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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Menino doa único ovo pra ajudar abrigo e leilão rende 4 mil reais

Foto: reprodução Facebook
O amor faz multiplicar. Um pequeno gesto de bondade de um menino de 8 anos, que queria ajudar no leilão para um abrigo de idosos, provocou uma corrente do bem emocionante. E se transformou numa grande doação, pra família dele inclusive.
Luiz Gustavo Rodrigues doou o único ovo de galinha que a família tinha para comer naquele dia para voluntários que pediam arrecadação para um leilão beneficente em Caçú, no sudoeste de Goiás.
O gesto foi tão espontâneo e generoso que o ovo faturou 4 mil reais em doações – dinheiro que vai ajudar a reformar o abrigo de idosos da cidade – e a família do menino recebeu uma doação de alimentos dos mesmos voluntários que prepararam o leilão da casa de idosos.
Uma história linda de solidariedade que começou com uma travessura do menino.
“O ovo estava na cartela e eu peguei, escondi, saí correndo e dei para mulher”, contou Luiz Gustavo.
Sem comida em casa
Já era final de tarde, quando bateram na porta da família e o padrasto do menino, Luizmar Nunes, atendeu o grupo de voluntários.
O pedreiro se emociona ao lembrar que não tinha nem comida direito dentro de casa para ele, a esposa, o Gustavo e mais dois irmãos do menino, que também são crianças.
“Naquele dia, eu não tinha quase de comer dentro da minha casa. Aí eu peguei e falei para voluntária: Olha dona, hoje eu não tenho, mas amanhã, você passa aqui que eu contribuo”, relembrou emocionado.
A voluntária de quem Luizmar está falando é Jéssica Taís Santos. Foi ela quem recebeu o ovo das mãos do Luiz Gustavo.
“Uma atitude como essa, ainda mais vindo de uma criança inocente. A humildade que ele teve de vir me entregar o que ele podia doar, me emocionou bastante”, relatou a voluntária.
Luiz Gustavo durante o leilão do ovo Foto: reprodução TV Anhanguera
Leilão do ovo 
Jéssica resolveu se juntar aos outros voluntários e manter aquele ovo como prenda no leilão.
“Um simples ovo com as melhores das intenções veio fazer o que fez. Esse grande omelete de solidariedade”, disse o presidente do abrigo de idosos, Lúcio Teodoro Morais.
O bem vai e volta
E as ações de solidariedade acabaram retornando para a família do Luiz.
Os mesmos voluntários se uniram com a comunidade para abastecer a casa do menino com alimentos e também brinquedos para ele e os irmãos,
A entrega foi nesta semana.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

ATENÇÃO: Glenn Greenwald desmonta a farsa dos hackers de Curitiba

Glenn Greenwald (Evaristo Sá/AFP)
Da Veja:
A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do Ministro da Justiça, Sergio Moro. O diálogo foi repassado a VEJA pelo próprio Greenwald.
Na mensagem, o jornalista pergunta à fonte se ela havia lido uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a invasão ao celular do ministro. O título da matéria dizia que o hacker usou aplicativos do aparelho e trocou mensagens por seis horas. “Posso garantir que não fomos nós”, responde a fonte, em mensagem transcrita de forma literal.
“Nunca trocamos mensagens, só puxamos. Se fizéssemos isso ia ficar muito na cara”, diz a fonte em outra mensagem, antes de criticar o método de ação empregado contra o ministro. “Nós não somos ‘hackers newbies’ [amadores], a notícia não condiz com nosso modo de operar, nós acessamos telegrama com a finalidade de extrair conversas e fazer justiça, trazendo a verdade para o povo.”
Segundo Greenwald, o primeiro dos contatos com a fonte ocorreu no início de maio. Ou seja, um mês antes da denúncia feita pelo Ministério da Justiça. Ele conta que foi apresentado à fonte por um intermediário, e reitera que todos os contatos foram feitos virtualmente. Greenwald também afirmou desconhecer a identidade do hacker, que teria extraído todo material do Telegram de Dallagnol.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

136 vídeos gratuitos para aprender tudo sobre filosofia, sociologia e política


De Platão a Foucault: empresa especializada em educação produz 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada, com abordagens didáticas sobre filosofia, sociologia e política

