Mostrando postagens com marcador Idosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Idosos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Facebook está envelhecendo

Por Roberto Amado*
 
“O Facebook está morto e enterrado”, anunciou no fim do ano passado o jornal inglês The Guardian. Pode parecer um exagero para uma rede social que tem mais de 1 bilhão de usuários, mas a convicção veio do estudo Global Social Media Impact realizado com adolescentes de até 18 anos em oito países.
 
A principal revelação é a de que, com adesão crescente de parentes mais velhos, como pais, tios e avôs, a galera está migrando para outras plataformas. “A maioria sente-se constrangida quando uma mãe solicita amizade. Antes, os pais vigiavam se os filhos estavam usando o Facebook. Agora, é o inverso: o mais velhos insistem para que participem, de modo que possam saber a respeito de suas vidas”, diz Daniel Miller, antropólogo da University College London que analisou os resultados do estudo.
 
Esse é apenas um dos motivos. Há outros sinais de que o Facebook está mesmo envelhecendo.
 
Um deles é a recente pesquisa da agência  americana iStrategy: nos Estados Unidos, 6,7 milhões de jovens com 13 a 24 anos abandonaram, desde 2011,  o Facebook. Na faixa etária entre 13 e 17 anos, mais de um quarto dos usuários (25,3%) desativaram seus perfis — ou seja, 3,3 bilhões de adolescentes.
 
Por outro lado, ainda segundo a iStrategy, a afluência dos “velhos” é crescente: usuários com idade entre 35 e 54 anos já são a faixa etária mais presente na rede (31,1%) e a média de idade global é de 42 anos. E segundo o do Centro de Pesquisas Pew, usuários com idade superior a 65 anos representam a faixa etária com maior crescimento, superior a 10% no último ano. “Os mais velhos venceram a dificuldade inicial de utilizar a rede e passaram a dominá-la”, diz Daniel Miller.
 
Jovens e adolescentes em geral buscam formas mais ágeis de comunicação e integração — o que justifica o crescimento de aplicativos como o WhatsApp, Instagram e Skype. E o principal: são ferramentas utilizadas pelo smartphone, o que garante privacidade.  ”Os computadores pertencem à família e quem usa, está sujeito a compartilhar suas atividades, enquanto o smartphone é de uso individual”, diz Daniel Miller. “É normal que os adolescentes tentem se separar dos adultos. Se eles sentem que estão sendo observados pelos adultos, é natural que se afastem”, disse à BBC Mundo a psicóloga Esther Ana Krieger.
 
“Você pode utilizar em qualquer lugar e não é vigiada pela sua mãe”, diz Patrícia Meneutti, 16 anos, de São Paulo. “O Facebook é chato. Você coloca uma foto e daí alguém curte, um cara que você não conhece, e a mãe fica perguntando um monte de coisas”. Por esse motivo, Patrícia quer passar a usar o Snapchat, aplicativo que Mark Zuckerberg quis comprar sem sucesso por 3 bilhões de dólares. “É um fenômeno de privacidade muito interessante”, disse ele.
 
O Snapchat apaga as fotos alguns segundos depois de ser enviada  e não deixa traços. “Os jovens estão buscando privacidade, segurança e  interação maior e mais imediata do que oferecem as redes sociais”, diz Daniel Miller. “Eu ainda tenho perfil no Facebook, mas quase não entro”, diz Rodrigo Vortega, 15 anos. “Só quando preciso consultar alguma coisa pra escola. Mas nem isso mais”. Ele se sente invadido com algumas práticas da rede, como o excesso de publicidade e recomendações de amizade. “Se você aceita as sugestões, eles te bloqueiam e daí quando você está gostando de alguma coisa, eles tiram do ar, sei lá”.
 
Ambos, Rodrigo e Patrícia, se ressentem do fato do Facebook ter se tornado tão “oficial”, utilizado por empresas como referência de candidatos de emprego e para divulgar causas. “O que me interessa se estão matando bichinho lá na Bolívia?”, pergunta Rodrigo. “Não estou procurando emprego. Eu quero falar com a galerinha”, diz Patrícia. Ela reclama das dificuldades em se usar o Facebook pelo smartphone.”É uma droga. Por exemplo, não dá para mandar mensagens pra quem você quiser. Só dá para responder”, diz ela.
 
Para alguns observadores do universo digital, o esvaziamento do Facebook é uma questão de tempo: a rede cresceu muito e foi dominada por um público heterogêneo — não há uma identidade própria. Além disso, a número de usuário, acima de 1 bilhão, não tem como mais crescer. “O Facebook atingiu o teto. Agora, vai dar lugar a redes mais específicas, para grupos de usuários com identidades próprias”, diz Daniel Miller.

