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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Diretor da Funarte ofende Fernanda Montenegro após atriz criticar Bolsonaro

FOTO ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
O diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, o dramaturgo Roberto Alvim foi até suas redes sociais neste domingo 22 para se  pronunciar sobre a atriz Fernanda Montenegro, que recentemente foi capa da revista literária “Quatro cinco um”. Na edição de outubro da publicação, Fernanda é retratada como uma bruxa prestes a ser queimada em uma fogueira com livros, fazendo uma referência aos recentes casos de censura feitas pelo governo.
“A foto da sórdida Fernanda Montenegro como bruxa sendo queimada em fogueira de livros, publicada hoje na capa de uma revista esquerdista, mostra muito bem a canalhice abissal destas pessoas, assim como demonstra a separação entre eles e o povo brasileiro”, diz Alvim,
O dramaturgo classifica as atitude de Fernanda Montenegro como mentirosas e diz que pessoas como ela estão deturpando os valores mais nobres de nossa civilização. “Nada pode ser mais infantil, mentiroso e canalha do que essa senhora diz na referida matéria. Fernanda Montenegro já assistiu várias peças minhas no passado, e já nutri alguma admiração por ela. Hoje, só o que sinto por essa mulher é o mais absoluto desprezo. Triste fim de carreira”, argumenta o diretor.
Alvim, que é bolsonarista e foi cotado para o cargo após enaltecer o presidente nas redes sociais, defende que a classe teatral passe por uma renovação contra a “doutrinação da esquerda”, como ele classifica. “É o único jeito de criarmos um renascimento da Arte no Teatro nacional, porque a classe teatral que aí está é radicalmente podre”, afirmou.

Após a repercussão de sua fala, o dramaturgo voltou na manhã deste segunda-feira 23 em suas redes para continuar o ataque contra Fernanda. Alvim diz que está sendo criticado por sua declaração e que nçao volta atrás do que disse. ” Então acuso Fernanda de mentirosa ,além de expor meu desprezo por ela, oriundo de sua deliberada distorção abjeta dos fatos”, afirmou.
“Amiguinhos esquerdistas: sua velha chantagem não funciona mais”, conclui Alvim.
A fala foi criticada pela classe artística. Em comunicado, a Associação dos Produtores de Teatro (APTR) repudiou as declarações de Alvim. “É absolutamente inadmissível que uma atriz com a sua trajetória seja atacada em seu livre exercício de expressão”, diz a nota. 

“Como cidadão, o Sr. Roberto Alvim pode expressar opinião, independentemente do campo social, cultural e ideológico. Já como gestor público de relevância nacional – ou seja, representando o país como um todo – o mesmo deveria atentar-se à natureza do seu cargo, pautando-se pelo respeito à classe que representa e aos profissionais consagrados por sua atuação”, afirma a APTR. 

Leia a nota na íntegra

A APTR repudia veementemente as declarações do diretor de Artes Cênicas da Funarte, Sr. Roberto Alvim, em suas redes sociais, onde classifica o não diálogo com a classe artística como uma “guerra irrevogável”. 

Com a mesma intensidade, repudiamos a classificação da fala de dona Fernanda Montenegro como infantil, mentirosa e canalha. É absolutamente inadmissível que uma atriz com a sua trajetória seja atacada em seu livre exercício de expressão.

Desde que o mundo é mundo, as identidades de todos os povos são construídas através de símbolos, plenos de significados, originando histórias transmitidas de geração em geração. Por este motivo, quando o objetivo é destruir algo, o alvo é sempre o sagrado, o simbólico ou aquilo de maior valor afetivo.

Como cidadão, o Sr. Roberto Alvim pode expressar opinião, independentemente do campo social, cultural e ideológico. Já como gestor público de relevância nacional – ou seja, representando o país como um todo – o mesmo deveria atentar-se à natureza do seu cargo, pautando-se pelo respeito à classe que representa e aos profissionais consagrados por sua atuação.

Cuidar da cultura como um importante setor para a economia e a formação de um país trata-se de um exercício diário, ético e respeitoso. O mesmo se aplica ao cuidado que deveria ser adotado ao se referir a uma atriz como Fernanda Montenegro, um símbolo da identidade nacional, com reconhecimento em todo o mundo.

Persistiremos  na busca pelo diálogo, pela liberdade de expressão, pelo afeto ao fazer artístico e cultural  de nosso país. Tudo isso de forma civilizada e com total respeito à diversidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Peça sobre as mulheres na Guerrilha do Araguaia chega em São Paulo


Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos conta a história das mulheres na Guerrilha do Araguaia. A peça que já passou pelo Rio de Janeiro chega agora na capital paulista. A estreia é nesta sexta-feira (16), no Sesc Belemzinho. A temporada dura três semanas, sempre às sextas-feiras e sábados às 21h30 e domingos às 18h30. 

