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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Pistoleiro que assassinou vereador Vavá do PCdoB/Ma é preso. Falta o mandante!


Foi preso há poucos instantes na zona rural de Conceição do Lago Açu o homem que matou com cinco tiros o presidente da Câmara Municipal de Santa Luzia.

Osmar Pereira Alves, 28 anos, foi preso em sua residência no povoado Olho D´Água do Lapela e confessou o crime. Osmar Pereira já foi preso outras vezes pela prática de assaltos. Ele disse aos policiais que o prenderam que foi contratado para ir até Santa Luzia matar o vereador Cícero Ferreira da Silva.

Os delegados Valdenor Viegas, Marcos Amorim e Carlos Alessandro, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais – SEIC – comandaram a operação que prendeu Osmar Pereira portando um revólver calibre ponto 38 e 15 munições. Neste momento a equipe se dirige para São Luis onde deverá fazer a apresentação do preso ainda na manhã de sexta-feira.

Sobre o crime

No dia 3 de maio, o vereador Cícero Ferreira da Silva estava em sua residência localizada no povoado Faisa quando chegou uma moto com dois ocupantes. Um deles disparou alvejou a vítima com cinco tiros. O vereador foi levado para o hospital de Buriticupu mas morreu no meio do caminho.

Opinião do nosso blog:

Bom trabalho da Secretaria de Segurança Pública do Estado, em pouco tempo botou as mãos no executor do crime, agora é descobrir quem mandou assassinar o vereador comunista e trabalhar para desmanchar ou quebrar essa cadeia de pistolagem que assombra aquela região. Basta!


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Santa Luzia do Tide: Terra onde a lei maior é a pistola! Até quando?

Ontem (03/05), já no final do feriado prolongado, foi divulgado em quase todos os blogues, emissoras de rádio e TVs, mais uma morte pela pistolagem que ainda reina na cidade de Santa Luzia do Tide, região do Vale do Pindaré. Dessa vez assassinaram Cícero Ferreira da Silva, "Vavá da Faísa”, lavrador, vereador de 2º mandato pelo PCdoB, eleito no início desse ano como Presidente da Câmara de Vereadores, uma posição prestigiada para maioria da classe política, porém para o povo Luziense uma posição sempre perigosa quando na sua história, sempre quando surgem pessoas que vieram da luta pela terra, assumem posições destacadas como essa, a classe que sempre usou a pistolagem para ameaçar e assassinar de maneira fácil figuras de destaque.

Infelizmente amig@s internautas, quem tem boa memória ou não tem informação, nossa Santa Luzia do Tide sempre foi destaque do crime organizado, roubo de carga e assassinatos de lideranças populares. A ganância pela madeira e pela grilagem de terras, ainda impera nessa importante cidade do centro da região do Pindaré.

Podemos destacar também que em 17 de setembro de 1984,o sindicalista Raimundo Alves da Silva, o “Nonatinho”, tesoureiro do SMTT de Santa Luzia, e que foi o primeiro presidente da entidade, também foi assassinado a tiros. Dirigente comunista, o lavrador de 50 anos, casado e pai de 12 filhos, tinha sido um dos principais líderes na luta dos trabalhadores rurais na região de Pindaré. Ele foi morto nas proximidades de sua casa, em Santa Luzia do Tide, com quatro tiros disparados por pistoleiros.

Essa situação nunca foi combatida no governo oligárquico. O Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Maranhão tomaram algumas providencias, porém tímidas. Vejam o vídeo e matéria da TV Mirante do dia  07/06/2010 aqui.

Ver. Vavá (PCdoB), mais uma vítima da pistolagem.
Nesse caso de ontem, segundo colhemos informações, o governo do estado, aplicará todas as diligencias possíveis para esclarecer o ato covarde e criminoso, colocará os pistoleiros e seus mandantes o mais rápido possível na cadeia e programará medidas preventivas e investigatórias que possam apontar organizadores criminosos que se alojaram naquela região há muito tempo.

Nós dos movimentos sociais e pertencentes de partidos de esquerda que nunca arredou da luta pela liberdade, pedimos justiça!

O nosso blog coloca para os amig@s, alguns registros de vítimas da repressão no campo, mortos, presos e torturados em Santa Luzia do Tide:

Amadeu Manoel de Melo e sua mulher, posseiros em Sucuruizinho, município de Santa Luzia, mortos em julho de 1978, devido a conflitos na região – localizada no vale do rio Zutiua, onde mais de 600 famílias habitavam. Em 1974, começaram as tentativas de grilagem. Em 1975, a Comarco começou a retalhar a terra para grandes grupos. Os grileiros, à frente de um grupo de jagunços, praticaram violências contra os posseiros, obrigando-os a assinarem recibos de venda das benfeitorias. Atearam fogo nas casas, espancaram e humilharam os posseiros. Um dos grileiros armou uma milícia, que usava farda e armamentos da PM e do Exército.

Hermínio Alves da Luz, posseiro da Fazenda Maguary, município de Santa Luzia, morto por questões de terra em julho de 1978. Durante as comemorações do Dia do Lavrador, o lavrador Antônio Alves Sobrinho narrou o desaparecimento de Hermínio, que morava havia quatro anos nas terras da fazenda Maguary, propriedade reivindicada pelo então senador José Sarney. O caso começou quando Antônio Rodrigues de Souza, conhecido como “Cearense Carlos”, que até aquele ano já tinha praticado 11 grilagens, começou a cercar os povoados e intimou Hermínio a vender a sua terra. Tendo Hermínio se recusado à venda, um vaqueiro de Cearense Carlos procurou alguém para matá-lo. Em seguida, Hermí- nio desapareceu. 

Gregório Alves, Raimundo Oliveira Lima, Francisco Nobre e Lourival Gaia, presos e espancados em Floresta, município de Santa Luzia, por mais de 60 soldados, em 1980. 

