Mostrando postagens com marcador Evangélicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evangélicos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Pastores golpistas prometiam rentabilidade estratosférica: “Octilhão”

Pastor Osório, um dos investigados

Estelionatários diziam que com um depósito de apenas R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de R$ 1 octilhão.

Com boa lábia e forte apelo nas redes sociais, o pastor Osório José Lopes Júnior (foto em destaque) conseguia ludibriar fiéis e fazer com que eles investissem suas economias em falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias, com promessa de retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica, segundo o Metrópoles.

Invocando uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara”, os estelionatários diziam, por exemplo, que com um depósito de apenas R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de R$ 1 octilhão (ou 1 seguido de 27 zeros: R$ 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000). Para se ter ideia da quantia prometida, ela é bilhões de vezes superior à do PIB mundial (em 2022, a soma de todas as riquezas produzidas no mundo foi de US$ 101,6 trilhões).

A investigação aponta que os suspeitos formavam uma rede criminosa muito bem organizada, com estrutura ordenada e divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes, como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e estelionatos por meio de redes sociais. Osório Júnior é considerado foragido.

A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Dot), vinculada ao Departamento de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

O golpe pode ser considerado um dos maiores já investigados no Brasil, uma vez que foram constatadas, como vítimas, pessoas de diversas camadas sociais e localizadas em quase todas as unidades da Federação, estimando-se mais de 50 mil vítimas.

Fonte: A Postagem

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

PCdoB Maranhão cria coletivo de evangélicos

Comissão Política Estadual do PCdoB

O PCdoB do Maranhão anunciou, nesta sexta-feira (13), a criação de um coletivo de evangélicos que atuará na direção partidária coordenando a participação do segmento religioso.
Com previsão para ser composto e oficialmente instituído em janeiro do próximo ano, “o grupo será espaço de atuação dos evangélicos com fome e sede de justiça”, conforme explicou o presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Na contramão do feminismo


Flávia é nutricionista, mãe, esposa, cristã há vinte anos. Ela "criou coragem" e me enviou este texto escrito por ela.

Em pleno 2018, com uma crescente conscientização do empoderamento feminino, um grupo de mulheres toma direção contrária à igualdade de direitos e à liberdade.

Falamos de evangélicas brasileiras, que nos grandes centros, já usam calças compridas, maquiagem e brincos, mas continuam fiéis aos preceitos do antigo testamento que prega submissão e capacidade relativa da mulher, alimentada pelo machismo latino, sustentada por versículos bíblicos que retomam a imagem da “recatada e do lar”.

Igrejas neopentecostais já reconhecem a liderança feminina episcopal, posterior ao comando masculino. Mulheres sobem ao púlpito, inclusive pregam não apenas entoando louvores, como nas igrejas assembleianas, onde elas não sentam no altar (raríssimas exceções), e ficam todo culto sentadas separadamente do marido e dos filhos, pois integram o grupo de mulheres da igreja e recebem oportunidade para entoar louvores. Anualmente vestem-se iguais (comprando roupas caríssimas, determinadas pela igreja). Por três ou quatro dias “festejam” mais um ano do grupo das irmãs, com pregadores e cantores de outras igrejas.

Em poucas denominações são apresentadas como pastoras, missionárias ou até mesmo bispas, mas sempre um cargo inferior ao marido. Em algumas poucas igrejas são eclesiasticamente iguais, mas com pouca ou nenhuma voz ativa.

Mulheres são disciplinadas a obedecerem seus maridos, que são a “cabeça” e o provedor do lar. Um marido feliz tem uma esposa dedicada e a sua disposição. Esta é a receita para se manter um casamento: espelhe-se na esposa do pastor, que em geral não tem atividade remunerada fora de casa, ou se tem, será part time, ou em dias alternados, e sempre pode contar com um grupo de irmãs dispostas a ajudar nas tarefas da casa, cuidar dos filhos, fazer seu cabelo...

Mulheres que trabalham fora em tempo integral e queixam-se da dupla jornada e da pouca colaboração masculina são orientadas a repensarem seu papel no mercado profissional, já que é o homem o provedor do lar. Ao considerar esta possibilidade, muitas mulheres demitem-se  para  dedicar-se apenas ao lar. Assim, muitos dos problemas conjugais se dissolvem, pois o marido terá uma esposa mais disponível, menos cansada, e o homem não sofrerá cobranças para colaborar com afazeres da casa, já que a esposa tem uma dedicação exclusiva à família. Não há mais ciúmes, atrasos, desculpas para adiar a intimidade conjugal.

As esposas dos pastores são belas, não emitem opinião, recebem bem, não repetem roupa  e dedicam-se exclusivamente à família. São intercessoras de seus maridos, fazem caridade, oram e levam consigo um grupo de seguidoras que almejam a mesma vida “abençoada.”

