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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Medicalização Da Infância: As Drogas Legais Que Ameaçam Crianças Saudáveis

(Foto: Porta Raízes)
Dando continuidade a divulgações de matérias sobre o uso, sua composição, seus benefícios e seus efeitos colaterais nas nossas crianças do medicamento Ritalina, porém vamos colocar uma matéria importante, extraída do Portal Raízes no que tange de uma forma mais geral a "Medicalização da Infância", para se ter um entendimento maior sobre o tema. Após essa matéria, retornaremos a divulgar mais informações sobre a Ritalina.

Segue a matéria do Portal Raízes:

Por Clara Dawn *

Se Einstein fosse hoje criança, é possível que seria diagnosticado com Perturbação de Hiperatividade e Déficit de Atenção. Nem todas as crianças são gênios, claro, mas na pós-modernidade muitas têm as mesmas características cognitivas e comportamentais de Einstein e são medicadas por esse motivo. Dão trabalho, questionam, são agitadas, viajam nos pensamentos, consideram a escola aborrecida, logo, não se concentram nem memorizam.

Se apesar destas características, Einstein se tornou um famoso e brilhante cientista, por que, cada vez mais se medicam crianças para que “obedeçam aos padrões” estipulados pelo ensino, pelos médicos, pelos pais e pela sociedade? Felizmente, Einstein nasceu numa época em que ainda não se medicavam crianças. As suas dificuldades foram ultrapassadas sem drogas e ganhamos um gênio.

A medicalização da infância e o movimento internacional Stop DSM

Neste artigo vamos adentrar a controvérsia científica e cultural sobre a medicalização da infância e o movimento internacional Stop DSM, (Diagnóstico de Saúde Mental) que devem inquietá-lo com dados impactantes sobre o uso abusivo de medicamentos e seus efeitos sobre crianças e jovens. Veremos ainda, a opinião de pesquisadora sobre a droga mais usada em casos de TDAH, a ritalina que segundo a pesquisadora trata-se de uma bomba. Como contrapartida, inserimos opções de atividades físicas e artísticas como substitutivos ao uso das drogas. Confira:

A medicalização da infância é uma forma eficiente de destruí-la 

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.

A medicalização é o processo pelo qual são deslocados para o campo médico problemas que fazem parte do cotidiano das crianças. Desse modo, fenômenos de origem social e política são convertidos em questões biológicas tratáveis com medicalização. E é essa medicalização da vida cotidiana da criança, tem provocado uma verdadeira “epidemia” de diagnósticos, ao transformar sensações físicas ou psicológicas normais (tais como ansiedade, insônia, agitação, e tristeza) em sintomas de doenças, de transtornos, de espectros (como distúrbios do sono, TDAH, autismo, e depressão).

A medicalização é um negócio extremamente rentável e a sua associação com transtornos não se dá ao acaso. Esse movimento, político, social e econômico, que tem produzido essa epidemia de diagnósticos, gera também uma epidemia de tratamentos, que nem sempre fazem bem à saúde, principalmente aqueles que não seriam necessários.

Quem ganha com isso é a indústria farmacêutica, a qual investe na divulgação da falsa perspectiva sobre doença e doença mental, na qual a psicofarmacologia resolve todos os problemas humanos, incluindo aqueles ligados ao comportamento. Isso produz a sensação de que os sofrimentos e dificuldades da própria vida podem ser evitados ou eliminados pela via medicamentosa. 

No plano internacional, desça-se o movimento “STOP DSM”, iniciado em 2011 em Barcelona, Buenos Aires e no Brasil, integrando profissionais da área “Psi” para contestarem o modelo estatístico dominante do DSM e resgatar um diagnóstico clínico que considere a subjetividade do sofrimento psíquico. Uma das críticas mais marcantes ao DSM é que, ao longo dos anos e de suas novas versões, ele amplia o escopo das patologias e diminui o espaço da normalidade, com isso também permite a criação de tratamentos medicamentosos, alimentando a indústria farmacêutica. A primeira edição do manual de Diagnóstico de Saúde Mental apresentava 100 transtornos, o atual (DSM 5) tem mais de 300.

Nos EUA o o psiquiatra, líder do movimento contrário ao DSM , Allen Frances, que coordenou o DSM-IV, disse: ” Durante as duas últimas décadas, a psiquiatria infantil já provocou três modismos – triplicou o Transtorno de Déficit de Atenção, aumentou em mais de 20 vezes o autismo e aumentou em 40 vezes o transtorno bipolar na infância”.

Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade 

O TDAH parece incluir comportamentos comuns na infância, porém de forma intensa que não se modificam com as intervenções dos educadores.

Desatenção, atividade excessiva e/ou comportamento emocional impulsivo estão presentes nas crianças, dificultando-lhes o aprendizado desde o começo da vida acadêmica, trazendo-lhe rejeição e incertezas quanto a sua capacidade cognitiva, o que costuma lhes reduzir a autoestima, dificultando ainda mais o processo

O TDAH parece estar relacionado a alterações do sistema nervoso, em particular a algumas áreas relacionadas ao comportamento socioemocional.

Aspectos genéticos estão envolvidos na sua etiologia, observando-se que vários
genes parecem interagir para produção do fenótipo. Também fatores ambientais, como a exposição ao álcool ou a nicotina durante a gestação ou, ainda, a contaminação por substâncias tóxicas, têm sido relacionadas ao transtorno, bem como o peso abaixo da média no nascimento.

O TDAH parece se constituir em disfunção atencional e executiva, que inclui descontrole de processos emocionais e motivacionais. Excesso de impulsividade, desatenção e hiperatividade são algumas de suas características. Outra característica é a limitada socialização, como a dificuldade de participar de atividades colaborativas e a restrição de conseguir e manter amigos.

Os sintomas se reduzem com a idade, mas normalmente não se extinguem. Em termos neurológicos, algumas características incluem a redução no tamanho do cérebro, que persiste até a adolescência, a redução do funcionamento do córtex pré-frontal, com a modificação do circuito que conecta essa região ao corpo estriado e ao cerebelo

As drogas legais psicoestimulantes que ameaçam a infância de crianças normais

A pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fez uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.

Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. Segundo a pesquisadora, a criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.

O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua criancice.

E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.

“Se a criança já desenvolveu dependência química, ela vivenciará a crise de abstinência. Também apresentará surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.

A família precisa aprender a integrar às manifestações da criança

O ambiente familiar pode se tornar tenso e com mensagens negativas a criança, prejudicando seu autoconceito, tornando-a mais defensiva e reativa tanto na família quanto na escola. A família precisa aprender a integrar as manifestações da criança.

Compreender que os comportamentos da criança não são voluntários e responder com comportamentos equilibrados. A disciplina, as regras, mantém o equilíbrio e facilitam o dia a dia, porém não devem ser imutáveis, e sim flexíveis, de acordo com as necessidades e as situações que vão surgindo.

Algumas sugestões aos pais:

Participação em grupos de ajuda, a fim de conhecerem melhor o TDAH;
Coerência – é imprescindível que cada um dos Pais avalie sua disponibilidade interna em relação a cada uma das áreas de atrito;

Estabelecimento de papéis – é importante que a criança perceba a autoridade dos pais;

Estabelecimento de rotina – o fato de haver hora certa para brincar, estudar, dormir etc., oferece segurança contra a desorganização e o caos;

Criação de regras – devem se clarificar quais são os comportamentos aceitáveis e os inaceitáveis, evitando-se assim, a sedutora possibilidade desafio por parte da criança;

Coerência nas repreensões – é necessário que a criança faça a correlação entre seu comportamento e posterior consequência;

A importância do lúdico na relação entre os pais e filhos, buscando o máximo de drenagem das tensões;

Responsabilidades – é importante que a criança sinta-se como um ser cooperativo;

Autoestima – qualificação e a palavra mágica;

Dieta do amor – todos necessitam dessa confirmação e, portanto, escutar “eu te amo” deve fazer parte do cardápio pela manhã, à tarde e à noite.

Atividades física /ou artísticas para crianças com déficit são melhores do que qualquer medicação

Como a criança hiperativa tende a ser mais impulsiva, agitada e apresentar dificuldade para se concentrar, há algumas atividades recreativas e exercícios para déficit de atenção que além de estimular o foco, ajudam a acalmar.

Jogos de tabuleiro e de montar, assim como quebra-cabeças, são boas opções de atividades para crianças agitadas, pois normalmente envolvem o exercício do raciocino lógico e a criação de estratégias com base em regras. Durante essas brincadeiras, procure encontrar soluções junto com a criança para mantê-la motivada e interessada.

