Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Tela Brasil: Cultura Brasileira ao Alcance de um Clique


O governo federal lançou oficialmente, no último sábado, o Tela Brasil, a primeira plataforma pública e gratuita de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), marca um novo capítulo na democratização do acesso à cultura e na valorização das produções nacionais. O projeto nasce com o propósito de tornar o cinema e as séries brasileiras acessíveis a todos os cidadãos, sem custos e com qualidade.

O catálogo inicial do Tela Brasil impressiona: são mais de 550 obras disponíveis logo na estreia, entre curtas, médias e longas-metragens, além de séries e documentários. A diversidade é o ponto forte, há produções de diferentes regiões do país, com destaque para o cinema negro, indígena e dirigido por mulheres. O acervo também contempla títulos premiados e clássicos que marcaram gerações, como Central do Brasil, Cidade de Deus e Deus e o Diabo na Terra do Sol.

A plataforma foi pensada para ser inclusiva e acessível. Todas as obras contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, garantindo que pessoas com deficiência possam desfrutar plenamente do conteúdo. Essa preocupação reforça o compromisso do governo com a inclusão cultural e o direito de todos ao acesso à arte e à informação.

Durante o lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Tela Brasil é uma “ferramenta de soberania cultural”, capaz de fortalecer a identidade nacional diante da avalanche de conteúdos estrangeiros que dominam o mercado. Segundo ele, investir em cultura é investir na alma do país e o streaming público é uma forma de devolver ao povo o protagonismo de suas próprias histórias.

O investimento total previsto para o projeto é de R$ 9 milhões, distribuídos entre 2024 e 2025. Os recursos serão aplicados em licenciamento de obras, tecnologia, acessibilidade e manutenção da plataforma. Além disso, o Tela Brasil se integra a outras políticas culturais do governo, como o MEC Livros e o programa de bibliotecas em conjuntos habitacionais, ampliando o alcance das ações voltadas à educação e à cultura.

Outro diferencial é o acesso simplificado. O Tela Brasil pode ser utilizado diretamente pelo navegador, em computadores e Smart TVs, e em breve estará disponível também em aplicativos para Android e iOS. O login é feito por meio do Gov.br, o que facilita o uso e garante segurança aos usuários. Há ainda perfis específicos para escolas, cineclubes e bibliotecas, incentivando o uso coletivo e educativo da plataforma.

Mais do que um serviço de entretenimento, o Tela Brasil é um convite à reflexão sobre o papel da cultura na construção da cidadania. Ao reunir obras que retratam o Brasil em suas múltiplas faces do sertão ao litoral, da periferia às grandes metrópoles, o streaming público reafirma o valor da produção nacional e o poder das narrativas que nascem do povo brasileiro.

Com o Tela Brasil, o país dá um passo importante rumo à democratização do audiovisual e à valorização da arte feita por brasileiros. É uma iniciativa que une tecnologia, inclusão e identidade cultural, mostrando que o Brasil pode e deve ser protagonista de sua própria história nas telas.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Do coração do Maranhão para o São João: Kosta Netto canta “Sensibilidade”

 


O cantor, compositor e músico Kosta Netto apresenta sua nova música, “Sensibilidade”, um xote com forte identidade nordestina, lançado especialmente neste período junino.

Com mais de 30 anos de carreira, Kosta Netto tem uma trajetória marcada pela valorização da música brasileira e da cultura popular nordestina. Cantor, intérprete, compositor e violonista, o artista construiu uma história sólida nos palcos, levando ao público um repertório diverso, afetivo e cheio de identidade.

Em “Sensibilidade”, Kosta Netto traz uma sonoridade acolhedora e dançante, inspirada no xote tradicional e no clima das festas de São João. A canção fala de sentimento, delicadeza e verdade, traduzindo uma das principais marcas do artista: cantar com emoção, história e pertencimento.

O lançamento faz parte do momento atual da carreira de Kosta Netto, que vem fortalecendo sua presença nas plataformas digitais, rádios, entrevistas e shows, especialmente com seu projeto voltado para o São João.

A música “Sensibilidade” já está disponível nas plataformas digitais e também integra o repertório junino do artista.

Escute a musica no link abaixo:


Fonte: A Produtora

segunda-feira, 27 de março de 2023

TV Brasil faz programação sobre a ditadura de 1964 e seus ecos no presente

Cristina Serra (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Tanques nas ruas, população dividida e um presidente da República acuado e sem apoio. Nesse cenário, há 59 anos, se iniciava no Brasil o mais longo e duro período de ditadura do país, que perduraria 21 anos. Nesta semana, a TV Brasil estreia uma programação especial para relembrar um dos períodos mais sombrios da história brasileira. De 27 de março a 2 de abril, a emissora exibe, sempre a partir das 22h, o especial Passado Presente – Semana Ditadura e Democracia.

