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quinta-feira, 3 de abril de 2014

A tucanalha mostra de que lado eles estão( grandes empresários e banqueiros) e quem eles são contra(trabalhadores)

Por Paulo Nogueira*
Aécio e FHC, rindo do povo
Não poderia ser mais revelador o jantar oferecido pelo relações públicas João Dória a Aécio em sua casa em São Paulo.
 
(Aqui, você tem o vídeo da fala de Aécio.)
 
Foi um jantar do 1%, pelo 1% e para o 1%. Para a sentença se completar, só falta Aécio obter 1% dos votos em outubro.
 
No caminho para isso ele está.
 
O que chama a atenção é a desconexão entre o mundo reunido em torno de Aécio por Dória, um ex-Cansei, e a realidade ululante das ruas.
 
Gosto da palavra alemã zeitgeist (zaitegáiste), que significa o espírito do tempo.
 
O jantar era o oposto disso. O antizeitgeist.
 
Não surpreende que o melhor relato do encontro esteja numa coluna social, a de Mônica Bergamo, da Folha.
 
FHC e Aécio "jantando o povo"
Aécio prometeu a um dos empresários participantes não aumentar os impostos. (Para o 1%, naturalmente.)
 
Há um consenso universal de que um dos dramas do mundo contemporâneo é a evasão de impostos do 1%. Mas Aécio se compromete a facilitar ainda mais a vida fiscal da plutocracia nacional.
 
Ele também disse que está disposto a tomar “medidas impopulares” desde a “primeira hora” caso se eleja.
 
O lado ruim é o fato em si. Sabemos bem o que querem dizer “medidas impopulares”: a conta é dos 99%.
 
O lado bom é que isso não vai acontecer porque são zero as chances de Aécio.
No encontro, FHC foi, segundo Bergamo, intensamente aplaudido. Disse que reformadores só são reconhecidos muito depois.
 
É uma forma de autoconsolo, aparentemente. FHC está dizendo para si mesmo que, se hoje é vaiado fora dos círculos refrigerados, no futuro será reconhecido.
 
Teria Thatcher dito para si mesma coisa parecida enquanto os ingleses se preparavam para comemorar seu passamento com festas em praça pública?
 
Aécio com o casal Dória
Acho que não. Ela era mais realista que FHC. E muito mais original. FHC, basicamente, copiou o que Thatcher fez: privatizar, desregular e criar as condições, como o tempo mostraria, para um brutal processo de concentração de renda.
 
Com o correr dos anos, o PSDB foi se transformando de Partido da Social Democracia Brasileira para Partido da Capital Democracia Brasileira. O “social” no nome é apenas uma tradição a resguardar.
 
Em sua desconexão formidável com as ruas, FHC, Aécio, Serra e demais líderes tucanos simplesmente ignoram o exemplo portentoso transmitido pelo Papa Francisco.
 
Francisco reinventou um gigante esclerosado conectando-o com as ruas. O ponto central disso foi identificar, claramente, a desigualdade social como o mal maior a combater.
 
Para fazer algo parecido, o PSDB teria que mudar seu discurso – o que é relativamente simples – e sua prática, e aí as coisas realmente se complicam.
 
Você tem que falar com a gente simples do povo, com os favelados e os excluídos. Seus sapatos podem se sujar de barro nessa empreitada, e você pode ser obrigado a comer carne de terceira. Dificilmente você vai aparecer em colunas sociais, com programas assim.
 
Alguém imagina Aécio e FHC neste tipo de ação?
 
Mais fácil continuar do jeito que está.
 
O único problema é que o partido marcha, então, para uma magnífica obsolescência. Ou, em linguagem mais popular, para o caixão.
 

 
Sobre o Autor
 
 
 
 
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
 
 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Em entrevista ao O Imparcial, Márcio Jerry anuncia TV Cidadania

Por Diego Emir, de O Imparcial
marciojerry
Considerada como a principal marca do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) nos primeiros seis meses de governo, a transparência e o diálogo fazem parte da efetiva política de comunicação implantada pela nova gestão do executivo municipal. O responsável por conduzir o serviço, o secretário municipal de Comunicação, jornalista Márcio Jerry, fala sobre os avanços na democratização da informação para a sociedade.

