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segunda-feira, 31 de março de 2025

Em Gaza, 15 médicos e enfermeiros são executados a sangue frio por tropa de Israel

Corpos dos médicos e enfermeiros só foram localizados uma semana depois de desaparecidos (Foto:The New Arab)

O Crescente Vermelho Palestino informa que foram localizados os corpos de 14 dos funcionários de saúde seus e da Defesa Civil palestina que foram executados por tropa de Israel que cercou as suas ambulâncias que buscavam feridos na região bombardeada de Rafah. O 15º dos desaparecidos ainda não foi localizado.

A denúncia palestina é de que oito médicos e seis enfermeiros foram mortos com tiro na testa. Triste destino similar deve ter tido o 15º cujo corpo ainda não foi localizado.

A organização palestina de socorro médico havia relatado que, no dia 22 de março, tropas israelenses cercaram diversas de suas ambulâncias que atuavam no bairro Tel Sultan, em Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, logo após a região ter sofrido ataque por mísseis do agressor.

Após ser notificado de que funcionários de saúde haviam se ferido, o Crescente Vermelho perdeu contado com a equipe cercada e a entrada na área foi bloqueada, inclusive para ambulâncias.

Desde o corte no contato com seu pessoal, o Crescente Vermelho passou a informar amplamente do cerco e passou a responsabilizar Israel pelos danos a seu pessoal médico. Fez apelos a entidades internacionais para que pressionassem Israel no intuito de permitir o acesso de suas equipes a Tel Sultan, mas foi tudo em vão, as organizações informavam que não conseguiam acesso ao local cercado.

Somente na quinta-feira, dia 27 de março, um grupo coordenado pela Cruz Vermelha conseguiu chegar ao local para descobrir que as tropas israelenses haviam executado os profissionais de saúde e os enterrado próximo às tendas militares dos invasores. A Cruz Vermelha verificou que todas as ambulâncias do Crescente Vermelho e da Defesa Civil, que haviam sido cercadas no dia 22, estavam destruídas.

As vítimas do Crescente Vermelho são Ezz Al-Din Shaath, Mustafa Khafaja, Saleh Ma’mar, Mohammed Bahloul, Ashraf Abu Labda, Mohammed Al-Hayla, Rifat Radwan, Asaad Al-Nasasra e Raed Al-Sharif

As vítimas da Defesa Civil são Fouad Al-Jamal, Youssef Khalifa, Anwar Al-Attar, Zuhair Al-Farra, Sameer Al-Bahabsa e Ibrahim Al-Maghari.

A descoberta do assassinato de médicos e enfermeiros só aconteceu, portanto, nove dias depois de Israel haver rompido o cessar-fogo em Gaza, com os primeiros ataques na noite do dia 18 de março. Naquela primeira noite de bombardeio foram mortos 400 palestinos, sendo 200 crianças e 1.900 ficaram feridos. Desde então o cessar-fogo foi suspenso, o morticínio voltou a ser diário e a troca de prisioneiros israelenses e palestinos, que estava acontecendo desde janeiro, está suspensa.

Mais de 400 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros motoristas de ambulâncias e professores, foram assassinados desde o 7 de outurbro de 2023, diz informe da Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, emitido esta semana. Os mortos incluem 289 integrantes de equipes da ONU, 34 do Crescente Vermelho Palestino e ainda 76 de outras organizações humanitárias.


terça-feira, 24 de setembro de 2024

Israel estende ao Líbano extermínio em massa: 492 mortos e 1645 feridos em 24h

O ministro da Saúde do Líbano, Firas Abiad, disse que os ataques israelenses
atingiram hospitais, centros médicos e ambulâncias.(AFP)

Bombardeios contra o Líbano, perpetrados pelo regime supremacista israelense de Netanyahu, Gallant, Gvir e Smootrich, assassinaram 492 libaneses e feriram mais de 1640, inclusive 42 mulheres e 24 crianças, nesta segunda-feira (23), segundo o Ministério da Saúde libanês, no que a Associated Press considerou “o ataque mais letal” desde a fracassada invasão em 2006.

O morticínio de hoje se segue ao terror desencadeado por Israel na semana passada, explodindo pagers, walkie-talkies e até painéis solares, acionados remotamente, matando indiscriminadamente dezenas e mutilando e ferindo 4 mil, curiosamente no dia seguinte dos 42 anos da chacina de Sabra e Chatila. Terror rechaçado no mundo inteiro por sua perversidade e insânia. Na sexta-feira, outro ataque arrasou até o chão dois prédios residenciais, matando 45.

A última vez que Israel havia bombardeado o Líbano nessa escala foi em 2006, quando invadiu de novo o país vizinho, mas acabou tendo de bater em retirada. Agora, os bombardeios atingiram o sul do Líbano, o Vale do Beqaa, no leste do país, e a região norte, perto da Síria.

