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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Nazismo: Filho de Bolsonaro propõe esterilização forçada de mulheres pobres

Pelo Twitter, o vereador pelo PTB carioca Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, pregou que o Bolsa Família só seja concedido a casais pobres que topem fazer laqueadura de trompas ou vasectomia. O vereador nazista não informou se apenas o homem ou apenas a mulher podem ser esterilizados à força para fazer jus ao benefício.

Abaixo, reprodução do tuíte de Bolsonaro. Em seguida, uma explicação sobre o que ele está propondo.



Em março de 1941 e janeiro de 1945, foram conduzidos experimentos sobre esterilização em Auschwitz, Ravensbrück, e outros campos de concentração nazista.

O objetivo era esterilizar milhões de pessoas com o menor tempo e esforço possíveis. Esses experimentos foram realizados por meio de raios-X, cirurgias e diversas drogas.

Milhares de vítimas foram esterilizadas.

Além desses experimentos, o governo nazista esterilizou cerca de 400.000 pessoas, como parte de seu programa de esterilização obrigatório.

Especula-se que injeções intravenosas foram utilizadas para conter iodo e nitrato de prata e foram bem sucedidas, mas tiveram efeitos colaterais indesejados, como sangramento vaginal, dor abdominal grave e câncer do colo uterino.

Porém, a radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruía sua capacidade para produzir   óvulos  ou  espermatozoides.

A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a sessões de raio X, mas na realidade estavam sendo expostos a radiação.

O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras por radiações.

sábado, 30 de maio de 2015

Pobreza entre negros cai 86% em uma década

Nos últimos 11 anos, o percentual da população negra de baixa renda caiu 86%, levando-se em conta critérios como baixa escolaridade e acesso restrito a serviços e bens. Os dados constam de uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), feita com base em uma metodologia adotada pelo Banco Mundial. O resultado foi apresentado pela ministra Tereza Campello na terça-feira (26), durante reunião do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
“Ainda há muito trabalho pela frente, mas já temos um País menos desigual”, observou Tereza Campello. O levantamento considera várias dimensões da pobreza além da renda e mostra que, no período em que a população negra cresceu no País, a queda da pobreza crônica foi mais acentuada entre negros do que entre brancos.
Entre 2002 e 2013, a pobreza crônica entre negros diminuiu de 12,6% para 1,7% da população. O número representa 1,8 milhão de pessoas, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgada no ano passado. Entre a população negra rural, a queda também foi expressiva: de 28,6% para 4,9%.
Redução da pobreza
Segundo o MDS, 75% dos beneficiários do Bolsa Família, cerca de 10,3 milhões, são negros. Nos últimos quatro anos, 4,3 milhões de famílias chefiadas por negros acessaram programas inclusão produtiva do Brasil Sem Miséria, tanto em áreas urbanas como rurais.
O aumento da formalização é outro resultado detectado pela pesquisa do ministério. Dos 525 mil microempreendedores individuais no Brasil (MEI) que são cadastrados pelo Bolsa Família, 63%, ou 332 mil, são negros. Também chama a atenção o número de famílias de negros que recebem assistência técnica pelo Programa de Fomento às Atividades produtivas Rurais: 45%, cerca 166,3 mil famílias.
Por fim, o maior acesso dos negros a políticas públicas do governo federal também se reflete no setor de habitação. De acordo com o levantamento do ministério, 68% das unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, cerca de 497,3 mil, foram entregues a famílias chefiadas por negros, entre 2011 e 2014. Do mesmo modo, 64% das crianças beneficiárias do Bolsa Família e que frequentam creches são de famílias de negros.
Inclusão social e produtiva
Fonte:

terça-feira, 20 de maio de 2014

"O Brasil está piorando...Piorando para quem???"

Diretor gaúcho Jorge Furtado
O diretor gaúcho Jorge Furtado usou seu blog pessoal para rebater as manifestações de artistas brasileiros que criticaram a atual situação social, política e econômica do Brasil. O texto foi publicado um dia após as declarações de Wagner Moura para jornal O Estado de S. Paulo, em que o ator se diz satisfeito em deixar o país por dois anos.
 
Moura reclamou do preconceito e do conservadorismo do país. Ele criticou o PT – "O PT não inventou o toma lá, dá cá, mas o institucionalizou" – e o governo de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro: "Eduardo Paes governa com a iniciativa privada".
 
Em seu blog, Furtado escreveu: "Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados. (...) Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos (...)", escreveu o diretor em seu blog no site da Casa de Cinema de Porto Alegre. No texto, ele questiona: "Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual sua fonte de informação?"
 