Na primeira fase de governo é destacada a participação popular nas discussões nas tomadas de decisões do governo e o anúncio é que essa parceria deve continuar. Márcio anuncia que nos próximos dias será o lançado o Conselho Municipal de Comunicação, que visa ampliar o canal de debate para implantação de políticas públicas de comunicação na cidade. O dispositivo é um pré-requisito para implantação do Canal da Cidadania, que prevê a instalação de televisões públicas, que tenham a intenção de disseminar o conhecimento para a população.
Jerry ainda fala sobre a imagem de São Luís, fora do estado e o que está sendo pensado para atrair turistas e também melhorar as condições para a população. Confira na íntegra a entrevista:
 O Imparcial – O que podemos destacar de avanços nos últimos seis meses no quesito Comunicação em se tratando da administração Edivaldo Holanda Júnior?
 Márcio Jerry – Olha o governo Edivaldo Holanda Júnior tem como uma de suas premissas, o dialogo permanente com a sociedade, tem como um de seus fundamentos a participação, a mobilização social e a transparência. Tudo isso só se alcança com uma efetiva política pública de comunicação. E o que norteou o trabalho da Secom até este momento foi a diretriz do prefeito de aperfeiçoar o dialogo com a cidade de São Luís em mão dupla. Não apenas de divulgar as ações do governo, mas ser parte do processo de mobilização permanente da sociedade, então temos feito isso de forma permanente, buscando implantar mecanismos de participação, dialogando com a cidade, obtendo um bom dialogo com a imprensa e isso tem marcado a ação da comunicação da prefeitura. Além disso, lançamos algumas inovações: implantamos o portal da transparência de fácil acesso, o diário oficial disponibilizado na internet, ainda criamos a rádio web, que é uma experiência de rádio exitosa pela internet, que valoriza em 100% a música maranhense e estamos participando para outras plataformas. Nós estamos pleiteando junto ao governo federal, a outorga do canal da TV Cidadania.
 E como funcionaria esse Canal da Cidadania?
 O Canal da Cidadania é uma possibilidade aberta da legislação brasileira da comunicação, em que cada município do país, faz jus à exploração desse canal e é possível graças ao advento da TV digital, onde podem ser operadas várias faixas de som e imagem. Dessa forma a prefeitura de São Luís pleiteia a TV Cidadania, recebendo a outorga, nesse espaço além do conteúdo da própria prefeitura, podem ser veiculadas de forma paralela na mesma plataforma, dois canais comunitários, um faixa da Câmara Municipal, outra do governo estadual e mais um do governo federal, caso seja requisitada, então é um espaço fabuloso, fundamental e indispensável a cidadania. Uma TV pública, uma TV cultural, voltada a estimular o dialogo com a sociedade, a veicular conteúdos educativos, se inserir no processo geral para educação plena para toda população. É algo que nos anima muito, que o prefeito Edivaldo nos recomendou que buscássemos com muito interesse, portanto já iniciamos o processo para que tenhamos em breve a TV Cidadania em São Luís.
 A TV Cidadania prevê um espaço para o governo do estado, dessa forma podemos imaginar, que pode existir outra área em que a parceria institucional pode ocorrer?
 Olha inicialmente faremos a parte que cabe a Prefeitura. Que é viabilizar a outorga do canal e em seguida prevê na lei orçamentária de 2014 e no plano plurianual a construção de uma TV pública em São Luís. O que os outros vão fazer, não depende da gente, mas vamos esperar e que se organizem, especialmente os movimentos sociais, para que façam parte da operação do canal. Temos também a diretriz de buscar a participação das Universidades para que possamos ter um esforço complementar. Inclusive a UFMA, já tem garantida a veiculação da TV Universidade, o que vai ser um ganho muito grande para o espectro da comunicação na cidade, tudo isso areja bastante o ambiente da comunicação. Vamos ter mais diálogos, indispensável para democracia.
 Em se tratando na divulgação da cidade de São Luís como está ocorrendo esse trabalho?
 Especialmente com a secretaria de Turismo, temos um trabalho de divulgação dos grandes eventos, mas o maior atrativo que a cidade pode ter é melhorar as condições de vida para seu povo. Melhorar sua infraestrutura urbana, melhorar as praias, o Centro Histórico. Não adianta ainda promover São Luís, se a cidade tem uma serie de déficits. A prioridade é preparar a cidade para ser um grande potencial turístico, o qual ela já possui. Por isso temos um plano de investimento para proporcionar uma nova feição urbana para São Luís. Assim que ela ganhar uma melhora no seu padrão de vida, ela vai projetar sua imagem para o Brasil e o resto do mundo. Temos o grande desafio de mudar essa realidade de sermos os últimos em tudo, afinal temos potencial, temos riqueza naturais, históricas e culturais para mudar essa história.
 No começo do ano, o senhor foi acusado de criar um Programa de Comunicação, que visava regular alguns comunicadores. Existe esse projeto?
 Olha isso é um absurdo, isso é um atentado a inteligência das pessoas. Ninguém faz um programa de políticas de comunicação contra alguém, mas sim a favor, e no nosso caso é do lado da sociedade, desenvolvendo uma comunicação democrática, baseada nos direitos humanos. Então temos que fazer um programa de comunicação humana e não contra grupo A ou B. Eu, como secretário de comunicação, eu cuido da política de comunicação do prefeito e daquilo que o prefeito me delegar, não cuido de luta político-partidária ou de grupo A ou B, isso eu faço na condição de cidadão. Mas isso não contamina e nem poderá contaminar a ação institucional da secretaria, que eu zelo de forma extremamente rigorosa, para que tudo seja feito de acordo com a legislação, o que preconiza com a política que o prefeito Edivaldo determina, que busca respeitar o cidadão. Por isso é uma estupidez imaginar a construção de um Programa para combater quem quer que seja. Repito energicamente, isso jamais existiu e existirá sobre o meu comando.
Fonte: Reproduzido do Blog do Clodoaldo Corrêa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mujica, o melhor presidente do mundo!


Presidente José Mujica do Uruguai
O presidente do Uruguai, José Mujica, já foi chamado por veículos internacionais de imprensa de “o presidente mais pobre do mundo”.

