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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

MPF pede quebra do sigilo do Youtube de Edir para apurar fake news sobre coronavírus

(Foto: Agencia Globo)
O MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça a quebra do sigilo do perfil do bispo Edir Macedo no Youtube e Facebook em uma investigação para apurar se ele cometeu infração contra a saúde pública.

O líder da Igreja Universal postou em março de 2020 em sua rede social um vídeo no qual dizia que ninguém devia se preocupar com o coronavírus por se tratar de “mais uma tática de Satanás, que trabalha com o medo, o pavor”.

“E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracassando, débeis e suscetíveis.”

Na época, Edir Macedo fazia abertamente lobby contra o isolamento social anti-coronavírus, para não ter de fechar seus templos, deixando, portanto, de recolher dízimo e doações.

Ele chegou a reproduzir a fake news de um suposto patologista segundo o qual a Covid-19 não é letal, não causando sequer resfriado.

O contágio do coronavírus no Brasil estava então se acelerando e já havia previsões de que o número de óbitos iria ultrapassar os 100 mil.

Sem nunca desmentir o que tinha dito, Edir Macedo deletou o referido vídeo, mas cópia dele continua disponível na internet [ver abaixo].

Em março, o bispo, que tem 75 anos, foi internado por ter contraído o vírus e teve sintomas leves. Ele ficou em um hospital, o Moriah, do grupo de suas empresas, em São Paulo.

Até a tarde hoje (8 de agosto), a Igreja Universal não tinha conhecimento oficial da investigação do MPF, mas adiantou que Edir Macedo não cometeu nenhum crime.

O artigo 268 do Código Penal prevê detenção de um mês a um ano, além de multa, a infrator de medida sanitária preventiva. 



Com informação de Veja e de outras fontes.


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Juíza declara em sentença que homem negro é criminoso "em razão da sua raça"

Zarpelon atua na 1ª Vara Criminal da Comarca da
Região Metropolitana de Curitiba (PR). - Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Acusado de integrar uma organização criminosa e praticar furtos, Natan Vieira da Paz, 48 anos, foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão pela juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba (PR). A decisão foi proferida no dia 19 de junho e publicada na última terça-feira (11). No texto, a magistrada acusa o homem de praticar os crimes por ser negro.

“Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”, escreveu Zarpelon na página 107, de 115, de sua sentença condenatória.

Em outros dois trechos, na página 109 e 110, a magistrada repete a mesma afirmação ao citar o acusado. “Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça.”

Além de Vieira da Paz, outras oito pessoas foram julgadas e condenadas na mesma ação pela juíza Zarpelon. De acordo com a decisão, o grupo formava uma organização criminosa que, entre os meses de janeiro de 2016 e julho de 2018, praticou furtos e saidinhas de banco nas praças Carlos Gomes, Rui Barbosa e Tiradentes, na região central de Curitiba. Eles teriam furtado mochilas, bolsas, carteiras e celulares.
Foto: Reprodução
A advogada de Vieira da Paz, Thayse Pozzobon, recorrerá da decisão de Inês Marchalek Zarpelon e acionará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o julgamento seja anulado, por conta do racismo praticado pela magistrada na sentença.

“Infelizmente, resta evidente o racismo nas palavras da juíza que entendeu que Natan é criminoso por ser negro e deve ser condenado. Essa prática é intolerável. Essa sentença deve ser anulada e proferida por uma juíza absolutamente imparcial. Eu já acionei a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] do Paraná e as comissões de igualdade e direitos humanos, também tomarei providência junto à corregedoria e ao CNJ”, afirma a advogada.

Para Douglas Belchior, fundador da Uneafro, não há dúvida sobre racismo no episódio. “Essa juíza racista precisa perder o mandato e responder pelo crime que cometeu. O Ministério Público precisa se posicionar e abrir uma ação penal. É uma sentença e uma postura inadmissível. E isso joga luz a outro tema recorrente: o caráter estruturalmente racista do judiciário acarreta decisões seletivas todos os dias desde sempre. Até quando?”, pergunta o militante.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Adriano da Nóbrega Depositou 400 Mil na Conta de Queiroz que fez Depósitos na Conta de Michelle


Capitão Adriano transferiu R$ 400 mil para conta de Queiroz, estima MP-RJ.

