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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Régina Galeno: Educação, Feminismo e Resistência rumo às eleições de 2026

Professora Régina Galeno, é pré-candidata
a Deputada Estadual pelo PCdoB/MA

Régina Galeno
é pedagoga e servidora pública concursada há mais de 30 anos, com uma longa trajetória dedicada à educação maranhense. Atuou em funções relevantes como secretária municipal e adjunta de Estado da Educação, além de conselheira do Conselho Estadual de Educação. Militante ativa, dirige entidades como a CTB-MA e o SINPROESEMMA, e coordena o CEBRAPAZ no Maranhão.

Mãe de dois filhos e avó, Régina alia sua experiência profissional e pessoal à militância política, sendo filiada ao PCdoB desde 1988.

Sua pré-candidatura a deputada estadual em 2026 reflete esse compromisso histórico com a defesa da educação, da paz e dos direitos sociais.

NOTA À IMPRENSA

A DEFESA DA MULHER PASSA PELO COMBATE À EXTREMA DIREITA

Registro do debate recente sobre a temática

“A luta feminista é a luta por justiça. Nós, mulheres, somos quem carregamos o país. Produzimos um percentual grande do PIB, mas não é considerado, porque é trabalho doméstico. Hoje o que atinge muito a luta e os direitos das mulheres é a extrema direita, que usa discurso machista, misógino, violento e assassino. Significa ir contra a eleição de Flávio Bolsonaro”, com essas palavras a professora e pré-candidata a deputada estadual Régina Galeno, resumiu o debate da Roda de Conversa entre ela, a senadora Eliziane Gama (PT), a militante e pré-candidata a deputada federal Vânia do MST e a professora da UFMA Mary Ferreira, ontem à noite (18 de maio).

A Roda de Conversa discutiu o papel da extrema direita na ampliação da violência contra a mulher. Dados expostos pela professora Mary confirmam que, durante o governo Jair Bolsonaro, houve retrocesso em várias políticas públicas especialmente as que tratam sobre questões de reforço à educação pública, combate ao racismo, promoção dos direitos das mulheres, enfim, às camadas sociais historicamente discriminadas.

A senadora Eliziane Gama destacou importância da criação da Casa da Mulher Brasileira e que é fundamental a definição no Orçamento Público dos recursos para a implementação da pauta feminista. “No governo Jair Bolsonaro houve contingenciamento (bloqueio) total de R$ 150 milhões para combate à violência contra a mulher”, afirmou a senadora maranhense.

Vânia do MST disse que sua pré-candidatura simboliza a “resistência e a esperança de quem acredita que outra política é possível”. Ela se comprometeu em ser voz ativa em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, pela soberania alimentar, educação pública, saúde e direitos sociais.

Em sua fala final, a professora Régina Galeno, que é diretora da CTB-MA e do SINPROESEMMA, mostrou que é um absurdo haver na Assembleia Legislativa deputada como Mical Damasceno que defendeu da tribuna a “submissão da mulher aos homens” e propôs em abril de 2024 uma sessão solene para homenagear o macho-alfa. “Algo medievalesco, que ao cultuar o machismo, estimula o assassinato de Mulheres”, concluiu Régina.

Fonte: Coordenação de Pré-campanha

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Sete em cada dez salas das escolas públicas do país não são climatizadas, mostra Censo do Inep

Foto: Pixabay

Com uma baqueta para bumbo sendo feita de microfone de mentirinha, a estudante Ana Tinaele Pereira Sousa, de 17 anos, aparece na tela logo depois da famosa vinheta da TV Globo de notícias urgentes. Séria, ela informa: “Morre hoje uma aluna identificada como Rayssa. Alunos afirmam que a causa da sua morte foi o excesso de calor na escola”. As imagens mostram uma jovem deitada com carteiras em volta que, cobertas de um pano verde, imitam um caixão no chão da escola, no interior do Tocantins.

O vídeo, que viralizou nas redes na última semana, denuncia com bom humor o despreparo das escolas brasileiras para o estresse térmico, condição em que o calor é superior ao que o corpo humano pode suportar por pelo menos 25 dias no ano, um fenômeno que já atinge áreas onde vivem 38 milhões de brasileiros. E, nesse cenário, sete em cada dez salas de aula de unidades municipais e estaduais no país não são climatizadas, segundo o Censo Escolar de 2022.

— Essa foi uma ideia que surgiu do nada, em tom de brincadeira, mas querendo trazer esse assunto. A situação da nossa escola está bem precária. Ela foi construída em 1997 e, desde então, só teve ventiladores. Tem salas em que eles nem funcionam mais — conta Ana , aluna do Colégio Estadual Vicente José Vieira, em Barro do Ouro, Tocantins.

Entre as sete maiores cidades brasileiras que já vivem em estresse térmico (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém e Goiânia), somente três — as capitais fluminense, pernambucana e amazonense — possuem mais da metade das salas climatizadas.

