Mostrando postagens com marcador Intolerancia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intolerancia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Brasil é o país que mais matou travesti e transexuais em 2019

Bandeira Trans
No Brasil, 124 transexuais e travestis foram assassinador em 2019. Este resultado coloca o país em 1º lugar no ranking mundial. Os números são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e foram divulgados em primeira mão pelo O Globo.

As vítimas foram majoritariamente do gênero feminino (97%), negras (82%), do Nordeste (36%) e com idade entre 15 e 29 anos (59,2%). Segundo revelou o jornal, três vítimas tinham 15 anos, destas, duas foram apedrejadas até a morte, a terceira vítima foi espancada e enforcada.

Os números apontam ainda, que 67% das vítimas eram travestis e mulheres transexuais que trabalhavam com prostituição.

Outro problema que será apontado pelo relatório e que foi adiantado pelo Globo, é que os formulários de atendimento a vítimas de violência "não incluem marcadores de orientação sexual e/ou identidade de gênero", o que faz com que haja uma subnotificação dos casos.



sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Evangélicos de escola de música de universidade do Rio se recusam a cantar Villa-Lobos



Músicas de Villa-Lobos são
executadas por orquestras
 internacionais, mas enfrentam
 resistência no Brasil
 por motivo religioso

Pode parecer absurdo que alunos de música de uma universidade do país se recusem a tocar ou cantar músicas do genial compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), mas isso está ocorrendo com frequência.


Andrea Adour, professora de Canto da Escola de Música da UFRJ, informa que alunos evangélicos que se recusam a cantar “Xango” [reprodução abaixo], de Villa-Lobos, porque acharem que se trata de uma reverência a um demônio de religiões de origem africanas.


A estupidez se manifesta com outros compositores, como Guerra Peixe (autor de "Toadas de Xangô"), Francisco Mignone (“Cânticos de Obaluayê”) e Waldemar Henrique (“Abalogun").

A professora explica aos estudantes que a universidade é um espaço laico e, portanto, de diversidade cultural e que, ali, a música está vinculada à arte e não a qualquer prática religiosa.

Além do mais, é impossível estudar música do Brasil sem falar em Villa-Lobos e até entender as origens da cultura popular.

Nem sempre a professora convence os evangélicos, e alguns deles desistem do curso ou trancam matrícula.

Andrea é coordenadora do Africanias, um grupo de pesquisa sobre as influências negra e indígena no repertório brasileiro.

Ela diz que a recusa de alunos ao estudo de músicas com referência a religiões de afrodescendentes é um comportamento recente, mas em ascensão.

Valéria Matos, professora de Regência do Coral da UFRJ confirma: “É comum alunos de formação religiosa mais fechada questionarem, se recusarem a cantar, quando apresentamos alguma obra que usa termos de origem afro, referindo-se a entidades como Oxalá, Oxum”.

Para ela, o que está ocorrendo na escola de música é reflexo do atraso cultural que o Brasil vive no momento, o que serve de incentivo à intolerância religiosa.

Por isso mesmo, segundo ela, aumentou a responsabilidade da universidade em ensinar a diversidade aos estudantes.

Nem todos os estudantes evangélicos estão atrelados ao retrocesso cultural.

Paulo Maria, da Escola de Música, por exemplo, denuncia a existência de um racismo cultural.

“Cantar essas músicas não afeta minha religiosidade. Quando canto peças que se referem a religiões afrobrasileiras, canto como artista. Mas essa situação faz parte da História brasileira. O negro foi feito escravo, a cultura afro foi jogada de lado pelos europeus. Nossa formação histórica é essa”, diz.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Revista de negócios aponta Malafaia como exemplo a seguir

Revista listou "oito lições empresariais" do pastor

A versão em app da Exame, revista de negócios e economia, publicou uma reportagem apresentando o pastor Silas Malafaia como um exemplo a ser seguido por empresários.

A revista, que chama o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de “CEO da fé”, informou que Malafaia tem plano de abrir mil novos templos nos próximos anos em todo o país, dando prioridade ao Estado de São Paulo.

O primeiro desses templos acaba de ser aberto na cidade de São Paulo, onde Malafaia ainda não tinha nenhuma representação. Trata-se de um local para acomodar milhares de fiéis.