Adriano é o miliciano que foi condecorado pelo clã por ordem de Bolsonaro a Flávio. Adriano estava preso por ter assassinado um flanelinha.

Pelo menos R$ 69,5 mil foram depositados nas contas bancárias de Queiroz por restaurantes administrados pelo miliciano e seus familiares.

Em novembro passado, Queiroz pediu que a mãe de Adriano permanecesse escondida no interior de Minas Gerais, após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garantir o andamento das investigações sobre o esquema criminoso do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.

O advogado de Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta, também chefiava a defesa Capitão Adriano.

A mãe e a ex-mulher do Capitão Adriano eram “funcionárias fantasmas” do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, de acordo com a investigação conduzida pelo MP-RJ.

A mãe de Adriano realizou 17 depósitos no valor total de R$ 91.796 na conta bancária de Queiroz.

Capitão Adriano era chefe da milícia que domina as comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste do Rio.

Queiroz e a mulher trocaram mensagens de celular que indicam que o advogado Luís Gustavo Botto Maia, responsável pelas contas eleitorais de Flávio Bolsonaro, faria uma proposta financeira a Adriano e seus familiares, em troca de silêncio do miliciano.

PF e MP encontraram ligações entre o miliciano Adriano da Nóbrega. Acusado da matar Marielle, Ronnie Lessa, era vizinho de Bolsonaro e Carlos no condomínio Vivendas da Barra.

Queiroz depositou na conta de Michelle Bolsonaro 21 cheques que somam R$ 72 mil.

Mulher de Queiroz depositou R$ 17 mil na conta de Michelle Bolsonaro quando o marido era assessor de Flávio.

Ou seja, Queiroz e a esposa repassaram R$ 89 mil para Michelle Bolsonaro.

Precisa desenhar?

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Laboratório cancela compra de forma "estranha", 3 toneladas de Cloroquina


O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz abriu na segunda-feira, 27 de  julho, um edital para a compra de 3 toneladas de cloroquina a uma empresa indiana, a IPCA Laboratories Limited, o maior fabricante mundial desse princípio ativo.
Na reportagem, Cynara aponta várias estranhezas para a megacompra:
— Reconhecimento pela própria Fiocruz da inexistência de estudos que comprovem a eficácia da cloroquina e do seu derivado, a hidroxocloroquina, para a covid-19.
— Em abril, o diretor de Farmanguinhos, Jorge Souza Mendonça, afirmou ao jornal O Globo não haver risco de desabastecimento de cloroquina, já que o Instituto possuía material suficiente para produzir 4 milhões de unidades.
–Há uma semana  o Jornal Nacional revelou um documento da área técnica do Ministério da Saúde alertando para não adquirir e produzir cloroquina em massa e que já havia um estoque de 4 milhões de comprimidos.
Na ata da reunião, constava que o governo iria importar “3 toneladas de insumos para a produção de cloroquina” no país “via Ministério das Relações Exteriores”. Seriam as mesmas do pregão da Farmanguinhos?
— a IPCA, com sede em Mumbai, aparece no edital como fornecedora obrigatória e a justificativa é atender às demandas do SUS,  para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus, causador da COVID-19”.
Quarta-feira, 29-07, 23h30. Farmaguinhos informa o cancelamento do edital suspeito.
Ou seja, 3 horas e 8 segundos após a denúncia de Cynara Menezes ser publicada. Tempo recorde, para decisões em situações semelhantes.
Segue a íntegra da nota
NOTA OFICIAL 29/07 – 23h30
“O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição vinculada ao Ministério da Saúde (MS), informa o cancelamento do edital 65/2020, de aquisição do insumo farmacêutico ativo difosfato de cloroquina, para produção de cloroquina”.
FONTE: Viomundo

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Bolsonaro denunciado no Tribunal de Haia por Genocídio e Crime Contra Humanidade


O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais.