Nas últimas duas semanas, o Brasil chegou a registrar temperatura de 43,5°C, em São Romão (MG), onde nenhuma sala de aula é climatizada. Professores e alunos vêm buscando soluções improvisadas. No Amazonas, estudantes de São Paulo de Olivença foram ter aula no quintal. Em Goiás, jovens levaram seu próprio ventilador para a sala de aula em Aparecida de Goiânia para se refrescarem. Escolas de Minas Gerais e do Piauí diminuíram o tempo de aula nos dias mais quentes. Já em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, Flávia Alvarenga não mandou o filho para a escola um dia por causa do calor — na véspera, uma colega dele passou mal.

— O ventilador está quebrado e só fica parado para um lado. Então, tem briga dos alunos para ver quem vai sentar no vento — diz Alvarenga.

Alguns profissionais da educação encontraram uma solução na base da farra. Cerca de 700 crianças participaram de um “recreio molhado” em duas escolas de São João do Caiuá, no Paraná. Em Brasília, a Escola Classe 106 Norte criou um banho de mangueira para as turmas. A ideia partiu da direção, que conversou com os pais. Com o sucesso, pequenas piscinas foram compradas também.

— O calor excessivo acaba interferindo nas atividades, então esse tipo de medida representa a escola cumprindo sua função de pensar em estratégias para contornar os obstáculos entre os estudantes e o processo de ensino-aprendizagem — conta Laryssa Lima, professora da Escola Classe 106 Norte. — As crianças têm o cronograma na ponta da língua. Sabem exatamente os dias e horários e já vêm prontinhos para a experiência.

De acordo com definição do Inep, responsável pelo Censo, entende-se como salas de aula climatizadas aquelas que possuem equipamentos (ar-condicionado, aquecedor ou climatizador) em funcionamento para manter a temperatura agradável. As duas maiores redes estaduais são as que têm os menores índices de climatização: São Paulo, com 10% das salas, e Minas Gerais, com 8%. Já a rede de Rondônia (uma das menores do país) conta com 85% das salas climatizadas. O índice do Rio é de 43% e o governo diz que já comprou aparelhos de ar-condicionado para 983 escolas e que só faltam mais 250, em estudo.

Em Diadema, só ventilador
No país, 225 cidades têm pelo menos 95% das salas com ar-condicionado, enquanto 764 cidades não têm ar-condicionado em nenhuma escola. A maior nessa situação é Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, com quase 1,5 mil salas de aula, somando as redes estadual e municipal.

Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) mediram durante um ano a variação térmica de escolas em Minas Gerais e descobriram que os maiores problemas de falta de atenção dos alunos se davam justamente em períodos muito quentes ou muito frios.

— Situação de desconforto físico faz com que o corpo não mantenha o foco no que está sendo passado em sala de aula. Se tira o aluno da zona de bem-estar, os níveis de atenção fatalmente decaem — diz Caio Marçal, doutorando na Faculdade de Educação da USP.

Em nota, a prefeitura de Diadema informou que as escolas são ventiladas com ventiladores, “equipamentos adequados às necessidades das unidades escolares quando se considera o clima regional”. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que destinou R$ 70 milhões para a compra de aparelhos de ar-condicionado para as escolas, e que R$ 50 milhões já foram liberados para 210 unidades. O governo do Tocantins afirmou que estuda a redução do tempo de aula em cada escola.

terça-feira, 20 de abril de 2021

'Só o professor não quer trabalhar na pandemia', diz Ricardo Barros.


O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas), líder do governo na Câmara dos Deputados, criticou hoje a classe de professores ao afirmar que os docentes "não querem trabalhar" e explicou que, neste momento, há uma votação no Congresso para transformar a educação em serviço essencial e reabrir todas as escolas mesmo com a pandemia da covid-19.

"É absurdo a forma como estamos permitindo que os professores causem tantos danos às nossas crianças na continuidade da sua formação. O professor não que se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada", disse Barros em entrevista à CNN Brasil.

O parlamentar explicou que alguns estados já reabriram as escolas públicas e particulares, e os professores voltaram a dar às aulas, portanto, não tem motivação para todos docentes não voltarem a ministrar as disciplinas.

"Infelizmente, o Brasil foi abduzido pelas corporações. Não tem nenhuma razão para o professor não dar aula. O profissional de saúde está indo trabalhar, o profissional do transporte está indo trabalhar, o profissional da segurança está indo trabalhar, o pessoal do comércio está indo trabalhar, só professor que não quer trabalhar", afirmou destacando que o trabalho dos docentes nas escolas pode ter alguma restrição devido à covid-19, mas os educadores "precisam trabalhar".

De acordo com Barros, 20% da capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), que permite a distribuição de internet, foram destinados ao setor público, no entanto, "não há demanda" porque as diretoras das escolas não pedem a conectividade por terem medo de perder o cargo para alguém que saiba mais sobre o uso da internet.

"As escolas não pedem a conectividade, porque a diretora que está lá não entende de informática. Se ela pedir a conectividade, vai perder a direção para uma professora que tenha mais habilidade nessa área", declarou o líder do governo na Câmara.

