Mostrando postagens com marcador Vandalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vandalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2015

"Brasil sempre foi a terra da ignorância e da burrice"


Do blog Tudo Em Cima,

Sabe, eu não entendo por que tanta gente está surpresa com o crescimento da mentalidade nazi-fascista entre a população do Brasil.


Gente, vocês não conhecem o próprio país em que vivem? Aqui é uma terra onde a ignorância transborda e a burrice prevalece, inclusive - e principalmente - entre aqueles que tem diploma do ensino superior e até doutorado.



E eu me incluo nisso também. Nunca li um livro do Machado de Assis, por exemplo. No mar de estupidez e boçalidade que é a sociedade brasileira, especialmente a elite e a classe média, eu estou só com a cabecinha pra fora. Agora, imagina o resto...



Conheço gente com carteirinha do PT assinada que fala coisas que envergonhariam até o Bolsonaro. Duvida? Entra em assuntos como homossexualismo, drogas, pena de morte, sexo, religião... Já ouvi coisas que me deixaram de cabelo em pé de gente que se declara comunista.



Óbvio que não é a maioria entre nós que age assim, mas só estou querendo dizer que se entre nós, da esquerda, está cheio de gente assim, imagina então no resto da população, que está à um passo de relinchar, enquanto faz compras em Miami?



Vocês não conhecem o Brasil? O Brasil é isso, gente. Sempre foi.




Agora eles apenas perderam a vergonha, porque o efeito manada está cada vez mais forte e formou uma onda que leva todos - sempre grudados na tela da Globo...


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CIA financia golpes em países desafetos via Anonymous, Canvas e outras ONGs

Recentemente foi descoberto um esquema de pagamento de valores para recrutamento de jovens de classe média-baixa e baixa para causar tumulto em manifestações, com o intuito de criar clima de comoção pública na população e fragilizar governos que queriam atingir.
 
O esquema só foi descoberto porque uma das bombas fornecidas a essas pessoas, foi colocada de forma criminosa para atingir e ferir policiais, mas acabou vitimando fatalmente o cinegrafista Santiago. Identificados os responsáveis, um deles colocou a boca no mundo.
 
O PSOL deu apoio político aos protestos violentos, tentou se beneficiar deles politicamente mesmo sabendo que estavam degringolando para uma seara arriscada. Em nenhum momento condenou o quebra-quebra. Um dos seus deputados, chegou a publicar um texto festivo no site do partido onde exaltava a forma corajosa de se manifestar para “proteger” os participantes de manifestações.
 
Por essas e outras o PSOL tem sim a sua responsabilidade política no que está acontecendo, mas não tenho como aceitar a versão de um advogado muito confuso e suspeito. Não fecha responsabilizar esse e outros partidos de esquerda, mesmo que radicais, pelo financiamento de grupos que internacionalmente vem tentando alvejar a democracia em países não alinhados com as políticas americanas. Sendo encontradas doações de políticos do PSOL feitas individualmente, mesmo reprováveis, não indicam de forma alguma, como quer agora a Globo e o advogado, que o partido é o responsável pelo financiamento dessas ações. Parece mais que a Globo quer ocultar os verdadeiros financiadores, que não são aliados de última hora do anti-petismo como o PSOL, mas oráculos estrangeiros e partidos de tendência conservadora, como o PSDB e DEM.
 
Começa a se desenhar internacionalmente, o mecanismo de funcionamento das ações que iniciaram com a primeira primavera árabe e, se espalharam para países que não manifestam adesão automática às políticas de Washington. Países como EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha, Israel, Arábia Saudita, etc… embora em alguns deles haja uma ditadura ou sistema democrático frágil que só pende para um lado, não tem sinais de insatisfações populares, muito menos nos moldes violentos que vem acontecendo em países árabes, leste europeu e américa do sul, por mais que os efeitos de crises internacionais afetem seus países, tanto ou mais dos que aqueles que enfrentam manifestações de protesto.
 
