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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Veja quantos votos Lula e Bolsonaro receberam em cada municípios no 2º turno

Foto: Site do TRE

O Congresso em Foco apresenta, no mapa interativo abaixo, o resultado da votação em segundo turno para presidente da República no Distrito Federal e em cada um dos 5.568 municípios brasileiros em 30 de outubro de 2022.

Na eleição mais disputada da história do país desde a redemocratização, Lula (PT) foi eleito com 60.345.999 votos (50,90% dos válidos), derrotando Jair Bolsonaro (PL), que recebeu 58.206.354 votos (49,10% dos válidos). O mapa também permite a você comparar a votação deste ano com a de 2018, quando Bolsonaro venceu Haddad, por 55,13% a 44,87% dos votos válidos.

Selecione o estado, aguarde alguns segundos para o mapa carregar e passe o cursor por cada município. Também é possível buscar as informações pelo nome da cidade. As cidades marcadas em vermelho foram vencidas pelo candidato do PT no segundo turno, enquanto as de azul deram a vitória a Bolsonaro. Os dados a seguir são do TSE, e a arte, de Thiago Freitas.

Flourish logoA Flourish map


FONTE: Congresso em Foco 

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Foto: Agencia Nacional - EBC

Elaborar prognóstico em eleição proporcional não é uma tarefa fácil, pois se trata de tentativa de mensurar um fenômeno em pleno movimento, como é o caso das campanhas eleitorais. Além disto, os critérios para conversão de votos em mandatos são muitos e variados, assim como a distribuição de cadeiras entre as legendas depende de uma série de variáveis. Múltiplos fatores podem interferir no resultado, alguns mensuráveis, como os critérios da legislação eleitoral e partidária, mas outros intangíveis ou de difícil identificação, como o humor do eleitor no momento do voto.

Para conversão de votos em mandatos, por exemplo, a legislação eleitoral e partidárias definiu quatro critérios: 1) o primeiro critério requer atingimento do quociente e 10% dele pelos candidatos; 2) o segundo exige maior média e atingimento de 80% do quociente pelos partidos ou federações, além de 20% desse quociente pelos candidatos; 3) o terceiro critério requer maior média e 80% do quociente dos partidos e federações, sufragando os mais votados sem exigência de votação mínima; e 4) o quarto critério, que somente se aplica quando nenhum partido ou federação do estado tiver atingido o quociente eleitoral, distribui todas as vagas entre os candidatos mais votados, independentemente de partido ou federação, sem qualquer outra exigência.

Com base nesses quatro critérios e, principalmente, na visibilidade e na estrutura de campanha de cada candidato (recursos, espaço no horário eleitoral, seguidores nas redes sociais, relação de parentesco, exercício de cargos públicos, histórico eleitoral, trajetória pessoal, profissional e política do candidato, pesquisas eleitorais, entre outras) a Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais analisou, partido por partido, a perspectiva de eleição de bancada para a Câmara dos Deputados, num prognóstico com intervalo mínimo e máximo por bancada.

O intervalo entre o mínimo e máximo na tabela a seguir pode parecer grande, mas é plenamente justificável, especialmente em razão da distribuição das vagas pelo sistema de sobras. No Brasil se pratica o sistema de maior média, significando que quanto mais votos tiver o partido ou federação mais chances eles têm de obter a vaga em disputa. Supondo uma circunscrição eleitoral com 800 mil votos válidos e oito vagas na Câmara, são necessários 100 mil votos para assegurar uma vaga, podendo disputar as vagas distribuídas no sistema de sobras o partido ou federação que obtiver pelo menos 80 mil votos, correspondente a 80% do quociente eleitoral. Supondo ainda que apenas dois partidos preencheram os requisitos para concorrer às vagas: um obteve 130 mil votos, assegurando uma vaga e ficando com uma sobra de 30 mil votos, e outro obtive 501.000 mil votos, assegurando cinco vagas e ficando com uma sobra de 1 votos. Qual dos dois irá preencher as vagas remanescentes no sistema de sobras: o partido A ou o B.