Jéssica Chiareli, Web Stuff
A empresa especializada em educação online Macat produziu uma série de animações curtas sobre as principais teorias de grande pensadores da humanidade.
Ao todo, são 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada. Todos eles foram disponibilizados gratuitamente no canal da instituição no Youtube
Os temas abordados são bastante amplos, contemplando desde filosofia clássica, com os pensamentos de Platão e Aristóteles, até a filosofia moderna, de Michel Foucault e Judith Butler.
Além deles, as animações abordam também os principais pensamentos de Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”; Sun Tzu, “Arte da Guerra”; Aristóteles, “Política”; Henry David Thoreau, “A Desobediência Civil”; Sigmund Freud, “A Interpretação dos Sonhos”; Virgina Woolf, “Um Teto Todo Seu”; Max Weber, “A Política como Vocação”; Thomas Hobbes, “Leviatã”; Immanuel Kant, “Crítica da Razão Pura”; Friedrich Hegel, “Fenomenologia do Espírito”; Levy Strauss, “Antropologia Estrutural”; Karl Marx, “O Capital”; Friedrich Nietzsche, “Para Além do Bem e do Mal”; Hannah Arendt “A condição Humana”; Simone de Beauvoir, “O Segundo Sexo”; entre outros.
Os vídeos estão disponíveis apenas em inglês, no entanto é possível utilizar o serviço de legendas automáticas do Youtube, que pode ser ativada no canto inferior direito da tela de reprodução.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

As melhores práticas para quem vai pra Cuba

Conheci recentemente a professora Martha Daisson Hameister, do Departamento de História da UFPR, ao fazer parte da banca de uma orientanda dela. Quando ela viu que eu vou pra Cuba em dezembro, de férias, me deu as melhores dicas, realmente muito generosas.
Parece que todo mundo já foi pra Cuba menos eu, e todos que foram amaram e estão me presenteando com excelentes sugestões. Mas as da Martha foram as mais completas e práticas. Então deixo-as aqui com vocês. Vai que elas ajudam mais "mortadelas que obedecem aos inúmeros pedidos de 'Vai pra Cuba!'".

1) Varadero é caro e cheio de turistas. Mas há praias pequenas perto de Havana, como Santa Maria del Mar, que se pode ir pela manhã e voltar à tarde. Na época, ida e volta custava pouco mais de 10 reais. Deves levar a "farofa" -- sanduíches e principalmente água -- pois como em toda praia, tem o que comer, mas custa mais caro.
2) Para hospedagem, o melhor lugar é ficar em uma casa no bairro VEDADO [muitos brasileiros recomendam também Havana Velha]. Fica perto do Malecón [a orla de Havana], tem muitos serviços, caixas eletrônicos, padarias e vida noturna. 
Há bons cafés, bares e restaurantes. Há a sorveteria Copélia -- a favorita de Fidel -- embora eu não tenha encontrado outra... 

Uma amiga se hospedou com filha e sobrinha adolescentes nessa casa, mas nesse site há outras tantas. Vedado e toda Havana é muito segura. Passeia-se a qualquer hora do dia ou da noite sem maiores preocupações. Caixa eletrônico não tem porta, por exemplo. 


Eu fiquei numa casa de uma senhora de uns 70 anos que foi alfabetizadora do exército cubano. Alfabetizava soldados e civis como sua missão revolucionária. 15 dias de convívio com as pessoas em seu próprio meio dão mais conhecimento do que um curso inteiro sobre isso. Aliás, perguntei-lhe se não temia pela cooptação de jovens e ataques às conquistas cubanas após as negociações com EUA. Ela fez um discurso inflamado sobre a ciência que os cubanos, jovens e velhos, têm sobre os benefícios da revolução, da saúde para todos, da educação para todos e tanta outra coisa. Concluiu: "Y se no les gusta Cuba, que se vayan todos para allla".


3) Querendo ou não, se emagrece em Cuba. Nada de comida a la carte farta. O que há são excelentes PFs, arroz, feijão, carne de porco, frango ou ovo e alguma salada. Muito difícil comer carne de gado. São reservados basicamente para o leite, que é distribuído gratuitamente para crianças, gestantes, lactantes, idosos ou sob prescrição médica. Se és viciada em leite, leva leite em pó. Leite é CARÍSSIMO em Cuba. Algo como 40 reais uma latinha de leite Ninho. 


4) Toda água de Cuba é tratada. O problema são encanamentos velhos, muitas vezes de chumbo e as caixas d'água precárias. Portanto, é bom comprar água ou apanhá-la nas garrafinhas nas torneiras ao rés do chão -- em praças, jardins ou coisa assim -- a água que ainda não subiu para a caixa nem passou pelos canos de chumbo. Ainda assim, há casas que já trocaram os encanamentos e caixas d'água e, portanto, não há problema maior em consumi-la.