Recentemente o Brasil, ao aprovar junto com a Turquia, um acordo anti-nuclear com Irã, estimulado por Obama a principio mas depois rechaçado pelo mesmo, que pensou que esses países jamais conseguiriam fechar o acordo e, portanto justificaria novas sanções ao seu principal desafeto político: Armadinejah, expôs ao mundo as inconsistência da política externa americana. Dilma ao cobrar publicamente em Setembro explicações sobre espionagem deu um xeque-mate na política do sou forte, faço o que quero. Definitivamente, os primeiros governos brasileiros que não se curvaram às vontades de Washington viraram alvo da ira deles.
 
A engenharia do golpe
 
A CIA injeta dinheiro em ONGs que dão consultoria metodológica (Como a Sérvia Otpor!, hoje conhecida como Canvas) que produz material didático, indica equipamentos para serem usados em conflitos, dá treinamento virtual para ações em protestos e ensina como criar fraudes com imagens de outros países para arrebanhar incautos. Há dezenas de exemplos na internet dessas fraudes, como há de instruções para Black blocs, em que só se muda o idioma.
 
ONGS como o Anonymous, que tem uma rede de seguidores dentro dos próprios países, arrebanhados porque no início pregavam lutar contra o sistema financeiro, recebem de Washington para construir redes de mercenários dispostos a realizar os quebra-quebras. Os geeks do Anonymous, acostumados a golpes na internet, não teriam a capacidade de fazer o trabalho físico da baderna, portanto, jovens pobres e de classe média baixa são recrutados para isso, e eventualmente serem responsabilizados judicialmente.
 
Em todos esses países, o sistema se repete, primeiro chegam os Anonymous, convocam manifestações de forma insistente até conseguir alguma adesão, daí aparecem os Black Blocs, com símbolos anarquistas e anticapitalistas para seduzir a juventude, mas que na prática mostram uma incoerência gritante, pois servem aos propósitos do que existe de pior na direita fascista, contra sistemas de governo claramente com viés de esquerda e eleitos democraticamente, como Brasil e Venezuela.
 
Como esse blog revelou anteriormente, no Egito, Black Blocs passaram a hostilizar a população que foi a rua protestar contra o golpe de estado praticado por militares apoiados pelo governo americano e, inclusive participaram de uma emboscada junto com o exército Egípcio, que feriu e matou civis.
 
Para combater essas tentativas de golpe, é preciso uma ação da inteligência desses países para investigação da ação dessas ONGs e punição em caso de descobrir responsáveis por financiar ações violentas. Além do mais, é preciso um aperfeiçoamento na legislação para prever punição mais rigorosa e com prisão preventiva para quem causar risco de vida a cidadãos, policiais e profissionais de imprensa, e fianças altas para quebra injustificável de patrimônio público e privado.
 
A despeito de um medo até justo de que leis bloqueiem protestos pacíficos, a situação como está não pode continuar, então é preciso que as pessoas deixem de lado paixões cegas e a cegueira ideológica para avaliar que uma lei pode ser modificada. Golpes contra a democracia estão acontecendo mundo afora, usando os próprios cidadãos desses países e financiados pela CIA, não vem de quem apenas pede punição efetiva para quem comete CRIMES. O verdadeiro risco para a democracia é ficar de braços cruzados e esperar golpes acontecerem como gado inerte.
 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fascismo à Brasileira