A revista informa que a Vitória em Cristo tem 120 templos em seis Estados e 1.200 funcionários, incluindo pastores, engenheiros e pessoal de administração. 

Os pastores de Malafaia ganham por mês até R$ 22 mil, além de benefícios.

A revista listou “oito lições empresariais” do pastor Malafaia, conforme segue.

1 — Modernize-se sem abandonar as tradições

2 — Seja sempre mais ambicioso

3 — Saiba esperar as oportunidades

4 — Conheça e cuide de seus comandados

5 — Diferencie-se pela qualidade

6 — Não fale em dinheiro

7 — Deixe claro que é o cargo que precisa de você, e não o contrário

8 — Cause impacto

Pelo menos na versão da reportagem publicada na web, a revista não mencionou dois fatores que explicam em grande parte o sucesso dos negócios de Malafaia e que são privilégios das igrejas: isenção de impostos e obtenção de recursos a um custo baixo, o dízimo.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Izaías Almada: 14 destinos para o pessoal do “Brasil é uma merda”; será um alívio, se não regressar

O DIREITO DE IR E… VIR
por Izaías Almada, especial para o Viomundo
Há poucas semanas uma dessas celebridades que fazem novelas na Rede Globo, de quem não me lembro o nome, deitou falação contra o fato de ter que pagar um imposto na alfândega sobre um computador trazido dos Estados Unidos (pronunciado, talvez, com a boca cheia de empáfia). Foi defendida por um colega, outra celebridade, essa já com alguma idade (por isso me lembro do nome), o ator Miguel Falabella, que teria dito qualquer coisa sobre o fato de que nós brasileiros devemos apoiar o contrabando sim, pois todo mundo anda roubando no governo, logo… São falas e atitudes de um Brasil incivilizado que, aqui entre nós, já encheu o saco.
Por qual razão muitos desses “reclamões” não vão embora do país? O que é que estão esperando? Tenho várias dicas de países que os receberiam de braços abertos.
Mas antes gostaria de fazer referência e comentar um pouco sobre outros dois fatos que têm a ver com essa mesma questão. O primeiro deles diz respeito à Sra. Marcelo Odebrecht e sua ironia por ter que receber em casa há algum tempo atrás uma sindicalista e pensou em oferecer a ela uma marmitex. Fiquei pensando: caramba, essa gente ganha rios de dinheiro com as mais variadas maracutaias dentro e fora do Brasil, poderiam aprender a tratar melhor seus semelhantes, mas a viseira cultural e ideológica é tão grande, sem falar do preconceito de classe, que não conseguem. O dinheiro por vezes é muito, mas a sensibilidade é mínima. Não adianta.
O segundo caso tomou algumas poucas páginas da mídia, mas ainda assim foi lembrado: até hoje os policiais ingleses que mataram o cidadão brasileiro Jean Charles em Londres “por engano” ainda não foram julgados. A Inglaterra, com certeza, entra no imaginário de muitos brasileiros, alguns até advogados, como sendo um daqueles países do “primeiro mundo” que praticam a justiça com seriedade. Sim, desde que o réu não seja latino, afrodescendente e pobre. Aliás, está aí um bom país para os brasileiros que acham o Brasil uma merda, procurarem. Em São Paulo, por exemplo, o táxi até o aeroporto de Guarulhos é baratinho em relação a muitos outros problemas do Brasil.
Mas vamos à lista para esse pessoal do “Brasil é uma merda”, lembrando que os outros membros dos BRICS não devem ser lá muito boas opções para visitarem, por suposto, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ainda assim, sobram muitos, muitos…
1 – Alemanha: país que imortalizou os campos de concentração e acaba de deixar a Grécia de joelhos, por sinal o berço da democracia há 2500 anos, o que não deixa de ser até certo ponto uma atitude emblemática nos dias que correm. A maioria da população é branca de olhos azuis e fala alemão, que é difícil para turistas, mas também o inglês.
2 – Bielorrússia: recomendo tirar informações no Google.
3 – Canadá: belíssimo país que tem por costume aceitar estrangeiros para estudar e trabalhar. No inverno, a barra é pesada e são seis ou sete meses de frio intenso, com ursos a caminhar pelas ruas de algumas pequenas cidades. Normalmente exigem – o governo, não os ursos – formação superior dos imigrantes, entendendo-se por isso conhecimento razoável do que se propõem a fazer e não apenas o diploma que nunca se sabe se foi comprado, comportamento de muitos dos que acham o Brasil um horror…