Entre as atividades para crianças com hiperatividade destacam-se as brincadeiras dinâmicas e visuais, como teatro de fantoches ou brincadeiras que envolvem a pintura e o faz de conta. Através delas, os pequenos podem se expressar sem medo de errar, estimulando suas habilidades e autoconfiança. Então, por que não experimentá-las em casa?

As modalidades esportivas também são recomendadas como atividades para crianças agitadas. Os esportes são ótimos para gastar a energia do hiperativo, e têm a vantagem de serem excelentes meios para trabalhar a motivação e incentivar a socialização com outras crianças. Futebol, vôlei ou atividades junto à natureza, como arvorismo e surf, podem trazer benefícios imediatos. Mas, é bom escolher uma prática que a criança já demonstre um certo interesse para evitar a desistência.

Atividades físicas que trabalham com a respiração podem tanto acalmar, quanto ajudar na concentração. Além das práticas alternativas, como yoga e meditação, a natação e caminhada são boas sugestões de atividades para crianças com hiperatividade.

A música como recurso para a criança com déficit de atenção

A musicoterapeuta Luciana Steffen explica que a musicoterapia é uma nova modalidade de tratamento que tem mostrado sua eficácia com crianças e adolescentes com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Uma atividade musical pode ativar todas as áreas do cérebro, estimulando áreas responsáveis pela atenção, memória, concentração, relaxamento, atividade motora, emoções, entre outras. Quanto mais prazerosa a atividade, mais é ativado o cérebro e maior é a atenção. A música, por despertar grande interesse e curiosidade e provocar prazer e satisfação, faz a criança ou adolescente se engajar na atividade, aumentando a atenção e participação.

Muitas pesquisas mostram que através da Musicoterapia, os sintomas do déficit de atenção diminuíram. Tocar um instrumento, cantar, realizar uma percussão corporal, um movimento corporal em determinado momento da música (atenção seletiva) ou jogo musical (diferenciar timbres) requer atenção, onde precisa-se estar focado para saber o momento preciso de se colocar na atividade musical. Uma atividade musical permite variações, inserir uma grande gama de estímulos, e quanto mais estímulos, maior a atenção. Em uma mesma atividade pode-se modificar a velocidade, a intensidade (forte x fraco), os instrumentos, inserir percussão corporal, dança, cantar, modificar a música, trabalhar só com o ritmo, só com a melodia, juntar tudo… possibilitando diferentes maneiras manter a atenção. Tendo assim, a música o poder de aumentar a capacidade de atenção por sua variedade de estímulos (auditivos, visuais, táteis) e mantendo os neurônios em atividade.

Através do ritmo na Musicoterapia trabalha-se o corpo. Além de dar energia, o ritmo organiza, trabalha a organização espaço temporal, diminuindo os sintomas de hiperatividade e impulsividade. A percepção temporal está alterada nas pessoas com TDAH. O ritmo é uma organização no tempo e no espaço, que obriga a realizar determinada tarefa musical em determinado tempo e em determinado espaço, não em um tempo maior ou menor.

A música também trabalha as emoções, a ansiedade, sendo um dos objetivos terapêuticos da Musicoterapia no TDAH acalmar, tanto diminuindo a ansiedade, quanto relaxando a musculatura. É mais que comprovada a capacidade que a música tem de relaxar e acalmar, o que vai auxiliar na concentração e atenção. Deve-se começar com atividades mais rápidas e após ir diminuindo a velocidade, a fim de tranquilizar, de aumentar o foco e ir inserindo outras atividades, atividades mais calmas, atividades que exijam maior capacidade de atenção.

A autoestima também é aumentada através da autorrealização que uma atividade musical pode oferecer e a música é também um meio de comunicação capaz de expressar mais intimamente as emoções que as palavras, auxiliando no desenvolvimento emocional e também na comunicação (verbal e não verbal). É uma forma de comunicação não verbal, que faz a criança se sentir muito à vontade para trabalhar suas questões emocionais e sociais.

Assim, as atividades musicoterápicas como jogos musicais, atividades rítmicas, cantar, música e movimento, tocar instrumentos musicais e composição requerem todo o trabalho cognitivo de raciocínio, organização, atenção, memória, criatividade, a atividade motora, além da troca de ideias (interação social), comunicação (expressar o que se quer de forma adequada), tranquilidade, ouvir o outro, seguir instruções e de fortalecer o emocional e a autoestima, diminuindo a ansiedade, aprendendo a lidar com frustrações, melhorando comportamentos e oferecendo maior autonomia e segurança, além de aumentar a qualidade de vida. Tornando-se assim uma criança ou adolescente mais saudável na escola, na família e no trabalho.