Apesar de ser chefe de Estado, ele abre mão de todos os luxos atrelados ao cargo e vive em uma chácara simples, nos arredores de Montevidéu, que é vigiada por apenas dois seguranças oficiais. Quase todo seu salário de presidente (equivalente a R$ 24 mil) é doado a instituições de caridade.
O presidente gosta de cultivar hábitos simples, fazendo pequenos consertos pela casa, dirigindo seu fusca ano 1987 e brincando com sua cadela, que tem um problema em uma das patas.
A oposição uruguaia, porém, diz que a recente prosperidade econômica do país não resultou em melhores serviços públicos, e pela primeira vez desde sua eleição, em 2009, Mujica viu sua popularidade cair abaixo de 50%.
Ao mesmo tempo, seu país ganhou atenção internacional por ter descriminalizado o aborto e por discutir atualmente a legalização da maconha.
Mujica recebeu em sua casa uma equipe da BBC para mostrar que seu estilo de vida tem também um fundo ideológico. Ele acredita que uma vida com poucas posses é uma resposta ao consumismo exacerbado dos dias atuais.
Veja o vídeo de Mujica: 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ouça entrevista com Flávio Dino no Portal Vermelho


Segundo ele, o prefeito eleito, Edivaldo Holanda, foi eleito por fim ao atual quadro de contradição que existe na capital do Maranhão. “Há um quadro de contradição que a cidade de São Luís e o Estado do Maranhão vivem. Temos muitas potencialidades, localização geográfica, mercado consumidor e infraestrutura, porém todos os fatores favoráveis não se transformam em qualidade de vida para o povo. É essa contradição, de uma cidade rica com o povo pobre, o foco da nova gestão, o nosso principal desafio”, reafirmou o presidente da Embratur.



Flávio Dino lembra que o prefeito eleito, juntamente com os partidos da base da presidenta Dilma, enfrentará essa contradição com ações que ampliem os investimentos públicos. “São Luís tem recursos suficientes para superar os péssimos indicadores sociais, mas é necessária uma boa aplicação para que os indicadores sociais melhorem e a cidade seja, efetivamente, humanizada”. 

Um projeto pela cidade

Dino explica que o resultado nas urnas deixa claro o sentimento de mudança que povoa as ruas de São Luís. 

“O sentimento de que a persistência de um modelo político por muitas décadas fez com que o Maranhão não caminhasse com o Brasil, o país se desenvolveu, mas o Maranhão ficou para trás. A voz que pôde ser ouvida das urnas nestas eleições é o grito de um povo que clama por mudanças, por uma São Luís melhor”, externou o comunista.

2014

O presidente da Embratur destacou o PCdoB teve um grande crescimento no Estado, formamos uma grande presença institucional, que se soma aos que querem a mudança para do o Maranhão. “Vimos nascer um movimento continuo e ascendente em direção da superação do regime oligárquico que vigora mo nosso estado a cerca de 50 anos”, pontuou.

Dino lembra que o PCdoB irá dirigir, a partir de 2012, seis prefeituras de cidades estratégicas no Estado, com presença de vereadores nossos em todas estas. Além disso, nosso Partido tem uma inserção significativa no interior dos movimentos sociais maranhenses, o que reflete na edificação de uma frente ampla de atuação. 

Ele destaca que esse crescimento se soma aos partidos que querem uma mudança efetiva para o Maranhão. 

Ouça a íntegra da entrevista:


Flávio Dino 

sábado, 3 de novembro de 2012

Enquete: “Escolha qual o nome-título ao blog que lançaremos de notícias sobre Cuba”



O nosso blog lança hoje a enquete “Escolha qual o nome-título ao blog que lançaremos de notícias sobre Cuba”ideia do blog começou a surgir durante o movimento de criação do Comitê de Solidariedade a Cuba de iniciativa do Partido Comunista do Brasil, com o objetivo de estreitar as relações sociais e culturais com a ilha caribenha, bem como, solidarizar na luta por uma Cuba livre do embargo ianque que já dura mais de 50 anos.

Esse momento de criação desse comitê, composta por várias entidades, foi no dia 19 de maio de 2012 (reveja aqui), onde o titular do nosso blog foi convidado, por ser uns dos divulgadores das notícias sobre a vida social do povo cubano, através dos links do Portal Cubarte e Diário Granma e hoje com os blogs: La pupila insomne, La jeringa e Cuba la isla infinita.

Nesse momento também o titular do blog, prometeu a todos, lançar o blog específico sobre notícias sobre Cuba oferecendo ao mundo mais um instrumento de conhecimento melhor sobre a realidade da ilha. Cito o jornalista Hideyo Saito que lançou o livro “Cuba sem bloqueio”, juntamente com o publicitário Antonio Gabriel Haddad: "Esse bloqueio é uma coisa que reflete a delicadeza do assunto para a mídia dominante. É como se Cuba estivesse em um tribunal da grande imprensa e não tivesse direito à defesa. Mas o direito à defesa é o princípio elementar da democracia. Nesse caso, esse direito não está sendo respeitado". 

Portanto amig@s, nossa equipe realizou várias pesquisas sobre o tema e resolveu ajudar mais no direito de defesa de Cuba, lançará o blog como havia prometido, agora em novembro. Entramos em contato com vários internautas, pedindo sugestões sobre o nome-título do blog. Várias opiniões de nome foram dadas. A equipe pesquisadora elegeu 10 nomes relacionados abaixo e você terá o privilégio de escolher através da enquete “Escolha qual o nome-título ao blog que lançaremos de notícias sobre Cuba”

Veja a relação:


Cubaqui, Informacuba, Cubainfo, INFORCUBA, De Cuba pra fora, Fidelidade, Comuna do Caribe, Cuba do Lado de Cá, Cuba Livre e Cuba Hoje.

