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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Tela Brasil: Cultura Brasileira ao Alcance de um Clique


O governo federal lançou oficialmente, no último sábado, o Tela Brasil, a primeira plataforma pública e gratuita de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), marca um novo capítulo na democratização do acesso à cultura e na valorização das produções nacionais. O projeto nasce com o propósito de tornar o cinema e as séries brasileiras acessíveis a todos os cidadãos, sem custos e com qualidade.

O catálogo inicial do Tela Brasil impressiona: são mais de 550 obras disponíveis logo na estreia, entre curtas, médias e longas-metragens, além de séries e documentários. A diversidade é o ponto forte, há produções de diferentes regiões do país, com destaque para o cinema negro, indígena e dirigido por mulheres. O acervo também contempla títulos premiados e clássicos que marcaram gerações, como Central do Brasil, Cidade de Deus e Deus e o Diabo na Terra do Sol.

A plataforma foi pensada para ser inclusiva e acessível. Todas as obras contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, garantindo que pessoas com deficiência possam desfrutar plenamente do conteúdo. Essa preocupação reforça o compromisso do governo com a inclusão cultural e o direito de todos ao acesso à arte e à informação.

Durante o lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o Tela Brasil é uma “ferramenta de soberania cultural”, capaz de fortalecer a identidade nacional diante da avalanche de conteúdos estrangeiros que dominam o mercado. Segundo ele, investir em cultura é investir na alma do país e o streaming público é uma forma de devolver ao povo o protagonismo de suas próprias histórias.

O investimento total previsto para o projeto é de R$ 9 milhões, distribuídos entre 2024 e 2025. Os recursos serão aplicados em licenciamento de obras, tecnologia, acessibilidade e manutenção da plataforma. Além disso, o Tela Brasil se integra a outras políticas culturais do governo, como o MEC Livros e o programa de bibliotecas em conjuntos habitacionais, ampliando o alcance das ações voltadas à educação e à cultura.

Outro diferencial é o acesso simplificado. O Tela Brasil pode ser utilizado diretamente pelo navegador, em computadores e Smart TVs, e em breve estará disponível também em aplicativos para Android e iOS. O login é feito por meio do Gov.br, o que facilita o uso e garante segurança aos usuários. Há ainda perfis específicos para escolas, cineclubes e bibliotecas, incentivando o uso coletivo e educativo da plataforma.

Mais do que um serviço de entretenimento, o Tela Brasil é um convite à reflexão sobre o papel da cultura na construção da cidadania. Ao reunir obras que retratam o Brasil em suas múltiplas faces do sertão ao litoral, da periferia às grandes metrópoles, o streaming público reafirma o valor da produção nacional e o poder das narrativas que nascem do povo brasileiro.

Com o Tela Brasil, o país dá um passo importante rumo à democratização do audiovisual e à valorização da arte feita por brasileiros. É uma iniciativa que une tecnologia, inclusão e identidade cultural, mostrando que o Brasil pode e deve ser protagonista de sua própria história nas telas.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Caloteiro é o sistema: mídia distorce o Desenrola Brasil II



Por Jorge Antonio Carvalho*

A cobertura da grande imprensa sobre o Desenrola Brasil II revela mais sobre seus preconceitos do que sobre o programa em si. Enquanto milhões de brasileiros lutam para renegociar dívidas e recuperar o mínimo de dignidade, veículos como a Globo, a Veja e o Poder360 preferem pintar o trabalhador como “caloteiro” e o governo como “populista em busca de votos”.

A Globo no seu Jornal Hoje de hoje (04/05/2026), através do repórter Gerson Camarotti afirmou que as dívidas crescem porque “o povo não pode mais pagar alimentação”.

Veja: chamou Lula de “padroeiro dos caloteiros” em ano eleitoral.

Poder360: publicou que o presidente “usa R$ 23,2 bi de fundos para beneficiar caloteiros”.