4 – Dinamarca: país escandinavo em cujo inverno o sol costuma aparecer durante quatro horas por dia ou pouco mais. E isso dura vários meses. Não dá para pegar uma corzinha no final de semana. A língua e a escrita são complicadas para quem pratica a lei do menor esforço.
5 – Espanha: país caliente de “lindas mujeres”, mas vivendo já há alguns anos forte crise econômica, com grande desemprego de jovens. Crise pior que a do Brasil, “esse país de merda”… Lá existem alguns partidos novos de esquerda, como o Podemos e para muitos de nossos emigrantes “talvez não seja o caso”. Na Catalunha e nos Países Bascos a língua falada é mais complicada.
6 – França: povo organizado embora um tanto chauvinista. Ainda usam muito perfume no lugar do banho e gostam de andar ao lado dos alemães nas questões européias. Discriminam um pouco os africanos, os árabes e os sulamericanos, mas isso é o de menos para os brasileiros de elite, educados e civilizados que sentem saudades da ditadura. E da feijoada, quando estão fora do país.
7 – Guatemala: país de grande tradição golpista no passado, hoje mais calmo. Mas sempre se pode aprender um pouco.
8 – Holanda: país belíssimo, com seus diques e cidades limpíssimas, seus habitantes costumam falar vários idiomas. Estiveram lado a lado com os ingleses na colonização da África do Sul, deixando naquele país grandes saudades. Esse fato histórico criou o líder Nelson Mandela que chegou a presidente depois de 27 anos na prisão. Há, contudo, liberdade controlada no uso de drogas para os golpistas mais exaltados.
9 – Indonésia: Recomenda-se muito cuidado com o que levam nas malas (geralmente são muitas para a tentativa de contrabando no retorno). Lá existe a pena de morte por fuzilamento.
10 – México: Normalmente uma bela opção, sempre e quando se tenha em mente que o país está sitiado por cartéis do narcotráfico.
11 – Portugal: Ao lado da Grécia e da Espanha, vive grande crise econômica e social, tornando difícil a absorção de mão de obra estrangeira. E será sempre bom conseguir informações com brasileiros que lá vivem há mais tempo, em particular dentistas, publicitários e o pessoal da construção civil, para sentir como os portugueses andam tratando os “brasucas”.
12 – Suíça: Se for cliente do HSBC ou tiver conta em outro banco e não declarada ao fisco no Brasil é sempre bom tomar algum cuidado, pois há sempre o risco de extradição para os EUA. É possível conseguir boas informações com os advogados de Marin.
13 – USA: no Brasil conhecido apenas como Estados Unidos, esse país lidera a lista dos sonhadores, dos revoltados on-line e dos revoltados fora de linha, na expectativa de que acabem com Lula, Dilma e o PT. Mas Miami é uma bela cidade. Trata-se de um lugar propício e de clima ameno, onde se encontram grandes fortunas levadas de Cuba, Argentina, Venezuela, Bolívia e outros países sulamericanos com tendências ao bolivarianismo.
14 – Venezuela: país do bolivarianismo. Sei que muitos torcerão o nariz, mas penso que vale a pena ver uma ditadura de perto. Ver o “ódio” que os venezuelanos têm a Chávez e Maduro. Podem contratar viagens (excursões) no Congresso em Brasília e pedir os senadores Aécio, Caiado e Aloysio Nunes como guias pela cidade de Caracas. E não se esquecerem de levar exemplares da Veja, do Estadão, da Folha e do Globo, pois há uma crise de papel higiênico no país.
Enfim, todo cidadão tem o direito de ir e vir. Alguns, entretanto, se não quiserem regressar será um alívio para o Brasil.
Fonte: Viomundo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Estado Islâmico: A mão por trás do terror

Por Roberto Castellanos Fernandez

"Damasco, (Prensa Latina): Depois do terror desencadeado na Síria e Iraque pelo Estado Islâmico (EI), esconde-se uma maquinária estruturada durante anos com um objetivo: implantar sua visão radical do Islã a sangue e fogo.

Depois da fulgurante ofensiva da organização terrorista em amplas zonas de ambos países, numerosos meios de imprensa e serviços de espionagem de todo mundo tentaram revelar as engrenagens do EI.