Serão veiculados sete filmes, um a cada dia da semana. Antes da exibição, será realizado um debate com a mediação da jornalista Cristina Serra e a presença de especialistas e comunicadores. A lista inclui o empresário e youtuber Felipe Neto, a historiadora Heloísa Starling, a ativista Jurema Werneck e o jornalista e escritor, Frei Betto. A curadoria das obras é da cineasta e gerente-executiva de Conteúdo da TV Brasil, Maria Augusta Ramos, e da assessora da Presidência da EBC e futura diretora de Conteúdo e Programação da TV Brasil, Antonia Pellegrino.
Programação

O especial começa na segunda-feira (27) com a exibição de O dia que durou 21 anos. Com o tema "memória, verdade e versões", o youtuber Felipe Neto e a historiadora Ynaê Lopes dos Santos farão a estreia dos debates.

O documentário aborda a participação do governo dos Estados Unidos na preparação do golpe de Estado de 1964, no Brasil. O ponto de partida é a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados.

Na terça-feira (28), o historiador Carlos Fico e o jornalista Cid Benjamin debaterão o tema "militares e guerrilheiros" antes do filme Tempo de Resistência - uma análise profunda da luta contra a ditadura militar nos anos 1960 e início dos 1970, a partir dos pontos de vistas de seus integrantes das guerrilhas. O filme acompanha o nascimento de diversos movimentos contra o governo, suas facções e divisões internas, até o contra-ataque da direita e a perseguição aos movimentos de oposição.Na quarta (29), o debate será sobre o "direito de resistir e a cultura", com os historiadores Heloísa Starling e João Cezar de Castro Rocha antes da exibição de Torre das Donzelas.

Quarenta anos após serem presas durante a ditadura militar na Torre das Donzelas, como era chamada a penitenciária feminina, um grupo de mulheres revisita a sua história em relatos carregados de emoção.

O tema de debate da quinta-feira (30) será o "papel da religião nas lutas por direitos" com o jornalista e escritor Frei Betto e o professor Pastor Ariovaldo. Eles vão conversar sobre o filme Batismo de Sangue, ambientado em São Paulo, no fim dos anos 60. À época, o convento dos frades dominicanos tornou-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governava o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito, Beto, Oswaldo, Fernando e Ivo passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella. Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

A "Amazônia ontem e hoje" será discutida na sexta-feira (31) pela advogada Maíra Pankararu e pela ativista de direitos humanos Sheila de Carvalho, antes da exibição de A flecha e a farda. O filme conta a história da Guarda Rural Indígena, um grupo fundado e treinado pela ditadura brasileira. Em 1970, 80 indígenas marcharam fardados para a cúpula dos militares. Cinquenta anos depois, o filme busca essas pessoas para conhecer suas histórias e suas memórias.No sábado (1º), o tema discutido será "bolsonarismo e 8 de janeiro" com o cientista social Marcos Nobre e o cientista político Bruno Paes Manso antes da exibição de Missão 115.

O filme conta que, em 1981, os brasileiros negociavam uma abertura política, para encerrar uma ditadura que havia começado no golpe civil-militar de 1964. Um grupo de membros dos serviços de segurança, temerosos de que a democracia ameaçasse seus empregos e privilégios, partiu para o terrorismo. Em pouco mais de um ano, cometeram mais de 40 atentados com explosivos. O mais célebre foi durante um show musical pelo Primeiro de maio de 1981, quando explodiu no colo de um sargento do Exército uma bomba que era destinada ao palco onde artistas se apresentavam para 18 mil pessoas, conhecido como Atentado do Riocentro.

A Semana Ditadura e Democracias termina no domingo (1º) com o debate sobre o "sistema de justiça e direitos humanos", com a diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

Após a conversa, será exibido o filme Orestes. Usando mito grego de Orestes, que define o momento de instauração da democracia no Ocidente, é feita uma reconstituição da abertura política no Brasil do final da década de 1970. Como Ésquilo, o personagem central da trama, se sairia se sua situação fosse transportada para o fim da ditadura militar?

FONTE: Brasil 247


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Projeto maranhense propõe mergulho na multiplicidade da cena artística local

Foto de Genilson Guajajara. Crédito: Divulgação


Idealizado a partir de uma articulação em rede, PREAMAR se prepara para o segundo ciclo de ações; conversamos com uma das organizadoras para entender a iniciativa mais a fundo.

O vai e vem das marés faz parte do cotidiano de São Luís do Maranhão. Os ventos fortes e a abundância das águas são seguidos da retração do mar, permitindo que diferentes paisagens se mostrem em um só dia. A variação das marés maranhense é uma das maiores do mundo e se apresenta como símbolo de uma multiplicidade de cenários, fluxos, produções e dinâmicas espirituais que envolvem o estado. “Então o que é essa abundância? O que é essa potência, essa força desse lugar com tantas diversidades?”, provoca Samantha Moreira, uma das organizadoras do PREAMAR, novo projeto artístico da região.