Edson Rodrigues Moreira, trabalhador rural do município de Santa Luzia, morto por pistoleiro em julho de 1981. Antes mesmo do crime, o mandante, o grileiro Fernandinho Vilela, vinha espalhando o terror entre os posseiros, com o objetivo de se apropriar de uma área de 12 mil hectares. 

Elias-Zi Costa Lima (o “Zizi”), presidente do STR de Santa Luzia, assassinado no mercado da cidade em novembro de 1982, diante de dezenas de testemunhas, por filhos do grileiro José Gomes Novaes. 

Benedito Raquel Mendes e Acelino Raquel, pai e filho, respectivamente, lavradores na fazenda Sapucaia, povoado Aparizal, município de Santa Luzia, mortos no dia 25 de fevereiro de 1984. O executor foi o gerente da fazenda Sapucaia, Carlindo Paiva Maia. 

Raimundo Alves da Silva (“Nonatinho”), tesoureiro do STR Santa Luzia, o primeiro presidente da entidade, assassinado a tiros em 17 de setembro de 1984. Ele foi morto nas proximidades de sua casa, em Santa Luzia, com quatro tiros disparados por pistoleiros. O sindicalista de 50 anos, casado e pai de 12 filhos, tinha sido um dos principais líderes na luta dos trabalhadores rurais na região de Pindaré. 

Valentin e José (“Zezinho Careca”), lavrador e sindicalista, respectivamente, moradores do município de Santa Luzia, mortos na localidade de Arapari, em 16 de junho de 1985. No conflito, os comerciantes Raimundo Zeca, Luís Chaves e Francisco Emiliano, que executaram os dois trabalhadores, cobravam uma dívida referente à produção de arroz que os lavradores não tinham podido pagar em função de uma praga que reduziu a sua colheita em 80%. As informações disponíveis dão conta que os comerciantes haviam recebido dinheiro da fazenda Faisa para cometer o crime. O dono da fazenda pretendia, desta forma, tomar a posse dos lavradores. 

Fonte: 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atenção mais um "boato": "A violência no Maranhão se agravou a partir de 2010"

A barbárie nos presídios do Maranhão é o ponto alto de uma crise cujos sintomas já se revelavam desde a década passada nos dados de segurança do Estado. Entre o ano de 2000 e 2013, os homicídios em São Luís e na região metropolitana cresceram 460%. Foram 807 mortes em 2013. Contribuiu para a epidemia de violência o fato de o Maranhão ter a menor relação de policiais por habitante no Brasil. Há um policial para cada 710 moradores, proporção que em Brasília, a mais alta, é de 1 para 135 pessoas.
 
O descaso, a falta de vagas e de investimento no sistema penitenciário também já vinham sendo apontados pelas autoridades, como nos mutirões feitos pelo Conselho Nacional de Justiça. As penitenciárias são precárias e superlotadas. Há 1,9 preso por vaga no sistema maranhense, proporção que coloca as prisões do Estado no 7.º lugar entre as mais lotadas do País, índice semelhante ao de São Paulo.
 
Apesar da superlotação do sistema maranhense, contudo, o Estado tem 100,6 presos por 100 mil habitantes, a menor proporção do Brasil. “O modelo de segurança pública no Estado está falido”, diz o advogado Luiz Antonio Pedrosa, da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão. “As facções criminosas se formaram e conseguiram um amplo espaço para avançar em um Estado com problemas sociais dramáticos.”
 
O problema da violência no Maranhão dentro e fora dos presídios se agravou a partir de 2010, quando foi anunciada pelos presos a criação do Primeiro Comando do Maranhão (PCM). A facção rival, Bonde dos 40, surgiu logo na sequência. O enfrentamento entre os grupos se acentuou nos meses seguintes, em um ambiente penitenciário sem controle, com uma frágil política de segurança pública.
 
Erro
 
A secretária estadual de Direitos Humanos e Assistência Social, Luiza de Fátima Amorim Oliveira, admite o que o governo errou. “Infelizmente, nós falhamos, houve um erro de gestão nesse sentido”, disse ela, que foi ao enterro ontem da menina Ana Clara de Sousa, de 6 anos, que estava em um ônibus incendiado por criminosos e teve 95% do corpo queimado.
 
Luiza afirma que, nesse momento, a ajuda do governo federal e de outros órgãos é fundamental. “Não tem como resolver sozinho essa situação. É preciso conjugar esforços, para que não aconteça mais”, disse. O governo estadual tenta mostrar que faz a sua parte prendendo suspeitos de participar dos ataques a delegacias e a ônibus. “A repressão já está sendo feita. Os adolescentes (envolvidos nos crimes) foram presos.”
 
Agora, segundo Luiza, é preciso cuidado para que não seja alimentada a espiral de violência, tanto nas prisões quanto nas unidades socioeducativas, onde o modelo de facções também se repete. “Quando eles (presos) ficaram cientes de que a Ana Clara morreu, começou uma retaliação, uma pressão interna contra esses adolescentes que estão lá. Então, nós tivemos de separá-los”, diz.
 
Críticas
 
Nas prisões, parentes de suspeitos de participar da nova onda de ataques acusam o governo do Estado de fazer prisões arbitrárias só para dar uma resposta à sociedade. A cozinheira Lucicleide Melônio do Nascimento, de 39 anos, afirma que o filho dela, Luís Gustavo Melônio, 18, foi preso injustamente. Ele foi detido sob suspeita de atirar em uma delegacia no bairro São Francisco, em São Luís. “Ele já tinha carteira assinada, ia prestar concurso. Agora, apareceu em rede nacional, já foi condenado”, disse.“E pode ser mais um morto, porque nós sabemos, o País todo sabe, o que acontece nos presídios do Maranhão.”As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais um título: Maranhão é campeão em conflitos agrários em 2013

Por Diogo Cabral*
 
A reprimarização da economia, que privilegia a produção de commodities agrícolas e minerais para o mercado externo tem consequências mortais para o campesinato maranhense, que se materializam no aumento exponencial da violência (assassinatos, ameaças de morte, despejos forçados), êxodo rural, desemprego e trabalho escravo. Em 2013, o Maranhão se manteve na dianteira nacional em conflitos agrários.