Para responder à pergunta acima, é necessário fazer o cálculo da maior média. Assim, se dividirmos 130 por dois (1+1) teremos uma média de 65 mil votos e se dividirmos 501 mil por seis (5 + 1) encontramos uma média de 83.500 votos, logo a primeira vaga vai para o partido B, que obtive a maior média. Vamos ao cálculo para distribuir a segunda vaga: a média do partido A nós já vimos, é de 65 mil votos, mas a média do partido B é preciso calcular, mediante a divisão de 501 mil por sete (6+1). O resultado dessa operação corresponde 71.572 e é maior que os 65 mil do partido A, logo a segunda vaga também será do partido B. Já se um eventual partido C, com algo como 81 mil votos, participasse do sistema de sobras, já que teria feito mais de 80% do quociente eleitoral, certamente teria ficado com a segunda vaga, pois sua votação superaria a média do partido B na segunda rodada. Isto explica o intervalo, porque as vagas distribuídas no sistema de sobras geralmente são disputadas por vários partidos, que concorrem em diferentes situações.

Assim, embora haja uma média entre o mínimo e o máximo, isto não significa que a média represente a bancada a ser eleita. Como já dito anteriormente, o número de vagas, considerando a quantidade de variáveis que interferem, tanto pode ficar na média, quando ficar bem próxima do mínimo ou mesmo do máximo, dependendo da situação de cada partido ou federação em cada estado da federação. Imagine a dificuldade para estimar a quantidade mínima de cadeira a ser assumida por um partido cujo desempenho esperado fique entre 0 e 1 deputados em 10 unidades da federação. Dificuldade semelhante também está presente na previsão de bancadas de partidos que fazem parte de uma federação, já que as vagas são asseguradas pelo total de votos do agregado da federação, mas alocadas dentro dos partidos de acordo com o desempenho individual de cada candidato da agremiação. O importante, é que o método de intervalo entre o mínimo e o máximo é o mais seguro para projetar as bancadas partidárias, considerando a realidade da disputa no conjunto dos estados.

A equipe que fez este prognóstico preliminar e assina este texto, experiente nesse tipo de levantamento, garimpou todo e qualquer dado que importasse para efeito de desempenho eleitoral e partidário na disputa, inclusive a vinculação com candidaturas majoritárias competitivas nos planos nacional e estaduais. Além disso, pautou-se por completa imparcialidade, evitando qualquer tipo de preferência de qualquer natureza (partidária, político ou ideológica) que pudesse significar viés no levantamento.

Com base nesses critérios e variáveis, após exaustiva pesquisa, chegou-se ao seguinte prognóstico preliminar:

Elaboração da Queiroz Assessoria:


Para melhor compreensão do espectro ideológico, foram considerados os seguintes termos:

Direita: mais identificado com menor presença do Estado na economia; Esquerda: mais identificado com maior presença do Estado na economia; Conservador: em relação aos costumes, com maior regulação do estado na vida privada; e Liberais: em relação aos costumes, menor regulação do estado na vida privada.

A partir da garimpagem de dados e do levantamento do prognóstico analisando as candidaturas, partidos e federações, se espera que o perfil da Câmara dos Deputados não se altere de forma substancial daquela existente na atual Legislatura. Partidos identificados com a centro-direita e direita, como o PL, PP, União e PSD deverão ter maioria dos assentos na Câmara. Já os partidos da centro-esquerda e esquerda deverão ser minoria, mas mantendo a hegemonia do PT como maior partido da ala.

Em relação ao número de partidos com representantes na Câmara, deverá haver uma redução acentuada em comparação a 2018. Enquanto no último pleito 30 partidos conseguiram eleger ao menos um deputado, a expectativa é que em 2022, 22 ou 23 partidos consigam eleger ao menos um representante. Essa redução é um reflexo direto das novas regras eleitorais em vigor nesse pleito.

Estudos e levantamentos dessa natureza estão sempre sujeitos a vicissitudes conjunturais e são passíveis de modificação pela própria dinâmica das campanhas eleitorais, por isso devemos atualizar o levantamento antes das eleições, não apenas com a previsão, estado por estado, de quantos parlamentares poderá eleger cada partido, mas também indicando o nome dos candidatos mais competitivas para ocupar as vagas a que o partido ou federação terá direito na exata proporção de seu desempenho eleitoral no pleito.

