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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Comunicado dos partidos de oposição – PT/PSB/PDT/PCdoB


Nesta tarde, nossos partidos – PT/PSB/PDT/PCdoB – se reuniram com o Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Rodrigo Maia, para tratar da sucessão na presidência da Casa. Na ocasião, fomos comunicados que o Dep Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), num gesto de desprendimento, abriu mão de sua pré-candidatura em favor do Dep Baleia Rossi (MDB/SP). Diante disso, fomos informados de que o candidato apresentado pelos partidos de seu grupo é o Dep Baleia Rossi (MDB/SP). Ato contínuo, o Presidente Rodrigo Maia solicitou aos nossos partidos uma reunião com o Dep Baleia Rossi para 2ª-feira, 14h, para que ele possa nos apresentar as propostas e compromissos de procedimentos que nortearão sua candidatura à presidência da Casa. Nossos partidos continuarão buscando unidade na ação para garantir a defesa da democracia, a independência do Poder Legislativo, a derrota do autoritarismo e do obscurantismo e a proteção dos direitos do povo brasileiro.

Gleisi Hoffman – Pres. PT
Carlos Siqueira- Pres. PSB
Carlos Lupi – Pres. PDT
Luciana Santos – Pres. PCdoB
José Guimarães – Líder da Minoria na Câmara
Carlos Zarattini – Líder da Minoria no Congresso
Enio Verri – Líder do PT
Alessandro Molon – Líder do PSB
Wolney Queiroz – Líder do PDT
Perpétua Almeida – Líder do PCdoB

FONTE: Blog do Renato

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Vereador evangélico propõe confinar gays em uma ilha

Nogueira sugere confinamento
 de homossexuais por 50 anos
O vereador Sérgio Nogueira (foto), de Dourados (MS), defendeu nesta segunda-feira (15) no plenário da Câmara Municipal a confinação dos homossexuais em uma ilha por 50 anos. Ele é também pastor da Igreja Batista e organizador de encontros de lideranças evangélicas.

"Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal”, disse o vereador do PSB, de acordo com a rádio 94FM Dourados.

“Bota as pessoas que assim pensam [os homossexuais] numa ilha por 50 anos e depois volta para ver; não vai ter mais ninguém.”

Nogueira ficou indignado com o convite para que comparecesse a palestras contra a homofobia organizadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

"Perguntaria para qualquer vereador que, podendo ser adotado, optaria por uma família de homossexuais”, afirmou, acrescentando não ser homofóbico.

“Quero colocar a população para refletir”, afirmou. “Isso [homossexualidade] é contra os nossos princípios", afirmou. Ele sugeriu a união de forças entre evangélicos e católicos contra “a pratica do homossexualismo condenada nas escrituras sagradas”.

Dourados tem mais de 210 mil habitantes e fica a 235 km de Campo Grande, a capital do Estado.

O vereador criticou o governo federal por estar tentando desconstruir o “padrão normal” de família. “Isso vem rasgar nossa Constituição ao meio, dizer que família é qualquer coisa”, disse.


Fonte: Blog do Paulo Lopes

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Divisionista, Marina faz 'strike' no PSB de Campos

 
Não há mal-entendido, apesar de ter sido esta a alegação da ex-ministra Marina Silva para a saída do coordenador de campanha Carlos Siqueira. Assim como ele fez ontem, no momento seguinte após dizer à candidata que rompia relações com ela, em reunião da cúpula do PSB, nesta quinta-feira 21 o partido sofreu novas perdas. Todas elas estratégicas, que haviam sido amarradas, uma a uma, pessoalmente, pelo ex-governador Eduardo Campos.

Nas primeiras 24 horas de candidata a presidente, ainda que não tenha registro no TSE e já tenha iniciado sua propaganda, Marina fez um verdadeiro 'strike' em seu próprio time – expressão usada no boliche quando o jogador derruba, com uma única jogada, todos os dez pinos de um vez.

Puxador de votos do PSB em Minas Gerais, pelo fato de ser presidente do Clube Atlético Mineiro, o empresário Alexadre Kalil desistiu de ser candidato a deputado federal. Ele havia sido convencido por Campos a disputar, mas agora não vou motivos para prosseguir:

- O que me interessava caiu de avião, disse Kalil, numa rude referência, como é de seu estilo, ao acidente que vitimou o presidenciável socialista.

No Mato Grosso do Sul, outro puxador de votos, o deputado federal Nelson Trad anunciou que não há hipótese de pedir votos para Marina, em razão de suas ligações históricas com o agronegócio de sua região e de ela nem querer conversa com esse setor da economia.

Na mesma toada, o experiente governador André Pucinelli, verdadeiro campeão de votos no Estado, anunciou que irá cerrar fileiras na campanha da presidente Dilma Rousseff. Após uma série de conversas com Eduardo Campos, ele se preparava para entrar na campanha do presidenciável do PSB. Bastou, no entanto, Marina mostrar seu estilo que Pucinelli correu para o outro lado.

Em Pernambuco, novo golpe. Depois que Siqueira deixou a coordenação da campanha de Marina sob a alegação de ela ter sido "grosseira", na mesma quinta 21 o indicado para ser seu substituto, Milton Coelho, não aceitou assumir o cargo. E, ainda, deixou vaga a posição de coordenador nacional de Mobilização e Articulação.

- Havia um pacto com meu querido amigo Eduardo Campos, mas minha tarefa acabou aqui, justificou ele, lembrando que trabalhou para Campos, em posições centrais, em três campanhas eleitorais.

A tomar-se pelo histórico de Marina Silva, as defecções não devem causar surpresa. Eleita senadora pelo PT, ela deixou o partido atirando depois de ocupar durante cinco anos, nas duas gestões de Lula na Presidência da República, o Ministério do Meio Ambiente. Abrigada com seu grupo no PV, obteve 17% dos votos válidos da eleição de 2010, mas dois anos depois, com estardalhaço, saiu, com seus amigos, depreciando a legenda. Partiu, então, para montar o Rede. Dependendo de seus próprios esforços, no entanto, não foi feliz. Com falta de assinaturas em número legal suficiente, apesar de ter desfrutado de quase um ano para atender a legislação, Marina iria ficar fora da sucessão presidencial de 2014. Mas Campos, com seu poder de articulação, a convenceu a entrar no PSB.

Mesmo dentro do partido, Marina gosta de declarar que estava presente para ter novas condições, a partir de 2015, de montar o seu próprio: o Rede Sustentabilidade.


Neste momento, além de estancar as sangrias que o estilo personalista de Marina vai causando no PSB, a cúpula do partido se esforça para que ela deixe de lado, ao menos no discurso, a ideia de mudar de agremiação logo no próximo ano.
 
Estar em uma legenda anunciado estar montando outra, no entanto, não é a única contradição de Marina. Sua falta de tato para manter os acordos firmados por Campos ainda irão provocar mais rachas no PSB. Apesar de indicada, ela a candidatura dela ainda não foi oficializada no TSE - o que faz com que muitos socialistas já queiram voltar atrás, apesar de a campanha estar nas ruas.

Marina já avisou que não vai aceitar contribuições financeiras de bancos e de indústrias de bebidas. O PSB contava com recursos de doadores desses setores para alavancar a campanha da legenda. Mas agora tudo é dúvida.

Certeza, apenas, o fato de Marina ter como principal coordenadora de seu programa de governo, com 250 páginas, numa intersecção de propostas do Rede e do PSB, por Neca Setúbal. Trata-se da herdeiro do maior banco privado do País, o Itaú Unibanco. Para Marina, isso pode, mas não conviver com quadros históricos o PSB não, isso não pode.

Na política, um histórico e um posicionamento como os de Marina têm um só nome: divisionismo. Com este germe dentro de um partido, a unidade é corroída por dentro. Nas suas primeiras 24 horas como candidata no lugar de Campos, que, na mesma linguagem, pode ser chamado de unitário, Marina mostrou que tem um poder destrutivo à altura, na direção contrário, do que se espera que ela possa construir.

Política do tipo voluntarista e chamada de personalista, Marina resgata agora outro carimbo: divisionista.
 