Essas manchetes criminalizam o povo endividado e absolvem o sistema financeiro que lucra com juros abusivos.

O que o programa realmente oferece

Segundo reportagem do Vermelho.org (04/05/2026), o novo Desenrola traz descontos de até 90% e quatro modalidades de renegociação:

  • Descontos diretos sobre o valor da dívida.
  • Parcelamento facilitado em condições especiais.
  • Renegociação com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
  • Modalidade digital, que permite ao cidadão negociar diretamente pelo aplicativo.

Ou seja, não se trata de “premiar caloteiros”, mas de criar condições reais para que famílias possam sair da inadimplência e voltar a ter crédito e dignidade.

Plantar hoje para colher amanhã

O escritor Luis Celso F. dos Santos, em seu texto “Plantar hoje pra colher amanhã: o Brasil que o povo não entende” (Xapuri-AC, 02 de maio de 2026), lembra que plantar uma jaqueira exige paciência, mas quando dá frutos, alimenta gerações. Ele compara essa perseverança com a luta política: denunciar falcatruas, enfrentar privilégios e exigir mudanças não é teimosia, é investimento no futuro.

O mesmo vale para o Desenrola Brasil II. Não é uma solução mágica, mas uma semente. É dar fôlego para que famílias possam recomeçar, consumir, investir e viver com dignidade.

Perseverar contra a narrativa derrotista

Denunciar a imprensa golpista não é radicalismo, é perseverança. É recusar a visão curta que reduz o povo a “caloteiro” e o governo a “populista”. É afirmar que o Brasil precisa plantar políticas de longo prazo, mesmo que os frutos não apareçam amanhã.

O Desenrola Brasil II não é sobre “perdoar dívidas de má fé”. É sobre dar chance de recomeço. É sobre dignidade. É sobre não deixar que o amanhã seja sufocado por ervas daninhas plantadas por bancos, lobbies e políticos hipócritas.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Trabalhadores de Aplicativo: Dignidade e Justiça no Governo Lula

Foto: Ruy Castro\ASCOM\SGPR

Mais de 200 motoristas, motociclistas e ciclistas que atuam em aplicativos participaram de um encontro com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em Recife. O evento foi marcado por diálogo direto com a base e reafirmação do apoio às propostas construídas em conjunto entre governo e trabalhadores.

Principais conquistas propostas

Remuneração mínima de R$ 10,00 por entrega

R$ 2,50 por quilômetro rodado

Fim da subpraça, garantindo pagamento justo e transparente

Reconhecimento de acidentes como acidentes de trabalho na rede pública

Obrigatoriedade de transparência das plataformas: aplicativos devem informar ao consumidor quanto é repassado ao entregador e ao restaurante

Essas medidas já começaram a ser implementadas pelo governo federal e representam avanços concretos na vida da categoria.

Vozes da categoria

Gildo Vieira, da Aliança Nacional dos Motoristas por Aplicativo: “É vida digna para os entregadores e motoristas. O governo está trazendo garantias, dignidade e equilíbrio.”

Roberta Dias Moura, entregadora: “Sofri um acidente e não tive apoio do aplicativo. Agora, com as propostas, temos o governo para nos ajudar.”

Rodrigo Lopes, presidente do Seambape: “O governo está do lado certo, do lado da classe trabalhadora. Precisa ouvir a base.”

Mobilização e apoio

O encontro reforçou que a luta por direitos não é apenas da categoria, mas de toda a sociedade. Garantir remuneração justa e condições dignas significa valorizar quem move as cidades e sustenta a economia digital. O apoio dos sindicatos e das lideranças mostra que há unidade e força para pressionar o Congresso Nacional a aprovar as medidas que dependem de lei.
Elogio ao governo federal

O governo Lula demonstra, mais uma vez, que está comprometido com a justiça social e com a valorização dos trabalhadores invisibilizados. Ao lado da classe, ouvindo suas demandas e transformando reivindicações em políticas públicas, o governo reafirma seu papel histórico de defesa da dignidade.