São essas algumas das questões que desaguam na iniciativa, que busca fomentar e dar foco à produção de artes visuais do estado nordestino a partir de uma articulação em rede. “É nesse mesmo sentido de força, continuidade e transformação, tão próprio das marés, que encontramos um elo para traduzir a longa e constante trajetória da produção maranhense. Um território potente, caracterizado pela riqueza das singularidades que se espraia, invade, transborda e torna-se global”, definem os articuladores. Mesmo a escolha da palavra que dá título ao projeto remete a esse movimento natural: preamar é sinônimo de ‘maré alta’. É na força dessa imagem que a iniciativa se constrói.

"Afetocolagens", Silvana Mendes. Foto: Divulgação

Imersão coletiva

O início, em abril deste ano, se deu a partir de uma parceria entre quatro frentes: “o Chão SLZ, enquanto esse polo que sempre abria laboratórios [artísticos], experimentações e processos de formação; a Casa do Sereio, que é um espaço de residências em Alcântara (MA); a Lima Galeria, que é uma galeria privada, mas que tem um processo e um caráter muito experimental; e o curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão, entendendo a necessidade de trazer o corpo de professores para a discussão desses projetos e os alunos para atuação e vivência”, explica Samantha. A idealização em coletivo permitiu uma conversa entre diferentes propostas, percepções e contextos, propondo que a diversidade maranhense se transpusesse no desenvolvimento do primeiro ciclo de ações.

Foi nele que as redes passaram a se expandir. Nas residências, vividas na Casa do Sereio, nos ciclos de conversa online e na exposição coletiva novos mergulhos passaram a compor PREAMAR. Um deles se deu junto às ceramistas de Itamatatiua, ao que as artistas Silvana Mendes e Tassila Custodes desenvolveram uma pesquisa com a comunidade maranhense, que fica a 50km de Alcântara e tem uma produção de cerâmica praticada há mais de 300 anos com peças que evidenciam o modo de vida quilombola “com sua resistência, ancestralidade e subjetividades”, explica o release. Os frutos dessas experiências foram expostos na primeira exposição do PREAMAR, junto a outros projetos.

A mostra se construiu simultaneamente no Chão SLZ, no centro histórico de São Luís, e na Lima Galeria, na Cidade Nova. Em ambas as sedes, a mostra conversa suportes e linguagens distintos, reunindo diferentes gerações de artistas, buscando compor um primeiro panorama da contemporaneidade no Maranhão. Nesses espaços, outras redes passaram a se estabelecer: de artistas e de públicos. Com curadoria dos organizadores do PREAMAR Frederico Silva, coordenador do Departamento de Artes Visuais da UFMA; Yuri Logrado, fundador da Casa do Sereio; Marco Lima, diretor da Lima Galeria; e Samantha Moreira, coordenadora Chão SLZ, a exposição reuniu trabalhos das Ceramistas de Itamatatiua e de Cláudio Costa, Dinho Araújo, Gê Viana, Genilson Guajajara, Ingrid Barros, Márcio Vasconcelos, Marcos Ferreira, Marlene Barros, Pablo Monteiro, Romana Maria, Silvana Mendes, Thiago Fonseca, Thiago Martins de Melo, Tassila Custodes, Tieta Macau, Ton Bezerra, Vicente Martins Jr.

Vista da exposição no chão SLZ. Foto:Chuseto

Baixa-mar

Esse primeiro ciclo se encerra no dia 3 de junho, com o fim da mostra coletiva. Porém, é desse momento de maré baixa que emergem as próximas ações. As residências, conversas e exposições já realizadas assumem forma de pesquisa; é de seus processos, das trocas com os artistas, das falas do público, das percepções geradas e do pensamento dessas redes já expandidas que passam a se desenhar os próximos passos do PREAMAR.

No segundo semestre de 2022 será lançada a plataforma online do projeto. O ambiente vem sendo pensando de forma a articular um processo de documentação dessa primeira ação e abrigar novas mostras, voltadas a uma produção audiovisual. Nesse aspecto, já está prevista uma individual virtual do cineasta maranhense Beto Matuck. Em paralelo, começa-se a desenhar uma exposição coletiva presencial com outros artistas. “A ideia é que periodicamente a gente tenha ações acontecendo no Chão SLZ, assim como dentro da universidade, na Lima Galeria e na Casa do Sereio. Então, seguem, na verdade, articulações de processos de formação contínuos”, conta Samantha Moreira.

"Careta de bugio", aparição de Tieta Macau. Dinho Araújo 2022. Foto Divulgação

Uma das principais frentes desse processo de formação são as residências. “A ideia é que, no segundo semestre, a gente abra outras residências para artistas do Maranhão e, a partir do ano que vem, comece a desenvolver essas atividades de forma ampliada, recebendo artistas de fora do estado”, declara Samantha. E complementa: “Entendendo que é muito importante que esse fluxo de artistas, pesquisadores e curadores de fora sempre esteja focado no processo de formação local”.