*Clara Dawn - Clara Dawn é romancista, psicopedagoga, psicanalista, pesquisadora e palestrante com o tema: "A mente na infância e adolescência numa perspectiva preventiva aos transtornos mentais e ao suicídio na adolescência". É autora de 7 livros publicados, dentre eles, o romance "O Cortador de Hóstias", obra que tem como tema principal a pedofilia. Clara Dawn inclina sua narrativa à temas de relevância social. O racismo, a discriminação, a pedofilia, os conflitos existenciais e os emocionais estão sempre enlaçados em sua peculiar verve poética. Você encontra textos de Clara Dawn em claradawn.com; portalraizes.com Seus livros não são vendidos em livrarias. Pedidos pelo email: escritoraclaradawn@gmail.com




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Saiba como obter 30% de desconto na compra do carro zero

30 doenças garantem 30% de desconto na compra do
 carro zero – Lei pouco conhecida!

Uma lei pouco conhecida pelos brasileiros pode te dar direito a comprar carro com desconto e nunca mais pagar IPVA. Não é novidade que deficientes físicos tem direito a comprar carro com desconto. O que você não sabe é que talvez a Receita Federal te considere deficiente e você também tenha direito ao benefício.

Tal benefício está previsto na Lei nº 10.690 de 16 de junho de 2003, que expandiu o número de patologias, as quais os portadores podem requerer o direito.

Todos achamos terrível pagar o preço cobrado nos carros aqui no Brasil, ainda mais quando sabemos que grande parte disso é imposto.

Uma saída é lutar pelo direito de isenção fiscal, onde metade da população pode finalmente se livrar dos impostos cobrados nos carros.

Existe uma lista de doenças extremamente comuns que dão direito a esse maravilhoso benefício, como Hérnia de disco, escoliose, LER, Linfomas, Câncer de Mama. Você mesmo pode ser um dos beneficiados e está gastando dinheiro a toa, podendo nunca mais pagar IPVA.

Algumas empresas oferecem a realização do processo, cobrando valores enormes e reduzindo a vantagem do seu benefício. Em alguns casos chegam a R$6.000,00.

Mas existe uma forma mais barata de conseguir o desconto? SIM! E o melhor, por um valor até 5x menor.

Testamos o Guia da Isenção (download) um passo-a-passo rico em detalhes de como realizar todo o processo sem depender de nenhuma empresa ou despachante.

É um verdadeiro passo-a-passo a prova de falhas capaz de auxiliar na luta por esse direito tão valioso e escondido de você por anos.

Nele nós encontramos dicas essenciais para evitar as armadilhas da burocracia nacional.

COMO FIZEMOS
Para ter certeza de que realmente funciona, convidamos nosso editor para realizar todo o processo, sem pedir ajuda de ninguém.

CNH Especial – Em cerca de 40 dias ele já estava com a CNH Especial.

Laudos – Com a sequência apresentada no guia, não foi difícil conseguir os laudos.

A escolha do carro – Além de como conseguir as isenções, o guia também trouxe dicas fundamentais na negociação do carro PCD.

Nosso editor escolheu um Corolla Automático, que saiu por menos de 50 mil reais… Mais barato que muito carro popular manual.

COMO POSSO SABER SE TENHO DIREITO?
Listamos mais de 30 patologias que dão direito ao benefício. Veja abaixo as mais comuns:

Amputações

Artrite Reumatóide

Artrodese

Artrose

AVC

AVE (Acidente Vascular Encefálico)

Autismo

Alguns tipos de câncer

Doenças Degenerativas

Deficiência Visual

Deficiência Mental

Doenças Neurológicas

Encurtamento de membros e más formações

Esclerose Múltipla

Escoliose Acentuada

LER (Lesão por esforço repetitivo)

Linfomas

Lesões com sequelas físicas

Manguito rotador

Mastectomia (retirada de mama)

Nanismo (baixa estatura)

Neuropatias diabéticas

Paralisia Cerebral

Paraplegia

Parkinson

Poliomielite

Próteses internas e externas, exemplo: joelho, quadril, coluna, etc.

