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terça-feira, 9 de junho de 2015

Investigação indica que Seleção Brasileira de Marin perdeu a copa para Dilma perder as eleições



Por Silas Correa Leite*, no Publikador

Jogadores da seleção brasileira, perderam de propósito? Essa é uma sondagem que não quer calar. Depois do Ronaldo na Copa da França, não era para suspeitar? Tudo é possível> Felipão, rebaixadão no Palmeiras, ganhando salário de marajá e uma merreca competência de tostões, foi posto pra fora do Verdão/Verdinho e levou alta grana a titulo de indenização. Pode isso? E mesmo quando foi campeão merreca no Palmeiras com um timeco de futebolzinho chinfrim dirigido por ele, na Copa do Brasil, cujo bancador era o KIA/a KIA, e a final foi roubada, nos dois jogos com o Palmeiras suspeitamente beneficiado pela ridícula arbitragem, ferrando o Coritiba, e, salve salve geral, quem bancou a tal copa e também a patrocinou, era a mesma trupe que bancava o Palmeiras e o Coritiba, tudo da mesma empresa. Dá para acreditar? Compreendeu ou quer que eu desenhe com 50 tons de cinza sem escrúpulos? E o chamado Esquema Parlamat? Pois é.

Depois, não ia ter copa. Teve. Os aeroportos iriam dar vexame. Foram competentes, elogiados até por europeus. O país seria um fiasco. Não foi. O povo deu um show. E a Copa mesmo? Seleção brochou de propósito ou abortou um projeto? Mano Menezes, técnico campeão pelo Corinthians, na seleção, foi renovando o time, melhorando, fazendo experimentações com novos nomes, grandes descobertas, foi campeão e, pasmem, foi DEMITIDO depois de campeão limpo… A imprensa internacional destacou a volta do ‘Futebol Arte’ da Seleção Brasileira. Porque era amigo do Lula, do Corinthians, honesto, competente, transparente, não servia e não prestava para os esquemas da seleção. Levaram quem, o Tite? Um técnico campeão? Um expert, um novo campeão? Não, o rebaixadão Felipão, estranho, não é? Renovação de um antiquado em mais do mesmo? Suspeito, tiraram um campeão e levaram um derrotadão? Tirem suas conclusões. Façam suas apostas no cassino das impurezas e calhordices de meios. A turma do Marin no eixo… Dias após conquistar o Superclássico das Américas, seu segundo título no comando da Seleção, Mano Menezes foi demitido pela Confederação Brasileira de Futebol, após reunião entre o presidente da entidade José Maria Marin e o vice-presidente Marco Polo Del Nero. A demissão do treinador, dada após bons resultados em amistosos (cinco vitórias e um empate entre setembro e novembro) e o título do Superclássico contra a Argentina, gerou grande polêmica na mídia esportiva geral, até estrangeira, com muitos jornalistas afirmando ser esta uma decisão muito mais política do que propriamente técnica. Tá na fita. Tá na cara. Demitir um ganhador e contratar um perdedor em decadência?

Pois bem, Copa do mundo. Em época de eleição. Dilma que foi torturada, teve câncer, ganhou a primeira no fulcro do show do Lula com 85% de aprovação ao final de duas brilhantes gestões, na campanha foi atacada por coxinhas, levianos, galinhas verdes, traficantes, corruptos, ladrões, e uma grande máfia, e uma quadrilha bancada em Sampa, samparaguai, o estado máfia, com o seu pior candidato a presidente da república, um mineiro chinfrim e belzeboy que perdeu duas vezes em sua própria terra, em seu próprio estado, e amigo (do alheio) de um dono de um helicóptero cheio de pó (do narcocontrabando) que acabou em nada, um lado podre e amoral da PF deu tudo por perfeito e acabado, no aeroporto da família do candidato mesmo, e por fim a nave criminosa não era de ninguém, nem as toneladas de drogas… Todos inocentes – da elite. Acredite, se quiser.

Pois bem, se a Seleção brasileira ganhasse, já pensou, a Dilma vai na valsa e também ganha, dá um couro, o Lula volta. A seleção perdeu por jogar mal ou não jogar nada? Perdeu por lutar arduamente ou por entregar a partida de forma altamente suspeita. O Felipão (fala muito) tomando de 7 e nem uma cara de surpresa, medo, vergonha ou achando ruim… Na boa. Parecia treino de casado contra solteiros. E o rastaquera do Felipão que fala demais, grita, quebra barracos, tomando de sete, e zen… Zen coxinha-daslu? Tá na cara? Pensem vocês. Os jogadores travados, errando passe de meio metro, pipocando? Estranho? Nesse angu tem caroço. Mas, como? Se o Brasil não ganhar a Copa, a Dilma Perde. Pois é.

O povo tem lucidez que a própria mórbida inteligência da impune tucanalha e seus eleitores-asseclas desconhece? Corruptos e ladrões de SP foram presos na Inglaterra, França, Suíça. No Brasil, e em SP, livres. Elite. A justiça da Europa é petralha? E o MP de SP, omisso ou conivente… Justiça chapa branca? Yeda Cruz no sul, processada, Beto Richa no Pr, processado, Cesar Maia no RJ, processado, Aécio Neves em MG, processado (corre em segredo de justiça; e tudo parado…). E em SP, o estado mais corrupto do Brasil, Maluf, Pitta, Quércia, Fleury, FHC, Serra, Pinóquio de chuchu – mais de 70 CPIs abortadas na assembleia legislativa de SP – todos livres da silva, e agora, na Suíça, Marin também preso. Outro? Aqui em SP, o estado máfia, corrupção institucionalizada em todos os níveis – o crime organizado impune quase 20 anos no local do crime – impunidade generalizada em todos os níveis, antros e palácios. Presidente da Assembleia Legislativa tucano condenado com 33 processos não pode ser preso por causa da idade. Presidente do TCE julgando os outros com sua própria ficha podre, mais crimes no Rodoanel, Aslom/Metro, Carandiru, Pinheirinho, CDHU, e eles só são pegos no exterior? Mais de 70 CPIs abortadas pelo PSDB na Assembleia Legislativa de SP… Se fosse governo do PT…