Com reuniões fechadas os homens não direcionam apenas o evangelho, mas resolvem através de voto a vida das mulheres, se devem ou não  “liberar” esmalte vermelho, corte de cabelo, coloração, entre outras, mas sempre dizem (na frente dos outros) que elas podem usar,  que têm liberdade, que devem fazer o que gostam. Quando uma delas sente-se seduzida pela vaidade e permite, em geral é repreendida entre quatro paredes.

Ensinam que feminismo é rebeldia e isso significa pecado, e que o casamento é indissolúvel, sendo aceito o divórcio apenas em caso de traição, mas que mesmo assim esta pode ser perdoada.
Casos de violência não são raros, e as mulheres não recebem apoio nenhum para denunciar ou mesmo se afastarem da relação; pelo contrário, são orientadas a perdoarem e aceitarem seu cônjuge, que apenas teve um dia ruim.

Nas reuniões masculinas  direcionadas às lideranças, dentro das igrejas ou mesmo nas convenções pastorais assembleianas, as palavras lá proferidas não devem ser compartilhadas com suas esposas, pois os homens entendem ser algo que diz respeito somente ao universo masculino.

Às esposas cabe ficar protegidas dentro de casa e receberem o alimento -- inclusive espiritual -- dos seus provedores. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

STF vai ter de impor a Constituição ao populismo teocrático, afirma socióloga


Débora Diniz saiu do país porque sofre ameaças de morte

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai ter de zelar pela Constituição, especialmente agora, para impedir que a evangelização da política brasileira desrespeite direitos individuais, civis e fundamentais. 

A afirmação é da antropóloga Débora Diniz (foto abaixo), que é militante dos direitos da mulher e da laicidade de Estado. 

Ela diz que a teocratização da política brasileira começou há pelo menos uma década, mas o que se tem agora, com o presidente Jair Bolsonaro, é a instalação de “um populismo evangélico com um aceno militar”. 

Débora Diniz indaga, por exemplo, a que “família” Bolsonaro diz defender porque a sociedade brasileira mudou nas últimas décadas. 

“Hoje as mulheres são chefes de família, pegam um transporte público que é um horror e não há creche para seus filhos”, diz. 

“Estamos falando da família do passado? Da família em que as mulheres eram violentadas, os homens tinham múltiplas famílias?” 

Defensora da legalização do aborto e dos direitos dos homossexuais, a antropóloga tem sofrido ameaçada de morte de fundamentalistas religiosos. 

Ela pediu licença da Universidade de Brasília, onde é professora do curso de direito, foi incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do governo e saiu do Brasil.

Com informação de Paloma Oliveto, com foto de Carlos Moura/SCO/STF.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Nem evangélicos confiam em lideranças evangélicas


Malafaia em baixa


Lideranças evangélicas estão caindo no descrédito até entre evangélicos, revela pesquisa feita pela USP e Uniesp com participantes da Marcha para Jesus de 2017 de São Paulo.

Do total dos 484 entrevistados, 54% afirmaram que não confiam no deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP), 53% em relação ao prefeito-pastor Marcelo Crivella (PRB), do Rio, e 57% na eterna candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede).

Embora não seja um líder religioso, como a Marina, o deputado ultraconservador Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também está na lista de evangélicos tidos como pouco confiáveis, com rejeição de 57%.

Outra pesquisa feita na mesma Marcha pelo grupo Mire (Mídia, Religião e Cultura), da Universidade Metodista de São Paulo, mostra que a rejeição ao pastor Silas Malafaia subiu de 13,9% em 2016 para 25% em 2017. 

A Frente Parlamentar Evangélica também teve momentos melhores.

Na pesquisa do Mire, dos 424 entrevistados 39,39% afirmaram desconhecer os integrantes da bancada. 

Como os evangélicos continuam entre os mais conservadores da sociedade, a queda do prestígio de suas lideranças talvez faça parte de um contexto mais amplo, o da desconfiança generalizada em relação a todos que têm uma atividade política ou assemelhada.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Revista de negócios aponta Malafaia como exemplo a seguir

Revista listou "oito lições empresariais" do pastor

A versão em app da Exame, revista de negócios e economia, publicou uma reportagem apresentando o pastor Silas Malafaia como um exemplo a ser seguido por empresários.

A revista, que chama o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de “CEO da fé”, informou que Malafaia tem plano de abrir mil novos templos nos próximos anos em todo o país, dando prioridade ao Estado de São Paulo.

O primeiro desses templos acaba de ser aberto na cidade de São Paulo, onde Malafaia ainda não tinha nenhuma representação. Trata-se de um local para acomodar milhares de fiéis.

A revista informa que a Vitória em Cristo tem 120 templos em seis Estados e 1.200 funcionários, incluindo pastores, engenheiros e pessoal de administração. 

Os pastores de Malafaia ganham por mês até R$ 22 mil, além de benefícios.

A revista listou “oito lições empresariais” do pastor Malafaia, conforme segue.

