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quarta-feira, 16 de março de 2016

Pobres desconfiam de protesto dos ricos


Por Eduardo Guimarães

Entre os anos 2002 e 2014, a maioria “precisada” de brasileiros contrariou a doutrina Tim Maia, que, em toda sua simplicidade, contém um dos pensamentos mais desalentadores, porém mais verdadeiros do século XX: “Este país não pode dar certo. Aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”.

A maioria pobre parou de votar na direita no período supracitado. E se deu bem. A renda do trabalhador disparou, o desempregou despencou, casa própria, carro e curso superior ficaram ao alcance de todos…

Rico também ganhou, mas não tanto quanto ganhava antes. E o que é pior, para a elite branca: parou de ganhar sozinha. E rico, como se sabe, não gosta de dividir espaços com pobres. Daí o ódio da classe média alta a Lula, a Dilma e ao PT.

Tudo isso durou entre 2003 e 2014. No ano passado, pela primeira vez após treze anos, a situação se inverteu. A renda e o nível de emprego caíram. A vida parou de melhorar.

A massa nunca foi e nunca será justa. Não adianta dizer a ela que ganhou durante 12 anos e perdeu em apenas um. Este Blog sempre avisou que no dia em que houvesse algum problema na economia estando um petista no poder, ele estaria frito.

Foi fácil para a direita midiática derrubar a imagem de Dilma – e, conseguentemente, de Lula e do PT – por conta de uma crise que só persiste porque a economia foi sabotada pela Lava Jato e pela crise política decorrente.

Contudo, apesar de a situação ter piorado para praticamente todo mundo, os mais vulneráveis ficaram longe dos protestos do último domingo. Segundo o instituto Datafolha, foi só a elite branca que se animou a ir à rua protestar.

Apesar do crescimento do tamanho do protesto na avenida Paulista (o ato que conferiu “êxito” ao dia de manifestações pelo país), o perfil dos manifestantes se manteve elitizado. Os dados são de pesquisa doDatafolha feita por meio de 2.262 entrevistas durante o ato.

A exemplo das outras grandes manifestações contra Dilma ao longo do ano passado, os manifestantes de domingo tinham renda e escolaridade muito superiores à média da população brasileira.

Nesta terça feira, reportagem da rede de televisão pública Deutche Welle (Onda Alemã), uma espécie de BBC da Alemanha, confirma consultas que muitos leitores relatam, em emails e em outras formas de contato privado, que fizeram com pessoas humildes que não participaram das manifestações, mas que trabalham nos locais onde tais manifestações ocorreram.

Aliás, um tipo de consulta que este blogueiro também fez com esse tipo de pessoa.

A matéria da DW revela e confirma o que muitos já devem ter notado, que o povão mesmo não compareceu a esses protestos porque ficou desconfiado deles, apesar de a insatisfação com Dilma ser grande em todos os estratos sociais.

Nesse aspecto, vale a pena reproduzir e analisar o que revelou a matéria da empresa de comunicação alemã.

Segundo a DW, moradores da comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, não escondem a decepção com governo e medo da atual crise, mas ainda são pouquíssimos os que viram motivo para descer e se juntar às manifestações contra Dilma que aconteceu a metros de suas casas.

A matéria revela que a crise política divide a comunidade de cerca de 20 mil pessoas na zona sul do Rio de Janeiro. Nos bares da comunidade, frequentadores acompanhavam pela TV as últimas notícias sobre os protestos na região. E ainda que o assunto seja recorrente nas rodas de conversa em escadarias e vielas, poucos viram motivo para descer e se juntar aos manifestantes.

Entre as razões para os pobres não se jantarem às “madames” e “doutores” enfurecidos com petistas, a crença de que a corrupção é maior do que o Partido dos Trabalhadores (PT) e os governos de Dilma e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de uma ponta de ressentimento com o governo federal, relata a DW, gente como a operadora de caixa Maria de Lurdes Silva, de 44 anos, acredita que os problemas do Pavão-Pavãozinho e do Brasil são fruto de uma corrupção que assola o país bem antes da chegada do PT ao poder, em 2002. No domingo, ela preferiu ficar em casa. E garante que a maioria dos vizinhos também. Para ela, as manifestações são “uma burrice sem tamanho”.