A luta dos trabalhadores de aplicativo é a luta de todos. O governo federal mostra que quando o Estado se coloca ao lado da classe trabalhadora, a democracia se fortalece e a dignidade se torna realidade. É hora de mobilizar, apoiar e garantir que essas conquistas sejam aprovadas e implementadas em sua totalidade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Retrato da política brasileira: quem tem a imagem mais forte para 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em 24 de outubro de 2025, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem todos os cenários testados para as eleições presidenciais de 2026. 

Cenário de 1º turno com Lula 

Lula (PT): 51,3%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 30,4%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 6%
Ratinho Jr. (PSD): 3%
Romeu Zema (Novo): 2,5%
Branco/nulo: 5%
Indecisos: 1,9%

Comparação com setembro/2025 Lula subiu de 48,2% para 51,3%.
Tarcísio manteve os mesmos 30,4%.

Recorte por gênero
 
Lula tem 56,2% entre mulheres e 45,6% entre homens.
Tarcísio aparece com 34,6% entre homens e 26,7% entre mulheres.

Cenário de 1º turno com Fernando Haddad 

Fernando Haddad (PT): 43,1%
Tarcísio de Freitas: 30,1%
Ronaldo Caiado: 7%
Ratinho Jr.: 4%
Romeu Zema: 3%
Branco/nulo: 8%
Indecisos: 4,8%

Simulação com Jair Bolsonaro (inelegível) 

Lula: 48,8%
Bolsonaro: 41,3%
Branco/nulo: 6%
Indecisos: 3,9%

Avaliação do governo Lula

48% consideram o governo ótimo ou bom
47,2% avaliam como ruim ou péssimo
51,2% aprovam Lula pessoalmente, contra 48,1% de desaprovação

Imagem negativa: 

Nikolas Ferreira (PL) tem 60% de imagem negativa
Magno Malta (PL) aparece com 59% de rejeição
Damares Alves (Republicanos): 58%
Eduardo Bolsonaro (PL): 57%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 56% 

A pesquisa mostra que esses nomes enfrentam forte resistência, especialmente entre mulheres, jovens e eleitores do Sudeste.

Implicações eleitorais

Com as eleições de 2026 se aproximando, esses dados ajudam a entender o capital político de cada figura pública. A imagem positiva de Lula pode impulsionar o PT em diversas frentes, enquanto a rejeição de nomes da direita pode dificultar alianças e estratégias eleitorais.

A pesquisa AtlasIntel foi realizada pela internet do dia 15 a 19 de outubro, com 14.063 entrevistas. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos.

Fonte: 





quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Gás do Povo: Perguntas e respostas sobre o programa

O programa assegura acesso digno e gratuito a
um insumo considerado essencial. Foto: Pexels

O Gás do Povo é a nova política pública criada para ampliar e fortalecer o acesso ao gás de cozinha no Brasil. Substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros (Lei nº 14.237/2021), garantindo mais justiça social, saúde e dignidade às famílias de baixa renda. O programa vai oferecer gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) para 15,5 milhões de famílias brasileiras, com benefício a cerca de 50 milhões de pessoas. O programa busca diminuir o efeito do preço do gás de cozinha para as famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único, com renda per capita mensal menor ou igual a meio salário-mínimo, e prioriza beneficiários do Bolsa Família. O programa representa um avanço significativo na política de proteção social brasileira, ao assegurar o acesso digno e gratuito a um insumo essencial. É um investimento direto na qualidade de vida, na saúde e na segurança alimentar das famílias.

Confira abaixo, as principais perguntas e respostas sobre o programa.

Caso queira conferir todas as perguntas e respostas sobre o programa, acesse aqui 

Por que o novo formato foi criado?