No sul, os ataques atingiram Mays al-Jabal, Aitaroun, Houla, Taybeh, Markaba, Bani Hayyan, Jabal al-Rayhan, Bint Jbeil, Hanin, Zawtar, e a região de Nabatieh. No leste, Shaara, Harbata, Hermel, Shamstar, Taraya e Boday. Também foi bombardeada a cidade de Al-Khader na região de Baalbek.

Os ataques de Israel ao Líbano marcam uma nova fase em seus esforços para arrastar toda a região para o caos”, disse o Ministério das Relações Exteriores do país em um comunicado. Por sua vez, a chancelaria egípcia pediu que “as potências internacionais e o Conselho de Segurança das Nações Unidas intervenham imediatamente” para impedir “a perigosa escalada israelense no Líbano”. O Egito novamente expressou “solidariedade” com o Líbano e afirmou sua “total rejeição a quaisquer violações da soberania e do território do Líbano”.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, está “alarmado” com a escalada no Líbano e muito preocupado com o grande número de vítimas civis relatadas pelas autoridades libanesas, disse seu porta-voz, Stephane Dujarric. Ele reiterou a “necessidade urgente de desescalada – que todos os esforços devem ser dedicados a uma solução diplomática.”

Em uma coletiva de imprensa em Beirute, o ministro da Saúde, Firas Abiad, disse que os ataques israelenses atingiram hospitais, centros médicos e ambulâncias. Milhares de pessoas deixaram as áreas bombardeadas, rumo à capital, Beirute, congestionando estradas. O país anunciou a suspensão das aulas na terça-feira.

Como de costume, os sicários de Tel Aviv se apresentam ao mundo como as “vítimas”, mas desde o genocídio em tempo real transmitido pelas redes sociais em Gaza, que tal falsificação se desmoralizou completamente.

No final de semana, os libaneses haviam reagido à escalada terrorista, fazendo disparos de foguetes e drones contra instalações militares israelenses, no norte e alcançando Haifa.

Investigado pela Corte Internacional de Justiça da ONU por genocídio em Gaza, o regime de Netanyahu também tenta fugir de cumprir decisão do mais alto tribunal mundial que considerou “ilegal” a ocupação da Cisjordânia. Na semana passada, a Assembleia Geral da ONU aprovou por larga margem resolução determinando que Israel cumpra a ordem de desocupar em “12 meses”.

Em Gaza, ao perpetrar genocídio – 200 mil civis palestinos mortos, direta ou indiretamente, segundo a revista médica The Lancet-, Netanyahu e seus cúmplices alegam suposto “direito de defesa”; já no Líbano eles matam indiscriminadamente mas mentem dizendo que só fizeram de alvo o Hezbollah.

Como registrou a agência de notícias russa Ria Novosti, o Hezbollah é uma organização criada por xiitas libaneses “em resposta às repetidas invasões do Líbano por Israel (a última foi em 2006 e, antes disso, Israel ocupou o sul do Líbano de 1982 a 2000) e ao colapso do Estado libanês.”

Dos sete milhões de habitantes libaneses, três milhões são de fé xiita “e a grande maioria deles apoia o Hezbollah, que é uma estrutura social, econômica e militar” e um dos principais partidos libaneses, e parte do governo.

Logo após o terrorismo com pagers e walkie-talkies, o governo Netanyahu anunciou que iria estender a guerra “ao norte”, supostamente para permitir “o retorno” dos moradores próximos da fronteira com o Líbano, dezenas de milhares que se albergaram em Tel Aviv e outras cidades. Nas palavras do ministro do extermínio, Gallant, será uma “nova era” da guerra no Oriente Médio, com o “centro de gravidade se movendo para o norte”.

Como respondeu o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, “a frente libanesa não vai parar antes que a agressão em Gaza pare. Vocês não poderão devolver essas pessoas ao norte. A única maneira de fazer isso é parando a agressão a Gaza e à Cisjordânia. Este é o único caminho.”

Já o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, pediu uma reunião urgente de líderes árabes à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York. O Iraque “pede e trabalha para convocar uma reunião urgente dos líderes das delegações árabes … para rever as repercussões da agressão sionista [israelense] sobre nosso povo pacífico no Líbano e trabalhar em conjunto para impedir seu comportamento criminoso”, disse al-Sudani em um comunicado.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Estado Islâmico explode Arco do Triunfo de Palmira, na Síria


Ruína fazia parte do
patrimônio mundial

Extremistas do Estado Islâmico explodiram o Arco do Triunfo na cidade síria de Palmira, informou o chefe de Antiguidades do país. “Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído no doming]. O Estado Islâmico preparou-o há várias semanas”, disse Maamun Abdulkarim.