No entanto, a impossibilidade de entrar nas áreas que controla e seu secretismo provocaram todo tipo de hipóteses sobre o tema muitas vezes discordantes entre si.

O anúncio no ano passado sobre as supostas feridas do autoproclamado califa Abu Bakr al Bagdadi em um bombardeio no Iraque, disparou as teses sobre sua sucessão.

O DAESH (iniciais desse agrupamento em árabe) aprendeu com os erros de outras formações jihadistas, em especial da Al Qaeda, e criou um governo nas sombras que inclui numerosos departamentos ou ministérios e dezenas de executivos provinciais para administrar as áreas sob seu controle.

Uma vez conquistado um território, o EI cria as estruturas que em nada diferem de governos ocidentais, se identificamos sua visão radical e seus crimes, destaca uma investigação do "Consórcio de Busca e Análise do Terrorismo".

O resultado é um aparelho militar estruturado para impulsionar sua particular jihad (guerra santa) e um sistema de administração descentralizado mediante o qual tenta oferecer os serviços básicos à população.

Para financiar sua política, o EI utiliza numerosos meios, desde a venda de petróleo ou cobrança de resgates e impostos até doações do exterior e venda de órgãos [humanos], como denunciou recentemente um diário iraquiano.

No topo da pirâmide, está o autoproclamado califa e Comendador dos Crentes, Abu Bakr al Bagdadi.

Nascido na cidade iraquiana de Samarra, Ibrahim Awwad Ibrahim al Badri, seu verdadeiro nome, se graduou em estudos islâmicos na Universidade de Bagdá e esteve preso em Camp Bucca, um cárcere estadunidense aberto depois da invasão ao Iraque em 2003.

Ali conheceu numerosos detentos que, na atualidade, são seus principais colaboradores, muitos deles militares e funcionários do derrocado presidente Saddan Hussein.

Segundo o "Grupo Soufan", uma empresa especializada em informação de inteligência, sob o comando direto da Al Bagdadi estão Abu Muslim al Afari al Turkmani e Abu Ali al Anbari, que lideram as operações no Iraque e na Síria, respectivamente.

Este triunvirato é o encarregado de dirigir o DAESH, e do qual depende os demais da organização, entre elas o Conselho da Shura, uma espécie de gabinete com a missão de assessorar em temas políticos o Bagdadi e de transmitir suas ordens.

Outro elemento chave é o chamado Conselho da Sharia, cujo objetivo é garantir que as leis e o acionar dos membros do EI sejam conforme sua visão particular e radical do Islã.

Esse setor outorga a justificativa legal e religiosa ao Estado Islâmico para assassinar, saquear ou escravizar a quem se oponha, em especial as minorias.

Mais abaixo estão os governadores de dezenas de wilayas (províncias), repartidas entre ambos países.

Al Baghdadi é o pastor, e seus adjuntos são os cães que pastoreiam as ovelhas do EI, comentou Hisham al Hashimi, um analista de segurança que teve acesso a documentos dessa organização apreendidos pelo exército iraquiano.

Al Anbari e al Turkmani são os pilares da fortaleza de al Baghdadi. Eles são quem o mantêm no poder, estimou.

Como parte da estrutura, cada pessoa tem sua função específica, que vai desde o gerenciamento dos detentos e o transporte de terroristas suicidas até o cuidado das famílias dos mortos em batalha ou as operações com artefatos explosivos.

Também há departamentos de comunicação, fornecimentos de armas, de inteligência, entre outros muitos.

Segundo o diário britânico "The Telegraph", a organização terrorista conta com cerca de mil comandantes de campo de nível médio e superior, todos com experiência militar ou em matéria de segurança.

Pelo exercício dos seus cargos, os salários oscilam entre 200 até 3 mil dólares mensais."


Fonte: Site Pátria Latina

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Professora evangélica chama criança de ‘preta do diabo’

Professora submeteu estudante
a um exorcismo durante a aula
A mãe de uma estudante de 8 anos está acusando uma professora evangélica de chamar sua filha de “preta do diabo", "endemoniada", "satanás", entre outros xingamentos de cunho religioso.

A professora é fiel da Igreja Universal de Deus, e o motivo do tratamento discriminatório seria o fato de a menina ser católica, segundo a mãe.