O quadro deste drama social pode ser representado pelos 3 assassinatos, ocorridos no P.A Capoema (Bom Jesus das Selvas), P.A Sit ( Santa Luzia) e P.A Santa Maria II ( Satubinha), o crescente número de ameaçados de morte, incluindo vários dirigentes sindicais, prisão ilegal de trabalhador rural, na comunidade Livramento (Codó), forte atuação de milícias armadas em Santa Maria dos Moreiras (Codó), Cipó Cortado (João Lisboa), Arame e Campo do Bandeira (Alto Alegre do Maranhão), Tiúba (Chapadinha) e de pistoleiros, em Baturité (Chapadinha), Vergel (Codó), Quilombo São Pedro (São Luís Gonzaga), Quilombos Salgado e Pontes (Pirapemas), Vilela (Junco do Maranhão).

Verificou-se também a ação direta de agentes públicos atuando como verdadeiros jagunços, atormentando a paz e tranquilidade de várias comunidades maranhenses.

Podemos destacar policiais militares de Codó, comandados pelo oficial Moura, que realizaram prisão e intimidações em comunidades tradicionais, a delegacia de Polícia Civil e policiais militares de Boa Vista do Gurupi, que realizam serviços para o grileiro de terras Nestor Osvaldo Finger, fatos estes oficiados à Delegacia Geral de Polícia Civil, em maio de 2013, por meio do Ofício Fetaema 99/2013, que não tomou nenhuma providência a fim de apurar as ilicitudes.

Na comunidade Engenho, em São José de Ribamar, a tropa de choque da PM e jagunços, sob os comandos do secretário de estado Alberto Franco, despejaram e destruíram, sem ordem judicial, várias linhas de roças de centenas de famílias de pequenos agricultores.

A impunidade também foi cenário dos conflitos agrários em 2013, com especial destaque para a comunidade Vergel, em Codó, onde dois indiciados foram absolvidos pela prática de tentativa de homicídio contra lavradores e que até hoje, nunca foi instaurado inquérito policial para apurar a morte do lavrador Alfredo, ocorrida em agosto de 2007, fato este levado ao Ministério Público Estadual e Polícia Civil e no P.A Maracumé-Mesbla, onde uma liderança dos trabalhadores do campo sofreu três tentativas de homicídio, sem que até hoje tenha ocorrido julgamento.

Talvez o fato mais grave que ocorreu em 2013, no que tange à impunidade, foi a decisão do magistrado Alexandre Lima, da Comarca de São João Batista, que, sem fundamento no direito brasileiro, remeteu o processo criminal que trata do brutal assassinato do líder quilombola da Comunidade Charco ,Flaviano Pinto Neto, para a justiça federal.

Também, várias foram as decisões provenientes do Poder Judiciário do Maranhão, determinando a expulsão de centenas de famílias de trabalhadores rurais de suas terras, repetindo um padrão histórico de violência contra o campesinato maranhense, com destaque para as liminares expedidas pelas Comarcas de São Mateus, que determinou o despejo de 3 comunidades de Alto Alegre ( Boa Hora, Arame e Campo do Bandeira), Pinheiro, que determinou duas em Pedro do Rosário (Imbiral e Boa Esperança), Senador La Rocque, que determinou vários despejos em Cipó Cortado, Codó, que concedeu 5 liminares contra as comunidades Três Irmãos, Santa Maria dos Moreiras e Livramento, Chapadinha, que concedeu 2 liminares contra trabalhadores de Baturite e Capão,além do juiz da Comarca de Bequimão, que determinou o despejo da comunidade quilombola Sibéira.

Ademais, o próprio Tribunal de Justiça do Maranhão solapou direitos de comunidades tradicionais, em decisões que desterraram trabalhadores de Santa Maria dos Moreiras e Buriti Corrente, ambas em Codó. Em dezembro, foi determinado pela Justiça de São Bento o despejo compulsório de 45 lavradores assentados da reforma agrária no P.A Dibom 1, em Palmerândia, que foi suspenso pelo desembargador Velten Pereira, após recurso de agravo de instrumento interposto pelas famílias.Por oportuno, os governos federais e estaduais praticam verdadeira contrarreforma agrária, na marra.
 
Até hoje, nenhum decreto presidencial que declara área de interesse social para fins de reforma agrária foi emitido para beneficiar áreas no Estado do Maranhão, apesar das centenas de processos administrativos represados no INCRA. Em relação às comunidades quilombolas, apesar das inúmeras violências praticadas contra este grupo étnico, os procedimentos de titulação se encontram paralisados, ao passo que o agronegócio avança sobre os territórios tradicionais.

Quanto ao Estado do Maranhão, seu órgão de terras é completamente desaparelhado, com forte limitação de recursos humanos e técnicos, o que reflete a posição histórica dos governos estaduais, em promover o agrobusiness, em detrimento da agricultura familiar. Em decorrência desta morosidade histórica, 2 igrejas foram derrubadas (Tiúba e Vergel), 40 casas derrubadas (Arame, Campo do Bandeira, Tiúba, Santa Quitéria, Vergel), centenas de hectares de roças destruídos e duas residências explodidas por dinamites, na comunidade Santa Rosa, em Urbano Santos.
 
Aos camponeses maranhenses, num processo de autoconsciência, somente cabe desafiar a ordem imposta pelo latifúndio escravocrata que persiste em querer ditar as relações sociais e de produção a ferro e fogo.

*Diogo Cabral* é assessor jurídico da CPT/MA e da FETAEMA
Fonte: Vermelho

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O governo perdeu o controle do estado, diz Raimundo Cutrim sobre clima de insegurança

Deputado Estadual  Raimundo Cutrim do PCdoB
“O governo não está conseguindo garantir a integridade física nem para os que estão sob sua custódia, dentro dos presídios, como vai garantir segurança para os cidadãos que estão nas ruas? O governo perdeu o controle do estado”, foram com essas declarações que o deputado Raimundo Cutrim (PCdoB), ex-secretário de Segurança do Maranhão, analisou a sensação de insegurança que demonstrou muita força durante toda a quinta (10).

