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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Arborização Urbana em São Luís: Desafios e Caminhos para um Futuro Mais Verde

Avenida em São Luís (Foto:Blog do Ed Wilson)

A arborização urbana é essencial para o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida nas cidades, influenciando o conforto térmico, a biodiversidade e a saúde pública.

No Brasil, segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE a distribuição de áreas verdes varia entre as capitais, refletindo diferentes níveis de planejamento urbano.

No Nordeste, segundo o IBGE, Fortaleza lidera a arborização, com 59,7% da população vivendo em ruas com árvores. No entanto, São Luís enfrenta uma realidade preocupante, com apenas 34,3% das vias arborizadas.

Avenida em Fortaleza (Foto: Diário do Nordeste)

Os desafios da capital maranhense são diversos. O crescimento urbano desordenado contribuiu para a baixa cobertura vegetal, sem uma política clara de preservação ambiental. O baixo investimento e lentidão na execução de políticas públicas impedem avanços concretos na arborização. A ausência de vegetação intensifica os impactos climáticos, causando ilhas de calor e aumentando o risco de enchentes. Além disso, a falta de conscientização e participação popular dificulta a adoção de práticas sustentáveis.

Ranking de arborização das capitais do Nordeste:

Posição

Capital

% da população vivendo em vias arborizadas

Fortaleza

59,7%

Teresina

57,7%

Natal

55,2%

João Pessoa

53,2%

Recife

51,1%

Maceió

46,2%

Aracaju

44,3%

São Luís

34,3%


Caminhos para um Futuro Mais Verde


Mesmo com diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de São Luís e iniciativas de universidades e entidades ambientais, a cidade ainda carece de planejamento e fiscalização adequados. Para reverter esse quadro, é necessário aumentar os investimentos em infraestrutura verde, fortalecer o planejamento urbano e envolver a população no processo de conservação ambiental. A arborização não é apenas estética, mas uma estratégia essencial para tornar São Luís mais sustentável e resiliente diante das mudanças climáticas.





quarta-feira, 28 de maio de 2025

Retrato da Mão de obra desperdiçada


Foto: Blog Cidadania & Cultura

Do Blog Cidadania & Cultura

Com a taxa de desemprego de 7% no primeiro trimestre, a menor da história para o período, o chamado desperdício da mão de obra também está em seus menores níveis. A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 15,9% no primeiro trimestre, a segunda menor da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Só fica acima dos 15,6% de 2014, antes da recessão de 2015 e 2016.

A taxa indica a parcela de trabalhadores subutilizados frente à força de trabalho ampliada do país, que soma a força de trabalho (quem está trabalhando ou em busca de vaga) com a força de trabalho potencial. O grupo de trabalhadores subutilizados reúne desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e trabalhadores na força de trabalho potencial, que podem buscar posição e não estar disponíveis ou nem procuram por acreditar não ter chances de conseguir a vaga, por exemplo.

A taxa de subutilização é uma medida mais ampla e traz outras perspectivas sobre o que ocorre no mercado de trabalho. São pessoas que poderiam estar alocadas de maneira mais eficiente na economia.

O comportamento dessas medidas de subutilização acompanha o da taxa de desemprego. Com mercado aquecido, medidas de subutilização estão perto das mínimas. Mas ainda são pessoas que poderiam ser usadas de maneira mais produtiva para a atividade econômica, mas não estão por série de fatores.

Apesar do momento positivo do emprego, o economista da LCA 4Intelligence Bruno Imaizumi aponta que as outras faces do mercado de trabalho observadas nos dados sobre trabalhadores subutilizados permitem ver que há mais espaço para melhorias.

A taxa de subutilização inclui todos os trabalhadores desse grupo. Mas há também medidas intermediárias. No primeiro trimestre, o indicador que somava os desempregados e aqueles que trabalhavam menos horas do que gostariam estava em 11,1%, a menor para o período e pouco acima do piso de 10,6% da série histórica.

Há também um indicador que soma desempregados, quem trabalha menos horas que gostaria e aqueles em desalento – que desistiram da busca por uma vaga por não terem esperança de conseguir, seja porque não se acham qualificados, seja porque não veem chances de vagas no local onde vivem, por exemplo. Essa taxa estava em 13,9%, a segunda menor para um primeiro trimestre da série. Todas elas, no entanto, encontram- se em dois dígitos.

“O desemprego está caindo e as taxas alternativas [de subutilização] também recuam, mas apontam um nível elevado na comparação com a taxa de desocupação. É uma mão de obra que podia estar contribuindo para o mercado”, diz Imaizumi.

Em números absolutos, o grupo de trabalhadores subutilizados somava 18,463 milhões de pessoas – frente a uma população ocupada de 102,5 milhões. Desse total de 18,463 milhões, 7,714 milhões eram pessoas que estavam ativamente em busca de trabalho. Os restantes 10,749 milhões eram trabalhadores que estavam ocupados, mas por menos horas do que gostariam (4,552 milhões), ou estavam na força de trabalho potencial (6,197 milhões).

A força potencial reúne os chamados desalentados (3,228 milhões) – que desistiram de buscar trabalho por acreditarem que não têm chances de conseguir – e trabalhadores que não procuram de forma ativa, mas estariam disponíveis ou procuram, mas não estariam aptos a trabalhar naquele momento (2,969 milhões).

Na avaliação de Bruno Imaizumi, iniciativas fora da esfera macroeconômica poderiam ajudar a reduzir essa mão de obra desperdiçada. Parte desse grupo é formada por pessoas, especialmente mulheres, que estão dedicadas a cuidados com a casa ou com família – crianças ou idosos.