Fonte: Uol - Educação

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Weintraub anuncia saída da Educação e diz que trabalhará no Banco Mundial

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O economista Abraham Weintraub anunciou hoje sua saída do Ministério da Educação. "Agradeço a todos de coração, em especial ao presidente Jair Bolsonaro, o melhor Presidente do Brasil! Liberdade!", escreveu. 

No vídeo divulgado por ele, Weintraub aparece ao lado do presidente e agradece ao apoio que vem recebendo. "Sinto cada vez que vocês fazem parte da minha família". "Desta vez é verdade, estou saindo do MEC. 

Nos próximos dias passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar. Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída. Recebi o convite para ser o diretor de um banco e volto para o mesmo cargo, porém no Banco Mundial"

Em pouco mais de um ano à frente do MEC (Ministério da Educação), o economista Abraham Weintraub, demitido hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acumulou derrotas no Congresso Nacional. 

Em fevereiro deste ano, a MP da ID Estudantil, que permitia a emissão de carteirinhas estudantis pelo governo, perdeu a validade sem nem sequer ter sido discutida pelos parlamentares. Os deputados se queixaram de falta de diálogo com o ministro. 

A emissão das carteirinhas pelo governo aconteceu em ofensiva a entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e foi fortemente defendida por Weintraub. Em mais uma derrota para o ministro, o MEC e o Inep (Instituto Nacional dos Estudantes) e foi fortemente defendida por Weintraub. 

Em mais uma derrota para o ministro, o MEC e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) decidiram, em maio deste ano, adiar a aplicação do Enem devido à pandemia do novo coronavírus. 

Apesar da crise sanitária e da suspensão das aulas presenciais, Weintraub vinha defendendo a manutenção das datas e associou os pedidos de adiamento à "esquerda". A decisão pelo adiamento do Enem deste ano aconteceu após um projeto de lei que previa o adiamento do exame ser aprovado em decisão quase unânime no Senado -o único contrário à medida foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). 

Na semana , Weintraub foi multado pelo governo do Distrito Federal por não usar máscara durante uma manifestação bolsonarista no último domingo (14). 

Na segunda-feira (15), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu a prisão e o afastamento do então ministro no âmbito do inquérito que investiga fake news, ofensas e ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Para piorar a situação do agora ex-ministro, no mesmo dia o próprio Bolsonaro fez uma crítica a Weintraub. Durante entrevista ao canal BandNews TV, o presidente disse que o então chefe do MEC "não foi muito prudente" ao participar da manifestação no fim de semana. 

Também na segunda, o STF formou maioria para manter Weintraub no inquérito das fake news, impondo nova derrota ao ministro. O julgamento foi concluído na quarta (17) com o placar de 9 a 1 contra o ex-ministro

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

No mundo do Balão Mágico.

Paulo Briguet, Nadalim, Vélez Rodríguez, Silvio Grimaldo e Bernardo Küster,
em foto publicada logo após a nomeação do trapalhão e breve
  primeiro ministro da Educação do bolsonarismo.
 
