sábado, 19 de setembro de 2026

Braide exibe maquiagem urbana, mas esconde os problemas de São Luís


“Maquiagem Urbana” (Foto: Ilustrativa da IA)

Por Jorge Antonio Carvalho*

Eduardo Braide, hoje candidato ao governo do Maranhão, evita falar sobre os problemas que marcaram sua gestão como prefeito de São Luís. Mas a população não esquece. O transporte público, a limpeza urbana, a conquista do Passe Livre, nas urnas na eleição de 2024 e a política cultural foram áreas onde o discurso não se encontrou com a prática, e onde o silêncio sobre esses problemas agora soa como tentativa de esconder o passado.

Transporte em crise

No transporte público, a cidade viveu dias de caos. Greves de rodoviários deixaram São Luís sem ônibus, revelando a falta de diálogo e de planejamento. A frota envelhecida e os atrasos nos pagamentos às empresas de ônibus mostraram que a mobilidade urbana não foi prioridade. Em vez de soluções estruturais, a prefeitura gastou milhões em medidas paliativas, como transporte por aplicativo, sem resolver o problema de fundo.

Conquista estudantil ignorada

O Passe Livre, conquista histórica exigida pelos estudantes, nunca saiu do papel. Braide preferiu empurrar a responsabilidade para sua vice, deixando a juventude sem acesso a um direito que poderia transformar o cotidiano escolar. A promessa virou frustração, e até hoje a cidade espera por uma política que garanta mobilidade gratuita e inclusiva.

Cultura desprezada

Na cultura, a contradição foi ainda mais evidente. Enquanto artistas maranhenses lutavam por espaço e reconhecimento, a prefeitura destina ate hoje recursos vultosos para contratar nomes de fora do estado. Shows milionários foram e estão sendo realizados, mas a cena local permaneceu desassistida. A riqueza cultural do Maranhão foi ignorada em favor de espetáculos imediatistas, que pouco contribuíram para fortalecer a identidade da cidade.

Lixo acumulado

A limpeza urbana também se tornou um problema crônico. Contratos milionários foram firmados, mas bairros inteiros continuaram convivendo com acúmulo de lixo e coleta irregular. O descaso com a gestão dos resíduos urbanos expôs a falta de compromisso com a saúde pública e com o meio ambiente, deixando São Luís marcada por lixões e pela ausência de políticas eficazes.

Para tentar mostrar serviço, Braide apostou em obras de maquiagem: asfaltamento em algumas vias e um viaduto na entrada da cidade. Intervenções pontuais que serviram mais como vitrine eleitoral do que como solução real para os problemas urbanos. A cidade continuou sofrendo com transporte precário, lixo acumulado, falta de valorização cultural e direitos da juventude ignorado.

Esses quatro pontos: transporte, cultura, passe livre e limpeza, revelam um padrão de gestão: soluções superficiais, gastos elevados e pouca atenção às necessidades reais da população. Braide preferiu o espetáculo e o improviso em vez de enfrentar os problemas estruturais da cidade.

Agora, como candidato ao governo, tenta se apresentar como gestor eficiente. Mas sua própria história mostra o contrário. O silêncio sobre esses temas não é acaso: é estratégia para esconder os fracassos que marcaram sua administração. O Maranhão não pode ser conduzido por quem, em São Luís, deixou transporte público em crise, artistas locais esquecidos, lixo acumulado nas ruas e conquistas estudantis ignoradas.

*Jorge Antonio Carvalho - Oficial do Blog Conversa de Feira

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