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terça-feira, 15 de julho de 2014

A oligarquia fede, a oligarquia quer ficar mais rica...

 
A oligarquia Sarney no meu entender deveria “sair à francesa” ou recuasse da luta pela permanência no poder e tentar no futuro acumular forças [se é que terão condições ainda, espero que não] para retornar.
Porém, estamos vendo um grande desespero e descaramento de um grupo que não quer largar de jeito nenhum o "osso" já bastante ruído, pelo descaso, enriquecimento ilícito, jogo de mentiras, deboche contra o povo e incompetência administrativa.

Agora, em mais uma tentativa de permanência em administrar o cofre público do governo estadual, a oligarquia comandada pela família Sarney, lançou um cidadão cuja sua vida em solo maranhense, apenas viveu em berço esplendido, vida de playboy, Edinho Lobão. 


Como político legislador, sempre ficou na rabeira do pai [na disputa ao senado, sempre o colocou como 1º suplente], o ex-governador Lobão, hoje Ministro de Minas e Energia que sempre o prestigiou com elogios de bom filho.

Durante o mandato na suplência de senador da república, Edinho Lobão nunca largou sua ambição de ganhar muito dinheiro, característica primordial de todo playboy. Dono da Emissora Difusora, o candidato a governador, esteve sempre envolvido em vários tipos de problemas, podemos citar alguns:

- Detentor de um aeroporto clandestino em Paço do Lumiar, na Chácara Flamboyant, onde ocorreu a morte de um dos seus empregados, um mecânico e caseiro que foi atingido pela hélice do helicóptero de prefixo PTX-CN. Caso esse que ficou a cargo do Ministério da Aeronáutica tomar providências, veja matéria do blog de Luís Cardoso;

- Foi envolvido seriamente em acidente sofrido em 2011, onde circulava no seu carro para o seu “aeroporto particular”, na estrada de Paço do Lumiar e colidiu com uma pick-up. 
 
- Edinho Lobão foi condenado em 2010 a um ano e quatro meses de prisão por operações ilegais na TV Difusora, empresa de sua propriedade. Sentença não cumprida;

- Edinho possui forte ligação com um empresário-parente que está sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP/MA). Esse empresário-parente de Edinho é suspeito de integrar um “consórcio”, que mandou executar o jornalista.


E agora recentemente, foi descoberto que o candidato da oligarquia governo no Maranhão possui um prédio na Avenida São Luís Rei de França, alugado ao governo de Roseana por 30.000 reais [o negócio dele é trinta] para funcionar uma clínica de atendimento de pessoas com câncer. O valor global do contrato é de R$ 360 mil, parcelado em 12 meses. Destas, já foram pagas 04 parcelas, totalizando o valor de R$ 120 mil, segundo o Portal da Transparência do Governo do Estado. O contrato foi assinado pelo secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado de Roseana.
 
Numa atitude para lá de truculenta, impede que uma comissão de parlamentares fizesse vistoria no local para comprovar se realmente esse prédio de Edinho funcionava uma clínica contra o câncer.
 
Como estamos vendo amig@s, à candidatura da oligarquia é um produto autentico e de pura raça de uma família [ou grupos] que sempre desrespeitaram e desdenharam de gerações de maranhenses que sobre a sua batuta, sofreram muitas injustiças e desmandos de quem só pensa em ficar rico e menosprezar quem quer dar um basta nessa situação.

O maranhense nesse ano vai se preparar e evitará que esses “ilustres” não consigam mais humilhar mais ninguém.
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Maranhão não sai da UTI

 
A comandita da oligarquia

Tragédia pouca é bobagem nesse país de desastres intermináveis – e em vários setores. Não bastasse a crueldade da morte por queimaduras da pequena Ana Clara, aos 6, a mãe, Juliane Carvalho, segue internada em quadro grave num hospital de Brasília sem saber da morte da filha. O avô da menina morreu de infarto ao ser avisado. 

Por Leandro Mazzini*


E a governadora Roseana Sarney acha que tudo acontece porque o Maranhão está mais rico – controlado pela família há 48 anos, e por ela em quarto mandato intercalado. Evidentemente, para poucos – ela e seus aliados. Quem não é da prole ou amigo, que se vire. O pai, o experiente senador José Sarney, queimou a língua numa atitude de amador: ‘Aqui no Maranhão, nós conseguimos que a violência não saísse dos presídios para a rua’, disse na véspera de Natal em entrevista à sua rádio, em São Luís. Depois do cheiro de pólvora na esquina, desapareceu como mágica. Ex-governador do Maranhão, hoje é senador do Amapá, não tem nada a ver com isso, claro, claro.

Provavelmente o Maranhão está mais rico pelo fato de, no dia 19 de Dezembro, o secretário de Saúde, Ricardo Murad, fretar um jatinho-UTI para transportar o cunhado Alexandre Trovão para um hospital particular de São Paulo. Murad é marido de Roseana, Trovão é presidente da Câmara de Coroatá (MA), e a conta de R$ 83,7 mil saiu do cofre público – mais R$ 20 mil apenas pagariam um leito de UTI Neonatal, tão em falta em dezenas de hospitais.

Em abril de 2012, o senador José Sarney e o ministro do Turismo, Gastão Vieira, aliados e maranhenses, voaram para o Sírio Libanês em SP quando sentiram fisgadas no coração. Ali ficaram internados, após cirurgias que lhes salvaram a vida. Já o senhor Pedro Nogueira não teve a mesma sorte. Na véspera da cirurgia de Sarney no Sírio, o lavrador Seu Pedro teve um infarto. Ele estava a 2.930 km da capital paulista. Após horas de espera para desobstruir a coronária, sucumbiu na emergência do hospital municipal da cidade de Central do Maranhão, que fica na Av. Roseana Sarney, s/n.

Foi no Sírio que a governadora Roseana fez algumas de suas cirurgias. Já o Albert Einstein acolheu o senador maranhense aliado dos Sarney Lobão Filho (PMDB-MA) quando acidentado, mesmo hospital onde o pai, ministro Edison Lobão, faz seus exames periódicos.
E justo agora, em meio a esse cotidiano incendiário de São Luís, por força de contrato o Governo do Maranhão terá de fazer nova licitação de agência de comunicação para cuidar da imagem do Estado – e de quebra, de Roseana, pré-candidata ao Senado. Fato é que, antes de a bomba estourar no Maranhão, os Sarney já estavam preocupados com a imagem da família na política nacional.

A licitação, com desculpa de assessorar o Palácio dos Leões, se não for adiada, deve ocorrer até a primeira semana de fevereiro. O contrato envolve clippagem dos grandes jornais e de TV, e pesquisas quantitativas e qualitativas sobre a gestão de Roseana. Um serviço similar não é cobrado por menos de R$ 2 milhões por grandes agências. Enquanto isso as ruas pegam fogo, porque o Maranhão está mais rico.

*Leandro Mazzini é jornalista, colunista do Jornal Correio do Brasil


Fotos postadas pelo blog.