Foto: Reprodução/Facebook de Carlos Nadalim
Um discípulo de Olavo de Carvalho que afirma ter desenvolvido seu próprio método para alfabetizar crianças será o responsável por definir qual o conteúdo dos novos livros didáticos do primeiro e segundo anos do ensino fundamental a partir de 2021.
Trata-se de Carlos Nadalim, um bacharel em direito e mestre em educação que jamais assinou publicações científicas sobre alfabetização, mas tornou-se ícone conservador por manter um blog em que dá orientações a quem prefere educar os filhos em casa e longe da escola – uma obsessão de radicais cristãos.
“Em [20]21, todos os livros serão nossos. Feitos por nós. Os pais vão vibrar. Vai estar lá a bandeira do Brasil na capa, vai ter lá o hino nacional. Os livros hoje em dia, como regra, é um amontoado… Muita coisa escrita tem que suavizar aquilo”, bradou Jair Bolsonaro no início de janeiro.
“Eu sou aluno do professor [Olavo de Carvalho] há anos. E graças a tudo que o professor me ensinou, eu fui estudar, fui pesquisar assuntos relacionados à educação”, já escreveu Nadalim em seu blog. “O meu projeto é apenas uma pequena nota de rodapé do seu imenso trabalho”.
Uma fonte que pediu para não ser identificada disse que Nadalim convocou, sem alarde nem consulta pública, um grupo de especialistas para que desenvolvam estudos que sirvam de base para a revisão de conteúdo dos livros do primeiro e segundo anos. Perguntamos ao MEC, o Ministério da Educação, quem são eles, quais seus currículos e como foram selecionados, mas não obtivemos resposta.
O secretário espera que essa fase do trabalho esteja concluída até o fim do mês, de acordo com a fonte, e que até maio seja publicado um edital de licitação para a compra dos livros – a partir de critérios sobre os quais Nadalim dará a última palavra.
Entre os especialistas convidados pelo secretário, segundo a fonte, está a colunista da rádio CBN Ilona Becskeházy. Doutora em educação, ela é e autora de um blog em que defende o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente Jair Bolsonaro e de um perfil no Twitter em que faz críticas à imprensa. Outro nome citado pela fonte é o do neuropsicólogo Vitor Geraldi Haase, que pesquisa cognição matemática e processamento lexical.
Também está na lista, de acordo com a fonte, a portuguesa Luísa Araújo, esposa do ex-ministro da Educação de Portugal Nuno Crato. Ele fez parte, entre 2011 e 2015, do governo de Pedro Passos Coelho, do Partido Social Democrata – que, apesar do nome, é uma sigla de orientação conservadora.
Professora universitária, Araújo afirma em seu currículo integrar, desde 2014, o conselho do Crell, um centro de pesquisa em alfabetização vinculado à União Europeia. Ela e Becskeházy serão responsáveis por reavaliar os livros de português, e Hasse, os de matemática.
Crato conseguiu elevar o desempenho dos alunos portugueses no principal indicador internacional do setor, o Pisa, graças à obsessão por submeter os alunos a avaliações contínuas para obter diagnósticos do sistema de ensino. Com isso, se tornou uma inspiração para entidades liberais brasileiras, o MEC e, particularmente, Nadalim.
Em Portugal, apuramos que Crato – que esteve no Brasil em 2018 durante o período eleitoral – disse a interlocutores ter se identificado com as ideias do candidato petista à presidência, Fernando Haddad, para a educação. Apesar disso, o ex-ministro português é visto como um político de centro-direita.
O secretário de Alfabetização cogita, inclusive, usar material didático português como modelo para o do ensino fundamental brasileiro, segundo a fonte. Também decidiu implantar já em 2020 provas de avaliação já a partir do segundo ano do ensino fundamental – quando os alunos têm entre sete e oito anos. A ideia original, ainda mais radical, de avaliações para estudantes do primeiro ano, foi abortada após Nadalim ser alertado de que ela contraria a Base Nacional Comum Curricular.
Tudo o que o MEC informou, ao ser questionado a respeito desses planos, foi que adquire o material didático “com base no Decreto 9.099/17, que prevê a compra dos materiais a partir de um edital prévio e de acordo com a escolha de cada escola”.
Enquanto isso, no penúltimo dia de 2019, Bolsonaro assinou um longo decreto em que, além de alterar profundamente a estrutura de cargos e funções de nomeação política no MEC, também abriu brecha para que o próprio governo possa editar os livros didáticos distribuídos gratuitamente a alunos de escolas públicas – atualmente, eles são comprados de grandes editoras do setor.
Um dos artigos do decreto determina que a diretoria de alfabetização poderá “elaborar materiais e recursos didático-pedagógicos de alfabetização, de literacia e de numeracia”. Segundo a jornalista Vera Magalhães, isso pode abrir as portas desse mercado para editoras nanicas ligadas a Olavo, o ideólogo que vê uma doutrinação marxista embutida nos currículos escolares e acha que o governo deve abrir mão do papel de fornecer educação aos cidadãos.
Quer dizer: disfarçada em seus trajes de cruzados medievais em uma guerra santa contra o comunismo e em defesa de valores ultraconservadores, a turma de Olavo está de olho num negócio de R$ 2,3 bilhões. E tem relações estreitas com Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC
Até ser guindado ao governo Bolsonaro pelo trapalhão ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, Carlos Francisco de Paula Nadalim vivia em Londrina, onde estudou e fez carreira profissional. Com quase 570 mil habitantes, a cidade, a maior do interior do Paraná e a quarta da região sul, é berço político de figuras como o doleiro Alberto Youssef, o ex-ministro petista Paulo Bernardo e o senador lava-jatista Alvaro Dias, do Podemos, e que ultimamente se tornou uma espécie de meca do olavismo.
Nadalim é aluno assíduo do ideólogo, a ponto de ir aos Estados Unidos estrelar eventos dele – como um encontro de escritores que apresentou o estado como “promotor da ignorância”. Em Londrina, fez parte da alta cúpula local dos seguidores de Olavo, como deixa claro uma foto publicada em seu perfil no Facebook em 23 de novembro de 2018, dia seguinte ao da nomeação de Vélez – também morador de Londrina – para sua curta e destrambelhada passagem pelo MEC.
Nela, Nadalim aparece descontraído no que parece ser um churrasco, fazendo arminha com a mão, ao lado dos jornalistas Silvio Grimaldo e Paulo Briguet, respectivamente diretor-executivo e editor-chefe do recém-lançado Brasil Sem Medo, criado sob a benção do filósofo e autodenominado “o maior jornal conservador do Brasil”, do ministro recém-nomeado e do youtuber ultra reacionário Bernardo Küster, notório propagador de mentiras e campanhas de perseguição e difamação no Twitter.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Maranhão avança na política de pagar melhor salário aos professores

Flávio Dino - Reprodução/Vermelho

O governador do Maranhão Flávio Dino, do PCdoB, anunciou pelo Twitter na manhã desta segunda-feira (3) que o novo piso salarial para professores que trabalham 40 horas semanais nas escolas do Estado é de R$ 6.358,96. A proposta do governo será enviada à Assembleia Legislativa maranhense.
“Tomei a decisão de repassar 100% dos valores do FUNDEB para a folha de salários, e complementar com recursos próprios do Estado. A essência da aprendizagem reside nos professores. Dessa decisão resulta reajuste de até 17,5% nas menores remunerações (piso)”, tuitou.
Na publicação, Dino, que é um dos pré-candidatos do campo progressista para as eleições presidenciais de 2022, lembrou que o piso nacional para a categoria, imposto por Jair Bolsonaro, é de R$ 2.886,24.
Escolas integrais

Nesta segunda-feira, cerca de 325 mil estudantes matriculados nas mais de 1 mil unidades escolares da rede estadual de ensino na capital e nos outros 216 municípios maranhenses iniciam o ano letivo.