Para a organizadora, essa é uma demanda latente na cena artística maranhense. “A gente precisa desses processos de troca e de articulação local e também com o que acontece fora da ilha – que tem uma potência muito grande, mas tem necessidade de um processo de formação contínua tanto de uma poética de trabalho, como de formação e finalização de trabalho, como de processo de crítica, de curadoria, de produção, de montagem.” Assim, as marés de PREAMAR se encaminham a fluxos de fomento da potência local, a partir de uma rede de formação, e de inter-relação com outras cenas artísticas brasileiras e internacionais.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Vidas, Veredas: Paixão - Memórias da Saga Comunista


“Vidas, veredas: paixão” narra a história desses brasileiros e brasileiras maiúsculos, pessoas comuns cuja entrega à luta por liberdade e justiça social as tornou incomuns. De vários pontos de partida, com grande força desde a vida estudantil, elas ousaram. Arrostaram rupturas de vida precoces, romperam barreiras culturais, sociais e profissionais, em detrimento de um futuro individual imediato, com a audácia de almejar a revolução do estado de coisas existente.

Ao longo dos 21 anos em que viveu sob o tacão da ditadura, a sociedade brasileira abrigou, em seus subterrâneos, uma vida célere, quase afoita, destilando sonhos, paixão e lutas.
Eram jovens que construíam a resistência à ditadura e a luta pelo socialismo no vasto continente brasileiro, ora aqui, ora a distâncias insondáveis, ora sob as sombras da clandestinidade, ora mais à vista, mas sempre sob riscos.

A agulha e a linha que lhes alinhavou os destinos foram a de uma organização política em prol de democracia e progresso social, um partido marxista-leninista: o Partido Comunista do Brasil. Legenda que chega aos 90 anos em expansão e afirmação crescentes, disposto a construir o socialismo com a cara do nosso país e de nossa gente.

Compre aqui o livro.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

O último cordel de Moraes

Desenho de Reginaldo Frazão

Durante a quarentena, no mês passado, Moraes escreveu um cordel. Falava da covid-19, mas também do medo da violência e no final faz uma referência a Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018.

Quarentena (Moraes Moreira)

Eu temo o coronavirus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida,
A nossa fé é vacina
O professor que me ensina
Será minha própria lida

Assombra-me a pandemia
Que agora domina o mundo
Mas tenho uma garantia
Não sou nenhum vagabundo,
Porque todo cidadão
Merece mas atenção
O sentimento é profundo

Eu não queria essa praga
Que não é mais do Egito
Não quero que ela traga
O mal que sempre eu evito,
Os males não são eternos
Pois os recursos modernos
Estão aí, acredito

De quem será esse lucro
Ou mesmo a teoria?
Detesto falar de estrupo
Eu gosto é de poesia,
Mas creio na consciência
E digo não a todo dia

Eu tenho medo do excesso
Que seja em qualquer sentido
Mas também do retrocesso
Que por aí escondido,
As vezes é o que notamos
Passar o que já passamos
Jamais será esquecido

Até aceito a polícia
Mas quando muda de letra
E se transforma em milícia
Odeio essa mutreta,
Pra combater o que alarma
Só tenho mesmo uma arma
Que é a minha caneta

Com tanta coisa inda cismo….
Estão na ordem do dia
Eu digo não ao machismo
Também a misoginia,
Tem outros que eu não aceito
É o tal do preconceito
E as sombras da hipocrisia

As coisas já forem postas
Mas prevalecem os relés
Queremos sim ter respostas
Sobre as nossas Marielles,
Em meio a um mundo efêmero
Não é só questão de gênero
Nem de homens ou mulheres

O que vale é o ser humano
E sua dignidade
Vivemos num mundo insano
Queremos mais liberdade,
Pra que tudo isso mude
Certeza, ninguém se ilude
Não tem tempo,nem idade.

by Osmar Dias Rocha

Morre aos 72 anos cantor baiano Moraes Moreira

(Divulgação)
O cantor baiano Moraes Moreira morreu nesta segunda-feira (13) no Rio de Janeiro. Segundo o Blog do Marrom, o também cantor e compositor Paulinho Boca de Cantor confirmou a informação. Muito emocionado, Paulinho mal conseguia falar e contou que ele faleceu durante o sono. 
A causa da morte de Moraes ainda não foi informada. Também não há informação sobre quando e onde será o sepultamento.
Nascido Antônio Carlos Moreira Pires na cidade de Ituaçu, Moraes começou a carreira tocando safona em festas de São João. Na adolescência, aprendeu a tocar violão enquanto estudava em Caculé. Depois, se mudou para Salvador e conheceu Tom Zé. Formou com Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão os Novos Baianos, ficando com o grupo de 1969 até 1975.

FONTE: Correio*

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Rosto de Bolsonaro feito de lixo estampa pôster da banda russa

© Reprodução / Facebook

Um amontoado de barris de lixo tóxico, poluição e armas compõe um mosaico que dá forma ao rosto do presidente Jair Bolsonaro. A ilustração estampa o pôster do show do grupo feminista Pussy Riot.