Comece a votar no início da coluna ao lado das postagens do blog. A votação se estenderá até o dia 17/11 às 23h59min. Você tem 15 dias para votar.

Viva o povo Cubano!!!


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Assange afirma que EUA rastreiam usuários por meio do Google


Na conversa com o jornalista Jorge Gestoso, transmitida pelo Canal Multiestatal teleSur e pela equatoriana Gama TV, Assange afirmou que se uma pessoa fizer algo que “vai de encontro à vontade dos Estados Unidos, algo de mau vai acontecer com ela”.

A entrevista aconteceu nas dependências da embaixada do Equador no Reino Unido, onde Assange está alojado desde 19 de junho, data na qual deixou a prisão domiciliar e pediu ao governo de Rafael Correa a concessão de um asilo político. A resposta positiva para o pedido veio no dia 16 de agosto, momentos após o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, alegar que o governo britânico pretendia invadir a representação diplomática para prender o jornalista. O governo britânico nega-se a conceder um salvo-conduto para o jornalista deslocar-se até o aeroporto e seguir para Quito. “Eles (EUA) já disseram em documentos oficiais que não se trata somente de acusar Julian Assange por espionagem, mas de parar as atividades do Wikileaks”, relatou Assange.

Em um dos momentos da entrevista, o ativista australiano afirmou que está em marcha uma espécie de “totalitarismo transnacional”, a partir da espionagem deliberada de todos os dados pessoais disponíveis na internet, assim como todas as ligações telefônicas. “Agora podem interceptar tudo, não é necessário preocupar-se com algum suspeito. Simplesmente interceptam-se todos e armazena-se tudo”, disse. 

Ele afirmou que empresas de espionagem já possuem tecnologia para armazenar todos os dados pessoais e fornecer pesquisas cruzando informações. “O jogo novo é a interceptação, registra-se tudo, é mais barato registrar tudo desde os EUA e armazenar. Dentro de alguns anos, se te transformas em uma pessoa interessante para as agências dos EUA e seus amigos, dizem: revisemos o que estava fazendo o senhor Assange nestes últimos anos, quem são seus amigos, com quem ele se comunicou”, explicou o jornalista, denominado o tal “totalitarismo transnacional”, porque, para ele, não só os EUA estão praticando esse monitoramento, mas também Alemanha e outras importantes economias mundiais.

“Quando fazemos uma pesquisa no Google, ele registra tudo. O Google trabalha desde os EUA e te conhece melhor do que você mesmo. Se você não recorda o que buscava há dois dias, há três horas, o Google recorda. Conhece-te melhor que tua mãe. Essas informações são armazenadas pelo Google, mas também são interceptadas pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos”, contou.

No início do mês de agosto, o WikiLeaks publicou uma lista de 170 companhias de espionagem que atualmente já prestam estes serviços para diversos governos ocidentais. O jornal britânico MailOnlinepublicou reportagem em 14 de agosto onde descreve que, segundo e-mails de funcionários da empresa de espionagem Strator, vazados pelo Wikileaks, qualquer pessoa que aponte uma câmara para algum monumento em Nova Iorque será registrado como suspeito de terrorismo e será fotografado pela vasta rede de câmeras conectadas ao governo estadunidense. Segundo o e-mail, a empresa que fornece este serviço é a estadunidense Abraxas e o sistema, chamado TrapWire, já funciona no Reino Unido, Canadá e vários estados dos EUA.

América Latina

Nas últimas semanas, o Equador recebeu o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e da União de Nações Sul-americanas (Unasul) pela concessão do asilo à Assange. O jornalista elogiou e agradeceu a decisão dos países da América Latina em apoiar a decisão do Equador em conceder-lhe asilo político. “Penso que é importante essa solidariedade latino-americana”, disse. O jornalista vê a América Latina como um bloco alternativo a estes movimentos autoritários e de ameaças às liberdades individuais.

O entrevistador, Jorge Gestoso, também perguntou a Assange sobre a acusação que pesa sobre ele de “abuso sexual”. Ele lembra que nenhuma mulher compareceu a uma delegacia para apresentar queixa contra ele, mas apenas a própria polícia suíça. O jornalista não quis falar com mais detalhes sobre a acusação, afirmando que são esdrúxulas, e comparou o caso com os porcos. “Quando uma acusação como essa circula nos meios de comunicação, não se pode responder. Porque é como lutar com um porco, você se suja com lama, mas isso convém às pessoas que lançam a lama”, explicou. 

Afirmando que acredita na diplomacia, Assange calcula que poderá sair da embaixada do Equador em “seis a doze meses", dependendo dos acontecimentos internacionais. Diz também que deve continuar “a luta” de uma “organização que crê nos direitos humanos”, como descreveu o Wikileaks.

Fonte: Reproduzido do Portal Vermelho

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Preocupado com a educação, blog entrevista Júlio Guterres candidato a vereador de São Luís.


Júlio Guterres,  promessa de
 voz firme na câmara municipal
O nosso blog está preocupado e trabalhando que a sociedade entenda o caos que a nossa cidade passa na área de educação, como a falta de aulas, obras inacabadas nas escolas, alimentação escolar de baixa qualidade, professores desmotivados, alunos sem esporte, sem arte cultural, ou seja, uma situação caótica do sistema, porém os repasses do FUNDEB e FNDE foram repassados normalmente pelo Governo Federal.