Problemas na coluna

Quadrantomia (Relacionada a câncer de mama)

Renal Crônico com uso de (fístula)

Síndrome do Túnel do Carpo

Talidomida

Tendinite Crônica

Tetraparesia

Tetraplegia

Obs.: Doenças como Síndrome de Down e Autismo também dão direito como Não condutor.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Saiba: 5 mitos sobre o suicídio

O suicídio é uma das principais causas de morte no mundo inteiro. Os seus segredos e estigma obscurecem as causas do suicídio e podem até mesmo invalidar a prevenção.

"O suicídio é um grave problema de saúde pública que recebe pouca atenção da sociedade, porque as pessoas não querem falar sobre isso", disse o Dr. Adam Kaplin, professor de psiquiatria e neurologia da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Considerando a implicação brutal que esta problemática tem a nível social e familiar, aqui estão alguns dos mitos principais sobre o suicídio e a verdade que está por trás deles.
 
5. Suicídio ocorre mais durante as férias

Diante da agitação e stress que muitas pessoas sentem por volta das férias, talvez seja natural que o mito de que os suicídios aumentam durante os meses de inverno persiste. Na verdade, o suicídio não mostra nenhum padrão sazonal.

Mas picos, quando ocorrem, dão-se geralmente na primavera. Este padrão de sazonalidade da primavera remonta ao final dos anos 1800, de acordo um estudo das taxas de suicídio em todo o mundo publicado na revista Social Science & Medicine, em 1995.

O estudo descobriu que, no Hemisfério Norte, o suicídio aumentava em maio. Este efeito é mais forte em países agrícolas e em climas temperados, onde as diferenças sazonais são mais pronunciadas.

Os pesquisadores não sabem ao certo porque esses padrões sazonais existem, mas a principal teoria sustenta que a vida social torna-se mais intensa nos meses mais quentes, colocando stressores extras em pessoas que lutam com a saúde mental. [Porque as pessoas tentam o suicídio]
 
4. Abordar o tema do suicídio coloca ideias na cabeça das pessoas

Quando as pessoas estão deprimidas, os seus entes queridos podem ter medo de perguntar se eles estão a ter pensamentos suicidas, preocupando-se com o facto de poderem colocar a ideia na cabeça da pessoa. Não é o caso, dizem os especialistas.

Na verdade, os profissionais de saúde mental dizem que, se você está preocupado com alguém, a melhor coisa a fazer é falar com eles abertamente. Perguntar a alguém se está a ter pensamentos suicidas não vai colocar os pensamentos na cabeça da pessoa.

Pelo contrário, pode até ajudar essa pessoa a quebrar a tensão e sigilo que alimenta o comportamento suicida. E , acima de tudo, falar ajuda a pessoa a pedir ajuda. No entanto, ao falar com alguém sobre o suicídio, não tente convencer as pessoas a não o fazerem, informa a Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio (AFSP).

Frases como: "Você tem tanto para viver", podem colocar alguém nas garras de pensamentos suicidas. Compaixão e empatia são fundamentais. A AFSP aconselha palavras como: "As coisas devem ser realmente terríveis para você estar a sentir-se assim".

De igual forma, nunca deixe uma pessoa suicida sozinha e tenha a certeza de que a pessoa não tem acesso a meios letais, tais como armas de fogo. [Teste de sangue pode prever o risco de suicídio]
 
3. A conversa suicida é apenas busca de atenção

Um mito comum sustenta que as pessoas que falam sobre pensamentos suicidas ou pessoas que se auto-mutilão estão apenas clamando por atenção, enquanto que os que nunca dizem uma palavra são os únicos a realmente passar ao ato. Isso não é verdade.

Falar sobre morrer ou magoar-se a si mesmo é um dos principais sinais de alerta de uma tentativa de suicídio, de acordo com a AFSP. Nem todo a gente que tenta o suicídio vai sinalizar as suas intenções, é claro, mas só porque alguém está a falar sobre suicídio não significa que não o façam.

Se alguém afirma querer morrer ou cometer suicídio, ou se estiver a pesquisar maneiras de se matar, devemos informar as autoridades, os familiares e amigos próximos, e não deixar que a pessoa fique só.
 
2. A maioria das pessoas deixa uma carta

Ao ouvir que alguém cometeu suicídio, a questão imediata é muitas vezes: "Será que deixou uma carta?" A ideia de que a carta escrita é uma parte fundamental do processo de suicídio pode fazer sentido para a mente não-suicida, de acordo com o psicólogo Thomas Joiner da Florida State University.