Guerrilheiras foi concebido pela atriz Gabriela Carneiro da Cunha a partir da história de 12 mulheres que lutaram e morreram em um dos mais importantes e violentos conflitos armados da ditadura militar brasileira, a Guerrilha do Araguaia.

Ocorrida entre os estados do Pará e Tocantins, na floresta amazônica, no período entre abril de 1972 e janeiro de 1975, a Guerrilha do Araguaia reuniu cerca de 70 pessoas, sendo dezessete mulheres, que saíram de diversas cidades do país para participar do movimento de resistência à ditadura.

Por meio de um diálogo entre a ficção e o documentário, Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos é um poema cênico criado a partir da história dessas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram naquela região. A peça também busca iluminar esse importante episódio da história do país ainda tão nebuloso. “Certas coisas devem ser feitas: manter a chama acesa, relembrar e iluminar a história das lutas e dos lutadores, com todas as contradições que cada luta carrega”, destaca a diretora Georgette Fadel.

Após uma profunda e detalhada pesquisa sobre o tema, equipe e elenco da peça realizaram uma viagem até o sul do Pará com a diretora, a autora e as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke e Mafalda Pequenino. Sara Antunes, que também integra o elenco, não participou da viagem, pois na ocasião estava grávida de nove meses. Assim como as guerrilheiras eram de diferentes cidades, a equipe é formada por artistas do Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia.

Foram 36 horas de viagem de ônibus saindo do Rio de Janeiro até chegarem às margens do Araguaia, onde ouviram os relatos de quem presenciou esta história, num lugar marcado pela tradição do massacre. Em uma terra de esquecidos e desaparecidos, onde existe uma guerra velada, há um povo que dá voz àqueles que foram mortos. O cineasta Eryk Rocha documentou todo o percurso da equipe durante os quinze dias de viagem. Os registros audiovisuais, entre rostos e paisagens, serão projetados no palco do teatro, criando um diálogo com as atrizes. Os sons captados do rio acompanham algumas cenas. 

Do Portal Vermelho, com informações da Fundação Maurício Grabois

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Agora é no "Migué": Bater em Roseana de dia e de noite o irmão fatura milhõe$!

'Os Miguelosos'
Car@s amig@s, estamos vendo mais uma armadilha montada pelo grupo Sarney para enganar a população e tentar, de forma desesperada, melhorar os índices eleitorais para seu lado com intuito de crescer na opinião pública.

Numa desfaçatez tamanha, a estratégia agora é bater e ofender a governadora Roseana Sarney. O ator principal dessa forma teatral é o próprio candidato da família, o Edinho Lobão.
 
Atitude como essa demonstra o total despreparo e a maior apelação de quem não quer jogar a toalha e quem tá querendo ir às últimas consequências para não largar o poder que já duram 50 anos.

Aja tempo!

Pois bem, a nossa opinião sobre essa comédia e/ou tragédia teatral oligarca, se definiu por dois fatos atuais constatados pela mídia social livre. Onde demonstra a armação clara de mais um golpe no povo.

No sábado (19/07), em comício na cidade de Sucupira do Norte, o candidato do PMDB, Edinho Lobão, afirmou que se sentia com vergonha da governadora por comandar o Maranhão por 04 mandatos e nunca se importou em construir a estrada que liga Sucupira e Pastos Bons e ainda criticou todos os governos passados, além de sua aliada. Nesse caso acusa até o seu pai, o hoje ministro Edson Lobão.

Veja o vídeo:
 
 Até então a governadora não se justificou pela atitude do seu candidato. Se é que vai falar alguma coisa. Deveria, para a cena teatral ficar completa. Muito amadorismo!!!
 
Luciano Lobão, dono da Hitec,
irmão de Edinho Lobão
Enquanto isso seu irmão, o Luciano Lobão, ou seja, seu parente de primeiro grau é proprietário da empresa Hytec Construções que é especializada [preste atenção], em asfaltamento de rodovias, terraplenagem e medição que possui contrato com o governo de Roseana Sarney desde 2013 e de lá pra cá já faturou mai de 42 milhões de reais e previsão de receber ainda em 2014, somente em estradas de Santo Amaro e Primeira Cruz, um montante de 90 milhões de reais do governo estadual, dinheiro contraído do BNDES, programa Viva Maranhão.

Como vimos amig@s, a cena protagonizada pelo candidato da oligarquia em Sucupira do Norte, demonstra claramente o jogo para enganar o povo, como diz no popular “aplicar o migué”. Justamente o que ele reclama? A construção de rodovia é o que o irmão fatura com o governo há muito tempo.

O povo não está mais nesse nível de ser enganado tão fácil assim.

Inventam outra que essa não cola!

Fonte:
Blog do Gilberto Lima