Este ano houve mais um importante avanço na expansão da Rede Estadual de Ensino Integral. Em 2014, o Maranhão não tinha nenhuma escola nessa modalidade. Em 2020, a rede chega à marca de 74 escolas de Ensino em Tempo Integral, são 25 unidades a mais que no ano passado e uma Escola Bilíngue, com Educação Infantil, a primeira do estado nesta modalidade.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Secretário do "Future-se" pede demissão do cargo


Secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa, ao lado do ministro da Educação, 
Abraham Weintraub em coletiva de imprensa na sexta-feira (29)
Foto: Reprodução/Facebook/MEC

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (30). A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pelo G1 pela assessoria do ministério.

Lima é servidor de carreira do Ministério do Planejamento – atual Ministério da Economia – e deve voltar à função que ocupava. Economista de formação, ele foi nomeado por Abraham Weintraub para coordenar uma das maiores subpastas do ministério.

Até a publicação desta reportagem, o Ministério da Educação ainda não tinha anunciado um substituto para o cargo. Segundo o organograma disponível no site do MEC, não há um secretário-adjunto nomeado na área de educação superior.

Em uma carta, enviada a colegas de ministério e da área econômica do governo, Arnaldo Barbosa de Lima Junior diz que pediu para sair do cargo por "motivos pessoais" e para "abraçar um novo propósito profissional" (leia íntegra abaixo).

Até as 23h40 desta quinta, a exoneração não tinha sido públicada no "Diário Oficial da União". Em nota, o MEC confirmou o desligamento do secretário e enumerou projetos encampados por ele na pasta.

"O MEC agradece o trabalho de Arnaldo Lima, o qual engrandeceu a gestão da educação brasileira, e deseja sucesso em seus projetos pessoais", diz o comunicado.

Future-se

Nos nove meses à frente da secretaria, o principal projeto de Arnaldo Barbosa era o rascunho do "Future-se", anunciado como um grande plano de reestruturação do financiamento do ensino superior público.

O projeto foi anunciado em julho, passou por duas consultas públicas na internet mas, seis meses depois, o texto ainda não foi enviado ao Congresso Nacional – onde precisa ser aprovado para entrar em vigor.

Pelas linhas gerais anunciadas, a adesão será voluntária, mas a universidade que quiser participar terá de aderir ao "pacote completo". Esse pacote inclui critérios definidos pelo MEC para avaliação da gestão, execução do orçamento e incorporação de parcerias, entre outros temas.

No Future-se, a gestão da universidade passaria a ser feita com o "apoio" de organizações sociais. Em troca, as reitorias passariam a acessar novas fontes de recursos, como fundos de investimento com dinheiro público e privado, cessão dos "naming rights" de edifícios e campi para empresas privadas e programas de inovação e registro comercial de patentes.

O que faz a pasta?

A Secretaria de Educação Superior é responsável por coordenar todas as políticas públicas ligadas ao ensino nas universidades públicas e privadas. Embora as instituições públicas tenham autonomia didática, financeira e administrativa, cabe ao ministério regular temas como:

acesso e permanência dos alunos nos cursos superiores;
formação e carreira dos professores universitários;
programas de residência em saúde, pesquisa, extensão e outras áreas complementares ao ensino superior regular;
políticas de internacionalização, intercâmbio e parcerias internacionais;
financiamento público e privado do ensino superior;
regulação e avaliação das modalidades de ensino superior à distância.

Leia a íntegra da carta divulgada pelo secretário:

"Por motivos pessoais, desligo-me da Secretaria de Educação Superior (SESU) para abraçar um novo propósito profissional. Quando assumi a Secretaria, estava ciente da responsabilidade que resultaria desse ato, mas nunca deixei de ousar e nunca fiz nada sozinho. A SESU ajudou a criar a ID Estudantil, o Diploma Digital, o Novo Revalida e aperfeiçoar o FIES. Conseguimos alocar R$ 230 milhões para investimentos em placas fotovoltaicas e para conclusão de obras que estavam paradas ou em andamento nas universidades federais. Conseguimos 100% dos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), implementamos cinco novas universidades federais e desenvolvemos o Future-se. Esse programa é o que há de mais inovador na educação brasileira. O envio do Projeto de Lei para o Congresso Nacional encerrará minha missão no glorioso Ministério da Educação.