A escola fica em Porto Velho, capital de Rondônia. Ela se chama Padre Chiquinho.

De acordo com Boletim de Ocorrência que a mãe registrou na polícia, a professora faz proselitismo da Universal em sala de aula.

A estudante disse que teve de passar pelo constrangimento de ser submetida durante uma aula a um exorcismo, porque a professora falou que precisava tirar um demônio dela.

A mãe afirmou à polícia que procurou obter uma explicação da professora, que a recebeu com gritos e palavrões.

A professora evangélica teria dito que ia continuar sua pregação aos estudantes e que nada ia acontecer com ela.

Aparentemente, a direção da escola se posicionou a favor da professora, porque, para resolver o problema, apenas determinou que a estudante mudasse de classe.

Temendo novas perseguições à filha, a mãe resolveu tirá-la da escola.

A polícia está investigando o caso.

Fonte:
Blog do Paulopes

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Em protesto, vereadora Lucimara mostra a calcinha

 
A vereadora Lucimara Passos (PC do B) surpreendeu o plenário da Câmara de Aracaju, na manhã desta terça-feira (25), ao mostrar uma calcinha, durante discurso em protesto a recentes declarações do também vereador Agamenon Sobral (PP). Na semana passada, ao relatar o suposto caso de uma noiva que teria tentado se casar na igreja sem estar usando calcinha, o parlamentar afirmou que a mulher merecia levar uma surra. Hoje, em entrevista de rádio, ele voltou a se colocar favorável à violência. O ato de Lucimara, explicou ela, foi para protestar contra a atitude do vereador.
 
“Não é o uso da calcinha que define o caráter da mulher. A mulher não deve ser julgada pela vestimenta e muito menos por uma calcinha que veste, ou não. Trago uma calcinha no bolso e mostro agora aqui na tribuna. Será que serei julgada e condenada a uma surra por isso?”, questionou ela, erguendo uma calcinha.
 
Para Lucimara, Agamenon pratica um crime ao incitar a violência. “O vereador estimula a violência contra a mulher e faz isso usando a tribuna e a imprensa dizendo que a mulher merecia ser surrada. Ele comete um crime e ajuda a aumentar a estatística da violência contra a mulher. Não existe justificativa que dê direito de dizer que a mulher deveria ser surrada”, afirmou.
 
No discurso, a parlamentar lembrou que Agamenon chegou a denominar a suposta noiva de “vagabunda”. “Triste é saber que nós, enquanto legisladores, tivemos o desprazer de ouvir dentro desta Casa Legislativa, um vereador estimular a violência, como fez o vereador Agamenon na semana passada, quando utilizou o espaço da tribuna para rotular uma mulher de vagabunda e condená-la a uma surra por estar sem calcinha no seu casamento. Repetiu várias vezes que a mulher deveria ser surrada por ser ‘vagabunda’. Este foi um ato criminoso que merece punição”, criticou.
 
A vereadora cobrou da Mesa Diretora da Câmara que se posicione sobre o discurso de Agamenon. “Esta Casa fechou os olhos e tornou-se conivente com os crimes que o vereador comete utilizando a tribuna, ao não julgar os pedidos de quebra de decoro. Essa casa legislativa não pode proceder dessa maneira, com ato criminoso. Sei que já existe uma resposta ao pedido de quebra de decoro, mas a decisão nunca é proferida por questões políticas”, criticou.
 
Ao 247, a vereadora disse que Agamenon estava “meio apagadinho” da imprensa e resolveu c om este discurso chamar a atenção. “Ele resolveu aparecer brincando com um assunto muito sério para trazer os holofotes para ele. O vereador resolveu fazer isso próximo ao dia de combate à violência contra a mulher, mas consequência do ato dele é muito danosa”, alertou.
 
Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Intolerancia Religiosa: Pastores usam chefes do tráfico para acabar com terreiros

 
Recentemente, alguém jogou uma bomba dentro de um terreiro em Porto Alegre. Não foi um evento isolado. Ataques contra praticantes das religiões de matriz africana estão aumentando em todo país. Uma das situações mais graves acontece no Rio de Janeiro, onde, em muitas favelas, igrejas evangelizaram os chefes do tráfico e os pressionam a acabar com terreiros e outras manifestações da cultura afro-brasileira nessas comunidades. Um estudo da PUC-Rio e do Governo do Estado aponta a existência de 847 terreiros no Estado. Desse montante, 430 sofreram atos de discriminação e 132 já foram atacados por evangélicos.
 