Fragilidades nas estratégias e na gestão da Segurança Pública no Maranhão foram apontadas como as principais causas do descontrole do sistema penitenciário do Maranhão e do clima de insegurança em que tem vivido a população do estado. Na capital, cresceu o registro de arrastões, assaltos, homicídios e outras modalidades de crime.

Em entrevista ao Portal Vermelho, o deputado do PCdoB afirmou que falta credibilidade ao governo do estado na condução da Segurança Pública e que hoje o que existe é “um desmando total e ausência de comando” nas pastas responsáveis por cuidar da Segurança Pública no Maranhão.

“Estamos num verdadeiro mar de sangue. Somente este ano já presenciamos aproximadamente 50 mortes dentro da penitenciária. O que estamos assistindo é que o crime organizado voltou com força e o governo não está sabendo como agir”, opinou.

Segundo Cutrim, em 1997, quando assumiu o comando da segurança no estado, a situação era muito difícil e o crime organizado estava enraizado no Maranhão. “Nós conseguimos sair em 2000 deixando o Maranhão como o estado com menor índice de violência, em 2005 ficou com o terceiro lugar neste ranking”, finalizou o deputado.

Aumento de homicídios

A grande incidência de homicídios tem preocupado a população de São Luís e de todo o Maranhão. O reflexo disso é que, no último mês (setembro), somente a região metropolitana registrou 93 homicídios e, segundo o deputado Raimundo Cutrim, a situação piora quando são incluídos os homicídios das outras 213 cidades maranhenses.

Cutrim lembrou ainda que outros fatores que demonstram o aumento progressivo da violência e não podem ser contabilizados geram clima de insegurança no estado inteiro, incluindo outras modalidades de violência.

Fonte: Reproduzido do Blog de Jorge Vieira

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pastor defende violência porque ‘alguém precisa tomar tiro’

Pastor simula uma arma e diz que
policiais "são emissários do céu"

O pastor Lúcio Barreto Júnior (foto), o Lucinho da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, defendeu na TV a violência policial, porque, em proteção à sociedade, segundo ele, “alguém precisa tomar tiro” [ver vídeo abaixo].
 
Para Lucinho, os policiais, mesmo os não cristãos, estão a serviço de Deus, "são emissários do céu". “Você [policial] é Jesus protegendo a sociedade”, disse ele em seu programa na emissora da TV da igreja.
 
Em meados de 2012, Lucinho obteve notoriedade nas redes sociais por causa de uma foto onde aparece cheirando uma Bíblia para atrair os jovens. A sua mensagem foi de que é melhor cheirar as palavras de Deus do que cocaína. 
 
Com 42 anos e pai de dois filhos, Lucinho se penteia e se veste como um adolescente porque acredita ser um representante dos jovens.
 
Ele não tem dúvida de que a polícia tem de matar para se defender. “Não tem jeito, irmão, pega o revólver e não dá pouco tiro não, dá muito, descarrega. Se tiver uma arma do Rambo, sapeca tiro no povo.”
 
Apontando uma suposta arma para a câmara, ele simulou um policial em ação: “Pra-rá-tá-tá-tá… pá!”
 
Assista a Íntegra do vídeo:





Fonte: Blog Paulopes

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Filme português Repare Bem vence Festival em Gramado

O documentário "Repare Bem", que neste sábado passado (17) foi eleito o melhor longa estrangeiro do Festival de Cinema de Gramado, que foi exibido nesta segunda-feira (19) no lançamento do projeto Cine Direitos Humanos – uma parceria da prefeitura de São Paulo com o Espaço Itaú do shopping Frei Caneta, na região central da cidade. A exibição será às 21h. Na sexta-feira (23) é a estreia nacional do filme no circuito comercial.

Dirigido pela portuguesa Maria de Medeiros e produzido pela brasileira Ana Petta com apoio da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, dentro do projeto Marcas da Memória, “Repare Bem” narra o impacto da ditadura brasileira sobre três gerações de mulheres ligadas ao guerrilheiro Eduardo Leite, conhecido como Bacuri, que foi preso e assassinado pelo regime após dois meses de torturas, em 1970.

As sessões do Cine Direitos Humanos serão aos sábados pela manhã, com entrada gratuita, e começam em 7 de setembro. Uma vez por mês, a sessão será precedida de palestra com algum especialista ou autoridade na área de direitos humanos.

A curadoria do Cine Direitos Humanos será feita pelo cineasta e produtor cultural Francisco César Filho, que tem em seu currículo a Mostra Internacional de Cinema e a Mostra Cinema e Direitos Humanos, organizada pelo governo federal.

Entre os já filmes escolhidos, que incluem longas nacionais e estrangeiros, está também “Descalço sobre a terra vermelha”, produção catalã e brasileira rodada no Araguaia que conta a vida do Dom Pedro Casaldáliga.

Repare Bem

O filme, de noventa e cinco minutos, foi gravado no Brasil, Itália e Holanda, entre janeiro e outubro de 2011, resgatando a trajetória da família de Denise Crispim, sua filha Eduarda Ditta Crispim Leite e seu ex-companheiro Eduardo Leite, o “Bacuri”, torturado por 109 dias e assassinado pelos militares. Os relatos e personagens da trama desvelam os aspectos mais cruéis desse período da história brasileira, em um documentário que contribui para os crescentes debates sobre o resgate da memória no Brasil e a reparação das famílias brutalizadas pelo Estado.

Realizado pelo Instituto Via BR com recursos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil, o documentário também expõe a atuação dessa Comissão, seus desafios e prioridades no processo de reparação das famílias das vítimas da ditadura.