Vale notar o que disse essa mulher. Vejam que a análise dela é muito mais sofisticada do que a que faz a massa de endinheirados com curso superior, o que prova que para entender de política não precisa ser rico, basta ser realista e intelectualmente honesto, o que só ocorre com quem conhece a realidade da vida, o que a grande maioria de endinheirados está longe de conhecer.

Maria de Lurdes continua sua explanação:

“Vão tirar a Dilma e colocar quem no lugar? Ela está sendo usada como bode expiatório. Todo mundo rouba no Brasil, e até acho que o Lula tenha roubado também. Quem não? Mas o governo dele melhorou a vida dos pobres. Quando o Fernando Henrique governou, roubou também. O problema foi causado porque o Lula não conseguiu colocar rédeas na roubalheira”

As palavras da operadora de caixa explicam a razão pela qual tentam prender Lula de qualquer jeito. Esse ponto de vista é mortal para a direita e é disseminado entre os pobres. Na hora em que o conjunto da sociedade tiver que fazer uma escolha eleitoral, será pensando assim que a maioria pobre irá decidir.

Só prendendo Lula, então…

Outro tipo de pensamento que ameaça os planos da elite branca de voltar ao poder é o do motorista Carlos Alberto da Silva, de 52 anos. Ele está entre aquele contingente que faz Dilma ir muito mal nas pesquisas, mas esmiuçando a má avaliação que ele faz do governo percebe-se que essas pesquisas não dizem tudo:

“Eu votei na Dilma e estou muito decepcionado, mas ela foi eleita e tem de terminar o trabalho. A vida mudou nos últimos anos para melhor, apesar de eu estar desempregado há seis meses”

Aquela gente que foi protestar na Paulista ou em Copacabana não enxerga a melhora de vida do povão, da imensa massa que foi beneficiada pelos governos do PT porque a elite não melhorou de vida – até porque não precisava melhorar.

Quem tinha seus imóveis e conta gorda no banco só não perdeu. Alguns até ganharam um pouco, mas não admitem. Mas o povão não entra nessa convera. Não vai negar que sua vida melhorou. Por isso, Lula é uma ameaça. As pessoas mais humildes (que são a maioria esmagadora dos brasileiros) sempre vão lembrar de tudo que o PT fez por suas vidas.

Outro personagem que DW trouxe à ribalta mostra um tipo de eleitor que existe, mas nem aparece em pesquisas nem em parte alguma. Trata-se do porteiro Manuel, de 40 anos.

Morador do alto do morro, Manoel trabalha num edifício à beira-mar. Ele estava trabalhando no domingo, mas garante que, mesmo se tivesse tempo, não iria para as ruas porque “só havia ricos protestando”.

Seu ponto de vista é interessantíssimo:

“Eu via no prédio onde trabalho. Todos os ricos foram. E rico não gosta do PT e de pobre. Rico só gosta do trabalho dos pobres. Não podemos confiar em quem defende os ricos. Votei no Lula, na Dilma e, se ele se candidatar em 2018, voto nele de novo. Pelo menos, eles pensam na gente. Dilma foi eleita e tem que ficar. Só não sei se ela vai ter força, esse negócio está muito embaraçado”.

Detalhe: Manoel pediu para não ter o sobrenome revelado. Mas, na urna, pode ter certeza que ele vai se manifestar sem medo, leitor. É esse o pesadelo que assombra aquela massa que foi tomar champanhe na Paulista, servida por mucamas uniformizadas.

Eis um exemplo ainda mais radical daquele que votou no PT em 2002, 2006, 2010 e 2014, mas que, hoje, dá nota ruim para Dilma nas pesquisas. Para Jacinto Pedro da Costa, de 42 anos, protestar não adianta nada. Ele votou no PT nas últimas eleições e, decepcionado, diz que não pretende repetir a escolha.

Nascido e criado no Pavão-Pavãozinho, ele se diz apartidário e promete pesquisar muito bem antes de decidir em quem votar no futuro. Mas, ele acredita ser injusto atribuir somente ao PT os problemas do país. E arrisca: se outros partidos fossem melhores, trabalhariam juntos por uma reforma política.