A banda russa se apresenta em São Paulo na quinta-feira (30), como parte do festival Verão Sem Censura, promovido pela prefeitura da cidade.

Em postagem na página oficial da banda no Facabook, lê-se: "Sobre esta cabeça feita e cheia de restos [lixo], as Pussy Riots cantam e dançam. Façamos aqui nossa revolta sobre esta cabeça monumento-destruição".

"Somos agora Pussy Riots espalhados por todo o planeta e aqui no Brasil vamos cantar, dançar e nos revoltar como se estivéssemos sobre esta cabeça-busto-desgoverno-monumento-vazia de ideias. E façamos dela detritos!!!" 

Em 2012, as integrantes do Pussy Riot fizeram uma apresentação performática na catedral de Cristo Salvador, um dos principais templos da Igreja Ortodoxa Russa, em Moscou.

Vestiram gorros para o cobrir o rosto – até então, até mesmo quando davam entrevistas, eram anônimas - e tocaram o que classificaram como uma oração punk, "Virgem Maria, Tire o Putin do Poder". A performance, que criticava o apoio da Igreja ao político, durou 90 segundos, foi ao YouTube, e causou reboliço no país.

Em abril de 2019, a produção do grupo Dead Kennedys, para a divulgação de turnê pelo Brasil, criou um pôster exclusivo para o país. A família do palhaço Bozo está vestida com camisetas da seleção brasileira segurando armas. Para completar o cenário, tanques de guerra e uma favela pegando fogo.

Um dos personagens diz: "Eu amo o cheiro de gente pobre morta pela manhã". Os shows acabaram sendo cancelados.

Dead Kennedys divulga pôster de turnê de 40 anos no Brasil; imagem traz palhaço Bozo e sua família em frente a uma favela em chamas Cristiano Suarez 

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O que vai sobrar da namoradinha do Brasil?

Por Paulo Moreira Leite*

Uma das mais populares atrizes da história da TV brasileira, Regina Duarte levou anos para deixar a condição de talento valorizado mas descartável de nossos folhetins eletrônicos. Em 1979/1980, rompendo com a condição de rosto bonito, ela fez o seriado Malu Mulher, encarnando a primeira personagem feminina da TV capaz de assumir abertamente sua liberdade sexual.

Num país onde a Globo era campeã da audiência, referência ideológica e de comportamento para milhões de brasileiros e brasileiras, Regina Duarte sinalizou uma travessia fundamental da emancipação feminina - o direito ao orgasmo, assumido de forma explícita ao longo do seriado.

Quatro décadas depois, a caminho da Secretaria da Cultura do governo Jair Bolsonaro, Regina Duarte ameaça completar um percurso regressivo iniciado há vários anos. Cumpriu uma trajetória por todos conhecida. Abandonou as diversas causas progressistas e democráticas que assumiu ao longo da carreira, até chegar a 2018 como cabo eleitoral do bolsonarismo.

Num governo empenhado em retirar direitos e liberdades das mulheres, que cultiva uma visão obsessiva e perversa da liberdade sexual - a ponto de estimular uma campanha a favor do sexo só depois do casamento - o percurso inevitável de Regina Duarte é de retrocesso e submissão.

Seu destino será desdizer o que disse, desfazer o que fez, numa sequência que lhe permitiu tornar-se admirada por brasileiros e brasileiras, gerando uma duradoura empatia popular que, no terrível Brasil de 2020, Bolsonaro pretende alugar para servir a um um governo em estado de colapso moral.

Não por acaso, o cidadão que ocupava a cadeira que Jair Bolsonaro reservou para Regina Duarte era um admirador de Goebbels. Queria formatar a cultura brasileira na modelagem do nazismo, onde o lugar da mulher é ser boa mãe, criar os filhos e, acima de tudo, obedecer ao marido.

Os bons observadores da história humana ensinam que é possível medir o grau de civilização de uma sociedade pelo tratamento que dispensa às mulheres.

Pai de quatro filhos, o presidente jamais perdeu uma chance de mostrar desprezo pelos avanços da emancipação feminina. Já foi capaz de referir-se a única filha como fruto de uma "fraquejada". Também disse à deputada Maria do Rosário que ela era "muito feia para ser estuprada". A lista é maior mas podemos ficar por aqui.

Atriz experiente, Regina Duarte sabe que até podem ocorrer mudanças de nomes e alterações do cenário, mas o enredo do espetáculo permanece em linha com o espírito macabro do antecessor -- até porque, minutos antes do escândalo produzido pela encarnação Goebbels, o dono da festa disse que enfim havia encontrado um "secretário de cultura de verdade".

Esse traço definidor inclui um empenho geral de ataque às liberdades, um vale tudo selvagem, sem distinção de credo, origem ou gênero. O que se quer é uma cultura postiça, do Estado, a serviço da propaganda política.