A água em Cuba custa 1 CUP meio litro (é cara, porque 1 CUP = mais ou menos 1 dólar). Mais barato se pegar garrafa grande. Ultimamente, tenho resolvido meus problemas com água em viagem -- como você, também bebo muita água e gasto muito em água. Imagina, um mínimo de 5 dólares/dia em água -- após essa viagem a Cuba. Comprei uma jarra-filtro de carvão ativado e levo junto. Coloco algumas peças de roupa -- camisetas, toalha ou o que seja, dentro e em torno dela para não quebrar. Essa aqui, ó. Comprei em uma loja da própria filtros Europa. Há refil para o filtro do carvão. 

Na primeira viagem ela já paga seu preço! Tem também a garrafinha filtro individual para os passeios.


5) Ao contrário do que dizem, há sim material de higiene, embora caros para turistas. Convém levar uns sabonetes a mais, pois é um bom presente para as pessoas encantadoras que irás conhecer. Não há mosquitos (como me apavoraram quando eu estava para viajar). Não há necessidade de repelentes.


6) LIVROS: há boas livrarias e sebos em Vedado. São MUITO baratos e vendidos pelo peso cubano e não pelo turístico. Saí com 2 sacolas de livros e gastei em torno de 30 reais no câmbio da época (2015).

7) Dinheiro em papel: melhor levar EUROS. O dólar tem um ágio de 10% ou 20% como retaliação ao embargo. Euro pega um câmbio melhor. 


Depois disso, é bom trocar uma quantia de CUCs -- dinheiro de turista -- por CUP -- dinheiro de cubanos para as pequenas despesas. Muito cuidado pois o design das notas é muito parecido. Minha observação para não entregar o dinheiro errado: CUC tem monumentos nas notas. CUP tem as personagens em "retrato". (Algo como CUC tem monumento a Che Guevara e CUP a efígie do Che Guevara). 

Tem casa de câmbio perto da sorveteria Copélia, perto do hotel Habana Libre. Tudo o que conseguires pagar em CUP vais pagar mais barato. Ah, reserva um troquinho para trazer as notas de 3 CUP para presentear amigos: ela tem a efígie do Che, é uma boa lembrancinha de viagem.


Esse conversorzinho aqui é de grande valia para ver qual a situação mais vantajosa, se dólar ou euros. Nós optamos por levar euros, que fomos comprando no Brasil aos poucos. Essa outra páginaapresenta por cidades no Brasil a cotação e quais as casas de câmbio que têm melhores taxas. Não adianta levar cartão de crédito para Cuba, que ainda não são muito aceitos.


8) Há pequenos comércios para cubanos e nesses se paga com peso cubano, a menos que te cobrem em CUC. Pão e outras coisas dessas são comprados de modo mais barato. Só tem que descobrir onde ficam. Frutas como manga, banana, abacate são vendidas na rua, por vendedores que passam de carrinho de mão. Alguns, ao verem que és turista, vão tentar aumentar o preço. Não paga. Lá há o "a peso", ou seja, uma unidade = 1 CUP. 


Ônibus urbanos são legais, meio aventura, são pagos em CUP ou se não tens dinheiro trocado, não precisa pagar. Não tem cobrador. Tem uma caixinha para botar o dinheiro -- muito pouco,baratíssimo (cerca de 1 CUP, ou 16 centavos de real) -- que funciona como um "pote da honra". O passageiro põe o dinheiro da passagem ou não põe. Num ônibus que peguei havia o aviso de que podes ir sem pagar se estás sem dinheiro, fica para a próxima o pagamento.


9) Se fazes uso de algum medicamento, leva junto. Não se compra medicamentos sem receita médica em Cuba, nem dipirona para a enxaqueca. O serviço de saúde é excelente, mas não abrange os turistas. Leve lenços de papel para emergências de ir ao banheiro quando estiveres em algum passeio. Embora nunca tenha entrado em um banheiro sem papel higiênico, isso pode acontecer. 


Também o papel higiênico não é tão suave... convém ter um rolinho na bagagem. 

Quando deixamos a casa em que estávamos, a dona recolheu tudo aquilo que não levaríamos: sabonete em uso, o resto do papel higiênico, sacolinhas de supermercado... aí, dei para ela a sobra do meu leite em pó e os xampus que dariam mais trabalho em trazer de volta do que deixar lá. Ficou muito agradecida.

10) Há muitos espetáculos na rua ou em teatros, baratos ou gratuitos, e os cubanos adoram informar sobre eles. 
11) Um pouco de cuidado em uma prática de exploração de turistas: um cubano se oferece para te levar a algum lugar, bar, restaurante, casa de espetáculos. Lá ele começa a pedir comida e bebida e a conta recai no turista.