“Existem empresários ricos que não querem só derrubar a Dilma, mas querem acabar com o PT. Não é justo, mesmo que tenham cometido erros. Por causa do PT consegui abrir minha primeira conta em banco, consegui crédito para comprar as coisas e colocar mais comida dentro de casa.

Jacinto também é porteiro de um dos condomínios de luxo de Copacabana e sabe muito bem porque não se mistura com a elite branca.

Como se vê, as pesquisas sobre a avaliação do governo não dizem tudo. Muita gente que está aborrecida com o governo e avalia mal o governo Dilma quando é pesquisada, nem por isso pretende votar em um Aécio Neves da vida, entre outros reacionários que tentarão ludibriar esse povo em 2018 – ou antes, se conseguirem dar o golpe paraguaio no Brasil.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Frentes se unem para levar 100 mil em marcha a Brasília

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo prometem realizar uma grande mobilização nacional com 100 mil trabalhadores e estudantes em uma Marcha a Brasília no próximo 31 de março. 

Em nota, as frentes – que reúnem centenas de entidades do movimento social – anunciaram que o Dia Nacional de Lutas contará ainda com ações nas principais cidades brasileiras.

Segundo os organizadores, a mobilização unitária conta com cinco eixos de luta: Contra a Reforma da Previdência; Não ao Ajuste Fiscal e cortes nos gastos sociais; Em defesa do Emprego e dos Direitos dos Trabalhadores; Fora Cunha; Contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O conjunto das pautas desta jornada será apresentado nos próximos dias em uma Carta Convocatória. 

Na próxima segunda-feira (22), haverá mais uma plenária nacional da Frente Brasil Popular no colégio Pio XI, na Lapa, em São Paulo-SP.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Renato Rabelo será Presidente-Executivo do Conselho de Desenvolvimento.


Ex-presidente nacional do PCdoB e colunista do 247, Renato Rabelo, foi designado pela presidente Dilma Rousseff para ser o secretário-executivo do Conselhão, que se reúne nesta quinta-feira, 28, pela primeira vez desde 2014; segundo o colunista Lauro Jardim, caberá a Rabelo organizar as reuniões e as comissões temáticas que acontecerão depois de cada um dos encontros

Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Atenção população, saiba ou lembre para discutir quem fez o quê!

A democracia cresceu, hoje cada um vota em sua preferencia, porém há vários eleitores que querem discutir em qualquer lugar sua preferencias sem conhecer os dados reais das benfeitorias dos que já foram ou que representam os(as) que querem ser eleitos(as) presidente ou presidenta em 2018 no nosso Brasil.

Muitos desses eleitores desconhecendo a realidade do nosso país, se torna o sabichão da área e vai falando tudo o que a Globo, Veja, Jovem Pan e outros meios de comunicação que só deixa ele burro e promove a desordem de informações, mentindo sobre os governos de Lula e Dilma em prol de almejar a vitoria em 2018 na turma dos que já foram e deixaram o país na beira do abismo.

A maioria desse eleitores tem idades de 40 a 60 anos, eles esquecem a responsabilidade de passar a verdade para a sua família, seus colegas de trabalho, seus vizinhos, na presença de jovens, ou seja, onde você for como, festas de aniversários, restaurantes, futebol, etc. Temos que lembrar ou conhecer conteúdos que as pessoas que estão em sua volta, possa conhecer a pura verdade dos fatos. 

Eu digo isso é para evitar discussões fortes em lugares não apropriados, vai que aparece nessa roda, pessoas mais esclarecidas sobre aquele tema político. Aí você sem as informações concretas, na intenção de ser o sabichão, acaba zangando e provocando inimizades.