Um levantamento do Artigo 5o, movimento que reúne intelectuais e artistas mobilizados em defesa da liberdade de expressão, indica 115 casos de censura, ameaças e atos de intimidação ocorridos no país desde a posse de Bolsonaro - sejam decisões que partiram de diversas instâncias do Estado, de entidades particulares ou mesmo intervenções de bandos truculentos contra eventos públicos.

Mesmo admitindo que as pessoas mudam de ponto de vista e mesmo de ideologia ao longo da existência, num mundo onde não faltam decepções e sobram oportunidades para tropeços, não há muito para Regina Duarte fazer neste ambiente.

Pela formação, pela experiência e, acima de tudo, pela realidade do universo político, na melhor das hipóteses seu lugar será decorativo como uma modelo de publicidade: dona da imagem mas não do próprio texto.

A menos, claro, que, como um Mefisto de saias, esteja resolvida a oferecer sua alma ao demônio, como descreve Klaus Mann no grande romance de 1936, obra indispensável para se compreender a corrupção moral produzida pelo nazismo nos meios artísticos da Alemanha de Hitler e Goebbels.Alguma dúvida?

*Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA






Fonte: Blog do Miro

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

O nazismo de Alvim e a política cultural de Bolsonaro


Em entrevista ao Vermelho, o professor universitário Fábio Palácio* analisa ações anunciadas por Roberto Alvim, que acaba de ser exonerado da Secretaria Especial de Cultura após gravar vídeo com apologia ao nazismo

“A comunidade artística deve ser vista como parceira na promoção do desenvolvimento cultural, e não como um segmento a ser ‘enquadrado’.” A opinião é do jornalista e professor da Universidade Federal do Maranhão, Fábio Palácio, mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências da Comunicação (ECA/USP).
Em seu estágio doutoral, na University of Reading, no Reino Unido, Palácio se aprofundou na obra do teórico culturalista galês Raymond Williams. Nesta entrevista ao Vermelho, ele analisa ações anunciadas por Roberto Alvim, que acaba de ser exonerado da Secretaria Especial de Cultura após gravar vídeo com apologia ao nazismo.
Vermelho: A reação ao episódio envolvendo Roberto Alvim se concentrou no tema da apologia ao nazismo. Apesar da gravidade dessa atitude, que chega a configurar crime, a questão tem ainda outro lado: o debate sobre a política pública que estava sendo anunciada. Há conexão entre uma coisa e outra?
Fábio Palácio: Total conexão. Após a demissão do secretário, vêm à tona áudios de Roberto Alvim informando a Bolsonaro ter um plano para “bombardear” o País com “arte conservadora”. Isso lembra muito a velha luta dos nazistas contra o que chamam de “arte degenerada” – que nada mais é do que a própria arte moderna. Ora, definir qual será o teor da arte brasileira não é algo que caiba ao Estado, mas, sim, à sociedade. E, quando falamos em sociedade, isso deve incluir com destaque o próprio segmento cultural e a comunidade de artistas.
Não caberia ao Estado apontar ao menos diretrizes gerais para o setor?
Cabe ao Estado, se é de fato democrático, o fomento e a promoção das artes, em consonância com a diversidade e as aspirações do povo brasileiro. A arte precisa refletir o povo em sua inteireza. Não se pode colocá-la a serviço de interesses particularistas. Para refletir o conjunto do povo, é necessário diálogo constante. A comunidade artística deve ser vista como parceira na promoção do desenvolvimento cultural, e não como um segmento a ser “enquadrado”.
Mas o governo Bolsonaro não opera a política cultural em chave democrática. De um lado, promove sua visão parcial em detrimento de importantes segmentos do povo brasileiro. Já havia agredido índios, negros, etc. Agora, com sua defesa aberta do nazismo, agride especialmente a comunidade judaica, que deu importante contributo à edificação da nacionalidade.
Por outro lado, a ideologia que é imposta encontra-se marcada pelo anti-intelectualismo. Não sou eu, mas o próprio presidente, quem deixa isso claro, quando afirma que as áreas de Humanidades – como a Filosofia, a Sociologia, as Artes e as Letras – devem ter menos investimentos para que se possa cuidar de coisas que “dão retorno”. Ora, é exatamente como parte desse pensamento que se vem cuidando não do fomento e da promoção, mas exatamente da desconstrução da cultura e das artes.
Quando o presidente propõe recriar o Ministério da Cultura, é preciso perguntar se ele mudou de opinião, se faria autocrítica por ter extinguido o ministério, ou se se trata apenas de confete, serpentina e demagogia – isto é, de ação voltada a apagar a má impressão que sua escolha anterior deixou na sociedade brasileira.
A política anunciada pelo ex-secretário não contribui de alguma forma para o fortalecimento da arte nacional?
Analisemos friamente: como era essa “nova política cultural”? Fomento livre e desinteressado, como deve ser não apenas nas artes, mas também na ciência, deixando nas mãos dos intelectuais a responsabilidade principal pelas definições de mérito? Não. Simplesmente um prêmio nacional, ação sob medida para a prática do dirigismo.
É interessante notar a distância que há entre esse tipo de política e um programa como o Cultura Viva do governo Lula, também conhecido como “Pontos de Cultura”, que opta claramente por delegar o protagonismo à própria comunidade.  O governo Bolsonaro, por outro lado, parece querer ditar aos artistas, através da concessão de “prêmios”, o que devem fazer.
Como ação de política pública, o prêmio deveria ser mantido?
A essa altura, não sei qual artista teria a coragem de ir receber o tal prêmio, vinculando sua imagem ao episódio envolvendo Alvim. Contudo, a fim de mais bem avaliar a ação proposta, proponho abstrairmos essa questão. Como seria o tal “Prêmio Nacional das Artes”? Um número determinado de obras “heroicas” pinçadas a dedo pelo governo em cada uma das regiões do país.
A questão que fica é: esta seria a “nova política”? A julgar pelas palavras do secretário exonerado, sim. Em lugar de um fomento amplo, o artista ficaria então com duas alternativas: ser apoiado por empresas através da Lei Rouanet ou ser selecionado pelos gestores do governo Bolsonaro, que não parecem aceitar a diversidade cultural. Triste dilema.
Veja que o tal “Prêmio Nacional” sequer contemplaria todas as linguagens. A categoria “Literatura”, por exemplo, era destinada apenas aos contos – nada de romance ou poesia. A dança não constava do cardápio de linguagens contempladas, apesar de sua evidente importância para a cultura brasileira.
É triste constatar que regredimos a este ponto, após anos de acúmulo nas gestões dos ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira. Eles mudaram o panorama das políticas culturais a partir de uma visão antropológica da cultura, isto é, da visão segundo a qual a cultura é a dimensão simbólica da vida, e não se restringe às artes. Não é à toa que tivemos nessas gestões importantes avanços em segmentos como a culinária, a moda e os games, que não costumam ser identificados como arte stricto sensu, mas têm papel crescente no âmbito da chamada economia criativa.
A pergunta que fica à comunidade artística e à sociedade brasileira é: aquilo que foi anunciado por Alvim é de fato o que queremos como política cultural? Se a resposta é negativa, então é preciso estar atento. Não adianta exonerar secretário, recriar ministério, trazer artista global se a política continua sendo a mesma.
*Fábio Palácio Professor do Depto. de Comunicação Social da UFMA e presidente da Fundação Maurício Grabois – Maranhão.
FONTE: Portal Vermelho

