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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Exportação da Cachaça se mantem em crescimento

O ano de 2017 foi um ano muito bom para a Cachaça, que apesar da crise, o ritmo de exportação permaneceu em alta em relação ao ano anterior. Foi registrado uma alta de aproximadamente 11% em Dezembro/17 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Saindo de um patamar inferior registrado em 2015 como o fundo do posso a alta nos envios nesses dois anos foi de aproximadamente 19%. O salto de 2016 para 2017 foi de aproximadamente 14%, tornando o faturamento nesses dois anos para cerca de R$ 16 milhões.
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Claramente é uma notícia que nos alegra, porém os registros dos anos de 2010, 2011 e 2014 foram os melhores até hoje. Mas apesar de não ter sido o melhor resultado o ano de 2017 surpreendeu, pois, o país enfrentou um ano muito conturbado perante a economia mundial e política.
Entretanto os produtores e defensores da Cachaça acreditaram que seria possível contornar a situação e não cessaram os esforços, trabalharam bastante, investiram em tecnologia, apresentação do produto, no controle de qualidade e no marketing.
Tomando como referência o destilado mexicano, a Tequila, que segundo o Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços em 2015 gerou um faturamento de cerca de 2,3 Bilhões de dólares com as suas exportações.
Como demonstrativo do crescimento das exportações da Cachaça, os EUA assumiram o topo do ranking como 18% na participação total das exportações, seguido de 17% dos Alemães. No entanto houve redução da exportação para o Uruguai, deixando por conta de Paraguai, França e Portugal ficarem entre os 5 maiores importadores de Cachaça.
Confira abaixo o TOP 20 exportações de Cachaça
1º EUA 18%
2º Alemanha 17%
3º Paraguai 12%
4º França 7,2%
5º Portugal 6,7%
6º Bolívia 5,2%
7º Espanha 5,1%
8º Itália 4,9%
9º Reino Unido 4,1%
10º Uruguai 2,9%
11º Holanda 2%
12º Angola 1,8%
13º Bélgica 1,4%
14º Chile 1,3%
15º Suíça 1,2%
16º Argentina 1,1%
17º Turquia 0,86%
18º Japão 0,78%
19º África do Sul 0,63%
20º China 0,44%
O investimento nas linhas Premium trouxeram novas oportunidades no mercado americano e nos demais, pois os consumidores estão cada dia mais preocupado com o que consomem, que implica diretamente em arcar com os preços de produtos que eles tem certeza que são de boa procedência, que tem controle de qualidade e sua produção seja com insumos de qualidade e cada vez mais naturais, isso implique que os consumidores estão buscando uma sensação de bem estar e satisfação ao consumirem produtos de alta qualidade.
Logo podemos dizer que os produtores encontraram a veia para atingir em cheio o mercado gringo, as Cachaças com valores agregados e as linhas mais luxuosas tem atraído os consumidores pela sua autenticidade, os produtos orgânicos pela preocupação ambiental e o cuidado com a natureza. Basicamente a Cachaça, um produto brasileiro está sendo valorizado por seus métodos e tradições.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Governo Flávio Dino incentiva cadeia produtiva da cachaça

Flávio Dino discute incentivos para a produção de cachaça maranhense
 com entidades do setor. (Foto: Handson Chagas)
Adensamento da cadeia produtiva da cachaça, regularização de produtores e estratégias para o fortalecimento do mercado de bebidas foram alguns dos temas discutidos na reunião de trabalho realizada pelo governador Flávio Dino nesta segunda-feira (15), no Palácio dos Leões.

Na ocasião, ele recebeu representantes do Sindicato de Bebidas (Sindibebidas), empresários e outras instituições do setor. Além da tradicional tiquira feita à base de mandioca, as cachaças de cana de açúcar são muito produzidas em diversas regiões do estado, segundo o presidente do Sindibebidas, Francisco Rocha. E também uma das primeiras iniciativas para profissionalizar e dar competitividade à produção local e à regularização de produtores.

“Nunca antes tivemos ações com encadeamento lógico, de modo a alcançar resultados no conjunto, seja para melhoria da qualidade ou da produtividade. E agora temos aqui a reunião de 20 instituições com o propósito de consolidar essa produção artesanal e estabelecermos metas de termos até o ano que vem 20 marcas de cachaças no mercado formal, vendidas em supermercados, conveniências, para que o consumidor possa acessar nossos produtos”, comentou Francisco Rocha.

Além de produtores, o projeto intitulado Cachaça Artesanal e Tiquira do Maranhão (Cartima) conta com a participação de instituições financeiras, universidades como a Estadual do Maranhão (Uema) e Instituto Federal do Maranhão (IFMA), entre outros.

Cadeia Produtiva da Cachaça

Itens feitos pelos produtores
 maranhenses de cachaça. (Foto: Handson Chagas)
Ainda do governo estadual, participaram da reunião os secretários de Agricultura (Sagrima), Marcio Honaiser; de Turismo (Sectur), Diego Galdino; de Indústria e Comércio (Seinc), Simplício Araújo; e de Meio Ambiente (Sema), Marcelo Coelho. Eles contribuem com diferentes iniciativas para incremento da produção do setor.

“É uma reunião importante que já mostra a determinação que o Governo do Maranhão tem com várias secretarias para desenvolver mais uma cadeia produtiva, dessa vez agora a cadeia produtiva da cachaça e da tiquira, que têm como base a cadeia de cana de açúcar e da mandioca”, comentou Honaiser.

O secretário também detalhou as ações em curso: “Estamos agora, através de uma instituição contratada, fazendo um trabalho de levantamento dos alambiques maranhenses para ver aqueles que têm um potencial para que possamos em parceria desenvolver cada vez mais”.

José Lúcio Ferreira, presidente da ExpoCachaça, evento mineiro que é o maior divulgador do ramo no país, comentou as impressões das possibilidades maranhenses no ramo.

“Fiquei muito feliz de ter vindo de Belo Horizonte para cá porque uma coisa que a gente briga é para ter um produto de qualidade, mas para isso a gente precisa ter um mercado organizado e o aconteceu aqui foi exatamente começar com a forma correta, reunir todos os grandes produtores, instituições que são parte do mercado junto à iniciativa pública em prol do desenvolvimento”, comentou.

Também participaram da reunião, o Sistema Fiema, com representantes da Federação das Industrias do Maranhão (Fiema), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Senai e representantes de instituições financeiras como o Banco do Brasil.

FONTE: SECAP