“Repare Bem” integra o projeto “Marcas da Memória” da Comissão de Anistia, tem parceria da Cinemateca Brasileira e apoios da Fadepe-JF (Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino da Pesquisa e Extensão de Juiz de Fora), CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Fitee (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino), Sindicomerciários Caxias do Sul (Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul) e Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.

Sinopse


Tratou-se de postar as câmaras diante de Denise Crispim e de sua filha, Eduarda Ditta Crispim Leite, e de receber com enorme emoção os seus extraordinários testemunhos. Foi em Roma e em Joure, no norte da Holanda, bem longe do Brasil. No entanto, as suas palavras, que falam de exílio e de memória, levam-nos a um mergulho profundo na história brasileira, dos anos 70 até a atualidade.

Denise Crispim já nasce clandestina em 1949. Seus pais, extremamente politizados, toda a vida lutaram por uma sociedade mais justa e são por isso perseguidos por sucessivas ditaduras. Aos 20 anos, Denise conhece o jovem guerrilheiro Eduardo Leite, “Bacuri”, famoso por sua valentia e audácia, e com ele entra em uma militância mais arriscada. Denise está grávida de seis meses quando cai nas mãos do aparelho repressivo. Seu irmão Joelson acaba de ser assassinado aos 22 anos pela polícia, sua mãe, Encarnación, está presa.

Pouco antes do nascimento da pequena Eduarda num hospital militar, rodeada de policiais, Eduardo Leite, seu pai, é também preso, torturado barbaramente durante 109 dias e assassinado. Com a sua criança recém nascida nos braços, Denise consegue asilo político na embaixada chilena e de lá viaja para Santiago, onde reencontra seus pais, ambos exilados nesse momento. Porém, a família é de novo apanhada por um golpe de Estado militar, o de Augusto Pinochet. Cada um se refugia como pode em diversas embaixadas e Denise e Eduarda acabam por fugir para a Itália.

Denise, sobrepondo-se a muito sofrimento, reconstrói sua vida em Roma onde Eduarda cresce como uma jovem italiana. Hoje, ambas foram anistiadas pela Comissão de Anistia e Reparação no Brasil. Eduarda, mãe de duas meninas e residente na Holanda, recebe o valor simbólico desta “Reparação” como o dom de uma nova vida. O relato de suas histórias convida-nos a uma reflexão sobre os movimentos ideológicos e a luta pela justiça entre a “Velha Europa” e as Américas.

Festival de Gramado


Os outros filmes estrangeiros agraciados no festival, cuja 41ª edição terminou neste sábado (17) à noite na cidade gaúcha, foram o brasileiro-argentino A Oeste do Fim do Mundo (melhor filme para o júri popular e melhor ator, o uruguaio César Troncoso), e o argentino Venimos de Muy Lejos (prêmio especial do júri).

O filme estrangeiro que mais conquistou prêmios nesta edição foi Cazando Luciérnagas, nas categorias melhor diretor (Roberto Flores Prieto), melhor atriz (Valentina Abril), melhor roteiro (César Franco Esguerra) e melhor fotografia (Eduardo Ramírez González).

A produção colombiana, protagonizada pelo já consagrado ator Marlon Moreno, narra a história do vigilante de uma mina de sal abandonada, que aproveita seu trabalho para se esconder do mundo. A vida dele, no entanto, muda quando aparecem uma filha desconhecida de 13 anos e uma cadela que gosta de caçar vagalumes na escuridão.

Entre os longas-metragens brasileiros, o mais premiado foi Tatuagem, de Hilton Lacerda, que faturou o Kikito de melhor filme, melhor ator (Irandhir Santos) e melhor trilha musical (Dj Dolores).

Tatuagem aborda um romance homossexual ambientado na Recife de 1978, em pleno regime militar. Entre os brasileiros, também foram premiados A Bruta Flor do Querer (melhor diretor, com Andradina Azevedo e Dida Andrade, e fotografia, com Gallo Rivas), Éden (melhor atriz, com Leandra Leal), Primeiro Dia de Um Ânus Qualquer (melhor roteiro, com Domingos Oliveira), Os Amigos (montagem, com Karim Harley), e A Coleção Invisível (melhores ator e atriz coadjuvante, com Walmor Chagas e Clarisse Abujamra).

Nos curtas brasileiros, a atração foi "Acalanto", do diretor Arturo Sabóia, que obteve cinco prêmios: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Léa Garcia) melhor trilha musical (Luis Olivieri) e melhor direção de arte (Rogério Tavares).

Saiba mais sobre o filme Repare Bem aqui.


Fonte: Diário da Liberdade

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Delegada de polícia presa em flagrante por estorsão em Açailândia

Foi presa no inicio da tarde desta quinta feira (13/06) a Delegada da Mulher de Açailândia Dra. Clenir Reis por Corrupção, praticada contra o blogueiro Sininger Vidal, que vinha sendo coagido pela quadrilha montada pela delegada a pagar um valor de 5 mil reais para que ela não forjasse provas contra o blogueiro em uma denúncia infundada e caluniosa produzida por um dos parceiros do esquema criminoso, o proprietário da boate Piratas Sr. Stenio Willian Coelho, que nas próximas horas deve prestar depoimento afim da policia determinar o grau de participação do mesmo no golpe contra o blogueiro e dezenas de outras pessoas na cidade de Açailândia nos últimos meses, e pode ter até sua prisão cautelar solicitada a qualquer momento.

A delegada Clenir já vinha sendo investigada ha meses pelo delegado regional de Açailândia Dr. Vital e pela promotora de justiça da correção e controle externo da policia civil Dra. Camila Gaspar Leite , investigação que documentou vários casos, com potencial para cerca de 100 vitimas  que a delegada solicitou propina para não levar a termo investigações na esfera da delegacia da mulher. Tais como pedofilia estupro contra vulneráveis e violência contra mulheres.