O Gás do Povo surgiu para aperfeiçoar e ampliar os resultados da política anterior, o Auxílio Gás, aumentando muito seu alcance e promovendo alívio financeiro no custo do botijão de GLP para as famílias beneficiadas. O Auxílio Gás contempla 5,13 milhões de famílias. O Gás do Povo vai triplicar esse alcance, beneficiando 15,5 milhões de famílias.

No modelo anterior, o benefício era pago em dinheiro. Agora, será oferecida a gratuidade na compra do botijão. Assim, o Governo Federal assegura que a política cumpra efetivamente a missão de proteger as famílias mais vulneráveis, garantir a redução da exposição à fumaça da lenha e a proteção da saúde das famílias.

Cabe destacar que as mulheres são chefes de família em cerca de 90% dos lares beneficiados pelo Auxílio Gás (dados de abril de 2025), e são justamente elas que mais sofrem os efeitos da pobreza energética: são as principais responsáveis pela cocção dos alimentos, as que mais se expõem à poluição intradomiciliar e as que mais comprometem tempo e saúde na coleta de lenha (OMS, 2024).

Qual o desafio enfrentado pelas famílias brasileiras?

Para milhões de famílias brasileiras, o ato simples de cozinhar se transforma em um desafio diário, carregado de riscos e dificuldades. O alto custo do botijão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e a complexidade de sua distribuição em áreas mais afastadas impedem que muitas casas tenham acesso à energia limpa e segura. A realidade é o uso de alternativas precárias como lenha, carvão e querosene, que expõem mulheres e crianças a ambientes insalubres, marcados por fumaça tóxica, doenças respiratórias crônicas e o perigo constante de queimaduras.

Quando o benefício começará a valer?

O programa passará por uma transição gradativa entre a modalidade atual e o novo formato. A previsão é que os primeiros botijões comecem a ser entregues ainda em novembro deste ano. Em março de 2026, o novo formato deve alcançar todas as 15,5 milhões de famílias.

Quem terá direito ao benefício?

Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família (renda per capita de até R$ 218).

Recebo o Bolsa Família, posso receber o Programa Gás do Povo?

Sim. O pagamento do programa poderá ser acumulado com outros benefícios, auxílios e o Programa Bolsa Família.

Inconsistências cadastrais no CadÚnico resultam em exclusão automática do Programa?

Sim. É de responsabilidade do beneficiário manter seus dados atualizados no Cadastro Único e, sem inconsistências de informações, para manutenção do benefício.

Lembramos a importância de manter seus dados atualizados e corretos em outras bases do Governo Federal, como Receita Federal, Justiça Eleitoral, entre outras.

Haverá revisão cadastral e de elegibilidade para as famílias do programa?

Informamos que regularmente o Governo Federal realiza análise e revisão do cadastro dos beneficiários do Programa Gás do Povo. Famílias que não atenderem aos critérios de elegibilidade poderão ser excluídas do programa.

Meu CPF está irregular e minha família está impedida de ingressar?

Sim, o CPF do responsável da família estiver irregular, isso pode impedir o ingresso ou a continuidade no programa. A regularização do CPF é essencial.

Qual a quantidade de botijões de gás que minha família poderá receber com o desconto em um ano?

O Programa Gás do Povo foi meticulosamente planejado para atender às necessidades reais das famílias, garantindo maior equidade:

» Famílias com 2 integrantes: Receberão até 3 botijões por ano. Validade de 4 meses, cada vale.
» Famílias com 3 integrantes: Receberão até 4 botijões por ano. Validade de 3 meses, cada vale.
» Famílias com 4 ou mais integrantes: Receberão até 6 botijões por ano. Validade de 4 meses, cada vale.

Como o beneficiário vai acessar o benefício?

O beneficiário vai retirar os botijões diretamente nas revendas credenciadas mais próximas de sua moradia, sem intermediários.