Portanto, convidamos para uma entrevista, uma pessoa que tem experiência de movimentos sociais e que vem demonstrando na sua campanha a vereador nestas eleições, proposta para melhoria da nossa educação.

Julio César Rego Guterres é conhecido na política ludovicense como uma pessoa de luta no movimento sindical e comunitário, lutador na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. É presidente Estadual da CTB, já presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos do Ma, hoje é diretor do Sindicato dos Educadores do Ma e desde 1972, milita no PCdoB.

CF: Primeiramente, gostaríamos que você se apresentasse aos internautas de São Luís como candidato dizendo seu nome e número de candidatura:

Júlio Guterres: Meu nome na campanha é Júlio Guterres com o nº 65 123.

CF. São Luis é uma cidade de grandes potencialidades econômicas e naturais. Por que ainda apresentamos índices socioeconômicos sofríveis?

Júlio Guterres: São Luís é a capital política, econômica e a maior cidade do Maranhão. Uma região metropolitana com mais de um milhão de habitantes e 400 anos de história.  Dizíamos em 2008 que a cidade estava diante de uma encruzilhada entre dois caminhos: o da permanência de um crescimento distorcido e excludente ou o da busca de um modelo sustentável de desenvolvimento com democracia, valorização do trabalho e cidadania. Quatro anos depois só aprofundamos esse dilema e todos os principais problemas se agravaram!

Não temos uma política para o setor de serviços, responsável por cerca de 40% do nosso PIB municipal. Aí está incluído o turismo e sua interface com a cultura e o saneamento, por exemplo. Ora, falar de turismo como um dos eixos estruturantes da economia local com uma Fundação Municipal de Cultura que não tem orçamento e planejamento - além de gozar de baixa reputação entre os artistas locais por não honrar seus compromissos -, de praias poluídas e um centro histórico deteriorado é uma brincadeira de mau gosto! Não teremos uma política de turismo sólida e economicamente viável sem ter água e esgotos tratados e saneamento básico! Essa é uma política econômica que interfere diretamente nos índices sociais. Mas atualmente não temos nada!
Não há uma política de produção e beneficiamento de alimentos locais. Não há uma política de comercialização da produção, que envolve feiras e mercados. Não há uma política para a pequena e média empresa. Enfim, a prefeitura não trabalha como indutora e organizadora do processo de desenvolvimento da cidade.
Falta, portanto, a decisão política para seguir o caminho do crescimento sustentável, com democracia e valorização do trabalho. É por isso que as grandes potencialidades econômicas e naturais de São Luís não se revertem em índices sociais positivos.
Na câmara municipal vou dar especial atenção à produção e ao trabalho. Realizarei audiência pública com os diversos setores na intenção de propor um conjunto de leis e pactos pelo trabalho e saneamento dos bairros e praias.

CF: Nos últimos 20 anos, existiu em São Luís algum crescimento de forma planejada a ponto de considerarmos que poderia está melhor? Cite dois exemplos.

Júlio Guterres: A única ação de envergadura, embora pontual, de crescimento planejado em São Luís foi o PAC do Rio Anil. A retirada das palafitas, o saneamento da região e a construção da avenida foram a maior ação de planejamento urbano que São Luís teve nos últimos vinte anos! Mas é uma obra do PAC, do governo federal! Atualmente, a prefeitura e a câmara estão ausentes deste debate!
Numa região metropolitana com mais de um milhão de habitantes temos que planejar seu crescimento e agir sobre as deficiências já existentes. Moradias, saneamento e transporte precisam de um planejamento de médio longo prazo. Deve ser política da prefeitura e não de prefeitos!
Meu mandato será uma trincheira na defesa da reforma urbana e da luta pela regularização fundiária. Proporei a criação do Fundo Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano que, com parcerias com a Caixa Econômica Federal e outros bancos públicos, ofertará moradias populares e intervenções urbanas em áreas de risco ou degradadas. Essa será uma grande tarefa do meu mandato popular.

CF:  Quais os maiores equívocos cometidos pelos governos recentes quanto às políticas públicas em prol do desenvolvimento de São Luis ?

Júlio Guterres: O principal problema que aflige as políticas públicas de desenvolvimento de São Luís é o mesmo que afeta o Maranhão: o problema político!A opção pelo desenvolvimento para poucos, excludente e desigual não é natural, é uma opção política!
Precisamos ter uma câmara fiscalizadora, independente e propositiva para atender os clamores da sociedade. Acredito que o legislativo tenha responsabilidades para com o desenvolvimento global da cidade. Optamos por uma visão da totalidade do desenvolvimento que inclua a valorização de amplas parcelas trabalhadoras e produtivas ao sistema econômico. O desenvolvimento com valorização do trabalho e democracia é a nossa bandeira política na câmara dos vereadores.

CF: O senhor consegue identificar alguma inovação na gestão, no planejamento ou nas políticas públicas de desenvolvimento nas sucessivas administrações em São  Luis?

Júlio Guterres: Sim, consigo identificar algumas experiências que infelizmente não tiveram continuidade, pois eram ações pontuais de governos e não políticas de estado. São elas: os pólos de produção da zona rural e a revitalização das feiras e mercados públicos da cidade.
Essas experiências embrionárias devem ser retomadas em novos patamares. Só com essas ações estamos falando em mais de dez mil empregos!!! Qual indústria de São Luís gera dez mil empregos?  Na Câmara defenderei a revitalização da produção agrícola, pesqueira e de beneficiamento, além de uma política de comercialização eficaz!