12) A parte ruim: cuidado com os motoristas de táxi chamados "máquinas" apanhados na rua. É só preciso ficar atenta. Há uma quadrilha de taxistas especializados em roubo a turistas. Ou sequestro de bens. Quando fui para a rodoviária (incluímos Guantanamo no roteiro), o taxista me "ajudou" a tirar a bagagem. Eu alcançava a mochila e a bolsa de viagem e ele em vez de colocar na calçada ou entregar ao meu companheiro de viagem, colocou no banco da frente. Na mochila estavam meus documentos: passaporte, visto de entrada, etc. 


Precisei fazer um enorme de um drama, chorar e dizer que era professora e que o sonho da minha vida, conhecer Cuba, havia virado um pesadelo. Outros taxistas se "mobilizaram" e localizaram o táxi. Óbvio que pediram uma propina, pois haviam gasto gasolina, deixaram de fazer corridas etc. Resolvido o problema, uma outra turista/cubana que vive na França, começou a gritar que haviam sumido os presentes que levava para a família em Santiago. Roubaram garrafas de vinho, roupas e mais coisas que são custosas em Cuba, como chuveiro elétrico. 

13) Essa foi a única experiência ruim que tive e portanto, te alerto para ter cuidado. De resto, pegamos táxis compartilhados na rua, paga-se muito barato. 
Vai um número grande de pessoas ou o táxi para para apanhar mais gente. É bom, se conhece mais pessoas, conversa-se sobre a vida, o universo e tudo o mais. Os cubanos são muito cultos, pode-se conversar sobre a política brasileira ou cubana com um camelô ou com uma senhora parada na rua que cuida das crianças que estão jogando bola...


14) Incluí Guantánamo na viagem porque há anos me correspondo com um cubano que tem o mesmo sobrenome de minha mãe e que me achou na rede. Como ir a Cuba e não visitá-lo? Foi uma aventura e tanto. Viajar dentro de Cuba sai caro para turistas (há preços de passagens diferentes para turistas e para cubanos) e foi quando eu passei o perrengue do sequestro dos bens no terminal dos ônibus em Havana. 


A viagem foi de 3 dias e foi ÓTIMA. Conheci a sua família, passeamos por praias no sul da ilha, conheci uma cidade muito musical (toda Cuba é), com cafés que após o entardecer se tornam em uma praça de dança, na praça mesmo,  na frente do café, com rumba ao vivo e gente de todas as idades dançando. Músicos de excelente qualidade, pois o ensino da música também é gratuito em Cuba!


15) Ah, sobre assédio na rua, que é muito comum em Cuba: a sobrinha adolescente da minha amiga, jovem, creio que com 17 ou 18 anos, ruiva, lindinha, estava revoltada com os psiu, hermosa, guapa, etc de assediadores que por vezes a seguiam por uma quadra ou mais. Aí ensinei para ela a chave do mistério: dizer em alto e bom som "no me molestes". Cubanos chegam, jogam o xá-lá-lá sedutor ou assediador, mas respeitam o não. Não só esses assediadores, mas também os bêbados inconvenientes -- bebe-se e fuma-se muito em Cuba, terra do rum e dos tabacos. Resolve-se o problema com "no me molestes". 

16) A população e a polícia são desarmados. Pouquíssimos homicídios, em geral passionais ou briga de bêbados ou em família e com arma branca. São latinos, né? Fazem escândalos por dor de amor, brigam, gritam, etc. Mas não há muitos casos de homicídio. 
Policiais são policiais, mas são gentis (muito gentis perto dos que conhecemos por essas paragens). Também têm atenção especial com os turistas. Meu companheiro de viagem, gay, estava conversando com um rapaz na frente de uma boate. Os policiais chegaram, pediram documento de ambos e perguntaram se o rapaz lhe havia pedido dinheiro ou alguma outra coisa, ao que ele respondeu que não, que estava pedindo informações ao rapaz e que esse estava sendo muito gentil em responder-lhe. Os policiais foram embora, desejando boa estada em Havana e que procurasse a polícia caso tivesse qualquer problema. Foram um pouco mais duros com o rapaz cubano, mas não foram truculentos nem mal educados. 


17) Há bastante tolerância aos gays, há show de transformistas em casas noturnas. Esse amigo meu ficou pasmo. Teria um show nessa boate e ele entrou para ver. Um cantor lírico gay fez uma apresentação a capellla maravilhosa, de trechos de ópera de Mozart! Na boate tinha muitos namorados, fazendo namoro de sofá, mãozinha dada e olho no olho com paixão.