AUTORIA
ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ Jornalista, analista e consultor político, mestre em Políticas Públicas e Governo (FGV). Ex-diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), idealizador e coordenador da publicação Cabeças do Congresso. É autor dos livros Por dentro do processo decisório – como se fazem as leis e Por dentro do governo – como funciona a máquina publica.
















quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Lula cresce e chega a 48,6% dos votos válidos, diz pesquisa CNT/MDA

Créditos: Ricardo Stuckert

Pesquisa MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta terça-feira (30) mostra uma variação positiva de Lula (PT), que chega a 48,6% dos votos válidos. O petista oscilou um ponto para mais desde a última pesquisa do instituto, divulgada em maio, e chegou a 42,3% do total de votos.

Jair Bolsonaro (PL) oscilou dois pontos para mais e tem 34,1% - 39,2% dos válidos. Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, mantendo a faixa dos 7% da pesquisa anterior. Simone Tebet (MDB) tem 2,1%. Os demais candidatos somados atingem 1,1% das intenções de votos. Brancos e nulos são 5% e indecisos 7,8%.

Na pesquisa espontânea, quando não são mostrados os nomes dos candidatos, Lula subiu 4 pontos, de 33% para 37%. Bolsonaro foi de 27% para 32%, enquanto os outros candidatos oscilaram um ponto para menos, sendo citados por apenas 6% dos entrevistados. Brancos e nulos são 5% e indecisos 20% nessa modalidade.

"Na espontânea, Lula e Jair Bolsonaro alcançam 69% das citações, 36 pontos percentuais a mais do que os dois melhores colocados na pesquisa eleitoral do mesmo período em 2018, evidenciando a alta polarização entre os candidatos", diz Marcelo Souza, diretor Instituto MDA.

Os dois candidatos são os que mais concentram eleitores que dizem que a escolha é definitiva: 85,3% dos que votam em Bolsonaro e 83,9% entre aqueles que votam em Lula. Já no eleitorado de Ciro, 53,4% dizem que podem mudar. Entre os que declaram voto em Simone Tebet, esse índice chega a 55,8%.
Segundo turno

Lula segue vencendo todas as simulações de segundo turno. Contra Bolsonaro, a vitória é de 50,1% contra 38,8% - era 51% a 37% em maio.

Com Ciro como adversário, o petista vence por 46,8% a 29,9%. Contra Simone Tebet o placar é de 49,7% contra 24,9%.

Já Bolsonaro vence a emedebista por 41,6% a 35%, mas perde para o pedetista por 44,1% contra 39,8%.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores de forma presencial entre os dias 25 e 28 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos e o nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR 00950/2022.

Leia a íntegra


terça-feira, 23 de agosto de 2022

Candidato a deputado estadual Mávio Rocha conclui a 1ª semana de campanha com novas adesões na capital e em cidades do Médio Mearim


Iniciando a primeira semana de campanha para conquistar uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa (ALEMA), Mávio Rocha deu o ponta-pé inicial na capital e também visitou várias cidades do Médio Mearim, região que tem trabalho fortemente reconhecido pela população.

Plenária com apoiadores em São Luís

O primeiro ato da sua campanha foi realizado em São Luís, em plenária realizada com apoiadores da capital e membros do partido PCdoB.

O líder sindical Júlio Guterrez declarou. "Mávio tem sido bastante leal a todos nós, e possui a identidade do nosso partido. Temos as nossas propostas e ele representa todos os nossos ideias de justiça social e bem-estar para o povo. A presença dele no parlamento é muito importante para todos".

O ex-secretário de Direitos Humanos, Eurico Fernandes destacou a importância do voto nessas eleições e o quanto que é fundamental apoiar a candidatura de Mávio Rocha. "Sabemos que o efeito do voto é coletivo, e precisamos escolher nossos representantes. Acreditamos nas propostas do Mávio e temos compromisso com ele, pois se trata do candidato a deputado com os ideais mais justos nessa eleição".

Com o apoio de integrantes do partido, lideranças e amigos, Mávio também prestigiou o adesivaço do 65555. “Foi mais um ato na nossa capital concluído com união e aquela energia que a turma do 65555 já conhece. Grato a todos que estiveram aqui e levarão nosso nome pelas ruas da cidade", disse o candidato.

Médio Mearim


Mantendo um bom relacionamento com lideranças do Médio Mearim, Mávio Rocha esteve no último final de semana nos municípios de Bacabal e São Mateus.