A Rede Sindical Brasileira UNISaúde acusa o presidente de “falhas graves e mortais” na condução da resposta à pandemia de covid-19.

“No entendimento da coalizão, há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crime contra a humanidade durante sua gestão frente à pandemia, ao adotar ações negligentes e irresponsáveis, que contribuíram para as mais de 80 mil mortes pela doença no país”, destacam.

Bolsonaro já foi alvo de uma outra denúncia no mesmo tribunal, envolvendo a situação dos indígenas. Naquele momento, a acusação era de risco de genocídio. Desta vez, porém, trata-se da primeira ação de iniciativa dos trabalhadores da saúde na Corte Internacional e já levando em consideração vetos a leis, a medidas de ajuda e sua responsabilidade de proteger tanto a população quanto aos profissionais de saúde.

O tribunal recebe cerca de 800 denúncias por ano e leva meses até tomar uma decisão se aceita ou não a queixa, o que levaria a corte a abrir uma investigação formal.

Enquanto uma decisão é aguardada, porém, a ofensiva internacional se transforma em mais um capítulo de um abalo contra o governo. Nos últimos meses, as denúncias em diferentes fóruns internacionais se transformaram no “novo normal” para a diplomacia brasileira. Apenas em 2019, foram mais de 35 queixas apresentadas formalmente à ONU.

No caso do Tribunal, porém, a denúncia vem dos sindicatos de profissionais de saúde, que consideram que existe “dolo” e “intenção na postura do presidente, quando adota medidas que ferem os direitos humanos e desprotegem a população, colocando-a em situação de risco em larga escala, especialmente os grupos étnicos vulneráveis”.

No documento de 64 páginas submetido à procuradora-geral do Tribunal, Fatou Bensouda, as entidades denunciam uma atitude de “menosprezo, descaso, negacionismo” e que “trouxe consequências desastrosas, com consequente crescimento da disseminação, total estrangulamento dos serviços de saúde, que se viu sem as mínimas condições de prestar assistência às populações, advindo disso, mortes sem mais controles”.

“A omissão do governo brasileiro caracteriza crime contra a humanidade – genocídio”, diz o texto. “É urgente a abertura de procedimento investigatório junto a esse Tribunal Penal Internacional, para evitar que, dos 210 milhões de brasileiros, uma parcela sofra as consequências desastrosas dos atos irresponsáveis do senhor Presidente da República”, apontam.

“O governo Bolsonaro deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por recusar-se a proteger os trabalhadores da saúde do Brasil assim como a população brasileira, à qual ele prometeu defender quando se tornou presidente”, disse Marcio Monzane, secretário regional da UNI Americas.

“Entendemos que buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros estão enfrentando uma situação extremamente difícil e perigosa criada pelas decisões deliberadas de Bolsonaro”, disse.

A UNI Americas é o braço regional da federação internacional sindical UNI Global Union, com sede na Suíça e representando 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em 150 países

Segundo Morzane, a opção dos sindicatos não foi a de fazer “mais uma pressão política”. “Decidimos apresentar uma denúncia técnica”, explicou. No documento, o grupo cita a situação entre indígenas, comunidades vulneráveis e os profissionais de saúde.

Crime contra a humanidade

Criado no final dos anos 90, o tribunal tem o mandato para avaliar quatro crimes internacionais fundamentais: genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes de agressão.

“O caso descreve como Bolsonaro cometeu crimes contra a humanidade quando se recusou a tomar as medidas necessárias para proteger o povo brasileiro durante a pandemia, garantindo a redução dos riscos de doenças, conforme prevê o artigo 196 da Constituição Federal”, explicam as entidades.