1 — Modernize-se sem abandonar as tradições

2 — Seja sempre mais ambicioso

3 — Saiba esperar as oportunidades

4 — Conheça e cuide de seus comandados

5 — Diferencie-se pela qualidade

6 — Não fale em dinheiro

7 — Deixe claro que é o cargo que precisa de você, e não o contrário

8 — Cause impacto

Pelo menos na versão da reportagem publicada na web, a revista não mencionou dois fatores que explicam em grande parte o sucesso dos negócios de Malafaia e que são privilégios das igrejas: isenção de impostos e obtenção de recursos a um custo baixo, o dízimo.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Vereador evangélico propõe confinar gays em uma ilha

Nogueira sugere confinamento
 de homossexuais por 50 anos
O vereador Sérgio Nogueira (foto), de Dourados (MS), defendeu nesta segunda-feira (15) no plenário da Câmara Municipal a confinação dos homossexuais em uma ilha por 50 anos. Ele é também pastor da Igreja Batista e organizador de encontros de lideranças evangélicas.

"Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal”, disse o vereador do PSB, de acordo com a rádio 94FM Dourados.

“Bota as pessoas que assim pensam [os homossexuais] numa ilha por 50 anos e depois volta para ver; não vai ter mais ninguém.”

Nogueira ficou indignado com o convite para que comparecesse a palestras contra a homofobia organizadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

"Perguntaria para qualquer vereador que, podendo ser adotado, optaria por uma família de homossexuais”, afirmou, acrescentando não ser homofóbico.

“Quero colocar a população para refletir”, afirmou. “Isso [homossexualidade] é contra os nossos princípios", afirmou. Ele sugeriu a união de forças entre evangélicos e católicos contra “a pratica do homossexualismo condenada nas escrituras sagradas”.

Dourados tem mais de 210 mil habitantes e fica a 235 km de Campo Grande, a capital do Estado.

O vereador criticou o governo federal por estar tentando desconstruir o “padrão normal” de família. “Isso vem rasgar nossa Constituição ao meio, dizer que família é qualquer coisa”, disse.


Fonte: Blog do Paulo Lopes

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Evangélicos dão largada à campanha "Sou Cristão, Voto Flávio Dino"


Lideranças evangélicas de diversas denominações estiveram na noite desta quinta-feira (21/08) com o candidato da Coligação Todos pelo Maranhão, Flávio Dino, para confirmar empenho no projeto de transformação social do Estado. Abraçando a candidatura de Flávio Dino eles lançaram também a campanha “Sou Cristão, Voto Flávio Dino”.
Lideranças da Assembleia de Deus, da Pentecostal, da Batista, da Cristã-Evangélica, da Presbiteriana, da Casa do Senhor e da Cristo para Todos confirmaram que confiam no projeto de desenvolvimento social do Estado apresentado por Flávio Dino nas 65 propostas de seu Programa de Governo.
Foram 120 lideranças evangélicas de diversas denominações com o mesmo propósito: abraçar o projeto de desenvolvimento econômico e social liderado por Flávio Dino.
 
A implantação de políticas públicas de qualidade esteve entre as reivindicações prioritárias das lideranças evangélicas.  Depois de ouvir as lideranças, Flávio Dino falou de sua identificação com as causas sociais e do seu empenho para transformar os índices sociais do Maranhão: “A fé é o que autenticamente transforma, o que nos faz acreditar que uma vida melhor é possível”.
Para os evangélicos, a campanha “Sou Cristão, Voto Flávio Dino” indica a luta das lideranças religiosas por um Maranhão melhor. Flávio Dino agradeceu as demonstrações de apoio e se comprometeu a honrar a confiança de cada maranhense que sonha com um futuro melhor.
“Divido com vocês a minha história de vida. Sou Ficha Limpa, tenho uma trajetória honrada e ofereço a vocês essa vida e a dedicação para servir ao Maranhão. Defendemos sobretudo um Maranhão com justiça social”, disse ele.
Presente no ato, Roberto Rocha  garantiu que também vai lutar para transformar a vida das famílias maranhenses.  Ele lembrou que Flávio Dino representa a possibilidade de “se fazer o bem na política”.
Marcaram presença no ato os candidatos a deputado estadual Vieira Lima, Batista Matos, Josélio Aguiar e Neto Evangelista.  Eliziane Gama e Lúcia Marinho, que disputam uma vaga na Câmara Federal, também estiveram no evento.
Apoio à reabilitação
Durante o ato, Flávio reafirmou o compromisso com a proposta de criação da Rede de Solidariedade, que consiste no apoio a recuperação dos dependentes químicos, com a ajuda das igrejas.
Flávio Dino lembrou que quando deputado federal apoiou o projeto da fazenda Boa Esperança,  que faz um trabalho fundamental na recuperação dos dependentes químicos. “Apoiei esse projeto como deputado e como governador me dedicarei novamente a esta causa”.
Fonte: Assessoria de Comunicação