Historicamente a adesão inicial ao fascismo foi um fenômeno típico das classes dominantes desesperadas e das classes médias empobrecidas e apenas pontualmente conquistou os estratos mais baixos da sociedade, ideologicamente dominados pelo trabalhismo social-democrata ou pelo comunismo. Nos mais diversos cantos do mundo, dos nazistas na Alemanha e camisas-negras na Itália, aos integralistas brasileiros e caudilhistas espanhóis seguidores de Franco, as classes médias, empobrecidas pelas sucessivas crises do pós-guerra (1921 e especialmente 1929), formaram o núcleo duro dos movimentos fascistas.
Esse alinhamento ao fascismo teve como fundo principal uma profunda descrença na política, no jogo de alianças e negociatas da democracia liberal e na sua incapacidade de solucionar as crises agudas que seguiam ao longo dos anos 1910, 20 e 30. Enquanto as democracias liberais estavam estáveis e em situação econômica favorável, com certo nível de emprego e renda, os movimentos fascistas foram minguados e pontuais, muito fracos em termos de adesão se comparados aos movimentos comunistas da mesma época. Porém, uma vez que a democracia liberal e sua ortodoxia econômica mostraram uma gritante fraqueza e falta de decisão diante do aprofundamento da crise econômica nos anos 1920 e 30, a população se radicalizou e clamou por mudanças e ação.
Lembremos que, quando os nazistas foram eleitos em 1932, a votação foi bastante radical se comparada aos pleitos anteriores; 85% dos votos dos eleitores alemães foram para partidos até então considerados mais radicais, a saber, Socialistas (social-democracia), Comunistas e Nazistas (nacional-socialistas), os dois primeiros à esquerda e o último à direita. Os conservadores ortodoxos, anteriormente no poder, estavam perdidos em seu continuísmo e indecisão, sem saber o que fazer da economia e às vezes até piorando a situação, como foi o caso da Áustria até 1938, completamente estagnada e sem soluções para sair da crise e do desemprego, refém da ortodoxia de pensadores da escola austríaca, tornando-se terreno fértil para o radicalismo nazista (que havia fracassado em 1934).
Além disso, o fascismo se apresentava como profundamente anticomunista, o que, do ponto de vista das classes dominantes mais abastadas e classes médias mais estáveis (proprietárias) menos afetadas pelas crises, era uma salvaguarda ideológica, pois o “Perigo Vermelho”, isto é, o medo de que os comunistas poderiam de fato tomar o poder, era um temor bastante real que a democracia liberal parecia incapaz de “resolver” pelos seus tradicionais métodos, especialmente após a crise de 1929. O fascismo desta maneira se apresentou como último refúgio dos conservadores (sejam de classe média ou da elite) contra o socialismo. Os intelectuais que influenciavam os setores sociais menos simpáticos ao fascismo, o viam como um mal menor “temporário” para proteger a “boa sociedade” das “barbáries socialistas”, como o guru liberal Ludwig von Mises colocou, reconhecendo a fraqueza da democracia liberal face ao “problema comunista”:
Não pode ser negado que o Fascismo e movimentos similares que miram no estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções e que suas intervenções, no momento, salvaram a civilização européia. O mérito que o Fascismo ganhou por isso viverá eternamente na história. Mas apesar de sua política ter trazido salvação para o momento, não é do tipo que pode trazer sucesso contínuo. Fascismo é uma mudança de emergência. Ver como algo mais que isso, seria um erro fatal. (L. von Mises, Liberalism, 1985[1927], Cap. 1, p. 47)
Além da descrença na política tradicional e do temor do perigo vermelho num cenário de crise, houve ainda uma razão fundamental para as classes médias adentrarem as fileiras do fascismo: o medo do empobrecimento e a perda do status social.
Esse sentimento – chamado de declassemént ou declassê no aportuguesado, algo como ”deixar de ser alguém de classe” – remetia ao medo de se proletarizar e viver a vida miserável que os trabalhadores, maior parte da população, viviam naquela época. Geralmente associava-se ao receio de que o prestígio social ou o reconhecimento social por sua posição econômica esmorecessem, mesmo para pequenos proprietários e profissionais liberais sem títulos de nobreza (ver Norbet Elias, Os Alemães). Esse medo entra ainda no contexto de uma evidente rejeição republicana, uma reação conservadora do etosnobiliárquico que dominava as classes altas e parte das classes médias urbanas nos países fascistas, à consolidação dos ideais liberais (mais igualitários) na estrutura social de poder e de privilégios, isto é, na tradição social aristocrática. Não foi por acaso que o fascismo foi uma força política exatamente onde os ideais liberais jamais haviam se arraigado, como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e Brasil.
Por fim, cumpre lembrar que os fascistas apelam à violência como forma de ação política. Como disse Mussolini: “Apenas a guerra eleva a energia humana a sua mais alta tensão e coloca o selo de nobreza nas pessoas que têm a coragem de fazê-la” (Doutrina do Fascismo, 1932, p. 7). A perseguição sem julgamento, campos de trabalho e autoritarismo não só vieram na prática muito antes do genocídio e da guerra, mas também já estavam em suas palavras muito antes de acontecerem. No discurso e na prática, a sociedade é (ou destina-se) apenas para aqueles que o fascista identifica como adequados; há um evidente elitismo e senso de pertencimento “correto” e “verdadeiro”, seja uma concepção de nação ou de identidade de raça ou grupo. E essa identidade “verdadeira” será estabelecida à força se preciso.
Mas porque estamos falando disso?
Parece crescente e cada vez mais evidente no Brasil que importantes setores da classe média e classe alta simpatizam com ideais semelhantes  aos que formaram o caldeirão social do fascismo?
rolezinho shopping facismo brasil