A cerca de 60 dias o blogueiro Sininger vinha sendo chantageado pelo proprietário do bloco e boate Piratas, na tentativa fazer com que denuncias contra sua boate e bloco de carnaval deixassem de ser publicadas, ( relembre aqui), como não obteve êxito em sua chantagem, movido por vingança o Sr. Stenio Willian Coelho associou se a um preposto da delegada Dra. Clenir de pré nome Junior, que sugeriu que o mesmo fizesse uma denuncia contra o blogueiro no disque 100, que a Dra. Clenir se encarregaria de fazer o blogueiro deixar de denunciar as atividades do empresário.

O  secretario de estado de segurança publica do Maranhão  Dr. Aluísio Mendes, determinou o delegado Dr. Leonardo do DEIC - Departamento de Investigações sobre Crime Organizado da capital para dirigir as investigações, que culminarão na prisão da delegada A dupla dinamicaDr. Clenir no momento da entrega  de 5 mil reais do blogueiro para a delegada, concomitantemente no momento em que se cumpriu dois mandados de prisão contra a Delegada e outros dois integrantes da quadrilha, sendo um pelo caso do blogueiro Sininger e um outro mandato de prisão por outros casos apurados anteriormente pelo Delegado Vital, o juiz de direito da comarca de Açailândia Dr. Bogea, expediu ainda mandado de busca e apreensão para o apartamento da delegada e de seu preposto Junior, que esta sendo cumprido neste momento em imperatriz, em busca de documentos, armas, drogas, dinheiro e etc.

Os presos Dra. Clenir, Sr Junior e o esposo da delegada Clenir, Foram levados imediatamente para a delegacia regional de Imperatriz onde deverão pernoitar, sendo transferidos assim que possível para capital onde permanecerão presos e serão ouvidos ao passo que o empresário Stenio deve ser ouvido nas próximas horas em Açailândia, Bem como outros suspeitos de integrar a quadrilha na condição de delator fazendo uma busca ativa no meio da sociedade de possíveis vitimas para o golpe da delegada. A força tarefa deve ouvir também dezenas de vitimas já identificadas.

Matérias relacionadas:
PPS questiona legalidade do bloco Pirata a comissão do AÇAIFOLIA 2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Não são as armas, é a ideologia

Por Alberto Dines* 

Até o início da noite de segunda-feira (17/12), nossos canais de notícias e portais da internet mantiveram uma cortina de silêncio em torno da National Rifle Association (NRA), a responsável pela obsessão americana em preservar o comércio e uso de armas de fogo.

Repórteres, correspondentes e âncoras lembraram a Segunda Emenda à Constituição, que garante ao cidadão os meios para se defender, mas prudentemente evitaram trazer para o debate o mais poderoso lobby americano, criado em 1871 e hoje com 4,3 milhões de associados.

A NRA não se encarrega apenas de blindar a legislação que dá suporte legal à venda e utilização de armas, ela consegue monitorar até mesmo o registro de candidatos antiarmas dos dois partidos mais importantes. 

Um político que não é membro desse clube dos enfezados tem poucas chances de sobreviver.

Horas depois do massacre, ainda na sexta-feira (14), na emocionada mensagem ao país, o presidente Barack Obama teve o cuidado de não falar em armas, foi além: pediu uma união nacional, “independente da política” (regardless of politics) para evitar a repetição de tragédias. Não poderia explorar o doloroso momento para uma convocação mais expressiva. Por isso foi criticado pelos setores mais radicais dos desarmamentistas.
Mais atenção

A mídia brasileira passou ao largo da questão ideológica embutida no morticínio. Não quer tomar posições, prefere agarrar-se à tragédia apesar da inusitada demora em esclarecer seus bastidores e circunstâncias mais recônditas. O telenovelismo mais uma vez impõe-se à compulsão de buscar a verdade, toda a verdade. Preferem esquecer a NRA e as evidências de que essa legião do bangue-bangue é a tropa de choque da direita americana. Sequer lembraram do referendo brasileiro de outubro de 2005, quando a direita e os conservadores favoráveis ao armamentismo deram uma tunda (64% a 36%) na centro-esquerda (PT, PSDB, PPS).

Precisamos relembrar o massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio (7/4/2011), e desmascarar o cinismo de certos setores americanos que pretendem proibir as “armas de assalto” ou ataque (fuzis semiautomáticos), deixando como está a venda de armas de defesa pessoal (revólveres e pistolas). É exatamente a mesma coisa: o nosso monstrinho Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 crianças e feriu outras dez com apenas dois revólveres – consideradas armas de defesa pessoal, porém alimentados com carregadores adicionais o que os tornaram quase tão letais quanto uma submetralhadora.

A mídia brasileira foi simpática ao Tea Party, torceu o nariz para a reeleição de Obama e agora faz de conta de que não existe um fortíssimo componente ideológico no terrorismo individual que ensanguenta as escolas dos EUA desde 1999. Este exercício coletivo de dissimulação emascula nossa instituição jornalística, vicia os principais veículos do país e entorpece seus próprios profissionais.

Conviria prestar mais atenção à inteligência e ao fair-play da mídia conservadora britânica, capaz de ser mais consistente em matéria doutrinária e mais flexível quando se torna imperioso matizá-la com compromissos morais.

Breve, os americanos saberão tudo sobre Newtown, Connecticut. Temos o mesmo direito.

*Alberto Dines - Atualmente é pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, do qual foi co-fundador, além de coordenar o Observatório da Imprensa on-line e pela televisão.


Colaboração Cido Araújo/SP

domingo, 2 de dezembro de 2012

Homicídio de jovens negros aumenta mais de 300% em oito anos

Na última quinta-feira (29), o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) divulgou o Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil, que revelou que a Bahia está em 1º lugar no número de homicídios da população negra jovem. Entre os anos de 2002 e 2010, os homicídios cresceram 318%. No total, foram 3.160 mortes de jovens negros no estado em 2010 e 203 de jovens brancos.

A Paraíba e o Pará ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, no ranking. A Bahia também é o estado que mais concentra municípios com mais de 50 mil habitantes que possuem taxas elevadas de homicídios de negros em 2010. Simões Filho conta com a segunda maior taxa (177,8) e Porto Seguro com a quinta mais elevada (153,7).