Atestado de falência de nossa justiça tendenciosa, parcial, decrépita, incompetente, senil e corrupta. Juiz Lalau solto em SP. Peças de autos de processos no livro sobre privatizações-roubos tucanas, e FHC (que comprou a reeleição) solto, livre e, ególatra e arrogante, destilando veneno sem simancol, com falta de moral historial. Juízes e desembargadores corruptos apenados com aposentadoria compulsória, salários de marajás. Já pensou? Marin preso na Suíça. Alguns jornais noticiando a farra do boi que envolve corrupção pesada na seleção brasileira, bancada por mafiosos agiotas e nativos emplumados, e tudo ficou por isso mesmo, e de uma hora pra outra finalmente pegaram o Marin, um Coxinha paulista, furtador de medalhas, tachado de torturador na época da ditadura da canalha de 64 (bancada por corruptos paulistas), sampaulino, da elite paneleira, e a dúvida que ainda nos assombra agora, mais do que nunca: a seleção brasileira do Felipão entregou o jogo, para ferrar a Dilma nas eleições, e agora deram com os burros nágua? A pior oposição da história da republica, oposição de corruptos e ladrões, torcendo contra o Brasil, mídia amoral também no esquema, Rede Globo logo aparece na panela, o Mensalão Tucano prescrevendo, e a já quase certeza nos assusta: a nossa seleção perdeu para ferrar um lado politico e agradar a um lado que tem o Marin et caterva.

O tempo provará, quando mais corruptos tucanos do futebol ou não, forem pegos na Inglaterra, França, Suíça, Paraguai. E aqui o nosso STF deixa os tucanos pra lá, como a justiça de SP, e com isso a justiça internacional passa uma lição ao nosso país, que também precisa de uma justiça limpa, não ordinária. Reforma da justiça já! Eu sou do tempo em que um juiz ganhava igual a um professor. E professor em SP durante vinte anos é tratado como cachorro pelo PSDB. Sou do tempo em que jogador vestia a camisa. Aqui, a seleção entregou o ouro, copa em casa. Não ia ter copa? Não tiveram foi brios, vergonha na cara. Não tem é justiça.

*Silas Correa Leite – Ciberpoeta e blogueiro premiado, Conselheiro em Direitos Humanos, Jornalista, autor de GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Romance, Editora Clube de Autores

Fonte: MPortal

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Oposição agora finge que Lula e Dilma não contribuíram para sucesso da Copa

 
 
Por Paulo Moreira Leite
 
Depois de culpar Lula-Dilma por todos anunciados fiascos da Copa, a oposição diz que brasileiros anônimos garantiram o sucesso. Pode?
 
É bom reconhecer que há poucas coisas perfeitas na vida. Uma delas é  abraçar as crias depois de uma longa ausência. Outra, é almoçar na casa da mãe. Ou desfrutar da companhia de amigos verdadeiros.
 
Após estas considerações, cabe analisar os números finais da Copa do Mundo.
 
Leia a opinião de  2209 visitantes estrangeiros ouvidos pelo DataFolha:
 
92% dos visitantes elogiaram o conforto e a segurança.
 
76% aprovaram o transporte até os estádios.
 
95% disseram que a recepção foi boa ou ótima.
 
83% elogiaram a organização.
 
Mesmo lembrando que a Copa não foi um evento sem problemas, há outras notícias boas.
 
Alvo de muitos fantasmas usados para atemorizar visitantes, o  Rio de Janeiro recebeu 900 000 turistas contra 90 000 previstos. Eles deixaram 4 bilhões de reais na cidade, contra 1 bi de previsão.
 
Obrigados a encontrar um discurso para enfrentar uma situação inesperada, nossos profetas do pessimismo completaram um ano de atividade ininterrupta, desde os protestos de junho de 2013,  com sorrisos amarelos.
 
Passada a fase da autocrítica, é preciso explicar o que aconteceu, o por quê.
 
Na falta de explicação melhor, a moda agora é dizer que o sucesso da Copa se deve aos “brasileiros.” Assim, no genérico. Os 200 milhões de brasileiros garantiram a Copa das Copas porque são simpáticos e acolhedores.
 
Descobrimos essas virtudes anteontem?
 
Vamos combinar: a finalidade desse discurso é fingir que não havia oposição a Copa, movimento que se expressou num esforço permanente para impedir os jogos e criar um ambiente de desordem, sufoco e desmoralização Apelos ao boicote eram ouvidos nos melhores jantares, nas melhores famílias.  Inclusive em inglês com legendas.
 
A Copa ocorreu contra a vontade dessas pessoas. Foi fruto do  esforço da grande maioria da população, que não só queria assistir aos jogos e participar de um evento que marca a cultura de nossa época.  Estava decidida, acima de tudo, a defender imagem de seu país.
 
Foram os adversários da Copa que transformaram o Mundial numa luta política – e perderam.
 
Como predadores sem escrúpulo, que mudam de pele conforme a paisagem, em determinadas situações a  Copa era combatida com argumentos à direita. Em outros lugares, à esquerda. O importante é que não ocorresse. Se ocorresse, teria de ser um fiasco.
 
Não duvide: para boa parte dessas pessoas, o desempenho fraco da Seleção nos gramados serviu de consolo – e não de tristeza. Elas não suportariam uma boa atuação. Temiam uma classificação melhor – a tal ponto que não perdiam uma oportunidade para dizer que os juízes beneficiavam o Brasil, esquecendo das inúmeras vezes em que nosso time foi prejudicado.
 
Se Aécio Neves não tivesse deixado tantas demonstrações escritas de seu apoio a Felipe Scolari, o esforço para transformar Dilma Rousseff em assistente técnica da derrota teria sido ainda mais descarado.
 
Uma copa elogiada, por baixo, por mais de 80% dos visitantes estrangeiros, não é um carnaval que cai do céu, nem um réveillon na avenida Paulista. Envolve uma ação articulada em 12 cidades e dezenas de obras de infraestrutura que, sabe-se hoje, estavam muito mais avançadas do que se anunciou – mais uma vez, para tentar afastar a população da Copa, criar desânimo e desconfiança.
 