Vimos em texto recente que a sociedade brasileira, em particular a classe média tradicional e a elite, carrega fortes sentimentos anti-republicanos (ou anticonstitucionais), herdados de nossa sucessão de classes dominantes sem conflito e mudança estrutural, sem qualquer alteração substancial de sua posição material e política, perpetuando suas crenças e cultura de Antigo Regime. Privilégios conquistados por herança ou “na amizade”, contatos pessoais, indicações, nepotismos, fiscalização seletiva e personalista; são todas marcas tradicionais de nossa cultura política. A lei aqui “não pega”, do mesmo jeito que para nazistas a palavra pessoal era mais importante que a lei. Há um paralelo assustador entre a teoria do fuhrerprinzip e a prática da pequena autoridade coronelista, à revelia da lei escrita, presente no Brasil.
Talvez por isso, também tenhamos, como a base social do fascismo de antigamente, uma profunda descrença na política e nos políticos. Enojada pelo jogo sujo da política tradicional, das trocas de favores entre empresas e políticos, como o caso do Trensalão ou entre políticos e políticos, como os casos dos mensalões nos mais variados partidos, a classe média tradicional brasileira se ilude com aventuras políticas onde a política parece ausente, como no governo militar ou na tecnocracia de governos de técnicos administrativos neoliberais. Ambos altamente políticos, com sua agenda definida, seus interesses de classe e poder, igualmente corruptos e escusos, mas suficientemente mascarados em discursos apolíticos e propaganda, seja pelo tecnicismo neoliberal ou pelo nacionalismo vazio dos protofascistas de 1964, levando incautos e ingênuos a segui-los como “nova política” messiânica que vai limpar tudo que havia de ruim anteriormente
Por sua vez, como terceiro ponto em comum, partes das classes médias tradicionais e a elite tem um ódio encarnado de “comunistas”, e basta ler os “bastiões intelectuais” da elite brasileira, como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino ou Olavo de Carvalho ou mesmo porta-vozes do soft power do neoconservadorismo brasileiro, como Lobão e Rachel Sherazade. É curioso que o mais radical deles, Olavo de Carvalho, enxergue “marxismo cultural” em gente como George Soros (mega-especulador capitalista), associando-o ao movimento comunista internacional para subjugar o mundo cristão ocidental. Esse argumento em essência é basicamente o mesmo de Adolf Hitler: o marxismo e o capital financeiro internacional estão combinados para destruir a nação alemã (Mein Kampf, 2001[1925], p. 160, 176 e 181).
A violência fascista, por sua vez, é apresentada na escalada de repressão punitivista e repressora do Estado, apesar de – ainda – ser menos brutal que o culto à guerra dos fascistas dos anos 1920 e 30. Antes restritos apenas aos programas sensacionalistas de tv sobre violência urbana e aos apologistas da ditadura como Jair Bolsonaro, o discurso violento proto-fascista “bandido bom é bandido morto”, que clama por uma escalada de repressão punitiva, sai do campo tradicionalmente duro da extrema direita e se alinha ao pensamento de economistas liberais neoconservadores que consideram que “o criminoso faz um cálculo antes de cometer seu crime, então é o caso de elevar constantemente o preço do crime (penas intermináveis, assédio, execuções), na esperança de levar aqueles que sentirem tentados à conclusão de que o crime já não compensa” (Serge Hamili, 2013). Assim, a apologia repressora se alinha à lógica do punitivismo mercantil de apologistas do mercado, mimetizando um Chile de Pinochet onde um duríssimo estado repressor, anticomunista, está alinhado com o discurso  neoliberal mais radical.
Rachel Sheherazade direita classe média
Rachel Sheherazade
E, ainda, somam-se a isso tudo o classismo e o racismo elitista evidentes de nossa “alta” sociedade. Da “gente diferenciada” que não pode frequentar Higienópolis, passando pelo humor rasteiro de um Gentili, ou o explícito e constrangedor classismo de Rachel Sherazade, que se assemelha à “pioneira revolta” de Luiz Carlos Prates ao constatar que “qualquer miserável pode ter um carro”, culminando com o mais vergonhoso atraso de Rodrigo Constantino em sua recente coluna, mostrando que nossos liberais estão mais inspirados por Arthur de Gobineau eHerbert Spencer do que Adam Smith ou Thomas Jefferson. A elite e a classe média tradicional (que segue o etos da primeira), não têm mais vergonha de expor sua crença no direito natural de governar e dominar os pobres, no “mandato histórico” da aristocracia sobre a patuléia brasileira. O darwinismo social vai deixando o submundo envergonhado da extrema direita para entrar nos nossos televisores diariamente.