Pois bem, o nosso blog coloca aos amig@s, 50 informações sobre "quem fez o que?", para facilitar os debates onde você for. Veja abaixo e lembre ou aprenda:

Comparando o Brasil de 2002 (Fernando Henrique Cardoso) ao de 2013 (Lula/ Dilma)… segundo a OMS, a ONU, o Banco Mundial, o IBGE, o Unicef etc…

Leiam e tirem as suas próprias conclusões….
1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola:
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas
21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas
26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário
28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas
29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas
30. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches
32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados
33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados
34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza
35. Criação de Universidades Federais:
Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 0
De 1500 até 1994 – 140

37. Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38. Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224

47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)
50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria
FONTES:
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial

Notícias, Informações e Debates sobre o Desenvolvimento do Brasil:http://www.desenvolvimentistas.com.br  

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dilma inaugura uma das obras mais importantes de todos os tempos para o Nordeste


Por Tereza Cruvinel em seu blog em 17/8/2015

Na sexta-feira, dia 21/8, a presidente Dilma Rousseff inaugura, em Cabrobó (PE), a primeira etapa de uma das obras mais importantes da era dos governos petistas, a transposição das águas do Rio São Francisco para o semiárido nordestino. O projeto, iniciado pelo ex-presidente Lula em 2007, será a redenção hídrica de 12 milhões de pessoas que anualmente enfrentam a falta d’água na estiagem, mesmo quando não há seca grave. Com as águas correndo nos canais, Dilma pode começar a recuperar o apoio perdido entre os nordestinos. No domingo, houve protestos em capitais nordestinas, embora bem mais fracos que no eixo Rio-São Paulo-Brasília.

Quando Lula lançou o projeto enfrentou o ceticismo dos opositores afirmando que o projeto era inviável e não sairia do papel. Agora ele começa a virar realidade. As obras sofreram atraso, mas o governo promete concluí-las no ano que vem. A transposição sangrará o São Francisco em apenas 1% do volume de água que é despejado inutilmente no mar. Serão beneficiados os estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, nos quais se concentra o polígono das secas, e um total de 390 municípios onde vivem 12 milhões de habitantes. O custo inicial previsto foi de R$4,5 bilhões.

A transposição das águas acontecerá através de dois grandes eixos, representados por 402km de canais cortados em terreno acidentado, em que muitas vezes foi necessário dinamitar pedreiras e obstáculos. O eixo norte, com 402km, sai de Cabrobó, em Pernambuco, rumo aos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. É em Cabrobó que Dilma estará na sexta-feira. O eixo leste tem 220km de extensão e vai da usina de Itaparica (BA) até o rio Paraíba do Norte, na Paraíba. E ainda haverá um canal de 70km, ligando Cabrobó ao Rio Ipojuca, no agreste pernambucano.

Ao longo dos canais existirão, quando a obra estiver totalmente pronta, 30 represas que guardarão água para períodos de estiagem ou para abastecerem os canais mesmo quando as estações bombeadoras estiverem desligadas, economizando energia. Serão nove estações de bombeamento, três no eixo Norte e seis no eixo Leste, que darão impulso às águas nas regiões de maior aclive.

Apesar dos atrasos, a viabilidade da obra está provada e só os insensíveis do Sul maravilha podem ignorar o sentido que ela tem para o sofrido povo do semiárido. Sentido que pode ser captado pelos gritos de alegria dos peões nordestinos que aparecem no vídeo acima, no momento do primeiro teste em Cabrobó, na semana passada. “Vai jurrar”, grita um deles. Assim mesmo, ele dizjurrar e não jorrar, na variação nordestina da palavra. E as águas vão jorrando, quase alcançando um grupo de peões que são instados a sair do leito do canal. Uma cena emocionante. Veja o vídeo.



Isso feito, o governo federal e os governos estaduais que tratem de revitalizar e proteger o velho Chico, agora que ele matará a sede de mais gente.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Altamiro Borges: Publicidade do governo Dilma alimenta cobras

Por Altamiro Borges
 
Na abertura da primeira reunião ministerial do seu segundo mandato, nesta terça-feira (27), a presidenta Dilma Rousseff criticou as manipulações da mídia e conclamou sua nova equipe a travar o debate de ideias na sociedade.
 
“Nós devemos enfrentar o desconhecimento, a desinformação, sempre e permanentemente. Vou repetir: sempre e permanentemente… Reajam aos boatos. Travem a batalha da comunicação”, afirmou.
 