CR:  O senhor que é ligado à educação. Qual o papel da Educação no processo de desenvolvimento da cidade de São Luis?

Júlio Guterres: A educação é à base do desenvolvimento. A rede pública municipal deve criar condições de permanência, aprendizagem e progressão dos alunos em um sistema integrado de educação, esporte, informática, cultura e alimentação! Só assim daremos condições a amplas parcelas da população de se qualificarem para ingresso no mundo do trabalho. Sem educação não há desenvolvimento que se sustente.

CF:  O grande Paulo Freire nos ensina que sem educação ninguém vai para frente. Você concorda? Nosso atual modelo é arcaico? Qual o modelo ideal para educação?

Júlio Guterres: Como disse acima, precisamos de um sistema integrado de educação. Precisamos universalizar a educação infantil, construir e reformar escolas, aumentar a oferta de vagas, contratar mais professores, técnicos e funcionários, respeitar e capacitar os trabalhadores da educação!
Precisamos criar nessas escolas condições de aprendizagem, centros de informática, esportes e ensino profissionalizante. Todas as escolas devem ser em tempo integral. O sistema municipal de educação tem ao seu dispor o maior número de aparelhos públicos. Se esse sistema for gerido de maneira adequada, com profissionalismo e democracia, temos um importante sistema agindo em benefício da população.

CF:  Qual sua opinião sobre a atual gestão da SEMED e quais pontos positivos e negativos?

Júlio Guterres: A Secretaria Municipal de Educação está acéfala, sucateada e atendendo a interesses estranhos à sua missão. Em menos de três anos tivemos quatro secretários de educação! Como pode um sistema público que requer um grande e importante planejamento ter quatro secretários em menos de três anos?  Falta compromisso e sobra incompetência do gestor municipal!!
Na câmara vou cobrar a presença dos secretários para prestar contas e esclarecimentos das suas gestões! Um absurdo como esse não pode ficar assim.

CF:  Existem razões técnicas para os alunos ficarem 6 meses sem aulas?

Júlio Guterres: Não, não existem essas razões! A razão dos alunos ficarem seis meses sem aulas é a inoperância do prefeito e sua incapacidade de gerir o sistema municipal de educação. Se fosse para atribuir uma nota para o prefeito João Castelo na área da educação, sem dúvida ele estaria reprovado com um retumbante zero! E a maioria da câmara municipal se mantém omissa diante desse quadro, com raras exceções.

CF: Obrigado Júlio Guterres por essa oportunidade de entrevistá-lo e fique a vontade para pedir o voto.

Júlio Guterres:  Certo. Bem internautas, eu tenho certeza que vocês estão querendo renovação e que a nossa câmara passe para o patamar de cobrança do executivo nas ações que venham beneficiar a maioria da população. Por isso peço seu voto para contemplar com muita luta e dedicação esse seus anseios. Muito obrigado!

OBSERVAÇÃO: Se algum candidato se interessar em discutir sobre esse tema, pode entrar em contato pelo e-mail: jorgeantonio65@yahoo.com.br. que podemos organizar entrevista.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Assange afirma que EUA rastreiam usuários por meio do Google


Na conversa com o jornalista Jorge Gestoso, transmitida pelo Canal Multiestatal teleSur e pela equatoriana Gama TV, Assange afirmou que se uma pessoa fizer algo que “vai de encontro à vontade dos Estados Unidos, algo de mau vai acontecer com ela”.


A entrevista aconteceu nas dependências da embaixada do Equador no Reino Unido, onde Assange está alojado desde 19 de junho, data na qual deixou a prisão domiciliar e pediu ao governo de Rafael Correa a concessão de um asilo político. A resposta positiva para o pedido veio no dia 16 de agosto, momentos após o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, alegar que o governo britânico pretendia invadir a representação diplomática para prender o jornalista. O governo britânico nega-se a conceder um salvo-conduto para o jornalista deslocar-se até o aeroporto e seguir para Quito. “Eles (EUA) já disseram em documentos oficiais que não se trata somente de acusar Julian Assange por espionagem, mas de parar as atividades do Wikileaks”, relatou Assange.



Em um dos momentos da entrevista, o ativista australiano afirmou que está em marcha uma espécie de “totalitarismo transnacional”, a partir da espionagem deliberada de todos os dados pessoais disponíveis na internet, assim como todas as ligações telefônicas. “Agora podem interceptar tudo, não é necessário preocupar-se com algum suspeito. Simplesmente interceptam-se todos e armazena-se tudo”, disse. 



Ele afirmou que empresas de espionagem já possuem tecnologia para armazenar todos os dados pessoais e fornecer pesquisas cruzando informações. “O jogo novo é a interceptação, registra-se tudo, é mais barato registrar tudo desde os EUA e armazenar. Dentro de alguns anos, se te transformas em uma pessoa interessante para as agências dos EUA e seus amigos, dizem: revisemos o que estava fazendo o senhor Assange nestes últimos anos, quem são seus amigos, com quem ele se comunicou”, explicou o jornalista, denominado o tal “totalitarismo transnacional”, porque, para ele, não só os EUA estão praticando esse monitoramento, mas também Alemanha e outras importantes economias mundiais.



“Quando fazemos uma pesquisa no Google, ele registra tudo. O Google trabalha desde os EUA e te conhece melhor do que você mesmo. Se você não recorda o que buscava há dois dias, há três horas, o Google recorda. Conhece-te melhor que tua mãe. Essas informações são armazenadas pelo Google, mas também são interceptadas pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos”, contou.