Jorge Furtado encerra o texto dizendo "o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?". Outros artistas brasileiros também se manifestaram sobre o tema, gerando grande repercussão: o cantor Ney Matogrosso deu entrevista para o canal de TV português RTP fazendo duras críticas ao governo, dizendo que "hoje em dia, a saúde pública no Brasil é uma vergonha" e "está piorando", "a educação no país é vergonhosa" e "o transporte público é horroroso".
 
Na semana passada, o vocalista Roger, do Ultraje a Rigor, rebateu declarações de que ele seria incoerente por tocar em um evento financiado pelo governo – que ele critica. Roger aproveitou para criticar planos como o Bolsa Família: "Tenho certeza que, se fôssemos bem educados, ninguém precisaria de esmola do governo, assim como eu próprio nunca precisei".
 
Leia o texto de Jorge Furtado na íntegra:
 
"Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.
 
Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.
 
Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?
 
Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa "voltar ao 'normal '", como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se "normal" fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?
 
A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.
 
A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?"
 
Fonte: Brasil 24/7

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Flávio Dino faz forte defesa do Bolsa Família e Políticas Sociais

Um dos grandes objetivos do programa apresentado pelo pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), é retirar milhares de famílias maranhenses da situação de extrema pobreza. “Hoje, o Maranhão é o estado com maior percentual de famílias abaixo da linha da pobreza. Isso tem que mudar. Faremos isso com mais bolsa família e mais programas sociais”.

Para o Maranhão, Flávio Dino propõe em seu Programa de Governo que os recursos do FUMACOP (Fundo de Combate à Pobreza) sejam utilizados para melhorar a infraestrutura da casa de cada maranhense.
 
Segundo os dados de Desenvolvimento Humano, 22,47% da população maranhense é extremamente pobre e, para essas pessoas, as Políticas Sociais são fundamentais. Com a real dimensão da necessidade de acabar com a desigualdade social, Dino é defensor das políticas de redistribuição de renda, como é o caso do Bolsa Família.
 
Para Dino, é fundamental inverter a lógica da concentração de renda que foi estimulada ao longo dos anos no Maranhão devido ao modelo político defendido pelo grupo Sarney – em que as riquezas não são distribuídas, ficando nas mãos de poucos. Na análise do pré-candidato, essa é a raiz da desigualdade social que impera no Maranhão. “Enquanto poucos possuem grandes fortunas, a maior parte da população não consegue se desenvolver, pois lhe falta oportunidade,” enfatizou.
 
Percorrendo o estado debatendo com os maranhenses formas de melhorar a vida das pessoas, Dino defende fortemente as políticas que promovam a distribuição de renda no estado. Hoje, o Maranhão possui a menor renda per capita, segundo dados do Atlas do Desenvolvimento divulgado pelo PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A média da renda do cidadão maranhense é de R$ 360,34.
 
Reverter esse quadro é a prioridade para o pré-candidato, que faz questão de ressaltar que em seu Programa de Governo apresentado há pouco mais de uma semana possui diversos pontos relacionados ao combate à pobreza e à promoção de políticas sociais que valorizem a distribuição de renda e a melhoria das condições de vida da população maranhense.
 
O Programa Água para Todos, por exemplo, quer acabar com o problema da falta d’água em todos os municípios. Já o Pacto Pela Vida, projeto que diminuiu a violência em Pernambuco, poderá ser implantado no Maranhão, com aumento de número de policiais, combate ao tráfico e políticas de prevenção.
 
Outra ideia é ampliar o acesso à Saúde através do Programa Mais Médicos Maranhão para que mais maranhenses tenham atendimento digno, médicos sejam valorizados e que existam mais cursos de Medicina disponíveis para a formação de maranhenses.
 
A forma de conduzir o Governo Estadual, segundo Dino, é fundamental para evitar a perpetuação da desigualdade no Maranhão promovida por anos de um modelo político excludente. “O governo do Estado tem que ser mais ativo e somar forças com o governo federal”.
 
E completou: “Administrar R$ 14 bilhões é tarefa para quem tem compromisso com as políticas sociais. É essa a função de um governador: transformar as riquezas do nosso estado em mais qualidade de vida para quem mais precisa”, é o que Flávio Dino tem defendido. Roberto Rocha (pré-candidato a senador pela oposição) acrescentou que as propostas apresentadas pelo Programa de Governo significam a reafirmação de compromissos com o desenvolvimento social.