O discurso até é bonito, aguerrido, mas seus efeitos podem ser frustrantes. Afinal, o governo até hoje não adotou as medidas necessárias para travar a “batalha da comunicação” e para se contrapor à mídia monopolizada e manipuladora.
 
Durante meia hora, a presidenta reeleita abordou vários temas. Ela tentou explicar as medidas econômicas adotadas neste início do seu segundo mandato. Afirmou que elas decorrem da crise internacional, que afetou os preços das commodities e reduziu os investimentos, e também dos problemas internos.
 
Em outro trecho, ela garantiu que o “equilíbrio fiscal” não afetará os avanços sociais dos últimos 12 anos. “Quando for dito que vamos acabar com as conquistas históricas dos trabalhadores, respondam em alto e bom som: ‘Não é verdade!’. Os direitos trabalhistas são intocáveis, e não será o nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los”.
 
O discurso indica uma maior compreensão sobre a urgência da “batalha da comunicação”. O problema é que os instrumentos para esta batalha são limitados.
 
Até recentemente, a própria Dilma Rousseff evitava as polêmicas e o confronto com as falsidades e as meias verdades veiculadas na mídia tradicional. Ela acabou vestindo o figurino de “gerentona” e “tecnocrata”.
 
A presidenta só mudou de atitude, assumindo uma postura de estadista e líder política, na campanha eleitoral do ano passado. Não vacilou, inclusive, em utilizar três minutos do seu último programa eleitoral “gratuito” para criticar a “criminosa” revista Veja.
 
Na sequência, porém, a presidenta “sumiu” e voltou a adotar a tática defensiva.
 
A área de comunicação do governo, que inclui todos os ministérios e os postos chaves de aliados no parlamento, ficou sem dar respostas aos novos ataques da oposição demotucana e da sua mídia. A presidenta foi acusada de “estelionato eleitoral”, de trair seu programa de campanha, de chefe de uma “organização criminosa”, de jogar o país na recessão e de todos os males que afligem a nação – inclusive pela falta de água em São Paulo.
 
A resposta a esta onda devastadora foi tímida – para não dizer inexistente. Agora é conferir se a base de apoio do governo terá mais energia para travar a “batalha da comunicação”.
 
Além disso – e o que é pior –, durante o seu primeiro mandato, Dilma Rousseff manteve intacto o poder destrutivo dos monopólios midiáticos.
 
Ela abortou qualquer projeto de regulação democrática dos meios de comunicação. Preferiu a repetir a platitude do “uso do controle remoto”. Não fez nada para regulamentar os preceitos inscritos na Constituição Federal, que proíbe – entre outras pragas – os monopólios neste setor.
 
Ela arquivou as resoluções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e as propostas elaboradas pela equipe do ex-presidente Lula.
 
Agora, Dilma prega a urgência da “batalha da comunicação”, mas está totalmente desarmada para travar esta batalha estratégica.
 
Nem mesmo as medidas que independem de votação no Congresso Nacional – hoje um campo ainda mais desfavorável, com ampla maioria conservadora – foram implementadas no primeiro mandato.
 
As verbas publicitárias continuaram alimentando cobras, reforçando os monopólios. A experiência da construção de uma tevê pública, a TV Brasil, também foi menosprezada, quase abandonada.
 
Um balanço geral indica que a tal “batalha da comunicação” pode se transformar numa batalha perdida, num mero jogo retórico. Para enfrenta-la de fato, o segundo mandato da presidenta Dilma precisará fortalecer e revitalizar a sua própria área de comunicação.
 
Nenhuma “desinformação” deve ficar sem resposta – inclusive com a utilização legal da rede nacional de rádio e tevê.
 
Mais do que isto, Dilma precisará mostrar que está disposta, de verdade, a enfrentar o poder da ditadura midiática – seja rediscutindo a distribuição das verbas publicitárias, reforçando o sistema público de comunicação e propondo um amplo debate à sociedade sobre a regulação democrática da mídia. A conferir!
 