“O presidente, argumentam os advogados na ação, colocou e ainda coloca os profissionais de saúde bem como toda a população em risco, ao promover aglomeração de seus apoiadores, aproximando-se deles sem máscara, e fazendo propaganda de medicação, como a hidroxicloroquina, para a qual não há comprovação científica de sua eficácia contra a doença”, alertam.

“Bolsonaro afirmou ele mesmo ter testado positivo para a Covid-19 e tem constantemente promovido o uso da medicação em lives em suas redes sociais, ao forjar estar tomando o medicamento”, denunciam.

sábado, 4 de julho de 2020

Nota de Nojo: netos de Luiz Gonzaga repudiam Bolsonaro e apropriação indevida de música

(Reprodução / Youtube)
Filhos de Gonzaguinha e netos de Luiz Gonzaga escreveram o que chamaram de “nota de nojo” contra o presidente Jair Bolsonaro. “Não estamos de acordo com o uso da canção Riacho do Navio, nem sua alteração, nem sua execução (com duplo sentido) pelo Senhor Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, em transmissão ao vivo pelo Senhor Presidente”. 

Na mesma nota, a família Gonzaga repudia outras ações do presidente e aponta um horizonte em que país volte a ter respeito e honestidade pela sua história. 

Leia na íntegra:

NOTA DE NOJO

Diante da impotência e da impossibilidade de processo por propaganda indevida, por dupla apropriação, da canção de Luiz Gonzaga e Zé Dantas e do projeto do Rio São Francisco; nós, filhos de Luiz Gonzaga do Nascimento Jr, netos de Luiz Gonzaga, o Gonzagão, apresentamos uma NOTA DE NOJO diante deste governo mortal e suas lives. Governo que faz todos os gestos ao seu alcance para confundir e colocar em risco a população do Brasil, enquanto protege a si mesmo e aos seus.

Não estamos de acordo com o uso da canção Riacho do Navio, nem sua alteração, nem sua execução (com duplo sentido) pelo Senhor Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, em transmissão ao vivo pelo Senhor Presidente.

E, AINDA QUE SIMBOLICAMENTE, não autorizamos ao Governo Federal o uso das canções assinadas por nenhum de nossos familiares, ou suas respectivas partes.

Sonhamos com o dia em que nosso país volte a ser e a ter respeito e honestidade em relação à sua história, suas injustiças e desequilíbrios.

Sonhamos o dia em que se volte a reconhecer, dentro do país, a importância da Cultura, das artes Brasileiras, e seu imenso legado por gerações, assim como o é em todo o mundo.

Sonhamos com o dia em que a informação e o conhecimento sejam distribuídos democraticamente a todos, para, apenas recomeçar, sanarmos essa doença que não faz distinção, além da social, como costuma ser na nossa violenta história. E depois, para que o poder e o espaço, em toda instância, possa ser equalizado e distribuído. Sonhamos dias sem mortos pela violência do Estado, seja ela direta ou indireta. Finalmente;

Sonhamos com quando poderemos dançar e cantar abraçados, sem medo, nos bailes de forró.

Trabalhamos todos os dias por realizar estes sonhos, que não são apenas por nós, mas por todas as gentes deste país.

Por ora, trabalhamos em casa, cumprindo as indicações internacionais da Organização Mundial de Saúde e pedimos que, todos que possam, também o façam.

Amora P. Gonzaga do Nascimento
Nanan Gonzaga do Nascimento
Daniel Gonzaga do Nascimento

Fonte: Mídia Ninja

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Governo Bolsonaro só gastou 29,3% dos recursos para combater a Covid-19