No início do mês de agosto, o WikiLeaks publicou uma lista de 170 companhias de espionagem que atualmente já prestam estes serviços para diversos governos ocidentais. O jornal britânico MailOnlinepublicou reportagem em 14 de agosto onde descreve que, segundo e-mails de funcionários da empresa de espionagem Strator, vazados pelo Wikileaks, qualquer pessoa que aponte uma câmara para algum monumento em Nova Iorque será registrado como suspeito de terrorismo e será fotografado pela vasta rede de câmeras conectadas ao governo estadunidense. Segundo o e-mail, a empresa que fornece este serviço é a estadunidense Abraxas e o sistema, chamado TrapWire, já funciona no Reino Unido, Canadá e vários estados dos EUA.



América Latina



Nas últimas semanas, o Equador recebeu o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e da União de Nações Sul-americanas (Unasul) pela concessão do asilo à Assange. O jornalista elogiou e agradeceu a decisão dos países da América Latina em apoiar a decisão do Equador em conceder-lhe asilo político. “Penso que é importante essa solidariedade latino-americana”, disse. O jornalista vê a América Latina como um bloco alternativo a estes movimentos autoritários e de ameaças às liberdades individuais.



O entrevistador, Jorge Gestoso, também perguntou a Assange sobre a acusação que pesa sobre ele de “abuso sexual”. Ele lembra que nenhuma mulher compareceu a uma delegacia para apresentar queixa contra ele, mas apenas a própria polícia suíça. O jornalista não quis falar com mais detalhes sobre a acusação, afirmando que são esdrúxulas, e comparou o caso com os porcos. “Quando uma acusação como essa circula nos meios de comunicação, não se pode responder. Porque é como lutar com um porco, você se suja com lama, mas isso convém às pessoas que lançam a lama”, explicou. 



Afirmando que acredita na diplomacia, Assange calcula que poderá sair da embaixada do Equador em “seis a doze meses", dependendo dos acontecimentos internacionais. Diz também que deve continuar “a luta” de uma “organização que crê nos direitos humanos”, como descreveu o Wikileaks.


Fonte: Reproduzido do Portal Vermelho

sábado, 18 de agosto de 2012

Atenção, rolou propina no processo licitatório do VLT de Cuiabá



Vinícius Segalla 
Do UOL, em Cuiabá (MT) e em São Paulo*

A licitação para definir o consórcio construtor do VLT de Cuiabá, atualmente orçado em R$ 1,47 bilhão, tinha o seu vencedor conhecido pelo menos um mês antes da entrega das propostas dos consórcios concorrentes e da abertura dos envelopes.

No dia 18 de abril deste ano, uma mensagem cifrada publicada no jornal Diário de Cuiabá revelou que o Consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, sairia vencedor do certame. O MP-MT (Ministério Público de Mato Grosso) foi informado sobre a mensagem e como decifrá-la.  A abertura dos envelopes foi realizada no dia 15 de maio, confirmando o resultado.

UOL Esporte também havia tomado conhecimento da informação semanas antes do evento. Em 22 de abril, Rowles Magalhães Pereira da Silva, assessor especial do vice-governador do Estado de Mato Grosso, adiantou que o consórcio VLT Cuiabá venceria a licitação. Rowles afirma ainda que integrantes do governo estadual receberam uma propina da ordem de R$ 80 milhões para viabilizar o negócio, e que o acerto para determinar o vencedor fora articulado entre os três consórcios primeiros colocados na concorrência.

Na última segunda-feira, o MP-MT informou à reportagem que recebera a informação de que a licitação havia sido dirigida. Um denunciante, que tem seu nome mantido sob sigilo pelos promotores, revelou a publicação de uma mensagem cifrada na sessão de classificados do jornal Diário de Cuiabá no dia 18 de abril. O anúncio informava: “Vende-se terreno. Na avenida da Feb, entre as ruas Carlos Roberto Almeida e Santa Bárbara. Em frente ao local vai passar o VLT. CAF. (65) 9001-2012”

A avenida da Feb é uma das principais vias por onde passará o VLT, na cidade de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Já as ruas Carlos Roberto Almeida e Santa Bárbara não existem, e seriam uma indicação das duas empreiteiras que integram o consórcio vencedor (CR Almeida e Santa Bárbara). A palavra CAF, que não tem função nenhuma no anúncio publicado, é o nome da empresa construtora de trens que integra o consórcio vencedor. Por fim, o número de celular, que também não existe, é um indicativo do número da licitação, sem o algarismo nove: 001-2012.

O MP-MT afirma estar investigando o caso, junto com outros elementos que indicariam o possível arranjo entre os concorrentes da licitação.

O assessor especial do governo e a montagem da licitação


Antes de ser nomeado assessor especial do governo, Rowles Magalhães Pereira da Silva representava o fundo de investimentos Infinity, que doou ao Estado de Mato Grosso o estudo de viabilidade utilizado para montar o edital de licitação da obra.

O Infinity adquiriu o estudo junto à empresa estatal portuguesa Ferconsult, que projeta e executa obras de transporte sobre trilhos. Rowles afirma ter sido traído por membros do governo de Mato Grosso, pois teria feito a doação do estudo sob a condição de que a estatal portuguesa participasse da construção, o que acabou por não acontecer.