Mas, na realidade, os estudos descobriram que a percentagem de suicidas que deixam notas situa-se entre zero e 40 por cento. "O fato é que a maioria das pessoas não faz cartas", afirma Joiner. "Eu acho que a razão para isso é que eles estão num estado de espírito muito alienado, cortado das pessoas, por isso eles não estão inclinados a comunicar-se".
 
1. O suicídio é inevitável

A ideia de que o suicídio é inevitável é, talvez, o mito mais pernicioso de todos. Muitas pessoas acreditam que uma pessoa suicida vai arranjar alguma maneira de morrer, não importa o quê - esse argumento é usado por aqueles que se opõem a barreiras de suicídio na ponte Golden Gate, por exemplo.

Na verdade, mais de 90% das pessoas que cometem suicídio têm problemas de saúde mental diagnosticáveis, mostra a pesquisa. Mas o ato em si é muitas vezes a resposta de uma pessoa stressada e perturbada a uma crise momentânea.

Um estudo de 2001 publicado na revista Suicide and Life-Threatening Behavior descobriu que entre 153 casos de suicídios quase concluídos, 24% das pessoas tentaram matar-se 5 minutos após decidirem cometer suicídio. Setenta por cento fez uma tentativa uma hora após a decisão.

Além disso, 90 por cento das pessoas que tentam o suicídio e sobrevivem (mesmo através de meios extremamente letais, como armas de fogo) não irão morrer de suicídio, sugere um artigo de 2008 publicado The New England Journal of Medicine.

É por isso que os especialistas em saúde mental, aconselham a remoção de oportunidades e meios de as pessoas cometerem suicídio - assim que a crise passe, a pessoa pode ser tratada com sucesso relativamente ao transtorno mental subjacente.

Como o sobrevivente Ken Baldwin disse à revista New Yorker, em 2003, acerca da sua tentativa de se matar pulando da ponte Golden Gate, o arrependimento foi imediato: "eu imediatamente percebi que tudo na minha vida que eu pensei não ter solução era totalmente solucionavel ​​- exceto pelo salto". [Livescience]
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Qual a diferença entre crack e cocaína? A classe social de quem consome.

Fórmula da cocaína e do crack, quase iguais (F:Alternet)
 
Por Cynara Menezes
 
A iniciativa da prefeitura de São Paulo de experimentar outra abordagem contra o crack, hospedando em hotéis e pagando 15 reais por dia a viciados para que varram ruas me deixou muito otimista. É hora de os governantes brasileiros passarem a combater as drogas de maneira menos hipócrita e higienista –como fazem o PSDB e o DEM, que sempre preferiram simplesmente expulsar os viciados do centro ou interná-los em instituições mentais, para bem longe da vista dos “cidadãos de bem”. Obviamente os obtusos da direita (pleonasmo?) já atacaram a ideia do prefeito Fernando Haddad. Para que tentar dar uma chance a essas pessoas se é possível varrê-las para debaixo do tapete? “Pessoas? E usuário de crack é gente?”, perguntam-se os defensores dos “humanos direitos”.
 
Os histéricos da droga normalmente preferem nem se informar a fundo sobre o assunto, como se a mera proximidade com estudos científicos os contaminasse. Mas como a guerra às drogas que inventaram resultou apenas em crime, degradação e violência, outro tipo de pensamento começa a se impor no mundo. Não é à toa que países como Uruguai e mesmo os EUA mudaram sua visão em relação à maconha. Os EUA, aliás, estão cada vez mais liberais com a cannabis, como demonstra uma pesquisa divulgada no início do mês: hoje em dia, 55% dos norte-americanos aprovam a legalização da maconha. E só 35% deles acham que fumar baseados é “moralmente condenável” (veja aqui).
 
Exatamente o oposto da direita ignorante (pleonasmo?) brasileira, que se recusa a aceitar a falência de seu modelo arcaico na solução de dilemas contemporâneos.
 
Um fato pouco divulgado sobre o crack é que ele não é uma droga tão diferente das outras, tão mais viciante que as demais. Sabia? Na verdade, existe bem pouca diferença entre o crack e a cocaína, quimicamente falando. A única diferença é a remoção do cloridrato, o que torna possível fumá-lo. É como se a cocaína fosse açúcar refinado, e o crack, rapadura. O que torna o crack mais potente é a forma de consumi-lo: fumar leva a droga rapidamente aos pulmões, fazendo com que o efeito seja mais rápido e mais intenso do que cheirar pó (veja mais mitos sobre o crack aqui). Para piorar, a pedra de crack é barata –custa 10 reais, enquanto o grama de cocaína é vendido a 50 reais. Ou seja, o crack, ao contrário da cocaína, é acessível aos miseráveis.
 