18) Cubanos são dados a pedir coisas. Não se trata de miséria ou exploração. Eles são generosos também e estão acostumados a se socorrerem mutuamente. Um dá um isqueiro, mas amanhã poderá estar pedindo parafusos ou pregos. É um hábito que não deve ser encarado como afronta e exploração, mas como uma cooperada forma de driblar a carência de certas coisas.


19) Ah, lembra da tua infância, quando apareceram as sacolinhas plásticas de supermercado? A mãe lavava e deixava secando para usar de novo? [Não lembro disso, Martha!] Pois bem, em Cuba fazem o mesmo. Não possuem indústria de produtos plásticos e se pode ver muitas sacolinhas secando nos varais. Leva sacola retornável para carregar o pão, a água e outras coisinhas dessas. 


Em geral, os produtos não são embrulhados ou são embrulhados em papel de armazém (lembra disso também, né?). [Ok, isso sim!]. Leva algumas sacolinhas plásticas para coisas que são molhadas ou podem vazar. 

Ao final da viagem, o que deixares lá, sacola retornável ou a plástica, será bem apreciado por quem as receber. 
20) Levei para o "primo" de Guantanamo uma sacolinha de evento que organizei, aquelas de algodão cru, com o material do evento dentro: bloquinho, caneta e o caderno de resumos. Ficou muitíssimo agradecido por tudo. Os materiais escolares o governo fornece, mas... ele não é mais estudante. Ele adotou a sacolinha como seu porta-coisas de todo o dia e o bloco e a caneta também foram muito bem recebidos. 


A gente vive há tanto bom tempo na abastança dos objetos de consumo e com dinheiro para comprá-los que esquece como era o tempo em que tudo pesava no orçamento. Cuba evoca essas lembranças de infância.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Série de fotos mostra refugiados e os objetos mais importantes de suas vidas


Mais de 100 mil refugiados já cruzaram a fronteira entre o estado de Nilo Azul, no Sudão, e o estado do Alto Nilo, no Sudão do Sul. Passando fome, doenças e outras privações durante a viagem, alguns deles mostram ao fotojornalista Brian Sokol quais os objetos mais importantes de suas vidas.

Os números impressionam e as desumanas condições por que passam essas pessoas também. O drama dos refugiados no Sudão do Sul tem várias caras e Brian Sokol foi conhecê-las, acabando por criar o projeto The Most Important Thing. Nele os refugiados mostram o que conseguiram trazer na viagem e que é fundamental nas suas vidas. Nas fotografias se incluem objetos como recipientes de água e panelas. (Esse projeto lembra o ensaio que mostramos aqui no Hypeness de crianças com seus brinquedos ao redor do mundo, que também vale a pena conferir.)

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Ahmed tem 10 anos e escolheu seu macaco de estimação, Kako. Ele não imagina sua vida sem o macaco, companheiro de viagem durante os cinco dias em que foram na traseira de um caminhão desde Taga até à fronteira do Sudão do Sul.

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Haja, 55 anos, escolhe seu taupe, com o qual consegue transportar a neta, Bal Gaze.

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Maria, de 10 anos, diz que o objeto mais importante que tem no momento é o recipiente de água.

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Dowla, 22 anos, escolhe o poste de madeira que coloca nos ombros para transportar seus filhos, quando eles já não conseguem mais andar.

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Com 85 anos, Torjam teve força para levar consigo essas duas garrafas de plástico, uma com água, outra com óleo para cozinhar. Conta que teve de deixar alguns idosos para trás.

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Hasan não sabe ao certo a sua idade (terá entre 60 e 70), mas sabe que com essa carteira, agora vazia, conseguiu alimentar sua família durante os 25 dias de viagem até à fronteira do Sudão do Sul.

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Shari, de 75 anos, escolhe a vara com que se consegue orientar. Há cinco anos, Shari cegou e, desde aí, só o filho, Osman, e essa vara lhe podem valer.

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Taiba tem 15 anos e é uma das mais vulneráveis do grupo fotografado por Brian Sokol. Não conseguiu levar mais nada a não ser a roupa que cobre seu corpo. Perdeu o braço esquerdo devido ao tétano.

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Magboola, 20 anos, escolhe uma panela, pequena o suficiente para transportar consigo, grande que chegue para dar de comer a ela e às três filhas.

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Omar também não sabe a idade (entre os 60 e os 70, provavelmente) e escolhe o machado como objeto mais importante da sua vida. Com ele, Omar consegue cortar lenha para cozinhar. O machado serviu ainda para ajudar a construir pequenas estruturas de madeira, onde ele e a família puderam se abrigar e dormir.

FONTE: Hipeness