O documento, intitulado “projeto básico de viabilidade técnica e financeira”, projetava uma obra inicialmente orçada em R$ 700 milhões. Considerando este valor, o estudo doado por Rowles ao governo de Mato Grosso custa cerca de R$ 14 milhões, ou 2% do valor total do empreendimento, custo médio deste tipo de documento técnico, de acordo com o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

O acerto entre Infinity, Ferconsult e governo de Mato Grosso teria sido costurado em uma viagem ocorrida em maio de 2011, quase um ano antes de Rowles ser nomeado assessor especial do governo. Uma comitiva do governo de Mato Grosso foi à cidade do Porto (Portugal) conhecer o sistema de VLT do município. O governador Silval Barbosa e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Riva (PSD), eram alguns dos membros da comitiva, que também incluiu Rowles Magalhães Pereira da Silva, então representante do Infinity. Cerca de um mês depois, no dia 17 de junho, o fundo de investimentos doou o estudo de R$ 14 milhões ao governo de Mato Grosso.  

De acordo com o assessor especial do vice-governador, o combinado era que a obra fosse executada por meio de uma PPP (parceria público-privada), em que a estatal portuguesa faria parte do grupo construtor. O que ocorreu, porém, foi um processo de licitação, cujo edital fora publicado no dia 6 de março deste ano, em que a Ferconsult não participou.

Segundo Rowles, como o estudo de viabilidade da estatal fora utilizado no edital, sua participação no certame seria contestada na Justiça pelos concorrentes, que poderiam alegar que a empresa atuava de posse de informações privilegiadas, já que o projeto colocado sob licitação era montado com base em material produzido pela Ferconsult.

Contrariado em seu interesse principal, Rowles passou a fazer lobby para que o consórcio liderado pela empreiteira Mendes Júnior saísse vitorioso do processo. Enquanto o processo licitatório corria, Rowles foi nomeado, no dia 2 de abril, “para exercer o cargo em comissão de Direção Geral e Assessoramento, nível DGA-4, de Assessor Especial II, do gabinete do Vice Governador”.

No dia 22 de abril de 2012, após, segundo afirma, ter perdido sua segunda batalha interna no governo, Rowles procurou  o UOL Esporte e afirmou que o consórcio VLT Cuiabá seria o vencedor da licitação. No dia seguinte, o blog “Prosa e Política”, da jornalista Adriana Vandoni, publicou a informação, fornecida pela reportagem do portal. No dia 22 de maio deste ano, o resultado final da concorrência, divulgado pelo governo de Mato Grosso uma semana após a abertura dos envelopes, confirmou a informação de Rowles.

Mesmo depois da conclusão do processo licitatório, Rowles continuou pressionando o Estado para que atendesse aos interesses do fundo de investimentos e da empresa portuguesa, ameaçando o secretário estadual da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo, Maurício Guimarães, de revelar a suposta fraude na licitação.

“Eu tive uma conversa com o secretário na terça ou na segunda-feira (9 ou 10 de junho deste ano). Eu falei, ‘bicho, não é para você tentar, você se vira, você vai ter que ajeitar. Não ajeitou, é pau, o pau come’”, teria dito Rowles ao secretário, pressionando por uma compensação à Ferconsult pelo estudo de viabilidade fornecido.

Em entrevista ao UOL Esporte, o secretário Maurício Guimarães negou qualquer pagamento de propina ou fraude na licitação. A entrevista aconteceu em 20 de julho deste ano, quando o secretário foi informado sobre as denúncias de Rowles. Mesmo assim, o assessor especial é mantido no governo desde então.

“A empresa portuguesa (Ferconsult) fez o estudo de viabilidade e, através do Infinity, que tinha interesse em trabalhar com PPP na obra, fez ao Estado a doação”, afirmou Guimarães. “Mas o Estado acabou por definir que faria por si só o processo, definimos que o Estado iria executar a obra”.

Apesar de dizer que o Estado recebeu o estudo de viabilidade do Infinity sem ter jamais negociado com a Ferconsult, Guimarães admite que membros da diretoria da Ferconsult foram de Portugal a Cuiabá cobrar uma posição do governo mato-grossense.

“Eles (diretoria da Ferconsult) dizem que nós disponibilizamos o estudo deles no edital e, por isso, eles não puderam participar do processo licitatório, mas há controvérsia quanto a isso. O estudo foi doado à Secopa, se eles entenderam que por isso eles não poderiam participar do processo, eu lamento”.
Já quanto às tratativas com o assessor especial do governo Rowles Magalhães Pereira da Silva sobre interesses do fundo de investimento e da Ferconsult, o secretário se mostra confuso quanto aos fatos, conforme se nota por meio da entrevista gravada de Guimarães ao UOL Esporte.

Leia entrevista completa aqui

O blog continua questionando a prefeitura de São Luís: Cadê o edital? Quais as empresas que participarão ou participaram do certame licitatório das obras civis? Sabemos que o VLT (Trem) será exposto no centro da cidade a partir do dia 1º de setembro de 2012. Como foi a forma da compra desse trem? Quanto custou? Comprado de quem? Quanto já foi gasto com o projeto? O recurso é proveniente do Governo Federal, Estadual ou Municipal?

Vamos ficar atentos!

* Colaboraram Adriana Vandoni, especial para o UOL, em Cuiabá, e Vinícius Konchinski, do UOL, no Rio de Janeiro
Fonte: Uol Esporte