(Foto 1: Marcos Corrêa/PR - Foto 2: Alan Santos/PR)
O Painel do Orçamento Federal, elaborado com base nos dados mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), de 22/VI, aponta que o Ministério da Saúde só gastou R$ 11,5 bilhões dos R$ 39,3 bilhões liberados pelo governo, o que equivale a 29,3% do total. Outros R$ 2,1 bilhões (5,3%) já estão comprometidos com o pagamento de contas, mas ainda não saíram do caixa.
Além disso, segundo reportagem do Estadão, dos R$ 404 bilhões liberados pelo governo em verbas adicionais para combate à pandemia, incluindo recursos para aliviar seu impacto econômico e social, R$ 177,4 bilhões (43,9%) foram gastos.
Segundo o economista Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), “está faltando gestão” na Saúde. Sem contar o fato de que a pasta é ocupada atualmente por um general, após as demissões de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.
“Você precisa de um ministro da Saúde de peso, que tenha capacidade administrativa para fazer as coisas funcionarem. Se isso já vale nos períodos normais, imagine numa crise como essa”, diz. “Agora se você fica trocando de ministro como quem troca de roupa e não tem uma referência clara no comando, fica difícil. O Pazuello pode ter as qualidades dele, mas não tem retrospecto nisso aí", completa Salto.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Funcionários do Banco Mundial pedem suspensão da nomeação de Weintraub

A associação dos funcionários do Banco Mundial (Bird) enviou uma carta nesta quarta-feira ao comitê de ética da instituição contrária à nomeação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub para o cargo de diretor-executivo do banco. A entidade representativa pede que a indicação seja suspensa até que acusações contra o economista brasileiro sejam analisadas pelo comitê.

No documento, a associação diz que "muitos funcionários estão profundamente perturbados" com algumas atitudes do ex-ministro, entre elas o tweet em que culpa a China pela pandemia do novo coronavírus. A carta também menciona o fato de Weintraub ter sugerido a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de ter feito pronunciamentos públicos contrários aos direitos de minorias e a promoção da equidade racial.

A associação ressalta que, "apesar de essa nomeação ter sido condenada por múltiplos países clientes", os funcionários do banco entendem que a indicação é uma prerrogativa do governo brasileiro. Mas fazem uma ressalva, afirmando que os membros da diretoria do banco precisam seguir o Código de Ética da instituição tanto em sua vida privada quanto em sua vida profissional.

"Nós, por isso, pedimos formalmente que o Comitê de Ética analise os fatos por trás das múltiplas alegações, com vista a (a) suspender sua nomeação até que as alegações possam ser analisadas, e (b) assegurar que o Sr. Weintraub seja informado que o tipo de comportamento que ele é acusado é completamente inaceitável nessa instituição", afirma a associação.

Os funcionários do banco ressaltam ainda que o Banco Mundial tomou medidas recentes para eliminar o racismo na instituição. "Isso quer dizer um comprometimento de todos os funcionários e membros da diretoria a denunciar o racismo quando presenciá-lo". "Nós acreditamos que o Comitê de Ética compartilha essa visão e fará o possível para cumpri-la", completa.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Desdobro: Wassef "abrigou" Queiroz por uma boa causa

(Foto: Agencia Brasil)
O ex-advogado do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Frederick Wassef, afirmou em entrevista ao telejornal SBT Brasil, que abrigou Fabrício Queiroz na sua casa, em Atibaia no interior de São Paulo, por “questões humanitárias”.
Em sua versão sobre o paradeiro de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Wassef disse: “O que eu tenho para dizer é o seguinte: jamais escondi Fabrício Queiroz. Ele estar lá (no imóvel de Atibaia) não é nenhum crime, nenhum ilícito, não é obstrução de justiça. Não há nenhuma irregularidade”.
“(Foi) também uma questão humanitária. Porque (é) uma pessoa que está abandonada, uma pessoa sem recursos financeiros, com problemas de saúde e que o local era perto”, completou Wassef.
Queiroz foi preso na última quinta-feira, 18, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” – quando funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao parlamentar – na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  O ex-assessor é uma das peças chaves do esquema e apontado como operador do esquema que desviou milhões dos cofres públicos.

sábado, 20 de junho de 2020

Com risco de prisão, Weintraub viaja para Miami

(FOTO: Redes Sociais)
Abraham Weintraub deixou o Brasil e já está nos Estados Unidos. Ele foi demitido do MEC (Ministério da Educação) na quinta-feira 18 pelo presidente Jair Bolsonaro, mas a sua exoneração ainda não foi oficializada.