O elogio aos “brasileiros,”  neste genérico, também é uma tentativa bisonha de encobrir o papel do Estado brasileiro neste sucesso. Governantes e prefeitos que assumiram suas responsabilidades, muitos deles filiados à oposição, foram sacrificados na hora do reconhecimento.
 
E aí está a imagem retocada da imagem que fica para a história.
 
Depois de culpar antecipadamente Lula-Dilma por um fiasco que anunciavam como inevitável, tenta-se fingir que eles não deram a menor contribuição para os aplausos da plateia. Pode?
 
Fonte: Viomundo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Brasil venceu fora de campo. Que venha 2016!

 
Foram 31 dias de festa no país. O Brasil viveu a Copa do Mundo da melhor maneira possível, angariando todos os dividendos possíveis com o Mundial, que foi um sucesso inegável. Se para a Seleção Brasileira, a semifinal foi o passo derradeiro, com uma derrota fragorosa para a agora tetra campeã Alemanha, fora dos campos, a correta organização da Copa foi notícia em todo o mundo. Confirmou-se na prática o que a presidente Dilma Rousseff (PT) previu em discursos. Sem dúvidas, foi a Copa das Copas. 
 
Um dos saldos da Copa é o valor de R$ 142 milhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo era espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços. Mais de 3,6 milhões de pessoas circularam pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.
 
A competição atraiu cerca de 700 mil visitantes estrangeiros. Os gargalos que se anunciavam como intransponíveis, especialmente nos aeroportos, não ocorreram. Os jogos se deram de maneira pacífica. Os poucos protestos foram esvaziados. A repercussão na mídia internacional à receptividade oferecida pelos brasileiros aos visitantes foi em tudo positiva para o Brasil. Mais de 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo assistiram às partidas. Numa enquete com mais de mil jornalistas estrangeiros, a Copa foi considerada a melhor de todas as já realizadas em termos de organização, empolgação e resultados esportivos.
 
Em termos de segurança, correu praticamente à perfeição. Torcedores violentos ou foram impedidos de entrar no País já em seus países de origem ou foram presos aqui. Numa operação elogiada pela famosa polícia inglesa Scotland Yard, a polícia civil do Rio de Janeiro prendeu uma quadrilha internacional de vendas de ingressos VIP que abalou a estrutura da Fifa. Os jogos, sem exceção, não registraram incidentes.
 
Só para a cidade São Paulo, por exemplo, o retorno financeiro foi superior a R$ 1 bilhão. O número de turistas no período ultrapassou os 500 mil, sendo 200 mil estrangeiros. Esses dados superaram as expectativas criadas antes do início do Mundial, quando os órgãos responsáveis acreditavam que São Paulo receberia cerca de 70 mil turistas de outros países e que a Copa renderia aproximadamente R$ 700 milhões. A ocupação de hotéis teve média de 64%, subindo para 75% na véspera e em dias de jogos.
 
CAPACIDADE DE SEDIAR GRANDES EVENTOS - Segundo o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “a Copa do Mundo confirma o Brasil como local com condições de organizar e sediar grandes eventos internacionais, com democracia e participação social”.  Para Carvalho, o ganho de imagem e estímulo ao turismo são resultados positivos da realização da Copa do Mundo. Segundo o ministro, ao decidir sediar a Copa, o Brasil tinha ambição de mostrar ao mundo um modelo de desenvolvimento com distribuição de renda, que tem uma cultura de paz e uma política econômica que permite que o país cresça de forma consistente, principalmente a renda dos trabalhadores, e uma democracia que se desenvolve para efetiva participação da sociedade. 
 
Diante do sucesso da Copa, até o o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, mudou o tom e elogiou o sucesso da Copa. “Pudemos constatar que os preparativos já avançaram bastante, após minha visita à presidenta [Dilma] Rousseff, poucos meses atrás, e agradecemos o nítido compromisso da presidente com o sucesso dos Jogos, ao dizer que o sucesso deles será uma grande prioridade para seu governo a partir de segunda-feira [14]”, disse.
 
Depois de visitar na última semana as obras no Rio de Janeiro, Thomas Bach classificou a Vila Olímpica de “fantástica”. “Ali será o coração das Olimpíadas, o coração do Brasil, nesses dias de Jogos Olímpicos. O que posso dizer é que a Vila Olímpica está mesmo fantástica, ficamos muito empolgados com essa vila, o espaço que ela oferece, a vista que proporciona, a proximidade com o Parque Olímpico. Lá, como em vários outros [lugares], pudemos constatar grandes avanços”, afirmou.
 
DILMA: OLIMPÍADAS SERÃO COM "MESMA COMPETÊNCIA" - Neste domingo (13), na entrega simbólica da Copa do Mundo para a Rússia, momentos antes da partida final entre Alemanha e Argentina, a presidente Dilma Rousseff destacou o Brasil pela organização do Mundial 2014 e enalteceu a hospitalidade do povo brasileiro com todos que vieram ao país.
 
"Estou certa que todos os que vieram ao Brasil – delegações, seleções, turistas – levarão de volta a experiência de ter conhecido um belo país, feito por um povo carinhoso e receptivo, e onde impera a diversidade. Nós, brasileiros, guardaremos a emoção e satisfação de ter realizado um evento muito bem sucedido, uma Copa que só não foi perfeita porque o hexacampeonato não veio", disse.
 
Ela demonstrou muito otimismo com as Olimpíadas, já fazendo convite, em nome de todos os brasileiros, para retornarem ao país para o evento daqui a dois anos. "Nós, brasileiras e brasileiros de todos os cantos deste imenso e adorado País, convidamos todos a voltarem para as Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016, que sediaremos com a mesma competência e hospitalidade dedicadas à Copa do Mundo", afirmou.
 
Fonte: Reproduzido do Brasil 24/7

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Carta a uma seleção derrotada

Por Ruth Manus*
 
Meninos,
 
(sim, meninos, porque quando uma seleção é eliminada na Copa do Mundo, não há mais homens no gramado. Há meninos. Com olhos vazios, sem rumo e sem qualquer indício de vergonha ou de pudor.)
 
Escrevo só para agradecer.
 
Agradecer porque vocês nos fizeram sentir o que há muito tempo não sentíamos.
 