“Creches e locais de apoio para idosos poderiam liberar o tempo dessas pessoas, que dessa forma teriam como se inserir no mercado de trabalho”, nota.

Entre os indicadores de subutilização da força de trabalho, o único que não está nos menores níveis é o que considera o desalento individualmente. No primeiro trimestre de 2025, 2,8% das pessoas na força de trabalho estavam em situação de desalento, quase o dobro da menor taxa para um primeiro trimestre, que foi de 1,5% em 2014.

Neste caso, apontam os economistas, o movimento é influenciado pelas mudanças nas relações de trabalho trazidas pelo covid-19. “O desalento caiu consideravelmente desde a pandemia [quando se aproximou dos 6%], mas a queda não se dá na mesma velocidade que as outras taxas. É possível fazer um paralelo com a taxa de participação, que em vários países não recuperou o nível pré-pandemia”, diz Valério.

Permanência fora do mercado de trabalho daqueles perto da idade da aposentadoria, percepção de que a economia se encontra pior do que a realidade e expansão dos programas sociais do governo são algumas das hipóteses citadas para explicar essa situação.

“Houve mudança estrutural no mercado no pós-pandemia, uma transformação das relações de trabalho, e parte dos trabalhadores não deve mais voltar”, afirma o economista da LCA 4Intelligence.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Confira a população de cada município brasileiro, segundo o IBGE

São Paulo, com 12 milhões de habitantes, e Serra da Saudade, com 839,
são os dois extremos populacionais de um país que já soma 207 milhões
 de pessoas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (30) uma estimativa da população dos 5.570  municípios.  Em todo o país, são 207,7 milhões de habitantes, um crescimento de 0,77% em comparação com o ano anterior . De acordo com o IBGE, 17 municípios brasileiros têm população superior a 1 milhão de pessoas. Eles concentram 45,5 milhões de habitantes (21,9% da população do país).
O município de São Paulo segue como o mais populoso do país, com 12,1 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões de habitantes), Brasília e Salvador (cerca de 3 milhões cada). É a primeira vez que a capital federal atinge essa marca. No outro extremo, Serra da Saudade (MG) é o município brasileiro de menor população, 812 habitantes, seguido de Borá (SP), com 839, e Araguainha (MT), com 931. O IBGE estima que quase um quarto dos municípios (24,746%) teve redução de população, entre 2016 e 2017.
Entre os estados, os três mais populosos estão na região Sudeste, enquanto os cinco menos populosos estão na região Norte. O líder é São Paulo, com 45,1 milhões de habitantes, concentrando 21,7% da população do país. Roraima é o estado menos populoso, com 522,6 mil habitantes (0,3% da população total).
MUNICÍPIOS COM MAIS DE 1 MILHÃO DE HABITANTES
ORDEMUFMUNICÍPIOPOPULAÇÃO 2017
SPSão Paulo12.106.920
RJRio de Janeiro6.520.266
DFBrasília3.039.444
BASalvador2.953.986
CEFortaleza2.627.482
MGBelo Horizonte2.523.794
AMManaus2.130.264
PRCuritiba1.908.359
PERecife1.633.697
10ºRSPorto Alegre1.484.941
11ºGOGoiânia1.466.105
12ºPABelém1.452.275
13ºSPGuarulhos1.349.113
14ºSPCampinas1.182.429
15ºMASão Luís1.091.868
16ºRJSão Gonçalo1.049.826
17ºALMaceió1.029.129
TOTAL45.549.898
% em relação ao total BRASIL21,90%
TOTAL BRASIL207.660.929
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS.
OS  MUNICÍPIOS COM MAIS DE 500 MIL HABITANTES, EXCETO CAPITAIS
ORDEMUFMUNICÍPIOPOPULAÇÃO 2017
SPGuarulhos1.349.113
SPCampinas1.182.429
RJSão Gonçalo1.049.826
RJDuque de Caxias890.997
SPSão Bernardo do Campo827.437
RJNova Iguaçu798.647
SPSanto André715.231
SPSão José dos Campos703.219
SPOsasco697.886
10ºPEJaboatão dos Guararapes695.956
11ºSPRibeirão Preto682.302
12ºMGUberlândia676.613
13ºSPSorocaba659.871
14ºMGContagem658.580
15ºBAFeira de Santana627.477
16ºSCJoinville577.077
17ºMGJuiz de Fora563.769
18ºPRLondrina558.439
19ºGOAparecida de Goiânia542.090
20ºPAAnanindeua516.057
21ºESSerra502.618
TOTAL15.475.634
% em relação ao total BRASIL7,50%
TOTAL BRASIL207.660.929
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS.
MUNICÍPIOS COM MAIS DE 1 MILHÃO DE HABITANTES
ORDEMUFMUNICÍPIOPOPULAÇÃO 2017
SPSão Paulo12.106.920
RJRio de Janeiro6.520.266
DFBrasília3.039.444
BASalvador2.953.986
CEFortaleza2.627.482
MGBelo Horizonte2.523.794
AMManaus2.130.264
PRCuritiba1.908.359
PERecife1.633.697
10ºRSPorto Alegre1.484.941
11ºGOGoiânia1.466.105
12ºPABelém1.452.275
13ºSPGuarulhos1.349.113
14ºSPCampinas1.182.429
15ºMASão Luís1.091.868
16ºRJSão Gonçalo1.049.826
17ºALMaceió1.029.129
TOTAL45.549.898
% em relação ao total BRASIL21,90%
TOTAL BRASIL207.660.929
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS.
Como é a estimativa
As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. Essa divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.
As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios.
O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.
Com informações do IBGE