Certa noite, eu estava em um baile funk, dentro de uma comunidade controlada pelo tráfico, cercado por pessoas bêbadas e chapadas. Em um determinado momento, a música parou para deixar um pastor evangélico subir no palco e liderar milhares de pessoas em uma oração. Eu pensei: se o candomblé é, como muitos evangélicos acreditam, “coisa do capeta”, por que eles deixam o funk rolar livremente nas comunidades controladas pelo tráfico evangelizado, com seus fuzis norte-americanos com os adesivos de “soldado do Cristo”? Por que o funk, com suas letras elogiando álcool e violações dos 10 mandamentos, com seu tamborzão, ritmo que traz elementos de candomblé, não só é tolerado como, às vezes, parece ser encorajado por certas figuras religiosas.
 
 
Procurando uma resposta para essa pergunta, parti para um terreiro que existe há mais de 50 anos na Baixada Fluminense a fim de falar com Adailto Moreira, antropólogo e um dos líderes do movimento contra a intolerância religiosa. Sentamos embaixo de uma árvore no quintal cercado de estátuas e imagens históricas da cultura ioruba, e ele começou falar.
 
“A intolerância tem uma base forte de racismo. A grande parte dos seguidores das religiões de matriz africana é de negros, mulheres, pobres, gays, lésbicas – ou seja, todo que a sociedade eugênica burguesa elitista neste país não gosta. E existem, de fato, pastores evangélicos convertendo atuais líderes do tráfico e os usando para expulsar os terreiros das comunidades. Tem muitos lugares hoje, como Maré e Jacarezinho, onde a pessoal nem pode usar um incensador. O Estado é completamente omisso. Eu trabalhei na pesquisa de PUC, e a maioria dos praticantes das religiões de matriz africana no Estado nos contou que passou por constrangimentos - a violência física, material e imaterial contra eles está aumentando. E não é só nos terreiros: o samba e o jongo também estão desaparecendo nas comunidades. Pouquíssimas comunidades ainda têm jongo. No interior do Estado, os quilombolas estão sendo todo evangelizados. Isso é tirar a alma deles, como fizeram com os índios no passado. É um projeto de colonização moderna.”

Leia também: Intolerância religiosa motiva ato de repúdio na Pedra de Xangô, em Cajazeiras X
 
“E o funk,” perguntei, “por que ele é tolerado? Será que, na cabeça dos pastores evangélicos, é mais fácil lidar com ele, porque ele pertence ao diabo enquanto o candomblé representa uma outra forma de interpretar o mundo, fora do conceito cristão do universo?”
 
 
“Funk não é uma religião, tem outro apelo cultural e político que as religiões de matriz africana não podem ter com o tráfico. E tem um grande projeto econômico atrás dessas ações de arrebanhar fiéis e de promover salvação. Milagres acontecem, mas tudo em uma organização econômica muito perversa.”
 
Parti para a Maré, conjunto de 16 comunidades com 130 mil habitantes, onde ouvi dizer que só sobrara um terreiro. Procurei Carlos, ex-traficante evangélico e líder comunitário, para ouvir uma outra opinião sobre o assunto. Após encontrá-lo na Favela Nova Holanda, ele me deu uma carona para a Praça do Forró do Parque União, onde há vários bares e restaurantes excelentes. Paramos ao lado de um córrego, e eu perguntei por que não tem mais terreiros na Maré. “Não acontece em todos os lugares, mas eu sei que tem algumas comunidades onde o tráfico realmente expulsou os terreiros”, ele falou, “como no Morro do Dendê. Vinte anos atrás, você via muitos chefes de tráfico usando guia, seguindo orixás - eles gostavam muito do Zé Pelintra. Mas chegou um tempo em que parece que não estava dando resultado. É tudo o mesmo Deus, certo? Oxalá é o mesmo Deus dos cristãos, mas acho que ficou mais simples para muita gente só rezar para um. Acho que, para os pobres, negros nas favelas, seguir a religião evangélica tem mais sentido hoje em dia, e o candomblé virou outra tradição negra que se elitizou - hoje em dia, é mais a classe média que curte.”
 