O nervosismo. A voz embargada. Tensão. Alegria. Nó na garganta. Dor de garganta. Explosão. Tristeza. Desilusão. Um turbilhão de sentimentos condensados em 4 semanas.
 
Agradeço porque vocês conseguiram mexer com muitas emoções que andavam paradas. Bandeiras na janela por amor a um país (e não apenas a uma seleção), acima de qualquer outra questão.
 
Porque vocês fizeram mais do que colocar corações para bater mais forte. Vocês colocaram corações absolutamente brasileiros para bater.
 
Agradeço porque a cada jogo que passava, me sentia mais parecida com os desconhecidos na rua. Mais próxima do meu país, da minha gente.
 
Agradeço porque o desfecho traumático não anula a alegria vivida.
 
E por saber que vocês vão ter que encarar aqueles brasileiros de momento, que até ontem tinham orgulho e hoje já acham que “isso é Brasil”.
 
Mas não se preocupem, para nós também é difícil suportá-los. Tamo junto.
 
E o fato é que a tristeza é geral: do campo, do banco de reservas, da arquibancada, do sofá da sala, do banco do bar, da sarjeta.
 
Mas, por favor, entendam, nós não estamos tristes com vocês, estamos tristes JUNTO com vocês.
 
E tanto é assim que posso garantir que milhares de brasileiros queriam poder dar em vocês hoje o abraço que o David Luiz deu no James depois da eliminação da Colômbia.
 
Obrigada, meninos.
 
Obrigada por me lembrarem que eu nunca quis ser europeia. Alemã, holandesa, francesa, belga… Nem que me dessem um belo par de olhos claros.
 
Que o que eu quero sempre é minha camisa amarela, minhas emoções escancaradas, quero o choro embriagado de hoje, esquizofrenicamente orgulhoso de ser quem somos até quando estamos apanhando como apanhamos.
 
Abracem seus pais. Seus filhos. Suas mulheres. Seus amigos.
 
Façam isso por nós, que queríamos abraçá-los talvez até mais do que iríamos querer se ganhássemos a Copa.
 
E continuem sendo assim, brasileiros, acima de tudo.
 
No cabelo enrolado, nas danças no vestiário, nos abraços verdadeiros, nos choros sofridos, na oração sincera e na certeza de que, bem ou mal, a gente segue em frente.
 
7 a 1? Dane-se.
 
Vocês me representam. E não é pela bola que jogam, é pelos caras que são.
 
*Ruth Manus é advogada e professora universitária
 
 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Podem comemorar, o Brasil já é campeão da copa 2014

O brasileiro já deve comemorar por já ser campeão da copa de 2014.

Mas como, ainda falta jogar e ganhar a semifinal e a final?

Em campo onze contra onze ainda não, e sim contra o pessimismo, o antipatriotismo, contra o complexo de vira-lata, os coxinhas e contra toda a torcida da mídia velha, todos esses, representantes de uma classe política que querem voltar a governar o país, que agourou, lutou e divulgou que o evento mundial não ia acontecer e se acontecesse iria ser um fracasso.

Não vai ter copa!

Resultado: Goleada do Brasil tem copa!

Estádios não vão ficar prontos!

Resultado: Goleada do Brasil, melhores estádios do mundo!

Vai acontecer apagão durante a copa!

Resultado: Goleada do Brasil, tudo iluminado!

A violência vai imperar durante a Copa!

Resultado: Goleada do Brasil, tudo seguro!

A seleção não passará das oitavas! 
 
Resultado: Goleada do Brasil, já está na semifinal!

Enfim, várias campanhas dessa turma desabaram desde o início da realização da copa.

O Brasil, através do seu governo, fez gol de placa, deu de goleada, conquistou vitórias jamais vista pela comunidade mundial, a mídia internacional [na sua maioria faziam estardalhaços contra o evento] tiveram que dobrar a língua e admitir a derrota por goleada.

Há ainda resistência de algumas coxinhas vira-latas, brasileiros antipatriotas que estão esperançosos, torcendo contra o Brasil em favor das seleções europeias, Alemanha e Holanda, na intenção de querer desmoralizar o governo central e botar água no chope nas festas das vitórias do Brasil na Copa.

E ainda existem jornalistas ignorantes e idiotas que insistem em querer convencer os leitores a pensarem o contrário, no desejo e na teoria que o “Brasil só vai cair na real se perder a copa”.

Com coerência e firmeza do povo brasileiro, juntamente com o seu governo, o Brasil já é campeão mundial da Copa em 2014 em competência, graças a presidenta Dilma e o nosso ministro dos esporte Aldo Rebelo e agora temos que completar a vitória desse título, ganhando em campo nos próximos jogos.

Vamos nessa Dilma, vamos nessa Aldo, vamos nessa torcedores brasileiros, vamos nessa seleção!!! 
 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Copa encerra 1ª fase com ganhos incontáveis ao País

 
No que se pode contar, sabe-se que Pelé embolsou, como rei do futebol, nada menos que R$ 58 milhões em contratos publicitários em torno da Copa do Mundo no Brasil. Perto do que a Adidas está faturando com o Mundial, porém, é pouco. Com projeção de vender 8 milhões de camisas de seleções de seus 300 jogadores patrocinados, a multi alemão catapultou suas vendas, apenas na América Latina, de 179 milhões de euros para 1,57 bilhão de euros nos últimos meses. O maior faturamento se dá, é claro, no Brasil, onde são recolhidos milhões em impostos. 
 
Nesta terça-feira 24, na Alemanha, o CEO da Adidas, Herbert Hainer, festejou o sucesso comercial da Copa para a empresa. “A presença da marca em campo e em todo o torneio no Brasil, bem como o sucesso da nossa campanha de marketing em mídias sociais em todo o mundo, é uma prova clara de que a Adidas é e continuará a ser a marca líder do futebol”, disse Hainer. "Tivemos enorme retorno, não só entre os nossos melhores jogadores mundiais, mas também entre os fãs de futebol em todo o mundo” , completou o vice-presidente Markus Baumman Ele ressaltou o sucesso de crítica e vendas da bola oficial da Copa. “Muitos jogadores já dizem que a Brazuca é uma das melhores bolas com a qual eles já jogaram.”
 