Apesar de ter o maior número de homicídios de negros, com 1.659 mortos em 2010, Salvador fica após a 40ª posição neste ranking, com taxa de 78,3. Já a cidade de Barreiras não registrou homicídios de negros no ano de 2010. A Bahia também está em 7º lugar entre os oito estados que ultrapassam a preocupante marca dos 100 homicídios por cada 100 mil jovens negros.

Para o dirigente da Unegro (União de Negros pela Igualdade), Jerônimo Silva, o estudo demonstra que, mesmo com os avanços das políticas de promoção da igualdade no Brasil, ainda há muito que se fazer, principalmente porque essas políticas estão concentradas para atender comunidade quilombolas, em cidades com menos de 50 mil habitantes e em comunidades rurais. 

“As políticas não atingem os conflitos nos centros urbanos. É necessário implementar uma política de promoção da igualdade racial no mercado de trabalho, nos grandes centros urbanos. O estudo demonstra que a violência tem outros fatores agregados ao racismo, que é a exclusão social de parcela da sociedade de maioria negra. Aí, eles ficam vulneráveis a violência policial e de conflito nas suas comunidades, tanto pela falta de trabalho como pela luta contra o tráfico de droga”, finaliza.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sindicalista assassinado no interior do Maranhão


O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de São Mateus-MA, Francisco Alves Cunha, 40 anos de idade, foi vítima de uma emboscada quando o mesmo voltava do Povoado Morada Nova (zona rural de São Mateus), o crime ocorreu na noite da sexta-feira (16) o líder sindical foi alvejado nas costas com um tiro de espingarda, foi socorrido no Hospital de São Mateus e logo transferido para o Hospital Geral da cidade de Peritoró e não resistindo aos ferimentos, veio a óbito na tarde desta segunda-feira (19). Chiquinho do sindicato como era conhecido, estava só no momento do disparo e foi socorrido por populares da região.


A Polícia Civil está investigando o caso e segue os trabalhos sob três linhas de investigações. Os suspeito de estarem envolvidos no assassinato já estão sendo monitorados e a qualquer momento o crime poderá ser elucidado. O clima é tenso entre os demais sindicalista, haja vista que as causas do crime ainda não estão esclarecidas, o que aumenta o clima de tensão na região. Chiquinho durante o período eleitoral chegou a assumir a presidência do sindicato.

Um Clamor de Justiça está marcando a despedida do sindicalista em sua residência no Bairro São José onde o corpo está sendo velado desde a noite desta segunda-feira. Chiquinho deixa a mulher e cinco filhos, o corpo do sindicalista será levado para o auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais a partir das 15hs onde receberá homenagens dos colegas sindicalistas e às 17hs será sepultado no cemitério central da cidade. 

Fonte: Reproduzido do Portal Coelho Neto 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mais um crime de pistolagem no Maranhão. Até quando?


O secretário de Meio Ambiente de Santa Luzia, Elias Mendes Sousa foi assassinado na porta de casa, por volta de 17h30. Ele foi atingido por quatro tiros disparados por dois homens que chegaram numa moto. O secretário ainda foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu.
Elias Mendes Sousa era um dos homens fortes da campanha do prefeito Márcio Rodrigues (PMDB). Esse pode ter sido mais um caso de crime provocado por questões políticas no Maranhão.
O delegado Jair de Paiva, Superintendente de Polícia do Interior disse que os policiais já estão no local fazendo os levantamentos.
Segundo informações da polícia, o local é monitorado por câmeras o que pode facilitar na identificação dos executores.
Reproduzido do Blog do Zeca Soares

domingo, 23 de setembro de 2012

Atenção: Mais um vereador é assassinado pela pistolagem no Maranhão.

Esse tipo de crime é frequente no Maranhão


Ontem no final da noite, ocorreu mais um crime de encomenda no nosso estado, agora foi na linda cidade de Barra do Corda, veja matéria reproduzida do blog do amigo Ivan Silva.

O vereador Aldo Andrade (PSDC), foi barbaramente assassinado por volta das 23:00, deste sábado 22, em uma borracharia mas proximidades do Palácio Show no bairro Altamira. O parlamentar foi alvejado por disparos de arma de fogo e veio a óbito ainda no local. Um cidadão que trabalhava como borracheiro foi atingido e também morreu.
Aldo Andrade: vereador de dois mandatos
Vereador Aldo Andrade
Aldo Andrade exercia seu segundo mandato de vereador e disputava a reeleição. O clima em Barra do Corda é de muita tensão. A polícia trabalha nas investigações para encontrar respostas sobre este crime.

Reproduzido do Blog barra do Corda News

domingo, 24 de junho de 2012

Mais um jornalista na mira da bala no Maranhão.

Querem calar a voz do radialista Josivaldo na bala
O jornalista Josivaldo Salles de Carolina(Ma) é mais um homem da comunicação que não se cala e denuncia desmandos de gestores na administração suspeitos de desvio de dinheiro público na sua cidade através de seu programa de rádio.

Veja também e tire suas conclusões:

Blog do Décio: Corregedoria abre sindicância contra juiz que brigou com radialista em Carolina

 Menor alega ter sido agredida por juiz; veja vídeo

Radialista é condenado a pagar indenização por danos morais ao prefeito João Alberto
   

Veja o desespero em carta na íntegra abaixo que Josivaldo divulgou a todos da área da comunicação:



Josivaldo Salles: mais um marcado para morrer.

Amigos do face ,blogs, jornais,rádios e outros meios de comunicação publiquem esta informaçâo pois é unica defesa que temos!!

Ontem por volta de 23 horas eu estava chegando em casa e ao dar entrada pelo portão da minha residência dois elementos entram junto comigo, um com um revolver aparentemente 32 prateado, e me renderam entraram dentro de minha casa e passaram a me humilhar, dizendo nós viemos te trazer um recado,você fala de mais você é linguarudo.