Saber disso nos abre os olhos a uma problemática fundamental em relação ao crack, que é a vulnerabilidade social de quem está exposto à droga morando nas ruas. É exatamente este aspecto que a prefeitura de SP pretende combater ao tentar reintegrar o viciado à sociedade, dando-lhe perspectivas. Sem oferecer-lhes perspectiva de futuro, esperança, não adianta desintoxicá-los. Ao sair da clínica, eles voltam para o vício, até porque, vivendo à margem, não têm mais o que fazer. Enquanto isso, os cocainômanos e viciados em crack das classes mais abastadas são enviados ao rehab, às clínica chiques, e a gente nem sequer chega a tomar conhecimento deles. Quem está na rua, não, “incomoda”, integra a “gente diferenciada” para a qual muitos torcem o nariz e têm medo.
 
Dois anos atrás, o ator Charlie Sheen, bem conhecido de todos como o “doidão” de Hollywood, causou polêmica nos EUA ao declarar em uma entrevista que alguns amigos seus usam crack “socialmente”, assim como fazem tantos endinheirados com a cocaína. Parece absurdo? Não é. A partir das declarações de Sheen, a jornalista Maia Szalavitz, da revista Time, escreveu um artigo demonstrando que somente 15 a 20% das pessoas que experimentam crack ficam viciados. Mais: que 75,6% dos que provaram crack entre 2004 e 2006 tinham abandonado o cachimbo dois anos depois; outros 15% passaram a usar ocasionalmente; e só 9,2% ficaram viciadas.
 
Uma realidade bem distante do que pensávamos pouco tempo atrás, quando se costumava dizer que basta uma baforada para a pessoa ficar viciada. É possível, sim, entrar no crack e sair. Assustar os jovens em relação às drogas pode ser eficiente, mas eu acho que é muito mais importante dizer a verdade, conscientizá-los com base na ciência. “O crack não é mais tóxico que a cocaína. O que acontece é: quem toma crack? Os negros mais ferrados dos EUA. Os adolescentes com menos perspectivas profissionais”, defende um dos maiores especialistas do mundo em drogas, o espanhol Antonio Escohotado. No Brasil é a mesma coisa. Embora atinja várias classes sociais, o vício em crack é devastador sobretudo para os jovens e adultos em situação de rua.
 
Quanto mais leio e me informo, mais fico convencida de que não existem drogas “perigosas”. Todas elas são e não são ao mesmo tempo. O que existe é a pessoa por trás da droga e a circunstância em que vive. Se o ser humano que busca as drogas está em condição de risco –psicológico ou econômico– obviamente estará mais sujeito à adicção. Assim é com tudo que entra pela boca do homem: comida, álcool, remédios ou drogas ilícitas. A droga jamais pode estar relacionada à fuga da realidade, mas às experiências sensoriais. Quem vive na rua, dormindo na calçada ou em buracos, com certeza não está usando a droga “recreativamente”.
 
Se não fôssemos dominados por um pensamento tacanho e estivéssemos usando, como em muitos países civilizados, a maconha com fins terapêuticos (a exemplo dos EUA, que a direita brasileira adora macaquear, mas não nas iniciativas boas), a próxima etapa do programa da prefeitura de São Paulo deveria ser ministrar baseados como política de redução de danos do vício em crack. Vários estudos científicos comprovam que fumar maconha diminui a “fissura” entre viciados que desejam deixar a pedra, ajuda na hora de enfrentar a síndrome de abstinência. É uma possibilidade no tratamento. Os hipócritas iriam permitir? Imagina. Interessa a eles, de certa forma, que existam viciados em crack perambulando pelas ruas para que seu irracional discurso anti-drogas e anti-crime continue a ter eficiência sobre os incautos.
 
Fonte: Socialista Morena

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Os fatos provam que Cuba tem o cuidado com a saúde melhor que os EUA, por que escondê-lo? (+ Vídeo)

É difícil encontrar uma reportagem investigativa que rigorosamente comparar os sistemas de saúde público e privado em todo o mundo . As empresas de mídia que suportam a ideologia e os interesses do setor empresarial privado. Além disso, as companhias de seguros e clínicas privadas , um setor em crescimento por políticas de privatização dos serviços de saúde , são um espaço publicitário potencial cliente que a mídia não deve se preocupar.
 