De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, Weintraub viajou ainda na sexta-feira 19 e já se encontra em Miami.

Em mensagem publicada no Twitter neste sábado 20, a localização de Weintraub aparece em Miami. “As coisas aconteceram muito rapidamente”, escreveu o ministro em resposta a um seguidor.

O irmão do ministro, Arthur Weintraub (assessor especial da Presidência), também fez publicação nas redes sociais em que afirma que Abraham está fora do país.

“Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA”, escreveu o irmão.

Ele deixou o país no mesmo dia em que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de apreensão do passaporte de Weintraub para evitar que ele saísse do país.

➤ Leia também: 



Alvo do inquérito das fake news, que tramita no Supremo, Weintraub também é investigado no tribunal por racismo, por ter publicado um comentário sobre a China.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Weintraub anuncia saída da Educação e diz que trabalhará no Banco Mundial

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O economista Abraham Weintraub anunciou hoje sua saída do Ministério da Educação. "Agradeço a todos de coração, em especial ao presidente Jair Bolsonaro, o melhor Presidente do Brasil! Liberdade!", escreveu. 

No vídeo divulgado por ele, Weintraub aparece ao lado do presidente e agradece ao apoio que vem recebendo. "Sinto cada vez que vocês fazem parte da minha família". "Desta vez é verdade, estou saindo do MEC. 

Nos próximos dias passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar. Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída. Recebi o convite para ser o diretor de um banco e volto para o mesmo cargo, porém no Banco Mundial"

Em pouco mais de um ano à frente do MEC (Ministério da Educação), o economista Abraham Weintraub, demitido hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acumulou derrotas no Congresso Nacional. 

Em fevereiro deste ano, a MP da ID Estudantil, que permitia a emissão de carteirinhas estudantis pelo governo, perdeu a validade sem nem sequer ter sido discutida pelos parlamentares. Os deputados se queixaram de falta de diálogo com o ministro. 

A emissão das carteirinhas pelo governo aconteceu em ofensiva a entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e foi fortemente defendida por Weintraub. Em mais uma derrota para o ministro, o MEC e o Inep (Instituto Nacional dos Estudantes) e foi fortemente defendida por Weintraub. 

Em mais uma derrota para o ministro, o MEC e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) decidiram, em maio deste ano, adiar a aplicação do Enem devido à pandemia do novo coronavírus. 

Apesar da crise sanitária e da suspensão das aulas presenciais, Weintraub vinha defendendo a manutenção das datas e associou os pedidos de adiamento à "esquerda". A decisão pelo adiamento do Enem deste ano aconteceu após um projeto de lei que previa o adiamento do exame ser aprovado em decisão quase unânime no Senado -o único contrário à medida foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). 

Na semana , Weintraub foi multado pelo governo do Distrito Federal por não usar máscara durante uma manifestação bolsonarista no último domingo (14). 

Na segunda-feira (15), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu a prisão e o afastamento do então ministro no âmbito do inquérito que investiga fake news, ofensas e ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Para piorar a situação do agora ex-ministro, no mesmo dia o próprio Bolsonaro fez uma crítica a Weintraub. Durante entrevista ao canal BandNews TV, o presidente disse que o então chefe do MEC "não foi muito prudente" ao participar da manifestação no fim de semana. 

Também na segunda, o STF formou maioria para manter Weintraub no inquérito das fake news, impondo nova derrota ao ministro. O julgamento foi concluído na quarta (17) com o placar de 9 a 1 contra o ex-ministro

Justiça autoriza prisão da mulher de Fabrício Queiroz

Márcia Oliveira de Aguiar está sendo investigada junto com o marido Queiroz

O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. Além dele, o juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJ do Rio, também expediu mandado de prisão contra a mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.