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Programa Férias Culturais da gestão do prefeito Edivaldo, vai até dia 31/07


A programação do Férias Culturais, programa da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, continua nesta semana com o Arte na Praça e a Feirinha São Luís. Hoje, quarta (24), no Complexo Deodoro, a partir das 19h, tem Sarau Histórico e segue diariamente com várias atividade até o dia 31, encerrando com Passeio Serenata na Praça Benedito Leite . No domingo (28), acontece a Feirinha São Luís na Praça Benedito Leite e, a partir das 16h, tem na programação, Arte na Praça no Complexo Deodoro. As atrações do Férias Culturais são, tanto para moradores quanto para turistas, opções de lazer gratuito durante o período de férias.
CONHEÇA SÃO LUÍS 
O programa Férias Culturais é composto por uma série de atividades. Roteiro Reggae, Passeio Serenata, Sarau Histórico e Arte na Praça fazem parte da programação. Na quinta-feira (25), será realizada mais uma edição do roteiro Conheça São Luís. Acompanhados por um guia de turismo, turistas e ludovicenses passearam por ruas do Centro Histórico de São Luís ao som de músicas de artistas locais. 
O programa contribui para a educação patrimonial e estimula o público a se identificar com São Luís, tornando, assim, o turismo mais rentável para a cidade. "A nossa cidade é riquíssima culturalmente e historicamente, nós precisamos apresentar sempre isto para a população. Quem mora em São Luís aprende mais sobre a própria cidade e quem nos visita se encanta com um belíssimo passeio, gratuito, para entender mais sobre o lugar que estão visitando", destaca a secretária municipal de Turismo, Socorro Araújo.
O Conheça São Luís tem a sua concentração na Praça Benedito Leite, segue pela Praça Dom Pedro II, que concentra prédios históricos como a Igreja da Sé, o Palácio de La Ravardière, o Palácio dos Leões e a Capitania dos Portos. Os participantes também passarão pela Rua de Nazaré, Rua da Estrela, Rua Portugal, Beco Catarina Mina e Rua da Alfândega, encerrando o programa na Praça Nauro Machado. Personagens históricos surgirão ao longo do percurso, como o Daniel de la Touche e a rainha Maria de Médici, saindo do Palácio de La Ravardière, e a Ana Jansen, que surge diante de uma antiga propriedade.
Quem participa, aprova a programação. "Muito bonito e proveitoso. Vim à trabalho para a cidade, mas vi a divulgação na televisão, procurei mais sobre a programação nas redes sociais e resolvi conhecer mais a cidade. Os casarões, as ruas e os personagens fazem do passeio uma ótima programação", contou o mineiro Carlos Farias.
AGENDA
Dia 24 (quarta-feira)
• Sarau Histórico
19h, no Complexo Deodoro
Dia 25 (quinta-feira)
• Conheça São Luís
16h, com saída da Praça Benedito Leite
Dia 26 (sexta-feira)
• Arte na Praça: Apresentação cultural
18h, na Praça da Mãe d'Água
Dia 27 (sábado)
• Arte na Praça: Apresentação cultural
19h, no Complexo Deodoro
Dia 28 (domingo)
• Feirinha São Luís
8h às 15h, na Praça Benedito Leite
• Arte na Praça: Apresentação cultural
16h, no Complexo Deodoro
Dia 31 (quarta-feira)
• Passeio Serenata
19h, com saída da Praça Benedito Leite