Fonte: Blog do Miro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Flávio Dino discute investimentos para o Maranhão com a presidenta Dilma Rousseff

O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi recebido na tarde desta quarta-feira (25) no gabinete da Presidência da República pela presidenta Dilma Rousseff. O chefe do Executivo do Maranhão apresentou à presidenta projetos prioritários: Plano de Ação Mais IDH, Programa Escola Digna e propostas sobre rodovias federais que cortam o Estado.
 
Ao lado do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, o governador apresentou os projetos especiais encampados pelo Governo do Maranhão sob a nova gestão. O combate às desigualdades sociais e a elevação dos indicadores socioeconômicos do Maranhão são os pontos de foco para atuação no Estado, apresentados por Flávio Dino à presidenta e ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante.
 
Os programas de combate às desigualdades que estão sendo implementados pelo Governo do Estado foram detalhados por Flávio Dino a Dilma, que solicitou à presidenta parcerias com o Governo Federal para potencializar as ações articuladas pelo Estado.
 
O Plano de Ações Mais IDH consiste em articulações, nos 30 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano, direcionadas a melhorar os indicadores de saúde, educação, renda e longevidade da população.
 
O programa ‘Escola Digna’ que tem por principal meta erradicar as escolas de taipa e barro no interior do Maranhão também foi tratado na audiência. O governador também pleiteou a duplicação das BRs 135 (de São Luís a Miranda do Norte), 236 (de Timon a Caxias) e 010 (interligando Imperatriz a Açailândia).
 
Segundo Flávio Dino, a presidenta demonstrou solidariedade com o Maranhão e se comprometeu a ajudar o Estado via programas federais que tenham maior impacto para a população maranhense, em sintonia com os pleitos apresentados pelo governador.
 
Defesa da Refinaria
 
Outro tema marcante levado pelo Governo do Maranhão foi a defesa da retomada da Refinaria Premium da Petrobras no Maranhão. Os investimentos realizados pelo Governo Federal em Bacabeira, segundo Flávio Dino, devem ser retomados porque o Estado possui pré-condições logísticas e naturais únicas no Brasil.
 
"Entendemos as razões da Petrobras em adiar o projeto, porém temos convicção de que ele será retomado, pois é importante para o Brasil aumentar a capacidade de refino e o Maranhão é o Estado com as melhores condições para receber esse investimento," disse Flávio Dino ao informar que solicitou reunião com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.
 
Fonte: Agencia Secom

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Os desafios políticos e econômicos do segundo mandato de Dilma Rousseff



Limites e possibilidades
Os recentes movimentos da oposição e, juntado a isso o ajuste do capitalismo internacional decorrente da crise cíclica do capital, remete a necessidade de compreender as nuances concretas dos fatos, sob pena de ser atropelado pelo turbilhão de uma direita ainda mais conservadora e inflada como representação parlamentar no congresso nacional, tendo o consórcio midiático oposicionista a seu favor. Este é o nível da batalha ora em curso.
 
Um cenário adverso à continuação do ciclo de desenvolvimento saiu das urnas. O governo Dilma, nesse início de mandato, se depara com os primeiros reflexos da eleição de uma composição congressual de caráter mais conservador e de visão atrasada de país.
 
O conservador Eduardo Cunha foi alçado à presidência da câmara federal. Trata-se da materialização da ameaça sem escaramuças as pautas sociais, bem como o trampolim de ataque a posições do governo ou, ainda, à produção de crises institucionais visando paralisar o Brasil. É uma engrenagem posta em funcionamento e que nos cabe reverter com setores progressistas da sociedade brasileira in toto.
 
A eleição do novo presidente da câmara põe em relevo o que há de mais atrasado na vida política brasileira, o que produzirá grandes dificuldades na urgência de aprovação de projetos necessários ao desenvolvimento do país. Medida como garantia de passagens a esposas de deputados e aprovação de orçamento impositivo em um momento de contenção de gastos públicos pode produzir atritos de concepção entre o executivo e a nova mesa diretora da câmara, presidida por Cunha.
 