Leia também: 


O casal e o senador são investigados pelo esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo e deve vir para o Rio, onde é investigado. A operação denominada "Anjo" teve o apoio da Polícia Civil. O mandado de prisão contra Márcia está sendo cumprido com auxílio da Polícia Federal.

Márcia esteve no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2017. Ela foi uma dos sete parentes que Queiroz emplacou na estrutura do mandato de Flávio. Além dele, também foram lotados outros sete parentes dele no gabinete de Flávio desde 2007. Entre os parentes de Queiroz investigados junto com o casal, estão ainda a enteada e duas filhas, uma delas é a Nahtalia Queiroz, conhecida por ser personal trainer.

No ano passado, O GLOBO revelou que Márcia nunca teve crachá na Alerj e, durante um processo que ela moveu na Justiça, Márcia se declarou "cabeleireira". Nunca mencionou assessoria parlamentar.

O MP do Rio também cumpre mandados de busca e apreensão em diversos endereços da capital. Um deles é a casa de Bento Ribeiro, escritório político da família Bolsonaro.

Polícia cumpre mandado de busca e apreensão em casa que consta na relação de bens do presidente Jair Bolsonaro no Rio



PF cumpre mandado de busca e apreensão em casa que consta na relação de bens do presidente

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem, na manhã desta quinta-feira (18), um mandado de busca e apreensão em uma casa que pertence ao presidente Jair Bolsonaro em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio.

A ação faz parte de uma operação, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, em desdobramento das investigações sobre o esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).


Agentes do Ministério Público fazem buscas em uma casa de Bento Ribeiro, na Zona Norte, que consta na relação de bens do presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução

O imóvel em Bento Ribeiro foi usado como um dos comitês de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro na Zona Norte do Rio. À época da disputa eleitoral, Bolsonaro chegou a visitar o imóvel durante uma agenda pública. Na ocasião, ele ainda cortou os cabelos em um salão próximo à casa.

Atualmente, mora na casa Alessandra Esteves Marins, que é ligada ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro. Ela faz parte da equipe de apoio no Rio a que o parlamentar tem direito.

De acordo com o Ministério Público, o mandado na casa de Bento Ribeiro é cumprido contra Alessandra, que também já foi servidora da Alerj. Também são alvo da operação a ex-servidora da Alerj Luiza Paes Sousa, Matheus Azeredo Coutinho, que ainda é funcionário da Casa Legislativa, e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

De acordo com o Ministério Público, além da busca e apreensão, a Justiça autorizou a aplicação de medidas cautelares contra os investigados, dentre elas o afastamento da função pública, obrigatoriedade de se apresentar à Justiça mensalmente e proibição de fazer contato com testemunhas.

Fonte: G1 - Rio

terça-feira, 16 de junho de 2020

Governo Bolsonaro Censura Biografia De Lideranças Negras Históricas No Site Da Fundação Palmares

(FOTO: O Antropofagista)
Para Bolsonaro, dar destaque à biografia de personalidades negras importantes para a história do país é caso de censura sistêmica e não pode, em hipótese alguma, estar no site da Fundação Palmares, justamente porque a instituição federal tem como objetivo zelar por essa memória. Não há nada mais eficaz para o conceito de um racista que suprimir qualquer forma de memória da história do país em que haja papel de destaque de um negro.

Funcionários da Fundação e pesquisadores acusam Sergio Camargo, o chefe do órgão, escolhido a dedo por Bolsonaro para negar a importância dessas figuras históricas que se projetaram na história do país pelas enormes contribuições que deram para o seu desenvolvimento.

Por isso, desde que Camargo assumiu a presidência da Fundação, com a nítida intenção de destruí-la para tirar sua importância do cenário cultural brasileiro, a mando dos ímpetos racistas de Bolsonaro, esse tipo de atitude vem acontecendo de forma coordenada.

Lógico que Camargo é um tarefeiro disposto a cumprir a agenda racista de Bolsonaro. Por isso ordenou que a página fosse apagada do site da Fundação.