Assim, com uma profunda descrença na política tradicional e no parlamento, somada a um anti-republicanismo dos privilégios de classe e herança, temperados por um anticomunismo irracional sob auspícios de um darwinismo social histórico e latente, aliado a uma escalada punitivista alinhada a “ciência” econômica neoliberal, temos uma receita perigosa para um neofascismo à brasileira. Porém, antes que corramos para as montanhas, falta um elemento fundamental para que esse caldeirão social desemboque em prática neofascista real: crise econômica profunda.
Apesar do terrorismo midiático, nossa sociedade não está em crise econômica grave que justifique esta radicalização filo-fascista recente. Pela primeira vez em décadas, o país vive certo otimismo econômico e, enquanto no final dos anos 1990, um em cada cinco brasileiros estava abaixo da linha da pobreza, hoje este número é um em cada 11. A Petrobrás não só não vai quebrar como captou bilhões recentemente. A classe média nunca viajou, gastou no exterior e comprou tanto quanto hoje, nem mesmo no auge insano do Real valendo 0,52 centavos de dólar. O otimismo brasileiro está muito acima da média mundial, mesmo que abaixo das taxas dos anos anteriores.
No entanto, apesar de tudo isso, parte das antigas classes médias e elites continuam se radicalizando à extrema direita, dando seguidos exemplos de racismo, intolerância, elitismo, suporte ao punitivismo sanguinário das polícias militares, aplaudindo a repressão a manifestações e indiferentes a pobres sendo presos por serem pobres e negros em shopping centers. Isso tudo com aquela saudade da ditadura permeando todo o discurso. Se não há o evidente declassmént, o empobrecimento econômico, ou mesmo um medo real do mesmo, como explicar esta radicalização protofascista?
Não é possível que apenas o tradicional anti-republicanismo, o conservadorismo anti-esquerdista e o senso de superioridade de nossas elites e classes médias tradicionais sejam suficientes para esta radicalização, pois estes fatores já existiam antes e não desencadeavam tamanha excrescência fascistóide pública.
Não.
O Brasil vive um fenômeno estranho. As classes médias tradicionais e elite estão gradualmente se radicalizando à extrema direita muito mais por uma sensação de declassmént do que por uma proletarização de fato, causada por alguma crise econômica. Esta sensação vem, não do empobrecimento das classes médias tradicionais (longe disso), mas por uma ascensão econômica das classes historicamente subalternas. Uma ascensão visível. Seja quando pobres compram carros com prestações a perder de vista; frequentam universidades antes dominadas majoritariamente por ricos brancos; ou jovens “diferenciados” e barulhentos frequentam shoppings de classe média, mesmo que seja para olhar a “ostentação”; ou ainda famílias antes excluídas lotando aeroportos para visitar parentes em toda parte.
Nossa elite e antiga classe média cultivaram por tanto tempo a sua pretensa superioridade cultural e evidente superioridade econômica, seu sangue-azul e posição social histórica; a sua situação material foi por tanto tão sem paralelo num dos mais desiguais países do mundo, que a mera percepção de que um anteriormente pobre pode ter hábitos de consumo e culturais similares aos dela, gera um asco e uma rejeição tremenda. Estes setores tradicionais, tão conservadores que são, tão elitistas e mal acostumados que são, rejeitam em tal grau as classes historicamente humilhadas e excluídas, “a gente diferenciada” que deveria ter como destino apenas à resignação subalterna (“o seu lugar”), que a ascensão destes “inferiores” faz aflorar todo o ranço elitista que permanecia oculto ou disfarçado em anti-esquerdismo ou em valores familiares conservadores. Não há mais máscara, a elite e a classe média tradicional estão mais e mais fazendo coro com os históricos setores neofascistas, racistas e pró-ditadura. Elas temem não o seu empobrecimento de fato, mas a perda de sua posição social histórica e, talvez no fundo, a antiga classe média teme constatar que sempre foi pobre em relação à elite que bajula, e enquanto havia miseráveis a perder de vista, sua impotência política e vazio social, eram ao menos suportáveis.
*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve mensalmente para Pragmatismo Politico. (riorevolta@gmail.com)