Em visitas no corpo a corpo, Mávio conversou com moradores, apresentou suas propostas e conquistou mais apoiadores.

Em Bacabal esteve acompanhado do líder ambiental e secretário geral do PCdoB, Antônio Ferreirinha, sendo apresentado como candidato para diversas famílias do bairro Trizidela e outros locais. Por lá também conversou com o vice-presidente do PCdoB, professor Luiz Gonzaga.

Já no município de São Mateus esteve com o presidente do PCdoB, Benedito Silva, que também está engajado na campanha realizando articulações políticas e estratégias eleitorais que levarão seu nome para comunidades locais.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Dino diz que esquerda pode ter de abrir mão de hegemonia em frente ampla contra Bolsonaro

Foto: Eduardo Matysiak
Em uma via cada vez mais polarizada, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), visualiza dois caminhos possíveis para o país.
O primeiro levaria a um estado de anomia social, de ausência de leis, com saques, violência urbana, interrupção de serviços público, ruptura política.
O outro, obviamente desejável, envolveria um amplo pacto constitucional, que dificilmente envolveria o atual presidente da República, “pelas suas características pessoais e ideológicas”.
Para Dino – que participou na tarde desta quarta-feira (3) de debate organizado pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) –, Jair Bolsonaro é um “déspota” que busca o totalitarismo.
Impedi-lo exige reunir todas as forças possíveis. E, nesse sentido, o governador e ex-juiz federal afirma, sem recear a “heresia”, que nessa frente ampla a esquerda pode ter de abrir mão de hegemonia.
Ele cita dois exemplos históricos, do Chile pós-Pinochet e da África do Sul, pós-apartheid.
Na visão do governador, que tem buscado conversar inclusive com setores à direita, a resposta à instabilidade política tem que ser “uma coisa meio (Nelson) Mandela, meio concertación chilena, em que a esquerda pode ser convidada a abrir mão da hegemonia”.
E acrescenta que isso tem um bom propósito, o de garantir a democracia.
Regras do jogo
“Para derrotar o Pinochet, a esquerda chilena abriu mão da hegemonia”, diz Dino, citando a liderança da democracia cristã no país vizinho. “E as concessões que o Mandela fez nem se fala. A conjuntura histórica que vivemos não é tão extrema, mas temos um forte candidato a isso”, afirma, em referência a Bolsonaro, que estaria interessado na ruptura para implementar um projeto autoritário.
Assim, o governador defende uma frente democrática quanto à forma: “Regras do jogo, eleições, instituições funcionando, Judiciário independente, liberdade de expressão”.
O governador avalia que a atitude “negacionista” de Bolsonaro durante a crise da pandemia teve duas consequências de certa forma positivas, em que pese a gravidade da situação: reforçou o pacto federativo e valorizou o sistema público de saúde.
Não fosse o SUS, afirma, o país teria centenas e não dezenas de milhares de óbitos, avalia Dino, para acrescentar que foi a área pública que ampliou a oferta.
Ele cita o exemplo do Maranhão, informando que a rede estadual elevou de 232 para 1.680 o número de leitos exclusivos para tratamento do coronavírus.
Mas a atitude de presidente, pelo conflito e pela imprudência, levou, segundo ele, a uma perda de eficácia no enfrentamento da pandemia – que apresenta certa contenção em alguns estados.
“Em outras palavras, deixou de piorar”, afirmou, para em seguida ponderar sobre uma situação que é diferente conforme o estado.
Dino acredita em estabilização nas próximas semanas, ainda que em números elevados.
A chegada do inverno é outro ponto de interrogação, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Crise social e investimento público
Apesar de relativo otimismo, o governador espera um “quadro de crise social bastante agudo” no segundo semestre.
Lembra que a economia já vinha ruim e que a queda do Produto Interno Bruto ocorreu sobre uma base depreciada, o que levará a uma elevação significativa do desemprego e a queda na renda.
Por isso, o investimento público deverá ser decisivo.
Mais uma vez, ele lamenta a posição do presidente, “anti federação”, ao negar recursos, como ocorreu hoje, quando Bolsonaro vetou um repasse que poderia chegar a R$ 8,6 bilhões para o combate à pandemia.
É uma questão institucional, insiste Dino, e não há nenhum “sindicato dos governadores” atuando contra o poder central.
Durante as quase duas horas de live, o governador maranhense respondeu questões de internautas e de professores da casa, como André Biancarelli, diretor do instituto, Ricardo Carneiro, Francisco Lopreato, Marcio Pochamnn e José Dari Krein.
Com muitas inquietações sobre a relação Estado-mercado, ambiente político e frente ampla. Disse que assinou todos os manifestos que circularam recentemente, porque é momento de agregar.
FONTE: Viomundo