“E os bailes,” perguntei, “por que um evangélico vai deixar um baile acontecer, com tantas músicas que falam sobre temas como promiscuidade e violência?”
 
“O baile é uma tradição que vem de muitos anos atrás, antes da chegada da religião. E ele traz lucro para o tráfico, claro. Às vezes, durante o baile, eles tocam louvores, ou vem uma fala de cinco minutos de um pastor. Às vezes, o baile, o tráfico e a religião viram uma coisa só. Ninguém tira o espaço do outro.”
 
Se ninguém tirar o espaço do outro, entra a parceria econômica de funk, drogas e religião. Não pode dizer a mesma coisa para manifestações afro-brasileiras, como o candomblé, que existem há bastante tempo neste país, quando comparadas às igrejas evangélicas. Se o processo de conversão é uma coisa natural, por que se precisa de violência? Por que o Jardim Vale do Sol, terreiro em Duque de Caxias, foi atacado por evangélicos oito vezes? Será que, por causa de algumas pessoas, isso também faz parte de um projeto econômico???

Fonte: Vice Média

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Conheça o cúmulo da intolerancia: Pastor diz que a seca em São Paulo é culpa dos gays. Aff!!!

Meus amig@s essa é para espantar qualquer cidadão normal. Um pastor transloucado, tipo vários porras-loucas de plantão que estão feitos zumbis nas redes sociais contra pobres, nordestinos, homossexuais, negros, mulheres, enfim, pessoas de bem, pronunciou aos seus fies, numa intolerância profunda, que a culpa da seca em São Paulo é por causa da grande quantidade de moradores gays que vivem na nossa grande metrópole. 
 
É muita intolerância para uma pessoa só, pense em porra - louca de carteirinha!
 
Veja a matéria completa, "Seca paulista é castigo de Deus por causa dos gays, diz pastor", postada pelo blogueiro Paulo Lopes em seu blog:
 
O ex-gay Pastor Sargento Isidório disse
 que ninguém pode
ir contra a natureza 
Deus está castigando o Estado de São Paulo com a seca mais grave das últimas décadas por causa da realização da parada gay, disse o Pastor Sargento Isidório de Santana e deputado estadual baiano (PSC), na foto. Ele citou um trecho da Bíblia segundo o qual Deus castiga povo pecador promovendo escassez de chuvas.

Ele mencionou 1 Reis 8:35-36: “Quando os céus se fechar, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os tu afligido, Ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva na tua terra que deste ao teu povo em herança”.

Em um vídeo, ele disse que há homossexuais em todos os lugares, mas a concentração deles em São Paulo é grande por ocasião da Parada Gay.

“A maior parada gay do mundo está ali em São Paulo”, disse “Todo paulista é gay? Claro que não! Ali tem homens mulheres de Deus, (...) que não praticam o mesmo pecado da homossexualidade. A Bíblia diz se esse povo se converter do seus pecados (…), Deus perdoará e abrirá a chuva na terra."

Ele pediu aos fiéis que orassem cinco dias seguidos para que chova e que as suas próprias orações começam a surtir efeito, com a mudança de tempo no dia 3 no Estado.

Para ele, os tremores de terra que têm ocorrido em Minas Gerais e em outros Estados também seriam indícios do castigo de Deus contra os gays.

Pastor Sargento, que se reelegeu com 120 mil votos, o segundo maior resultado na Bahia, afirmou que ninguém pode contrariar a natureza, como “essa coisa de homem querer virar mulher”.

“Homem nunca vai ser mulher! Nem mulher vai ser homem. A língua de homem é grossa, a da mulher é fina. O buraco do homem tem cocô, o da mulher tem gordura, coisa boa."

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, disse que não queria falar muito sobre o pastor para não promovê-lo.

"Ele [o pastor] é um sensacionalista, um oportunista que fica causando esse tipo de debate absurdo, falando coisas da idade média para semear o ódio e fazer propaganda contra homossexual.”

Em 2013, pastor Isidório admitiu que já praticou a homossexualidade e que passou a não gostar de ficar perto de homem por muito tempo porque temia uma recaída. “A carne é fraca.”

Ele é criador da Fundação Dr. Jesus, que trata de dependentes químicos. Como ajudante, na clínica, ele tem a “missionária Teresa”, responsável pela disciplina dos internos. “Teresa” é um porrete.