O site na internet mostrava um lindo mosaico com fotografias e nomes de diversas personalidades negras e, através dele, tinha-se acesso a vários artigos sobre a vida e obra de mulheres e homens negros que marcaram a história do país, como Zumbi dos Palmares, considerado o principal líder negro do Brasil.

Por isso Camargo, usado como boneco de ventríloquo por Bolsonaro, tem atacado tão fortemente a biografia de Zumbi para reescrevê-la a modo e gosto de Bolsonaro.

Essa sordidez racista que Bolsonaro, ao contrário de esconder, fez grandes esforços para promover na construção de sua candidatura, vide seu discurso fascista contra quilombolas proferido na Hebraica, é parte da personalidade indissociável de Bolsonaro. Ele é racista e faz questão de dobrar a aposta em cada feição, em cada fala e em cada atitude.

Claro que ele não tem o menor medo do ridículo quando demoniza a figura do Zumbi e exalta a coroa imperial como o ponto alto da escravatura no Brasil.

Para Bolsonaro, o importante é apagar a história de qualquer liderança negra, mostrando que seu racismo é carregado de ódio. Mas como o racismo no Brasil pode lhe render uma cadeia, ele usa Sergio Camargo, que é negro e que se presta a esse papel ultrajante para declarar guerra a tudo o que vem promover a história de construção dos negros no Brasil.

E fará isso na Fundação Palmares porque o principal objetivo de Bolsonaro é destruí-la, como quem estivesse destruindo um quilombo que ele odeia, como já declarou.

domingo, 14 de junho de 2020

Bolsonaristas lançam fogos de artifício contra o STF e ameaçam ministros

Imagens: O Antagonista
Manifestantes bolsonaristas lançaram fogos de artifício na noite deste sábado contra o prédio do STF.

Se fosse da esquerda os caras nem encostavam, agora 20 pessoas tem acesso, montam os jorrões no chão, atiram fogo, gravam um vídeo de quase 03 minutos insultando os ministros e sairão de boa comemorando o feito criminoso e a segurança da esplanada fez vista grossa!!!!

Em vídeo que circula nas redes sociais, um homem faz ameaças aos ministros: “Vocês vão cair. Nós vamos derrubar vocês, seus comunistas”.

Clique abaixo para assistir ao vídeo:







sexta-feira, 12 de junho de 2020

Bolsonaro impede que síndicos tenham poder de barrar festas e aglomerações

Foto: Redes Sociais 
O presidente Jair Bolsonaro vetou trechos de um projeto aprovado no Congresso Nacional que, dentre outras medidas, concedia aos síndicos o poder de proibir festas e restringir o acesso a áreas comuns no condomínio que administra. Os vetos foram antecipados nas redes sociais de Bolsonaro e publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 12.
“Qualquer decisão de restrição nos condomínios devem ser tomadas seguindo o desejo dos moradores nas assembleias internas”, escreveu o presidente em uma rede social.
O PL 1179/2020, aprovado pelo Senado em 3 de abril, estipula flexibilizações no direito privado durante a pandemia do novo coronavírus, no período de 20 de março a 30 de outubro deste ano.
No trecho do projeto vetado por Bolsonaro, o texto defendia que os síndicos teriam poder para restringirem “reuniões e assembleias presenciais” conforme as “determinações sanitárias das autoridades locais”.
Outro artigo vetado pelo presidente proibia ações de despejo para a desocupação de imóveis urbanos até 31 de dezembro. Ao mesmo tempo, Bolsonaro aprovou o artigo que suspende a aquisição de propriedades imobiliárias ou mobiliárias por usucapião.
Também foram descartados pelo presidente artigos que tratavam da revisão contratual de imóveis durante a pandemia e outros que restringiam reuniões ou assembleias presenciais. No artigo 12, entretanto, ficou reconhecida a legalidade de votações, em caráter emergencial, por meios virtuais.
FONTE: Isto É