquer questão partidária, enquanto homens, parceiros, maridos, pais e filhos, não admitimos qualquer tipo de violência contra as mulheres ou qualquer indivíduo.
 
Ao vermos a cena, e na falta de quem a protegesse, descemos do palco para garantir a segurança da garota.
 
Nesse momento, parte do público que nos xingava partiu pra cima. O tumulto estava formado e, diante da agressividade dos muitos que nos rodearam, nos defendemos como qualquer outro o faria em situação semelhante.
 
Não queremos nos vitimizar, nem nos tornar mártires de uma disputa política vazia e reducionista.
 
Fomos tragados por uma violência que está cada vez mais presente em São Paulo e no Brasil.
 
Nos sentimos na obrigação de alertar sobre os perigos desse movimento pois a desinformação e o discurso de ódio têm sido utilizados como ferramentas para que as pessoas se desentendam e não percebam sua situação real.
 
Esperamos que o ocorrido, por pior que tenha sido, reflita positivamente e que isso ajude, não na polarização de um discurso politico simplista, pautado pelo ódio, mas na evolução do diálogo que é tão importante nesse momento.
 
Muito obrigado pelo apoio e pelo carinho que temos recebido dos amigos e fãs.
 
Agradecemos aos que puderem compartilhar essa mensagem.
 
Bixiga 70
 
Fonte: Viomundo