Entre empresas nacionais, a metalúrgica Tramontina é uma das mais exultantes, também com faturamento aproximando-se da casa do bilhão de reais em razão direta de seu engajamento da Copa. "Patrocinar futebol, clubes e jogadores é sensacional", comemora o empresário Clóvis Tramontina. "Quanto vale para uma marcar estar ao lado do povo neste momento? É incalculável", completa.
 
Igualmente não é fácil projetar os ganhos que o Brasil, enquanto destino de turismo internacional, vai obtendo com o Mundial. Presidente da agência FSB e colunista de 247, o relações públicas Francisco Soares Brandão estimou em 1 milhão e 500 mil minutos a exposição que os jogos da Copa darão ao Brasil na soma dos flashs e programas da mídia eletrônica global. Em seu artigo O Brasil Já Ganhou a Copa, Brandão compara essa geração 'espontânea' como algo equivalente veiculação de milhões de comerciais de 30 segundos durante um mês. "Ao custo inimaginável de trilhões de reais", assinala. Como diz o empresário Tramontina: "Quem sabe?". No todo, o impacto da Copa do Mundo já estimado entre 0,5% e até 1% do Produto Interno Bruto.
 
O ex-jogador inglês David Beckham fez, dentro do Brasil, um circuito off Copa, mergulhando na floresta amazônica para ter contato direto com a natureza e as populações ribeirinhas. Está encantado, com suas imagens disseminadas  pelo mundo. Um dos garotos-propaganda mais caros do planeta, quanto vale ter um astro como Beckham falando sincera e gratuitamente falando bem do País para o mundo? Decididamente, esse resulto é alto, intangível.
 
BASE DA PIRÂMIDE - Na base da pirâmide de negócios, centros de comércio eletroeletrônicos como a rua Santa Efigênia, em São Paulo, aumentaram seu faturamento global em plenos menos 40% e razão da disparada de vendas de televisores e, também, dos pedidos de compra e instalação de antenas e conversores digitais. A Copa, enfim, dá lucro também para anônimos antenistas, que chegam a ter encomendas para 700 instalações neste mês.
 
No setor de hotéis, bares e restaurantes, o que se nas 12 cidades-sede é uma festa generalizada. A ocupação no Rio de Janeiro, o maior cartão postal do País, mantém-se acima dos 80% desde o início do mês e deverá chegar perto dos 100% à medida e que o Mundial afunila – e mesmo com a ida embora de 16 delegações.
 
Americanos, alemães, holandeses, belgas, colombianos, chilenos e, claro, argentinos, para citar as torcidas mais numerosas, continuam por aqui. As cenas de estádios lotados em todos os jogos, quase sem exceções, vai se repetir até a final. A Fifa, com todos os direitos que detém sobre a competição, deve arrecadar nada menos que R$ 10 bilhões – um recorde para todas as competições já organizadas.
 
CHEFES DE ESTADO - Até mesmo na infraestrutura, onde centrava-se o principal da crítica anterior à Copa – agora virada em unanimidade a favor, ao menos até que a Seleção Brasileira permaneça na competição -, o governo pode exibir a ampliação na capacidade dos aeroportos em 70 milhões de passageiros/ano, desafogando uma forte demanda reprimida. Os estádios, como já se sabe, estão sendo elogiados por suas arquiteturas, e tem passado no teste do público, em razão do conforto para assistir, e dos jogadores, pelos ótimos gramados para jogar.
 
Do ponto de vista política, à parte a sucessão presidencial, o ganho outra vez para a Nação chamada Brasil é incomensurável. Daqui, cerca de 19 mil profissionais de mídia têm transmitido notícias ao mundo de um país em festa – com os incidentes normais de percurso, como brigas, não muitas, entre torcedores, uma invasão de campo, roubos de ingressos e atos minoritários de vandalismo. As grandes cidades estão lotadas. Enquanto milhares de torcedores irão embora agora, outros milhares chegarão – todos com uma impressão inicial melhorada do Brasil. Para a partida final, no Maracanã, 22 chefes de Estado já confirmaram presença ao lado da presidente Dilma Rousseff. A seguir, começa uma reunião de cúpula dos Brics. Em mais dois anos, Olimpíadas do Rio de Janeiro. O Brasil, queira-se ou não, está na crista da moda.
 
Fonte: Brasil 24/7

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Jogador Suáres, o "vampiro" da copa foi lacrado na "tumba"

 
A Fifa anunciou há pouco que o jogador uruguaio Luiz Suárez será suspenso de nove jogos oficiais e proibido de exercer qualquer atividade ligada ao futebol durante quatro meses.
 
Com a decisão, o atacante estará fora do próximo confronto do Uruguai pelas oitavas da Copa do Mundo, contra a Colômbia, no sábado.
 
Suarez também foi multado em 100 mil francos suíços (US$ 111 mil).
 
A punição é resultado de um incidente ocorrido no último jogo do Uruguai, contra a Itália, em que o atacante mordeu o ombro do jogador italiano Giorgio Chiellini.
 
Segundo a representante da Fifa, Delia Fisher, o jogador infringiu os artigos 48 e 57 do Código Disciplinar da instituição, referentes a práticas agressivas e comportamento antiesportivo em relação a um outro jogador.
 
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Futebol é coisa de comunista!

(Sócrates comemora gol com sua tradicional
saudação de punho cerrado. Foto: Irmo Celso)
 
Não, não sou eu quem está dizendo isso: é a amalucada direita norte-americana, eterna fonte de inspiração da direita tupiniquim e de risadas para nós. Mais de 20 anos após a queda do muro de Berlim, parece não haver fim para a paranóia anti-comunista nos Estados Unidos, e o futebol não poderia ficar de fora sinal de que o velho e bom socialismo ainda incomoda muita gente, até na maior nação capitalista do planeta.
 