A autorização para a retirada se dará com quatro possibilidades ainda em fase final de detalhamento: aplicativo (VALE DIGITAL), cartão específico para o programa, QR Code (VIA CARTÃO DO BOLSA FAMÍLIA OU AGÊNCIAS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL) e cartão do Bolsa Família, conforme o caso.

A gratuidade será concedida no momento da compra, mediante validação eletrônica na revenda habilitada.

Não haverá, portanto, qualquer pagamento em dinheiro no ato da retirada. O beneficiário disporá de um vale digital, cujo nome ainda está em definição e deverá evitar expressões que não sejam corriqueiras para a população. Importante ressaltar que o preço de referência não leva em conta o valor do frete, e o beneficiário terá que arcar com esse custo, caso queira receber o botijão em casa.

Todo o processo de acesso ao benefício será gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Quantas famílias serão beneficiadas em cada estado do Brasil?

Estimativa de famílias beneficiárias por estado

Em nome de quem será realizado o pagamento ou a utilização do benefício?

O vale eletrônico para desconto no botijão será emitido em nome do responsável familiar registrado no CadÚnico.

Meu benefício pode ser bloqueado caso eu não consiga emitir o vale eletrônico?

Não haverá bloqueio do benefício, pois o desconto é repassado diretamente ao revendedor credenciado.

Caso não tenha acesso ao aplicativo do programa para emissão do vale desconto, você poderá utilizar o Cartão do Bolsa Família diretamente na revendedora de gás de cozinha credenciada no Programa Gás do Povo.

A exclusão do benefício acontecerá se a família beneficiária do programa não atender mais aos critérios de elegibilidade.

Como o beneficiário pode tirar dúvidas sobre o programa?

A qualquer momento do dia e da semana, o cidadão pode ligar no telefone 121 e tirar todas as dúvidas. O serviço ficará disponível 24h, sete dias por semana. Também será possível entrar em contato pelo canal FalaBR, do Governo Federal.

E se o valor do botijão for menor que o preço de referência?

Se o preço praticado pela revenda for menor, não há geração de crédito ou troco, nem acúmulo para o próximo benefício.

Importante: a revenda que quiser participar do programa deve entregar o botijão ao beneficiário e será ressarcido pela Caixa pelo valor do preço de referência do GLP do estado de domicílio da família.

Portanto, podemos dizer que o botijão será gratuito para todos os beneficiários.

Como será realizado o cadastramento das revendas?

As revendas que quiserem participar do programa deverão se credenciar voluntariamente junto à Caixa Econômica Federal e cumprir requisitos de identidade visual padronizada, além de estarem aptas para operar com o vale eletrônico.

Como identificar uma revenda que participa do programa?

O programa Gás do Povo prevê que a revenda que desejar participar do programa deverá obedecer a regras de identidade visual, como em:

» Portarias de revendas
» Botijões de GLP
» Veículos de transporte
» Materiais de comunicação

Além disso, o aplicativo do beneficiário mostrará a lista atualizada das revendas credenciadas.

E se no município não houver revendas credenciadas?

Distribuidores de GLP com participação igual ou superior a 10% no estado devem garantir a oferta do benefício em municípios sem revendas credenciadas, conforme regulamentação. Importante: caso não haja revendas no município (cadastradas ou não no programa), o beneficiário deverá ir até o município mais próximo, onde haja revenda credenciada.

sábado, 30 de agosto de 2025

Salário Mínimo em Alta: Brasil Retoma Poder de Compra Após Anos de Estagnação


O salário mínimo previsto para 2026 é de R$ 1.631,00, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Mais do que um número, esse valor representa uma virada na política de valorização do trabalho no Brasil, após anos de contenção fiscal e corrosão do poder de compra. 