Fonte: Brasil 24/7

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Eduardo Campos confirma guinada à direita e atinge socialistas históricos do PSB

Eduardo Campos (PSB) é mais um integrante da direita
 e tomou o poder na legenda que um dia foi socialista
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) definiu, por orientação do presidenciável Eduardo Campos, que de socialista mesmo restará apenas o nome da legenda. O conteúdo, que identificava a agremiação com a esquerda brasileira será extraído, em parte ou na íntegra, durante a próxima convenção partidária. Na prática, o interesse público e a socialização dos meios de produção desaparecem para deixar livre o compromisso “com a ordem econômica que está aí”, como afirmou Campos, nesta segunda-feira.
 
A decisão já causa um mal estar entre os socialistas históricos abrigados na ideologia prestes a ser sacrificada em nome do capitalismo. Entre eles, o advogado e articulista Roberto Amaral, histórico e combativo militante contra o regime ditatorial e fundador do PSB, após sua passagem no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). No campo econômico, Amaral bate firme no establishment:
 
“O Estado é, sempre, servidor da classe dominante, assim identificada como detentora dos meios de produção’. Esta sentença encerra uma verdade, mas não encerra a verdade toda, pois o Estado capitalista, democrático ou não, é permeado de classes e contradições entre classes e mesmo no interior da classe que exerce o poder de Estado, e nesses espaços podem atuar as mais diversas forças, inclusive as que lhe são antagônicas. Ainda bem. Pois, se tomada a sentença marxista (Manifesto comunista e A ideologia alemã) no seu sentido tout court nada mais teríamos por fazer, a revolução seria impossível, a política estaria morta e, aí sim, a História não teria mais caminho a percorrer”, afirmou, em recente artigo publicado na revista semanal de esquerda Carta Capital.
 
Em linha com Amaral, ministro da Ciência e Tecnologia durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros militantes históricos também se afastaram do PSB. A inspiração marxista, que prega a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada, agora faz parte do passado. A início da queda teve início no ano passado, desde a comunhão entre Campos e a ex-ministra do Meio Ambiente, também no governo Lula, Marina Silva, que tem entre seus principais patrocinadores os donos do Banco Itaú e propaga um ideário recheado de opiniões homofóbicas e fundamentalistas.
 
– Como um partido que se diz socialista rasga seu programa de defesa histórica dos direitos das mulheres e se posiciona contra mudanças na lei do aborto? este é apenas um de inúmeros outros pontos centrais da agenda socialista que vem sendo esvaziada – afirmou à reportagem do Correio do Brasil um dos fundadores da legenda que, por motivos pessoais, prefere manter o anonimato.
 
A política de alianças do ex-governador pernambucano na campanha ao Palácio do Planalto, cada vez mais à direita, ficou demonstrada na troca de correspondência entre o coordenador de comunicação da pré-campanha, Alon Feuerwerker, ao próprio Campos, flagrada por repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo e publicada na edição desta segunda-feira. Na mensagem, Feuerwerker encaminha a Campos o fragmento de um texto, no qual um colaborador descreve o ataque ao partido que circula na internet. O coordenador questiona Campos, presidente nacional do PSB, se é possível alterar o manifesto do partido na convenção em junho.
 
“Tem como mexer nisso na convenção de junho?”, questiona o e-mail do coordenador ao chefe.
 
Nesta manhã, Campos tornou público o seu ponto de vista. Ele disse que o debate sobre o manifesto do partido foi feito a seu pedido e que a mudança deverá ocorrer até 10 de junho, quando ocorrerá a convenção partidária.
 
– Estamos preparando programa de governo que tem claros compromissos com a ordem econômica que está aí, com a estabilização da economia. E, nesses encontros, nós temos interesse de fazer esse debate para mudar o nosso programa – afirmou Campos, presidente nacional do PSB durante visita a Belo Horizonte.
 
Trechos do manifesto, de 1947, que definem os princípios do Partido Socialista Brasileiro preocupam os setores da legenda mais ligados à direita. Campos quer desfazer qualquer ligação com o documento.
 
– Estamos falando de um manifesto de 1947, um documento histórico do partido, em outras circunstâncias. Ali em 1947 nosso partido já se colocava contra a polarização dos que viviam a chamada Guerra Fria – conclui Campos.