domingo, 8 de setembro de 2013

Fracassa em todo o país “o maior protesto da história”

Fracassou em todo o país "o maior protesto da história do Brasil", evento anunciado durante toda a semana nas redes sociais e amplificado por setores da grande imprensa, que divulgaram massivamente os atos de protestos marcados para 149 cidades.
Até as quatro da tarde deste sábado de 7 de setembro, hora em que começo a escrever, não houve nada que lembrasse as grandes manifestações das chamadas "Jornadas de Junho", que levaram milhões de brasileiros às ruas nas principais cidades brasileiras.
Ao contrário, não vimos nada de multidões protestando "contra tudo e contra todos", carregando faixas e cartazes com as mais diferentes reivindicações, mas apenas alguns bandos de arruaceiros, umas poucas centenas de integrantes dos grupos mascarados do Anonymous e dos Black Blocs, tentando invadir desfiles militares, queimando bandeiras e entrando em confronto com a polícia, principalmente no Rio e em Brasília.
A exceção ficou por conta do "Grito dos Excluídos", manifestações pacíficas de movimentos sociais ligados à igreja católica, que todos os anos saem às ruas depois dos desfiles militares para apresentar suas reivindicações, que são levadas até a Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.
A cobertura completa do 7 de setembro está no noticiário aqui do R7, contrariando as previsões apoteóticas das pitonisas da mídia que imaginavam transformar este 7 de setembro num grande movimento nacional contra o governo, pegando como gancho a reta final do julgamento do mensalão, como se pode ver nesta nota publicada na coluna "Painel", da Folha, na edição deste sábado.
"#ficaadica Monitoramento de redes sociais feito pela agência FSB para seus clientes estimou em 38,7 milhões de pessoas o público exposto a convocações para protestos em todo o país. Entre os principais motes captados pelo estudo estão a prisão imediata dos condenados no mensalão".
Não foi o que se viu nas ruas. Gostaria de saber de onde tiraram este número e o mote apontado como principal para levar o povo às manifestações, já que os protestos se resumiram a pequenos grupos de arruaceiros e vândalos, e não vi na cobertura das televisões nada que lembrasse o julgamento do mensalão.
Se as oposições e seus aliados do Instituto Millenium esperavam o 7 de Setembro para dar uma guinada no cenário político-eleitoral do país, amplamente favorável à presidente Dilma e ao governo federal, como foi registrado nas últimas pesquisas, é bom que procurem logo outro povo e outro mote para "o maior protesto da história". Desta vez, foi um fiasco retumbante.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Tá na hora de rever concessão da Rede Globo

A TV Globo manipula as mentes
A Rede Globo umas das mais influentes do PIG, foi durante a ditadura miltar parceiro dois generais e contra a luta pela abertura democrática do país. O jornalismo da globo nasceu para induzir a opinião pública e apoia de forma criminosa qualquer ação dos imperialismo estadunidense contra países que querem ser independentes e/ou procuram caminhar ao socialismo, como na America Latina. 