Nos últimos dias eu tenho feito denuncias do desvio do dinheiro da merenda escolar, do dinheiro do transporte escolar e denunciando o sumiço das ambulâncias da cidade denunciei também que no ultimo dia 13 o hospital municipal amanheceu sem o café da manhã, sem produtos essenciais de limpeza para a higienização do mesmo, denunciei casos de infecção hospitalar registrados dentro do hospital.


E de sábado para domingo últimos um senhor de idade teve que esperar por mais de 24 horas por atendimento medico uma vez que ele estava com traumatismo craniano sendo levado depois de tanto tempo para imperatriz chegando lá em coma profundo!


Um outro senhor com problemas de diabetes que já teve uma perna amputada e com outra toda necrosada já esperando por ambulância a três dias,
sem falar da falta de pagamento dos carros que trabalham no transporte escolar tem região aqui como a região da solta que já esta com 15 dias sem ter aulas para as crianças por falta do transporte escolar.

São muitos os assuntos que trato no meu programa de rádio,deixo pra falar deles todos numa outra oportunidade só quero te informar que esta é a segunda vez que eles tentam calar minha voz,ha um ano atrás eles mandaram queimar minha casa comigo dentro isso repercutiu bastantante, cobramos constantemente a recuperação da creche do canto grande, sem condições de atender as crianças que estão tendo de assistir aulas debaixo de um pé de manga, esta é a segunda vêz será que na terceira eu ainda ficarei de pé?


Temo sim por mim e por minha familia!!


Peço aos companheiros de imprensa que divulguem espalhem em blogs de outros companheiros,e jornais conhecidos esta é a unica arma que temos o jornalismo!!


Que deus nos proteja!


Josivaldo Salles - Jornalista.

Não é preciso falar mais nada. É o "Maranhão dos Sarneys" como dizem por todos, pelo país a fora!

Postagem atualizada às 14:10.

sábado, 16 de junho de 2012

Caso Décio Sá: Depois de mortos e detidos, o caso ainda não foi totalmente esclarecido


 Gov. Roseana, coloque tudo na mesa
 O governo do estado comandado por Roseana Sarney Murad, através de sua Secretaria de Segurança que tem como secretário Aluísio Mendes, após apontar o assassino, o agenciador e os “mandantes” do jornalista Décio Sá, deflagrou uma grande campanha midiática com objetivo de convencer a população maranhense a acreditar que o governo Roseana consegue desvendar crimes de pistolagem com eficiência e com rapidez, numa tentativa de escamotear os assassinatos anteriores.

Veja e lembrem de alguns casos recentes ainda não solucionados pelo então “eficiente” governo Roseana:

- Os irmãos e empresários JoséMauro Alves de Queiroz e José Queiroz Filho, donos de uma distribuidora de óleo na BR-135, bairro Maracanã, executados no início de janeiro dentro da própria empresa

- O caso do lavrador Raimundo AlvesBorges, o “Cabeça”, liderança camponesa e presidente do Assentamento Terra Bela - Buriticupu, morto por pistoleiros em uma emboscada nas proximidades de sua casa no mês de abril/2012

- A execução em janeiro de 2012 do ex-prefeito do município de São José dos Basílios, Francisco Ferreira Sousa, também conhecido como Chico Riograndense, que foi alvejado com seis tiros quando voltava da fazenda em Dom Pedro

- Em março de 2012, foi a vez do advogado João Ribeiro Lima, que levou um tiro na cabeça disparado por um motoqueiro que até hoje não foi identificado, em Presidente Dutra.

- Do fazendeiro e agropecuarista da cidade de Porto Franco Braz Cabrini foi encontrado em Imperatriz, em 24 de março, dias depois de ter desaparecido.

- O assassinato de Valdênio José da Silva , o primeiro acusado pela morte de Décio Sá, ocorrido na madrugada do dia 12/06, na sua residência, situada na Vila Talita, Raposa.

Secretário Aluísio, esclareça tudo
Isso sem falar dos inúmeros casos de morte e comerciantes e empresários pela pistolagem na nossa 2ª maior cidade do Maranhão, Imperatriz que até agora ninguém sabe, ninguém viu.

Ainda vale lembrar prefeitos emboscados e assassinados nos últimos anos, como Hitler Alves Costa de RibamarFiquene em 2007, Raimundo Bartolomeu Santos o Bertin de Presidente Vargas e João Leocádio de Buriti Bravo os dois em 2005. 

Motivação de crimes 

Voltando ao caso Décio Sá, ainda falta muito a ser esclarecido. Se existe uma rede de agiotagem envolvendo parlamentares, prefeitos e empresários, cadê os nomes para a sociedade saber. Dentro de uma organização criminosa deste porte, com ligação de várias prefeituras no esquema de desvio do dinheiro público, será que é só com a merenda escolar? Será que na área da saúde, educação, obras, combustível, material de expediente, esses agiotas juntamente com os gestores municipais podem também estarem operando? Será que essa quadrilha limita aos que foram presos? Somente o jornalista Décio Sá que foi assassinado até agora?

Jornalista Décio Sá, vítima de quadrilha
A morte de Décio Sá claro que não foi só motivada pelo agiota Gláucio Alencar e sim pela cadeia de agiotagem, ele é apenas um braço, o corpo dessa cadeia é gigante, com ramificações  em vários estados do país com o envolvimento de empresários, parlamentares, prefeitos, fazendeiros, policiais,  e  até magistrados.

Estamos no aguardo no total esclarecimento, sem escamoteio de toda verdade aqui no Maranhão, colocando os nomes dos deputados, prefeitos, empresários e outros envolvidos na mesa. Esses além de irem para cadeia devem devolver o dinheiro público para a população com o seu próprio recurso que está entocado, que venda suas fazendas, suas mansões, seus carros de luxo, que tire seus filhos do Ceuma, ou seja, tirem suas mãos sujas da alimentação escolar, dos equipamentos hospitalares, dos materiais de construção e de vários outros serviços que são para beneficiar o nosso tão sofrido povo maranhense.