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Com áudio vazado, Bolsonaro transforma Flávio Dino em seu principal adversário para 2022

Governador Flávio Dino (O Cafézinho)

Por Theófilo Rodrigues*
“O pior é esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”. Com esse áudio de uma conversa com o ministro Onyx Lorenzoni, vazado na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro transformou o governador do Maranhão, Flávio Dino, em seu principal adversário na corrida presidencial para 2022.
Comunista e católico filiado ao PCdoB, Dino é conhecido por ter sido o político que acabou com a dinastia de 50 anos da família Sarney no Maranhão. Liderando a oposição no estado, foi eleito governador em 2014 e reeleito em 2018. Agora, o mais provável é que Dino busque voos mais altos como a disputa presidencial de 2022.
Em recente entrevista, Dino avaliou assim essa possibilidade de ser candidato presidencial:

“Em havendo algum tipo de articulação nacional, no campo da esquerda, no campo popular democrático, isso resulta numa convergência ampla em torno de determinados nomes que consigam de um modo unificado representar o nosso pensamento. E, se eu tiver a possibilidade de ser um desses nomes, é claro que poderei desempenhar esta tarefa”.

Hoje, em seu Twitter, o governador do Maranhão postou a seguinte mensagem em resposta ao áudio de Bolsonaro:
“Sul, Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste. Não somos rivais. Sei que a imensa maioria da nossa Nação quer união, justiça social e paz. Não podemos aceitar a imposição de ódios, preconceitos, agressões. O Brasil é de
todos nós”.

Com esse tweet, Dino reforçou a narrativa que está construindo para 2022: a de que o Brasil precisa de uma grande união e não de alguém que fomente polarização, divisão, intolerância e ódio.
Dino vem se destacando como o governador com os melhores resultados no país. De acordo com o site G1, da Globo, em 2017 Dino estava em primeiro lugar no ranking de governadores que cumpriram suas promessas de campanha. Já o Congresso em Foco, site especializado na política brasileira, realizou em junho de 2019 pesquisa com as principais lideranças do parlamento.
Nessa pesquisa, Dino apareceu em primeiro lugar no ranking dos melhores governadores do país na opinião dos parlamentares.

Esse talento é reconhecido por políticos de diferentes partidos. “Flávio Dino é um dos melhores quadros do Brasil”, disse Ciro Gomes, do PDT, em seu Twitter. Já Gleisi Hoffmann, presidente do PT, ironiou a declaração de Bolsonaro: “Dizer que Flávio Dino é o pior governador não é exatamente ruim, afinal, o parâmetro da gestão de Bolsonaro é a elite. Já Dino, os que mais precisam”.
Os resultados de seu governo, de fato, são expressivos. Apesar do Maranhão não ser exatamente um dos estados mais ricos, Dino paga o mais alto salário de professor do país. “Comungo da ideia de que a Educação é a única forma de enfrentarmos o maior problema do Brasil, que é a desigualdade: poucos com muito e muitos com quase nada”, diz o governador.
Defensor de um projeto político baseado em um programa de desenvolvimento nacional capaz de fazer a economia crescer e gerar empregos, Flávio Dino surge como o anti-Bolsonaro por excelência. Resta apenas saber se os demais partidos de seu campo político (PT, PDT, PSB, REDE e PSOL) estão dispostos a apoiar essa união nacional em torno de seu nome contra Bolsonaro em 2022.

*Theófilo Rodrigues Pós-Doutorado em Cognição e Linguagem na UENF (2019). Professor substituto no Departamento de Ciência Política da UFRJ (2017-2018). Professor visitante na FGV Rio (2017-2019). Doutor em Ciências Sociais pela PUC-Rio (2017). Mestre em Ciência Política pela UFF (2012). Graduado em Ciências Sociais pela PUC-Rio (2009).


Fonte: O Cafezinho