*Sobre o Autor: Jornalista, escritor, cineasta e advogado.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CUT: “Fator Previdenciário é um roubo”,

Desde sua criação, o fator previdenciário já atingiu 2.738.478 trabalhadores. Trata-se de um redutor criado em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso. É uma fórmula matemática aplicada nos pedidos de aposentadorias por tempo de contribuição.
 
Segundo a regra, o valor do benefício pago pela Previdência Social passou a ser calculado com base na média dos maiores salários de contribuição correspondentes a 80% de todo o período em que o segurado contribuiu para a Previdência.
 
A lei incide precisamente sobre o regime previdenciário onde estão os segurados  e aposentados mais pobres – os vinculados ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
 
O valor do benefício considera, além do tempo de contribuição, a idade na data de concessão da aposentadoria e a expectativa de sobrevida a partir dessa idade. O fator previdenciário prejudica os trabalhadores que pretendem se aposentar por tempo de contribuição.
 
Para debater as implicações do fator previdenciário, em um momento em que centrais sindicais se mobilizam para derrubá-lo, a Radioagência NP entrevistou o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre. Para ele, o fator previdenciário “é um roubo no valor da aposentadoria dos trabalhadores”.
 
Radioagência NP: Como o fator previdenciário prejudica os trabalhadores no Brasil? E qual a proposta defendida pelas centrais sindicais?
 
Sergio Nobre: O fator previdenciário é uma grande injustiça com os trabalhadores porque ele começa sua carreira profissional ali com 14, 15 anos de idade, que é geralmente quando começa o trabalhador brasileiro. Ele passa 35, 40 anos da vida contribuindo pelo teto da previdência e quando chega o momento dele requerer a sua aposentadoria aplicam um redutor que chega a 35, 40% do valor da aposentadoria.
 
Eu sempre dou um exemplo como se fosse um consórcio de um automóvel que uma pessoa entra num consórcio de um BMW, paga lá 80 parcelas, chega no final, pagou o carro e quando ele vai receber o seu BMW, chega lá ta um fusquinha para ele. Quer dizer, então isso é inaceitável. Então não tem uma outra palavra para o fator previdenciário que não seja uma tungada, um roubo no valor da aposentadoria dos trabalhadores.
 
Radioagência NP: De que maneira as centrais pressionam o governo no sentido de reverter essa situação?
 
SN: Havia um compromisso do Governo Federal de abrir uma negociação mais consequente em relação a esse tema num prazo de 60 dias. Esse prazo se esgotou e não houve negociação. A proposta das centrais sindicais é de extinção, fim do fator porque ele não se justifica. Havia uma sinalização do governo da possibilidade de criar um mecanismo chamado fator 85, 95 que atenua um pouco essa mordida do fator previdenciário. Nós tínhamos uma expectativa que ao menos essa proposta fosse colocada na mesa, mas até agora não aconteceu.
 
Radioagência NP: Qual a justificativa para manter o fator previdenciário?
 
SN: A justificativa é que a população está vivendo mais, a expectativa de vida é maior. Então que por isso você tem que prolongar as aposentadorias. Nós achamos que esse é um debate interessante e importante de fazer. Se tem alguém que tem interesse no equilíbrio da previdência são os trabalhadores porque é a previdência que vai nos amparar por ocasião da velhice por ocasião do fim da vida profissional.
 
Agora algumas questões precisam ser respondidas. Quem tem mais de 45 anos de idade tem muita dificuldade de encontrar emprego. E além das condições de trabalho também. Há determinados setores da economia que é impossível você trabalhar com mais de 50 anos de idade. A construção civil, por exemplo. É impensável alguém com mais de 50 anos de idade subindo em andaime na construção civil. Então, se você vai prolongar a vida ativa dos trabalhadores, primeiro precisa garantir que ele vai ter acesso ao mercado de trabalho, que vai ter saúde para poder trabalhar. Então, não é jogar aposentadoria dos trabalhadores para 70 anos como alguns falam, 75 anos de idade, porque não é a realidade brasileira e do mercado de trabalho brasileiro.
 
Radioagência NP: Quais são as outras pautas paralelas dos trabalhadores?
 
SN: Nós também estamos debatendo a questão da tabela do imposto de renda. Nós temos uma tabela de imposto de renda que penaliza bastante quem ganha pouco e praticamente não tributa aqueles que ganham muito. Então, nós estamos reivindicando também não só a correção da tabela do imposto de renda que tem uma defasagem nela de mais de 40%, mas também a criação de uma nova tabela.
 