Nesses nove meses, muitos foram os desafios, mas pude contar com o apoio do Ministro Abraham Weintraub, do secretário executivo, Antonio Paulo Vogel de Medeiros, dos demais secretários e colaboradores do MEC e, especialmente, da Família SESU. Deixo as portas abertas, o que me traz grande alegria, e me despeço com a certeza do dever cumprido, sabendo que bons frutos serão colhidos das sementes que ajudei a plantar."




sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Novo responsável pelo aperfeiçoamento do ensino superior é criacionista

Evangélico assume a Capes falando em religião
 em vez de ciências
A instituição se chama Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes, e está ligada ao Ministério da Educação. 


O problema é que, agora, o novo presidente da Capes tem ideias retrógradas e não ter condições de aperfeiçoar nada.

Trata-se do evangélico Benedito Guimarães Aguiar Neto (foto), ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Ao assumir o cargo, Neto defendeu a adoção do criacionismo no ensino em “contra à teoria da evolução”. 

Não se pode ter nenhum contraponto no caso simplesmente porque criacionismo é religião e a teoria de Darwin é ciência.


Lugar de religião é nas igrejas, e o do criacionismo, nas escolas.

A Universidade Mackenzie é a maior divulgadora no Brasil do criacionismo, o qual ela chama de ‘design inteligente’, segundo a qual há um criador por trás de tudo, Deus. O livro 'científico' do design inteligente é a Bíblia.

Diante das evidências apresentadas por Darwin no livro “A Origem das Espécies”, o “design inteligente” é uma piada. Não prova absolutamente nada.

Mackenzie faz proselitismo religioso travestido de ciência, todo mundo sabe. Mas como se trata de uma instituição religiosa, quem lá for estudar já sabe o que encontrará, e poderá se vacinar.

Mas não dá para aceitar que se fale em criacionismo/design inteligente em um Estado laico.

A pastora Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, já tinha falado em adotar o criacionismo no ensino.

Já passou da hora de haver uma reação firme de estudiosos, professores e cientistas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Prefeito Edivaldo entrega creche em tempo integral na Chácara Brasil


O prefeito Edivaldo Holanda Junior inaugurou neste sábado (21) a U.E.B. Carlos Salomão Chaib, localizada na Chácara Brasil. A creche municipal vai atender, em tempo integral, 190 crianças de 2 a 5 anos de idade da região. As matrículas já foram realizadas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e as aulas já começam na terça-feira (24). A abertura de novas vagas para a educação infantil integra a política educacional que o prefeito Edivaldo implantou e vem desenvolvendo em sua gestão. Além da creche, foram entregues também dois carros-biblioteca totalmente equipados e adaptados com obras infantis que promoverão a valorização da cultura maranhense e atenderão todas as escolas da rede municipal de ensino, seguindo um cronograma próprio.

"Estamos fazendo a entrega desta creche hoje com a certeza de que ela trará muitos benefícios para as crianças e famílias da região. A creche conta com toda a estrutura e equipe de profissionais necessárias para atender todas as necessidades dos alunos. A equipe é multiprofissional com nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e outros. Ainda este ano entregaremos creches na Cidade Operária e Morada do Sol e temos outras em construção", disse o prefeito Edivaldo que estava acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda, do vice-prefeito Julio Pinheiro e de secretários municipais, entre eles o titular da Semed, Moacir Feitosa.
APROVAÇÃO
As mães presentes na solenidade de inauguração, aprovaram a estrutura do espaço e estão ansiosas pelo início das aulas. Ana Carolina Pereira Costa, mãe dos gêmeos Samuel e Davi, de três anos, disse que agora ficará mais tranquila, tendo onde deixar os filhos. "Eu dava um agrado para minha prima ficar com eles enquanto eu trabalho, pois não tenho como pagar uma creche particular, principalmente porque são dois e ficaria muito caro. Agora vai ficar ótimo. Eles já estão matriculados. Eu visitei a creche e gostei muito das instalações", disse.
Marcilene da Silva Santos tem um filho de 3 anos que também estudará na creche. Ela é representante da Comissão de Pais e agradeceu ao prefeito Edivaldo pela entrega da creche. "Nós tivemos várias reuniões para que pudéssemos contribuir com esse projeto. Acompanhamos de perto a construção e digo que estou emocionada com toda a estrutura que nossos filhos vão ter. Esta creche era muito aguardada e vai mudar a vida das famílias da região", afirmou.

