Mostrando postagens com marcador Piso salarial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piso salarial. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Posição de hospitais privados sobre o piso salarial revolta enfermagem


A Confederação das Santas Casas de Misericórdia divulgou nesta quarta-feira (24) um levantamento realizado em parceria com outras quatro entidades da saúde privada, com a premissa de avaliar o impacto financeiro do piso salarial da enfermagem aprovado pelo Congresso Nacional no setor. A consulta, que premedita um cenário catastrófico nos atendimentos, foi apontada como desonesta pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que enxerga a pesquisa como uma estratégia de lobby para atender um interesse financeiro das redes hospitalares.

A pesquisa foi realizada em cima da consulta a 2511 unidades médicas, incluindo hospitais privados, hospitais filantrópicos, santas casas, clínicas especializadas e serviços de diagnósticos. Do total, 65% são organizações com fins lucrativos. De acordo com a Confederação das Santas Casas, a forma como o piso da enfermagem foi aprovado pode resultar na perda de 83 mil postos de emprego e o fechamento de 20 mil leitos.

A publicação foi vista com repulsa pela categoria. “Essa tese não se sustenta em relação ao setor privado. Não tem sustentação a tese de que o setor privado com fins lucrativos não tem condições de pagar o piso, esse segmento foi justamente o que mais lucrou na pandemia. Um levantamento da Forbes chegou a mostrar que os hospitais privados faturaram acima de 20% em relação aos anos anteriores”, explicou Daniel Menezes, conselheiro e porta-voz do Cofen.

Já no lado filantrópico, a pressão pela rejeição do piso da enfermagem foi uma constante ao longo de toda a tramitação, com o setor afirmando não ter condições de arcar com o piso. “A gente compreende que essas instituições enfrentam uma situação financeira mais complicada, mas essa situação financeira já vem de muito tempo. Sou profissional de enfermagem há 19 anos, e há 19 anos eu ouço que as santas casas precisam melhorar seu financiamento ou vão fechar”, conta o conselheiro.

De acordo com Menezes, a campanha da saúde privada para desacreditar o piso salarial da enfermagem é um desrespeito com esses profissionais. “É muito cruel e muito injusto creditar a enfermagem uma possível repercussão negativa no serviço de saúde. Inclusive, são os profissionais que fazem esse serviço acontecer, que ajudam a dar lucro nas empresas privadas e fazem os serviços filantrópicos funcionarem”, declarou.

O porta-voz do Cofen aponta para o fato da pesquisa ter sido feita com base em consultas aos hospitais interessados e não em uma base de dados estatísticos e com análise de economistas. Na sua avaliação, trata-se de uma tentativa das entidades de criar oposição ao piso na opinião pública, uma vez que já sofreram uma derrota no poder legislativo.

LUCAS NEIVA Repórter. Jornalista formado pelo UniCeub, foi repórter da edição impressa do Jornal de Brasília, onde atuou na editoria de Cidades.


quinta-feira, 13 de maio de 2021

Salário mínimo para 2022, 2023 e 2024 é revelado

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Através do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022 o governo federal projetou qual deve ser o salário mínimo para o ano que vem, bem como projeção para os próximos três anos.

Segundo estimativa do governo o salário mínimo 2022 deve ficar na casa dos R$ 1.147, ou seja, um reajuste de 4,27% com relação ao piso salarial deste ano. Vale lembrar que o valor não está definido, caso o acumulado da inflação aumente mais que o previsto o salário mínimo deve ser reajustado.

Piso salarial dos próximos três anos

Além da previsão relativa ao salário mínimo de 2022 o governo elaborou ainda a estimativa dos próximos três anos, confira:

  • Salário mínimo para 2022 – R$ 1.147,00
  • Salário mínimo para 2023 – R$ 1.188,00
  • Salário mínimo para 2024 –  R$ 1.229,00

O objetivo do governo do presidente Jair Bolsonaro é reajustar o valor do salário mínimo conforme a inflação, ou seja, sem ganhos reais, apenas reajustado para que o trabalhador não tenha prejuízos.

A estimativa poderá sofrer alteração ao longo da tramitação no Legislativo. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, enfatizou que o governo tem até dia 31 de dezembro para chegar o valor a ser praticado no próximo ano.

Ainda conforme declaração do Ministério da Economia, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo representa um aumento de R$ 315 milhões no Orçamento da União, devido a vários benefícios atrelados ao piso nacional como benefícios da Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada e o seguro-desemprego.

Valor ideal do salário mínimo

Apesar dos pequenos reajustes do salário mínimo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realizou recentemente a pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que apontou que o piso salarial ideal no país deveria ser de R$ 5.330,69.

Os cálculos evidenciam que valor supera em quase cinco vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100, e é um pouco maior que o salário ideal de março, que foi de R$ 5.315,74.

Para chegar ao valor ideal, o órgão considerou o valor necessário para sustentar uma família de quatro pessoas, formada por dois adultos e duas crianças, com a cesta de alimentos mais cara que, em abril, foi a de Florianópolis (R$ 634,53).

Fonte: Reproduzido da Rede jornal Contábil

segunda-feira, 3 de maio de 2021

No senado, avança a luta dos Enfermeiros por salários justos

Senadora Zenaide Maia

Projeto de Lei 2564/2020, que estabelece o Piso Salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem, recebeu nesta quarta-feira (28) parecer favorável da senadora Zenaide Maia (PROS RN).

“É um passo importante para a aprovação do PL, que vem corrigir a disparidade entre a responsabilidade inerente aos cuidados de Enfermagem, a exigência de formação e a remuneração oferecida aos profissionais”, comemora a presidente do Cofen, Betânia dos Santos.

Senador Fabiano Contarato

O PL, de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede ES), estabelece piso salarial de R$ 7.315,00 para enfermeiros, correspondendo a uma jornada de 30 horas semanais. Para os técnicos e auxiliares de Enfermagem o piso salarial estabelecido é, respectivamente, de 70% (R$ 5.120,50)  e 50% deste valor (R$ 3.657,50). Para parteiras, o PL prevê o mesmo piso dos auxiliares de Enfermagem.

Para o vice-presidente Antônio Marcos Gomes, a pandemia trouxe visibilidade para a Enfermagem e os desafios enfrentados pelos profissionais, que correspondem a mais da metade dos recursos humanos em Saúde no SUS. “A Enfermagem enfrenta um paradoxo. Vive um momento de muito reconhecimento e valorização, mas também de maior vulnerabilidade, com jornadas exaustivas, enfrentando diariamente o medo da morte e circunstâncias muito duras de trabalho”, afirma o vice-presidente. Em enquete no site do Senado, o PL recebeu 786.918 manifestações favoráveis e apenas 2.941 manifestações contrárias.

Betânia do Santos - Pres Cofem

No dia 16, o Cofen protocolou oficio em nome do Sistema Cofen/Conselhos Regionais pedindo apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM MG) ao PL, que tem apoio expressivo entre os senadores, mas enfrenta resistência das operadoras de Saúde Suplementar. Se aprovado, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.

O documento, subscrito pelos presidentes de todos os Conselhos Regionais, relata as condições de trabalho e renda enfrentadas pelos 2,4 milhões de profissionais, que representam mais da metade dos trabalhadores da Saúde e estão na linha de frente do combate à pandemia. O Brasil tem o maior número de óbitos por covid-19 registrado entre a equipe de Enfermagem.

Fonte: Ascom - Cofen