Mas veja se não é hilário. Os direitistas gringos apontam inclusive a razão pela qual o esporte não faz sucesso nos EUA, ao contrário do mundo inteiro: porque soccer é praticamente sinônimo de socialismo! E você que achava que aquela grana toda que ganha o Neymar era puro capitalismo… Sigam o “raciocínio”:
 
 Futebol é um esporte coletivo e todos no time são estimulados a agir como grupo, não como indivíduos. Ahá, típico!
 Futebol é o único esporte que é jogado com os pés em vez das mãos. (Não entendo bem qual a relação com o socialismo, mas OK).
 Futebol é o único esporte com um grande número de torcedores proletários que costumam destruir a propriedade privada quando seus times perdem (o preconceito de classe não poderia faltar, claro).
 Futebol é o único esporte que pode terminar sem vencedores e perdedores. Quer algo mais socialista do que isto?
 Por último: a taça FIFA é igualzinha ao Emmy, e todo mundo sabe que Hollywood é socialista (ahn?).
 
Se você pensa que eu inventei, leia o original aqui. E assista abaixo este vídeo incrível onde um cara diz que futebol é “o caminho para o socialismo” e, inclusive, pecado (trata-se de uma paródia à estupidez da direita). “Futebol é contra Deus. Isso não pode ser chamado esporte. Só porque tem uma bola?” Com Barack Obama no poder, diz essa gente, o futebol ganhará a América, porque o presidente é… socialista. Sei.
 
 
Lamentavelmente, pelo menos para mim, essas histórias não passam de teoria da conspiração. Acredito que a paranoia tenha começado com a histórica partida entre Inglaterra e Hungria em 25 de novembro de 1953, no estádio de Wembley, considerado o jogo capitalistas X comunistas do século. O comunismo, ops, a Hungria ganhou por 6 a 3, com dois gols do lendário Puskas. Meses depois, novamente os húngaros goleariam os ingleses por 7 a 1 em Budapeste. Um baque que o império britânico levaria anos para digerir.
 
 
Mas dizer que o futebol é socialista em si, como faz o conservadorismo norte-americano, é uma bobagem sem tamanho se pensarmos na trajetória das duas Alemanhas, a Ocidental e a Oriental, no esporte. A capitalista sempre se saiu melhor no futebol, até porque os comunistas preferiam investir (tcharã!) em esportes indviduais para você ver como as teorias reaças não resistem a cinco minutos de pesquisa. As diferenças políticas, porém, resultaram em belos duelos em campo também no futebol.
 
Fora da cortina-de-ferro, na verdade sempre houve atletas e treinadores simpatizantes do socialismo no futebol reação natural, eu diria, diante da crescente mercantilização do esporte. Na mesma Inglaterra, o treinador Bill Shankly, que levou o Liverpool da segunda divisão para o tricampeonato nos anos 1970, era um socialista militante. “O socialismo em que eu acredito não é realmente política, é uma maneira de viver. É humanismo. Acho que a única maneira de viver e ter realmente sucesso é pelo esforço coletivo, com todo mundo trabalhando junto, se ajudando e compartilhando a recompensa no final. Assim eu vejo o futebol e assim eu vejo a vida”, dizia Shankly. É ou não é para a reaçada viajar na maionese?

(O treinador do Liverpool Bill Shankly)
O treinador do Liverpool Bill Shankly

Outros nomes célebres do futebol também demonstraram simpatia pelas teses da esquerda. O argentino Diego Maradona, amigo de Fidel e Chávez, tatuou Che Guevara no braço e está comentando a Copa para a venezuelana Telesur. O programa tem o sugestivo nome de De Zurda (de canhota) e Maradona já estreou atacando a cartolagem. “A FIFA leva 4 bilhões de dólares com a Copa. O país campeão fica com 35 milhões de dólares. Está errado isso. A multinacional está acabando com a bola. Você, Blatter, não faz nada e está rico. Não é como Bill Gates, que trabalha. Você não faz nada!” Um craque.
 
Sócrates e sua “democracia corintiana”, nos anos 1980, deram a mais importante contribuição da esquerda ao futebol brasileiro, nos estertores da ditadura militar. Os atletas conseguiram que todas as decisões do clube fossem votadas pelo grupo, em uma espécie de autogestão inédita no futebol. O doutor costumava dizer: “Sou socialista e morrerei socialista”. O punho cerrado na hora de comemorar mais um gol não era por acaso.
 
(João Saldanha, o comunista que treinou a seleção)
(João Saldanha, o comunista que treinou a seleção)

Não poderia esquecer do jornalista João Saldanha, militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) que foi demitido pelo general Emilio Médici do cargo de treinador da seleção que se sagraria tricampeã do mundo no México, em 1970. Autor de Quem Derrubou João Saldanha, o jornalista Carlos Vilarinho sustenta que o técnico, amigo de Carlos Marighella, se transformara em um incômodo para o regime, e por isso foi defenestrado já com o time escalado. Segundo Vilarinho, só Pelé não o apoiou (leia mais aqui). Quem se surpreende?
 
A origem do nome e da camisa vermelha do Sport Club Internacional é controversa: a versão oficial é que se inspirou em um time de São Paulo chamado Internacional. Mas há quem assegure que é uma homenagem à Internacional Socialista, e a escolha do vermelho para a camiseta não seria à toa. Fato é que alguns torcedores do time gaúcho costumam desfraldar no Beira-Rio uma versão da bandeira do Inter com a foice e o martelo.
 
(Bandeira turbinada do Inter)
(Bandeira turbinada do Inter)

A proliferação de torcidas fascistas na Itália (como a do Lazio), fez com que o país se tornasse pródigo em estrelas vermelhas do futebol, naturalmente anti-fascistas. Jogador do Perugia, Paolo Sollier se tornou famoso pelo livro Calci e sputi e colpi di testa, publicado em 1976, onde falava de sua militância na Vanguarda Operária e do futebol, sob um ponto de vista de esquerda. Sua saudação com o punho cerrado lhe rendeu antipatia de torcedores do próprio time.  “Encontrei poucos jogadores para falar de política. Dos grandes daquela época (anos 1970), só Gianni Rivera (do Milan, hoje deputado) mostrou interesse: sua atividade pós-futebol confirma que tinha uma boa cabeça. Dos outros, nenhuma notícia.”

sollier

Cristiano Lucarelli, chamado de “o goleador dos humildes”, também fã de Che Guevara como Maradona, surgiu no Perugia e atuou no Livorno, cidade e time com tradição comunista: lá nasceu o PCI, o Partido Comunista Italiano. Lucarelli, filho de estivador e militante de esquerda, cresceu treinando futebol durante o dia e lendo o Manifesto Comunista à noite. Em 1997, foi banido da seleção italiana sub-21 por mostrar uma camiseta do Che por baixo do uniforme ao comemorar um gol. Em 2003, recusou convites milionários para jogar no Livorno. “Para alguns, um sonho é ser milionário, comprar uma Ferrari, um iate. Para mim o melhor da vida seria jogar em Livorno”, disse. Olé.