A Rede Globo sempre foi e será enquanto existir um instrumento de manipulação da informação. Isso vem acontecendo no limiar dos movimentos populares no país.

Podemos citar algumas proezas da Globo:

Em 1982, a Globo juntamente com a Proconsult (empresa privada contratada para apurar os votos das eleições no estado do Rio de Janeiro) fraudaram o resultado da eleição para governador, porém foi descoberta a tempo, com objetivo de derrotar Leonel Brizola e dar de bandeja ao representante, Moreira Franco de PDS. 

Em 1984, aconteceu uma passeata com mais de 200 pessoas na Praça da Sé na luta pelas diretas para presidente, ela noticiou pelo Jornal Nacional que se tratava do aniversário da cidade de São Paulo;

Nas eleições de 1989, a Globo na eleição de Collor vez uma campanha de manipulação e difamação contra Lula, principalmente no segundo, no último debate favoreceu o candidato da direita,



Marinho, capacho da ditadura
Essa emissora, desde a década de 60, vem difundido ódio e mentiras, contra as nações, como o próprio Brasil, a Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Cuba, o Irá, Afeganistão, Iraque, Líbia, a Palestina e a China. Tudo para  fortalecer os imperialismo, representados pelo EUA, Ingleterra, Japão e  Israel.

Me bate que eu gosto

Entre janeiro de 2011 e julho deste ano, a família Marinho, através de suas empresas: TV Globo, Globo Participações, Globosat Programadora, Radio Globo São Paulo, Infoglobo (jornal O Globo), jornal Valor (de que a Globo é sócia), Globo Comunicação (internet), e Editora Globo (revista Época), faturou cerca de R$ 55 milhões, quase 1% do PIB, divulgando propaganda do Governo Federal e contra o Governo Federal.

Toda essa grana daria para sustentar 420 mil pessoas do Bolsa Família, cada família em média tem 4 pessoas, então um milhão e setecentas pessoas. O Governo Dilma investe  para ser combatido pelo PIG, todos os dias do ano todinho, de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. E de quebra países irmãos latinos.

Agora no final de 2012, a Rede Globo corrupta, monopolizadora, discricionária, obcecada pelo poder, fechou o ano com a demissão de 243 radialistas e 42 jornalistas no Rio de Janeiro. E estas dispensas acontecem mesmo que a emissora tenha assinado acordo no Ministério Público do Trabalho que a obriga a contratar – entre fevereiro de 2012 e de 2013 – 150 jornalistas e radialistaspara acabar com o excesso de horas extras muito acima do limite legal dos profissionais de suas redações.


Contínuo, te vira!
O número de dispensas foi levantado pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e pelo Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, através das rescisões homologadas. As duas entidades trabalham em conjunto e em contato com a Procuradoria do Trabalho, para que a emissora cumpra com o acordo.

Até a metade de janeiro foram declaradas, pela empresa dos Marinhos, cerca de cem contratações – com comprovante anexado ao processo iniciado pelo Ministério Público. A grande maioria destes postos de trabalho é da categoria de radialistas. Além disso, algumas das contratações anexadas à ação civil são para vaga de contínuo.

A Rede Globo pode estar tentando driblar o acordo, porque as contas não fecham. Em função disso os dois sindicatos estão em contato com os promotores responsáveis pelo caso. Os jornalistas da empresa relatam que não percebem qualquer aumento no número de funcionários nas redações. O que aumenta sempre, dizem eles, é a carga de trabalho.

O acordo na Procuradoria do Trabalho da 1ª Região, assinado em dezembro de 2011 e revelado pelo site do Sindicato dos Jornalistas na edição 36 de seu informativo impresso, remete a uma ação civil pública de 2005. O Ministério Público, após solicitar à Globo cópia do controle de frequência de empregados, encontrou casos de funcionários com expediente de 19 horas por dia, desrespeito ao intervalo mínimo entre expedientes (11 horas) e não concessão do repouso semanal remunerado.