Há categorias como os metalúrgicos, dos bancários, dos químicos que há trabalhadores que estão numa faixa de salário que se ele receber um reajuste, por exemplo, de da Database, às vezes 2% de aumento real ele acaba mudando de faixa de tributação na tabela do imposto de renda e ele acaba recebendo menos do que antes do reajuste.
 
Radioagência NP: Como serão as próximas mobilizações?
 
SN: As centrais sindicais têm já programado e estamos convocando um ato em Brasília em frente ao Banco Central no dia 26 de novembro. Essa é uma data muito importante porque no dia 26 e 27 de novembro o Copom, o Conselho de Política Monetária, se reúne para definir a taxa básica de juros. Cada ponto que essa taxa de juros sobe são mais de 15 bilhões que é retirado da produção da sociedade brasileira e transferido para especulação financeira.
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Agora pasmem: Líder da Universal humilha pastores e suas esposas em reunião secreta




O nosso blog denuncia abusos de algumas religiões, não de maneira que venha de encontro a liberdade religiosa e sim comportamentos inadequados e abusos com a fé das pessoas. Nesse caso agora é denunciando o modo que um pastor da IURD trata com ofensas as esposas dos obreiros e ainda discrimina os idosos [aposentados da previdência] e os jovens filhos dos casais fies a Igreja Universal, além do mais, compara essas esposas e seus filhos com macacos.
Essa matéria foi reproduzida do Blog Para Quem Enxergar, do blogueiro evangélico, o cearense Paulo Alencar. Veja abaixo a matéria e o vídeo numa reunião secreta dessa igreja:

Assistam enquanto não tiram no ar. Este vídeo está sendo "cassado" pelo pessoal da Universal.
Humilhação. Ofensas a esposas e filhos de obreiros. Vejam a forma como a Universal pressiona seus "pastores" e suas esposas e filhos de maneira a aumentar a arrecadação.

O líder no vídeo é
Walter Barbosa. Após a grande repercussão do evento na internet, Barbosa produziu um vídeo pedindo "desculpas" pelo ocorrido, mas daquele jeito típico da Universal: amaldiçoando a quem produziu e divulgou o vídeo da reunião secreta e afirmando que o seu destempero na reunião se deveu a sua grande impaciência em alcançar os que sofrem. Amor pelas almas aflitas...

Ocorre que o pito dado na reunião não se deveu à morosidade de seus pastores nas atividades de evangelização. O motivo da reunião era a baixa arrecadação de seita na região... Ops! Na Universal evangelização e arrecadação são a mesma coisa! Risos!
É assim no Equador e em todo o mundo. A máfia do Edir Macedo.
Queimem no inferno!



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Atenção: Conquistas dos Idosos(as) e Empregadas(os) Domésticas(os)

Conquista dos Idosos:

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (21) o Projeto de Lei 5732/09, do Senado, que permite aos idosos com 60 anos ou mais sacarem o saldo das contas do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Atualmente, a idade mínima para saque é 70 anos. A matéria será enviada à sanção presidencial.

Segundo o projeto, também poderão sacar o saldo das contas aqueles que recebem benefício de prestação continuada (BPC-Loas) por idade ou por serem pessoas com deficiência. A proposta transforma em lei essa hipótese de saque, que hoje é permitida por resolução do  Conselho Diretor do Fundo de Participação PIS/Pasep.

Desde 1989, os que já eram participantes dos programas continuaram com saldo individual existente e podem sacá-lo em certas condições, como no caso de aposentadoria; invalidez permanente; idade igual ou superior a 70 anos; titular ou dependente portador do vírus HIV; câncer; morte do participante; e titular de benefício assistencial à pessoa com deficiência e ao idoso.

Conquista das Empregadas(os) domésticas(os):

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/2010 que amplia os direitos dos trabalhadores domésticos. A proposta estabelece que os empregados domésticos tenham os mesmos direitos trabalhistas dos empregados das demais categorias.

O texto foi aprovado por 359 votos favoráveis e 2 contrários. Agora, a proposta volta à comissão especial para elaboração do texto final que será votado em segundo turno, que pode ocorrer na próxima semana. Em seguida, a matéria será encaminhada à análise do Senado, onde também terá que passar por duas votações.

Conhecida como PEC das Domésticas, a proposta amplia os direitos dos empregados domésticos, incluindo obrigatoriedade de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), carga horária semanal de 44 horas, hora extra e adicional noturno. A categoria reúne 6,6 milhões de brasileiros, sendo a maioria formada por mulheres (6,2 milhões).

A PEC prevê o pagamento de hora extra e de adicional noturno para atividades no horário das 22h às 5h. A proposta também torna obrigatório o recolhimento do FGTS que, de acordo com o advogado trabalhista Sérgio Batalha, representa o principal impacto da medida, caso seja aprovada e promulgada.