(Cristiano Lucarelli com a camisa do Che que lhe custou a convocação para a seleção)
(Cristiano Lucarelli com a camisa do Che que lhe custou a convocação para a seleção)

Recentemente, a animada torcida do pequeno Omonoia, do Chipre, tem se destacado por suas manifestações pró-comunistas. De repente, não mais que de repente, brota uma foice e um martelo nas arquibancadas. Ah, se fosse nos Estados Unidos…


E não podemos esquecer a homenagem que o Madureira fez, no ano passado, a Che Guevara, lançando camisetas do time com a estampa do guerrilheiro argentino. Em 1963, o Madureira foi o primeiro time brasileiro a visitar Cuba, e os jogadores foram recebidos pelo Che em pessoa. A camiseta foi a mais vendida da história do clube, provando que o socialismo é mesmo imbatível em estamparia.

madureira

Para fechar, este depoimento de Dejan Petkovic a Ana Maria Braga. Nascido na Sérvia, ex-Iugoslávia, o jogador radicado no Brasil não esconde suas simpatias políticas. Plim-plim.
 
 
Em resumo: sim, há comunistas no futebol, mas eles são infelizmente exceção e não a regra. Se a teoria dos conservadores abilolados fosse correta, talvez o esporte não tivesse se distanciado tanto da “arte” para se tornar apenas uma mina de ouro, talvez não tivessem feito tantas barbaridades para fazer a Copa no Brasil e talvez os atletas conseguissem concatenar melhor as ideias quando se trata de falar de política. Não é mesmo, Ronaldo?
 
Fonte: Blog Socialista Morena

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os gols da Copa

 
Por Jandira Feghali*
 
“Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”.
 
É este lema da propaganda nazista, ecoado por Goebbels na década de 30, que devemos combater ao enfrentar o diálogo sobre o legado da Copa do Mundo. Mais de mil vezes se repete que os investimentos para o Mundial colidem com os necessários gastos nas áreas sociais. Que esses recursos fazem falta em hospitais ou escolas. Mas, ao analisar o orçamento federal vemos que o argumento não prospera, apesar de ter ganho o status de ‘verdade’. Isso porque os investimentos em infraestrutura não concorrem com os gastos em saúde e educação, todos importantes.
 
Vamos aos dados. Dos R$ 25 bilhões investidos, entre recursos públicos e privados, quase R$ 18 bilhões (72%) foram destinados a obras de infraestrutura e melhoria de serviços, com destaque para transporte, portos, aeroportos, telecomunicações e infraestrutura turística. São recursos carimbados para a infraestrutura em áreas importantes para a população, com Copa ou sem Copa. Ademais, para cada R$ 1 real de investimento público, outros R$ 3,4 vieram do setor privado.
 
É preciso tratar com honestidade o legado do Mundial. Ele não é composto só de aeroportos melhores e mais modernos, ou das obras que favorecem a mobilidade urbana. Passam pelo avanço da internet banda larga, a ampliação da rede de energia e o aperfeiçoamento da segurança. Esse conjunto de aportes geraram empregos em setores como construção civil, indústria de materiais de construção e eletroeletrônicos, além de impulsionar os serviços turísticos e o varejo.
 
O legado do Mundial não é composto só de aeroportos melhores e mais modernos
 
Os investimentos na agilidade e eficácia do deslocamento urbano atingem atualmente 40 empreendimentos sobre mobilidade espalhados pelo país. Ao fim das obras, terão sido construídos ou aprimorados mais de 450 quilômetros de trilhos e corredores de transportes rodoviários pelas cinco regiões onde os jogos ocorrerão.
 
Da fibra óptica na Amazônia ao 4G nas grandes metrópoles, do surgimento de novos VLT’s aos BRT’s, do investimento na mão de obra via Pronatec ao aumento da capacidade produtiva, do fomento ao esporte estudantil ao atleta de ponta, o país vai aliando a oportunidade de sediar um evento de grande porte com crescimento econômico e social.
 
É claro que, há contrastes a serem combatidos neste caminho. A elitização do Maracanã, no Rio, é um deles. A entrega do tradicional estádio por 35 anos à iniciativa privada, que eleva seus ingressos às alturas e distancia o povo de suas arquibancadas, não pode ser aceita com passividade pela população fluminense. É um retrocesso privatista da gestão Cabral na sua estrada de interesses pessoais com o poder econômico.
 
Distante da campanha baixo-astral que setores da mídia e de grupos políticos de oposição tentam instalar, a Copa do Mundo se revela mais que uma tentativa de conquistar o sexto campeonato em casa. Avança como uma grande arrancada da nação no campo das oportunidades, contra o time das desigualdades. O Hexa tem tudo para ser nosso, mas o sucesso na realização da Copa das Copas já conquistamos com o suor e o empenho de milhões de brasileiros. 
 
Boa sorte, Brasil!
 
* Jandira Feghali, médica, é deputada federal (PCdoB/RJ) e líder da bancada da Câmara
 
 
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Carta aberta a Ronaldo: “você foi covarde ou oportunista?”

A carreira desses dois se parecem, eles se merecem.

Caro Ronaldinho, Ronaldo ou Fenômeno.

Nem sei como te chamar. Através de sua carreira, os nomes foram mudando. Eu me lembro da primeira vez em que te entrevistei – foram poucas, muito menos do que eu desejaria – no vestiário do Palmeiras, após um jogo contra o Cruzeiro. Você disse que estava pronto para a Copa de 94. E foi convocado. O início de uma carreira que maravilhou o mundo.
 
Olha, acho melhor chamá-lo de Ronaldo Nazário de Lima, afinal o assunto não é apenas futebol.
 