Radialista, bode expiatório
Íntegra da entrevista da procuradora, da nota do sindicato e mais detalhes do processo você acessa aqui.

A procuradora Carina Bicalho afirma que a pejotização, que acontece na Rede Globo e em outras emissoras é artifício claro da precarização das relações do trabalho:

"PJ é uma forma que o capital descobriu para trazer o trabalhador para o lado dele, dizendo que o empregado está ganhando com isso", expõe a procuradora. No entendimento dela, quando essa prática ocorre com os altos salários, não há distribuição de riqueza, já que tanto a empresa quanto o profissional deixam de recolher impostos.

Veja a as diferenças do salario mensal entre artistas, jornalistas, radialistas e contínuos do império global:

Medo de ganhar menos
Regina Duarte, a tucaninha medrosa, embolsa cerca de R$ 120 mil;

Adriana Esteves,   a Carminha, ganha fixo R$ 85 mil;

Miguel Falabella, chega a ganhar cerca de R$ 650 mil por mês;

Daniela Marques, da novela "Lado a Lado", cerca de R$ 5 mil;

Juliana Paiva, da "Malhação", só R$ 1,5 mil;

Radialistas, ganham em média, cerca de R$ 2 mil;

Apresentador Pinóquio
Fátima Bernades, jornalistas e apresentadora, ganha R$ 250 mil;

Willian Bonner, jornalista, editor e apresentador, fatura R$ 2 milhões;

Fausto Silva, o Faustão, ganha o maior salário da Globo, R$ 5 milhões;

Um contínuo recebe em média 01 salário mínimo.

Fontes: Yahoo!TV , Portal R7Site dos RadialistasSite dos Jornalistas e Blog do Miro

Esta postagem foi publicada neste blog no dia 25/01/2013.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A disputa com a direita é nas ruas


Por Altamiro Borges


No final da tarde de ontem (19), lutadores pela democratização da mídia e blogueiros se reuniram com os jovens e aguerridos integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), o principal protagonista dos protestos das duas últimas semanas que contagiaram o Brasil. Antes do início da conversa, as emissoras de televisão transmitiram ao vivo o anúncio da redução das tarifas em São Paulo feito pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad. O clima foi de festa - com choros e risos. Uma histórica vitória da pressão das ruas. 

Na sequência, todos opinaram sobre a natureza das gigantescas manifestações recentes. Ninguém ainda tem certezas sobre o fenômeno. Mas ninguém também é ingênuo. Os integrantes do MPL foram os primeiros a registrar que a direita - inclusive grupos neonazistas e agentes infiltrados da polícia - tentou instrumentalizar o movimento. Eles também criticaram a cobertura distorcida da mídia - que primeiro exigiu violenta repressão e criminalizou os movimentos sociais e, depois, tentou agendar politicamente os protestos. 

Diante destes fatos, eles reafirmaram sua trajetória de esquerda e seu compromisso com "uma nova cidade, que garanta o acesso às pessoas". Eles enfatizaram que a pauta do MPL, centrada na luta pelo passe livre e por um transporte de qualidade, não será desvirtuada. "Sim, somos de esquerda e temos uma pauta de esquerda... Não, não seremos manipulados pela pauta da direita". Lucas Oliveira, o "Legume", ainda elogiou a unidade com outras forças de esquerda forjada durante os protestos. Ele lembrou que, historicamente, eles sempre estiveram juntos - mesmo com suas divergências - na luta pela melhoria nos transportes públicos. 

Na mesma quinta-feira, outras organizações populares se reuniram para comemorar a vitória e para discutir os próximos passos. Centrais sindicais, movimentos estudantis, entidades comunitárias e muitas outras decidiram reforçar ainda mais a mobilização. O objetivo é ocupar a Avenida Paulista na tarde de hoje. Há consenso de que a disputa com as forças da direita - contra seus vândalos e seus provocadores infiltrados - vai se dar nas ruas. O sentimento da sociedade é por avanços nas mudanças no país, com forte protagonismo dos movimentos sociais. Uma importante vitória já foi conquistada!

Fonte: Reproduzido do Blog do Miro