A conjuntura internacional também é adversa. As exportações caem à medida que o cenário externo também se complica. Se mantém um câmbio flutuante que não favorece nossa economia, é um mantra da loucura. No campo das finanças públicas, o equilíbrio entre receita e despesas busca ser alcançado. O alavancamento da taxa Selic para 12,25% ao ano cria dificuldade para atividade produtiva e ao mesmo tempo é o referencial de rendimento para o capital rentista proprietário de títulos do governo. A conta disso tudo não deve recair sobre os trabalhadores. Essa história já é conhecida.
 
Em um recente pronunciamento da presidenta, a mesma justifica que seu governo utilizou a exaustão de recurso estatais para garantir o nível de emprego e os programas de distribuição de renda. Isso demonstra que a presidenta está ciente da problemática. O cenário macroeconômico impõe grandes desafios entre fazer ajustes e manter programas sociais e a manutenção do investimento em infraestrutura, em sentido lato.

A luta se trava na economia e na política

A taxa de investimento em relação ao PIB é muito baixa, gira em 17%. Este indicado precisaria ser multiplicado por dois, Para se ter uma ideia de sua importância, a taxa de investimento chinesa é em média 40% do PIB, o que demonstra que estamos patinando ainda nesse quesito. Há outras vozes que apontam no mesmo sentido. Em recente entrevista ao Jornal Valor Econômico (30/01/2015), o sociólogo Glauco Arbix, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), aponta que é necessário dobrar os investimentos do setor público e privado na área de C, T & I (Ciência, Tecnologia e Inovação) como também na P & D (Pesquisa e Desenvolvimento) para provocar positivamente alterações no PIB. Portanto, fica evidente o ajuste fiscal que tem cortado recursos de pastas importantes no executivo deve se manter distante do MCTI. Trata-se de um ministério estratégico, e caso seja atingido, o prejuízo seria grande para projetos estratégicos em curso e naqueles que poderiam sair do papel. Isto traria imenso impacto na perspectiva de desenvolvimento do país.
 
As políticas educacionais em curso e as novas propostas de melhoria da qualidade da educação devem ser levadas a cabo. É necessário ter fluxo contínuo de recurso e prioridade política. O lema “pátria educadora” é muito oportuno, uma vez que a proposição que subsidia mobilidade social. O Ministério da Educação (MEC) dispõe de uma nova fonte de financiamento oriundo do petróleo e deve, com esses recursos alavancar o investimento nesse setor na ordem de 10% do PIB em educação como definido no Plano Nacional de Educação (PNE). A proposição de mudança no sistema de partilha pela oposição e a tentativa de colocar sob suspeição na opinião pública a capacidade da Petrobras de investir na exploração do pré-sal e entregar ao monopólio de emersas estrangeiras é uma ação antinacional e uma agressão ao povo brasileiro. . Isso afeta recursos já vinculado para a educação.
 
É nesse bojo que tem que vigorar o pensamento estratégico e a correta leitura conjuntural político-econômico. Deve-se a afastar qualquer medida que vise produzir um ajuste fiscal desmedido que coloque em xeque conquistas sociais e de renda. O apoio do povo é o último bastião de sustentação política. Ao implementar medidas que venha desacelerar depressivamente o crescimento econômico é uma aposta arriscada. Tem que haver uma carta na manga para fazer essa aposta. O custo social é altíssimo. É preciso virar o jogo.
 
A crise hídrica é outra componente desse processo que tenciona o governo. A falta de planejamento de governos tucanos em São Paulo e Minas colocam na insegurança de abastecimento d’água milhões de brasileiros. A empresa-empresa constrói um cenário em que a culpa de todas as intempéries da natureza e da histórica falta de planejamento de longo prazo recaem sobre os governos Lula e Dilma. É como se o país tivesse 12 anos ao invés de mais de 500. Não há crítica aos governos estaduais dirigidos pela oposição, estes são poupados.
 
A baixa nos reservatórios já afeta a geração de energia hidroelétrica. A construção das usinas de Belo Monte e Jirau foram muito combatidas pelos pseudoambientalistas e pelo consórcio midiático com direito a atores globais em campanhas contra a segurança energética do país. Atualmente, devido à baixa disponibilidade hídrica, as termoelétricas e as termonucleares funcionam a todo vapor, o que repercute no valor da energia. Isso pressiona os preços controlados e tem impacto na inflação.
 