Ronaldo, os seus dribles são eternos. Desde aquela série imensa em um jogo contra o Barcelona até aquele que não se completou, em um abril de 2000. Aquele que deixou o mundo triste, calado, sofrendo. Você voltava após cinco meses de paralisação por uma problema no joelho, voltou e, ali pela esquerda do ataque da Inter, gingou diante de Fernando Couto e rompeu novamente o tendão do joelho.
 
E o seu oportunismo? Não era como Romário, que ficava ali quietinho na área, esperando a bola chegar. Com seu tamanho, não dava para passar despercebido, mas, como o Baixinho, foram muitas alegrias vindas de puro oportunismo, de saber estar no lugar certo na hora certa.
 
Pois é, Ronaldo Nazário de Lima, drible e oportunismo são fundamentais na vida de um artilheiro. São desprezíveis na vida de um cidadão.
 
Falo isso por causa de sua declaração de que tem vergonha dos atrasos nas obras da Copa. Que elas passam uma imagem ruim lá fora. Aquele velho papo de quem deseja agradar os de fora.
 
Ora, Ronaldo, você estava lá, no dia em que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa. Estava com Paulo Coelho, com Lula, com Aécio Neves e Eduardo Campos.
 
Você ao contrário deles, passou a ser membro do Comitê Organizador Local.
 
Ronaldo, você é um dos responsáveis por tudo que envolve a Copa.
 
Ronaldo, você ganhou dinheiro com a Copa. Suas publicidades aumentaram. Você alugou sua casa para um figurão da Fifa, nem vou procurar no Google o nome dele, não interessa.
 
Ronaldo, que coisa feia!!!. Depois de ser o responsável, depois de faturar dinheiro, você estica o dedo e diz que “sente vergonha”.
 
Ah, quer dizer que você não é responsável por nada? Nadica de nada? O que está errado é culpa dos outros? Trabalhou com o governo, diz que está tudo errado e apoia Aécio Neves na eleição. Drible e oportunismo.
 
Ronaldo, eu não deveria me surpreender com suas idas e vindas.
 
Em 2009, você disse que não gostaria de ser relacionar com Ricardo Teixeira, uma pessoa de “duplo caráter”. Em 2012, disse que “ele é meu amigo e estou com ele no que precisar”, antes de Ricardo Teixeira ser obrigado a renunciar à CBF.
 
Você jogou no Barça e Real, na Inter e no Milan, se recuperou no Flamengo e assinou com o Corinthians.
 
Aliás, Ronaldo, você pensou que ao dizer que “os atrasos te dão vergonha” poderia atingir Andrés Sanchez, que foi seu parceiro na recuperação do Corinthians?
 
Ronaldo, no caso de Aécio vencer, você terá muitas chances de ser o Ministro dos Esportes. Mas, saiba que o Aécio estará de olho em você. Ele é neto de Tancredo, uma das grandes raposas da política brasileira. Como o avô, ele é desconfiado. Sabe que os que traem uma vez, traem sempre.
 
É questão de índole. De caráter. Ou, da falta de ambos.
 
Escrita por Menon
 
Foto postada pelo blog
 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Tem algo no ar além dos velhos aviões de carreira

A frase do título é antiga e a situação que vivemos não é nova. Paira no ar uma estranha sensação de insegurança em que algo pode acontecer a qualquer momento. Multiplicam-se os episódios de violência por toda parte, greve na PM da Bahia, protestos, manifestações, ocupações, acidentes em penca nas estradas durante o feriadão, ônibus queimados como lenha no Rio e em São Paulo, vazamento de gás na Marginal do Tietê às duas da madrugada, provocando um infernal congestionamento durante toda a manhã na maior cidade do país, obras da Copa que não andam, gerando só notícias negativas em todos os noticiários da grande imprensa, com destaque para os casos de corrupção a granel e ameaças de aumento da inflação.
 
Não há americanos nem militares à vista, mas o clima geral me faz lembrar os acontecimentos que antecederam o golpe cívico-militar de 1964, descritos em detalhes no livro que estou lendo sobre aquele período. Em "1964 _ O Golpe", o jornalista e testemunha ocular Flávio Tavares mostra como se criou o chamado "caldo de cultura" para que "marchas da família" pedissem a derrubada do presidente João Goulart, pedido prontamente atendido pelos militares, que preparavam a conspiração desde a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, com a participação do governo dos Estados Unidos em plena Guerra Fria.
 
Acabou a ditadura, acabou a Guerra Fria, os militares voltaram para os quartéis, não há mais a "ameaça comunista" e os americanos agora têm outras preocupações, mas setores poderosos da nossa sociedade, entre eles a velha elite paulistana, os donos do dinheiro grande que vivem da especulação e o alto baronato da mídia, não se conformam até hoje com a chegada do PT ao poder central e simplesmente não admitem a reeleição de Dilma Rousseff, que daria o quarto mandato consecutivo ao partido.
 
Erros do PT e da presidente à parte, que não foram poucos, o fato é que há uma evidente orquestração para desconstruir a imagem de Dilma e do partido, na medida em que os dois principais candidatos de oposição não conseguem desempacar nas pesquisas.
 
Antes que algum leitor mais afoito tire conclusões apressadas, nem de longe imagino possível que alguém esteja preparando um golpe contra o governo, até por que as condições do Brasil e do mundo são completamente diferentes de 50 anos atrás, como disse o próprio Flávio Tavares no dia do lançamento do livro, na semana passada. Apenas constato as coincidências do tom do noticiário daquela época e o de agora, para criar um clima de medo e instabilidade. O objetivo é apenas desgastar a presidente até as eleições, para impedir uma nova vitória do PT, como até aqui apontam todas as pesquisas.
 
Por isso, jogam tudo no descontrole da inflação e no fracasso da Copa no Brasil, anunciando greves e manifestações, para depois colocar a culpa na falta de capacidade administrativa do governo, abrindo caminho para os salvadores da pátria que prometem mudar "tudo o que está aí", mais ou menos como aconteceu em 1964. Os mesmos grupos de comunicação (com a honrosa exceção da falecida Última Hora, do meu amigo Samuel Wainer), que conspiraram contra Jango, estão aí até hoje, mais unidos do que nunca, disparando manchetes dos seus canhões de  papel. Eles não esquecem, não desistem e não aprendem.