O Estado Islâmico tem feito campanha contra o patrimônio arqueológico nas zonas sob seu controle na Síria e no Iraque e, em agosto, decapitou o antigo chefe de Antiguidades do país, de 82 anos.

Os extremistas já destruíram o tempo de Baal Shamin e o templo de Bel, com 2.000 anos, considerado a grande obra-prima de Palmira, desde que tomaram a cidade, em maio.

O Arco do Triunfo, situado na entrada da histórica rua com colunas das antigas ruínas, era o “ícone de Palmira”, afirmou Abdulkarim, alertando que os combatentes do Estado Islâmico já colocaram explosivos em outros monumentos.

“Isto é uma destruição sistemática da cidade. Querem arrasá-la completamente”, disse. “Querem destruir o anfiteatro, a colunata. Neste momento, receamos por toda a cidade”, afirmou, Ele pediu à comunidade internacional que “encontre uma forma de salvar Palmira”.

O grupo destruiu monumentos pré-islâmicos, túmulos e estátuas os quais consideram idolatria, mas especialistas destacam que o califado está também sendo financiado pela venda de artefactos no mercado negro.

Tanto a cidadela quanto as ruínas de Palmira foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco (a agência das Nações Unidas para a educação e cultura) e, antes da guerra, atraíam cerca de 150 mil turistas por ano.




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Fundamentalismo religioso é distúrbio mental, diz cientista

Kathleen Taylor
Taylor defende que haja
tratamento para o fanatismo

A neurocientista Kathleen Taylor (foto), da Universidade de Oxford, Inglaterra, defende a tese de que o fundamentalismo religioso é um transtorno mental e como tal deve ser tratado.


“Pessoas de certas crenças precisam de tratamento”, disse ela em recente entrevista.


Para a sociedade, afirmou, isso seria muito positivo, “porque não há dúvida de que algumas crenças causam um monte de danos”.


Kathleen afirmou que não estava se referindo apenas aos “candidatos a tratamento mais óbvios, como os islâmicos radicais", mas também a pessoas cujas crenças consideram, por exemplo, aceitável que pais batam nos filhos.

Para a neurocientista, um dos fatores desencadeador do fundamentalismo religioso como transtorno mental é a lavagem cerebral, sobre a qual ela publicou um livro em 2006.

Ela disse que, como se verifica em religiões e grupos terroristas com al Qaeda, a lavagem celebral é um instrumento poderoso para causar distúrbio em uma mente sadia.

Disse que o “fenômeno de persuasão é muito amplo, um forte tipo de tortura psicológica coercitiva”, porque leva as pessoas a pensarem coisas que não são boas para elas.

Ela escreveu um artigo no The Huffington Post afirmando que a “supremacia do cérebro oferece chances para melhorar a dignidade humana”, mas a sua manipulação por fanáticos representa um grande risco para o qual a sociedade de estar atenta.



sábado, 13 de julho de 2013

Criminosos: Soldados israelenses prendem menino palestino de 5 anos

palestina livre crianças israel
Garoto de 5 anos teria sido retido por ter jogado uma pedra contra um veículo israelense
Soldados de Israel prenderam durante duas horas uma criança palestina de cinco anos na cidade de Hebron, na Cisjordânia, após o menino ter supostamente lançado uma pedra contra um veículo israelense, denunciou nesta quinta-feira (11) a ONG israelense B’Tselem.
O Exercito de Israel, no entanto, negou que a criança tenha sido detida. A ONG, defensora dos direitos humanos nos territórios palestinos, divulgou vários vídeos que mostram os soldados israelenses da Brigada Guivati detendo na terça-feira (9) o menor junto a um posto de controle militar no coração de Hebron.
Leiam também:
Assista ao vídeo:
Os vídeos foram divulgados no site da organização (http://www.btselem.org).
A ONG afirmou que o menino e seu pai foram interrogados brevemente em uma delegacia palestina e em seguida libertados. O porta-voz do Exército israelense, Roni Kaplan, disse à Agência Efe que a criança não foi detida e que não havia nenhuma acusação contra ela.
Segundo Kaplan, os soldados pediram ao menino para que não jogasse pedras em veículos militares e acompanharam o menor até sua casa, onde ficou sob custódia de seus pais e da polícia palestina.
Agência Efe
Fonte: Pragmatismo Político

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ahed Tamimi, a garota que desafiou a ocupação israelense.