Para aceder a um trabalho deste tipo deve voltar-se para a mídia alternativa ou o trabalho dos blogueiros independentes. É o caso do físico e blogueiro Alberto Sicilia, que analisou os dados de saúde vários países ricos oficiais , todos pertencentes à OCDE a partir das estatísticas da OCDE em si.

Ela indica que o país industrializado com a protecção da saúde pública mais baixo garantido é os EUA, com 27,4 % da população , em contraste com outros países industrializados, onde perto de 100%.

O conjunto de indicadores de saúde para a população desses países parecem sugerir uma conclusão óbvia : a maior cobertura dos serviços de saúde pública garante uma melhor saúde da população . E desmente o argumento de que a gestão privada é mais eficiente que o público nesta matéria.

Por exemplo , a mortalidade infantil em os EUA é de 6,7 por mil nascidos vivos , em comparação com 4,8-2,5 Reino Unido ou a Suécia. E as estatísticas da OCDE não digo , mas a UNICEF: Os EUA tem o pior indicador de mortalidade infantil que o Terceiro Mundo , perto de sua costa e bloqueio de quase 60 anos atrás: Cuba , este ano reduziu sua taxa para 4,2.

Outro fato curioso é fornecido pela OCDE sobre a doença de diabetes. EUA tem o maior índice de pessoas que sofrem a amputação de seus pés para agravamento da doença : 36 por cem mil , em comparação com uma média de 12 nos países da OCDE . E é engraçado que Cuba tem um índice de 4,9, sete vezes menos do que os EUA . Explicação: A aplicação no sistema público da ilha por droga cubano Heberprot -P , o que evita essas amputações , muitas das quais derivam de lembrar - mortes. E ainda mais curioso é que este cubano começa medicina e comercializados em outros países, mas não em os EUA , porque as leis de embargo para proibir Island.

A maioria dos dados relevantes : conseqüência direta do custo econômico de consultas médicas , EUA é um dos países com a menor relação de visitas por paciente por ano : 4, menos da metade de Cuba, com 9,2 visitas por pessoa por ano.

OCDE As estatísticas também nos diz que no país mais rico e mais poderoso do planeta, mais de um terço das pessoas doentes podem não seguir o seu tratamento devido a problemas financeiros . Algo absolutamente impensável , mesmo nas áreas rurais mais remotas montanhosas e de Cuba, onde o atendimento personalizado , monitoramento domiciliar e medicamentos têm garantia e são altísimamente gratuita ou subsidiada.

Há outras informações de saúde interessante fora das estatísticas da OCDE. Por exemplo , de acordo com a Organização Pan- Americana de Saúde, Cuba tem a maior densidade de recursos humanos na área de saúde que os EUA : população 134,6 por dez mil , em comparação com 125,1 EUA.

Em qualquer caso, se for verdade a proposição de que a gestão privada é mais eficiente que o público, embora os resultados são mais baixos gastos com saúde em um país como os EUA deve ser muito menor. As estatísticas , porém, mostram o contrário : a população dos EUA é mais dinheiro gasto com a saúde , com US $ 8.000 por ano por pessoa, o dobro da maioria dos países industrializados.

Mas o que se compararmos os gastos com saúde em Cuba? Na Ilha da despesa anual per capita é 435,91 pesos cubanos (13). Se usarmos a mudança de 25 pesos por dólar , usado pelos meios de comunicação fora de contexto , para garantir que o salário cubano não ultrapasse R $ 20, podemos concluir que Cuba gasta US $ 17 por ano por pessoa em saúde . Ou seja, ao investir 470 vezes menos do que os EUA , obteve melhores indicadores de saúde.

Todos estes dados parecem mostrar várias coisas . Um deles, a suposta ineficiência do sistema socialista cubano não é demonstrável no que diz respeito aos serviços de saúde , dois, que os sistemas de saúde pública do mundo são superiores em desempenho e eficiência do privado e três , o que significa que eles preferem desviar o olhar para um fato relevância informativa óbvia: um país pobre e bloqueado como Cuba é superior em quase todos os itens de saúde para a maior potência econômica do mundo.

* Coordenador Cubainformación
 

Fonte: La pupila insomneTraduzido pelo Google Tradutor