ESTRUTURA
A creche conta com 10 salas de aula, sala de multiuso, com TV e jogos educativos, fraldário, cozinha, pátio coberto, sala para amamentação, área livre com parquinho e jardim; secretaria, sala de professores e direção, além de seis banheiros, sendo três masculinos e três femininos. A sala de multiuso servirá também para reuniões e treinamento dos professores e educadores. A unidade fornecerá todas as refeições às crianças - do café da manhã ao jantar - antes de retornarem para casa.
De acordo com o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, o período integral de atendimento é um diferencial deste equipamento. “A creche tem uma excelente estrutura para proporcionar uma educação de qualidade e dar aos pais a tranquilidade que necessitam, além de oferecer o atendimento em tempo integral e para os profissionais altamente capacitados para atuarem com meninos e meninas de 2 a 5 anos”, pontuou.
As aulas começam na terça-feira (24). As matrículas foram realizadas do dia 9 ao dia 12 deste mês, e no dia 13 foi realizada uma reunião com os pais das crianças que serão atendidas. Durante a reunião, foram dadas explicações sobre como será o funcionamento da creche, desde a parte pedagógica, rotina, alimentação, horários, até as especificidades de cada idade. A reunião aconteceu em dois momentos: um com os pais de crianças de 2 e 3 anos e outro com os das crianças de 4 e 5 anos.
CARROS-BIBLIOTECA
Durante a entrega da creche, o prefeito Edivaldo entregou dois carros-biblioteca completamente equipados. São duas vans totalmente adaptadas para funcionar como bibliotecas móveis e para receber meninos e meninas, estimulando o interesse pela leitura e desenvolvendo o prazer de ler. Um dos veículos, que será destinado à Educação Infantil, possui o tema “Lendas Maranhenses”, e ilustra nossas principais lendas: Serpente Encantada, A carruagem de Ana Jansen, Rei Dom Sebastião, entre outras. O acervo também evidencia a produção literária maranhense com obras de autores como Marta Reis, Wilson Marques, Marcio Henrique, Sharlene Serra e Natinho Costa.
O outro carro, que beneficiará estudantes do Ensino Fundamental, traz dois cenários: um sobre a área urbana, com imagens do Centro Histórico de São Luís e da área rural, valorizando a natureza. Os dois cenários fazem alusão às brincadeiras e jogos que serão realizados nas atividades do carro biblioteca. Neste carro há um acervo de mais de 200 livros com textos clássicos da literatura infanto-juvenil entre eles Os Três Porquinhos, Branca de Neve, Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, entre outros.

FORMAÇÃO
Os profissionais que irão trabalhar na U.E.B Carlos Salomão Chaib estão há um mês participando de formação, em diversas temáticas, com o objetivo de capacitá-los para receberem as crianças. Dentre as temáticas que foram tratadas durante formação estão os 'Direitos das Crianças', 'Autismo', 'Primeiros Socorros', 'O Papel do Cuidador na Escola', a 'Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil', entre outros.
AVANÇOS NA EDUCAÇÃO
A educação é mais uma área em que o prefeito Edivaldo vem consolidando avanços ao longo da sua gestão. Para reestruturar a educação municipal, o prefeito Edivaldo implantou o macroprograma Educar Mais estruturado em cinco eixos: reforma da rede física, avaliação escolar, gestão escolar, formação docente e monitoramento permanente.
Através do Programa, já foram reformadas mais de 170 escolas municipais e o sistema de ensino da rede municipal conta atualmente com mais de mil salas de aula com ar-condicionado, garantindo mais conforto para os estudantes e profissionais.
A Prefeitura de São Luís já tem mais duas creches com obras em finalização. Estão sendo concluídas também outras na Cidade Operária e Morada do Sol.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Maranhão aprova 431 presos no Enem PPL 2018

Aulas ministrada dentro do sistema prisional do Maranhão.
(Foto: Clayton Monteles)

Investimentos do Governo do Estado na educação prisional resultaram na aprovação de 431 internos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) 2018. Em São Luís, a Unidade Prisional de Ressocialização São Luís 2 (UPSL2) foi a que mais aprovou, chegando a 69. A UPR de Balsas foi a que obteve melhor êxito no interior do Maranhão, com 23 aprovações.

Em todo o estado, foram 838 presos inscritos no Exame, o que resulta em 51, 43% dos custodiados aprovados no certame. O resultado evidencia os avanços alcançados pelo Maranhão no âmbito da educação prisional, por meio das Secretarias de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e de Educação (Seduc).

“Temos, junto com a Secretaria de Educação, investido forte na educação prisional do Maranhão. A proposta é aumentarmos, a cada ano, a inserção de presos no Ensino Superior e, consequentemente, contribuirmos de forma efetiva para o processo de reinserção social dessas Pessoas Privadas de Liberdade”, afirma o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade de Oliveira.

Na Região Metropolitana de São Luís, a Unidade Prisional São Luís 2 (UPSL 2) foi a com maior número de presos inscritos, contabilizando 120 inscrições. No interior, foi a UPR de Imperatriz que mais teve inscrições: 41 ao toda. O secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, explica que o resultado é decorrente da aplicação das políticas públicas do Governo do Estado.

“Os frutos vêm ano a ano, com a ampliação do atendimento à educação nas prisões, premiações em concursos de redação entre tantas outras conquistas, nesta parceria exitosa com a Secretaria de Administração Penitenciária. O resultado nos mostra que tivemos casos com pontuação 700, o que reflete essa evolução”, destaca o secretário de Educação, Felipe Camarão.

As inscrições no ENEM PPL 2018 foram feitas via internet pelos responsáveis pedagógicos de cada Unidade Prisional. Eles também são encarregados do acesso aos resultados, da divulgação das informações do exame aos inscritos e do encaminhamento dos candidatos ao Sistema de Seleção Unificada (SISU) e a outros programas de acesso à educação superior.