Fica claro que temos que diversificar nossa matriz energética ao máximo, o que requer investimento e não poupança. Garantir recursos ao rentismo em detrimento do investimento em infraestrutura é um beco sem saída. A prioridade é o capital para investimento produtivo, este, sim, deve ser remunerado na proporção que contribui para o crescimento econômico e social.
As políticas de austeridade ao modo europeu devem ser rechaçadas a todo custo, não funcionou lá e nem vai funcionar aqui. Além do mais, esta produz desemprego e empobrecimento da população em favor das prioridades rentistas da banca internacional.
 
Há pressões internas e externas de caráter político. Trata-se de britzkrieg conservadora capitaneada pelo PIG e com que há de mais atrasado na política brasileira. Somado a isso, há interesses geopolíticos inconfessáveis que vem operando, vide o caso da espionagem da presidenta Dilma pela National Security Agency (NSA).
 
O ajuste na economia mundial é a franja mais aguçada da crise cíclica do capitalismo que vem se arrastando desde 2008, o que rebate na economia nacional. O próprio ministro das finanças da China admite que o arrefecimento da sua economia é parte do rearranjo da economia mundial. Não é demais lembrar que todos esses processos devem ser compreendidos pela ótica marxista de análise da realidade concreta.
 
A Operação Lava Jato, a partir de seu uso político pela oposição, pode produzir sérios danos a engenharia pesada do Brasil. Trata-se de empresas especializadas na construção de infraestrutura de grande magnitude. É como se inviabilizasse o funcionamento da Boing nos EUA, para citar um exemplo hipotético. No caso brasileiro, há uma tentativa clara de setores conservadores vassalos do imperialismo de inviabilizar a Petrobrás e todo conjunto de importantes empresas nacionais ligadas a ela direta e indiretamente. Esse é o grau da sordidez da disputa política. Isto não quer dizer abonar responsabilidades de executivos envolvidos em corrupção, mas as empresas por eles dirigidas compõe o patrimônio nacional. O vale tudo conservador é lesa-pátria.

Algumas indicações para a luta

O aprendizado que deve ser tirado rapidamente é que se deve melhorar a articulação política do governo no congresso nacional; dialogar com a sua base de sustentação social de maneira constante; garantir direitos dos trabalhadores, manter a distribuição de renda e evitar que a sanha do ajuste fiscal atinja setores sociais. É fundamental internalizar os ensinamentos da compreensão da realidade concreta e traduzi-la em política.
 
Diante do recrudescimento da ofensiva da direita golpista, é necessário uma reaglutinação de forças consequentes para fazer avançar as pautas sociais. Bandeiras como a regulação econômica da mídia e o financiamento público de campanha podem sucumbir à agenda conservadora se caso não haja pressão popular. O novo presidente da câmara dos deputados tem compromissos com o setor econômicos midiáticos que querem que nada mude, a não ser aquilo que lhes favoreça. A contraofensiva ao conservadorismo tem que ser com a ajuda do povo, com mobilização social.
 
Os tucanos et caterva mantém o discurso golpista de impedimento da presidenta, vide Ives Gandra. Os arautos do discurso privatista de venda do patrimônio nacional recolocam suas cabeças de fora, vide o comentário do ex-ministro da fazenda Mailson da Nóbrega que sugere a venda da Petrobrás. Ou ainda a declaração de Aloysio Nunes, que sugere modifica o modelo de partilha do petróleo. É necessário combater o discurso dessa gente e construir meios na sociedade para isso.
 
É de suma importância a rua, a sociedade mobilizada. Só assim é possível pressionar um congresso nacional à aprovação de pautas progressistas, sob pena de amargarmos retrocessos alcançados no novo ciclo de desenvolvimento iniciado pelo país a partir de 2003. O resultado da eleição da câmara dos deputados, em particular, condensa uma grande preocupação relativa a nível da luta que estar por vir.


Robson S. Camara Silva é Doutor em sociologia e mestre em educação pela Universidade de Brasília-UnB, professor da Escola Nacional João Amazonas e militante do PC do B-DF.
 
Fonte: Reproduzido do Blog do Robson Camara