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Biblioteca Pública Benedito Leite inicia sessão de cinema nas férias

Biblioteca Pública Benedito Leite 
Atentos a uma das histórias mais marcantes da crônica policial do Brasil, ocorrida em 12 de junho de 2000, no Rio de Janeiro, o público prestigiou o filme “O Sequestro do ônibus 174”, durante a abertura da programação de férias ofertada pela Biblioteca Pública Benedito Leite. O evento é aberto ao público. A ação é mais uma promoção do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur).

A atividade está sendo realizadas todas as quartas-feiras, a partir das 17h, no auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite. Todas as temáticas que serão apresentadas em películas, durante as férias de janeiro, trazem questões sociais do cotidiano. “Hoje a gente inicia essa programação que seguirá diversificada, trazendo conteúdos sociais. Assuntos que a gente possa abrir para um debate no final de cada exibição e discutir, evidenciando o fortalecimento das ideias”, comentou a diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Nascimento.

Com a revitalização da Praça do Pantheon, no Centro de São Luís, a Biblioteca Pública Benedito Leite se tornou mais atrativa e com acesso de volta pela entrada principal, o que cativou o estudante Luís Anselmo Fernandes, de 20 anos. “Muito interessante esta programação. Antigamente era muito oculto, quando tinha [programação] as pessoas não sabiam. Agora está sendo muito mais divulgado e isso é muito bom, porque as pessoas têm acesso para se envolver culturalmente”, avalia.

Ator Thallison Moreira elogiou o aproveitamento
do espaço público para promoção da arte e cultura.
Quem também contemplou o filme foi o ator Thallison Moreira, que falou da importância sobre o aproveitamento dos espaços públicos para a realização de eventos que incentivam a arte e a cultura. “Eu acho importante porque não fica refém dessa educação cultural que as pessoas acreditam que deva existir somente na época de escola. A gente vive um processo de falta de cultura da população o que acarreta em escolhas erradas, como dos nossos governantes, e até mesmo escolhas profissionais não muito acertadas. Muito disso é devido a falta de cultura na escola. Iniciativas, como a que acontece hoje aqui, são importantes para divulgar informações e deter conhecimentos”, afirma.

Pedagoga e especialista em produção cultural
 e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama 
A pedagoga e especialista em produção cultural e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama, um dos nomes de referência na militância em prol da pessoa com deficiência, esteve na sessão e pontou sobre o acesso à cultura. “Mais um importante de passo da Sectur e Biblioteca que vem desenvolvendo várias ações no campo não só da cultura, mas da cultura acessível e inclusiva. É a gente conseguir discutir temas relevantes de direitos humanos, sem esquecer da acessibilidade. Com isso, a gente tem uma transversalidade, conseguindo falar com os mais diversos setores”, comenta.

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca está oferecendo duas sessões diárias de contação de histórias, e a semanal de cinema com recursos de acessibilidade.

Sobre o Filme

O sequestro do ônibus 174 foi um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro, no Brasil. No dia 12 de junho de 2000, às 14h20, o ônibus da linha 174 (atual 158) (Central–Gávea) da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária. A infância de Sandro Barbosa do Nascimento é retratada em filme documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, e conta como foi determinante para a concepção de uma personalidade criminosa. Um dos relatos é o de Sandro Barbosa do Nascimento ter presenciado o assassinato de sua própria mãe aos 8 anos de idade

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca vai oferecer duas sessões diárias de contação de histórias (uma às 10h e outra às 16h) e uma semanal de cinema com recursos de acessibilidade. A sessão de cinema será realizada no auditório da Biblioteca, sempre às quartas-feiras, às 17h, tendo na grade de exibição filmes como Ônibus, Sinhá Moça, Encontros e Desencontros de Amor, curtas infantis, todos com recursos de audiodescrição.

Mais atividades em janeiro

Outras atividades também estão previstas para este mês de janeiro. Mais uma edição do Lendo as Férias na Biblioteca e uma atração cultural com ocupação dos jardins onde serão realizados bate-papos com autores maranhenses.