Redação

O tema da redação do Enem PPL 2018 foi “Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil”. Em um trabalho conjunto das equipes da Seap e Seduc, que contabilizaram os resultados alcançados pelos internos, verificou-se que há pontuações compatíveis com o ingresso no Curso de Engenharia, pelo SISU.

“O ENEM PPL tem a mesma complexidade das provas aplicadas no tradicional. Os reeducandos têm os mesmos direitos de cotas raciais ou sociais, expressas por lei. A liberação dos deles para cursar depende de aprovação da Justiça; e o Exame permite ainda o interno disputar Sisu, ProUni, e Sisutec”, explica a supervisora de Educação da Seap, Thabada Louise Almeida.

Ensino Médio 

Por meio de parceria, a Seduc e a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) estão planejando ações que visam ampliar a oferta de ensino médio para adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e, ainda, intensificar as ações de mobilização para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Biblioteca Pública Benedito Leite inicia sessão de cinema nas férias

Biblioteca Pública Benedito Leite 
Atentos a uma das histórias mais marcantes da crônica policial do Brasil, ocorrida em 12 de junho de 2000, no Rio de Janeiro, o público prestigiou o filme “O Sequestro do ônibus 174”, durante a abertura da programação de férias ofertada pela Biblioteca Pública Benedito Leite. O evento é aberto ao público. A ação é mais uma promoção do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur).

A atividade está sendo realizadas todas as quartas-feiras, a partir das 17h, no auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite. Todas as temáticas que serão apresentadas em películas, durante as férias de janeiro, trazem questões sociais do cotidiano. “Hoje a gente inicia essa programação que seguirá diversificada, trazendo conteúdos sociais. Assuntos que a gente possa abrir para um debate no final de cada exibição e discutir, evidenciando o fortalecimento das ideias”, comentou a diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Nascimento.

Com a revitalização da Praça do Pantheon, no Centro de São Luís, a Biblioteca Pública Benedito Leite se tornou mais atrativa e com acesso de volta pela entrada principal, o que cativou o estudante Luís Anselmo Fernandes, de 20 anos. “Muito interessante esta programação. Antigamente era muito oculto, quando tinha [programação] as pessoas não sabiam. Agora está sendo muito mais divulgado e isso é muito bom, porque as pessoas têm acesso para se envolver culturalmente”, avalia.

Ator Thallison Moreira elogiou o aproveitamento
do espaço público para promoção da arte e cultura.
Quem também contemplou o filme foi o ator Thallison Moreira, que falou da importância sobre o aproveitamento dos espaços públicos para a realização de eventos que incentivam a arte e a cultura. “Eu acho importante porque não fica refém dessa educação cultural que as pessoas acreditam que deva existir somente na época de escola. A gente vive um processo de falta de cultura da população o que acarreta em escolhas erradas, como dos nossos governantes, e até mesmo escolhas profissionais não muito acertadas. Muito disso é devido a falta de cultura na escola. Iniciativas, como a que acontece hoje aqui, são importantes para divulgar informações e deter conhecimentos”, afirma.

Pedagoga e especialista em produção cultural
 e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama 
A pedagoga e especialista em produção cultural e acessibilidade Cultural, Alessandra Pajama, um dos nomes de referência na militância em prol da pessoa com deficiência, esteve na sessão e pontou sobre o acesso à cultura. “Mais um importante de passo da Sectur e Biblioteca que vem desenvolvendo várias ações no campo não só da cultura, mas da cultura acessível e inclusiva. É a gente conseguir discutir temas relevantes de direitos humanos, sem esquecer da acessibilidade. Com isso, a gente tem uma transversalidade, conseguindo falar com os mais diversos setores”, comenta.

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca está oferecendo duas sessões diárias de contação de histórias, e a semanal de cinema com recursos de acessibilidade.

Sobre o Filme

O sequestro do ônibus 174 foi um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro, no Brasil. No dia 12 de junho de 2000, às 14h20, o ônibus da linha 174 (atual 158) (Central–Gávea) da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por quase 5 horas, sob a mira de um revólver, por Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária. A infância de Sandro Barbosa do Nascimento é retratada em filme documentário Ônibus 174, do diretor José Padilha, e conta como foi determinante para a concepção de uma personalidade criminosa. Um dos relatos é o de Sandro Barbosa do Nascimento ter presenciado o assassinato de sua própria mãe aos 8 anos de idade

Com uma programação especial voltada para crianças, jovens e adultos, a Biblioteca vai oferecer duas sessões diárias de contação de histórias (uma às 10h e outra às 16h) e uma semanal de cinema com recursos de acessibilidade. A sessão de cinema será realizada no auditório da Biblioteca, sempre às quartas-feiras, às 17h, tendo na grade de exibição filmes como Ônibus, Sinhá Moça, Encontros e Desencontros de Amor, curtas infantis, todos com recursos de audiodescrição.

Mais atividades em janeiro

Outras atividades também estão previstas para este mês de janeiro. Mais uma edição do Lendo as Férias na Biblioteca e uma atração cultural com ocupação dos jardins onde serão realizados bate-papos com autores maranhenses.