A garota palestina Ahed enfrenta soldado israelense (Foto: Oren Ziv/ ActiveStills)
Os confrontos entre Israel com apoio dos EUA e a Palestina apoiada pelo povo de quase todo o Planeta, vemos sempre uma grande coragem de resistência pelo fim dos massacres de homesm e mulheres diariamente, as  crianças palestinas, elas usam suas palavras pedindo a paz e que Israel se retirem de suas terras. Para enfrentar os tanques, mísseis e fuzis do seu inimigo, usam como armas a voz, o estilingue, a funda e de seu alforge cheio de pedras. Muita desvantagem, porém espera que um dia o mundo possa derrotar, acertando o seu Golias, Israel, com uma pedrada na sua testa, derrotando também a ganancia ianque.

Veja como a garota Ahed Tamimi, enfrentou com bravura os soldados carniceiros israelense, fazendo as pessoas que lutam pela resistência palestinas se emocionar e orgulhar mais o seu povo.
 
No meio de uma estrada deserta, cercada de paisagem árida, uma pequena menina com a insígnia da paz estampada no peito enfrenta dezenas de soldados, protegidos com capacetes e metralhadoras. O contraste da imagem choca, mas nem as armas em punho foram capazes de amedrontar a garotinha, que continuou a gritar e empurrar os oficiais em busca de respostas.

Os risos jocosos dos militares, que se entreolhavam em desprezo, apenas alimentaram o desespero e raiva da jovem. No fim, a única resposta recebida foi o disparo de balas de borracha. As imagens da bravura da menina, na reedição de uma espécia de batalha entre Davi e Golias, correram o mundo. Ahed Tamimi, de apenas 13 anos, queria apenas saber para onde o irmão, Waed, de 15 anos, havia sido levado durante os protestos do dia 2 de novembro em Nabi Saleh, pequeno vilarejo na Cisjordânia onde vivem.

Sentada na cama do hospital, em Ramallah, com a mão enrolada em curativos, a palestina não reclama do ferimento e conta que a dor já se tornou parte de sua vida. Filha do líder comunitário Bassem Tamimi, considerado pela União Europeia um “defensor dos direitos humanos” e pela Anistia Internacional “um prisioneiro de consciência”, Ahed já teve de lidar com o encarceramento dos pais, a morte de dois tios e a violência cotidiana de soldados israelenses contra a família e amigos.”
 
Veja e o vídeo abaixo e veja a metéria completa aqui
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Jornal Nacional adota discurso antipalestino em reportagens sobre conflito em Gaza

Na quarta-feira do dia 19 de novembro de 2012, completou-se uma semana desde que o líder palestino Ahmed Al-Jaabari foi assassinado pelo exército de Israel, dando início ao atual conflito e às atuais agressões à Faixa de Gaza, que já levaram à morte quase duzentos palestinos, sendo a metade civis, segundo o Hamas, que governo a Faixa de Gaza. Desde o dia 14 e até este dia 22 o Jornal Nacional veiculou nove matérias sobre o desenrolar dos acontecimentos, oscilando entre reportagens equilibradas e outras que pouco mais fizeram do que reproduzir o discurso e os estigmas construídos pelo governo israelense.

Se desde o dia 19 as cinco matérias veiculadas pelo JN foram razoavelmente equilibradas, até o dia 17 não foi bem assim (dia 18 foi um domingo, portanto sem edição desse telejornal). No dia 14, pintou o líder palestino assassinado como um perigoso terrorista, a única imagem que mostrou de Al-Jaabari foi portando uma arma. Nenhuma referência ao fato de que ele foi assassinado justamente quando atuava procurando um caminho para a paz na região.

Exército de Israel assasina crianças e a Globo omite
Já a reportagem do dia 15 mostrou “os dois lados do conflito”, mas apresentando os civis palestinos como violentos, vingativos, exaltados, enquanto os civis israelenses foram apresentados como assustados e acuados. No dia seguinte o foco da matéria é mostrar Israel sob ataque, novamente com os civis assustados com os “terroristas” palestinos. É também o que a reportagem do dia 17 mostra: desespero de civis em Israel e entrevista com três deles, sendo dois turistas.

Todas as nove matérias – assinadas por Carlos de Lannoy – e todas as “cabeças” lidas pelos apresentadores do Jornal Nacional, do dia 14 ao dia 22, são pontuadas por expressões e construções discursivas desfavoráveis aos palestinos. Estes são apresentados como violentos terroristas, enquanto as entrevistas são quase todas com civis israelenses. Quando é Israel quem ataca, são “ações militares” ou “ofensivas”, mas se é a Palestina o atacante são “atentados”. O Hamas é tratado sempre como “o grupo radical islâmico” ou “o grupo radical palestino” que “controla a Faixa de Gaza”, ignorando que o Hamas também é um partido político que governa Gaza. Para falar do outro lado, o JN usa “o governo de Israel”. Quer dizer, reconhece o Estado de Israel, mas não a Palestina e a soberania do povo palestino.

Fonte: Adaptado do Blog Jornalismo B