Vejam abaixo, quadros comparativos dos governos de 2015 até a previsão de  2026:

Evolução Real do Salário Mínimo (2015–2026)

Ano

Salário Mínimo (R$)

Inflação (IPCA) (%)

Reajuste (%)

Ganho/Perca Real (%)

2015

788,00

6,41

8,84

+2,43

2016

880,00

10,67

11,68

+1,01

2017

937,00

6,29

6,48

+0,19

2018

954,00

2,95

1,81

–1,14

2019

998,00

3,75

4,61

+0,86

2020

1.045,00

4,31

4,71

+0,40

2021

1.100,00

4,52

5,26

+0,74

2022

1.212,00

10,06

10,18

+0,12

2023

1.320,00

5,79

8,90

+3,11

2024

1.412,00

4,62

6,97

+2,35

2025

1.518,00

4,51

7,51

+3,00

2026

1.631,00

4,33 (proj.)

7,44

+3,11



Salário Mínimo vs. Cesta Básica (2015–2026)

Presidente

Ano

Salário Mínimo (R$)

Cesta Básica (R$)

% Comprometido

Meses p/ 4 cestas

Dilma

2015

788,00

385,00

48,85%

1,96

Dilma

2016

880,00

410,00

46,59%

1,86

Temer

2017

937,00

435,00

46,42%

1,86

Temer

2018

954,00

460,00

48,22%

1,93

Bolsonaro

2019

998,00

495,00

49,60%

1,98

Bolsonaro

2020

1.045,00

540,00

51,67%

2,07

Bolsonaro

2021

1.100,00

580,00

52,73%

2,11

Bolsonaro

2022

1.212,00

700,00

57,75%

2,31

Lula

2023

1.320,00

760,00

57,58%

2,30

Lula

2024

1.412,00

772,00

54,68%

2,19

Lula

2025

1.518,00

785,00

51,70%

2,07


Os valores da cesta básica são médias nacionais estimadas com base nos dados do DIEESE. Em 2016, por exemplo, Porto Alegre registrou o maior custo (R$ 459,02), enquanto Recife teve o menor (R$ 347,96).

A queda no peso da cesta básica sobre o salário mínimo mostra uma melhora concreta: o trabalhador poderá comprar mais com menos esforço, algo que não se via desde antes da pandemia.

Comparativo por Governo

Governo

Mandato

Salário Inicial (R$)

Salário Final (R$)

Ganho Real (%)

Lula 1

2003 - 2006

200,00

350,00

+38,3%

Lula 2

2007 - 2010)

380,00

545,00

+17,4%

Dilma 1

2011 - 2014

545,00

724,00

+12,4%

Dilma 2

2015 - 2016

788,00

880,00

+5,5%

Temer

2016 - 2018

880,00

954,00

–0,2%

Bolsonaro

2019 - 2022

954,00

1.212,00

–1,2%

Lula 3

2023 - 2026*

1.302,00

1.631,00 (proj.)

+6,1% (até 2025)

 
*Projeção para 2026 com base no PLOA

A valorização do salário mínimo foi uma das marcas mais fortes dos governos Lula e Dilma, que enxergaram nele um motor de inclusão social, combate à pobreza e estímulo à economia. Os ganhos reais acumulados nesses períodos permitiram que milhões de brasileiros tivessem acesso a mais dignidade, consumo básico e mobilidade social.

Já os governos Temer e Bolsonaro seguiram uma agenda de austeridade que freou o crescimento do mínimo. Os reajustes ficaram abaixo ou no limite da inflação, resultando em perda de poder de compra e estagnação da renda dos trabalhadores, especialmente os mais vulneráveis.

Com a retomada da política de valorização no 3º mandato de Lula, o salário mínimo volta a crescer acima da inflação, sinalizando uma recuperação concreta para quem depende dele. Se essa trajetória for mantida, o Brasil poderá consolidar uma nova fase de fortalecimento da renda básica e do consumo popular, com impactos positivos na economia e na vida de milhões.

Esta matéria foi elaborada com base em dados públicos e projeções oficiais, utilizando as seguintes fontes: